Paulo Gonet, procurador-geral da República Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Jair Bolsonaro, ex-presidente da República Foto: Antonio Cruz/Agêcia Brasil
Acusações da PGR
Defesa de Jair Bolsonaro
O que pesa contra o ex-presidente, e o que ele alega a seu favor
Ataques ao sistema eleitoral
Defesa argumenta que as condutas imputadas, como discursos e reuniões com críticas ao sistema eleitoral, são, no máximo, atos preparatórios, que não são criminalizados no Brasil.
PGR sustenta que Jair Messias Bolsonaro, como líder de uma organização criminosa, orquestrou uma campanha de ataques ao sistema eleitoral com o objetivo de se manter no poder e subverter a ordem democrática.
Uso da estrutura estatal
Defesa afirma que a PGR imputa responsabilidade penal sem descrever uma conduta específica de Bolsonaro, baseando-se em "alinhamento ideológico" ou sua condição de "beneficiário".
PGR diz que Bolsonaro usou máquina pública e recursos para disseminar dúvidas e deslegitimar o sistema eleitoral, como a Abin, a AGU e a Polícia Rodoviária Federal.
retirada dos órgãos
Minuta do golpe
PGR afirma que Bolsonaro preparou minuta de decreto que detalhava a prisão de autoridades e a realização de novas eleições. Ele apresentou esse plano a militares de alta patente para obter apoio.
Segundo a defesa, avaliação de medidas como GLO (Garantia da Lei e da Ordem), Estado de Sítio e Estado de Defesa foram discussões sobre institutos constitucionais e não representam um golpe.
Interferência em relatório das Forças Armadas
Bolsonaro é acusado de atrasar a entrega do relatório sobre a lisura do pleito e de interferir em suas conclusões, apesar de ter ciência da inexistência de fraudes nas urnas eletrônicas.
Em interrogatório, o ex-presidente negou ter pressionado o então ministro da Defesa a alterar as conclusões do relatório.
Reunião com embaixadores
PGR destaca que Bolsonaro usou a estrutura do Palácio da Alvorada para um discurso a diplomatas estrangeiros e autoridades nacionais, questionando a confiabilidade do sistema eleitoral.
Defesa sustenta que a reunião com embaixadores foi interpretada como uma fala política e eleitoral.
Apoio a manifestações antidemocráticas
PGR acusa entorno de Bolsonaro de fornecer suporte a manifestações antidemocráticas após as eleições de 2022.
Defesa garante que Bolsonaro condenou publicamente qualquer ato violento e pediu a desobstrução de rodovias, visando apaziguar o setor econômico, e não as manifestações antidemocráticas.
Conexão com os atos de 8 de janeiro de 2023
A PGR sustenta que os atos não foram espontâneos, mas o culminar de um longo processo de radicalização, incitação e organização, com a participação ativa de Bolsonaro.
A defesa de Bolsonaro diz que ele não estava no Brasil naquele dia e enfatiza que ele determinou e garantiu a transição de governo após as eleições de 2022.
Acusações da PGR vs Defesa de Jair Bolsonaro
Augusto Fernandes
Created on September 1, 2025
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Paulo Gonet, procurador-geral da República Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Jair Bolsonaro, ex-presidente da República Foto: Antonio Cruz/Agêcia Brasil
Acusações da PGR
Defesa de Jair Bolsonaro
O que pesa contra o ex-presidente, e o que ele alega a seu favor
Ataques ao sistema eleitoral
Defesa argumenta que as condutas imputadas, como discursos e reuniões com críticas ao sistema eleitoral, são, no máximo, atos preparatórios, que não são criminalizados no Brasil.
PGR sustenta que Jair Messias Bolsonaro, como líder de uma organização criminosa, orquestrou uma campanha de ataques ao sistema eleitoral com o objetivo de se manter no poder e subverter a ordem democrática.
Uso da estrutura estatal
Defesa afirma que a PGR imputa responsabilidade penal sem descrever uma conduta específica de Bolsonaro, baseando-se em "alinhamento ideológico" ou sua condição de "beneficiário".
PGR diz que Bolsonaro usou máquina pública e recursos para disseminar dúvidas e deslegitimar o sistema eleitoral, como a Abin, a AGU e a Polícia Rodoviária Federal.
retirada dos órgãos
Minuta do golpe
PGR afirma que Bolsonaro preparou minuta de decreto que detalhava a prisão de autoridades e a realização de novas eleições. Ele apresentou esse plano a militares de alta patente para obter apoio.
Segundo a defesa, avaliação de medidas como GLO (Garantia da Lei e da Ordem), Estado de Sítio e Estado de Defesa foram discussões sobre institutos constitucionais e não representam um golpe.
Interferência em relatório das Forças Armadas
Bolsonaro é acusado de atrasar a entrega do relatório sobre a lisura do pleito e de interferir em suas conclusões, apesar de ter ciência da inexistência de fraudes nas urnas eletrônicas.
Em interrogatório, o ex-presidente negou ter pressionado o então ministro da Defesa a alterar as conclusões do relatório.
Reunião com embaixadores
PGR destaca que Bolsonaro usou a estrutura do Palácio da Alvorada para um discurso a diplomatas estrangeiros e autoridades nacionais, questionando a confiabilidade do sistema eleitoral.
Defesa sustenta que a reunião com embaixadores foi interpretada como uma fala política e eleitoral.
Apoio a manifestações antidemocráticas
PGR acusa entorno de Bolsonaro de fornecer suporte a manifestações antidemocráticas após as eleições de 2022.
Defesa garante que Bolsonaro condenou publicamente qualquer ato violento e pediu a desobstrução de rodovias, visando apaziguar o setor econômico, e não as manifestações antidemocráticas.
Conexão com os atos de 8 de janeiro de 2023
A PGR sustenta que os atos não foram espontâneos, mas o culminar de um longo processo de radicalização, incitação e organização, com a participação ativa de Bolsonaro.
A defesa de Bolsonaro diz que ele não estava no Brasil naquele dia e enfatiza que ele determinou e garantiu a transição de governo após as eleições de 2022.