Curso Formação Contínua de Especialização do Formador a Distância(e-Formador)
Módulo 2Avaliação de Aprendizagem Online
04 - Técnicas e instrumentos de avaliação
Formador: João Dos Santos
Conteúdos
02. Instrumentos de avaliação
01. Técnicas de avaliação
03. Processo para ciar Instrumentos de Avaliação
2.1. Testes
1.2. Observação
2.2. Trabalhos teóricos escritos
3.1. Exemplo 1
1.3. Inquirição
2.3. Trabalhos práticos
3.2. Exemplo 2
1.4. Medição
2.4. Observação direta
3.3. Exemplo 3
2.5. Portefólios
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
2.6. Estudos de Caso
2.7. Projetos
2.8. Simulações ou Role-Play
Técnicas de avaliação
As técnicas de avaliação são processos estruturados e normalizados utilizados para recolher dados sobre o comportamento, os conhecimentos e as competências de uma pessoa ou grupo de pessoas, num determinado contexto.
São agrupadas em três grandes categorias consoante o método utilizado:
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
1. Observação.2. Medição.3. Inquirição.
01
Observação
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Observar a execução de tarefas ou comportamentos.
Podemos dar como exemplos de aplicação desta técnica, a observação da execução de tarefas práticas, como são os casos da reparação de um dispositivo, a elaboração de um desenho, a operação de um equipamento, etc.
Em relação à parte comportamental podemos apontar como exemplos a forma como os estudantes interagem em determinados contextos, como grupos de trabalho, atividades de role-play, comunicar em público, etc.
Esta técnica é especialmente útil para avaliar competências práticas e comportamentais. Pode ser feita com recurso a uma grelha, na qual o formador aponta a sua avaliação em cada um dos critérios e indicadores definidos.
Esta é uma técnica em que o formador avalia os formandos diretamente, observando comportamentos, ações e interações em situações simuladas ou reais.
02
Inquirição
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Elaboração de questões de forma escrita ou oral.
A inquirição é uma técnica que envolve questionar os formandos de forma escrita ou oral, com o objetivo de recolher informações sobre os seus conhecimentos, competências e atitudes.Esta técnica pode assumir várias formas na sua implementação:
Debates e Discussões: Formas de inquirição em grupo que permitem avaliar competências de comunicação e assertividade, a capacidade de argumentação, análise crítica e participação ativa.
Questões durante a sessão: Enquanto está a expôr, o formador pode colocar questões específicas sobre a matéria, em momentos oportunos. Podem ser colocadas à turma ou a um formando em particular.
Testes: Podem incluir perguntas de escolha múltipla, verdadeiro/falso, ou questões abertas. São úteis para verificar a aquisição de conceitos e conhecimentos teóricos em geral.
03
Medição
Esta técnica consiste em medir o desempenho do formando em contexto de execução.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
A medição é uma técnica mais formal e quantitativa de avaliação, que envolve a utilização de instrumentos padronizados para avaliar o desempenho ou o progresso de forma objetiva e mensurável.
A medição foca-se em números, resultados precisos e estatísticas, sendo comum em testes, exames e outros tipos de avaliações estruturadas.
A medição é frequentemente usada para avaliar o conhecimento ou a capacidade prática em áreas específicas, pelo que é muito associada ao domínio do Saber-Fazer.
Instrumentos de avaliação
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Instrumentos de avaliação
O que são os instrumentos de avaliação?
Entre os instrumentos de avaliação comuns, podemos destacar:
- Testes.
- Trabalhos escritos.
- Observação direta.
- Portefólios.
- Estudos de caso.
- Projetos.
- Simulações ou Role-play.
Os instrumentos de avaliação são a concretização e aplicação de uma das técnicas abordadas nas páginas anteriores. São recursos que permitem medir o grau de desenvolvimento das competências e conhecimentos dos participantes, em relação aos objetivos de aprendizagem propostos.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
A escolha do instrumento ideal dependerá dos objetivos específicos da formação, do conteúdo abordado e do perfil dos participantes.
