Rede Nacional de Cuidados de Saúde
Matilde Pissarra nº9Disciplina: GOSCS Prof: Pedro Costa TAS22 2024/2025
Índice
01 - PERSPETIVA HISTÓRICA DA REDENACIONAL DE CUIDADOS DE SAÚDE;02 - A POLÍTICA DE SAÚDE; 03 - PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES EUROPEIAS EM MATÉRIA DE SAÚDE:ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE; 04 - A POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE: ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES; 05 - A LEI DE BASES DA SAÚDE: OS DIREITOS E DEVERES DOUTENTE QUERECORRE AOS SERVIÇOS DE SAÚDE; 06 - HUMANIZAÇÃO NA PRESTAÇÃO DE CUIDADOS DE SAÚDE; 07 - A INTERCULTURALIDADE NA SAÚDE; 08 - O GÉNERO NO ACESSO A CUIDADOS DE SAÚDE; 09 - SISTEMA, SUBSISTEMAS E SEGUROS DE SAÚDE; 10 - SERVIÇOS E ESTABELECIMENTOS DO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE EMPORTUGAL;
11 - ESTRUTURAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE;12 - A REDE NACIONAL DOS CUIDADOS DE SAÚDE; 13 - A ARTICULAÇÃO ENTRE AS DIFERENTES ESTRUTURAS DO SISTEMANACIONAL DE SAÚDE EM PORTUGAL: CIRCUITOS E MODELO OPERATIVO; 14 - OUTROS PRESTADORES QUE INTERVÊM NO DOMÍNIO DA SAÚDE E O AMBIENTE E CULTURA ORGANIZACIONAL: NOÇÕES GERAIS NASINSTITUIÇÕES DE SAÚDE; 15 - CONCLUSÃO; 16 - WEBGRAFIA.
Introdução
O sistema de saúde em Portugal envolve várias entidades que garantem o acesso a cuidados médicos e apoios sociais. O SNS, a Segurança Social e o setor privado trabalham em conjunto para prestar serviços de saúde e atribuir subsídios, como o de doença.Este trabalho foi realizado na disciplina de GOSCS e tem como objetivo explicar a rede nacional de cuidades de saúde.
01
PERSPETIVA HISTÓRICA DA REDENACIONAL DE CUIDADOS DE SAÚDE
Século XVIII
1945
Antes do século XVIII
1901
1946
1974
1990
1971
1979
Século XXI
A organização dos serviços de saúde em Portugal evoluiu ao longo do tempo sob influência de fatores religiosos, políticos e sociais. Antes do século XVIII, os cuidados eram prestados por instituições religiosas, como as Misericórdias. No século XVIII, o Estado começou a criar hospitais públicos. A primeira lei de segurança social surgiu em 1946, garantindo cobertura a trabalhadores e dependentes. Até 1971, o governo não assumia total responsabilidade pelos serviços de saúde, mas a legislação desse ano ampliou a oferta pública. Após a Revolução de 1974, iniciou-se uma reestruturação que culminou na criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 1979, assegurando o direito universal à saúde. Nos anos 1990, discutiu-se a introdução do setor privado, resultando na concorrência entre público e privado. No século XXI, o SNS enfrenta desafios como listas de espera e aumento de custos. Reformas recentes incluem parcerias público-privadas e mudanças na gestão hospitalar para maior eficiência e autonomia do sistema.
02
A POLÍTICA DE SAÚDE
Sistemas de Saúde em Portugal:
Ministério da Saúde é responsável pela política de saúde e gestão do SNS, enquanto as cinco administrações regionais de saúde executam a política, desenvolvem orientações e supervisionam os cuidados. A descentralização visa transferir responsabilidades financeiras e de gestão para as regiões, mas a autonomia dessas administrações é limitada, restringindo-se aos cuidados primários.- Serviço Nacional de Saúde (SNS) – cobertura universal;
- Subsistemas de saúde para certas profissões – cobrem 25% da população;
- Seguros privados voluntários – abrangem 10% da população;
- Fundos mútuos – representam 7% da população.
Gestão e Financiamento:
O SNS é financiado principalmente por tributos. Subsistemas de saúde recebem contribuições de empregadores e empregados. Além disso, pagamentos diretos dos pacientes e seguros voluntários também contribuem para o financiamento.- O Ministério da Saúde desenvolve políticas e gere o SNS;
- Cinco administrações regionais supervisionam e implementam políticas de saúde;
- Financiamento principal vem da tributação geral;
- Subsistemas de saúde são financiados por contribuições de empregadores e empregados;
- Pagamentos diretos dos pacientes e seguros privados também contribuem.
Tipos de Unidades de Saúde:
Os hospitais oferecem cuidados especializados e cirurgias em grandes cidades, enquanto os Centros de Saúde e USF garantem consultas médicas e pequenos procedimentos. Os Postos Médicos, localizados em freguesias, prestam atendimento básico. Além do setor público, há hospitais e clínicas privadas. O sistema de emergência médica possui um número unificado na União Europeia.- Hospitais: localizados em grandes cidades, oferecem cuidados especializados e cirurgias;
- Centros de Saúde e Unidades de Saúde Familiar (USF): consultas médicas, especialidades e pequenos procedimentos;
- Postos Médicos: atendimento básico e enfermagem em freguesias;
- Setor privado: hospitais e clínicas particulares também prestam serviços.
Serviços de Emergência e Apoio:
O transporte de emergência em Portugal é assegurado pelo INEM, bombeiros e associações humanitárias. O país conta com urgências distribuídas nacionalmente e SAPs, que oferecem atendimento 24 horas. As farmácias garantem o acesso a medicamentos, e a linha de saúde, também disponível 24h, auxilia os utentes e reduz a procura desnecessária por urgências.- Número de emergência médica padronizado na UE;
- Transporte de emergência feito por bombeiros, associações humanitárias e INEM;
- Urgências disponíveis em todo o país;
- SAPs (Serviços de Atendimento Permanente) funcionam 24 horas;
- Linha de saúde 24h para dúvidas e apoio médico.
Direitos e Pagamentos dos Utentes:
Segundo a Constituição, os cidadãos têm direito a saúde tendencialmente gratuita. Os utentes têm de pagar as suas consultas, tratamentos e cirurgias, embora para alguns utentes seja gratuito devido aos seus rendimentos, com por exemplo, reformados por invalidez.- A Constituição garante direito à saúde tendencialmente gratuita;
- Consultas, tratamentos e cirurgias são pagos, exceto para grupos isentos (ex: reformados por invalidez).
03
PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES EUROPEIAS EM MATÉRIA DE SAÚDE:
ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE
Função e Sede:
Segundo a Constituição, os cidadãos têm direito a saúde tendencialmente gratuita. Os utentes têm de pagar as suas consultas, tratamentos e cirurgias, embora para alguns utentes seja gratuito devido aos seus rendimentos, com por exemplo, reformados por invalidez.- Coordena a saúde global dentro da ONU;
- Sede em Genebra, com seis escritórios regionais (o europeu em Copenhague).
Áreas de atuação:
A OMS tem uma missão abrangente, que inclui a prevenção e combate a doenças como:- Doenças crônicas e infecciosas;
- Saúde mental e nutrição;
- Segurança alimentar e riscos biológicos;
- Economia da saúde e saúde preventiva.
Áreas de atuação:
O trabalho da OMS orienta-se pelas suas funções essenciais, as quais se baseiam nas suas vantagens comparativas que são:- Liderança e coordenação de ações de saúde;
- Financiamento e estímulo à pesquisa;
- Definição de normas e monitoramento de sua aplicação;
- Formulação de políticas baseadas em evidências;
- Apoio técnico a países para fortalecer capacidades institucionais;
- Vigilância da situação sanitária e avaliação de tendências.
