Reunião entre coordenadora pedagógica e professora Diálogo
Professora – Gabriela, quero falar com você sobre o Jorge. Ele não presta atenção nos comandos, quer sair da sala toda hora e não sabe nada de matemática.
Coordenadora pedagógica – Vamos lá na minha sala, para conversar em um lugar tranquilo. Traga algumas atividades que ele fez e também de outros alunos para analisarmos juntas e pensarmos caminhos.
[Na hora marcada, acontece a reunião.]
Coordenadora – Oi, Marilene. Você trouxe os materiais dos alunos para analisarmos juntas?
Professora – Sim. A primeira é do Jorge. Como falei para você, ele ainda não sabe fazer as contas de adição e subtração. Já estou dando problemas com multiplicação para a turma e ele não consegue resolver nem os mais simples. Não sei mais o que posso fazer pelo Jorge, pois ele está muito atrasado em relação ao grupo. É o aluno que me dá mais trabalho, faz muita bagunça, distrai quem está por perto. Também, a mãe nunca o traz no horário certo e ele tem muitas faltas. Ela não está nem um pouco preocupada.
Coordenadora – Entendi, Marilene. Você tem outras atividades que ele fez para analisarmos e compararmos juntas? Penso que precisamos tentar identificar o que ele já sabe.
Professora – Estou com algumas aqui.
Coordenadora – Ele sabe ler e escrever números?
Professora – Só até dezenas.
Coordenadora – Mas nessa atividade ele escreveu 250 corretamente. Tem a escrita de 475 correta também.
Professora – Verdade. Esse tipo de número de três algarismos ele consegue. Ele erra assim, por exemplo: 406, 309.
Coordenadora – Quando tem zero na casa da dezena, né?
Professora – Pronto. É isso. Com milhares acontece a mesma coisa, os redondos ou com números em todas as casas ele consegue, mas erra quando tem casas vazias.
Coordenadora – Bom, temos uma pista. Vamos voltar para os problemas. Tem algum que ele faz sem dificuldade?
Professora – Olha, lá no comecinho do ano ele conseguia resolver os de adição de dezenas.
Coordenadora – Vamos procurar algum outro aluno que tenha conhecimentos parecidos para que possam fazer uma boa parceria.
Professora – O Alexandre também se atrapalha com problemas de subtração. A Sara consegue alguns de adição; ela sabe como ler os números maiores, mas não entende os problemas. Olhando melhor, eu achava que só o Jorge estava com muita defasagem, mas tem mais alunos que precisam de mais atenção.
Coordenadora – Podemos pensar em outros agrupamentos, então? Professora – Sim. Também pensei em dar mais problemas para eles resolverem em grupo, como naquela ficha que usamos no grupo de apoio, que tem problemas com os mesmos números, mas com ideias diferentes de adição e subtração.
Coordenadora – Sim, seria ótimo. Eles também precisam de apoio para ler os números maiores.
Professora – Ah, lembrei de uma coisa. Poderíamos usar aquela reta numérica que tem na sala da Adelaide?
Coordenadora – Isso. Pode ser um cartaz na parede ou um cartãozinho que a gente faz para eles terem por perto, já que não é a turma toda que está precisando desse apoio. E sobre a bagunça que o Jorge faz, será que se agruparmos dessa forma ele conseguirá se envolver melhor na proposta? Vamos escolher bons parceiros que vão convidá-lo mais para o trabalho, no lugar de entrar na bagunça juntos? Isso pode estar acontecendo porque ele não está conseguindo fazer o que é proposto. Também precisamos conversar com a família sobre esses atrasos.
[A reunião prossegue.]
Módulo 4 - Para começo de conversa
Roda Educativa
Created on May 8, 2025
Start designing with a free template
Discover more than 1500 professional designs like these:
View
Search Bar Card
View
Piñata
View
Microlearning: When to Use Chat, Meetings or Email
View
Magazine dossier
View
Microlearning: Graphic Design
View
Microlearning: Enhance Your Wellness and Reduce Stress
View
Microlearning: Teaching Innovation with AI
Explore all templates
Transcript
Reunião entre coordenadora pedagógica e professora Diálogo
Professora – Gabriela, quero falar com você sobre o Jorge. Ele não presta atenção nos comandos, quer sair da sala toda hora e não sabe nada de matemática. Coordenadora pedagógica – Vamos lá na minha sala, para conversar em um lugar tranquilo. Traga algumas atividades que ele fez e também de outros alunos para analisarmos juntas e pensarmos caminhos. [Na hora marcada, acontece a reunião.] Coordenadora – Oi, Marilene. Você trouxe os materiais dos alunos para analisarmos juntas? Professora – Sim. A primeira é do Jorge. Como falei para você, ele ainda não sabe fazer as contas de adição e subtração. Já estou dando problemas com multiplicação para a turma e ele não consegue resolver nem os mais simples. Não sei mais o que posso fazer pelo Jorge, pois ele está muito atrasado em relação ao grupo. É o aluno que me dá mais trabalho, faz muita bagunça, distrai quem está por perto. Também, a mãe nunca o traz no horário certo e ele tem muitas faltas. Ela não está nem um pouco preocupada. Coordenadora – Entendi, Marilene. Você tem outras atividades que ele fez para analisarmos e compararmos juntas? Penso que precisamos tentar identificar o que ele já sabe. Professora – Estou com algumas aqui. Coordenadora – Ele sabe ler e escrever números? Professora – Só até dezenas.
Coordenadora – Mas nessa atividade ele escreveu 250 corretamente. Tem a escrita de 475 correta também. Professora – Verdade. Esse tipo de número de três algarismos ele consegue. Ele erra assim, por exemplo: 406, 309. Coordenadora – Quando tem zero na casa da dezena, né? Professora – Pronto. É isso. Com milhares acontece a mesma coisa, os redondos ou com números em todas as casas ele consegue, mas erra quando tem casas vazias. Coordenadora – Bom, temos uma pista. Vamos voltar para os problemas. Tem algum que ele faz sem dificuldade? Professora – Olha, lá no comecinho do ano ele conseguia resolver os de adição de dezenas. Coordenadora – Vamos procurar algum outro aluno que tenha conhecimentos parecidos para que possam fazer uma boa parceria. Professora – O Alexandre também se atrapalha com problemas de subtração. A Sara consegue alguns de adição; ela sabe como ler os números maiores, mas não entende os problemas. Olhando melhor, eu achava que só o Jorge estava com muita defasagem, mas tem mais alunos que precisam de mais atenção.
Coordenadora – Podemos pensar em outros agrupamentos, então? Professora – Sim. Também pensei em dar mais problemas para eles resolverem em grupo, como naquela ficha que usamos no grupo de apoio, que tem problemas com os mesmos números, mas com ideias diferentes de adição e subtração. Coordenadora – Sim, seria ótimo. Eles também precisam de apoio para ler os números maiores. Professora – Ah, lembrei de uma coisa. Poderíamos usar aquela reta numérica que tem na sala da Adelaide? Coordenadora – Isso. Pode ser um cartaz na parede ou um cartãozinho que a gente faz para eles terem por perto, já que não é a turma toda que está precisando desse apoio. E sobre a bagunça que o Jorge faz, será que se agruparmos dessa forma ele conseguirá se envolver melhor na proposta? Vamos escolher bons parceiros que vão convidá-lo mais para o trabalho, no lugar de entrar na bagunça juntos? Isso pode estar acontecendo porque ele não está conseguindo fazer o que é proposto. Também precisamos conversar com a família sobre esses atrasos. [A reunião prossegue.]