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David Mourão Ferreira

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Transcript

"Poeta, Crítico, Político: As Dimensões de David Mourão-Ferreira"

1927 - 1996

“A vida ensina-nos que nem sempre é possível desvendar os mistérios do coração.”

Amar é reconhecer a si mesmo nos outros e os outros em si mesmo."

David de Jesus Mourão-Ferreira nasceu em Lisboa em 24 de fevereiro de 1927 e faleceu na mesma cidade em 16 de junho de 1996. Filho de David Ferreira, secretário do diretor da Biblioteca Nacional, e de Teresa de Jesus Mourão-Ferreira, ele cresceu no bairro da Lapa, onde viveu até aos 15 anos de idade. Desde cedo, Mourão-Ferreira demonstrou inclinação para a literatura. Durante sua infância, ele criava peças de teatro e jornais como parte de suas brincadeiras, contando com a colaboração de seu irmão mais novo, Jaime Alberto, que os ilustrava. Essa criatividade precoce foi um prenúncio de sua futura carreira literária. Frequentou o prestigiado Colégio Moderno em Lisboa, onde deu os primeiros passos na escrita. Em 1942, ainda estudante, publicou o seu primeiro artigo, "Peralta e Sécias", no jornal estudantil "Gente Moça". Este foi o prelúdio de uma carreira literária brilhante. Prosseguiu os seus estudos na Faculdade de Letras de Lisboa, licenciando-se em Filologia Românica em 1951. Durante este período, Mourão-Ferreira bebeu de diversas fontes literárias que moldaram a sua escrita. Os presencistas tiveram uma influência marcante na sua poesia, especialmente José Régio, com quem conviveu diariamente em Portalegre, durante o cumprimento do serviço militar. Autores franceses como Paul Valéry e Marcel Proust também deixaram a sua marca na obra do jovem escritor.

"O tempo é a única riqueza que todos possuímos em igual medida."

Em 1945, os seus primeiros poemas foram publicados na revista Seara Nova, marcando o início formal da sua carreira poética. Paralelamente, Mourão-Ferreira envolveu-se no ativismo político, aderindo ao MUD Juvenil, um movimento de resistência à ditadura salazarista. Aos 23 anos, publicou o seu primeiro livro de poesia, "A Secreta Viagem", uma obra que anunciava já o talento excecional do jovem poeta. No mesmo ano, foi co-fundodor as folhas de poesia "Távola Redonda" com António Manuel Couto Viana e Luiz de Macedo, contribuindo para a dinamização do panorama literário português. Entre 1948 e 1951, Mourão-Ferreira expandiu os seus horizontes artísticos, participando como autor e ator no Teatro-Estúdio do Salitre.

Quanto à sua produção teatral, Mourão-Ferreira escreveu e viu encenadas as peças: Isolda estreada em 1948 no Teatro Estúdio do Salitre; "Contrabando" uma peça teatral em um ato escrita por David Mourão-Ferreira e estreada a 6 de junho de 1950 no Teatro Estúdio do Salitre, em Lisboa. Esta obra faz parte da produção teatral inicial de Mourão-Ferreira, que na altura tinha cerca de 23 anos e "O Irmão", inicialmente, foi escrita em 1955, quando Mourão-Ferreira tinha cerca de 28 anos. No entanto, o autor não ficou satisfeito com a versão original e continuou a trabalhar nela ao longo dos anos. A peça passou por várias revisões e ampliações, um processo que durou décadas. Finalmente, em 1988, Mourão-Ferreira concluiu a versão definitiva da obra, mais de 30 anos após a sua conceção inicial. Em 1965, Mourão-Ferreira recebeu o Prémio de Teatro da Casa da Imprensa pela peça "O Irmão".

"A poesia é o resumo da história de cada um de nós."

Entre 1954 e 1960, David Mourão-Ferreira afirmou-se como uma das vozes mais proeminentes da literatura portuguesa. Este período foi marcado por uma intensa atividade criativa, reconhecimento público e importantes mudanças na sua vida pessoal. No campo da poesia, Mourão-Ferreira iniciou a década com "Tempestade de Verão" (1954), obra que lhe valeu o prestigiado Prémio de Poesia Delfim Guimarães. Quatro anos depois, em 1958, publicou "Os Quatro Cantos do Tempo", consolidando a sua reputação como um dos poetas mais talentosos da sua geração. Em 1959, lançou "Gaivotas em Terra", uma coletânea de novelas que lhe granjeou o Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa no ano seguinte.