Àreas perioritarias:
Para colmatar as lacunas na política de saúde, especialmente em justiça social, responsabilização, implementação e conhecimento, a OMS definiu sete áreas prioritárias:- Investimento em saúde;
- Segurança sanitária individual e global;
- Cobertura universal, equidade de gênero e direitos humanos;
- Influência nos determinantes sociais, econômicos e comportamentais da saúde;
- Fortalecimento dos sistemas de saúde e acesso equitativo;
- Exploração da ciência, tecnologia e conhecimento;
- Reforço da governança, liderança e responsabilidade.
04
A POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE: ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES
Exercício dos Direitos e Deveres dos Cidadãos nos Serviços de Saúde:
Obejetivos:Desenvolver uma cultura de cidadania ativa e responsável na saúde. Instrumentos: Cartas de direitos dos doentes, guias do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ações:- Formação para profissionais e administrativos em comunicação e humanização do atendimento;
- Monitorização e avaliação contínua da satisfação e envolvimento dos utentes.
Envolvimento do Cidadão e Organizações Representativas nos Processos de Decisão:
Obejetivos:Capacitar e estimular a participação ativa dos cidadãos e organizações na saúde. Instrumentos: Planos de envolvimento e avaliação das estruturas representativas. Ações:- Promoção e avaliação de práticas institucionais que fomentam a cidadania em saúde;
- Identificação e disseminação de boas práticas.
Criação de um Observatório para Boas Práticas em Cidadania em Saúde:
Obejetivos:Desenvolver estratégias intersectoriais e multidisciplinares para cidadania em saúde.Funções:- Monitorização de indicadores e comparação com padrões internacionais.
- Avaliação e certificação de boas práticas.
- Promoção de investigação e formação de profissionais.
Programas de Educação para a Saúde, Autogestão da Doença e Apoio a Cuidadores Informais:
Obejetivos:Capacitar cidadãos, famílias e cuidadores na gestão da saúde e doenças crónicas. Instrumentos: Manuais, guias, materiais educativos multimédia, fóruns e grupos de apoio. Ações:- Análise e publicação de recursos de apoio já existentes;
- Desenvolvimento de novos programas e materiais educativos.
Desenvolvimento das Competências dos Profissionais de Saúde:
Obejetivos:Melhorar a comunicação e relação entre profissionais de saúde e utentes. Instrumentos: Programas de formação. Ações:- Comunicação interpessoal e social;
- Humanização dos cuidados de saúde;
- Relação médico-doente e participação ativa do utente;
- Educação para a saúde, com foco em grupos vulneráveis (idosos, imigrantes, iletrados, etc.).
05
A LEI DE BASES DA SAÚDE: OS DIREITOS E DEVERES DOUTENTE QUE
RECORRE AOS SERVIÇOS DE SAÚDE
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) é um conjunto de instituições e serviços públicos que garantem o acesso de todos os cidadãos aos cuidados de saúde, dentro dos recursos disponíveis. Além do SNS, há subsistemas de saúde (como ADSE, ADME e SAMS), instituições privadas e profissionais de saúde em regime liberal.
Quem pode utilizar o SNS?
- Todos os cidadãos portugueses;
- Cidadãos da União Europeia, conforme normas comunitárias;
- Cidadãos estrangeiros e apátridas residentes em Portugal, em condições de reciprocidade;
- Beneficiários de subsistemas de saúde podem também utilizar o SNS.
Se for beneficiário de um subsistema de saúde posso utilizar também o SNS?
De acordo com a legislação em vigor, deve-se informar os serviços do SNS sobre o subsistema a que pertence no momento da inscrição no Centro de Saúde ou sempre que lhe for solicitado.
Que direitos têm os utentes do SNS?
De acordo com a Lei de Bases da Saúde (Lei 48/90, de 24 de agosto), os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm direito a:- Escolher o serviço e os profissionais de saúde, dentro dos recursos existentes e das regras de organização;
- Aceitar ou recusar os cuidados de saúde propostos, salvo disposição legal em contrário;
- Ser tratados com prontidão, correção técnica, privacidade e respeito;
- Ter os seus dados pessoais protegidos e mantidos em confidencialidade;
- Ser informados sobre a sua situação de saúde, opções de tratamento e evolução da doença;
- Receber assistência religiosa;
- Apresentar reclamações ou queixas e, se aplicável, receber indemnização por danos sofridos;
- Criar ou integrar entidades representativas para defender os seus interesses.
Além disso, qualquer cidadão português pode ser utente do SNS, assim como cidadãos da União Europeia e estrangeiros residentes em Portugal, em condições de reciprocidade.Se for beneficiário de um subsistema de saúde, como a ADSE, ADME ou SAMS, pode também utilizar os serviços do SNS, desde que informe o seu subsistema ao inscrever-se no Centro de Saúde ou quando solicitado.
Quais os deveres dos utentes do SNS?
- Respeitar os direitos dos outros utentes;
- Cumprir as regras de organização e funcionamento dos serviços;
- Colaborar com os profissionais de saúde no seu tratamento;
- Utilizar os serviços de forma responsável;
- Pagar encargos quando aplicável.
Príncipios e Objetivos:O direito à proteção da saúde está consagrado na Constituição e baseia-se em valores como dignidade, equidade, ética e solidariedade. A Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes reforça a humanização dos cuidados de saúde e incentiva a participação ativa dos utentes na melhoria dos serviços.
- Reforçar o papel do cidadão como figura central do sistema de saúde;
- Garantir dignidade, integridade e autodeterminação dos doentes;
- Melhorar o atendimento, principalmente a grupos vulneráveis;
- Fortalecer o relacionamento entre doentes e profissionais de saúde;
- Promover o diálogo entre doentes, prestadores de cuidados e administrações de saúde.
06
HUMANIZAÇÃO NA PRESTAÇÃO DE CUIDADOS DE SAÚDE
A humanização na saúde é um atendimento baseado em empatia, respeito e dignidade, sem discriminação. Envolve tratar os outros com compaixão, respeito pelas crenças e individualidade, e promover a dignidade humana. A humanização também está ligada a agir com ética, caridade e generosidade. Os deveres dos doentes incluem o direito de apresentar sugestões e reclamações, além de responsabilizar-se pelos cuidados que recebem, respeitando os direitos dos outros. A humanização exige um compromisso ético e moral de todos os envolvidos, promovendo um cuidado genuíno e respeitoso.
Humanização em saúde significa:
- Atendimento voluntário, sem imposição;
- Garantir condições de vida dignas e respeitar a individualidade de cada doente;
- Cuidados básicos: alimentação, higiene pessoal e conforto;
- Minimizar o sofrimento do doente e da família em diversas situações;
- Apoio físico, psicológico, emocional e espiritual ao doente e à família;
- Suporte contínuo durante a doença, agonia e no momento da morte;
- Presença e apoio da equipa de saúde em todo o processo.
Alimentação:
- Qualidade e quantidade nutricional: Garantir dieta equilibrada durante a hospitalização, de fácil mastigação e deglutição;
- Apresentação das refeições: Tornar o prato atraente com um toque colorido, estimulando o apetite;
- Acompanhamento das refeições: Distribuição das refeições deve ser acompanhada de perto, incentivando os doentes a se alimentarem, especialmente os fragilizados pela doença ou com pouca mobilidade;
- Encorajamento à alimentação: Muitas vezes, familiares ou outros doentes ajudam a incentivar a alimentação;
- Alimentação por sonda: As refeições permanecem à espera até que alguém as administre;
- Momento social e humano: A refeição deve ser um momento agradável, criando oportunidades para socialização e interação entre o doente e os cuidadores.
