Curso TreinadoresGrau II - Tumbling
Teoria do Treino Eduardo Mendes
Estrutura do Módulo
Estrutura do Curso
- Introdução à Teoria do Treino
- Princípios Gerais do Treino Desportivo
- Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
- Estrutura e Organização do Treino
- Planeamento da Carga e Recuperação
- Controlo e Avaliação do Treino
- Aplicação Prática à Ginástica
Introdução à Teoria do Treino
Introdução à Teoria do Treino
- Definição de Teoria do Treino
- A Teoria do Treino é a área científica que estuda, organiza e fundamenta o processo de treino desportivo. Baseia-se em princípios de fisiologia, pedagogia, psicologia e biomecânica. Objetivo principal: desenvolver a performance respeitando as fases de crescimento e garantindo segurança e saúde.
- Objetivos: rendimento, saúde, aprendizagem e progressão
- Melhorar o rendimento → preparar o ginasta para executar com mais qualidade técnica e eficiência.
- Assegurar o desenvolvimento harmonioso → respeitando as fases de maturação.
- Prevenir lesões e sobrecarga → planeando a progressão de cargas.
- Garantir aprendizagem a longo prazo → formação desportiva contínua, LTAD.
- Promover valores educativos → disciplina, perseverança, cooperação.
Introdução à Teoria do Treino
- Especificidade na Ginástica.
- Desporto multifacetado: exige força, flexibilidade, coordenação, velocidade, resistência e precisão técnica.
- Caracteriza-se por movimentos complexos:
- Explosivos (saltos, acrobacias).
- Controlados (receções).
- Complexos (ligações entre elementos).
- O treino deve equilibrar quantidade (volume e intensidade) e qualidade técnica (complexidade do gesto).
Introdução à Teoria do Treino
- A Teoria do Treino como Ciência Aplicada
- A teoria do treino não é apenas “saber treinar”, mas sim compreender cientificamente o processo.
- Está ligada a:
- Fisiologia do esforço → adaptação cardiovascular e muscular.
- Psicologia do desporto → motivação, concentração e aspetos psicológicos
- Biomecânica → execução técnica eficiente.
- Pedagogia → métodos de ensino e progressões pedagógicas.
- Frase-chave:“A teoria do treino é o mapa que guia o processo de formação e rendimento do ginasta.”
Princípios Gerais do Treino Desportivo
Princípios Gerais do Treino Desportivo
- Introdução
- Os princípios do treino são regras universais que orientam o planeamento e a aplicação do treino.
- Garantem que o treino seja eficaz, progressivo e seguro.
- Servem de base para qualquer modalidade, devem ter em conta as especificidades na ginástica.
- Frase-chave:“Sem princípios, o treino é improviso.”
Princípios Gerais do Treino Desportivo
- Principais Princípios
- Sobrecarga - Para evoluir, o corpo precisa ser exposto a estímulos acima do habitual.
- Na ginástica: repetições dos elementos, numero de séries, intensidade ou complexidade dos elementos.
“Exemplo: aumentar a altura de saltos pliométricos ao longo das semanas.”
Princípios Gerais do Treino Desportivo
- Principais Princípios
- Especificidade - As adaptações são específicas ao tipo de estímulo.
- O treino deve refletir as exigências técnicas e físicas da ginástica.
“Exemplo: Na ginástica a pliometria e saltos são mais relevantes que corrida longa”
Princípios Gerais do Treino Desportivo
- Principais Princípios
- Progressão - A carga deve aumentar de forma gradual, respeitando o ritmo de adaptação do individuo ao estimulo.
- Progressão muito rápida → risco de lesão.
- Progressão lenta → estagnação.
“Exemplo: Respeitar e adequar as progressões pedagógicas dos elementos ao ginasta, sem saltar etapas.”
Princípios Gerais do Treino Desportivo
- Principais Princípios
- Continuidade - O treino deve ser consistente e estruturado ao longo do tempo.
“Exemplo: treinos semanais regulares garantem evolução técnica e física.”
- Individualidade - Cada ginasta responde de forma diferente ao treino (idade, sexo, maturação, experiência).
“Exemplo: um exercício pode ser demasiado exigente para um iniciado mas adequado para um sénior.”
Princípios Gerais do Treino Desportivo
- Principais Princípios
- Recuperação - O corpo precisa de tempo para se adaptar e melhorar.
- O treino deve incluir períodos de descanso ativo/passivo.
Exemplo: alternar treino intenso de força com dias de flexibilidade e técnica.
- Reversibilidade - Os ganhos desaparecem se o treino parar ou diminuir drasticamente.
Exemplo: após férias longas sem treino, o ginasta perde força e flexibilidade.
Princípios Gerais do Treino Desportivo
- Aplicação à Ginástica (Tumbling)
- Planeamento prático:
- Sobrecarga: aumentar nº de elementos por sessão de treino.
- Especificidade: treino de airflor em vez de fast track.
- Progressão: respeitar as progressões dos elementos técnicos para cada elemento.
- Recuperação: alternar a número de repetições em pista convencional e em “pistas elásticas” em dias consecutivos.
- Individualidade: adaptar carga a jovens ginastas em fase de crescimento.
Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
- Introdução - O rendimento desportivo resulta da interação entre capacidades condicionais e coordenativas.
- Na ginástica, a excelência técnica depende tanto da condição física como da coordenação.
Frase-chave: - “Na ginástica, a força gera movimento, mas a coordenação dá-lhe forma.”
Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
- Capacidades Físicas Condicionais - São determinadas pelo potencial energético e estrutural do organismo.
- Força - Capacidade de vencer ou opor-se a resistências.
- Tipos:
- Força máxima
- Força explosiva
- Força resistência
- Resistência - Capacidade de manter esforço ao longo do tempo.
- Na ginástica → resistência específica (suportar séries de alta intensidade).
Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
- Velocidade - Capacidade de realizar movimentos no menor tempo possível.
- Inclui tempo de reação, frequência de movimentos, velocidade gestual.
- Ex.: velocidade na corrida de balanço antes de um salto.
- Flexibilidade - Amplitude máxima de movimento em uma ou mais articulações.
- Essencial para a estética e amplitude dos movimentos e prevenção de lesões
Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
- Capacidades Coordenativas - São determinadas pelo sistema nervoso e permitem organizar e controlar o movimento.
- Equilíbrio - Manter o centro de massa dentro da base de apoio.
- Exemplo: receção no final de uma série.
- Coordenação - Combinação harmoniosa de movimentos parciais.
- Exemplo: trabalho da chamada para a rondada.
Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
- Agilidade - Capacidade de mudar de direção/posição rapidamente com controlo.
- Exemplo: ligações entre elementos em série de tumbling.
- Ritmo - Perceber e reproduzir uma sequência temporal de movimentos.
- Exemplo: coreografias no solo e ginástica rítmica.
- Orientação Espacial - Perceber a posição do corpo no espaço.
- Exemplo: acrobacias aéreas (mortais com piruetas)
Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
- Relação Condicionais vs Coordenativas
- Condicionais = base energética (potência do movimento).
- Coordenativas = base de controlo (precisão e fluidez).
- A ginástica exige o equilíbrio entre as duas
Estrutura e Organização do Treino
Estrutura e Organização do Treino
- A Sessão de Treino - É a unidade fundamental do processo de treino.Deve ser organizada em 3 momentos:
- Aquecimento
- Objetivo: preparar o corpo para a atividade a desenvolver
- Exercícios gerais (corrida, mobilidade articular) + específicos (elementos básicos da ginástica).
- Reduz risco de lesão.
- Parte principal
- Conteúdo técnico, físico
- Trabalho condicionado por objetivos do planeamento (ex.: aprendizagem de novos elementos, aperfeiçoamento técnico, força específica).
- Volta à calma / Recuperação ativa
- Alongamentos,
- Facilita a recuperação muscular e mental
Estrutura e Organização do Treino
- O treino organiza-se em unidades temporais hierarquizadas:
- Microciclo (≈ 1 semana)
- Conjunto de sessões de treino.
- Objetivo: trabalhar conteúdos específicos a curto prazo.
- Ex.: 5 sessões semanais: 2 focadas em trabalho da série 1, 2 focadas em série 2, 1 em acrobacia.
- Mesociclo (≈ 1 mês ou bloco de 3–6 semanas)
- Agrupa vários microciclos.
- Objetivo: desenvolver uma capacidade ou preparar fase da época.
- Ex.: mesociclo de competição de preparação para campeonato distrital.
- Macrociclo (≈ 6 meses a 1 ano)
- Planeamento da época desportiva.
- Inclui fases: preparação geral, preparação específica, competição e transição.
- Ex.: temporada competitiva de ginástica artística juvenil.
Planeamento da Carga e Recuperação
Planeamento da Carga e Recuperação
- O que é a Carga de Treino? - A carga representa o estímulo total aplicado ao organismo durante o treino.
- É composta por:
- Volume: quantidade de trabalho (tempo, nº de repetições, séries).
- Intensidade: exigência relativa do esforço (peso, altura de salto, velocidade).
- Densidade: relação entre tempo de esforço e de recuperação dentro da sessão.
- Frequência: nº de sessões por semana.
- Exemplo em ginástica:
- Volume: nº de séries executadas.
- Intensidade: trabalho com plano elevado.
- Densidade: tempo de pausa entre séries.
- Frequência: sessões de treino semanais.
Planeamento da Carga e Recuperação
- Recuperação - A recuperação é parte essencial do treino, não o oposto.
- Tipos de recuperação:
- Ativa: baixa intensidade (corrida leve, alongamentos dinâmicos).
- Passiva: repouso, sono.
- Complementar: massagem, crioterapia, técnicas de relaxamento.
- Estratégias na ginástica:
- Alternar sessões intensas (acrobacias, força explosiva) com sessões de menor impacto (flexibilidade, técnica fina).
- Alongamentos e mobilidade no final da sessão.
- Garantir sono adequado e nutrição equilibrada.
Sinais de Sobrecarga / Overtraining
- Queda de rendimento persistente.
- Fadiga excessiva.
- Irritabilidade, desmotivação.
- Maior incidência de lesões.
Controlo e Avaliação do Treino
Controlo e Avaliação do Treino
- Introdução
- O treino só é eficaz se puder ser medido, controlado e ajustado.
- O controlo permite verificar se os objetivos foram atingidos e se a carga aplicada está adequada.
- A avaliação orienta as decisões do treinador → reforçar, corrigir ou mudar estratégias.
- Frase-chave para os alunos:“Não se pode melhorar o que não se mede.”
Controlo e Avaliação do Treino
- Objetivos do Controlo e Avaliação
- Monitorizar a evolução física e técnica.
- Prevenir sobrecarga e lesões.
- Verificar se o planeamento está a resultar.
- Adaptar cargas e conteúdos às necessidades do ginasta.
- Motivar os atletas mostrando progresso real.
Controlo e Avaliação do Treino
- Métodos de Controlo
- a) Testes físicos
- Força: nº de elevações na barra, tempo de prancha isométrica.
- Potência: salto vertical (Squat Jump, Countermovement Jump).
- Resistência: circuitos técnicos cronometrados.
- Flexibilidade: teste de sentar e alcançar, abertura de espargata.
Controlo e Avaliação do Treino
- Métodos de Controlo
- b) Observação técnica
- Análise qualitativa de elementos → execução correta, erros, consistência.
- Filmagem em vídeo → comparação entre treinos e épocas.
- c) Indicadores subjetivos
- Escala de Perceção de Esforço (RPE).
- Questionários de fadiga, sono e motivação.
- d) Indicadores objetivos de carga
- Frequência cardíaca.
- Tempo de execução.
- Contagem de repetições/séries.
Controlo e Avaliação do Treino
- Ferramentas na Ginástica
- Filmagem em slow-motion → análise da técnica.
- Diário de treino → registo de elementos aprendidos, nº de repetições, falhas/sucessos.
- Checklists de avaliação técnica (baseadas no Código de Pontuação da FIG).
- Testes físicos específicos → saltos no trampolim, séries no solo, flexibilidade ativa e passiva.
Controlo e Avaliação do Treino
- Frequência da Avaliação
- Diária: controlo do esforço percebido, observação técnica.
- Semanal: evolução em exercícios técnicos e físicos.
- Mensal: testes físicos, checklists de novos elementos.
- Anual: comparação global, definição de novos objetivos.
Aplicação Prática à Ginástica
Aplicação Prática à Ginástica
- Utilização do ficheiro do Planeamento para planeamento e controlo de treino em Tumbling.
- Divisão dos objetivos finais em tarefas de treino para serem introduzidas no planeamento.