A nível pessoal, o início da década de 50 foi marcado pelo seu casamento com Maria Eulália Barbosa de Carvalho, sobrinha do influente Valentim de Carvalho. Desta união nasceram dois filhos: David João e Adelaide Constança. Um dos momentos mais significativos desta época foi o encontro com Amália Rodrigues, proporcionado pelo seu cunhado Rui Valentim de Carvalho. Esta amizade teve um impacto profundo na obra de Mourão-Ferreira, levando-o a escrever letras para a fadista, uma colaboração que, apesar de controversa nos círculos literários, enriqueceu tanto o repertório de Amália como a obra do poeta.

"O silêncio é o mais perfeito dos discursos, muitas vezes dizemos mais com uma palavra do que com milhares delas."

Em meados da década de 1960, David Mourão-Ferreira expandiu a sua presença nos meios de comunicação portugueses, assumindo papéis de destaque tanto na rádio como na televisão. Na Emissora Nacional, o poeta e escritor realizou e apresentou o programa "Música e Poesia", uma plataforma que lhe permitiu fundir duas das suas grandes paixões artísticas. Paralelamente, Mourão-Ferreira estreou-se na Radiotelevisão com o programa "Hospital das Letras", ampliando assim o seu alcance junto do público português. Estes programas não só demonstraram a versatilidade do autor, como também reforçaram o seu estatuto de figura proeminente na cena cultural do país. Contudo, o clima político repressivo da época viria a interromper abruptamente esta fase da sua carreira mediática. Em 1965, a Sociedade Portuguesa de Escritores (SPE) foi encerrada pelo regime de Salazar, após ter atribuído um prémio literário ao escritor angolano Luandino Vieira, então preso por atividades anticoloniais. Mourão-Ferreira, fiel aos seus princípios e em defesa da liberdade de expressão, manifestou-se publicamente contra esta decisão autoritária. A sua postura corajosa teve consequências imediatas. Como retaliação pela sua oposição ao encerramento da SPE, Mourão-Ferreira foi afastado tanto da Emissora Nacional como da Radiotelevisão, perdendo assim os seus programas.

"Por teu livre pensamento / Foram-te longe encerrar / Tão longe que o meu lamento / Não te consegue alcançar..." do poema "Abandono"

"E por vezes as noites duram meses / E por vezes os meses oceanos / E por vezes os braços que apertamos / nunca mais são os mesmos" da obra "Matura Idade"

Em 1960, publicou "Vinte Poetas Contemporâneos", seguido de "Motim Literário" em 1962, obras que demonstraram a sua aguda capacidade crítica e o seu profundo conhecimento da literatura portuguesa- No ano de 1961, publicou "Aspectos da Obra de Manuel Teixeira-Gomes" pela Portugália Editora. A poesia, género que o consagrou, não foi esquecida, com a publicação "In Memoriam Memoriae" em 1962 e no mesmo ano, lançou "Infinito Pessoal ou A Arte de Amar". "In Memoriam Memoriae", é um livro de poesia emblemático de David Mourão-Ferreira que coloca a memória no centro da sua exploração poética.

Em 1962, David Mourão-Ferreira, ainda, publicou "Motim Literário", uma obra que reúne ensaios, críticas e textos polémicos. Na nota introdutória, Mourão-Ferreira surpreende o leitor com uma confissão inusitada: "Nem vale a pena confessar que o título deste livro foi roubado. Logo se vê que o extorqui a José Agostinho de Macedo". "Motim Literário" aborda diversos temas relacionados com a literatura portuguesa, oferecendo uma visão crítica e analítica que reflete o pensamento de Mourão-Ferreira sobre a produção literária do seu tempo. Em 1966, David Mourão-Ferreira casou-se pela segunda vez com Maria do Pilar de Jesus Barata.

"Folheia-se num bar o horário da Morte / Encomenda-se um gin enquanto ela não chega" do poema "Do Tempo ao Coração"

"Do Tempo ao Coração" é um livro de poesia de David Mourão-Ferreira, publicado em 1966. Esta obra contém vários poemas notáveis, incluindo: "Do Tempo ao Coração" - O poema titular, que começa com os versos:

"Do cântico de amor gerado na Suméria Ao grande 'strip-tease' a que se entrega Europa Da nuca de Afrodite aos artelhos de Artémis Da lascívia da cabra à lascívia da cobra"

David Mourão-Ferreira apresentou o programa "Imagens da Poesia Europeia" na televisão portuguesa. O programa foi transmitido pela RTP entre 1969 e 1974, consistia em 135 episódios no total. Mourão-Ferreira não apenas apresentou, mas também projetou e escreveu os guiões para o programa. Estes guiões foram posteriormente publicados em dois volumes pela Colóquio/Letras.

Em 1967, David Mourão-Ferreira organizou e escreveu o prefácio do volume "Itinerário Paralelo", uma obra póstuma contendo textos inéditos de Sebastião da Gama. "Itinerário Paralelo" é o quinto volume da obra poética de Sebastião da Gama e contém poemas inéditos escritos entre 1942 e 1947, quando o poeta tinha entre 18 e 23 anos e faz parte da coleção "Obras de Sebastião da Gama; Poesia". No prefácio, Mourão-Ferreira fornece informações valiosas sobre a génese da obra e a formação intelectual de Sebastião da Gama.