Higeine:
- Cuidado com a higiene pessoal: Deve ser realizado conforme as necessidades individuais do paciente, não apenas antes das visitas;
- Direito à higiene: A higiene é um direito humano fundamental para o bem-estar do doente;
- Acompanhamento das rotinas diárias: Além do banho, é importante garantir hidratação, trocas de roupa e outros cuidados, promovendo o bem-estar;
- Privacidade: Evitar desnudar desnecessariamente a pessoa e fazer comentários pessoais durante o cuidado;
- Atitude de respeito: Manter a dignidade do paciente ao longo de todos os cuidados prestados.
Apoio:
- Acolhimento do paciente e familiares: Receber tanto o paciente quanto seus familiares com acolhimento, oferecendo apoio psicológico quando necessário;
- Preparação da família para situações difíceis: Auxiliar a família a lidar com situações difíceis, como encontrar um ente querido doente ou em fase terminal, ou após a morte;
- Acompanhamento familiar: Encorajar a presença dos familiares como acompanhantes, criando condições adequadas para a estadia (24 horas);
- Presença dos pais nas crianças: A presença dos pais nas crianças melhora o ambiente e favorece a adesão aos tratamentos e motivação;
- Apoio educacional para crianças e jovens: Em internamentos prolongados, garantir o acesso à educação, respeitando as diferenças culturais e oferecendo um ambiente calmo;
- Ambiente hospitalar agradável: Harmonizar o ambiente, como nas áreas pediátricas, com cores e elementos que proporcionem um espaço mais acolhedor;
- Explicação clara dos procedimentos: Utilizar linguagem simples e acessível para explicar procedimentos médicos, tratamentos e a doença, sem dramatizar;
- Apoio com medicação e custos: Considerar a viabilidade financeira dos pacientes para aquisição de medicamentos, sugerindo alternativas mais baratas, se necessário;
- Reabilitação e programas de apoio: Apoiar na reabilitação de pessoas dependentes, encaminhando para centros de recuperação, e promover programas de reabilitação que incluam as famílias dos doentes.
Terapia religiosa:
- Apoio às convicções religiosas: Respeitar e apoiar a fé do doente, reconhecendo seu impacto positivo no alívio da dor e no enfrentamento do sofrimento;
- Influência da fé na cura: Muitos atribuem a recuperação à sua crença religiosa, independentemente do progresso da medicina;
- Busca por apoio espiritual: Alguns idosos buscam proximidade com locais sagrados, como o Santuário de Fátima, mas muitas vezes acabam mais isolados;
- Apoio às convicções religiosas: Respeitar e apoiar a fé do doente, reconhecendo seu impacto positivo no alívio da dor e no enfrentamento do sofrimento;
- Influência da fé na cura: Muitos atribuem a recuperação à sua crença religiosa, independentemente do progresso da medicina;
- Busca por apoio espiritual: Alguns idosos buscam proximidade com locais sagrados, como o Santuário de Fátima, mas muitas vezes acabam mais isolados;
Processos para atingir a humanização:
Atendimento e Respeito:- Atendimento digno e sem imposições;
- Respeito à individualidade do doente;
- Ações baseadas na ética e na moral.
Condições Básicas de Bem-Estar:- Garantia de alimentação equilibrada e atrativa;
- Cuidados com a higiene e conforto do paciente;
- Evitar exposição desnecessária do doente;
Apoio Emocional e Familiar:- Oferecer suporte psicológico ao doente e familiares;
- Estimular a permanência da família junto ao paciente;
- Criar um ambiente acolhedor, especialmente para crianças.
Espiritualidade e Humanização:- Respeitar e apoiar convicções religiosas;
- Incentivar práticas espirituais como forma de conforto;
- Integrar a espiritualidade nos cuidados de saúde;
Formação e Sensibilização:- Educar profissionais de saúde para a humanização;
- Conscientizar funcionários e pacientes sobre seus papéis;
- Utilizar a comunicação social para disseminar boas práticas.
Acessibilidade e Atendimento Eficiente- Garantir espaços físicos acessíveis (rampas, elevadores, etc.);
- Implementar processos eficazes de atendimento,
- Reduzir o tempo de espera nos serviços de saúde.
Relacionamento e Ética Profissional:- Estimular o respeito e a comunicação entre equipas;
- Valorizar o trabalho de cada profissional;
- Promover a confiança e interação entre as equipas.
Humanização nas instituições:
Importância das instituições de longa permanência (ILP) em Portugal:- Suprir a falta de condições socioeconómicas das famílias;
- Ajudar na conciliação entre trabalho e cuidados aos idosos;
- Oferecer uma alternativa, sem substituir a família.
Cuidados e Integração Familiar: - Estimular a presença da família na vida do idoso;
- Manter o contacto do idoso com seu meio ambiente;
- Promover atividades sociais, religiosas e educativas.
Desafios das ILP: - Crescente abandono dos idosos pelas famílias;
- Foco excessivo das instituições na rentabilidade dos serviços;
- Falta de tempo e atenção adequada aos cuidados físicos.
Melhoria na Qualidade do Atendimento:- Valorizar o cuidado humanizado e a interação com o idoso;
- Garantir que a equipe cuide com empatia e delicadeza;
- Priorizar o bem-estar emocional e físico dos residentes.
Humanizar os espaços:
Acessibilidade e Independência: - Espaços adaptados às necessidades dos utilizadores;
- Identificação clara de áreas comuns (quartos, casas de banho, enfermaria etc.);
- Ambientes estimulantes e acolhedores, evitando aparência institucional.
Infraestrutura e Segurança: - Construção horizontal com rampas e pisos antiderrapantes;
- Evitar barreiras arquitetónicas para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida;
- Remoção de objetos perigosos e prevenção de quedas.
Conforto e Bem-Estar:- Iluminação adequada, principalmente à noite;
- Camas adaptadas para facilitar a mobilidade dos idosos,
- Portas sem trancas para evitar situações de risco.
Higiene e Conservação: - Manutenção regular das instalações e equipamentos,
- Espaços limpos, arejados e organizados;
- Responsabilidade coletiva pela limpeza e ordem;
Praticar a humanização:
Ação dos Bombeiros: - Atuação voluntária e arriscada para salvar vidas;
- Presença constante em situações de emergência.
Apoio Comunitário: - Instituições locais e grupos paroquiais auxiliam famílias carenciadas;
- Distribuição de bens essenciais e realização de campanhas solidárias.
Organizações Humanitárias:- Assistência a vítimas de guerra com mantimentos e recursos;
- Necessidade de garantir que a ajuda chegue aos destinatários.
Médicos Sem Fronteiras: - Atuação em condições precárias e improvisadas;
- Dedicação e sacrifício pessoal para prestar cuidados médicos.
Agentes da Lei e Segurança: - Proteção a comunidades isoladas e vulneráveis;
- Atendimento em emergências, incluindo situações de solidão e intempéries.
07
A INTERCULTURALIDADE NA SAÚDE
Prencípios orientadores:
- Visão positiva da imigração: reconhecimento do contributo económico, social e cultural dos imigrantes;
- Interculturalidade: aceitação da diversidade cultural e respeito mútuo dentro das leis do país;
- Participação ativa dos imigrantes: incentivo ao envolvimento nas políticas de imigração;
- Direitos e deveres: equilíbrio entre benefícios e responsabilidades dos imigrantes;
- Igualdade de oportunidades: combate à discriminação e redução de desigualdades no acesso a serviços essenciais.