Testes e questionários.
Os testes são instrumentos "clássicos" na avaliação e podem ser em suporte papel ou suporte digital. A sua utilização é bastante abrangente e flexível, pois podem ser utilizados para avaliação rápida e sobre o tema de uma sessão ou para avaliação sumativa final de um módulo ou curso.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
Quando utilizam tipos de questões objetivas como escolha múltipla, verdadeiro/falso, correspondência, entre outras, são instrumentos muito objetivos. Fáceis e rápidos de corrigir, sobretudo se forem feitos numa plataforma digital.
São instrumentos limitados a questões conceptuais e conhecimentos teóricos. Podem não refletir a profundidade da compreensão do formando. Para que tenham uma fiabilidade elevada, requerem que o seu planeamento e elaboração seja bastante elaborada.
Trabalhos teóricos escritos.
Os trabalhos escritos permitem ao estudante ter mais tempo para pesquisar, refletir, analisar e resumir informação. Podem ser trabalhos de pesquisa sobre um tema, redações criativas, relatórios de uma atividade prática ou análise de estudos de caso, entre outros.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
Permitem uma avaliação mais detalhada das competências de pesquisa, resumo, redação, análise e crítica. Podem ser uma base para fomentar trabalhos colaborativos.
A correção é mais demorada e pode implicar alguma dose de subjetividade. A facilidade dos formandos em aceder a plataformas digitais de conteúdos ou inteligência artificial, pode distorcer os objetivos da avaliação.
Trabalhos práticos.
Os trabalhos práticos permitem aferir as competências adquiridas pelos formandos na execução de tarefas práticas, como por exemplo, a manipulação de instrumentos, programas informáticos, corte de cabelo, elaboração de receitas, soldar peças metálicas, elaboração de elementos de carpintaria, etc.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
Permitem a avaliação de tarefas no domínio do saber-fazer. Permitem informar o formador e o formando das reais aptidões deste, para a execução das tarefas práticas que se espera que execute no posto de trabalho.
A sua implementação pode requerer salas com determinados equipamentos, caros ou difíceis de instalar. O elevado custo de alguns consumíveis para a realização destas tarefas.
Observação direta.
Perminte a avaliação de competências e atitudes em situações reais ou simuladas. O formador, durante a observação, pode criar e utilizar grelhas criadas previamente,para verificar os critérios e indicadores e/ou para colcoar a nota da avaliação.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
Muito útil no domínio do saber-fazer. O formador verifica diretamente se o estudante executa as tarefas ou tem as atitudes esperadas.
Pode necessitar de salas equipadas com dispositivos ou equipamentos para a elaboração das tarefas práticas. Poderá haver uma certa carga subjetiva na avaliação.
Portefólios.
Compilação de trabalhos ao longo do curso, demonstrando o progresso do formando. Podem incluir trabalhos escritos, reflexões, retorno de colegas e formadores, entre outros.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
É um instrumento que fornece uma visão abrangente do desenvolvimento do formando, incluindo os conhecimentos, e as competências adquiridas ao longo do tempo.
Pode ser difícil de organizar. Exige tempo e dedicação em reuniões personalizadas, formando a formando, para revisão e avaliação
Estudos de Caso.
São instrumentos que permitem avaliar a capacidade que os estudantes adquiriram para aplicar os conhecimentos teóricos e práticos a situações práticas e reais.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
Focam-se na aplicação do conhecimento e desenvolvimento de competências de resolução de problemas próximos da realidade.
Podem ser complexos e demorados para elaborar e corrigir.
Projetos.
A avaliação através da elaboração de projetos permite verificar até que ponto os estudantes conseguem mobilizar conhecimentos e competências práticas numa determinada área. Pode ser um projeto de como criar de uma empresa, um projeto de modelação de uma casa, da elaboração de um site, ou outro conforme a área.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
Focam-se na mobilização dos conhecimentos e competências práticas em situações próximas da realidade. Estimulam a pesquisa, a capacidade de resolução de problemas, a visão integrada de uma área e as competências de colaboração.
