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Os Maias- Eça de Queirós

Maria Campinho

Created on March 8, 2025

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Transcript

OS MAIAS

Eça de Queirós

índice

Obra

Biografia

Questões

Contextualização

Quiz

Vídeo

BIOGRAFIA DE eÇA DE QuEIRÓS

  • Nasceu na Póvoa de Varzim a 25/10/1845 e faleceu a 16/08/1900, em Paris;
  • Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra;
  • No meio intelectual dessa cidade, contactou com as novas ideias filosóficas e literárias vindas da Europa;
  • Integrou o grupo da Geração de 70, responsável pela agitação do marasmo intelectual próprio do ultra-romantismo português.

vídeo

Introdução à obra

  • A obra "Os Maias" foi publicada a 02/06/1888, tempo marcado pelos cânones realistas e naturalistas;
  • Curiosamente, a obra não teve igual sucesso ao de obras anteriores ao romancista;
  • O romance coincide com a mudança de Eça para Paris, assim como a personagem Maria Monforte.

Contexto cultural: a questão coimbrã

  • O eclodir da Questão Coimbrã aconteceu com a polémica surgida pela publicação de um prefácio de Castilho ao "Poema da Mocidade" de Pinheiro Chagas
  • É criticado o exibicionismo, a obscuridade propositada e a falta de bom senso e bom gosto;
  • Antero apela à criação de uma literatura que acompanhe o pensamento moderno e que trate dos temas mais importantes da atualidade;
  • Esta nova conceção de arte e literatura abriu caminho à introdução do realismo em Portugal.

Contexto cultural: A geração de 70

  • Esta geração é composta por: Antero de Quental, Eça de Queirós, Teófilo Braga...;
  • Esta geração veio pôr em questão toda a cultura portuguesa, quanto à literatura, à ideologia política e à estrutura social;
  • É negligenciada a ordem conservadora e retrógrada.

Contexto cultural: A difusão do realismo em portugal

  • Antero, um romântico que defendia a função revolucionária e empenhada da arte e da poesia, abriu o realismo em Portugal;
  • Antero intitulou-se como "o soldado do futuro";
  • "As conferências democráticas do casino" constituem o arranque do realismo em Portugal, e tinham como objetivo agitar o marasmo do meio cultural lisboeta, abordando questões políticas, entre outras.

realismo vs naturalismo

Na literatura, o Naturalismo encarrega-se pela análise das circunstâncias sociais que envolvem cada personagem, bem como a sua educação ao meio social em que foram criadas;

Surgiu em França e estendeu-se por toda a Europa e procura representar o mundo exterior sem interferência de reflexões intelectuais;

O Romantismo literário é violentamente atacado pelo Realismo;

Eça recorre à caracterização naturalista das personagens, nomeadamente Pedro da Maia.

O Realismo põe a nu os grandes males sociais;

A arte literária passa a estar ao serviço da revolução de mentalidades.

género literário: o romance

  • A ação do romance baseia-se na história de três gerações da família Maia e tem como pano de fundo a sociedade lisboeta do século XIX;
  • O romance caracteriza-se pela sua ação extensa, a multiplicidade de espaços e uma organização temporal complexa;
  • Esta obra é classificada como um romance de personagem, caracterizado pela existência de uma personagem central, Carlos da Maia;
  • "Os Maias" são também classificados pelo romance de espaço, uma vez que representa uma época e vários quadros sociais.

A simbologia do romance

  • "Os Maias" é um romance sobre a decadência da família Maia;
  • Há um paralelismo entre os vários representantes da família Maia:
  • Afonso- figura emblemática do liberalismo romântico;
  • Pedro- representa o ultrarromantismo;
  • Carlos- defensor do espírito da Geração de 70;
  • Portugal é a personagem oculta do romance, que é considerado um país sem salvação.

Caracterização das personagens

Visão global da obra e estruturação: título e subtítulo

Título- "Os Maias"

Subtítulo- "Episódios da vida romântica"

  • Remete para a história de uma família ao longo de três gerações;
  • Inclui a intriga/ ação central, que se constrói como uma ação fechada.
  • Procura descrever o estilo de vida numa sociedade em que a família Maia se insere;
  • Aponta para uma descrição da crónica de costumes da sociedade lisboeta, particularmente da aristocracia e alta burguesia da época de 70 do século XIX;
  • A crónica de costumes concretiza-se através da construção de ambientes e da atuação de personagens–tipo, revelando-se com uma ação aberta.

intriga central

A intriga central, organizada em torno dos amores incestuosos de Carlos e Maria Eduarda, apresenta uma estrutura tripartida- antecedentes da ação (introdução e preparação da ação), ação principal (os amores e o desfecho trágico) e epílogo.

