Um dia com Socrates
INICIAR
SOBRE O JOGO
Este jogo foi desenvolvido por Evelin Machado como parte das atividades extensionistas do curso de Filosofia - [Bacharelado] da UFRGS, sob orientação da profa. Juliana Missaggia.
A missão do jogador é aparentemente simples: acompanhar Sócrates, um estudante universitário, em seu trajeto até a universidade. No entanto, essa caminhada pela capital gaúcha se transforma em uma peregrinação filosófica que traz à realidade contemporânea questionamentos apresentados no diálogo platônico "A República".
Recursos utilizados durante a produção do jogo: O jogo foi desenvolvido mediante a plataforma Genially. As imagens foram geradas pelas ferramentas de IA Gemini e ChatGPT, coloridas no aplicativo Mudar cor e editas no Canva.
JOGAR
Missao nº 1: as tres linhas de onibus
JOGAR
O app diz que o ônibus está vindo... Não posso chegar atrasado para o seminário sobre a "República".
Tá um dia ótimo pra um chima!
Infortúnio? Foi um roubo! Estava almoçando e quando voltei ela tinha sumindo! É muito injusto!
Esse país... Realmente, todo dia sai de casa um malandro e um otário... Algum esperto tá com minha bike por aí...
Que infortúneo, minha jovem! Perdeu a bicicleta como?
Infortúnio? Foi um roubo! Estava almoçando e quando voltei ela tinha sumindo! É muito injusto!
Me deixe te fazer uma pergunta: se esse ladrão é tão esperto, você trocaria de lugar com ele? Digo, ter a alma dele. Ser o tipo de pessoa que trapaceia, que rouba. Você, no lugar dele, seria mais "esperto" e... mais feliz?
Esse país... Realmente, todo dia sai de casa um malandro e um otário... Algum esperto tá com minha bike por aí...
Não... Eu tenho meus princípios. Não é justo viver trapaceando.
Que infortúneo, minha jovem! Perdeu a bicicleta como?
Infortúnio? Foi um roubo! Estava almoçando e quando voltei ela tinha sumindo! É muito injusto!
Bem, Platão não via a injustiça só como um problema de "quem tem" e "quem perde". Ele via como uma doença da pessoa que comete.
Esse país... Realmente, todo dia sai de casa um malandro e um otário... Algum esperto tá com minha bike por aí...
Doença? O cara é um criminoso, não um doente.
Que infortúneo, minha jovem! Perdeu a bicicleta como?
Infortúnio? Foi um roubo! Estava almoçando e quando voltei ela tinha sumindo! É muito injusto!
Platão dizia que a nossa alma tem três partes. Uma é a racional, que busca a verdade e o melhor para nós. Outra é a irascível, que nos move à ação. E a terceira é a apetitiva, que quer coisas – comida, conforto, posses.
Esse país... Realmente, todo dia sai de casa um malandro e um otário... Algum esperto tá com minha bike por aí...
Que infortúneo, minha jovem! Perdeu a bicicleta como?
Tá, e o que isso tem a ver?
Tudo. Para uma pessoa ser justa e feliz, a razão tem que comandar o impulso e o desejo.
Infortúnio? Foi um roubo! Estava almoçando e quando voltei ela tinha sumindo! É muito injusto!
O ladrão da sua bike pisoteou a razão, que sabia que era errado, e o impulso, que deveria ser usado para trabalhar e conquistar, foi usado para roubar. A alma dele está em guerra interna, desgovernada. Ele é, na visão de Platão, o mais infeliz dos homens.
Esse país... Realmente, todo dia sai de casa um malandro e um otário... Algum esperto tá com minha bike por aí...
Então você tá me dizendo que o otário da história... é ele?
Que infortúneo, minha jovem! Perdeu a bicicleta como?
Infortúnio? Foi um roubo! Estava almoçando e quando voltei ela tinha sumindo! É muito injusto!
De uma forma profunda, sim. Ele pode ter uma bicicleta, mas a alma dele está mais pobre, mais doente, mais distante de ser uma pessoa íntegra. Ele se corrompeu por dentro por uma coisa externa. Você perdeu um objeto. Ele reforçou que é escravo dos próprios desejos.
Pensando assim, quem sofre a injustiça tem um dano visível. Quem a comete, tem um dano invisível, mas muito pior.
Esse país... Realmente, todo dia sai de casa um malandro e um otário... Algum esperto tá com minha bike por aí...