Dependendo do tipo de projeto a desenvolver, e devido ao equipamento ou instrumentos a utilizar, poderá ser impossível de implementar. Podem ser complexos e demorados para elaborar e corrigir.
Simulações ou desempenho de papéis (Role-Play).
A utilização de situações simuladas ou de desempenho de papéis (Role-play), permite colocoar os estudantes em situações próximas da realidade e permitir-lhes que vivam a situação, adquirindo uma primeira experiência de forma segura num ambiente pedagógico.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
Avaliar o comportamento em contextos próximos da realidade. Permitem aos estudantes vivenciar uma primeira experiência preparando-os para as situações reais.
As condições logísticas para algumas simulações podem ser difíceis de implementar. A preparação e avaliação podem ser demorados.
Processo para criar Instrumentos de Avaliação
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Processo para criar Instrumentos de Avaliação
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Partir dos objetivos de aprendizagem.
A criação de qualquer um destes instrumentos de avaliação passa por um processo que pode ser sistematizado em cinco passos.
Escolher o tipo de instrumento.
Definir os critérios.
Definir os indicadores.
Criar o enunciado.
Processo para criar Instrumentos de Avaliação
Exemplo 1 (Área de desenho técnico e CAD):
Partir dos objetivos de aprendizagem:
O formando é capaz de utilizar as ferramentas de desenho 2D.
Escolher do tipo de instrumento:
Tratando-se de aferir competências práticas na utilização de um software, opta-se por um instrumento de avaliação do tipo trabalho prático.
Definir os critérios:
O formando será capaz de utilizar as ferramentas de desenho 2D
para reproduzir em AutoCAD, no tempo de 20 minutos, um desenho de uma peça fornecida.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Definir os indicadores:
- O formando utiliza corretamente os comandos básicos (linha, círculo e arco).
- Organiza adequadamente o desenho usando layers.
- Reproduz o desenho fornecido de forma igual, no que diz respeito às formas e aos tipos, espessuras e cores de linhas.
Criar o enunciado.
Processo para criar Instrumentos de Avaliação
Exemplo 2 (Área de desenho técnico e CAD):
Partir dos objetivos de aprendizagem:
O formando é capaz de identificar as potencialidades de um software de desenho 2D.
Escolher do tipo de instrumento:
Tratando-se de aferir competências cognitivas, opta-se por um instrumento de avaliação do tipo teste.
Definir os critérios:
O formando será capaz de identificar as potencialidades de um software de desenho 2D, enumerando as suas caraterísticas, ferramentas básicas e formas de organizar os desenhos.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Definir os indicadores:
- O formando identifica as áreas de aplicação do Sofware de desenho 2D.
- Consegue relacionar as ferramentas para desenho 2D disponíveis no Software com a respetiva função.
- Identifica a função dos Layers.
- Reconhece as formas de configuração dos Layers.
Criar o enunciado.
Processo para criar Instrumentos de Avaliação
Exemplo 3 (Área comercial):
Partir dos objetivos de aprendizagem:
O formando é capaz de acolher o cliente e averiguar as suas necessidades.
Escolher do tipo de instrumento:
Tratando-se de uma tarefa prática em que estão em questão competências de comunicação e relacionamento, opta-se por um instrumento de avaliação do tipo Desempenho de Papéis (Role-Play).
Definir os critérios:
O formando acolhe o cliente e averigua as suas necessidades utilizando o formulário interno para fazer o registo no sistema informático, não ultrapassando os 8 minutos.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Definir os indicadores:
- O formando acolhe o cliente de acordo com o protocolo da empresa.
- Comunica com o cliente de forma empática, objetiva e clara.
- Coloca as questões de forma objetiva.
- Faz o registo no sistema informático.
- Não ultrapassa os 8 minutos previstos.
Criar o enunciado.
Criar o enunciado da avaliação, indicando de forma clara o local, mobiliário e outros equipamentos necessários para a sua realização.
São definidas as indicações para a pessoa que faça o papel de cliente.
Obrigado pela atenção!
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
João Dos Santos
MF2 05 - Técnicas e instrumentos de avaliação
João Dos Santos
Created on February 20, 2025
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Curso Formação Contínua de Especialização do Formador a Distância(e-Formador)
Módulo 2Avaliação de Aprendizagem Online
04 - Técnicas e instrumentos de avaliação
Formador: João Dos Santos
Conteúdos
02. Instrumentos de avaliação
01. Técnicas de avaliação
03. Processo para ciar Instrumentos de Avaliação
2.1. Testes
1.2. Observação
2.2. Trabalhos teóricos escritos
3.1. Exemplo 1
1.3. Inquirição
2.3. Trabalhos práticos
3.2. Exemplo 2
1.4. Medição
2.4. Observação direta
3.3. Exemplo 3
2.5. Portefólios
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
2.6. Estudos de Caso
2.7. Projetos
2.8. Simulações ou Role-Play
Técnicas de avaliação
As técnicas de avaliação são processos estruturados e normalizados utilizados para recolher dados sobre o comportamento, os conhecimentos e as competências de uma pessoa ou grupo de pessoas, num determinado contexto. São agrupadas em três grandes categorias consoante o método utilizado:
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
1. Observação.2. Medição.3. Inquirição.
01
Observação
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Observar a execução de tarefas ou comportamentos.
Podemos dar como exemplos de aplicação desta técnica, a observação da execução de tarefas práticas, como são os casos da reparação de um dispositivo, a elaboração de um desenho, a operação de um equipamento, etc.
Em relação à parte comportamental podemos apontar como exemplos a forma como os estudantes interagem em determinados contextos, como grupos de trabalho, atividades de role-play, comunicar em público, etc.
Esta técnica é especialmente útil para avaliar competências práticas e comportamentais. Pode ser feita com recurso a uma grelha, na qual o formador aponta a sua avaliação em cada um dos critérios e indicadores definidos.
Esta é uma técnica em que o formador avalia os formandos diretamente, observando comportamentos, ações e interações em situações simuladas ou reais.
02
Inquirição
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Elaboração de questões de forma escrita ou oral.
A inquirição é uma técnica que envolve questionar os formandos de forma escrita ou oral, com o objetivo de recolher informações sobre os seus conhecimentos, competências e atitudes.Esta técnica pode assumir várias formas na sua implementação:
Debates e Discussões: Formas de inquirição em grupo que permitem avaliar competências de comunicação e assertividade, a capacidade de argumentação, análise crítica e participação ativa.
Questões durante a sessão: Enquanto está a expôr, o formador pode colocar questões específicas sobre a matéria, em momentos oportunos. Podem ser colocadas à turma ou a um formando em particular.
Testes: Podem incluir perguntas de escolha múltipla, verdadeiro/falso, ou questões abertas. São úteis para verificar a aquisição de conceitos e conhecimentos teóricos em geral.
03
Medição
Esta técnica consiste em medir o desempenho do formando em contexto de execução.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
A medição é uma técnica mais formal e quantitativa de avaliação, que envolve a utilização de instrumentos padronizados para avaliar o desempenho ou o progresso de forma objetiva e mensurável.
A medição foca-se em números, resultados precisos e estatísticas, sendo comum em testes, exames e outros tipos de avaliações estruturadas.
A medição é frequentemente usada para avaliar o conhecimento ou a capacidade prática em áreas específicas, pelo que é muito associada ao domínio do Saber-Fazer.
Instrumentos de avaliação
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Instrumentos de avaliação
O que são os instrumentos de avaliação?
