RECONSTRUÇÃO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR
Educação Clínica III Hospital da Luz Orientador de Estágio: João VideiraEstagiário: Rúben Pereira
ÍNDICE
- Enxertos Sintéticos – LARS
Enquadramento Teórico
Enquadramento teórico
COMO?
Mecanismo sem contacto
70% a 80%
Fatores Biomecânicos e Neuromusculares
- fraqueza do quadríceps
- ativação deficiente dos isquiotibiais
Fatores Externos
- tipo de calçado
- a superfície de jogo
- a fadiga muscular
Mecanismo com contacto
20% a 30%
Enquadramento teórico
Enxertos:
Autólogos
Alogénicos
Sintéticos
Vantagens
Vantagens
- Elevada taxa de sucesso e integração biológica
- Elevada Resistência Mecânica
Vantagens
- Reduzir morbilidade
- Menor tempo de cirurgia
- Disponibilidade imediata
- Sem morbilidade do local doador
- Recuperação mais rápida
Desvantagens
Desvantagens
- Dor e morbilidade no local da retirada do enxerto
- Enfraquecimento muscular
- Risco de Tendinite
- Maior tempo de incorporação
- Elevado risco de rejeição imunológica
- Menor resistência mecânica inicial
Desvantagens
durabilidade e risco de falha questionáveis
Enxertos Sintéticos – LARS
LARS
Fibras de Polietileno Tereftalato Segmento Inter-ósseo: longitudais unidas por uma estrutura transversar de malha Segmento Intra-articular: fibras paralelas longitudinais torcidas VantagensOrientação e estrututa semelhantes ao LCA Porosidade Crescimento intra-ligamentar
critérios de inclusão
Pacientes que realizaram reconstrução do LCA utilizando o sistema LARS entre 1º de janeiro de 2004 e 30 de dezembro de 2010.
Lesões condrais de grau ≤ 2, conforme a Classificação de Outerbridge.
Osteoartrite do joelho inferior ao grau III, segundo a Classificação de Kellgren-Lawrence.
critérios de Exclusão
Cirurgias de revisão do LCA
Histórico de cirurgias prévias no joelho
Lesões múltiplas de ligamentos do joelho (exceto LCM)
Histórico de trauma no joelho contralateral
Estudo
- Avaliar os resultados pós reconstrução do LCA com um follow-up de 7 anos
- Resultados:
- Taxa de falha de 4,4%
- Taxa de complicações de 2,2%
- Melhorias na laxidez do joelho reduzida 5,1 ± 1,3 mm (pré-operatório) para 1,4 ± 1,5 mm (pós-operatório) medida pelo KT-1000
- O score de Lysholm demonstra melhoria da função do joelho (de 54,6 ± 14,3 para 85,4 ± 12,1)
- Durabilidade -> bons resultados para curto e médio prazo
Recuperação pós cirurgia
Melbourne ACL Rehabilitation Guide 2.0 - 6 fases
- Fase Pré-Operatória
- Fase 1 (Pós-Cirúrgica)
- Fase 2
- Fase 3
- Fase 4
- Fase 5
PROTOCOLO DE RECUPERAÇÃO
(0-2 semanas)
(3-8 semanas)
Fase pré-operatória
Fase 1
Fase 2
OBJETIVOS
OBJETIVOS
OBJETIVOS
- Reduzir inchaço
- Recuperar amplitude total de movimento
- 90% da força dos quadríceps e isquiotibiais em comparação com o lado não afetado
- Recuperar a extensão total do joelho
- Redução do inchaço
- Ativação do Quadricipite
- Recuperar a força e equilíbrio unipodal
- Garantir bom alinhamento nos agachamentos unilaterais
- Atingir pelo menos 85% da força comparado com o lado não afetado
AgachamentosSaltos Fortalecimento do Core Equilíbrio Exercício Aeróbio sem Impacto
GeloCompressão Exercício de Baixa Intensidade para Ativação Muscular Exercícios de Mobilidade
Exercícios de Mobilidade ArticularExercícios de Fortalecimento Progressivo Exercício Aeróbio de Baixo Impacto
PROTOCOLO DE RECUPERAÇÃO
(9-12 semanas)
(+6 meses)
(3-5 meses)
Fase 5
Fase 3
Fase 4
OBJETIVOS
OBJETIVOS
OBJETIVOS
- Introdução de corrida, agilidade e aterragens
- Garantir performance adequada em testes de salto
- Capacidade de realizar mudanças de direção com controlo
- Regresso ao Desporto
- Garantir que o utente demonstra confiança no joelho
- Adesão do utente a um programa de prevenção de lesões
- Prevenção de Reincidências
- Manutenção de Programa de Fortalecimento, Equilíbrio e Controlo Neuromuscular
Treino de CorridaSaltos Exercício Pliométrico Agilidade
Treino Progressivo(Atividades Restritas - Prática Não Restrita de Desporto)
Programas Específicos(FIFA 11+; PEP Program; KNEE Program) incorporados 10 minutos antes do treino
CONCLUSÃO
- LARS é fiável a longo prazo?
- O protocolo apresentado deve ser seguido à risca?
