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Como funciona a memória no estudo
Íris Fernanda Jesus Alves
Created on June 2, 2025
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Transcript
Como funciona a memória no estudo
A todo o momento, somos expostos a uma enorme quantidade de estímulos e é impossível prestar atenção a todos ao mesmo tempo. Por isso, o nosso cérebro seleciona apenas alguns desses estímulos para se focar, ignorando os restantes. Os estímulos inicialmente captados são processados pela memória sensorial, que retém a informação por um período muito breve. Das informações que chegam à memória sensorial, apenas aquelas a que prestamos atenção e atribuímos algum significado são transferidas para a memória de curto prazo. Este processo de filtragem e seleção é essencial para que consigamos organizar e armazenar aquilo que realmente é relevante para nós. A atenção e a atribuição de sentido são, por isso, etapas fundamentais para que uma informação possa vir a ser consolidada e lembrada mais tarde.
Até à década de 1960, numa perspetiva behaviorista, considerava-se que existia apenas um único sistema de memória. No entanto, com o avanço da abordagem cognitiva, que começou a ganhar grande influência nesse período, surgiu a ideia de que a memória humana é composta por vários sistemas distintos. Ao longo do tempo, foram desenvolvidos diversos modelos para explicar o funcionamento da memória, variando em grau de complexidade. Um dos modelos mais conhecidos e influentes é o modelo modal proposto por Atkinson e Shiffrin (1968), que organiza a memória em três sistemas principais: Memória sensorial, Memória de curto prazo (MCP) e Memória de longo prazo (MLP). Este modelo foi fundamental para compreender os diferentes estágios do processamento da informação e continua a ser uma referência nos estudos sobre a memória.
Tem uma capacidade quase ilimitada para armazenar diferentes tipos de informação e possui uma estrutura cada vez mais ampla para reter novos conteúdos. Divide-se em duas categorias: - Memória declarativa – é conscientemente acessível, ou seja, corresponde àquilo que normalmente chamamos de memória e à qual recorremos para recordar momentos ou informações. - Memória não declarativa – não é conscientemente acessível, manifestando-se apenas através do nosso desempenho, influenciando os nossos comportamentos.
Esta divide-se em duas: - Memória imediata, que corresponde ao que pensamos em cada momento, com capacidade limitada tanto em quantidade de informação quanto em duração, estando, por isso, interligada ao conceito de consciência; - Memória de trabalho, onde as informações que queremos reter precisam de ser processadas e ganhar significado para que ocorra a memorização, sendo, por isso, obrigatório que passem por este tipo de memória.