Medidas na área da saúde:
- Formação e educação: ações para informar os imigrantes sobre o Sistema Nacional de Saúde;
- Facilitação do acesso à saúde: incluindo cidadãos estrangeiros em situação irregular;
- Integração dos hospitais na Rede Europeia "Hospitais Amigos dos Migrantes";
- Plano de formação intercultural para profissionais de saúde;
- Programa de integração profissional para médicos imigrantes;
- Mediação sociocultural em hospitais e centros de saúde em áreas com muitos imigrantes;
- Parcerias com ONGs para promover o acesso à saúde das minorias;
- Divulgação internacional das condições de acesso à saúde em Portugal.
08
O GÉNERO NO ACESSO A CUIDADOS DE SAÚDE
Desigualdade na saúde:
- A OMS considera inaceitáveis as desigualdades sociais na saúde;
- Integração da perspetiva de género é essencial para políticas de saúde mais justas;
- Fatores como vulnerabilidade socioeconómica, pobreza feminina e dificuldades de conciliação trabalho-vida devem ser considerados.
IV Plano Nacional para a Igualdade - Género, Cidadania e não Discriminação:
- Integração da perspetiva de género em todas as políticas públicas;
- Ações específicas para combater desigualdades que afetam principalmente as mulheres;
- Análise do impacto do género em diversas áreas de discriminação.
Objetivos na Área da Saúde:
- Promoção da igualdade no acesso à saúde;
- Incentivo à saúde sexual e reprodutiva;
- Combate à feminização do VIH/SIDA.
Medidas estratégicas:
- Sensibilização para a relação entre saúde e género na saúde sexual e reprodutiva;
- Sensibilização para as desigualdades de género no acesso e cuidados de saúde;
- Formação para lidar com violência de género (ex.: mutilação genital feminina, violência doméstica);
- Adoção de medidas preventivas e multissetoriais contra a feminização do VIH/SIDA;
- Divulgação e incentivo ao uso do preservativo feminino;
- Recolha de dados epidemiológicos desagregados por sexo.
09
SISTEMA, SUBSISTEMAS E SEGUROS DE SAÚDE
Criação e Evolução do SNS:
- Fundado em 1979, coexistindo com subsistemas de saúde;
- Em 1998, o D.L. n.º 401/98 permitiu a transferência de encargos de saúde para entidades públicas ou privadas.
Protocolos com Subsistemas de Saúde:
- Protocolos estabelecidos com Portugal Telecom (PT), SAMS (Bancários) e CTT;
- O Estado transfere um valor fixo por beneficiário, sem diferenciação por idade, sexo ou morbilidade;
- Os subsistemas cobrem integralmente os custos dos cuidados no SNS, mas os beneficiários perdem a comparticipação em medicamentos.
Desafios e Questões Regulatórias:
- O SNS recebe financiamento certo, mas enfrenta dificuldades na cobrança dos valores devidos pelos subsistemas;
- Questões sobre o financiamento da saúde e impacto no futuro do sistema de saúde português.
Seguros Privados de Saúde:
- Crescimento dos seguros privados e novas formas de relacionamento com os prestadores;
- Uso de "redes geridas" (com acesso sem custos adicionais) e de prestadores externos (com custos para os beneficiários);
- Necessidade de um debate mais aprofundado sobre o financiamento e sustentabilidade do sistema de saúde.
10
SERVIÇOS E ESTABELECIMENTOS DO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE EM
PORTUGAL
Entidades que Integram o SNS:
- Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES);
- Estabelecimentos hospitalares (independentemente da designação);
- Unidades Locais de Saúde (ULS).
Supervisão e Gestão:
- O membro do Governo responsável pela saúde tem poderes de superintendência e tutela sobre todos os serviços e estabelecimentos do SNS;
- A supervisão ocorre independentemente da natureza jurídica das instituições.
11
ESTRUTURAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE
Órgão Consultivo:
Conselho Nacional de Saúde:- Órgão de consulta do Ministério da Saúde;
- Regido por decreto regulamentar.
Serviços Centrais
- Secretaria-Geral do Ministério da Saúde;
- Inspeção-Geral da Saúde;
- Direção-Geral da Saúde;
- Direção-Geral das Instalações e Equipamentos da Saúde;
- Departamento de Estudos e Planeamento da Saúde.
Serviços Personalizados:
- Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge;
- Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento;
- Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM);
- Instituto Português do Sangue;
- Instituto da Droga e da Toxicodependência;
- Instituto de Gestão Informática e Financeira do Ministério da Saúde;
- Serviços Sociais do Ministério da Saúde;
12
A REDE NACIONAL DOS CUIDADOS DE SAÚDE
Cuidados de Saúde Primários:
- Unidade de Saúde Familiar (USF) – Decreto-Lei n.º 298/2007;
- Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP);
- Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC);
- Unidade de Saúde Pública (USP);
- Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP).
Cuidados de Saúde Secundários (ou Diferenciados):
Tipos de hospitais públicos: - Hospitais do Setor Público Administrativo (SPA) – estabelecimentos públicos com autonomia administrativa e financeira.
- Hospitais Entidade Pública Empresarial (EPE) – têm natureza empresarial e são a maioria.
- Hospitais Sociedade Anónima (SA) – sociedades anónimas de capitais públicos (atualmente inexistentes).
- Hospitais em Parcerias Público-Privadas (PPP) – estabelecimentos privados que celebram contratos com o Estado (existem dois).
Outras estruturas hospitalares: - Centros Hospitalares – articulação entre unidades hospitalares complementares;
- Unidades Locais de Saúde (ULS) – modelo que integra cuidados primários e diferenciados.
Cuidados Continuados Integrados (Incluindo Cuidados Paliativos):
Prestados pela Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), que inclui: Unidades de Internamento:- Unidades de Convalescença.
- Unidades de Média Duração e Reabilitação.
- Unidades de Longa Duração e Manutenção.
- Unidades de Cuidados Paliativos.
Unidades de Ambulatório: - Unidade de Dia e de Promoção da Autonomia.
Equipas Hospitalares: - Equipas de Gestão de Altas;
- Equipas Intra-hospitalares de Suporte em Cuidados Paliativos.
Equipas Domiciliárias: - Equipas de Cuidados Continuados Integrados;
- Equipas Comunitárias de Suporte em Cuidados Paliativos.
13
A ARTICULAÇÃO ENTRE AS DIFERENTES ESTRUTURAS DO SISTEMA
NACIONAL DE SAÚDE EM PORTUGAL: CIRCUITOS E MODELO OPERATIVO
Os principais mecanismos para promover a coordenação incluem: - Gestão integrada de doenças;
- Partilha de planos de atividades, orçamento e procedimentos administrativos;
- Integração de dados clínicos e implementação de sistemas de comunicação;
- Gestão de casos e equipas interdisciplinares;
- Programas de formação para profissionais de saúde;
- Sistemas de referenciação de doentes.
A integração funcional assenta em quatro pilares principais: - Integração clínica – melhora a eficácia na prestação de cuidados;
- Integração da informação – facilita o acesso e a partilha de dados;
- Integração financeira – otimiza os recursos económicos;
- Integração administrativa – melhora a gestão interna.
14
OUTROS PRESTADORES QUE INTERVÊM NO DOMÍNIO DA SAÚDE E O AMBIENTE E CULTURA ORGANIZACIONAL: NOÇÕES GERAIS NAS
INSTITUIÇÕES DE SAÚDE
- Trabalhadores por conta de outrem e independentes;
- Trabalhadores marítimos,
- Bolsistas de investigação abrangidos pelo seguro social voluntário.
Serviços Digitais e Apoio ao Utente:
- Linha Saúde 24 (808 24 24 24) – serviço de aconselhamento telefónico disponível 24 horas;
- Portal do Utente – permite o acesso a dados de saúde e serviços online;
- eAgenda – marcação eletrónica de consultas;
- Registo Nacional de Utentes (RNU) – base de dados do SNS para identificação dos utentes;
- eSIGIC – portal para acompanhamento dos utentes inscritos para cirurgia.
