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Diálogo Aberto: Como falar com Crianças e Jovens sobre o corpo e a prevenção do abuso sexual

Associação Portugues

Created on September 26, 2025

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Transcript

Diálogo Aberto: Como falar com Crianças e Jovens sobre o corpo e a prevenção do abuso sexual

Índice

1. "A conversa" - dos 3 aos 7 anos

2. "A conversa" - dos 8 aos 12 anos

3. "A conversa" - dos 13 aos 18 anos

Diálogo Aberto: Como ter "A conversa"

A Conversa

Falar sobre sexualidade é, na verdade, um processo contínuo, não um processo que se imponha numa conversa única. “A Conversa” deverá ser um processo continuado e sustentado no tempo, decorrendo de forma adaptada à idade e desenvolvimento cognitivo da criança e jovem. Ao construir uma base de confiança e abertura, a criança poderá desenvolver uma compreensão saudável e real sobre seu próprio corpo e sobre os relacionamentos com os outros, e assumir disponibilidade para colocar dúvidas ou solicitar ajuda.

Não existem regras rápidas e rígidas sobre comunicar com as crianças sobre relacionamentos, sexualidade e crescimento. Cada criança é diferente e cada família é diferente. Se falar de forma aberta e livre de preconceitos sobre questões ligadas à sexualidade, é provável que a criança também o faça.

Poderá sentir-se constrangido ou envergonhado em abordar estas temáticas e haverá algumas coisas que poderá achar particularmente difícil de falar, contudo não deixe que isso o desencoraje. É completamente normal sentir-se assim, contudo é possível preparar-se antecipadamente para atenuar esses sentimentos e evitar constrangimentos.

A Conversa - Como se preparar?

Para ter uma conversa aberta, é importante integrar assuntos como:

Como se preparar?

Converse com amigos ou familiares com filhos da mesma idade ou mais velhos, pois podem ter algumas dicas e ideias úteis, sobretudo sobre as questões que as crianças costumam colocar sobre sexualidade e como estes adultos têm procurado responder.

  • Anatomia e fisiologia;
  • Puberdade;
  • Consentimento;
  • Toque bom e toque mau
  • Segredo bom e segredo mau
  • Relacionamentos saudáveis;
  • Puberdade;
  • Reprodução;
  • Identidade de género;
  • Diversidade sexual e orientação sexual;
  • Estereótipos e preconceitos associados à sexualidade;
  • Prevenção de gravidez e Doenças/Infeções Sexualmente Transmissíveis;
  • Internet e segurança online.

Identificar as dinâmicas familiares e as crenças pessoais e familiares relativas às várias esferas da sexualidade: Existem diferentes crenças dentro das famílias e entre famílias, sobre relacionamentos, sexualidade e desenvolvimento sexual. Cada indivíduo tem as suas próprias crenças, pensamentos e sentimentos sobre estes tópicos. Idealmente, os adultos relevantes na vida da criança, sobretudo os seus progenitores, deverão discutir e chegar a um acordo sobre as mensagens que deseja transmitir ao menor.

2.1

"a CONVERSA" - DOS 3 AOS 7 ANOS

"A Conversa" - dos 3 aos 7 anos

Clique no título do tópico para expandir a informação.

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

Que nomes devo usar para me referir aos órgãos genitais?

É normal que as crianças brinquem com os órgãos genitais?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a a diferenciar o toque bom do toque mau?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a sobre segurança e toque inseguro?

Como explicar a diferença entre segredos bons e segredos maus?

Quando posso revelar um segredo?

a) "De onde vêm os bebés?"

b) “Como entrei na barriga da mãe?/Como são feitos os bebés?"

Como responder a...

c) "Onde eu estava antes de entrar na barriga da mãe?"

d) "Como eu saí da barriga da mãe?"

"A Conversa" - dos 3 aos 7 anos

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

Que nomes devo usar para me referir aos órgãos genitais?

É normal que as crianças brinquem com os órgãos genitais?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a a diferenciar o toque bom do toque mau?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a sobre segurança e toque inseguro?

Como explicar a diferença entre segredos bons e segredos maus?

Quando posso revelar um segredo?

a) "De onde vêm os bebés?"

b) “Como entrei na barriga da mãe?/Como são feitos os bebés?"

Como responder a...

c) "Onde eu estava antes de entrar na barriga da mãe?"

d) "Como eu saí da barriga da mãe?"

Que nomes devo usar para me referir aos órgãos genitais?

Usar nomes anatomicamente corretos para essas partes do corpo facilita as conversas sobre como mantê-las saudáveis, limpas e seguras. Falar confortavelmente sobre esses tópicos desde o início ajudará as crianças a expressar melhor sobre questões que possam ter e a melhor identificá-las. À medida que aprendem os nomes de outras partes do corpo, dever-se-á introduzir também a referência às partes e órgãos genitais. Da mesma forma que é normal/natural dizer “Orelha; Nariz; Olhos”, sem pudor, também deverá ser dizer “Pénis, Vagina; Rabo; Seios/Mamas”.