Intriga central

Epílogo- Capítulo Xviii

ação principal- Capítulo I a xvii

Antecedentes da ação- Capítulo I a iv

  • Viagem de Carlos e Ega;
  • Carlos em Sevilha;
  • Reencontro de Carlos e Ega.
  • Carlos vê Maria Eduarda no Hotel Central;
  • Carlos visita Rosa, filha de Maria Eduarda, a pedido de Miss Sara, a governanta;
  • Carlos declara-se a Maria Eduarda;
  • Consumação do incesto inconscientemente;
  • Guimarães faz revelações a Ega;
  • Ega transmite as revelações de Guimarães a Carlos;
  • Carlos faz revelações a Afonso;
  • Carlos insiste no incesto, agora consciente;
  • Afonso morre, de apoplexia, no Ramalhete, ao perceber o ato do neto;
  • Ega revela toda a verdade a Maria Eduarda;
  • Maria Eduarda parte defenitivamente para Paris.
  • Instalação dos Maias, em Lisboa;
  • Descrição e história do ramalhete, casa da família Maia, no outono de 1875;
  • Grande analepse, com o objetivo de explicar os antecedentes da família e o aparecimento de Carlos, em Lisboa, no outono de 1875.

O carácter trágico da intriga central

A ação central apresenta alguns aspetos que a aproximam da tragédia clássica e também aspetos estruturais trágicos.
Aspetos que a aproximam da tragédia clássica:
Aspetos estruturais trágicos:

O amor incestuoso de Carlos e Maria Eduarda equivale à hybris das tragédias clássicas;

A superioridade física e intelectual das personagens: Afonso, Carlos e Maria Eduarda;

O papel do destino, da fatalidade, como força motriz;

A peripécia;

Os indícios/presságios;

O duplo reconhecimento;

A catástrofe: a "morte" das personagens;

A temática do incesto: o amor dos dois irmãos.

O estatuto do narrador

  • Narrador omnisciente: centraliza-se na analepse da obra, em que o narrador conhece intimamente as personagens;
  • Focalização interna: o narrador adota o ponto de vista de uma personagem que integra a ação;
  • Focalização externa: o narrador tenta de forma desapaixonada narrar os acontecimentos a que assiste.

Representatividade social das personagens

  • Afonso- Português austero;
  • Pedro- Português fruto da educação romântica, sentimental e beata;
  • Alencar- Poeta ultrarromântico;
  • Cohen- Financeiro sem escrúpulos;
  • Conde de Gouvarinho- Político incompetente e retrógrado;
  • Sousa Neto- Representante da Administração Pública;
  • Eusebiozinho- Produto da educação portuguesa;
  • Dâmaso- Português vulgar;
  • Ega- Protótipo de demagogo;
  • Carlos- Português educado superiormente;
  • Cruges- Intelectual incompreendido e marginalizado;
  • Steinbroken- Político neutro, que nunca se compromete;
  • Craft- Protótipo do inglês rico e boémio;
  • Palma Cavalão e Neves- Jornalistas corruptos.

OS Espaços E O SEU valor simbólico e emotivo

  • Lisboa- é um grande espaço privilegiado ao longo de todo o texto;
  • Santa Olávia- é o lugar de refúgio de Afonso, após o suicídio de Pedro;
  • Coimbra- é o símbolo da boémia estudantil;
  • Sintra- é a vila onde Carlos, Cruges e Alencar vão passear (Capítulo XVIII).

Os ESPaços físicos interiores

  • Ramalhete: casa associada à ascenção e à queda da família Maia após 1875;
  • O consultório: descrição do consultório, espaço revelador de certas facetas de Carlos;
  • A " Toca": descrição do ninho de amor entre Carlos e Maria Eduarda

O espaço social

  • O Jantar no Hotel Central: a primeira reunião social da "elite" social portuguesa. Aqui discute-se acerca do estado deplorável das finanças públicas, o eterno endividamento do país, entre outros aspetos;
  • A corrida de cavalos: é criticado o desinteresse generalizado, o espaço inadequado, os comportamentos desajustados e o ridículo das roupas;
  • O Jantar dos Gouvarinhos: jantar oferecido a Carlos pelo conde, onde são abordados diversos assuntos, bem como a ignorância de Sousa Neto e a incompetência dos políticos;
  • O Sarau literário: ocorre num momento em que Carlos e Maria Eduarda fazem planos para o futuro. Contudo, este episódio revela-se crucial para o desencadear da catástrofe natural.

A linguagem da obra

  • A linguagem literária de Eça foi profundamente inovadora para a língua portuguesa;
  • A narração é composta pela descrição minuciosa, pelo monólogo e pela presença de comentários do narrador;
  • Recursos expressivos característicos da prosa queirosiana: personificação, hipálage, adjetivação, emprego do advérbio, ironia, comparação, metáfora e emprego do diminutivo.

Questões

Quais são as três gerações da família Maia retratadas no romance e como elas se relacionam?
Qual é o significado simbólico do Ramalhete?
De que forma o romance aborda a crítica social à sociedade lisboeta do século XIX?
Como a educação de Carlos da Maia influencia o seu caráter e as suas ações ao longo da história?
Qual é o papel de Maria Eduarda na história e como a sua relação com Carlos da Maia afeta o desenrolar dos acontecimentos?

trabalho realizado por:

Bianca Pinto Nº3 Duarte Ferreira Nº4 Gonçalo Costa Nº5 Inês Azevedo Nº6 Inês Santos Nº7 Inês Fabião Nº8 Leonor Martins Nº11 Maria Leonor Nº14 Mariana Pinto Nº16 Telma Santos Nº19