"Nós temos cinco sentidos: são dois pares e meio de asas."

Em 1967, David Mourão-Ferreira retomou o jornalismo com a rubrica "Poesia para Todos" no jornal Diário de Lisboa. "A Arte de Amar", publicado em 1967, é uma reunião de obras poéticas anteriores de Mourão-Ferreira, abrangendo o período de 1948 a 1962. Inclui os primeiros cinco livros de poesia do autor, além de um posfácio escrito pelo próprio. A obra reflete temas recorrentes na poesia de Mourão-Ferreira, como o amor, a sensualidade e a reflexão existencial."Lira de Bolso" é uma antologia poética essencial de David Mourão-Ferreira, publicada originalmente em 1969 pelas Publicações Dom Quixote. Esta obra marcante integra a coleção "Cadernos de Poesia" como o número 8 da série. De facto, o objetivo desta coleção na qual se insere a obra "Lira de Bolso" de David Mourão-Ferreira, era precisamente desenvolver o gosto pela poesia junto do público mais vasto possível, despertando também o interesse em conhecer mais sobre este género literário A antologia reúne alguns dos poemas mais representativos de Mourão-Ferreira, demonstrando sua evolução lírica e domínio técnico. Inclui obras conhecidas como "Penélope", "Nós temos cinco sentidos" e "Ternura", que exemplificam temas recorrentes em sua poesia: amor, sensualidade e reflexões existenciais.

“O silêncio é o mais perfeito dos discursos, muitas vezes dizemos mais com uma palavra do que com milhares delas.”

"Todo o amor que nos prendera / como se fora de cera / se quebrava e desfazia" do poema "Primavera"

"Discurso Directo", obra ensaística de David Mourão-Ferreira publicada em 1969.. Esta coletânea de ensaios, com cerca de 200 páginas, revela a agudeza intelectual e a erudição de Mourão-Ferreira, abordando temas diversos que vão desde a análise poética à reflexão sobre mitos e arquétipos literários.O "Cancioneiro de Natal" de David Mourão-Ferreira é uma obra singular na literatura portuguesa contemporânea. Publicado originalmente em 1971, este livro valeu ao autor o prestigiado Prémio Nacional de Poesia. "Matura Idade", obra poética de David Mourão-Ferreira publicada em 1973 pela editora Arcádia, representa um marco significativo na carreira literária do autor português. Em 1974, David Mourão-Ferreira publicou a obra "Os Amantes e Outros Contos", que é uma coletânea de contos que se destaca pela sua exploração de temas como amor, erotismo e a complexidade das relações humanas. Esta obra é uma segunda edição, que acrescentou três novos contos à versão original, lançada em 1968.

"Apenas respondo às vozes / Que chamam dentro de mim"

David Mourão-Ferreira assumiu o cargo de diretor do jornal A Capital logo após a Revolução dos Cravos, em 1974. Ele permaneceu nessa função até 1975. Este foi um momento significativo na carreira de Mourão-Ferreira, marcando sua participação ativa na vida cultural e política portuguesa durante o período de transição pós-revolucionário. Entre 1976 e 1979, exerceu o cargo de Secretário de Estado da Cultura em três governos diferentes. Durante seu mandato, ele se dedicou à divulgação da cultura e língua portuguesa, celebrou acordos culturais com países como o Brasil e foi responsável pela criação da Companhia Nacional de Bailado. David Mourão-Ferreira publicou "Sonetos do Cativo" em 1974 e em 1976, publicou "As Lições do Fogo". "Sobre Viventes" é um livro de ensaios publicado em 1976. Em 1980, David Mourão-Ferreira publicou as seguintes: "Obra Poética": Uma antologia em dois volumes publicada pela Livraria Bertrand. Esta obra incluía vários de seus trabalhos anteriores, como "A Secreta Viagem", "Tempestade de Verão", "Os Quatro Cantos do Tempo", "À Guitarra e À Viola", e "Infinito Pessoa" e "As Quatro Estações" . David Mourão-Ferreira recebeu o Prémio da Crítica da Association Internationale des Critiques Littéraires pelo livro "As Quatro Estações" .

"Folheia-se num bar o horário da Morte / Encomenda-se um gin enquanto ela não chega"

"Ao meio-dia em ponto / entre a sombra e o corpo / o encontro" é um excerto de poesia extraído da obra "Entre a Sombra e o Corpo" de David Mourão-Ferreira. Este livro de poemas foi publicado em 1980. "Ode à Música" é um livro de poesia de David Mourão-Ferreira, publicado em 1980 pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda em Lisboa.