Serviços Digitais e Apoio ao Utente:
A cultura organizacional influencia o funcionamento das instituições de saúde, afetando as relações humanas, a liderança e o desempenho das equipas. Segundo Schein (2001), a cultura organizacional divide-se em três níveis: - Artefactos visíveis – símbolos, ambiente, documentos;
- Valores e crenças partilhadas – princípios e filosofia da organização;
- Pressupostos básicos – perceções inconscientes que orientam comportamentos.
A cultura organizacional também está ligada ao poder dentro das instituições, sendo os médicos tradicionalmente detentores de maior influência. A boa comunicação e o envolvimento com as equipas são essenciais para uma liderança eficaz.
15 - Conclusão
O sistema de saúde em Portugal integra o SNS, a Segurança Social e o setor privado, garantindo acesso a cuidados médicos. A certificação da doença e o subsídio de doença são essenciais para apoiar os utentes. A modernização com plataformas digitais melhora a acessibilidade e eficiência dos serviços. A cultura organizacional influencia o ambiente de trabalho e a qualidade dos cuidados, destacando-se a importância da liderança e da valorização das equipas. O sucesso do sistema depende da coordenação entre setores, inovação e reconhecimento dos profissionais, assegurando cuidados acessíveis e de qualidade.
16 - Webgrafia
https://servicos.min-saude.pt/utente/https://diariodarepublica.pt/dr/home https://www.cuf.pt/
O IV Plano Nacional para a Igualdade - Género, Cidadania e não Discriminação, coordenado pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), reforça a importância da igualdade de género como princípio de boa governação e desenvolvimento social.
Criados pelo Decreto-Lei n.º 101/2006, funcionam no âmbito dos Ministérios da Saúde e do Trabalho e Solidariedade Social. Definem-se como um conjunto de intervenções sequenciais de saúde e apoio social, promovendo a autonomia da pessoa em situação de dependência.
A certificação da doença é realizada através do Certificado de Incapacidade Temporária (CIT), emitido pelos serviços competentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), como centros de saúde, hospitais (exceto urgências) e serviços de tratamento da toxicodependência.
A Segurança Social é responsável pela atribuição do subsídio de doença, que compensa a perda de remuneração devido a incapacidade temporária para o trabalho. Têm direito a este subsídio:
Prestados pelos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), criados pelo Decreto-Lei n.º 28/2008. Garantem a prestação de cuidados de saúde primários à população de uma área geográfica. Podem ser constituídos por um ou mais Centros de Saúde e incluem diferentes unidades funcionais.
Na área da saúde, destacam-se medidas para melhorar o acesso dos imigrantes ao Sistema Nacional de Saúde, incluindo ações de formação e educação para combater a falta de informação. Além disso, o plano prevê a integração de hospitais portugueses na Rede Europeia "Hospitais Amigos dos Migrantes", a implementação de programas de mediação sociocultural em unidades de saúde e a criação de um plano de formação intercultural para profissionais do setor. Também se incentiva a integração de médicos imigrantes no mercado de trabalho, a realização de parcerias com organizações não governamentais para garantir o acesso à saúde das minorias e a divulgação internacional das condições de atendimento médico em Portugal.
O SNS, criado após o 25 de Abril de 1974, passou por várias reformas para melhorar a organização e eficiência. Entre estas mudanças, destacam-se a transformação de hospitais públicos em hospitais EPE e o reforço das convenções com entidades privadas, principalmente para exames e cirurgias. O SIGIC (Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia) foi implementado para reduzir os tempos de espera. O setor privado complementa o SNS, prestando cuidados em áreas não cobertas, como a medicina dentária.
Incluem serviços especializados como consultas externas, cirurgias, internamentos e urgências. Prestados principalmente por hospitais, que podem integrar a Rede Nacional de Prestação de Cuidados de Saúde, segundo o Regime Jurídico da Gestão Hospitalar.
O Plano para a Integração dos Imigrantes (PII) estabelece 120 medidas distribuídas por diversas áreas, visando a plena integração dos imigrantes na sociedade portuguesa. O plano baseia-se em princípios como a valorização do contributo dos imigrantes para o país, a interculturalidade, a participação ativa nas políticas públicas, a igualdade de direitos e deveres e a promoção de oportunidades para reduzir desigualdades no acesso a serviços essenciais.
A integração funcional no sistema nacional de saúde envolve a coordenação, articulação, comunicação e cooperação eficaz entre as unidades operacionais, garantindo cuidados de saúde de qualidade para o utente.
Esta dimensão é essencial para a integração vertical, pois sem coordenação entre unidades e prestadores, torna-se difícil alcançar ganhos de eficiência e redução de custos.
Rede nacional de Cuidados de Saúde
Matilde Pissarra(TAS22)
Created on February 18, 2025
Start designing with a free template
Discover more than 1500 professional designs like these:
View
Smart Quiz
View
Essential Quiz
View
Practical Quiz
View
Akihabara Quiz
View
Christmas Spirit Test
View
Piñata Challenge
View
Math Calculations
Explore all templates
Transcript
Rede Nacional de Cuidados de Saúde
Matilde Pissarra nº9Disciplina: GOSCS Prof: Pedro Costa TAS22 2024/2025
Índice
01 - PERSPETIVA HISTÓRICA DA REDENACIONAL DE CUIDADOS DE SAÚDE;02 - A POLÍTICA DE SAÚDE; 03 - PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES EUROPEIAS EM MATÉRIA DE SAÚDE:ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE; 04 - A POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE: ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES; 05 - A LEI DE BASES DA SAÚDE: OS DIREITOS E DEVERES DOUTENTE QUERECORRE AOS SERVIÇOS DE SAÚDE; 06 - HUMANIZAÇÃO NA PRESTAÇÃO DE CUIDADOS DE SAÚDE; 07 - A INTERCULTURALIDADE NA SAÚDE; 08 - O GÉNERO NO ACESSO A CUIDADOS DE SAÚDE; 09 - SISTEMA, SUBSISTEMAS E SEGUROS DE SAÚDE; 10 - SERVIÇOS E ESTABELECIMENTOS DO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE EMPORTUGAL;
11 - ESTRUTURAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE;12 - A REDE NACIONAL DOS CUIDADOS DE SAÚDE; 13 - A ARTICULAÇÃO ENTRE AS DIFERENTES ESTRUTURAS DO SISTEMANACIONAL DE SAÚDE EM PORTUGAL: CIRCUITOS E MODELO OPERATIVO; 14 - OUTROS PRESTADORES QUE INTERVÊM NO DOMÍNIO DA SAÚDE E O AMBIENTE E CULTURA ORGANIZACIONAL: NOÇÕES GERAIS NASINSTITUIÇÕES DE SAÚDE; 15 - CONCLUSÃO; 16 - WEBGRAFIA.
Introdução
O sistema de saúde em Portugal envolve várias entidades que garantem o acesso a cuidados médicos e apoios sociais. O SNS, a Segurança Social e o setor privado trabalham em conjunto para prestar serviços de saúde e atribuir subsídios, como o de doença.Este trabalho foi realizado na disciplina de GOSCS e tem como objetivo explicar a rede nacional de cuidades de saúde.
