Epopeia da paz e da esperança
Ikeda sensei fundou a BSGI há 65 anos durante a histórica jornada que realizou em 1960 para estabelecer os primeiros passos do movimento pelo kosen-rufu mundial.
Após o falecimento do segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, em 2 de abril de 1958, a imprensa japonesa especulava de forma negativa sobre o fim da organização. Porém, após dois anos de esforços intensos, enfim se deram a indicação e a nomeação de um novo líder central, o jovem Daisaku Ikeda, com apenas 32 anos. Ele foi empossado no dia 3 de maio de 1960 e, a partir desse momento, iniciou os preparativos para a propagação do Budismo Nichiren no exterior.
No dia 2 de outubro de 1960, o presidente Ikeda partiu para o mundo, tendo o Brasil como seu principal destino. De forma simbólica, Ikeda sensei carregava no bolso interno do seu paletó uma foto de Josei Toda, marcando a eterna relação de mestre e discípulo que os dois compartilharam.
CANADÁ
Toronto
Seattle
Chicago
JAPÃO
ESTADOSUNIDOS
Nova York
São Francisco
Tóquio
Washington
Los Angeles
HAVAÍ
Honolulu
BRASIL
Escolha uma cidade e conheça momentos da visita de Ikeda sensei à localidade.
São Paulo
As condições de saúde do presidente Ikeda não eram as melhores e se agravaram muito durante a viagem, porém a decisão de seguir adiante foi mais forte. Mesmo com a recomendação de um dos líderes que compunham a comitiva de não vir ao Brasil, ele se manteve firme e respondeu com veemência:
“Contudo, eu irei. Existem companheiros que estão me aguardando. Jamais cancelaria a viagem sabendo que eles estão me esperando. O senhor sabe perfeitamente que um dos propósitos principais desta viagem ao exterior é a visita ao Brasil. Chegamos até aqui exatamente para isso. Não posso desistir no meio do caminho. Houve alguma vez que o presidente Toda recuou em meio a uma luta? Eu sou discípulo do presidente Toda! Eu vou. Vou sem falta, custe o que custar. Se tiver de tombar, então tombarei em combate! Que desventura pode haver nisso?!”
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 216.
No avião, a caminho das terras brasileiras, o presidente Ikeda continuava a empenhar suas energias para manter-se firme. E foi ali, naquelas condições, que revelou a um membro da comitiva seu desejo de fundar um distrito no Brasil:
“Sim, o primeiro distrito a ser estabelecido fora do Japão. Sei que o número de famílias ainda é pequeno. Entretanto, a história, a cultura e o modo de ser dos sul-americanos são muito diferentes dos norte-americanos. É preciso considerar a América do Sul de forma distinta e separada. O Brasil será nosso alicerce nesta região. A fundação do distrito elevará também a consciência dos companheiros do Brasil e, acima de tudo, fortalecerá a união deles.”
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 221.
Um grupo recepcionou a comitiva, que chegou a São Paulo à 1h20 da manhã, num vôo que durou mais de duas horas em relação ao previsto. Entoando a canção Ifu Dodo no Uta , os membros presentes seguravam uma faixa de boas-vindas. Muitos haviam aprendido a canção somente alguns dias antes, mas ela encheu o coração dos membros da comitiva de novo ânimo após a cansativa viagem. A maioria dos componentes do grupo de recepção era formada por homens, grande parte de imigrantes japoneses que estavam trabalhando na lavoura. Embora a fundação do primeiro distrito no Brasil tivesse sido realizada no dia seguinte, o dia 19 de outubro, data da chegada do presidente Ikeda ao Brasil, é considerada a data de fundação da BSGI.
No segundo dia de permanência do presidente Ikeda e comitiva, foi realizada no salão Chá Flora, no bairro da Liberdade, a reunião de palestra em conjunto com a 1ª Convenção da América do Sul. A atividade teve início às 13 horas, um encontro de mestre e discípulos repleto de intensa emoção e decisão. Após responder a uma série de perguntas, Ikeda sensei declarou: “Tenho o prazer de anunciar neste momento a fundação do Distrito Brasil”. Uma forte salva de palmas demonstrou a felicidade dos participantes.Na ocasião, o presidente Ikeda manifestou seu sentimento naquele momento, palavras que servem até hoje como direcionamento para atuação de todos os membros da BSGI:
“O Brasil tornou-se agora, fora do Japão, o país pioneiro do kosen-rufu mundial. Aqui existe um potencial ilimitado. Como pioneiros da paz e da felicidade, solicito aos senhores que abram o caminho do kosen-rufu do Brasil em meu lugar. Por favor, façam o melhor que puderem. Conto com os senhores!”
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 243.