"O Dom de Contar - Narradores Portugueses do Séc. XX" foi um programa de televisão apresentado por David Mourão-Ferreira no início da década de 1980. Este programa marcou o retorno de Mourão-Ferreira à televisão após um período de afastamento

Em 1981, Mourão-Ferreira assumiu a direção do Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1984, tornou-se diretor da revista Colóquio/Letras, também da Fundação Gulbenkian. Foi vice-presidente da Association Internationale des Critiques Littéraires de 1984 a 1992. Presidiu a Associação Portuguesa de Escritores de 1984 a 1986. Em 1990, foi distinguido como Professor Catedrático.

"Folheia-se num bar o horário da Morte / Encomenda-se um gin enquanto ela não chega"

"Antologia Poética" (1983) é uma obra com relevo na literatura portuguesa, compilando poemas de David Mourão-Ferreira. Esta antologia abrange o período de 1948 a 1983, representando 35 anos da produção poética do autor. "Os Ramos Os Remos", foi publicado em 1985. Um dos poemas mais importantes do livro "Os Ramos Os Remos" chama-se "Argumento". Neste poema, há uma frase que diz "Sonho que sonho o que sonho". Esta frase é muito especial porque mostra bem como o livro todo fala sobre sonhos e coisas que parecem não ser reais.

"O Corpo Iluminado", publicado em 1987 por David Mourão-Ferreira, é uma obra que se destaca no panorama literário português do século XX. Este livro singular combina a maestria poética de Mourão-Ferreira com as ilustrações evocativas de Francisco Simões, criando uma experiência de leitura verdadeiramente única.

"O Essencial Sobre Vitorino Nemésio" é um livro escrito por Mourão-Ferreira, publicado em 1987 pela Imprensa Nacional Casa da Moeda. Esta obra faz parte da coleção "O Essencial sobre", que apresenta informações concisas sobre figuras importantes da cultura portuguesa.

"Vozes da Poesia: Os Melhores Vídeos de David Mourão-Ferreira"

Alguns dos melhores vídeos de David Mourão-Ferreira:

David Mourão-Ferreira diz a sua poesia

Voto De Natal | Poema de David Mourão-Ferreira

E POR VEZES, David Mourão-Ferreira

VOZApenas respondo às vozes Que chamam dentro de mim. Meus passos só são velozes Pra essas vozes assim... David Mourão-Ferreira

David Mourão Ferreira - Poemas De Sua Autoria

"Nós temos cinco sentidos: são dois pares e meio de asas."

"Alma e Palavra: Como Amália Deu Voz aos Poemas de David"

A parceria entre Amália Rodrigues e David Mourão-Ferreira representa um dos capítulos mais marcantes da história do fado e da cultura portuguesa do século XX. Esta colaboração extraordinária, que se estendeu por quase duas décadas, não só enriqueceu o repertório da fadista como também revolucionou o próprio género musical.

Poema "Primavera"

Poema "Barco Negro"

Poema "Abandono"

Poema "Madrugada de Alfama"

Poema Espelho Quebrado

Poema "Maria Lisboa"

"Além de Amália: Os Intérpretes da Poesia de David Mourão-Ferreira"

Poema "Chega-se a Este Ponto"

Poema "Corpo Iluminado, XII"

Poema "Recurso"

Poema “Assim que te despes”

Poema “Começar de novo”

Poema “Nocturno”

"Folheia-se num bar o horário da Morte / Encomenda-se um gin enquanto ela não chega"

"David Mourão-Ferreira: O Poeta Multifacetado da Cultura Portuguesa"

"Nos Passos de Pessoa", publicado em 1988 pela Editorial Presença, é uma obra essencial de David Mourão-Ferreira que explora a vida e obra do poeta português Fernando Pessoa. Este livro, que recebeu o Prémio Jacinto do Prado Coelho, reúne nove ensaios escritos ao longo de quatro décadas, oferecendo uma perspectiva única e abrangente sobre Pessoa."Obra Poética 1948-1988" é uma coletânea publicada originalmente em 1988. A antologia reúne a produção poética de Mourão-Ferreira ao longo de 40 anos, de 1948 a 1988. "Música de Cama", publicada originalmente em 1994 pela Editorial Presença, é uma antologia erótica que marca um ponto culminante na carreira poética de David Mourão-Ferreira. Esta obra reúne 100 poemas escritos ao longo de 45 anos, oferecendo uma perspectiva abrangente da exploração do erotismo na poesia do autor.

A "Obra Poética (1948-1995)" de David Mourão-Ferreira foi publicada originalmente em novembro de 2019 pela editora Assírio & Alvim. Uma segunda edição foi lançada em abril de 2022.