01
PERSPETIVA HISTÓRICA DA REDENACIONAL DE CUIDADOS DE SAÚDE
Século XVIII
1945
Antes do século XVIII
1901
1946
1974
1990
1971
1979
Século XXI
A organização dos serviços de saúde em Portugal evoluiu ao longo do tempo sob influência de fatores religiosos, políticos e sociais. Antes do século XVIII, os cuidados eram prestados por instituições religiosas, como as Misericórdias. No século XVIII, o Estado começou a criar hospitais públicos. A primeira lei de segurança social surgiu em 1946, garantindo cobertura a trabalhadores e dependentes. Até 1971, o governo não assumia total responsabilidade pelos serviços de saúde, mas a legislação desse ano ampliou a oferta pública. Após a Revolução de 1974, iniciou-se uma reestruturação que culminou na criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 1979, assegurando o direito universal à saúde. Nos anos 1990, discutiu-se a introdução do setor privado, resultando na concorrência entre público e privado. No século XXI, o SNS enfrenta desafios como listas de espera e aumento de custos. Reformas recentes incluem parcerias público-privadas e mudanças na gestão hospitalar para maior eficiência e autonomia do sistema.
02
A POLÍTICA DE SAÚDE
Sistemas de Saúde em Portugal:
Ministério da Saúde é responsável pela política de saúde e gestão do SNS, enquanto as cinco administrações regionais de saúde executam a política, desenvolvem orientações e supervisionam os cuidados. A descentralização visa transferir responsabilidades financeiras e de gestão para as regiões, mas a autonomia dessas administrações é limitada, restringindo-se aos cuidados primários.- Serviço Nacional de Saúde (SNS) – cobertura universal;
- Subsistemas de saúde para certas profissões – cobrem 25% da população;
- Seguros privados voluntários – abrangem 10% da população;
- Fundos mútuos – representam 7% da população.
Gestão e Financiamento:
O SNS é financiado principalmente por tributos. Subsistemas de saúde recebem contribuições de empregadores e empregados. Além disso, pagamentos diretos dos pacientes e seguros voluntários também contribuem para o financiamento.- O Ministério da Saúde desenvolve políticas e gere o SNS;
- Cinco administrações regionais supervisionam e implementam políticas de saúde;
- Financiamento principal vem da tributação geral;
- Subsistemas de saúde são financiados por contribuições de empregadores e empregados;
- Pagamentos diretos dos pacientes e seguros privados também contribuem.
Tipos de Unidades de Saúde:
Os hospitais oferecem cuidados especializados e cirurgias em grandes cidades, enquanto os Centros de Saúde e USF garantem consultas médicas e pequenos procedimentos. Os Postos Médicos, localizados em freguesias, prestam atendimento básico. Além do setor público, há hospitais e clínicas privadas. O sistema de emergência médica possui um número unificado na União Europeia.- Hospitais: localizados em grandes cidades, oferecem cuidados especializados e cirurgias;
- Centros de Saúde e Unidades de Saúde Familiar (USF): consultas médicas, especialidades e pequenos procedimentos;
- Postos Médicos: atendimento básico e enfermagem em freguesias;
- Setor privado: hospitais e clínicas particulares também prestam serviços.
Serviços de Emergência e Apoio:
O transporte de emergência em Portugal é assegurado pelo INEM, bombeiros e associações humanitárias. O país conta com urgências distribuídas nacionalmente e SAPs, que oferecem atendimento 24 horas. As farmácias garantem o acesso a medicamentos, e a linha de saúde, também disponível 24h, auxilia os utentes e reduz a procura desnecessária por urgências.- Número de emergência médica padronizado na UE;
- Transporte de emergência feito por bombeiros, associações humanitárias e INEM;
- Urgências disponíveis em todo o país;
- SAPs (Serviços de Atendimento Permanente) funcionam 24 horas;
- Linha de saúde 24h para dúvidas e apoio médico.
Direitos e Pagamentos dos Utentes:
Segundo a Constituição, os cidadãos têm direito a saúde tendencialmente gratuita. Os utentes têm de pagar as suas consultas, tratamentos e cirurgias, embora para alguns utentes seja gratuito devido aos seus rendimentos, com por exemplo, reformados por invalidez.- A Constituição garante direito à saúde tendencialmente gratuita;
- Consultas, tratamentos e cirurgias são pagos, exceto para grupos isentos (ex: reformados por invalidez).
03
PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES EUROPEIAS EM MATÉRIA DE SAÚDE: ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE
Função e Sede:
Segundo a Constituição, os cidadãos têm direito a saúde tendencialmente gratuita. Os utentes têm de pagar as suas consultas, tratamentos e cirurgias, embora para alguns utentes seja gratuito devido aos seus rendimentos, com por exemplo, reformados por invalidez.- Coordena a saúde global dentro da ONU;
- Sede em Genebra, com seis escritórios regionais (o europeu em Copenhague).
Áreas de atuação:
A OMS tem uma missão abrangente, que inclui a prevenção e combate a doenças como:- Doenças crônicas e infecciosas;
- Saúde mental e nutrição;
- Segurança alimentar e riscos biológicos;
- Economia da saúde e saúde preventiva.
Áreas de atuação:
O trabalho da OMS orienta-se pelas suas funções essenciais, as quais se baseiam nas suas vantagens comparativas que são:- Liderança e coordenação de ações de saúde;
- Financiamento e estímulo à pesquisa;
- Definição de normas e monitoramento de sua aplicação;
- Formulação de políticas baseadas em evidências;
- Apoio técnico a países para fortalecer capacidades institucionais;
- Vigilância da situação sanitária e avaliação de tendências.
Àreas perioritarias:
Para colmatar as lacunas na política de saúde, especialmente em justiça social, responsabilização, implementação e conhecimento, a OMS definiu sete áreas prioritárias:- Investimento em saúde;
- Segurança sanitária individual e global;
- Cobertura universal, equidade de gênero e direitos humanos;
- Influência nos determinantes sociais, econômicos e comportamentais da saúde;
- Fortalecimento dos sistemas de saúde e acesso equitativo;
- Exploração da ciência, tecnologia e conhecimento;
- Reforço da governança, liderança e responsabilidade.
04
A POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE: ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES
Exercício dos Direitos e Deveres dos Cidadãos nos Serviços de Saúde:
Obejetivos:Desenvolver uma cultura de cidadania ativa e responsável na saúde. Instrumentos: Cartas de direitos dos doentes, guias do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ações:- Formação para profissionais e administrativos em comunicação e humanização do atendimento;
- Monitorização e avaliação contínua da satisfação e envolvimento dos utentes.
Envolvimento do Cidadão e Organizações Representativas nos Processos de Decisão:
Obejetivos:Capacitar e estimular a participação ativa dos cidadãos e organizações na saúde. Instrumentos: Planos de envolvimento e avaliação das estruturas representativas. Ações:- Promoção e avaliação de práticas institucionais que fomentam a cidadania em saúde;
- Identificação e disseminação de boas práticas.
Criação de um Observatório para Boas Práticas em Cidadania em Saúde:
Obejetivos:Desenvolver estratégias intersectoriais e multidisciplinares para cidadania em saúde.Funções:- Monitorização de indicadores e comparação com padrões internacionais.
- Avaliação e certificação de boas práticas.
- Promoção de investigação e formação de profissionais.
Programas de Educação para a Saúde, Autogestão da Doença e Apoio a Cuidadores Informais:
Obejetivos:Capacitar cidadãos, famílias e cuidadores na gestão da saúde e doenças crónicas. Instrumentos: Manuais, guias, materiais educativos multimédia, fóruns e grupos de apoio. Ações:- Análise e publicação de recursos de apoio já existentes;
- Desenvolvimento de novos programas e materiais educativos.
Desenvolvimento das Competências dos Profissionais de Saúde:
Obejetivos:Melhorar a comunicação e relação entre profissionais de saúde e utentes. Instrumentos: Programas de formação. Ações:- Comunicação interpessoal e social;
- Humanização dos cuidados de saúde;
- Relação médico-doente e participação ativa do utente;
- Educação para a saúde, com foco em grupos vulneráveis (idosos, imigrantes, iletrados, etc.).
05
A LEI DE BASES DA SAÚDE: OS DIREITOS E DEVERES DOUTENTE QUE RECORRE AOS SERVIÇOS DE SAÚDE
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) é um conjunto de instituições e serviços públicos que garantem o acesso de todos os cidadãos aos cuidados de saúde, dentro dos recursos disponíveis. Além do SNS, há subsistemas de saúde (como ADSE, ADME e SAMS), instituições privadas e profissionais de saúde em regime liberal.
Quem pode utilizar o SNS?
Se for beneficiário de um subsistema de saúde posso utilizar também o SNS?
De acordo com a legislação em vigor, deve-se informar os serviços do SNS sobre o subsistema a que pertence no momento da inscrição no Centro de Saúde ou sempre que lhe for solicitado.
Que direitos têm os utentes do SNS?
De acordo com a Lei de Bases da Saúde (Lei 48/90, de 24 de agosto), os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm direito a:- Escolher o serviço e os profissionais de saúde, dentro dos recursos existentes e das regras de organização;
- Aceitar ou recusar os cuidados de saúde propostos, salvo disposição legal em contrário;
- Ser tratados com prontidão, correção técnica, privacidade e respeito;
- Ter os seus dados pessoais protegidos e mantidos em confidencialidade;
- Ser informados sobre a sua situação de saúde, opções de tratamento e evolução da doença;
- Receber assistência religiosa;
- Apresentar reclamações ou queixas e, se aplicável, receber indemnização por danos sofridos;
- Criar ou integrar entidades representativas para defender os seus interesses.
Além disso, qualquer cidadão português pode ser utente do SNS, assim como cidadãos da União Europeia e estrangeiros residentes em Portugal, em condições de reciprocidade.Se for beneficiário de um subsistema de saúde, como a ADSE, ADME ou SAMS, pode também utilizar os serviços do SNS, desde que informe o seu subsistema ao inscrever-se no Centro de Saúde ou quando solicitado.
Quais os deveres dos utentes do SNS?
- Respeitar os direitos dos outros utentes;
- Cumprir as regras de organização e funcionamento dos serviços;
- Colaborar com os profissionais de saúde no seu tratamento;
- Utilizar os serviços de forma responsável;
- Pagar encargos quando aplicável.
Príncipios e Objetivos:O direito à proteção da saúde está consagrado na Constituição e baseia-se em valores como dignidade, equidade, ética e solidariedade. A Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes reforça a humanização dos cuidados de saúde e incentiva a participação ativa dos utentes na melhoria dos serviços.06
HUMANIZAÇÃO NA PRESTAÇÃO DE CUIDADOS DE SAÚDE
A humanização na saúde é um atendimento baseado em empatia, respeito e dignidade, sem discriminação. Envolve tratar os outros com compaixão, respeito pelas crenças e individualidade, e promover a dignidade humana. A humanização também está ligada a agir com ética, caridade e generosidade. Os deveres dos doentes incluem o direito de apresentar sugestões e reclamações, além de responsabilizar-se pelos cuidados que recebem, respeitando os direitos dos outros. A humanização exige um compromisso ético e moral de todos os envolvidos, promovendo um cuidado genuíno e respeitoso.
Humanização em saúde significa:
Alimentação:
Higeine:
Apoio:
Terapia religiosa:
Processos para atingir a humanização:
Atendimento e Respeito:- Atendimento digno e sem imposições;
- Respeito à individualidade do doente;
- Ações baseadas na ética e na moral.
Condições Básicas de Bem-Estar:- Garantia de alimentação equilibrada e atrativa;
- Cuidados com a higiene e conforto do paciente;
- Evitar exposição desnecessária do doente;
Apoio Emocional e Familiar:- Oferecer suporte psicológico ao doente e familiares;
- Estimular a permanência da família junto ao paciente;
- Criar um ambiente acolhedor, especialmente para crianças.
Espiritualidade e Humanização:- Respeitar e apoiar convicções religiosas;
- Incentivar práticas espirituais como forma de conforto;
- Integrar a espiritualidade nos cuidados de saúde;
Formação e Sensibilização:- Educar profissionais de saúde para a humanização;
- Conscientizar funcionários e pacientes sobre seus papéis;
- Utilizar a comunicação social para disseminar boas práticas.
Acessibilidade e Atendimento Eficiente- Garantir espaços físicos acessíveis (rampas, elevadores, etc.);
- Implementar processos eficazes de atendimento,
- Reduzir o tempo de espera nos serviços de saúde.
Relacionamento e Ética Profissional:- Estimular o respeito e a comunicação entre equipas;
- Valorizar o trabalho de cada profissional;
- Promover a confiança e interação entre as equipas.
Humanização nas instituições:
Importância das instituições de longa permanência (ILP) em Portugal:- Suprir a falta de condições socioeconómicas das famílias;
- Ajudar na conciliação entre trabalho e cuidados aos idosos;
- Oferecer uma alternativa, sem substituir a família.
Cuidados e Integração Familiar:- Estimular a presença da família na vida do idoso;
- Manter o contacto do idoso com seu meio ambiente;
- Promover atividades sociais, religiosas e educativas.
Desafios das ILP:- Crescente abandono dos idosos pelas famílias;
- Foco excessivo das instituições na rentabilidade dos serviços;
- Falta de tempo e atenção adequada aos cuidados físicos.
Melhoria na Qualidade do Atendimento:- Valorizar o cuidado humanizado e a interação com o idoso;
- Garantir que a equipe cuide com empatia e delicadeza;
- Priorizar o bem-estar emocional e físico dos residentes.
Humanizar os espaços:
Acessibilidade e Independência:- Espaços adaptados às necessidades dos utilizadores;
- Identificação clara de áreas comuns (quartos, casas de banho, enfermaria etc.);
- Ambientes estimulantes e acolhedores, evitando aparência institucional.
Infraestrutura e Segurança:- Construção horizontal com rampas e pisos antiderrapantes;
- Evitar barreiras arquitetónicas para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida;
- Remoção de objetos perigosos e prevenção de quedas.
Conforto e Bem-Estar:- Iluminação adequada, principalmente à noite;
- Camas adaptadas para facilitar a mobilidade dos idosos,
- Portas sem trancas para evitar situações de risco.
Higiene e Conservação:- Manutenção regular das instalações e equipamentos,
- Espaços limpos, arejados e organizados;
- Responsabilidade coletiva pela limpeza e ordem;
Praticar a humanização:
Ação dos Bombeiros:- Atuação voluntária e arriscada para salvar vidas;
- Presença constante em situações de emergência.
Apoio Comunitário:- Instituições locais e grupos paroquiais auxiliam famílias carenciadas;
- Distribuição de bens essenciais e realização de campanhas solidárias.
Organizações Humanitárias:- Assistência a vítimas de guerra com mantimentos e recursos;
- Necessidade de garantir que a ajuda chegue aos destinatários.
Médicos Sem Fronteiras:- Atuação em condições precárias e improvisadas;
- Dedicação e sacrifício pessoal para prestar cuidados médicos.
Agentes da Lei e Segurança:- Proteção a comunidades isoladas e vulneráveis;
- Atendimento em emergências, incluindo situações de solidão e intempéries.
07
A INTERCULTURALIDADE NA SAÚDE
Prencípios orientadores:
Medidas na área da saúde:
08
O GÉNERO NO ACESSO A CUIDADOS DE SAÚDE
Desigualdade na saúde:
IV Plano Nacional para a Igualdade - Género, Cidadania e não Discriminação:
Objetivos na Área da Saúde:
Medidas estratégicas:
09
SISTEMA, SUBSISTEMAS E SEGUROS DE SAÚDE
Criação e Evolução do SNS:
Protocolos com Subsistemas de Saúde:
Desafios e Questões Regulatórias:
Seguros Privados de Saúde:
10
SERVIÇOS E ESTABELECIMENTOS DO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE EM PORTUGAL
Entidades que Integram o SNS:
Supervisão e Gestão:
11
ESTRUTURAS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE
Órgão Consultivo:
Conselho Nacional de Saúde:- Órgão de consulta do Ministério da Saúde;
- Regido por decreto regulamentar.