Efetivamente a primeira visita ao Brasil constituiu-se de somente dois dias de atividades, mas foi o suficiente para o presidente Ikeda assentar a base sólida para o desenvolvimento da BSGI. O Mestre visitou o Brasil em mais três oportunidades: em 1966, 1984 e 1993. No poema “Brasil, Seja Monarca do Mundo!” consta o seguinte trecho: “Oh! Brasil! És minha vida!” — essas palavras do presidente Ikeda encerram um profundo significado. A BSGI existe graças à devoção da vida do Mestre. É na relação entre mestre e discípulo que a BSGI busca a fonte do avanço e desenvolvimento que vem empreendendo até a atualidade, numa jornada cuja origem foi marcada pela árdua luta dos veteranos e que se perpetua rumo ao distante futuro nas mãos dos inúmeros valores humanos que despontam em todo o Brasil.
Assista a vídeo sobreos 60 anos da BSGI
Ouça podcast sobrea fundação da BSGI
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
16 e 17.out.1960
Washington
[Ao incentivar uma senhora cuja filha de cinco anos ainda não falava, Ikeda sensei ressalta:] Vejamos, por exemplo, um daqueles sinos de bronze gigantes de templos que são muito comuns no Japão. O som do sino dependerá do objeto que for usado para batê-lo. Se o sino for batido com toda a força usando uma grande tora de madeira, o som produzido será certamente muito forte. Agora, se for utilizado um palito de fósforo ou um hashi para batê-lo, seu som será muito fraco, praticamente inaudível. Da mesma forma, o Gohonzon para o qual oramos é dotado dos imensuráveis poderes do Buda e da Lei. Porém, se os nossos poderes da fé e da prática forem fracos como palitos de fósforo, não conseguiremos obter os grandiosos benefícios. Por outro lado, se a senhora empenhar todas as forças na prática do budismo, conseguirá infalivelmente transformar o seu carma negativo e a condição de sua filha. Por isso, não desista, lute até conseguir a vitória.
“Como shakubuku é a ação de tocar o coração de alguém por meio do diálogo,a confiança e a amizade são essenciais”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 163. Ilustraçôes: Kenichiro Uchida
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 192.
2.out.1960
Dois de outubro de 1960. Shin’ichi Yamamoto, com 32 anos, lançou-se em viagem pelo mundo com a chama do juramento pela paz ardendo em seu coração. Apenas cinco meses havia se passado desde sua posse como terceiro presidente da Soka Gakkai. Nesse dia, Tóquio foi brindada com um céu límpido e uma refrescante brisa de outono. Desde cedo, vários companheiros se dirigiam ao Aeroporto Internacional de Tóquio, Haneda, e, por volta das 9h30, já lotavam a plataforma de observação do aeroporto para desejar boa viagem ao presidente Yamamoto, que partia em sua primeira viagem ao exterior. Às 10h10, uma agitação percorreu a plataforma. A comitiva de seis pessoas, incluindo Shin’ichi, surgiu do terminal de embarque. Além dele, compunham a comitiva o vice-diretor-geral Kiyoshi Jujo; o diretor Yukio Ishikawa, o coordenador do Departamento de Estudo de Budismo, Chuhei Yamadaira; o coordenador da Divisão dos Jovens, Eisuke Akizuki; e a coordenadora da Divisão Feminina, Katsu Kiyohara.
Antes do embarque, eles se perfilaram perto do avião, tiraram o chapéu que estavam usando e acenaram em direção à plataforma. Em resposta, gritos e aplausos de alegria reverberaram pelo céu límpido. O avião, voo 800 da Japan Air Lines, apelidado de Fuji, decolou às 10h40 com um forte estrondo rumo à cidade de Honolulu, no Havaí. Era o primeiro grande jato de passageiros do Japão e seu voo inaugural ocorrera poucas semanas antes, em 12 de agosto. (...) Shin’ichi pousou serenamente a mão sobre peito. No bolso interno do paletó, levava uma foto de seu venerado mestre, Josei Toda.
Tóquio
“Nada é mais precioso do que a paz.Nada traz mais felicidade do que a paz.A paz é o primeiro passo parao avanço da humanidade”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9. Ilustração: Kenichiro Uchida
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
13 a 18.out.1960
Nova York
[Em uma reunião de palestra, Ikeda sensei cita a parábola da joia escondida no manto, que consta no Sutra do Lótus e afirma:] A joia é uma alegoria para o estado de buda, condição de suprema felicidade, existente no coração de cada um dos senhores. Esse estado de vida pode se manifestar por meio da oração ao Gohonzon e das ações em prol do kosen-rufu. Se, apesar de praticarmos o budismo, não conseguirmos entender isso e ficarmos imersos na tristeza, estaremos agindo como o homem da parábola. (...) Nichiren Daishonin declara que todos nós somos filhos do Buda. Do ponto de vista do budismo, cada um dos senhores é um tesouro, cada um possui a suprema boa sorte e a maior das missões. Essa condição supera a de qualquer rei ou rainha. Por isso, não há como os senhores permanecerem imersos na infelicidade.
“Este budismo tem o poder de transformar o sofrimento em felicidade, transformar as lágrimas derramadas em gemas brilhantes de boa sorte. As pessoas que mais sofreram são as que mais direito têm de serem felizes”
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 185-186. Ilustraçôes: Kenichiro Uchida Foto: Seikyo Press
Parábola da joia escondida no manto
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 184.