Que infortúneo, minha jovem! Perdeu a bicicleta como?
CABEÇA
TORSO
ABDÔMEN
Missão cumprida!
Missao nº 2: a jornada da cidade justa
INICIAR
É um absurdo! Os ônibus sempre cheios, a tarifa sobe e o serviço piora. Cada vez menos horários...
É uma situação que realmente nos faz questionar quem deve governar, não é?
A cidade está abandonada! O prefeito só aparece quando é época de eleição...
Desculpe a intromissão, jovens, mas este assunto me fez lembrar a comparação que Platão fazia entre governantes e timoneiros de um navio.
Será que colocaríamos um navio nas mãos de quem promete muito e não cumpre nada ou o colocaríamos nas mãos de quem estudou a arte da navegação, que conhece as estrelas, os ventos e as correntes?
Hmm, não sei... Do jeito que o povo escolhe, vão colocar o timão na mão de qualquer um...
Claro que escolheríamos o navegador!
Para Platão, a política é a técnica mais complexa que existe. E o único instrumento capaz de realizá-la bem é o conhecimento da verdade.
O filósofo, para ele, é justamente aquele que busca incansavelmente essa verdade.
No pensamento de Platão, a alma humana individual e a organização da cidade são espelhos uma da outra. Ligue a PARTE DA ALMA à FUNÇÃO NA CIDADE que ela representa:
Governar com sabedoria: busca o bem comum e tomar decisões justas para toda a cidade.
Proteger e defender: zelar pela segurança da cidade, executando as leis e defendendo-a de ameaças.
Produzir riquezas: gerar bens e serviços que sustentam materialmente a cidade.
Racional
Irascível
Apetitiva
Missao nº 3: saindo da caverna
INICIAR
Não acredito que a nova temporada de A Casa Blindada já começou! Fiquei até tarde ontem assistindo.
Mal posso esperar para ver as alianças se formarem, as estratégias...
É a coisa mais real que tem na TV hoje.
Ouvi dizer que nessa temporada de A Casa Blindada um telespectador será sorteado para participar do reality... Que loucura, né?!
Sabe, isso me faz lembrar de uma alegoria que Platão fez.
Imagina que os participantes e nós, o público, somos como prisioneiros acorrentados no fundo de uma caverna escura..
Como assim?
É uma metáfora. Nossas correntes são o nosso vício no drama, no entretenimento fácil. De costas para a entrada, nós só enxergamos as sombras projetadas na parede.
Acorrentados? Nossa, pesou o clima, cara!
Os conflitos, os romances, as falas ensaiadas... tudo isso não passa de uma sombra, uma projeção distorcida da realidade, criada pelos produtores do show. Nós, os prisioneiros, achamos que aquilo é a coisa mais real e importante do mundo. Ficamos ansiosos pelo próximo paredão como se a nossa vida dependesse disso.
Então você está dizendo que a gente é trouxa por gostar disso?
De jeito nenhum! Platão diria que é confortável e natural. Olhar para as sombras é fácil. A saída da caverna é dolorosa. Imaginem um desses prisioneiros sendo libertado e saindo para o mundo real. A luz do sol lhe machucaria os olhos. Ele ficaria cego e confuso no início, com saudades da simplicidade das sombras.
E o que seria essa "luz do sol" para a gente?
Ah, essa é a parte mais importante! Platão chama isso de a Forma do Bem. É a verdadeira realidade, a fonte de toda a verdade, beleza e justiça. É o conhecimento das coisas como elas realmente são, e não como são projetadas para nós.
E o que Platão acha que a gente deveria fazer? Virar um monge e nunca mais ver TV?
Bem, imagino que ele diria que precisamos mais de filósofos. O prisioneiro que saiu da caverna e se acostumou à luz do sol tem um dever: voltar e tentar libertar os outros.
Um cafézinho, por favor.
Parabéns! Você conseguiu acompanhar Sócrates até sua aula!