É importante normalizar estas partes do corpo mas também abordar as suas especificidades, nomeadamente, o facto de serem consideradas zonas íntimas. Importa transmitir que essas partes são consideradas privadas, mas não privadas no sentido de não se poder falar sobre elas, mas sim quem as pode ver e/ou tocar e quando o poderão fazer. Isto irá encorajar uma consideração positiva e um respeito saudável da criança sobre o seu corpo, juntamente com a capacidade de se comunicar de forma eficaz os limites associados a essas zonas particulares do corpo. Deverá introduzir-se aqui a questão do consentimento, sobretudo associado ao toque bom e ao toque mau.

Os pais/cuidadores devem começar a ensinar às crianças palavras identificativas das várias partes do corpo e as suas funções desde cedo. Muitos progenitores/cuidadores poderão sentir-se mais confortáveis ​a ensinar aos filhos palavras genéricas ou de “domínio comum” (Pipi; Flor; Pombinha) para identificar a anatomia sexual, contudo este uso de eufemismos pode emitir uma mensagem de que é embaraçoso falar sobre estes órgãos, dificultando a identificação correta das zonas íntimas do corpo.

"A Conversa" - dos 3 aos 7 anos

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

Que nomes devo usar para me referir aos órgãos genitais?

É normal que as crianças brinquem com os órgãos genitais?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a a diferenciar o toque bom do toque mau?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a sobre segurança e toque inseguro?

Como explicar a diferença entre segredos bons e segredos maus?

Quando posso revelar um segredo?

a) "De onde vêm os bebés?"

b) “Como entrei na barriga da mãe?/Como são feitos os bebés?"

Como responder a...

c) "Onde eu estava antes de entrar na barriga da mãe?"

d) "Como eu saí da barriga da mãe?"

"A Conversa" - dos 3 aos 7 anos

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

Que nomes devo usar para me referir aos órgãos genitais?

É normal que as crianças brinquem com os órgãos genitais?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a a diferenciar o toque bom do toque mau?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a sobre segurança e toque inseguro?

Como explicar a diferença entre segredos bons e segredos maus?

Quando posso revelar um segredo?

a) "De onde vêm os bebés?"

b) “Como entrei na barriga da mãe?/Como são feitos os bebés?"

Como responder a...

c) "Onde eu estava antes de entrar na barriga da mãe?"

d) "Como eu saí da barriga da mãe?"

"A Conversa" - dos 3 aos 7 anos

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

Que nomes devo usar para me referir aos órgãos genitais?

É normal que as crianças brinquem com os órgãos genitais?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a a diferenciar o toque bom do toque mau?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a sobre segurança e toque inseguro?

Como explicar a diferença entre segredos bons e segredos maus?

Quando posso revelar um segredo?

a) "De onde vêm os bebés?"

b) “Como entrei na barriga da mãe?/Como são feitos os bebés?"

Como responder a...

c) "Onde eu estava antes de entrar na barriga da mãe?"

d) "Como eu saí da barriga da mãe?"

Exemplo de um toque bom

Como explicar o que é um toque bom? "Quando somos mais pequenos precisamos de ajuda para tomar banho. Da mesma forma que o pai ou a mãe tocam na tua cabeça para lavar o cabelo, também têm que lavar e tocar noutras zonas do corpo para que fiquem limpas. É um toque bom porque é para o nosso bem. Quando fores mais crescido e já conseguires tomar banho sozinho, não vai ser preciso a ajuda dos pais e eles tocarem-te nessas zonas do corpo. Mas… Se sentires que esses toques não estão a ajudar a lavar-te ou não estás a gostar, se calhar não é mesmo um toque bom! Deves contar a um adulto da tua confiança o que se passou, para que este te possa ajudar! Este adulto pode ser alguém da tua família ou outra pessoa em quem confies muito (por exemplo: o/a educador/a; o/a professora/a ou o/a treinador/a)".

1.º

Exemplo

Exemplo de um toque bom

Como explicar o que é um toque bom? "Também quando somos mais pequenos, precisamos de ajuda para vestir a roupa como a t-shirt, as calças/saias ou as cuecas. E para os pais ou quem cuida de nós poder nos vestir, pode ver e ter que tocar no nosso corpo, enquanto nos veste. Mas esse é um toque bom porque é para nos ajudar a vestir e ficar mais quentinhos. "

2.º

Exemplo

Exemplo de um toque bom

Como explicar o que é um toque bom? Quando vamos ao/à médico/a, ele/a tem que ver o nosso corpo, para ver se está tudo bem com os nossos órgãos e se estamos a crescer de forma saudável. Da mesma forma que ele/a tem de ver os nossos ouvidos ou o interior da nossa boca também tem de ver os nossos órgãos genitais e por vezes tem de pedir para tirarmos a roupa, para conseguir ver. Também tem de usar aparelhos para avaliar o nosso corpo e para isso, pode ter de tocar nele. Mas este é um toque bom, mesmo que nos deixe um pouco desconfortáveis, porque é para o nosso bem. Para que o/a médico/a consiga perceber se estamos saudáveis e a crescer bem. Além disso, só vais ao/a médico/a com uma pessoa adulta de confiança. Se não tiveres a certeza, ela vai ajudar-te a distinguir se o toque é bom ou não.

3.º

Exemplo

"A Conversa" - dos 3 aos 7 anos

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

Que nomes devo usar para me referir aos órgãos genitais?