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 148.
3 a 6.out.1960
São Francisco
[Durante a reunião de fundação de uma comunidade em São Francisco, Ikeda sensei salienta:] — A comunidade é a vanguarda de nosso movimento e tem ligação direta com cada um dos membros. É também onde são promovidas diariamente as atividades necessárias para desenvolver o kosen-rufu. Podemos afirmar que todos os nossos esforços no mundo da fé estão centralizados na comunidade e que foi dentro de uma comunidade que todos nós crescemos. Se comparássemos a Soka Gakkai a um pomar, cada comunidade seria uma árvore e os frutos seriam cada um dos senhores. Sem árvore, não haveria fruto. Tudo depende da árvore. Da mesma forma, a base da Soka Gakkai é cada comunidade que a compõe. Podemos até mesmo dizer que a comunidade é a própria Soka Gakkai. Quando uma comunidade é estabelecida e exerce sua função plenamente, o kosen-rufu da localidade avança a passos largos.
“Na Soka Gakkai, (...) embora a força de cada integrante seja pequena, quando essa força for combinada e todos estiverem firmemente unidos, poderão manifestar um poder inimaginável. A união faz a força”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 105-106. Ilustrações: Kenichiro Uchida Foto: Seikyo Press
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 110.
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
6 a 8.out.1960
Seatle
[Dialogando com o vice-diretor-geral da Soka Gakkai, Kiyoshi Jujo, Shin’ichi Yamamoto expressa:] – Eu não faço nada de especial. Apenas me dedico com a firme decisão de “jamais permitir que um valioso filho do Buda seja infeliz” e com o espírito de que “agora é a minha única oportunidade de conduzir as pessoas ao caminho da felicidade”. Acredito que essa determinação inabalável tenha o poder de abrir o coração de todas as pessoas. Uma mãe que ama seu filho e está sempre pensando no bem-estar dele, consegue saber exatamente o que ele quer apenas pelo choro. O filho, por sua vez, tranquiliza-se ao ouvir a voz da mãe. Da mesma forma, o líder que possui forte determinação de valorizar os membros entenderá as preocupações e os anseios deles e, consequentemente, eles o respeitarão.
“Não há nada mais louvável do queuma pessoa que se esforça com sinceridade pelo bem dos outros”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 131-132.
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 120. Ilustraçôes: Kenichiro Uchida
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
11 a 13.out.1960
Toronto
[Após dialogar com um membro da Soka Gakkai que viajara de Montreal a Toronto para encontrá-lo, Ikeda sensei reflete:] Em qualquer lugar que seja, o avanço do kosen-rufu depende de uma única pessoa com a coragem de um leão para levantar-se. Não existirá avanço nem desenvolvimento se não houver alguém determinado a enfrentar intrepidamente os obstáculos e a assumir a responsabilidade pelo kosen-rufu.
(...) É natural que o desbravar de novos caminhos seja acompanhado de infortúnios e dificuldades. Se acharmos que algo é difícil, esse algo será difícil; se pensarmos que algo é impossível, então esse algo será impossível. O caminho do kosen-rufu, entretanto, só pode ser desbravado com um ardente espírito de luta e um esforço apaixonado para vencer os obstáculos que venham a surgir no caminho.
“O jovem deve viver com perseverante e inabalável esperança. Quero criar um arco-íris da esperança no coração de todos os jovens do mundo”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 163. Ilustraçôes: Kenichiro Uchida
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 161.
[O presidente Ikeda afirma:] Toda sensei me encontrou e me criou. Com ele, aprendi o significado correto da fé e dos ensinamentos do budismo. Ensinou-me a viver e a fazer com que meus esforços florescessem na sociedade. Para mim, suas orientações foram o hino da minha juventude. Ele me mostrou que a realidade é meu mais nobre drama neste mundo. A consideração do mestre por mim era mais elevada que uma montanha e mais profunda que o mar. Em retribuição, eu o tenho seguido, travando uma luta heroica no campo de batalha do kosen-rufu. Por mais que me caluniem, por mais violentas que sejam as ondas que se choquem contra mim, não tenho medo. Estou decidido a mostrar ao mundo a grandiosidade dos ideais, das ações e da determinação do meu mestre, que, abraçando o Gohonzon, consagrou sua vida à propagação da Lei Mística.
Terceira Civilização, ed. 236, abr. 1988, p. 36-37.
[Shin’ichi Yamamoto]1 jamais se esqueceu da ocasião em que [Josei] Toda, acamado no templo principal e pouco antes de falecer, contou-lhe que sonhara ter ido ao México.
Toda disse-lhe: “Eles estavam esperando. Todos aguardavam ansiosamente a chegada do Budismo de Nichiren Daishonin. Como eu quero viajar pelo mundo numa jornada pelo kosen-rufu... Shin’ichi, o mundo é seu desafio, seu verdadeiro palco. O mundo é vasto”.
