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CESÁRIO verde

Catarina Lucas (2023/EBSAS/10E)

Created on September 23, 2025

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Transcript

CESÁRIO verde

"Ao gás"

Beatriz vieira nº4Catarina Lucas nº5Francisco correia nº9 INÊS samagaio nº 15

Análise

Os hospitais “moles” evocam doença e fragilidade; o vento frio nas ruas acentua a vulnerabilidade das mulheres pobres (representa as doenças e pobreza humanas- são traços centrais da cidade).

" Ao gás " E saio. A noite pesa, esmaga. Nos Passeios de lajedo arrastam-se as impuras. Ó moles hospitais! Sai das embocaduras Um sopro que arrepia os ombros quase nus. Cercam-me as lojas, tépidas. Eu penso Ver círios laterais, ver filas de capelas, Com santos e fiéis, andores, ramos, velas, Em uma catedral de um comprimento imenso.

O poeta continua a deambular pela cidade de Lisboa

Sentimento: Opressão. O verbo “esmagar” sugere sufoco e ansiedade perante a cidade noturna (introduz de imediato o tom pesado e melancólico).

As lojas iluminadas lembram- lhe capelas com velas “círios” e fiéis (ele quando vê as luzes das lojas, imagina ver uma igreja).

Referência às prostitutas “impuras”, imagem de marginalidade e miséria (representa a degradação social e a impureza moral que dominam Lisboa).

Recursos expressivos

E saio. A noite pesa, esmaga. Nos Passeios de lajedo arrastam-se as impuras. Ó moles hospitais! Sai das embocaduras Um sopro que arrepia os ombros quase nus. Cercam-me as lojas, tépidas. Eu penso Ver círios laterais, ver filas de capelas, Com santos e fiéis, andores, ramos, velas, Em uma catedral de um comprimento imenso.

Hipérbole, degradação e adjétivação

Apóstrofe

Enumeração

Análise

Trabalho manual e honesto — o forjador e os padeiros contrastam com a ociosidade da cidade (representam a busca de honestidade e as pessoas trabalhadoras).

As jovens burguesas religiosas são retratadas com ironia “burguesinhas” (diminutivo depreciativo). Significado: Denúncia da hipocrisia burguesa e da superficialidade.

As burguesinhas do CatolicismoResvalam pelo chão minado pelos canos; E lembram-me, ao chorar doente dos pianos, As freiras que os jejuns matavam de histerismo. Num cutileiro, de avental, ao torno, Um forjador maneja um malho, rubramente; E de uma padaria exala-se, inda quente, Um cheiro salutar e honesto a pão no forno.

O som fraco dos pianos “choro doente” lembra freiras exaustas pelo ascetismo.Ideia-chave: Crítica às práticas religiosas excessivas e à decadência espiritual.

Recursos expressivos

As burguesinhas do CatolicismoResvalam pelo chão minado pelos canos; E lembram-me, ao chorar doente dos pianos, As freiras que os jejuns matavam de histerismo. Num cutileiro, de avental, ao torno, Um forjador maneja um malho, rubramente; E de uma padaria exala-se, inda quente, Um cheiro salutar e honesto a pão no forno.

Ironia- uso do diminutivo e tom depreciativo para criticar a superficialidade da burguesia.

Sensação auditiva

Sensação olfativa

Análise

O poeta deambula pela cidade O poeta confessa a dificuldade de captar em poesia a beleza e tristeza da cidade iluminada (mistura fascínio e frustração; há encanto estético “palidez romântica” e crítica à artificialidade).

E eu que medito um livro que exacerbe, Quisera que o real e a análise mo dessem; Casas de confecções e modas resplandecem; Pelas vitrines olha um ratoneiro imberbe. Longas descidas! Não poder pintar Com versos magistrais, salubres e sinceros, A esguia difusão dos vossos reverberos, E a vossa palidez romântica e lunar!

O poeta confessa que gostava de viver a realidade do livro

O contraste entre luxo “resplandecem” e pobreza “ratoneiro” (ladrão jovem) evidencia desigualdade social (crítica ao consumismo e à marginalidade gerada pela miséria).

Recursos expressivos

E eu que medito um livro que exacerbe, Quisera que o real e a análise mo dessem; Casas de confecções e modas resplandecem; Pelas vitrines olha um ratoneiro imberbe. Longas descidas! Não poder pintar Com versos magistrais, salubres e sinceros, A esguia difusão dos vossos reverberos, E a vossa palidez romântica e lunar!