É normal que as crianças brinquem com os órgãos genitais?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a a diferenciar o toque bom do toque mau?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a sobre segurança e toque inseguro?

Como explicar a diferença entre segredos bons e segredos maus?

Quando posso revelar um segredo?

a) "De onde vêm os bebés?"

b) “Como entrei na barriga da mãe?/Como são feitos os bebés?"

Como responder a...

c) "Onde eu estava antes de entrar na barriga da mãe?"

d) "Como eu saí da barriga da mãe?"

e) “Porque é que as meninas não têm pénis igual aos meninos?”

Como explicar a diferença entre segredos bons e segredos maus?

É igualmente importante para evitar a existência de segredos, até porque, em muitas situações de abuso sexual, o/a agressor/a promove a estratégia da criança ou jovem guardar segredo dos acontecimentos e da dinâmica abusiva.

Converse com a criança sobre segredos. Explique a diferença entre um segredo bom e um segredo mau. Bons segredos são como surpresas. Segredos maus fazem as crianças sentirem medo, chateadas/irritadas ou inseguras e podem envolver uma ameaça ou suborno.

Como já referido, é importante manter uma via de diálogo aberta e disponível para facilitar a comunicação com as crianças e jovens sobre a sexualidade.

Explique à criança o que é um surborno. Diga que há sempre uma contrapartida associada.

Veja o exemplo do segredo mau nos slides seguintes.

Como explicar a diferença entre segredos bons e segredos maus?

Aqui poderá falar utilizar as emoções como bússola para ajudar a perceber se é um segredo bom, que podemos guardar ou um segredo mau, que devemos contar a algum adulto da confiança da criança

Converse com a criança sobre o que ele deve fazer se alguém lhe pedir para guardar um segredo mau e que o deixe desconfortável/magoado. Enfatize que ninguém tem o direito de obrigar alguém a guardar um segredo que nos deixe muito tristes, magoados ou preocupados e que deve sempre contar a um adulto da sua confiança quando sentir que guardar o segredo lhe provoca mal-estar.

As emoções são a nossa bússola

As emoções são a nossa bússola

Tristeza

Alegria

Medo

Raiva

Vergonha

Culpa

1ª Razão

2ª Razão

3ª Razão

Como explicar a diferença entre segredos bons e segredos maus?

Exemplo: O Senhor António, teu vizinho, pede-te para tu baixares a tua roupa e mostrares a tua vagina. Em troca, e se guardares segredo, ele diz que te oferece um tablet que dá para jogar (se a criança for mais nova pode usar o suborno como guloseimas ou chocolates) É um segredo mau porque: a) Só é partilhado por nós e a pessoa que nos pediu segredo e essa pessoa quer que este segredo nunca seja desvendado! b) Mesmo que agente goste da oferta que nos deu e fiquemos felizes com ela, no fundo ficamos sempre um pouco envergonhados com o que aconteceu e podemo-nos sentir tristes e confusos. c) Podemos ter pesadelos

Exemplo: Festa surpresa para o colega da escola, que está prestes a celebrar o seu aniversário É um segredo bom porque: a) É partilhado entre várias pessoas b) Vai ser descoberto e deixar de ser segredo c) Não nos deixa tristes ou desconfortáveis a guardá-lo

Segredo Mau

Segredo Bom

"A Conversa" - dos 3 aos 7 anos

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

Que nomes devo usar para me referir aos órgãos genitais?

É normal que as crianças brinquem com os órgãos genitais?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a a diferenciar o toque bom do toque mau?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a sobre segurança e toque inseguro?

Como explicar a diferença entre segredos bons e segredos maus?

Quando posso revelar um segredo?

a) "De onde vêm os bebés?"

b) “Como entrei na barriga da mãe?/Como são feitos os bebés?"

Como responder a...

c) "Onde eu estava antes de entrar na barriga da mãe?"

d) "Como eu saí da barriga da mãe?"

Quando posso revelar um segredo?

Explicar à crianças que há segredos que podem ser quebrados!

Podem e devem contar um segredo a algum adulto de confiança quando:

  • Guardar o segredo faz-me sentir triste e com medo;
  • Se eu guardar segredo vão continuar a fazer-me algo que eu não gosto e que me magoa
  • Se eu guardar segredo vou continuar a sofrer e a estar em perigo

Explicar às crianças que, por vezes, quem nos pede segredos, daqueles que nos fazem sentir tristes, com vergonha ou medo de contar, é porque não querem que se saiba porque se outros adultos souberem, eles vão ter um castigo (quem pediu o segredo). Dizer que a criança nunca tem culpa do que se está a passar e que mesmo que a pessoa que pede segredo lhe diz que vai ser pior para a criança se ela contar, isto não é verdade! Apenas diz isso para nos deixar com medo. E que se ficar pior, será apenas para quem nos está a fazer mal.