Toda tirou as mãos que estavam debaixo do acolchoado e as estendeu a Shin’ichi. Sem dizer uma única palavra, Shin’ichi as segurou firmemente. Então, reunindo todas as forças que lhe restavam, Toda rogou: “Shin’ichi, viva! Você precisa viver! Viva o máximo que puder e percorra o mundo!”
Os olhos penetrantes de Josei Toda brilharam intensamente.
Shin’ichi gravou essas palavras no coração como um testamento de seu mestre para o futuro. No lugar de seu falecido mestre, o discípulo agora dava o primeiro passo em direção ao kosen-rufu mundial.
Nova Revolução Humana, v. 11, p. 10. Ilustração: Kenichiro Uchida Nota: 1. Pseudônimo do presidente Ikeda na Nova Revolução Humana
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
22 a 24.out.1960
Los Angeles
[O presidente Ikeda incentiva líderes recém-nomeados em Los Angeles:] Pode-se dizer que a força da organização é determinada pela combinação de diferentes indivíduos. Quando os líderes se dispõem a unir forças, a despeito das diferenças existentes entre eles, como modo de pensar, personalidade, formação, entre outras, criam condições para desenvolver pessoas de grande capacidade, e uma organização aberta e humanística capaz de enfrentar qualquer problema. A força da organização encontra-se unicamente na harmonia entre seus integrantes.
(...) Se perdermos de vista a autodisciplina, a confusão e a desordem tomarão conta do nosso coração e da nossa mente. Isso corresponde à própria infelicidade. Nossa revolução humana só irá começar quando decidirmos, com total convicção, lutar e viver pelo kosen-rufu com base na Lei, e não com base em nosso próprio pensamento.
“Praticar o budismo significa estar disposto a fazer de tudo em prol do kosen-rufu, servir aos membros e se dedicar à felicidade deles”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 268. Ilustraçôes: Kenichiro Uchida
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 268-269.
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
1* a 3.out.1960
[O vôo da comitiva chegou ao Havaí às 22h30 do dia 1o de outubro (*devido ao fuso horário). Na tarde do dia 2, foi realizada uma reunião de palestra na cidade de Honolulu. Nessa ocasião, Ikeda sensei incentiva os participantes:] — Aqui é o paraíso; a terra do verão permanente. O mar e as flores são lindos. Pessoas do mundo inteiro sonham conhecer o Havaí. Mas o passado do Havaí não foi de forma alguma feliz [devido aos conflitos da Segunda Guerra Mundial]. Principalmente os senhores, de ascendência japonesa, tiveram uma história triste e dolorosa. Contudo, os senhores estão aqui para mudar esse destino. Como filhos do Buda, cada um tem uma missão gigantesca. Com essa missão e esse orgulho no coração, por favor, tornem-se cidadãos exemplares em quem todos possam confiar. Ser amado e respeitado por todos contribuirá para a propagação do budismo; o kosen-rufu existe no desenvolvimento dessa confiança. Oro para que os senhores façam brotar com esplendor a grande flor da felicidade neste maravilhoso paraíso.
Honolulu
“O Havaí (...) brilhará para sempre na história do kosen-rufu como o ponto em que foi dado o primeiro passo da jornada da Soka Gakkai para a paz mundial”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 53. Ilustraçôes: Kenichiro Uchida
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 55.
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
8 a 11.out.1960
[Em uma reunião de palestra, Ikeda sensei ressalta:] – Nós, seres humanos (...) somos irmãos e irmãs desde o infinito passado, que compartilham a missão de concretizar a paz e levar felicidade ao mundo em que vivemos. Tudo depende das bases em que nos alicerçamos. Dessas bases surgem os diferentes rumos e sentidos que damos à nossa vida. Por exemplo, uma árvore de ramos verdes não cresce no deserto nem sobre uma rocha, pois ela necessita de um solo fértil. Da mesma forma, se quisermos nos tornar seres humanos capazes de fazer a humanidade florescer magnificamente e de usufruir de vitórias na vida é indispensável permanecermos firmes e prosperar no solo que escolhermos para nós. Criar um alicerce sólido é ter consciência de nossa missão de bodisatvas da terra. Esse solo pertence igualmente a todos. Ele revitaliza os seres humanos, transcende as diferenças de etnia e nacionalidade e é ideal para que a cultura floresça. Desse solo brota um vibrante manancial de puro altruísmo e benevolência. Se as pessoas se conscientizarem de sua missão de bodisatvas da terra e atuarem como tal, não há dúvida de que a verdadeira paz mundial e a convivência harmoniosa entre os povos serão alcançadas.
Chicago
“A superfície azul do lago brilha como ouro quando banhada pelos raios do Sol.Da mesma forma, quando os seres humanos forem iluminados pelos raios do budismo também se tornarão budas dourados”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 148. Ilustraçôes: Kenichiro Uchida Foto: Seikyo Press
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 150.
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 148.