Sensação visual

Adjétivação

Análise

Que grande cobra, a lúbrica pessoa,Que espartilhada escolhe uns xales com debuxo! Sua excelência atrai, magnética, entre luxo, Que ao longo dos balcões de mogno se amontoa. E aquela velha, de bandós! Por vezes, A sua trai^ne imita um leque antigo, aberto, Nas barras verticais, a duas tintas. Perto, Escarvam, à vitória, os seus mecklemburgueses.

A mulher espartilhada é comparada a uma cobra “lúbrica”, símbolo de sensualidade e perigo moral (exposição da superficialidade e luxúria no consumo burguês).

Retrato caricatural de uma figura decadente (velha vaidosa com penteado antigo) e dos cavalos (“mecklemburgueses”) — crítica à ostentação vazia.

Recursos expressivos

Metáfora

Que grande cobra, a lúbrica pessoa,Que espartilhada escolhe uns xales com debuxo! Sua excelência atrai, magnética, entre luxo, Que ao longo dos balcões de mogno se amontoa. E aquela velha, de bandós! Por vezes, A sua trai^ne imita um leque antigo, aberto, Nas barras verticais, a duas tintas. Perto, Escarvam, à vitória, os seus mecklemburgueses.

Comparação

Análise

Imagem sufocante do luxo: tecidos e pós-de-arroz (maquilhagem) criam um ambiente artificial e superficial (Lisboa como palco de consumo fútil).

Desdobram-se tecidos estrangeiros;Plantas ornamentais secam nos mostradores; Flocos de pós-de-arroz pairam sufocadores, E em nuvens de cetins requebram-se os caixeiros. Mas tudo cansa! Apagam-se nas frentes Os candelabros, como estrelas, pouco a pouco; Da solidão regouga um cauteleiro rouco; Tornam-se mausoléus as armações fulgentes.

O brilho apaga-se; o cenário torna-se fúnebre “mausoléus”. A imagem transmite o desencanto do poeta. Tudo é transitório e vazio, reforçando a ideia de decadência urbana.

Recursos expressivos

Desdobram-se tecidos estrangeiros;Plantas ornamentais secam nos mostradores; Flocos de pós-de-arroz pairam sufocadores, E em nuvens de cetins requebram-se os caixeiros. Mas tudo cansa! Apagam-se nas frentes Os candelabros, como estrelas, pouco a pouco; Da solidão regouga um cauteleiro rouco; Tornam-se mausoléus as armações fulgentes.

Metáfora

Análise

Clímax emocional: o professor mendigo simboliza o desprezo pelo saber e pelo passado glorioso. Comentário: Une crítica social (abandono do intelectual) e sentimento pessoal (recordação de infância).

Dó da miséria!... Compaixão de mim!...E, nas esquinas, calvo, eterno, sem repouso,Pede-me esmola um homenzinho idoso, Meu velho professor nas aulas de Latim!

Recursos expressivos

Dó da miséria!... Compaixão de mim!...E, nas esquinas, calvo, eterno, sem repouso,Pede-me esmola um homenzinho idoso, Meu velho professor nas aulas de Latim!

Exclamação / Interjeição → uso de exclamações para transmitir emoção intensa, compaixão e indignação perante a miséria.

Hipérbole → exagero ao descrever o professor, enfatizando o seu sofrimento contínuo e a sensação de imutabilidade da miséria.

Conclusão:

  • Opressão e Degradação: O eu lírico sente-se oprimido pela miséria e pela degradação da cidade, que é apresentada como um espaço de doença, prostituição e um espírito consumista.
  • Contraste entre Passado e Presente: Há uma forte oposição entre o passado glorioso de Portugal, evocado através dos Descobrimentos, e o presente decadente da Lisboa moderna.
  • Crítica Social: O poema denuncia a desigualdade social e a hipocrisia da burguesia, contrastando a miséria dos pobres com a riqueza de poucos.
  • Busca pela Honestidade: A honestidade do trabalho é representada pela figura dos padeiros e pelo cheiro do pão, em contraste com a ociosidade e a artificialidade da cidade.
  • Evasão e Esperança:
O sujeito poético deseja escapar da solidão e da opressão da cidade, buscando uma forma de evasão e a criação de uma poesia que possa retratar a realidade de forma impactante.
  • O Antigo Professor de Latim:
O encontro com um antigo professor que agora vive como pedinte simboliza o desprezo pela cultura e pelo saber na sociedade moderna.
  • A Luz do Gás:
A iluminação artificial da cidade, que substitui a luz natural, simboliza a artificialidade e a impureza do ambiente urbano.