Certifique-se de que a criança sabe que deve/pode procurá-lo se tiver um problema ou estiver incomodada com alguma coisa. Reservar um tempo para dedicar e ouvir a criança e explorar como foi o seu dia é muito importante. É mais provável que a criança venha até si quando estiver preocupada com alguma coisa, se souber que será ouvido. Ouvir e responder às crianças mostra que está interessado no que elas têm a dizer e nas opiniões delas. Discuta a importância de contar e certifique-se de que a criança saiba que ele nunca deve ter vergonha ou medo de contar se tiver um problema. Ajude-a a elaborar uma lista de adultos que poderiam ser contatados para obter ajuda. Devem ser pessoas em quem você e a criança confiam e que possa contatar facilmente. Explique que os adultos podem estar ocupados e às vezes não “ouvir” adequadamente o que está sendo dito. Discuta o que a criança deve fazer se o adulto não ouvir ou entender.

"A Conversa" - dos 3 aos 7 anos

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

Que nomes devo usar para me referir aos órgãos genitais?

É normal que as crianças brinquem com os órgãos genitais?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a a diferenciar o toque bom do toque mau?

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a sobre segurança e toque inseguro?

Como explicar a diferença entre segredos bons e segredos maus?

Quando posso revelar um segredo?

a) "De onde vêm os bebés?"

b) “Como entrei na barriga da mãe?/Como são feitos os bebés?"

Como responder a...

c) "Onde eu estava antes de entrar na barriga da mãe?"

d) "Como eu saí da barriga da mãe?"

Importante saber que: Quando as crianças fazem esta pergunta, não associam à relação sexual. A sua curiosidade prende-se mais com as questões de espaço, tempo e local.

Um pouco mais detalhado (aconselhado a partir dos 6 anos): O corpo de cada pessoa é composto de muitas pequenas partes chamadas células. Células diferentes têm funções diferentes no corpo. A semente do pai (espermatozoide)e a semente da mãe (óvulo) juntam-se e formam o bebé que cresce dentro da barriga da mãe. É como se o pai e a mãe tivessem duas peças de um puzzle que encaixam entre si.

a) De onde vêm os bebés?

Importante saber que: Novamente, quando fazem esta pergunta, na grande maioria das vezes, nem têm consciência da conotação sexual envolvida na conceção. Geralmente só pretendem perceber como é que surgiram (acontece quando começam a ter a noção da sua existência individual e que houve um momento em que não existiam. Pode surgir no decorrer de uma conversa em que alguém lhe diz “ainda não tinhas nascido” ou “ou ainda “quando estavas na barriga da mãe”.

Estas questões surgem, usualmente, a partir dos 6 anos, quando as crianças começam a perceber o conceito “causa – efeito”.

Como responder: É como se o pai e a mãe tivessem duas peças de um puzzle que encaixam entre si e a semente do pai é colocada na barriga da mãe.

b) Como é que eu entrei na barriga da mãe?/ Como são feitos os bebés?”

Importante saber que: Após saberem que estiveram na barriga da mãe, podem perguntar, “E como é que eu saí da barriga da mãe?

Perante esta pergunta, poderão responder que o bebé sai pela vagina da mãe (novamente importante naturalizar este órgão e não associar apenas ao sexo/relação sexual). Para as crianças, perceber o conceito do parto pode ser complicado num plano abstrato, pelo que se poderá utilizar uma metáfora associada a túneis – conectam um local a outro/vamos de um sítio a outro.

c) Como é que eu sai na barriga da mãe?

Também existe situações em que o parto decorre por cesariana e aí poderá dizer-se que o/a médico/a ajudou a tirar o bebé da barria da mãe.

2.2

"a conversa" - dos 8 aos 12 anos

“A Conversa” – dos 8 aos 12 anos

A faixa de desenvolvimento entre as idades de 8 e 12 anos é bastante abrangente. Aos 8 anos, as crianças são muitas vezes ainda crianças, enquanto crianças de 12 anos estão já a entrar na sua jornada para a adolescência.

Perto do final do intervalo de 8 a 12 anos, o jovem estará a entrar na adolescência. O seu corpo está a transformar-se e os seus sentimentos e comportamentos estão a direcioná-lo para a procura de obter uma maior independência. Muitas destas mudanças têm as suas raízes na forma como o cérebro do jovem está em desenvolvimento.

Nesta fase de desenvolvimento (Operatório Concreto) a criança/jovem já é capaz de melhor compreender certos conceitos, desenvolvendo o pensamento crítico, conseguindo solucionar problemas concretos.

É também nesta fase que começa a existir um distanciamento dos progenitores e principais cuidadores, numa procura pela autonomia em relação ao adulto (procurar tomar banho sozinho/a, vestir-se sozinho/a e começar a tomar decisões sozinho/a).

Nesta faixa etária, as crianças começam a despertar para o interesse amoroso e já sentirem alguma atração.

Tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária:

  • Puberdade
    • Mudanças físicas do corpo
    • Menstruação
    • Ereção/Masturbação

A puberdade começa oficialmente quando existe um aumento na produção de hormonas sexuais, que começam a ser libertadas através das gónadas: ovários, no caso das raparigas e testículos, no caso dos meninos.

A puberdade tende a iniciar-se por volta dos 10 ou 11 anos de idade na vida das meninas, e entre os 11 e 12 anos na vida dos meninos.