Referências:
- Siegel L, Vandenakker-Albanese C, Siegel D. Anterior Cruciate Ligament Injuries: Anatomy, Physiology, Biomechanics, and Management [Internet]. 2012. Available from: www.cjsportmed.com
- Dai B, Herman D, Liu H, Garrett WE, Yu B. Prevention of ACL injury, part I: Injury characteristics, risk factors, and loading mechanism. Vol. 20, Research in Sports Medicine. 2012. p. 180–97.
- Beynnon BD, Johnson RJ, Abate JA, Fleming BC, Nichols CE. Treatment of anterior cruciate ligament injuries, part I. Vol. 33, American Journal of Sports Medicine. 2005. p. 1579–602
- Alentorn-Geli E, Myer GD, Silvers HJ, Samitier G, Romero D, Lázaro-Haro C, et al. Prevention of non-contact anterior cruciate ligament injuries in soccer players. Part 2: A review of prevention programs aimed to modify risk factors and to reduce injury rates. Knee Surgery, Sports Traumatology, Arthroscopy. 2009;17(8):859–79.
- Widner M, Dunleavy M, Lynch S. Outcomes Following ACL Reconstruction Based on Graft Type: Are all Grafts Equivalent? Vol. 12, Current Reviews in Musculoskeletal Medicine. Springer; 2019. p. 460–5.
- Tan CW, Hsu WH, Yu PA, Chen CL, Kuo LT, Chi CC, et al. Anterior Cruciate Ligament Reconstruction in Patients Older Than 50 Years: A Systematic Review and Meta-analysis. Vol. 8, Orthopaedic Journal of Sports Medicine. SAGE Publications Ltd; 2020.
- Jia Z, Xue C, Wang W, Liu T, Huang X, Xu W. Clinical outcomes of anterior cruciate ligament reconstruction using LARS artificial graft with an at least 7 year follow-up. Medicine (United States). 2017 Apr 1;96(14).
- ACL Melbourne ACL Rehabilitation Guide 2.0.
- Rehabilitation Protocol for Anterior Cruciate Ligament (ACL) Reconstruction.
RECONSTRUÇÃO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR
Rúben Pereira
Created on March 11, 2025
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RECONSTRUÇÃO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR
Educação Clínica III Hospital da Luz Orientador de Estágio: João VideiraEstagiário: Rúben Pereira
ÍNDICE
Enquadramento Teórico
Enquadramento teórico
COMO?
Mecanismo sem contacto
70% a 80%
Fatores Biomecânicos e Neuromusculares
- fraqueza do quadríceps
- ativação deficiente dos isquiotibiais
Fatores ExternosMecanismo com contacto
20% a 30%
Enquadramento teórico
Enxertos:
Autólogos
Alogénicos
Sintéticos
Vantagens
Vantagens
Vantagens
Desvantagens
Desvantagens
Desvantagens
- Resultado a longo prazo,
durabilidade e risco de falha questionáveisEnxertos Sintéticos – LARS
LARS
Fibras de Polietileno Tereftalato Segmento Inter-ósseo: longitudais unidas por uma estrutura transversar de malha Segmento Intra-articular: fibras paralelas longitudinais torcidas VantagensOrientação e estrututa semelhantes ao LCA Porosidade Crescimento intra-ligamentar
critérios de inclusão
Pacientes que realizaram reconstrução do LCA utilizando o sistema LARS entre 1º de janeiro de 2004 e 30 de dezembro de 2010.
Lesões condrais de grau ≤ 2, conforme a Classificação de Outerbridge.
Osteoartrite do joelho inferior ao grau III, segundo a Classificação de Kellgren-Lawrence.
critérios de Exclusão
Cirurgias de revisão do LCA
Histórico de cirurgias prévias no joelho
Lesões múltiplas de ligamentos do joelho (exceto LCM)
Histórico de trauma no joelho contralateral
Estudo
Recuperação pós cirurgia
Melbourne ACL Rehabilitation Guide 2.0 - 6 fases
PROTOCOLO DE RECUPERAÇÃO
(0-2 semanas)
(3-8 semanas)
Fase pré-operatória
Fase 1
Fase 2
OBJETIVOS
OBJETIVOS
OBJETIVOS
AgachamentosSaltos Fortalecimento do Core Equilíbrio Exercício Aeróbio sem Impacto
GeloCompressão Exercício de Baixa Intensidade para Ativação Muscular Exercícios de Mobilidade
Exercícios de Mobilidade ArticularExercícios de Fortalecimento Progressivo Exercício Aeróbio de Baixo Impacto
PROTOCOLO DE RECUPERAÇÃO
(9-12 semanas)
(+6 meses)
(3-5 meses)
Fase 5
Fase 3
Fase 4
OBJETIVOS
OBJETIVOS
OBJETIVOS
Treino de CorridaSaltos Exercício Pliométrico Agilidade
Treino Progressivo(Atividades Restritas - Prática Não Restrita de Desporto)
Programas Específicos(FIFA 11+; PEP Program; KNEE Program) incorporados 10 minutos antes do treino
CONCLUSÃO
Referências: