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TEORIA EXPRESSIVISTA
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Transcript
Teoria
EXPRESSIVISTA
Helena Costelha n12 e Margarida Lopes n16
RNOW A DAYS
O que é a arte?
A arte é uma forma de expressão humana que transcende barreiras culturais e temporais, manifestando-se em diversas linguagens, como pintura, música, dança, literatura e cinema. Ela pode refletir emoções, questionar a realidade, transmitir mensagens políticas ou simplesmente encantar pela estética. Quando se fala em arte, o público geralmente tem percepções variadas. Para alguns, é algo elitista e restrito a museus e galerias; para outros, está em toda parte, do grafite nas ruas à música no rádio. Alguns enxergam a arte como um reflexo da sociedade, enquanto outros a veem como um refúgio, um espaço de liberdade criativa. No fim, a arte é subjetiva—seu significado muda conforme o olhar de quem a aprecia.
25,000-8,000A.Cx
Leão Tolstoi
RoLiev Tolstói (1828-1910) foi um dos maiores escritores russos e uma das figuras mais influentes da literatura mundial. Tambem acabou por virar filosofo. "A arte é uma atividade humana que consiste em alguém conscientemente transmitir aos outros, por meio de sinais exteriores, os sentimentos que experiência, de modo que outras pessoas sejam contagiadas pelos mesmos sentimentos, vivenciando-os também" Arte na visão de Tolstói Expressão e comunicação de emoções. Conexão emocional entre artista e público. Arte como meio de transmitir experiências humanas. Valorização da sinceridade emocional sobre a técnica.
"Algo é arte se, e só se, transmite as emoções do seu criador a um público"
Robin George Collingwood
Robin foi um dos grandes críticos da teoria representacionista da arte. O filósofo britânico, no seu livro "The principles of Art" (1938) propõem-se responder de uma forma diferente à questao: "O que é a arte?" A resposta de Collingwood é uma das mais conhecidas versões da chamada teoria expressivista da arte:
"Algo é arte se, e só se, é expressão imaginativa de emoções"
O que é a arte?
"Uma vez que o artista em sentido próprio tem algo a fazer com as emoções e o que faz não é estimulá-las, então o que é que ele faz? Nada podia ser mais absolutamente normal do que dizer que ele as expressa- Quando se diz que um homem expressa emoções, o que está a ser dito resume-se ao seguinte: A princípio, tem consciência de ter uma emoção, mas não de que emoção se trata. A única coisa de que tem consciência é de uma perturbação ou agitação, que sente ocorrer no seu interior, mas cuja natureza desconhece. Enquanto está neste estado, tudo o que pode dizer acerca da sua emoção é: "Sinto... não sei bem o que sinto." Liberta-se desta condição indefesa e oprimida fazendo aquilo a que chamamos expressar-se. [...] [A] emoção expressa é uma emoção de cuja natureza a pessoa que a sente já tem consciência."
A arte tem algo que ver com a emoção; o que faz com ela parece ser estimulá-la, mas não é estimulá-la.
Robin George Collingwoody
Arte tem algo que ver com a emoção
A argumentação de Collingwood pode ser reconsitruida conforme se segue: (1) A arte é estimulação de emoções, ou expressão de emoções. (2) Mas a arte não é estimulação de emoções. (3) Logo, a arte é expressão de emoções.
Arte tem algo que ver com a emoção
Premissa 2
Premissa 1
- A arte não é estimulação de emoções;
- Para defender esta ideia, Collingwood estabelece uma distinção entre: "ARTE EM SENTIDO PRÓPRIO" e "ARTE EM SENTIDO IMPRÓPRIO"
- A produção artística envolve sempre determinadas emoções; Há apenas duas coisas que os artistas podem fazer com a emoção:
- ESTIMULÁ-LA ou EXPRESSÁ-LA
"Arte em sentido próprio"
"Arte em sentido impróprio"
arte propriamente dita
ofícios
Arte tem algo que ver com a emoção
O verdadeiro artista não se limita a produzir algo preconcebido - isto é, um produto final previamente idealizado - de acordo com um plano prévio, recorrendo a determinada técnica. Como acontece, por exemplo, quando alguém faz um copo, um sapato ou uma mesa. Em vez disso, o artista começa por sentir uma agitação emocional vaga e confusa e recorre à expressão artística para explorar, de forma consciente e deliberada, aquilo que sente, de maneira que só depois desse processo é que é capaz de compreender in- teiramente os seus sentimentos. Nas palavras de Collingwood.
Robin George Collingwood
Criticas á teoria expressivista
É demasiado inclusiva
Pois implica implausivelmente que a psicoterapia é arte. Isto acontece porque, por vezes, quando consultamos um psicoterapeuta começamos com um sentimento vago e confuso. Posteriormente, somos desafiados a recorrer à imaginação para expressar e dar corpo através da linguagem a esse sentimento de uma forma progressivamente mais clara e organizada. O psicoterapeuta, por sua vez, pode refazer na sua própria mente esse processo, tal como os espetadores fazem perante as obras de arte. Contudo, a maioria das pessoas não considera que a psicoterapia é arte. Portanto, parece haver algo de fundamentalmente errado com a teoria de Collingwood.