Serviços Centrais
Serviços Personalizados:
12
A REDE NACIONAL DOS CUIDADOS DE SAÚDE
Cuidados de Saúde Primários:
Cuidados de Saúde Secundários (ou Diferenciados):
Tipos de hospitais públicos:- Centros Hospitalares – articulação entre unidades hospitalares complementares;
- Unidades Locais de Saúde (ULS) – modelo que integra cuidados primários e diferenciados.
- Hospitais do Setor Público Administrativo (SPA) – estabelecimentos públicos com autonomia administrativa e financeira.
- Hospitais Entidade Pública Empresarial (EPE) – têm natureza empresarial e são a maioria.
- Hospitais Sociedade Anónima (SA) – sociedades anónimas de capitais públicos (atualmente inexistentes).
- Hospitais em Parcerias Público-Privadas (PPP) – estabelecimentos privados que celebram contratos com o Estado (existem dois).
Outras estruturas hospitalares:Cuidados Continuados Integrados (Incluindo Cuidados Paliativos):
Prestados pela Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), que inclui: Unidades de Internamento:- Unidades de Convalescença.
- Unidades de Média Duração e Reabilitação.
- Unidades de Longa Duração e Manutenção.
- Unidades de Cuidados Paliativos.
Unidades de Ambulatório:- Equipas de Cuidados Continuados Integrados;
- Equipas Comunitárias de Suporte em Cuidados Paliativos.
- Unidade de Dia e de Promoção da Autonomia.
Equipas Hospitalares:- Equipas de Gestão de Altas;
- Equipas Intra-hospitalares de Suporte em Cuidados Paliativos.
Equipas Domiciliárias:13
A ARTICULAÇÃO ENTRE AS DIFERENTES ESTRUTURAS DO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE EM PORTUGAL: CIRCUITOS E MODELO OPERATIVO
Os principais mecanismos para promover a coordenação incluem:- Gestão integrada de doenças;
- Partilha de planos de atividades, orçamento e procedimentos administrativos;
- Integração de dados clínicos e implementação de sistemas de comunicação;
- Gestão de casos e equipas interdisciplinares;
- Programas de formação para profissionais de saúde;
- Sistemas de referenciação de doentes.
A integração funcional assenta em quatro pilares principais:- Integração clínica – melhora a eficácia na prestação de cuidados;
- Integração da informação – facilita o acesso e a partilha de dados;
- Integração financeira – otimiza os recursos económicos;
- Integração administrativa – melhora a gestão interna.
14
OUTROS PRESTADORES QUE INTERVÊM NO DOMÍNIO DA SAÚDE E O AMBIENTE E CULTURA ORGANIZACIONAL: NOÇÕES GERAIS NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE
Serviços Digitais e Apoio ao Utente:
Serviços Digitais e Apoio ao Utente:
A cultura organizacional influencia o funcionamento das instituições de saúde, afetando as relações humanas, a liderança e o desempenho das equipas. Segundo Schein (2001), a cultura organizacional divide-se em três níveis:
- Artefactos visíveis – símbolos, ambiente, documentos;
- Valores e crenças partilhadas – princípios e filosofia da organização;
- Pressupostos básicos – perceções inconscientes que orientam comportamentos.
A cultura organizacional também está ligada ao poder dentro das instituições, sendo os médicos tradicionalmente detentores de maior influência. A boa comunicação e o envolvimento com as equipas são essenciais para uma liderança eficaz.15 - Conclusão
O sistema de saúde em Portugal integra o SNS, a Segurança Social e o setor privado, garantindo acesso a cuidados médicos. A certificação da doença e o subsídio de doença são essenciais para apoiar os utentes. A modernização com plataformas digitais melhora a acessibilidade e eficiência dos serviços. A cultura organizacional influencia o ambiente de trabalho e a qualidade dos cuidados, destacando-se a importância da liderança e da valorização das equipas. O sucesso do sistema depende da coordenação entre setores, inovação e reconhecimento dos profissionais, assegurando cuidados acessíveis e de qualidade.
16 - Webgrafia
https://servicos.min-saude.pt/utente/https://diariodarepublica.pt/dr/home https://www.cuf.pt/
O IV Plano Nacional para a Igualdade - Género, Cidadania e não Discriminação, coordenado pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), reforça a importância da igualdade de género como princípio de boa governação e desenvolvimento social.
Criados pelo Decreto-Lei n.º 101/2006, funcionam no âmbito dos Ministérios da Saúde e do Trabalho e Solidariedade Social. Definem-se como um conjunto de intervenções sequenciais de saúde e apoio social, promovendo a autonomia da pessoa em situação de dependência.
A certificação da doença é realizada através do Certificado de Incapacidade Temporária (CIT), emitido pelos serviços competentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), como centros de saúde, hospitais (exceto urgências) e serviços de tratamento da toxicodependência. A Segurança Social é responsável pela atribuição do subsídio de doença, que compensa a perda de remuneração devido a incapacidade temporária para o trabalho. Têm direito a este subsídio:
Prestados pelos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), criados pelo Decreto-Lei n.º 28/2008. Garantem a prestação de cuidados de saúde primários à população de uma área geográfica. Podem ser constituídos por um ou mais Centros de Saúde e incluem diferentes unidades funcionais.
Na área da saúde, destacam-se medidas para melhorar o acesso dos imigrantes ao Sistema Nacional de Saúde, incluindo ações de formação e educação para combater a falta de informação. Além disso, o plano prevê a integração de hospitais portugueses na Rede Europeia "Hospitais Amigos dos Migrantes", a implementação de programas de mediação sociocultural em unidades de saúde e a criação de um plano de formação intercultural para profissionais do setor. Também se incentiva a integração de médicos imigrantes no mercado de trabalho, a realização de parcerias com organizações não governamentais para garantir o acesso à saúde das minorias e a divulgação internacional das condições de atendimento médico em Portugal.
O SNS, criado após o 25 de Abril de 1974, passou por várias reformas para melhorar a organização e eficiência. Entre estas mudanças, destacam-se a transformação de hospitais públicos em hospitais EPE e o reforço das convenções com entidades privadas, principalmente para exames e cirurgias. O SIGIC (Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia) foi implementado para reduzir os tempos de espera. O setor privado complementa o SNS, prestando cuidados em áreas não cobertas, como a medicina dentária.
Incluem serviços especializados como consultas externas, cirurgias, internamentos e urgências. Prestados principalmente por hospitais, que podem integrar a Rede Nacional de Prestação de Cuidados de Saúde, segundo o Regime Jurídico da Gestão Hospitalar.
O Plano para a Integração dos Imigrantes (PII) estabelece 120 medidas distribuídas por diversas áreas, visando a plena integração dos imigrantes na sociedade portuguesa. O plano baseia-se em princípios como a valorização do contributo dos imigrantes para o país, a interculturalidade, a participação ativa nas políticas públicas, a igualdade de direitos e deveres e a promoção de oportunidades para reduzir desigualdades no acesso a serviços essenciais.
A integração funcional no sistema nacional de saúde envolve a coordenação, articulação, comunicação e cooperação eficaz entre as unidades operacionais, garantindo cuidados de saúde de qualidade para o utente. Esta dimensão é essencial para a integração vertical, pois sem coordenação entre unidades e prestadores, torna-se difícil alcançar ganhos de eficiência e redução de custos.