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Ler Camões - Arruada de Leitura - 2º Ciclo

Helena Borralho

Created on January 24, 2025

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Transcript

23 de janeiro de 2025

Sines 2024/25

""Não menos guarnecido o LusitanoNos seus batéis, da frota se partia A receber no mar o Melindano,Com lustrosa e honrada companhia Vestido o Gama vem ao modo Hispano, Mas Francesa era a roupa que vestia, De cetim da Adriática Veneza, Carmesi, cor que a gente tanto preza."

estrofe 97 do Canto II de "Os Lusíadas"

"Não acabava, quando uma figura Se nos mostra no ar, robusta e válida, De disforme e grandíssima estatura, O rosto carregado, a barba esquálida, Os olhos encovados, e a postura Medonha e má, e a cor terrena e pálida, Cheios de terra e crespos os cabelos, A boca negra, os dentes amarelos."

estrofe 39 do Canto V de "Os Lusíadas"

"Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer;"

Amor é fogo que arde sem se ver é um soneto de Luís Vaz de Camões (1524-1580)

Alma Minha Gentil, que te Partiste Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida descontente, Repousa lá no Céu eternamente, E viva eu cá na terra sempre triste . Se lá no assento Etéreo, onde subiste, Memória desta vida se consente, Não te esqueças daquele amor ardente, Que já nos olhos meus tão puro viste. E se vires que pode merecer-te Algũa cousa a dor que me ficou Da mágoa, sem remédio, de perder-te, Roga a Deus, que teus anos encurtou, Que tão cedo de cá me leve a ver-te, Quão cedo de meus olhos te levou. Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

A Dor da Ausência Fica Mais Pequena "Quando vejo que meu destino ordena Que, por me experimentar, de vós me aparte, Deixando de meu bem tão grande parte, Que a mesma culpa fica grave pena, O duro desfavor, que me condena, Quando pela memória se reparte, Endurece os sentidos de tal arte Que a dor da ausência fica mais pequena. Mas como pode ser que na mudança Daquilo que mais quero, este tão fora De me não apartar também da vida? Eu refrearei tão áspera esquivança, Porque Porque mais sentirei partir, Senhora, Sem sentir muito a pena da partida. Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

Hoje, dia 23, data provável do nascimento de Luís de Camões, e no âmbito da celebração dos seus 500 anos, todas as turmas de 6º ano do Agrupamento de Escolas de Sines, que participaram numa Arruada pelas ruas da cidade, distribuindo e dizendo poemas do autor.

Visitaram o Espaço Sénior, o mercado, cafés, o Centro de Artes, lojas, restaurantes, onde apresentaram a atividade e demais comunidade pelas ruas…No final, todos visitaram a estátua de Vasco da Gama, figura maior da terra, de quem se assinala o V centenário da sua morte, e consagrado como herói nos Lusíadas de Camões. A atividade teve como finalidade interagir com a comunidade, que foi muito recetiva à mensagem passada pelos alunos! Uma forma de trabalhar a Educação Literária, o património histórico e linguístico a leitura, a expressão oral, a comunicação e a literacia social.

As Bibliotecas Escolares agradecem o contributo de todos os envolvidos na atividade.

Sines2024/25

Verdes são os campos Verdes são os campos, De cor de limão: Assim são os olhos Do meu coração. Campo, que te estendes Com verdura bela; Ovelhas, que nela Vosso pasto tendes, De ervas vos mantendes Que traz o Verão, E eu das lembranças Do meu coração. Gados que pasceis Com contentamento, Vosso mantimento Não no entendereis; Isso que comeis Não são ervas, não: São graças dos olhos Do meu coração. Luís de Camões