Alterações Físicas na Puberdade

MENINAS

MENINOS

COMUNS

Dê um pouco mais de privacidade ao seu filho de manhã. Como os rapazes podem acordar com ereções ou ter “sonhos molhados”, poderão sentir-se constrangidos a terem uma presença de manhã no seu quarto.

Aproveite a conversa sobre as alterações físicas decorrentes na puberdade para comprar, juntamente com a sua filha, um soutien para ela (adaptados a crianças/soutien de ginásio).

Aproveite também para falar de produtos menstruais e as várias opções existentes e tente comprar juntamente com a sua filha a que ela considerar que será a melhor opção para si.

Ajude a sua filha/ a adolescente a criar um pacote menstrual para sua mochila escolar com os produtos de higiene menstrual e uma muda de roupa íntima.

Aborde a exploração do próprio corpo e transmita que a masturbação é uma parte normal do desenvolvimento sexual. É importante clarificar que a masturbação deverá ser uma atividade privada e deve ser assegurada sempre uma boa higiene.

Dicas para os Progenitores

Tranquilize o/a seu/sua filho/a de que esta é uma parte temporária, mas normal de crescer e reconhecemos que, embora isso possa ser às vezes estranho, isso vai passar.

2.3

"A conversa" - dos 13 aos 18 anos

“A Conversa” – dos 13 aos 18 anos

A expressão da sexualidade do/a jovem tem vindo a desenvolver-se desde o nascimento, mas esta esfera de vida tende a acelerar e a ganhar importância durante a adolescência.

O desenvolvimento positivo da sexualidade e da sua identidade envolve, entre outras coisas, uma compreensão saudável, aceitação e expressão do género e sexualidade de alguém orientação.

A adolescência pode ser um momento de experimentação com diferentes identidades e expressões de género. Isso pode ser visto nas escolhas em torno da roupa, maquilhagem, joias, piercings, grupos de amizade, relacionamentos, etc.

Nesta fase de desenvolvimento (Operatório Formal) o jovem já possui a capacidade de compreender situações abstratas e experiências de outras pessoas. Evidencia-se ainda uma maior capacidade de gerar conclusões abstratas a partir do pensamento lógico.

Nesta faixa etária, dá-se um continuum da puberdade, ficando concluída no decorrer destes anos. É nesta fase de desenvolvimento que há um ainda maior afastamento das figuras parentais, assumindo o grupo de pares um papel muito significativo e de grande influência no adolescente.

É nesta fase de vida do jovem que a descoberta da sexualidade atinge o seu auge. O desejo sexual torna-se algo mais específico e vários estímulos assumem conotação e valor sexual. Habitualmente é neste período de desenvolvimento que ocorrem os primeiros contatos e experiências sexuais.

“A Conversa” – dos 13 aos 18 anos

À medida que entram na adolescência, há um desejo crescente de independência e os jovens tendem a gravitar em torno os seus pares e a Internet para obter informações e conselhos.

Estas podem ser fontes úteis de informação, contudo, os pais e encarregados de educação permanecem essenciais como modelos, educadores e mentores em todo a fase da adolescência e a idade adulta jovem.

Em verdade, adolescentes que geralmente têm um relacionamento positivo com os seus pais, pautado por um diálogo aberto, apresentam maior facilidade para falar mais sobre estas questões e menor tendência em se envolverem em práticas sexuais de risco.

Apesar dos receios ou reticências, as conversas tidas pelos pais com os filhos sobre relacionamentos e a atividade sexual não aumentam a probabilidade de os jovens se tornarem sexualmente ativos.

"A Conversa" - dos 13 aos 18 anos

Clique no título do tópico para expandir a informação.

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

Relações saudáveis vs relações não saudáveis

Consentimento

Relações sexuais

Métodos contracetivos e Doenças e infeções sexualmente transmissíveis

Partilha imagens íntimas

"A Conversa" - dos 13 aos 18 anos

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Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

Relações saudáveis vs relações não saudáveis

Consentimento

Relações sexuais

Métodos contracetivos e Doenças e infeções sexualmente transmissíveis

Partilha imagens íntimas

É na adolescência que os jovens, geralmente, iniciam e experienciam as primeiras relações de intimidade e de namoro. Atendendo às suas idades e falta de experiência neste campo relacional, poderão não saber os limites e distinguir comportamentos saudáveis dos não saudáveis, em contexto de uma relação de namoro e de intimidade. É, por isso, importante ajudar o/a jovem a distinguir os princípios basilares de uma relação saudável e os comportamentos que tipificam uma relação não saudável.

Relações Saudáveis

Relações Não Saudáveis

Embora existam algumas qualidades específicas a um determinado tipo de relação, todos os relacionamentos saudáveis ​​são baseados em mútuo respeito e a capacidade de comunicar e aceitar os limites impostos. Implica o conceito básico de ‘consentimento’, onde as pessoas sabem e podem comunicar, os seus desejos e direitos, respeitando que as outras pessoas tenham os seus próprios desejos e direitos.

Pautada por comportamentos de controlo, dominação e exercício de maior poder sobre o outro. Poderá existir uma escalada destes comportamentos e a violência exercida poderá ser de diversos tipos (Violência Física; Violência Verbal; Violência Sexual; Violência Psicológica; Violência Social).