VOLTAR AO INÍCIO
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A ascensão dialética é como uma escada. A base assenta-se na Eikasia, o domínio das sombras e ilusões, onde o prisioneiro na caverna toma imagens pela realidade. O primeiro movimento ascendente leva ao degrau da Pistis, o mundo das crenças sobre os objetos sensíveis, ainda dentro da caverna. A subida verdadeiramente exigente começa com a Dianoia: ao sair da caverna, a alma utiliza o pensamento discursivo e as hipóteses para investigar os reflexos das realidades superiores, representando os degraus intermediários onde o raciocínio lógico é o apoio principal. Aproximando-se do topo, atinge-se o patamar da Noesis, a intelecção pura, onde se contemplam diretamente as Formas (Ideias) inteligíveis e eternas, libertando-se por completo do mundo sensível. O degrau final e supremo é a visão da Forma do Bem, o Sol que ilumina todas as coisas, fonte última de verdade, realidade e inteligibilidade. O ato de subir, em si, é o método dialético: o movimento ativo de questionar, refutar e purificar os conceitos, que impulsiona a alma de um patamar ao seguinte. Esta escada é única e irreversível; cada novo degrau conquistado oferece uma visão mais ampla e verdadeira, tornando impossível retornar à perspectiva limitada dos degraus inferiores sem uma consciência clara da sua imperfeição.
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Um dia com Socrates
Evelin M.
Created on August 21, 2025
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Um dia com Socrates
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SOBRE O JOGO
Este jogo foi desenvolvido por Evelin Machado como parte das atividades extensionistas do curso de Filosofia - [Bacharelado] da UFRGS, sob orientação da profa. Juliana Missaggia.
A missão do jogador é aparentemente simples: acompanhar Sócrates, um estudante universitário, em seu trajeto até a universidade. No entanto, essa caminhada pela capital gaúcha se transforma em uma peregrinação filosófica que traz à realidade contemporânea questionamentos apresentados no diálogo platônico "A República".
Recursos utilizados durante a produção do jogo: O jogo foi desenvolvido mediante a plataforma Genially. As imagens foram geradas pelas ferramentas de IA Gemini e ChatGPT, coloridas no aplicativo Mudar cor e editas no Canva.
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Missao nº 1: as tres linhas de onibus
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O app diz que o ônibus está vindo... Não posso chegar atrasado para o seminário sobre a "República".
Tá um dia ótimo pra um chima!
Infortúnio? Foi um roubo! Estava almoçando e quando voltei ela tinha sumindo! É muito injusto!
Esse país... Realmente, todo dia sai de casa um malandro e um otário... Algum esperto tá com minha bike por aí...
Que infortúneo, minha jovem! Perdeu a bicicleta como?
Infortúnio? Foi um roubo! Estava almoçando e quando voltei ela tinha sumindo! É muito injusto!
Me deixe te fazer uma pergunta: se esse ladrão é tão esperto, você trocaria de lugar com ele? Digo, ter a alma dele. Ser o tipo de pessoa que trapaceia, que rouba. Você, no lugar dele, seria mais "esperto" e... mais feliz?
Esse país... Realmente, todo dia sai de casa um malandro e um otário... Algum esperto tá com minha bike por aí...
Não... Eu tenho meus princípios. Não é justo viver trapaceando.
Que infortúneo, minha jovem! Perdeu a bicicleta como?
Infortúnio? Foi um roubo! Estava almoçando e quando voltei ela tinha sumindo! É muito injusto!
Bem, Platão não via a injustiça só como um problema de "quem tem" e "quem perde". Ele via como uma doença da pessoa que comete.
Esse país... Realmente, todo dia sai de casa um malandro e um otário... Algum esperto tá com minha bike por aí...
Doença? O cara é um criminoso, não um doente.
Que infortúneo, minha jovem! Perdeu a bicicleta como?
Infortúnio? Foi um roubo! Estava almoçando e quando voltei ela tinha sumindo! É muito injusto!
Platão dizia que a nossa alma tem três partes. Uma é a racional, que busca a verdade e o melhor para nós. Outra é a irascível, que nos move à ação. E a terceira é a apetitiva, que quer coisas – comida, conforto, posses.
Esse país... Realmente, todo dia sai de casa um malandro e um otário... Algum esperto tá com minha bike por aí...
Que infortúneo, minha jovem! Perdeu a bicicleta como?
Tá, e o que isso tem a ver?
Tudo. Para uma pessoa ser justa e feliz, a razão tem que comandar o impulso e o desejo.
Infortúnio? Foi um roubo! Estava almoçando e quando voltei ela tinha sumindo! É muito injusto!
O ladrão da sua bike pisoteou a razão, que sabia que era errado, e o impulso, que deveria ser usado para trabalhar e conquistar, foi usado para roubar. A alma dele está em guerra interna, desgovernada. Ele é, na visão de Platão, o mais infeliz dos homens.
Esse país... Realmente, todo dia sai de casa um malandro e um otário... Algum esperto tá com minha bike por aí...