Epopeia da paz e da esperança
Editora Brasil Seiky
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Epopeia da paz e da esperança
Ikeda sensei fundou a BSGI há 65 anos durante a histórica jornada que realizou em 1960 para estabelecer os primeiros passos do movimento pelo kosen-rufu mundial.
Após o falecimento do segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, em 2 de abril de 1958, a imprensa japonesa especulava de forma negativa sobre o fim da organização. Porém, após dois anos de esforços intensos, enfim se deram a indicação e a nomeação de um novo líder central, o jovem Daisaku Ikeda, com apenas 32 anos. Ele foi empossado no dia 3 de maio de 1960 e, a partir desse momento, iniciou os preparativos para a propagação do Budismo Nichiren no exterior.
No dia 2 de outubro de 1960, o presidente Ikeda partiu para o mundo, tendo o Brasil como seu principal destino. De forma simbólica, Ikeda sensei carregava no bolso interno do seu paletó uma foto de Josei Toda, marcando a eterna relação de mestre e discípulo que os dois compartilharam.
CANADÁ
Toronto
Seattle
Chicago
JAPÃO
ESTADOSUNIDOS
Nova York
São Francisco
Tóquio
Washington
Los Angeles
HAVAÍ
Honolulu
BRASIL
Escolha uma cidade e conheça momentos da visita de Ikeda sensei à localidade.
São Paulo
As condições de saúde do presidente Ikeda não eram as melhores e se agravaram muito durante a viagem, porém a decisão de seguir adiante foi mais forte. Mesmo com a recomendação de um dos líderes que compunham a comitiva de não vir ao Brasil, ele se manteve firme e respondeu com veemência:
“Contudo, eu irei. Existem companheiros que estão me aguardando. Jamais cancelaria a viagem sabendo que eles estão me esperando. O senhor sabe perfeitamente que um dos propósitos principais desta viagem ao exterior é a visita ao Brasil. Chegamos até aqui exatamente para isso. Não posso desistir no meio do caminho. Houve alguma vez que o presidente Toda recuou em meio a uma luta? Eu sou discípulo do presidente Toda! Eu vou. Vou sem falta, custe o que custar. Se tiver de tombar, então tombarei em combate! Que desventura pode haver nisso?!”
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 216.
No avião, a caminho das terras brasileiras, o presidente Ikeda continuava a empenhar suas energias para manter-se firme. E foi ali, naquelas condições, que revelou a um membro da comitiva seu desejo de fundar um distrito no Brasil:
“Sim, o primeiro distrito a ser estabelecido fora do Japão. Sei que o número de famílias ainda é pequeno. Entretanto, a história, a cultura e o modo de ser dos sul-americanos são muito diferentes dos norte-americanos. É preciso considerar a América do Sul de forma distinta e separada. O Brasil será nosso alicerce nesta região. A fundação do distrito elevará também a consciência dos companheiros do Brasil e, acima de tudo, fortalecerá a união deles.”
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 221.
Um grupo recepcionou a comitiva, que chegou a São Paulo à 1h20 da manhã, num vôo que durou mais de duas horas em relação ao previsto. Entoando a canção Ifu Dodo no Uta , os membros presentes seguravam uma faixa de boas-vindas. Muitos haviam aprendido a canção somente alguns dias antes, mas ela encheu o coração dos membros da comitiva de novo ânimo após a cansativa viagem. A maioria dos componentes do grupo de recepção era formada por homens, grande parte de imigrantes japoneses que estavam trabalhando na lavoura. Embora a fundação do primeiro distrito no Brasil tivesse sido realizada no dia seguinte, o dia 19 de outubro, data da chegada do presidente Ikeda ao Brasil, é considerada a data de fundação da BSGI.
No segundo dia de permanência do presidente Ikeda e comitiva, foi realizada no salão Chá Flora, no bairro da Liberdade, a reunião de palestra em conjunto com a 1ª Convenção da América do Sul. A atividade teve início às 13 horas, um encontro de mestre e discípulos repleto de intensa emoção e decisão. Após responder a uma série de perguntas, Ikeda sensei declarou: “Tenho o prazer de anunciar neste momento a fundação do Distrito Brasil”. Uma forte salva de palmas demonstrou a felicidade dos participantes.Na ocasião, o presidente Ikeda manifestou seu sentimento naquele momento, palavras que servem até hoje como direcionamento para atuação de todos os membros da BSGI:
“O Brasil tornou-se agora, fora do Japão, o país pioneiro do kosen-rufu mundial. Aqui existe um potencial ilimitado. Como pioneiros da paz e da felicidade, solicito aos senhores que abram o caminho do kosen-rufu do Brasil em meu lugar. Por favor, façam o melhor que puderem. Conto com os senhores!”
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 243.