Info

"A Conversa" - dos 13 aos 18 anos

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Relações saudáveis vs relações não saudáveis

Consentimento

Relações sexuais

Métodos contracetivos e Doenças e infeções sexualmente transmissíveis

Partilha imagens íntimas

Consentimento

Fale com o jovem adolescente sobre a importância do respeito em todas as relações humanas, incluindo os relacionamentos íntimos e sexuais.

Realce que o corpo deles é deles. Não precisam de deixar ninguém tocar de uma forma que pareça insegura ou indesejada para eles, e não devem tocar nos outros de uma forma que não querem, gostam ou concordam. Isto aplica-se a um abraço, um beijo ou algo mais íntimo (tocar nas zonas íntimas do corpo; contacto sexual).

Promova a capacidade do/a jovem ser assertivo/a. Isto ajudara a que possam ser mais claros na comunicação sobre as suas opiniões, os seus desejos e necessidades.

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Relações saudáveis vs relações não saudáveis

Consentimento

Relações sexuais

Métodos contracetivos e Doenças e infeções sexualmente transmissíveis

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A atividade e as relações sexuais, se praticadas de forma consensual, mutuamente prazerosa e com respeito pela intimidade e corpo do outro, pode ter um impacto positivo quer a nível físico e emocional nas pessoas envolvidas. Contudo, algumas destas questões poderão ficar comprometidas atendendo à idade dos jovens e à sua reduzida capacidade de compreender e perspetivar todas as consequências e impacto que o envolvimento sexual comporta.

A maioria dos jovens não são sexualmente ativos no início e até meados da adolescência, iniciando, tendencialmente, os primeiros contatos sexuais com parceiros no final do período da adolescência.

É muito importante que os jovens aprendam sobre comportamentos sexuais mais seguros antes de se tornarem sexualmente ativos, a fim de fazer escolhas saudáveis ​​para seu benefício e a de quaisquer futuros parceiros sexuais.

Embora possa ser difícil pensar sobre o/a seu filho/a (mesmo quando jovem adulto) tornando-se sexualmente ativo, esta poderá ser uma inevitabilidade. É importante para si lembrar que não está a começar do zero e que esta deveria ser uma extensão de todas as conversas e experiências que tiveram desde a infância sobre a expressão da sexualidade, do consentimento e das demais características das relações saudáveis, nas quais se incluem as relações sexuais.

Atividade e Relações Sexuais - Como saber se estão preparados?

  • São excessivamente influenciados por aquilo que sabem ou imaginam que outras pessoas estão a fazer sexualmente.
  • Ele/a ou o/a parceiro/a pressionam o outro e recusa-se a ver um diferente ponto de vista (por exemplo: ainda não se sentir preparado para iniciar ou ter relações sexuais).
  • Eles ou o seu parceiro manipulam ou pressionam o outro para ter alguma forma de contato sexual. Isto pode incluir ameaças de acabar com o relacionamento, ou pode ser um mais subtil desgastando a confiança de uma pessoa e capacidade para exercer os seus direitos.
  • São capazes de compreender e gerir as possíveis consequências da atividade sexual e são legalmente capazes de consentir;
  • Compreendem a importância do consentimento para além das implicações legais e quando existe confiança mútua entre o/a parceiro/a e respeitam as decisões do outro quando se trata de limites sexuais.
  • Podem conversar e tomar medidas para se protegerem a si próprios e aos seus parceiro contra infeções sexualmente transmissíveis (IST) e gravidezes não desejadas/planeadas

"A Conversa" - dos 13 aos 18 anos

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Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

Relações saudáveis vs relações não saudáveis

Consentimento

Relações sexuais

Métodos contracetivos e Doenças e infeções sexualmente transmissíveis

Partilha imagens íntimas

Tente perceber o que o/a jovem adolescente sabe sobre a contraceção e as diversas opções disponíveis.

Se apropriado, incentive o/a seu/sua filho/a a fale com um profissional de saúde sobre as possíveis escolhas contracetivas. Poderá ser necessário experimentar vários opções para descobrir o que funciona melhor para eles. Deverá envolver o/a médico/a de família neste processo.

Aborde a temática das infeções/doenças sexualmente transmissíveis e os comportamentos de risco associados.

Contraceção e Proteção

As Infeções sexualmente transmissíveis (IST) são uma consequência possível de estar em contacto corporal próximo com outra pessoa.

As IST são geralmente virais ou infeções bacterianas, que são transmitidas pelo sangue, sémen, fluidos vaginais e da pele para a pele, durante o contacto sexual.

Atividades sexuais diferentes comportam diferentes níveis de risco. Qualquer pessoa sexualmente ativa pode ser infetado por uma ou mais DST, mesmo na primeira vez que têm relações sexuais. Obviamente que quanto mais parceiros sexuais que uma pessoa tem, especialmente se não estão a tomar precauções suficientes, maior será o risco.

A contraceção é importante não só para evitar a transmissão de ISTs mas também para evitar uma gravidez não desejada.

