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Módulo 4: Reflexão sobre a prática

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Created on May 8, 2025

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Transcript

Situação de aula

A professora Silvia está desenvolvendo uma sequência de Reescrita de Contos Tradicionais com a sua turma do 3º ano. Após a escrita da primeira versão, ela se reuniu com a coordenadora pedagógica, Lizandra, para analisar as produções. Elas identificaram a necessidade de promover uma situação de revisão do uso dos sinais de pontuação nos textos.

Para isso, Silvia planejou uma proposta favorável para que o grupo refletisse sobre esse aspecto em seus textos. Ambas consideraram que será bom que Lizandra faça uma observação da aula para que, posteriormente, discutam sobre a efetividade dos encaminhamentos da proposta.

No dia previsto, com as/os estudantes sentados em duplas, Silvia propôs:

“Pessoal, hoje vamos continuar o nosso projeto sobre os contos tradicionais. Eu li todas as produções de vocês e percebi que é importante a gente revisar a pontuação para que fique mais adequada para as pessoas que vão ler. Eu selecionei, em cada texto, um trecho para vocês revisarem hoje. Neles as falas de personagens estão sem pontuação. Individualmente, vocês vão ler e colocar os sinais que já conhecem, pois já lemos e analisamos muitos contos. Lembram quais são esses sinais?”

A turma respondeu: “Travessão, ponto final, ponto de exclamação e ponto de interrogação.” A professora confirmou e registrou os sinais na lousa. Em seguida, devolveu as produções feitas por cada estudante já com trechos selecionados e uma anotação: “Quem tiver dúvida, pode me chamar”. Durante a aula, Silvia circulou entre as mesas e ofereceu suporte a algumas crianças que apresentaram dificuldades. A coordenadora pedagógica Lizandra, que observava a aula, fez registros. Três estudantes chamaram a sua atenção.

Caroline começou a apagar os registros feitos na atividade ao ver a professora se aproximar, dizendo a ela que a lição era muito difícil e que não estava conseguindo fazer. Silvia disse a Caroline que ela não precisava ter apagado, mesmo que estivesse em dúvida se estava correto, e sugeriu que ela lhe explicasse como estava fazendo. Com a orientação, Caroline conseguiu usar o travessão e o ponto de interrogação em uma das falas de personagem do trecho selecionado e continuou a tarefa.

Em outra mesa, no fundo da sala, estava Igor, o estudante de mais idade na turma, em uma situação de distorção idade-série. Inicialmente, ele não fez registros no texto até que comentou com seu colega da dupla, Luiz, sobre a dificuldade que tinha para entender como usar o travessão. Luiz, que já havia terminado parte da atividade, lhe deu uma dica:

Eu faço assim: leio uma vez e tento imaginar a história na minha cabeça para saber o que o personagem está falando. Quando descubro, coloco o travessão antes! Posso ler o seu texto para você e a gente pensa juntos onde colocar os sinais?”. Com o apoio do colega, Igor conseguiu fazer uma parte da atividade.

Em outra mesa estava Rita. No começo da aula, a menina levantou a mão uma vez, demonstrando querer ajuda da professora. Percebendo que Silvia estava acompanhando outras crianças, abaixou a mão e leu repetidamente e baixinho os trechos. Apesar dessa leitura, ela não tentou colocar sinais de pontuação, como proposto pela professora.

No final da aula, Silvia pediu que o grupo entregasse os textos. Lizandra combinou um horário para que pudessem conversar sobre a aula e analisar juntas as possibilidades de seguir o trabalho.