Criticas á teoria expressivista
É demasiado restrita
A teoria expressivista de Collingwood é demasiado restrita porque exclui do domínio da arte alguns dos seus exemplos mais paradigmáticos. Isto acontece porque a distinção entre arte e ofício faz com que, por exemplo, grande parte das encomendas de arte religiosa não sejam consideradas arte em sentido próprio, visto que, muitas vezes, foram concebidas de acordo com um plano prévio, com o objetivo de estimular uma determinada emoção específica no seu público: a devoção religiosa. Além disso, parte do pressuposto de que a arte tem necessariamente algo a ver com a emoção. Contudo, existem vários contraexemplos a esta tese, pois várias correntes artísticas não têm nenhum tipo de conteúdo emocional, como, por exemplo, a arte aleatória, a arte conceptual, a arte percetiva, etc.
Criticas á teoria expressivista
Incorre na chamada "falacia intencional"
De acordo com a teoria expressivista de Collingwood, a questão de saber se algo é ou não uma obra de arte não depende das propriedades da própria obra, mas sim de consideracões acerca da sua origem, mais especificamente de considerações acerca das intenções que o artista tinha quando a produziu. No caso de o artista ter pretendido expressar as suas emoções, a obra será uma obra de arte em sentido próprio, mas, caso a sua intenção seja apenas despertar certas emoções no seu auditório, então a obra não passará de ofício. Ora, um dos problemas desta abordagem é que, na melhor das hipóteses, apenas o próprio artista sabe dizer ao certo que intenções tinha ao criar a sua obra (na pior das hipóteses nem o próprio artista tinha uma noção clara das suas intenções).
Criticas á teoria expressivista
Incorre na chamada "falacia intencional"
Aos apreciadores da obra resta-lhes então dar os seus melhores palpites. Mas isto não parece fornecer um critério muito claro para distinguir arte de não-arte. Muitos críticos e filósofos da arte consideram que apreciar uma obra em função da intenção que o artista tinha quando a criou é cometer aquilo que apelidaram "falácia intencional", Para estes autores, a intenção original do artista é irrelevante para se apreciar genuinamente uma obra, bem como para determinar se esta é ou não uma obra de arte. Na sua opinião, a partir do momento que a obra é apresentada a público, deixa de pertencer ao artista. Neste sentido, pode dizer-se que a arte deve valer por si mesma e pelas interpretações que suscita, independentemente daquilo que o artista pretendia quando a concebeu.
Principais diferenças
Collingwood
Toulstoi
Objetivo da Arte: A arte deve transmitir moralidade e valores universais. Tolstoi vê a arte mais como um meio de ensino moral (procura algo que possa ser compreendido por todos).
Objetivo da Arte: A arte é uma expressão pessoal dos sentimentos internos do artista. Collingwood vê a arte como uma expressão pessoal única (predominam os sentimentos e as emoções do próprio artista).
OBRAS MAIS CONHECIDAS
The Scream, Eduardo Munch, 1910Da coleção de: The Munch Museum, Oslo
Breton Girls Dancing, Pont-Aven, Paul Gauguin, 1888 Da coleção de: National Gallery of Art, Washington DC
Anxiety, Eduardo Munch, 1894 Da coleção de: The Munch Museum, Oslo
OBRAS MAIS CONHECIDAS
A Seascape, Shipping by Moonlight, Claude Monet, Cerca de 1864, Da coleção de: National Galleries Scotland: National
The Murder, Paulo Cézanne, 1867/1870, Da coleção de: Walker Art Gallery, Liverpool
The Starry Night, Vincent van Gogh, Cerca de 1889, Da coleção de: The Museum of Modern Art, MoMA Highlights, Nova York
Fim
Obrigada pela vossa atenção
Premissa 1
- A produção artística envolve sempre determinadas emoções;
- Há apenas duas coisas que os artistas podem fazer com a emoção:
- ESTIMULÁ-LA ou EXPRESSÁ-LA
Ofício
Para Collingwood a palavra "arte" é muitas vezes, utilizada num sentido improprio porque se chama erradamente arte àquilo que, na sua opinião, não passa de um ofício. Segundo Collingwood:"Um ofício é uma atividade na qual uma materia prima é transformada num produto previamente concebido, através de uma determinada técnica como acontece, por exemplo, na carpintaria, na serralaria e na sapataria.
Arte em sentido impróprio
Isto permite-lhe concluir que a arte é expressão de emoções. De facto, ao contrário do que acontece com a estimulação, a expressão de emoções não pode ser considerada um ofício, pois não corresponde à transformação consciente de uma matéria-prima num produto final de acordo com um plano preconcebido.
Arte em sentido próprio
Collindwood acredita que a arte em sentido próprio não pode, nem deve, ser considerada um mero ofício. Se a função da arte fosse simplesmente a de encontrar os meios adequados para estimular um auditório certas emoções específicas de acordo com um plano prévio, então a arte seria apenas um ofício. Portanto, a arte não é estimulação de emoções.
Premissa 2
- A arte não é estimulação de emoções;
- Para defender esta ideia, Collingwood estabelece uma distinção entre: "ARTE EM SENTIDO PRÓPRIO" e "ARTE EM SENTIDO IMPRÓPRIO"
Arte percetiva
Arte aleatoria
Arte concetual
Composições artisticas que surgem a partir de processos aleatorios, fruto do acaso.
Composições que têm o intuito de despertar determinadas ideias no publico.
Composições criadas com o propósito de estimular as nossas estruturas sensoriais.