Entre os instrumentos de avaliação comuns, podemos destacar:
Os instrumentos de avaliação são a concretização e aplicação de uma das técnicas abordadas nas páginas anteriores. São recursos que permitem medir o grau de desenvolvimento das competências e conhecimentos dos participantes, em relação aos objetivos de aprendizagem propostos.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
A escolha do instrumento ideal dependerá dos objetivos específicos da formação, do conteúdo abordado e do perfil dos participantes.
Testes e questionários.
Os testes são instrumentos "clássicos" na avaliação e podem ser em suporte papel ou suporte digital. A sua utilização é bastante abrangente e flexível, pois podem ser utilizados para avaliação rápida e sobre o tema de uma sessão ou para avaliação sumativa final de um módulo ou curso.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
Quando utilizam tipos de questões objetivas como escolha múltipla, verdadeiro/falso, correspondência, entre outras, são instrumentos muito objetivos. Fáceis e rápidos de corrigir, sobretudo se forem feitos numa plataforma digital.
São instrumentos limitados a questões conceptuais e conhecimentos teóricos. Podem não refletir a profundidade da compreensão do formando. Para que tenham uma fiabilidade elevada, requerem que o seu planeamento e elaboração seja bastante elaborada.
Trabalhos teóricos escritos.
Os trabalhos escritos permitem ao estudante ter mais tempo para pesquisar, refletir, analisar e resumir informação. Podem ser trabalhos de pesquisa sobre um tema, redações criativas, relatórios de uma atividade prática ou análise de estudos de caso, entre outros.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
Permitem uma avaliação mais detalhada das competências de pesquisa, resumo, redação, análise e crítica. Podem ser uma base para fomentar trabalhos colaborativos.
A correção é mais demorada e pode implicar alguma dose de subjetividade. A facilidade dos formandos em aceder a plataformas digitais de conteúdos ou inteligência artificial, pode distorcer os objetivos da avaliação.
Trabalhos práticos.
Os trabalhos práticos permitem aferir as competências adquiridas pelos formandos na execução de tarefas práticas, como por exemplo, a manipulação de instrumentos, programas informáticos, corte de cabelo, elaboração de receitas, soldar peças metálicas, elaboração de elementos de carpintaria, etc.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
Permitem a avaliação de tarefas no domínio do saber-fazer. Permitem informar o formador e o formando das reais aptidões deste, para a execução das tarefas práticas que se espera que execute no posto de trabalho.
A sua implementação pode requerer salas com determinados equipamentos, caros ou difíceis de instalar. O elevado custo de alguns consumíveis para a realização destas tarefas.
Observação direta.
Perminte a avaliação de competências e atitudes em situações reais ou simuladas. O formador, durante a observação, pode criar e utilizar grelhas criadas previamente,para verificar os critérios e indicadores e/ou para colcoar a nota da avaliação.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
Muito útil no domínio do saber-fazer. O formador verifica diretamente se o estudante executa as tarefas ou tem as atitudes esperadas.
Pode necessitar de salas equipadas com dispositivos ou equipamentos para a elaboração das tarefas práticas. Poderá haver uma certa carga subjetiva na avaliação.
Portefólios.
Compilação de trabalhos ao longo do curso, demonstrando o progresso do formando. Podem incluir trabalhos escritos, reflexões, retorno de colegas e formadores, entre outros.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
É um instrumento que fornece uma visão abrangente do desenvolvimento do formando, incluindo os conhecimentos, e as competências adquiridas ao longo do tempo.
Pode ser difícil de organizar. Exige tempo e dedicação em reuniões personalizadas, formando a formando, para revisão e avaliação
Estudos de Caso.
São instrumentos que permitem avaliar a capacidade que os estudantes adquiriram para aplicar os conhecimentos teóricos e práticos a situações práticas e reais.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
Focam-se na aplicação do conhecimento e desenvolvimento de competências de resolução de problemas próximos da realidade.