"A Conversa" - dos 13 aos 18 anos

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Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

Relações saudáveis vs relações não saudáveis

Consentimento

Relações sexuais

Métodos contracetivos

Doenças e infeções sexualmente transmissíveis

Partilha imagens íntimas

Mundo Online – Sexting e Partilha não consentida de imagens íntimas

Atualmente, grande parte das interações e vivências são vividas e partilhadas pelos jovens em contexto online. Apesar dos aspetos positivos das novas tecnologias, existe também um risco associado, sobretudo quando utilizado por crianças e jovens que não têm capacidade de compreender o alcance dos possíveis riscos e das consequências e impacto que esses comportamentos poderão ter sobre si a curto, médio e longo prazo.

O Sexting pode referir-se à troca de mensagens de texto de cariz sexual, mas mais frequentemente significa partilha de imagens íntimas em contexto online.

Embora seja comum jovens de ambos os sexos partilharem fotos de natureza íntima, é mais comum serem partilhados e publicados imagens íntimas de raparigas/mulheres, havendo um estigma social e culpa associado à mulher vítima.

Um inquérito sobre a sexualidade dos jovens portugueses revelou que a maioria (61,1%) bloqueia pessoas que enviam mensagens de teor sexual nas redes sociais, mas uma percentagem significativa (18,1%) também envia mensagens deste tipo. Além disso, cerca de metade dos jovens portugueses (50%) expressa insatisfação com a sua vida sexual. O inquérito também mostrou que cerca de 13% dos jovens já sofreram com a partilha de vídeos íntimos.

15,5% dos jovens sentem-se confortáveis em partilhar a sua vida íntima em aplicações, e 18,1% enviam mensagens de teor sexual para outras pessoas no ambiente digital.

Mundo Online – Sexting e Partilha não consentida de imagens íntimas

É importante transmitir aos jovens que a partilha, mesmo que consentida, de imagens íntimas é imprudente e um comportamento de risco, em que é dado o poder a outra pessoa de ter na sua posse conteúdos íntimos nossos. Esta pessoa ficará agora com um poder sobre si e poderá fazer o que quiser com aqueles conteúdos (partilhar com amigos; partilhar em páginas web, grupos de Whatsapp/Telegram; Usar como chantagem para não terminarem a relação ou coagir a continuar a ter relações sexuais e/ou enviar outros registos íntimos).

Fale com o seu filho sobre os potenciais riscos associados à publicação de conteúdo sexual ou imagens íntimas de si próprios online e o que podem fazer para os evitar.

Ajude-os a considerar práticas e formas pelas quais podem resistir qualquer pressão para partilhar conteúdos íntimas.

Tente alertar, sem alarmar, para as diversas consequências dessas partilhas. Tente transmitir disponibilidade para, caso algum dia se encontrarem numa situação difícil em relação a partilha de imagens íntimas (caso já o tenham feito), há sempre algo que pode ser feito e estará lá para ajudar a lidar com esta situação.

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Lembre o seu filho adolescente que se ele receber imagens sexuais, não devem partilhar com outras pessoas, mesmo que os seus amigos o façam. Fale do impacto desta partilha nas vítimas, mas também das possíveis implicações legais que daí possam decorrer para quem partilhou indevidamente e de forma não consentida esses conteúdos.

Dicas para adolescentes utilizarem as Redes Sociais de forma mais segura:

Contas nas redes sociais estejam em modo privado e só devem aceitar pedidos de amizade/seguidores de pessoas que conheces na vida real;

Evitar partilhar conteúdos (fotos ou vídeos) em que apareces em roupa interior ou biquíni/fato de banho;

Quando falamos com alguém online por mensagem, é importante sabermos que nem sempre temos a certeza de quem está do outro lado e as suas intenções. É muito fácil criarmos um perfil falso nas redes sociais e jogos online e fazemo-nos passar por alguém que não somos!;

Caso conheças alguém online que também queres conhecer na vida real, escolhe um local público e movimentado (exemplo:Centro Comercial;Jardim público) e conta a uma pessoa adulta da tua confiança sobre onde vais e a que horas tencionas regressar a casa.

Obrigado/a!

Rua José Estevão, 135A 1150-201, Lisboaformacao@apav.pt21 358 79 26/28

É normal que as crianças briquem com os órgãos genitais?

É extremamente comum que bebés e crianças pequenas toquem nos seus genitais. Do ponto de vista da saúde e do seu desenvolvimento, é perfeitamente normal e considerado uma exploração saudável do corpo. Deve-se ter cuidado para não fazer com que as crianças sintam vergonha dos seus comportamento ou do seu corpo. Não deve colocar a criança de castigo ou ralhar face um comportamento desta natureza. Deverá, no entanto, aproveitar este momento para explicar os limites em que poderá fazê-lo. À medida que as crianças crescem, pode ser ensinado que esse comportamento só é apropriado fazê-lo em privado.

Sinais de Alerta

  • Comportamento de controlo (controlar a forma de vestir; proibir de ter redes sociais ou controlar quem segue e com quem fala; impedir de contactar com certas pessoas, etc);
  • Demonstração constante de ciúmes;
  • Tentativa de utilização da força ou coação/ameaças;
  • História pessoal de agressão/violência (bullying) ou dificuldades de controlo das emoções;
  • Forçar/coagir a ter relações sexuais (Exemplo: Se não me deixares fazer isto, terminamos o namorou ou Se não quiseres vou procurar quem queira).