Aplicação Prática à Ginástica
Aplicação Prática à Ginástica
Aplicação Prática à Ginástica
- Caracterização do trabalho técnico nos períodos
- Período Preparatório geral
- Condição física geral
- Trabalho de bases e estruturas
- Período Preparatório Específico
- Condição física técnica
- Trabalho de acrobacias, trabalho de partes
- Período Pre-competitivo
- Trabalho de séries simplificadas
- Trabalho de séries completas
- Período Competitivo
- Trabalho específico para a competição
Eduardo Mendes Curso de Treinadores Grau II - Tumbling
Apresentacao_Teoria do Treino 1.pptx
Federação de Ginástica de Portugal
Created on September 25, 2025
Start designing with a free template
Discover more than 1500 professional designs like these:
View
Math Mission
View
Simulation: How to Act Against Bullying
View
World Ecosystems
View
AI Diagnostic Survey for the Corporate Environment
View
Video: Keys to Effective Communication
View
Character Clues Game Education
View
Character Clues Game Education Mobile
Explore all templates
Transcript
Curso TreinadoresGrau II - Tumbling
Teoria do Treino Eduardo Mendes
Estrutura do Módulo
Estrutura do Curso
Introdução à Teoria do Treino
Introdução à Teoria do Treino
Introdução à Teoria do Treino
Introdução à Teoria do Treino
Princípios Gerais do Treino Desportivo
Princípios Gerais do Treino Desportivo
Princípios Gerais do Treino Desportivo
- Principais Princípios
- Sobrecarga - Para evoluir, o corpo precisa ser exposto a estímulos acima do habitual.
- Na ginástica: repetições dos elementos, numero de séries, intensidade ou complexidade dos elementos.
“Exemplo: aumentar a altura de saltos pliométricos ao longo das semanas.”Princípios Gerais do Treino Desportivo
- Principais Princípios
- Especificidade - As adaptações são específicas ao tipo de estímulo.
- O treino deve refletir as exigências técnicas e físicas da ginástica.
“Exemplo: Na ginástica a pliometria e saltos são mais relevantes que corrida longa”Princípios Gerais do Treino Desportivo
- Principais Princípios
- Progressão - A carga deve aumentar de forma gradual, respeitando o ritmo de adaptação do individuo ao estimulo.
- Progressão muito rápida → risco de lesão.
- Progressão lenta → estagnação.
“Exemplo: Respeitar e adequar as progressões pedagógicas dos elementos ao ginasta, sem saltar etapas.”Princípios Gerais do Treino Desportivo
- Principais Princípios
- Continuidade - O treino deve ser consistente e estruturado ao longo do tempo.
“Exemplo: treinos semanais regulares garantem evolução técnica e física.”- Individualidade - Cada ginasta responde de forma diferente ao treino (idade, sexo, maturação, experiência).
“Exemplo: um exercício pode ser demasiado exigente para um iniciado mas adequado para um sénior.”Princípios Gerais do Treino Desportivo
- Principais Princípios
- Recuperação - O corpo precisa de tempo para se adaptar e melhorar.
- O treino deve incluir períodos de descanso ativo/passivo.
Exemplo: alternar treino intenso de força com dias de flexibilidade e técnica.- Reversibilidade - Os ganhos desaparecem se o treino parar ou diminuir drasticamente.
Exemplo: após férias longas sem treino, o ginasta perde força e flexibilidade.Princípios Gerais do Treino Desportivo
Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
- Introdução - O rendimento desportivo resulta da interação entre capacidades condicionais e coordenativas.
- Na ginástica, a excelência técnica depende tanto da condição física como da coordenação.
Frase-chave: - “Na ginástica, a força gera movimento, mas a coordenação dá-lhe forma.”Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
Capacidades Físicas Condicionais e Coordenativas
Estrutura e Organização do Treino
Estrutura e Organização do Treino
Estrutura e Organização do Treino
Planeamento da Carga e Recuperação
Planeamento da Carga e Recuperação
Planeamento da Carga e Recuperação
- Recuperação - A recuperação é parte essencial do treino, não o oposto.
- Tipos de recuperação:
- Ativa: baixa intensidade (corrida leve, alongamentos dinâmicos).
- Passiva: repouso, sono.
- Complementar: massagem, crioterapia, técnicas de relaxamento.
- Estratégias na ginástica:
- Alternar sessões intensas (acrobacias, força explosiva) com sessões de menor impacto (flexibilidade, técnica fina).
- Alongamentos e mobilidade no final da sessão.
- Garantir sono adequado e nutrição equilibrada.
Sinais de Sobrecarga / OvertrainingControlo e Avaliação do Treino
Controlo e Avaliação do Treino
Controlo e Avaliação do Treino
Controlo e Avaliação do Treino
Controlo e Avaliação do Treino
Controlo e Avaliação do Treino
Controlo e Avaliação do Treino
Aplicação Prática à Ginástica
Aplicação Prática à Ginástica
Aplicação Prática à Ginástica
Aplicação Prática à Ginástica
Aplicação Prática à Ginástica
Eduardo Mendes Curso de Treinadores Grau II - Tumbling