Efetivamente a primeira visita ao Brasil constituiu-se de somente dois dias de atividades, mas foi o suficiente para o presidente Ikeda assentar a base sólida para o desenvolvimento da BSGI. O Mestre visitou o Brasil em mais três oportunidades: em 1966, 1984 e 1993. No poema “Brasil, Seja Monarca do Mundo!” consta o seguinte trecho: “Oh! Brasil! És minha vida!” — essas palavras do presidente Ikeda encerram um profundo significado. A BSGI existe graças à devoção da vida do Mestre. É na relação entre mestre e discípulo que a BSGI busca a fonte do avanço e desenvolvimento que vem empreendendo até a atualidade, numa jornada cuja origem foi marcada pela árdua luta dos veteranos e que se perpetua rumo ao distante futuro nas mãos dos inúmeros valores humanos que despontam em todo o Brasil.
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Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
16 e 17.out.1960
Washington
[Ao incentivar uma senhora cuja filha de cinco anos ainda não falava, Ikeda sensei ressalta:] Vejamos, por exemplo, um daqueles sinos de bronze gigantes de templos que são muito comuns no Japão. O som do sino dependerá do objeto que for usado para batê-lo. Se o sino for batido com toda a força usando uma grande tora de madeira, o som produzido será certamente muito forte. Agora, se for utilizado um palito de fósforo ou um hashi para batê-lo, seu som será muito fraco, praticamente inaudível. Da mesma forma, o Gohonzon para o qual oramos é dotado dos imensuráveis poderes do Buda e da Lei. Porém, se os nossos poderes da fé e da prática forem fracos como palitos de fósforo, não conseguiremos obter os grandiosos benefícios. Por outro lado, se a senhora empenhar todas as forças na prática do budismo, conseguirá infalivelmente transformar o seu carma negativo e a condição de sua filha. Por isso, não desista, lute até conseguir a vitória.
“Como shakubuku é a ação de tocar o coração de alguém por meio do diálogo,a confiança e a amizade são essenciais”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 163. Ilustraçôes: Kenichiro Uchida
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 192.
2.out.1960
Dois de outubro de 1960. Shin’ichi Yamamoto, com 32 anos, lançou-se em viagem pelo mundo com a chama do juramento pela paz ardendo em seu coração. Apenas cinco meses havia se passado desde sua posse como terceiro presidente da Soka Gakkai. Nesse dia, Tóquio foi brindada com um céu límpido e uma refrescante brisa de outono. Desde cedo, vários companheiros se dirigiam ao Aeroporto Internacional de Tóquio, Haneda, e, por volta das 9h30, já lotavam a plataforma de observação do aeroporto para desejar boa viagem ao presidente Yamamoto, que partia em sua primeira viagem ao exterior. Às 10h10, uma agitação percorreu a plataforma. A comitiva de seis pessoas, incluindo Shin’ichi, surgiu do terminal de embarque. Além dele, compunham a comitiva o vice-diretor-geral Kiyoshi Jujo; o diretor Yukio Ishikawa, o coordenador do Departamento de Estudo de Budismo, Chuhei Yamadaira; o coordenador da Divisão dos Jovens, Eisuke Akizuki; e a coordenadora da Divisão Feminina, Katsu Kiyohara. Antes do embarque, eles se perfilaram perto do avião, tiraram o chapéu que estavam usando e acenaram em direção à plataforma. Em resposta, gritos e aplausos de alegria reverberaram pelo céu límpido. O avião, voo 800 da Japan Air Lines, apelidado de Fuji, decolou às 10h40 com um forte estrondo rumo à cidade de Honolulu, no Havaí. Era o primeiro grande jato de passageiros do Japão e seu voo inaugural ocorrera poucas semanas antes, em 12 de agosto. (...) Shin’ichi pousou serenamente a mão sobre peito. No bolso interno do paletó, levava uma foto de seu venerado mestre, Josei Toda.
Tóquio
“Nada é mais precioso do que a paz.Nada traz mais felicidade do que a paz.A paz é o primeiro passo parao avanço da humanidade”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9. Ilustração: Kenichiro Uchida
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
13 a 18.out.1960
Nova York
[Em uma reunião de palestra, Ikeda sensei cita a parábola da joia escondida no manto, que consta no Sutra do Lótus e afirma:] A joia é uma alegoria para o estado de buda, condição de suprema felicidade, existente no coração de cada um dos senhores. Esse estado de vida pode se manifestar por meio da oração ao Gohonzon e das ações em prol do kosen-rufu. Se, apesar de praticarmos o budismo, não conseguirmos entender isso e ficarmos imersos na tristeza, estaremos agindo como o homem da parábola. (...) Nichiren Daishonin declara que todos nós somos filhos do Buda. Do ponto de vista do budismo, cada um dos senhores é um tesouro, cada um possui a suprema boa sorte e a maior das missões. Essa condição supera a de qualquer rei ou rainha. Por isso, não há como os senhores permanecerem imersos na infelicidade.
“Este budismo tem o poder de transformar o sofrimento em felicidade, transformar as lágrimas derramadas em gemas brilhantes de boa sorte. As pessoas que mais sofreram são as que mais direito têm de serem felizes”
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 185-186. Ilustraçôes: Kenichiro Uchida Foto: Seikyo Press
Parábola da joia escondida no manto
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 184.
