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Eça de Queirós/Maias

Gonçalo de Brito Balança

Created on March 25, 2025

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Transcript

Eça de Queirós

A vida de Eça de Queirós

Em 1861, ingressou na Faculdade de Direito de Coimbra e conviveu com importantes intelectuais que influenciaram sua trajetória literária. Após concluir a graduação, em 1866, estabeleceu-se em Lisboa, exercendo inicialmente a advocacia e colaborando como jornalista, experiência que lhe permitiu desenvolver um estilo crítico e irônico.

A vida inicial

Eça de Queirós nasceu em 1845 e é considerado um dos maiores escritores portugueses do século XIX.Filho de pai brasileiro e mãe portuguesa, viveu sua infância afastado dos pais, sendo criado pelos avós paternos, o que marcou profundamente sua visão de mundo.

A vida de Eça de Queirós

A Carreira e Morte

Casado com Emília de Castro, com quem teve quatro filhos, Eça viveu seus últimos anos em Paris, onde faleceu em 16 de agosto de 1900.Deixou um legado enorme não só pela sua riqueza literária, mas também pela sua ampla crítica social que infuenciou as novas gerações.

Sua carreira tomou um rumo internacional quando, a partir de 1873 passou a integrar o serviço diplomático, servindo como cônsul em cidades como Havana, Newcastle, Bristol e, finalmente, Paris. Essas viagens ampliaram seu olhar e contribuíram para a crítica social que viria a marcar sua obra.

Obras

Obras publicadas em vida

Obras publicadas após a morte

A Cidade e as Serras (1901) Contos (1902) Prosas Bárbaras (1903) Cartas de Inglaterra (1905) Ecos de Paris (1905) Cartas Familiares e Bilhetes de Paris (1907) Notas Contemporâneas (1909) Últimas Páginas (1912) A Capital (1925) O Conde de Abranhos (1925) Alves & Companhia (1925) Correspondência (1925) O Egito (1926) Cartas Inéditas de Fradique Mendes (1929) Eça de Queirós entre os seus (1949)

O Mistério da Estrada de Sintra (1870)O Crime do Padre Amaro (1875) A Tragédia da Rua das Flores (1877–1878) O Primo Basílio (1878) O Mandarim (1880) As Minas de Salomão (1885) A Relíquia (1887) Os Maias (1888) Uma Campanha Alegre (1891) Correspondência de Fradique Mendes (1900) A Ilustre Casa de Ramires (1900)

Em Os Maias, estes tópicos são importantíssimos

Os Maias

Crítica Social e Decadência: Os Maias apresentam uma visão crítica da sociedade portuguesa, evidenciando a decadência dos costumes, a hipocrisia, a mediocridade intelectual e a ociosidade da burguesia lisboeta.

Incesto e Tragédia Familiar: Um dos elementos mais marcantes é a história de amor proibido entre Carlos da Maia e Maria Eduarda, que, ao descobrirem seu laço sanguíneo, simboliza o destino trágico da família Maia.

Educação e Conflito Cultural: O contraste entre a educação tradicional portuguesa, marcada pelo religiosismo, a memorização e a fragilidade, e a educação inglesa, que enfatiza a disciplina, a atividade física e o pensamento crítico. É crucial para compreender o desenvolvimento dos personagens, especialmente o de Carlos.

Em Os Maias, estes tópicos são importantíssimos

Os Maias

Hereditariedade e Determinismo: Eça de Queirós utiliza a ideia de que os traços de personalidade e o destino dos personagens estão profundamente marcados pela hereditariedade e pelo meio em que vivem.

Simbolismo dos Espaços: O Ramalhete, Lisboa e outros cenários funcionam como símbolos da história e da identidade portuguesa, representando tanto a esperança quanto o declínio de uma nação.

Diletantismo e Vida Boémia: A figura de Carlos da Maia encarna o diletantismo – exercer a profissão por prazer e viver uma vida boêmia –, revelando a superficialidade e a falta de propósito de uma geração marcada pela inércia e pelo desengano.

Os Maias

Qual clássicos! O primeiro dever do homem é viver. E para isso é necessário ser são, e ser forte. Toda a educação sensata consiste nisto: criar a saúde, a força e os seus hábitos, desenvolver exclusivamente o animal, armá-lo duma grande superioridade física. Tal qual como se não tivesse alma. A alma vem depois... A alma é outro luxo. É um luxo de gente grande...

Resumo

​"Os Maias" é um romance de Eça de Queirós que narra a história de três gerações da família Maia, centrando-se especialmente na vida de Carlos da Maia. A ação decorre em Lisboa, na segunda metade do século XIX, e inicia-se com a instalação de Afonso da Maia, avô de Carlos, no Ramalhete, uma casa emblemática da narrativa. ​ Afonso, um homem de ideais liberais e educação inglesa, teve um único filho, Pedro da Maia, cuja educação religiosa e caráter frágil o levaram a um destino trágico. Pedro casou-se com Maria Monforte, de quem teve dois filhos: Carlos Eduardo e Maria Eduarda. No entanto, Maria Monforte foge com um príncipe italiano, levando consigo a filha, o que culmina no suicídio de Pedro. Assim, Carlos é criado pelo avô Afonso, que lhe proporciona uma educação à inglesa, visando formar um homem forte e íntegro.

Os Maias

Resumo

Já adulto, Carlos torna-se médico e estabelece-se em Lisboa. Conhece então Maria Eduarda, por quem se apaixona profundamente, sem saber que ela é, na realidade, sua irmã. Este amor incestuoso desenrola-se sem que ambos tenham consciência do laço que os une, refletindo a crítica de Eça de Queirós à sociedade portuguesa da época, marcada por hipocrisias e superficialidades.

A descoberta da verdadeira identidade de Maria Eduarda leva à morte de Afonso da Maia, incapaz de suportar o desgosto. Carlos, devastado, parte numa viagem pelo mundo, afastando-se de Portugal e das memórias dolorosas. Dez anos depois, regressa a Lisboa e reencontra o seu amigo João da Ega. Juntos, refletem sobre o passado e as desilusões vividas Os Maias é, assim, uma obra que entrelaça a história familiar com uma crítica mordaz à sociedade portuguesa oitocentista, explorando temas como a decadência da aristocracia, os conflitos entre tradição e modernidade, e as tragédias pessoais resultantes de uma sociedade marcada por convenções e aparências.

A Crónica dos costumes

Alguns Episódios

Jantar do Hotel Central

Corrida de Cavalos

Passeio de Carlos e João da Ega

Onde se evidencia a política, a economia e os dilemas literários, contrapondo o ultraromantismo ao realismo.

Episódio que critica a imitação forçada de costumes estrangeiros e a falta de organização e autenticidade do país.

Episódio final que simboliza a ociosidade, adormecimento e decadência dos protagonistas e, por extensão, da própria sociedade.

Conclusão

Os Maias

Os Maias é um retrato conciso da decadência da alta sociedade portuguesa, onde Eça de Queiroz expõe, com ironia e realismo, as contradições entre o ideal, a ilusão e a realidade. Ao mostrar a trajetória de uma família marcada pelo fracasso e desilusão, o romance convida à reflexão sobre os limites das aparências e a inevitabilidade do declínio, permanecendo atual.

Fim