Podem ser complexos e demorados para elaborar e corrigir.
Projetos.
A avaliação através da elaboração de projetos permite verificar até que ponto os estudantes conseguem mobilizar conhecimentos e competências práticas numa determinada área. Pode ser um projeto de como criar de uma empresa, um projeto de modelação de uma casa, da elaboração de um site, ou outro conforme a área.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
Focam-se na mobilização dos conhecimentos e competências práticas em situações próximas da realidade. Estimulam a pesquisa, a capacidade de resolução de problemas, a visão integrada de uma área e as competências de colaboração.
Dependendo do tipo de projeto a desenvolver, e devido ao equipamento ou instrumentos a utilizar, poderá ser impossível de implementar. Podem ser complexos e demorados para elaborar e corrigir.
Simulações ou desempenho de papéis (Role-Play).
A utilização de situações simuladas ou de desempenho de papéis (Role-play), permite colocoar os estudantes em situações próximas da realidade e permitir-lhes que vivam a situação, adquirindo uma primeira experiência de forma segura num ambiente pedagógico.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Contra:
A favor:
Avaliar o comportamento em contextos próximos da realidade. Permitem aos estudantes vivenciar uma primeira experiência preparando-os para as situações reais.
As condições logísticas para algumas simulações podem ser difíceis de implementar. A preparação e avaliação podem ser demorados.
Processo para criar Instrumentos de Avaliação
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Processo para criar Instrumentos de Avaliação
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Partir dos objetivos de aprendizagem.
A criação de qualquer um destes instrumentos de avaliação passa por um processo que pode ser sistematizado em cinco passos.
Escolher o tipo de instrumento.
Definir os critérios.
Definir os indicadores.
Criar o enunciado.
Processo para criar Instrumentos de Avaliação
Exemplo 1 (Área de desenho técnico e CAD):
Partir dos objetivos de aprendizagem:
O formando é capaz de utilizar as ferramentas de desenho 2D.
Escolher do tipo de instrumento:
Tratando-se de aferir competências práticas na utilização de um software, opta-se por um instrumento de avaliação do tipo trabalho prático.
Definir os critérios:
O formando será capaz de utilizar as ferramentas de desenho 2D para reproduzir em AutoCAD, no tempo de 20 minutos, um desenho de uma peça fornecida.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Definir os indicadores:
Criar o enunciado.
Processo para criar Instrumentos de Avaliação
Exemplo 2 (Área de desenho técnico e CAD):
Partir dos objetivos de aprendizagem:
O formando é capaz de identificar as potencialidades de um software de desenho 2D.
Escolher do tipo de instrumento:
Tratando-se de aferir competências cognitivas, opta-se por um instrumento de avaliação do tipo teste.
Definir os critérios:
O formando será capaz de identificar as potencialidades de um software de desenho 2D, enumerando as suas caraterísticas, ferramentas básicas e formas de organizar os desenhos.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Definir os indicadores:
Criar o enunciado.
Processo para criar Instrumentos de Avaliação
Exemplo 3 (Área comercial):
Partir dos objetivos de aprendizagem:
O formando é capaz de acolher o cliente e averiguar as suas necessidades.
Escolher do tipo de instrumento:
Tratando-se de uma tarefa prática em que estão em questão competências de comunicação e relacionamento, opta-se por um instrumento de avaliação do tipo Desempenho de Papéis (Role-Play).
Definir os critérios:
O formando acolhe o cliente e averigua as suas necessidades utilizando o formulário interno para fazer o registo no sistema informático, não ultrapassando os 8 minutos.
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
Definir os indicadores:
Criar o enunciado.
Criar o enunciado da avaliação, indicando de forma clara o local, mobiliário e outros equipamentos necessários para a sua realização. São definidas as indicações para a pessoa que faça o papel de cliente.
Obrigado pela atenção!
(C) Direitos reservados. Este material não pode ser reproduzido ou distribuído no total ou parcial.
João Dos Santos