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 148.
3 a 6.out.1960
São Francisco
[Durante a reunião de fundação de uma comunidade em São Francisco, Ikeda sensei salienta:] — A comunidade é a vanguarda de nosso movimento e tem ligação direta com cada um dos membros. É também onde são promovidas diariamente as atividades necessárias para desenvolver o kosen-rufu. Podemos afirmar que todos os nossos esforços no mundo da fé estão centralizados na comunidade e que foi dentro de uma comunidade que todos nós crescemos. Se comparássemos a Soka Gakkai a um pomar, cada comunidade seria uma árvore e os frutos seriam cada um dos senhores. Sem árvore, não haveria fruto. Tudo depende da árvore. Da mesma forma, a base da Soka Gakkai é cada comunidade que a compõe. Podemos até mesmo dizer que a comunidade é a própria Soka Gakkai. Quando uma comunidade é estabelecida e exerce sua função plenamente, o kosen-rufu da localidade avança a passos largos.
“Na Soka Gakkai, (...) embora a força de cada integrante seja pequena, quando essa força for combinada e todos estiverem firmemente unidos, poderão manifestar um poder inimaginável. A união faz a força”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 105-106. Ilustrações: Kenichiro Uchida Foto: Seikyo Press
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 110.
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
6 a 8.out.1960
Seatle
[Dialogando com o vice-diretor-geral da Soka Gakkai, Kiyoshi Jujo, Shin’ichi Yamamoto expressa:] – Eu não faço nada de especial. Apenas me dedico com a firme decisão de “jamais permitir que um valioso filho do Buda seja infeliz” e com o espírito de que “agora é a minha única oportunidade de conduzir as pessoas ao caminho da felicidade”. Acredito que essa determinação inabalável tenha o poder de abrir o coração de todas as pessoas. Uma mãe que ama seu filho e está sempre pensando no bem-estar dele, consegue saber exatamente o que ele quer apenas pelo choro. O filho, por sua vez, tranquiliza-se ao ouvir a voz da mãe. Da mesma forma, o líder que possui forte determinação de valorizar os membros entenderá as preocupações e os anseios deles e, consequentemente, eles o respeitarão.
“Não há nada mais louvável do queuma pessoa que se esforça com sinceridade pelo bem dos outros”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 131-132.
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 120. Ilustraçôes: Kenichiro Uchida
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
11 a 13.out.1960
Toronto
[Após dialogar com um membro da Soka Gakkai que viajara de Montreal a Toronto para encontrá-lo, Ikeda sensei reflete:] Em qualquer lugar que seja, o avanço do kosen-rufu depende de uma única pessoa com a coragem de um leão para levantar-se. Não existirá avanço nem desenvolvimento se não houver alguém determinado a enfrentar intrepidamente os obstáculos e a assumir a responsabilidade pelo kosen-rufu. (...) É natural que o desbravar de novos caminhos seja acompanhado de infortúnios e dificuldades. Se acharmos que algo é difícil, esse algo será difícil; se pensarmos que algo é impossível, então esse algo será impossível. O caminho do kosen-rufu, entretanto, só pode ser desbravado com um ardente espírito de luta e um esforço apaixonado para vencer os obstáculos que venham a surgir no caminho.
“O jovem deve viver com perseverante e inabalável esperança. Quero criar um arco-íris da esperança no coração de todos os jovens do mundo”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 163. Ilustraçôes: Kenichiro Uchida
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 161.
[O presidente Ikeda afirma:] Toda sensei me encontrou e me criou. Com ele, aprendi o significado correto da fé e dos ensinamentos do budismo. Ensinou-me a viver e a fazer com que meus esforços florescessem na sociedade. Para mim, suas orientações foram o hino da minha juventude. Ele me mostrou que a realidade é meu mais nobre drama neste mundo. A consideração do mestre por mim era mais elevada que uma montanha e mais profunda que o mar. Em retribuição, eu o tenho seguido, travando uma luta heroica no campo de batalha do kosen-rufu. Por mais que me caluniem, por mais violentas que sejam as ondas que se choquem contra mim, não tenho medo. Estou decidido a mostrar ao mundo a grandiosidade dos ideais, das ações e da determinação do meu mestre, que, abraçando o Gohonzon, consagrou sua vida à propagação da Lei Mística.
Terceira Civilização, ed. 236, abr. 1988, p. 36-37.