Então você tá me dizendo que o otário da história... é ele?
Que infortúneo, minha jovem! Perdeu a bicicleta como?
Infortúnio? Foi um roubo! Estava almoçando e quando voltei ela tinha sumindo! É muito injusto!
De uma forma profunda, sim. Ele pode ter uma bicicleta, mas a alma dele está mais pobre, mais doente, mais distante de ser uma pessoa íntegra. Ele se corrompeu por dentro por uma coisa externa. Você perdeu um objeto. Ele reforçou que é escravo dos próprios desejos.
Pensando assim, quem sofre a injustiça tem um dano visível. Quem a comete, tem um dano invisível, mas muito pior.
Esse país... Realmente, todo dia sai de casa um malandro e um otário... Algum esperto tá com minha bike por aí...
Que infortúneo, minha jovem! Perdeu a bicicleta como?
CABEÇA
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Missão cumprida!
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É um absurdo! Os ônibus sempre cheios, a tarifa sobe e o serviço piora. Cada vez menos horários...
É uma situação que realmente nos faz questionar quem deve governar, não é?
A cidade está abandonada! O prefeito só aparece quando é época de eleição...
Desculpe a intromissão, jovens, mas este assunto me fez lembrar a comparação que Platão fazia entre governantes e timoneiros de um navio.
Será que colocaríamos um navio nas mãos de quem promete muito e não cumpre nada ou o colocaríamos nas mãos de quem estudou a arte da navegação, que conhece as estrelas, os ventos e as correntes?
Hmm, não sei... Do jeito que o povo escolhe, vão colocar o timão na mão de qualquer um...
Claro que escolheríamos o navegador!
Para Platão, a política é a técnica mais complexa que existe. E o único instrumento capaz de realizá-la bem é o conhecimento da verdade.
O filósofo, para ele, é justamente aquele que busca incansavelmente essa verdade.
No pensamento de Platão, a alma humana individual e a organização da cidade são espelhos uma da outra. Ligue a PARTE DA ALMA à FUNÇÃO NA CIDADE que ela representa:
Governar com sabedoria: busca o bem comum e tomar decisões justas para toda a cidade.
Proteger e defender: zelar pela segurança da cidade, executando as leis e defendendo-a de ameaças.
Produzir riquezas: gerar bens e serviços que sustentam materialmente a cidade.
Racional
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Apetitiva
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INICIAR
Não acredito que a nova temporada de A Casa Blindada já começou! Fiquei até tarde ontem assistindo.
Mal posso esperar para ver as alianças se formarem, as estratégias...
É a coisa mais real que tem na TV hoje.
Ouvi dizer que nessa temporada de A Casa Blindada um telespectador será sorteado para participar do reality... Que loucura, né?!
Sabe, isso me faz lembrar de uma alegoria que Platão fez.
Imagina que os participantes e nós, o público, somos como prisioneiros acorrentados no fundo de uma caverna escura..
Como assim?
É uma metáfora. Nossas correntes são o nosso vício no drama, no entretenimento fácil. De costas para a entrada, nós só enxergamos as sombras projetadas na parede.
Acorrentados? Nossa, pesou o clima, cara!
Os conflitos, os romances, as falas ensaiadas... tudo isso não passa de uma sombra, uma projeção distorcida da realidade, criada pelos produtores do show. Nós, os prisioneiros, achamos que aquilo é a coisa mais real e importante do mundo. Ficamos ansiosos pelo próximo paredão como se a nossa vida dependesse disso.
Então você está dizendo que a gente é trouxa por gostar disso?
De jeito nenhum! Platão diria que é confortável e natural. Olhar para as sombras é fácil. A saída da caverna é dolorosa. Imaginem um desses prisioneiros sendo libertado e saindo para o mundo real. A luz do sol lhe machucaria os olhos. Ele ficaria cego e confuso no início, com saudades da simplicidade das sombras.
E o que seria essa "luz do sol" para a gente?
Ah, essa é a parte mais importante! Platão chama isso de a Forma do Bem. É a verdadeira realidade, a fonte de toda a verdade, beleza e justiça. É o conhecimento das coisas como elas realmente são, e não como são projetadas para nós.
E o que Platão acha que a gente deveria fazer? Virar um monge e nunca mais ver TV?
Bem, imagino que ele diria que precisamos mais de filósofos. O prisioneiro que saiu da caverna e se acostumou à luz do sol tem um dever: voltar e tentar libertar os outros.
Um cafézinho, por favor.
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