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

  • Relações saudáveis vs relações não saudáveis
  • Consentimento
  • Relações sexuais
  • Métodos contracetivos
  • Doenças e infeções sexualmente transmissíveis
  • Partilha imagens íntimas

É importante ressalvar que...

A questão do consentimento não se coloca até aos 14 anos de idade. Mesmo que a criança ou jovem consinta algum comportamento de natureza sexual promovido por um adulto, o comportamento desta pessoa adulta será sempre considerado crime! O consentimento associado ao toque bom e toque mau tem sobretudo que ver com as questões associadas aos limites do nosso corpo.

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

  • Relações saudáveis vs relações não saudáveis
  • Consentimento
  • Relações sexuais
  • Métodos contracetivos
  • Doenças e infeções sexualmente transmissíveis
  • Partilha imagens íntimas

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

  • Órgãos sexuais – Porque são partes privadas/zonas íntimas;
  • Toque bom/Toque mau;
  • Segredo bom/segredo mau;
  • Identificação de pessoas adultas e confiança.
  • É importante, antes que estas alterações comecem a ocorrer, ir falando com a criança/jovem sobre elas e a naturalidade das mesmas. É relevante explicar que apesar de existir uma faixa etária prevista para a ocorrência destas alterações, cada criança/jovem cresce e desenvolve-se ao seu próprio ritmo (não ver como uma espécie de competição).
  • Esta abordagem dirigida pelos pais/cuidadores é, nesta fase, geralmente acompanhada pela educação sexual em contexto escolar, sendo também nesta faixa etária que se começa a abordar em contexto de sala de aula a fisionomia humana e o sistema reprodutor.

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

  • Relações saudáveis vs relações não saudáveis
  • Consentimento
  • Relações sexuais
  • Métodos contracetivos
  • Doenças e infeções sexualmente transmissíveis
  • Partilha imagens íntimas

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a sobre segurança e toque inseguro?

É ainda importante focalizar nos toques ligados às zonas privadas do corpo, explicando como conseguimos/podemos perceber se é um toque bom ou um toque mau. Diga ao seu filho que não há problema em dizer “Não” se um adulto lhe pedir para fazer algo que a criança considera perigoso ou inseguro, ou que o deixe desconfortável. Lembre ao/à seu/sua filho/a que não há problema em dizer “Não” se um adulto o/a tocar de uma forma que a criança não goste – por exemplo, algumas crianças não gostam de receber cócegas, ser abraçadas ou beijadas por alguns adultos. Discuta com o/a seu/sua filho/a os toques seguros e inseguros. Diga-lhe para nunca guardar segredo perante algo que lhe fizeram ou obrigaram a fazer e que o/a tenha deixado/a desconfortável, triste ou com medo.

3ª Razão

É importante ainda explicar que podemos sentir várias emoções e sentimentos ao mesmo tempo! Este misto de emoções podem surgir, por exemplo, em situações de violência sexual em que o/a agressor/a utiliza o suborno para aliciar e/ou manter o comportamento em segredo.

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

  • Relações saudáveis vs relações não saudáveis
  • Consentimento
  • Relações sexuais
  • Métodos contracetivos
  • Doenças e infeções sexualmente transmissíveis
  • Partilha imagens íntimas

Rabo

Seios

Vagina

Rabo

Pénis e testículos

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

  • Relações saudáveis vs relações não saudáveis
  • Consentimento
  • Relações sexuais
  • Métodos contracetivos
  • Doenças e infeções sexualmente transmissíveis
  • Partilha imagens íntimas

Quais são os tópicos importantes a conversar/ensinar nesta faixa etária?

  • Relações saudáveis vs relações não saudáveis
  • Consentimento
  • Relações sexuais
  • Métodos contracetivos
  • Doenças e infeções sexualmente transmissíveis
  • Partilha imagens íntimas

2ª Razão

Explicar que todas as emoções são importantes, porque passam sempre uma mensagem e nos ajudam a perceber melhor como nos sentimentos em relação a certas situações ou pessoas. Apesar de existir algumas emoções que nós gostamos mais de sentir do que outras, todas elas são importantes.

1ª Razão

Dizer às crianças que as nossas emoções funcionam como uma bússola! É a forma que o nosso corpo tem de comunicar connosco e ajudar a orientar as nossas ações e comportamentos!

Como devo ensinar o/a meu/minha filho/a a diferenciar o toque bom do toque mau?

Desde cedo, poderá ajudar seu filho a perceber o tipo de toques com os quais se sentem confortáveis e que toques os deixam desconfortáveis e sobre os quais poderão impor limites. Também é bom dar às crianças a oportunidade de tomar decisões sobre quem os toca e como eles podem ser tocados. Falar sobre toque seguro, inseguro e indesejado é importante, também para evidenciar a possibilidade de imposição de limites. Converse com o/a seu/sua filho/a sobre os tipos de toques que ele gosta e não gosta, é importante para identificar os seus limites. Por exemplo: há crianças que não gostam de cumprimentar com um beijo na cara ou não gostam de abraços. E há que respeitá-las e não forçar esses comportamentos. Em alternativa, pode tentar encontrar juntamente com a criança uma outra forma de cumprimento (dar um “highfive”, por exemplo).