[Shin’ichi Yamamoto]1 jamais se esqueceu da ocasião em que [Josei] Toda, acamado no templo principal e pouco antes de falecer, contou-lhe que sonhara ter ido ao México. Toda disse-lhe: “Eles estavam esperando. Todos aguardavam ansiosamente a chegada do Budismo de Nichiren Daishonin. Como eu quero viajar pelo mundo numa jornada pelo kosen-rufu... Shin’ichi, o mundo é seu desafio, seu verdadeiro palco. O mundo é vasto”. Toda tirou as mãos que estavam debaixo do acolchoado e as estendeu a Shin’ichi. Sem dizer uma única palavra, Shin’ichi as segurou firmemente. Então, reunindo todas as forças que lhe restavam, Toda rogou: “Shin’ichi, viva! Você precisa viver! Viva o máximo que puder e percorra o mundo!” Os olhos penetrantes de Josei Toda brilharam intensamente. Shin’ichi gravou essas palavras no coração como um testamento de seu mestre para o futuro. No lugar de seu falecido mestre, o discípulo agora dava o primeiro passo em direção ao kosen-rufu mundial.
Nova Revolução Humana, v. 11, p. 10. Ilustração: Kenichiro Uchida Nota: 1. Pseudônimo do presidente Ikeda na Nova Revolução Humana
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
22 a 24.out.1960
Los Angeles
[O presidente Ikeda incentiva líderes recém-nomeados em Los Angeles:] Pode-se dizer que a força da organização é determinada pela combinação de diferentes indivíduos. Quando os líderes se dispõem a unir forças, a despeito das diferenças existentes entre eles, como modo de pensar, personalidade, formação, entre outras, criam condições para desenvolver pessoas de grande capacidade, e uma organização aberta e humanística capaz de enfrentar qualquer problema. A força da organização encontra-se unicamente na harmonia entre seus integrantes. (...) Se perdermos de vista a autodisciplina, a confusão e a desordem tomarão conta do nosso coração e da nossa mente. Isso corresponde à própria infelicidade. Nossa revolução humana só irá começar quando decidirmos, com total convicção, lutar e viver pelo kosen-rufu com base na Lei, e não com base em nosso próprio pensamento.
“Praticar o budismo significa estar disposto a fazer de tudo em prol do kosen-rufu, servir aos membros e se dedicar à felicidade deles”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 268. Ilustraçôes: Kenichiro Uchida
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 268-269.
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
1* a 3.out.1960
[O vôo da comitiva chegou ao Havaí às 22h30 do dia 1o de outubro (*devido ao fuso horário). Na tarde do dia 2, foi realizada uma reunião de palestra na cidade de Honolulu. Nessa ocasião, Ikeda sensei incentiva os participantes:] — Aqui é o paraíso; a terra do verão permanente. O mar e as flores são lindos. Pessoas do mundo inteiro sonham conhecer o Havaí. Mas o passado do Havaí não foi de forma alguma feliz [devido aos conflitos da Segunda Guerra Mundial]. Principalmente os senhores, de ascendência japonesa, tiveram uma história triste e dolorosa. Contudo, os senhores estão aqui para mudar esse destino. Como filhos do Buda, cada um tem uma missão gigantesca. Com essa missão e esse orgulho no coração, por favor, tornem-se cidadãos exemplares em quem todos possam confiar. Ser amado e respeitado por todos contribuirá para a propagação do budismo; o kosen-rufu existe no desenvolvimento dessa confiança. Oro para que os senhores façam brotar com esplendor a grande flor da felicidade neste maravilhoso paraíso.
Honolulu
“O Havaí (...) brilhará para sempre na história do kosen-rufu como o ponto em que foi dado o primeiro passo da jornada da Soka Gakkai para a paz mundial”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 53. Ilustraçôes: Kenichiro Uchida
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 55.
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 9-10.
8 a 11.out.1960
[Em uma reunião de palestra, Ikeda sensei ressalta:] – Nós, seres humanos (...) somos irmãos e irmãs desde o infinito passado, que compartilham a missão de concretizar a paz e levar felicidade ao mundo em que vivemos. Tudo depende das bases em que nos alicerçamos. Dessas bases surgem os diferentes rumos e sentidos que damos à nossa vida. Por exemplo, uma árvore de ramos verdes não cresce no deserto nem sobre uma rocha, pois ela necessita de um solo fértil. Da mesma forma, se quisermos nos tornar seres humanos capazes de fazer a humanidade florescer magnificamente e de usufruir de vitórias na vida é indispensável permanecermos firmes e prosperar no solo que escolhermos para nós. Criar um alicerce sólido é ter consciência de nossa missão de bodisatvas da terra. Esse solo pertence igualmente a todos. Ele revitaliza os seres humanos, transcende as diferenças de etnia e nacionalidade e é ideal para que a cultura floresça. Desse solo brota um vibrante manancial de puro altruísmo e benevolência. Se as pessoas se conscientizarem de sua missão de bodisatvas da terra e atuarem como tal, não há dúvida de que a verdadeira paz mundial e a convivência harmoniosa entre os povos serão alcançadas.
Chicago
“A superfície azul do lago brilha como ouro quando banhada pelos raios do Sol.Da mesma forma, quando os seres humanos forem iluminados pelos raios do budismo também se tornarão budas dourados”
Dr. Daisaku Ikeda
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 148. Ilustraçôes: Kenichiro Uchida Foto: Seikyo Press
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 150.
Nova Revolução Humana, v. 1, p. 148.