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SAPO_RA_PERERECA_COMPLETO

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Created on September 21, 2025

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SAPO, RÃ E PERERECA

Pertencem à ordem Anura (anfíbios sem cauda). O que os diferencia é a forma do corpo, que está associada a diferentes modos de vida.

DISTRIBUIÇÃO DAS ESPÉCIES

Vivem desde as regiões tropicais até as subárticas, mas a maior diversidade está nas florestas tropicais, especialmente em locais alagados.

Brasil

1.144

sapos, pererecas e rãs

Santa Catarina

Mundo

7.867

130

METAMORFOSE COMPLETA

A maioria das espécies inicia o ciclo como ovo, passa pela fase aquática de girino com respiração branquial e culmina na fase pós-metamórfica.

ovo

girino

aquático ou terrestre

primeiras pernas

recém eclodido

absorção da cauda

SAPO

Com corpo robusto e patas traseiras curtas e vigorosas, costuma caminhar em vez de saltar e pular.

pele rugosa e áspera

glândulas parotoides que secretam veneno

dedos curtos e sem ventosas

Com corpo alongado e cintura robusta, são semi-aquáticas, saltadoras e boas nadadoras.

pele lisa e úmida

dedos longose sem ventosas

PERERECA

Com corpo esguio e arborícola, possui patas longas e finas, é ótima saltadora e escaladora.

pele lisa e úmida

ponta dos dedos com discos adesivos

Geralmente sapos, rãs e pererecas possuem quatro dedos nos membros dianteiros e cinco nos traseiros

O SAPO E AS GLÂNDULAS DE VENENO

Geralmente estão localizadas atrás dos olhos, mas em algumas espécies também estão próximas à tíbia.

pressão

o veneno é liberado pela pele quando o sapo é pressionado ou mordido

Se ingerido, causa náuseas, vômitos e pode levar à paralisia ou morte do predador. Em humanos, provoca irritações e outros sintomas.

LÍNGUA PARA CAÇAR

A língua dos anuros é feita de um tecido muscular altamente elástico e macio, cerca de 10 vezes mais macio que a língua humana.

a língua é presa na parte da frente da boca

a ponta, coberta por muco, é o que garante a captura do inseto

As rãs conseguem lançar a língua a velocidades superiores a quatro metros por segundo, podendo se estender por quase um terço do corpo.

UMIDADE PARA RESPIRAR

Ainda que possua pulmões, a pele porosa, lisa e sem escamas é responsável por boa parte das trocas gasosas do animal, desde que esteja úmida.

toda a superfície pode realizar trocas gasosas, com destaque para o abdômen e os flancos, mais finos e irrigados

Em ambientes úmidos, a pele supera os pulmões na troca gasosa, absorvendo cerca de 30% do oxigênio e liberando mais de 80% do gás carbônico.

LINHA EVOLUTIVA

A vida vertebrada iniciou com peixes de nadadeiras lobadas nos mares, originando a diversidade terrestre atual, como os anfíbios.

Peixes Sarcopterigeos

425 milhões de anos

Possuíam nadadeiras pares ósseas e carnudas, precursoras dos membros dos vertebrados terrestres.

Tetrápodes primitivos

375 milhões de anos

Primeiros vertebrados com membros e dedos, capazes de se locomover fora da água.

Anfíbios basais

330 milhões de anos

Viviam em ambientes aquáticos e terrestres, com pele permeável e reprodução aquática.

Proto-anuros

250 milhões de anos

Formas transicionais com corpo encurtado e início da adaptação ao salto.

Anuros modernos

200 milhões de anos

Possuem a pele lisa, com glândulas de veneno e de muco. O canto é a arma do macho para reproduzir e o salto é a estratégia para fugir de predadores.

Infografia: Ben Ami Scopinhoben.scopinho@nsc.com.br

Fonte: Dr. Selvino Neckel de Oliveira, professor titular do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina.