educação portuguesa vs educação inglesa
Na obra:
OS maias
Trabalho realizado por: Franisco Medeiros, n3, 11ºA1
índice
5. Enquadramento dos personagens em cada modelo
1. Biografia
6. Leitura de passagens
2. Bibliografia do autor
7. O propósito da crítica
3. Educação Portuguesa
8. Fontes de informação
4. Educação Inglesa
Biografia
José Maria Eça de Queirós nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e entrou para a Universidade de Coimbra com 16 anos para estudar Direito. Eça considerava-se escritor, diplomata e jornalista. Dedicou então a sua vida a essas 3 profissões e faleceu a 16 de Agosto de 1900 em Paris sendo a causa desconhecida.
1875
bibliografia do autor
O Crime do Padre Amaro
1878
Os Maias
1901
A Cidade e as Serras
1902
Os contos
Educação inglesa
Educação portuguesa
Educação portuguesa
É demonstrada por Eça como uma educação conservadora, tradicional e católica. Tem como principais características: - Utilização da cartilha; - A memorização; - Escasso contacto com a natureza; - Moral do catecismo, devoção religiosa e a perceção do punimento ao pecado (lema católico); - Utilização do latim (língua "morta");
Educação inglesa
Os princípios são os opostos aos da educação portuguesa, sendo um sistema de aprendizagem mais inovador. Tem como principais características: - Menosprezamento da cartilha; - Desenvolvimento da experiência devido ao conhecimento prático; - Contacto abundante com a natureza; - Atividade física; - Gosto por línguas vivas (Inglês); -Rigor e rigidez;
Caracterização das personagens conforme a sua educação
Educação portuguesa
Pedro da Maia, apesar de passar a sua infância em Inglaterra com os pais, Afonso da Maia e Maria Eduarda, teve uma educação da forma portuguesa, devido à sua mãe, que mandou vir um padre (padre Vasques) para o educar. Desta forma, este personagem torna-se fraco, não tinha vontade própria e era melancólico, levando assim a um casamento apressado (feito numa noite sem Pedro ter o consentimento de Afonso, o pai) e fracassado (a mulher foge com o amante, Tancredo para Itália) levando-o ao suicídio.
Educação portuguesa
Eusebiozinho, também conhecido por Silveirinha, era filho da viúva D.Eugénia e irmão de Teresinha. Este personagem representa o modelo educativo portugês sendo uma criança mole, "amarela", triste e apática. Quando este se torna adulto, é caracterizado como um corrupto, um cobarde e com um casamento infeliz (casa com uma mulher forte, que dominava a relação).
Educação Inglesa
Carlos da Maia, filho de Pedro da Maia e neto de Afonso da Maia, apesar de passar a sua infância e adolescência em Portugal, teve um percetor inglês, o Mr Brown, contratado pelo seu avô para ser educado de um modo inglês Devido à sua educação, Carlos tinha um conhecimento prático, era tolerante, destemido e saudável. Formou-se em medicina, tendo fracassado, não devido à sua educação, mas sim ao facto do meio social em que estava inserido. A falta de motivação e a relação amorosa com a sua irmã, foram também motivos importantes para a sua desistência.
Passagens notáveis de cada educação
Educação portuguesa
"Quase desde o berço este notável menino revelara um amor por alfarrábios e por todas as coisas do saber. Ainda gatinhava e a sua alegria já era estar a um canto, sobre uma esteira, embrulhado num cobertor, folheando in-fólios, com o craniozinho calvo sábio curvado sobre as letras garrafais da boa doutrina (...) Assim, na familia tinha a sua carreira destinada: era rico, havia de ser primeiro bacharel, e depois desembargador (...) e nada havia mais melancólico que a sua facezinha trombuda, a que o excesso de lombrigas dava uma moleza e uma amarelidão de manteiga..."
Defensores desta educação: Vilaça, Padre Vasques e habitantes da casa dos Maias (com exceção a Afonso) e dos Resende.
Educação Inglesa
"Coitadinho dele, que tinha sido educado com uma vara de ferro! Se ele fosse a contar ao Sr. Vilaça! Não tinha a criança cinco anos já dormia num quarto só, sem lamparina; e todas as manhãs, zás, para dentro de uma tina de água fria, às vezes a gear lá fora... (...) Mas não, parece que era um sistema inglês! Deixava-o correr, cair, trepar as árvores, molhar-se, apanhar soalheiras, como um filho de caseiro. E depois o rigor com as comidas! Só certas horas e de certas coisas... E às vezes a criancinha, com os olhos abertos, a aguar! Muita, muita dureza" Defensores desta educação: Afonso da Maia e o narrador.
o propósito da crítica ao modelo portugês
o propósito da crítica ao modelo portugês
Em 1878, Inglaterra vivia a era Vitoriana, caracterizada pelos lucros adquiridos pela expansão do império Britânico, a consolidação da Revolução Industrial e o surgimento de novas ideias. Eça, deste modo, via Inglaterra como uma sociedade perfeita, caracterizada por um povo muito bem formado e educado.
o propósito da crítica ao modelo portugês
Em 1878, quando a obra "os Maias" foi publicada, Portugal encontrava-se num período de desmoronamento. O povo portugês estava a tomar uma atitude liberalista e saturado de uma monarquia, enquanto que a nobreza, o clero e a realeza queriam manter uma atitude absolutista.Desta maneira vivia-se em Portugal uma época de crise. Eça quis demonstrar as fraquezas da sociedade portuguesa, perante a educação que lhe era transmitida. Passando a ideia no livro, que a educação inglesa era a ideal, enquanto que a portugesa era desajustada à epoca que se vivia.
Fontes de informação
https://pt.wikipedia.org/wiki/E%C3%A7a_de_Queiroz https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Portugal_(1834%E2%80%931910) https://pt.wikipedia.org/wiki/Era_vitoriana A obra "Os Maias"
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Francisco Medeiros
Created on March 7, 2025
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educação portuguesa vs educação inglesa
Na obra:
OS maias
Trabalho realizado por: Franisco Medeiros, n3, 11ºA1
índice
5. Enquadramento dos personagens em cada modelo
1. Biografia
6. Leitura de passagens
2. Bibliografia do autor
7. O propósito da crítica
3. Educação Portuguesa
8. Fontes de informação
4. Educação Inglesa
Biografia
José Maria Eça de Queirós nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e entrou para a Universidade de Coimbra com 16 anos para estudar Direito. Eça considerava-se escritor, diplomata e jornalista. Dedicou então a sua vida a essas 3 profissões e faleceu a 16 de Agosto de 1900 em Paris sendo a causa desconhecida.
1875
bibliografia do autor
O Crime do Padre Amaro
1878
Os Maias
1901
A Cidade e as Serras
1902
Os contos
Educação inglesa
Educação portuguesa
Educação portuguesa
É demonstrada por Eça como uma educação conservadora, tradicional e católica. Tem como principais características: - Utilização da cartilha; - A memorização; - Escasso contacto com a natureza; - Moral do catecismo, devoção religiosa e a perceção do punimento ao pecado (lema católico); - Utilização do latim (língua "morta");
Educação inglesa
Os princípios são os opostos aos da educação portuguesa, sendo um sistema de aprendizagem mais inovador. Tem como principais características: - Menosprezamento da cartilha; - Desenvolvimento da experiência devido ao conhecimento prático; - Contacto abundante com a natureza; - Atividade física; - Gosto por línguas vivas (Inglês); -Rigor e rigidez;
Caracterização das personagens conforme a sua educação
Educação portuguesa
Pedro da Maia, apesar de passar a sua infância em Inglaterra com os pais, Afonso da Maia e Maria Eduarda, teve uma educação da forma portuguesa, devido à sua mãe, que mandou vir um padre (padre Vasques) para o educar. Desta forma, este personagem torna-se fraco, não tinha vontade própria e era melancólico, levando assim a um casamento apressado (feito numa noite sem Pedro ter o consentimento de Afonso, o pai) e fracassado (a mulher foge com o amante, Tancredo para Itália) levando-o ao suicídio.
Educação portuguesa
Eusebiozinho, também conhecido por Silveirinha, era filho da viúva D.Eugénia e irmão de Teresinha. Este personagem representa o modelo educativo portugês sendo uma criança mole, "amarela", triste e apática. Quando este se torna adulto, é caracterizado como um corrupto, um cobarde e com um casamento infeliz (casa com uma mulher forte, que dominava a relação).
Educação Inglesa
Carlos da Maia, filho de Pedro da Maia e neto de Afonso da Maia, apesar de passar a sua infância e adolescência em Portugal, teve um percetor inglês, o Mr Brown, contratado pelo seu avô para ser educado de um modo inglês Devido à sua educação, Carlos tinha um conhecimento prático, era tolerante, destemido e saudável. Formou-se em medicina, tendo fracassado, não devido à sua educação, mas sim ao facto do meio social em que estava inserido. A falta de motivação e a relação amorosa com a sua irmã, foram também motivos importantes para a sua desistência.
Passagens notáveis de cada educação
Educação portuguesa
"Quase desde o berço este notável menino revelara um amor por alfarrábios e por todas as coisas do saber. Ainda gatinhava e a sua alegria já era estar a um canto, sobre uma esteira, embrulhado num cobertor, folheando in-fólios, com o craniozinho calvo sábio curvado sobre as letras garrafais da boa doutrina (...) Assim, na familia tinha a sua carreira destinada: era rico, havia de ser primeiro bacharel, e depois desembargador (...) e nada havia mais melancólico que a sua facezinha trombuda, a que o excesso de lombrigas dava uma moleza e uma amarelidão de manteiga..."
Defensores desta educação: Vilaça, Padre Vasques e habitantes da casa dos Maias (com exceção a Afonso) e dos Resende.
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"Coitadinho dele, que tinha sido educado com uma vara de ferro! Se ele fosse a contar ao Sr. Vilaça! Não tinha a criança cinco anos já dormia num quarto só, sem lamparina; e todas as manhãs, zás, para dentro de uma tina de água fria, às vezes a gear lá fora... (...) Mas não, parece que era um sistema inglês! Deixava-o correr, cair, trepar as árvores, molhar-se, apanhar soalheiras, como um filho de caseiro. E depois o rigor com as comidas! Só certas horas e de certas coisas... E às vezes a criancinha, com os olhos abertos, a aguar! Muita, muita dureza" Defensores desta educação: Afonso da Maia e o narrador.
o propósito da crítica ao modelo portugês
o propósito da crítica ao modelo portugês
Em 1878, Inglaterra vivia a era Vitoriana, caracterizada pelos lucros adquiridos pela expansão do império Britânico, a consolidação da Revolução Industrial e o surgimento de novas ideias. Eça, deste modo, via Inglaterra como uma sociedade perfeita, caracterizada por um povo muito bem formado e educado.
o propósito da crítica ao modelo portugês
Em 1878, quando a obra "os Maias" foi publicada, Portugal encontrava-se num período de desmoronamento. O povo portugês estava a tomar uma atitude liberalista e saturado de uma monarquia, enquanto que a nobreza, o clero e a realeza queriam manter uma atitude absolutista.Desta maneira vivia-se em Portugal uma época de crise. Eça quis demonstrar as fraquezas da sociedade portuguesa, perante a educação que lhe era transmitida. Passando a ideia no livro, que a educação inglesa era a ideal, enquanto que a portugesa era desajustada à epoca que se vivia.
Fontes de informação
https://pt.wikipedia.org/wiki/E%C3%A7a_de_Queiroz https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Portugal_(1834%E2%80%931910) https://pt.wikipedia.org/wiki/Era_vitoriana A obra "Os Maias"
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In Genially, we use AI (Awesome Interactivity) in all our designs, so you can level up with interactivity and turn your classes into something valuable and engaging.
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To highlight super-relevant data. 90% of the information we assimilate comes through our sense of sight.