Escola Básica e Secundária de Arga e Lima
POESIA TROVADORESCA
Cantigas de amigo
Trabalho realizado por: Inês Lopes, nº7, 12ºBC Disciplina: Português Professora: Fernanda Ramos Data de realização: fevereiro de 2025
Fig.1Idade Média
Poesia Trovadoresca
A poesia lírica galego-portuguesa, também conhecida como poesia trovadoresca, desenvolveu-se entre os séculos XII e XIV e é a primeira manifestação literária da língua portuguesa. Com cerca de 1690 textos de 155 autores, maioritariamente galegos e portugueses, esta poesia divide-se em duas temáticas principais: a temática amorosa (cantigas de amor e de amigo) e a temática satírica (cantigas de escárnio e maldizer).
Fonte:https://www.notapositiva.com/old/pt/trbestbs/historia/07_portugal_no_contexto_europeu_d.htm
Cantigas
Fig.2Trovadores, jograis e segréis
Poesia Trovadoresca
Os autores dos poemas eram trovadores, jograis e segréis, que atuavam nas cortes, castelos e praças públicas. Os trovadores pertenciam à alta nobreza e produziam composições de maior qualidade; os jograis tomavam como profissão a escrita e o canto deste tipo de poemas, enquanto os segréis, que pertenciam à pequena nobreza, cantavam poemas de sua autoria ou de outros. Também havia membros da realeza, como D. Dinis e Afonso X, que eram autores.
Fonte:https://trovadorismomedievalufjf2017.blogspot.com/2017/03/trovador-x-segrel-x-jogral.html
Caracterização temática
Protagonista, espaços medievais e circunstâncias
- Nas cantigas de amigo o sujeito poético é uma jovem donzela que exprime sentimentos relativamente ao amigo ou namorado.
- Espaços medievais: cenários domésticos, religiosos, de romaria e espaços rurais(no campo, junto ao rio e ao mar).
- Circunstâncias históricas que se viviam na época: situações de guerra (guerra da Reconquista Cristã), nomeadamente no fossado ou na guarda das fronteiras e a partida para o mar.
Caracterização temática
Representações de afetos e emoções
- Sentimentos disfóricos como a saudade, a amargura resultantes do abandono ou suposto esquecimento e a angústia da espera, a dúvida, a ansiedade e o perigo que o sujeito poético (a donzela) pressente e tem receio.
- Sentimentos eufóricos como a alegria do reencontro, otimismo e bem-estar associados, sobretudo, às festas religiosas, às romarias e à vida coletiva.
Caracterização temática
Confidentes amorosas e relação com a Natureza
- A jovem apaixonada toma as amigas ou a mãe como confidentes, detalhando e confidenciando o estado da sua alma e o que sentia em relação ao seu "amigo".
- Por vezes, identificando-se com a Natureza , torna-a também sua confidente, recorrendo à personificação. A relação com os elementos da natureza constitui um importante tópico de muitas cantigas de amigo.
Símbolos da natureza
Caracterização formal
Ondas do mar de Vigo,
se vistes meu amigo?
e ai Deus, se verrá cedo?
Ondas do mar levado, se vistes meu amado? e ai Deus, se verrá cedo?
Se vistes meu amigo,
o por que eu sospiro?
e ai Deus, se verrá cedo? Se vistes meu amado, o por que hei gram coidado?
e ai Deus, se verrá cedo?
Paralelismo
Refrão
Conclusão
As cantigas de amigo representam um dos géneros mais marcantes da poesia trovadoresca, refletindo a voz feminina numa sociedade medieval dominada pelos homens. Através da sua musicalidade, repetição e paralelismo, estas composições transmitem os sentimentos de saudade, amor e desejo de reencontro, inseridos num ambiente natural e simbólico. Além disso, mostram a influência da tradição popular e oral na literatura medieval. Assim, ao estudarmos as cantigas de amigo, não só compreendemos melhor a cultura e a sensibilidade da época, mas também percebemos como certos temas universais do amor e da separação continuam a ressoar na literatura e na música até aos dias de hoje.
"Todo o homem é poeta quando está apaixonado" - Platão
Referências bibliográficas
- Matos, A., & Braga, C. (2020). Preparar o Exame Nacional de Português- 12.º ano 2020. Gráfica Vilaverdense.
- Silva, P., Cardoso, E., & Nunes, S. (2022). Letras em dia 10. Porto Editora.
- Lucas, A. (s.d.). Cantigas de Amigo - Resumo | PDF. Scribd. https://pt.scribd.com/document/608601092/Cantigas-de-Amigo-Resumo (acedido a 15/02)
Paralelismo
O paralelismo, na sua forma perfeita, assume o seguinte esquema: versos dispostos em dísticos, seguidos de um refrão de um ou mais versos.
Características
- os versos dos dísticos ímpares repetem-se nos versos dos dísticos pares, que os sucedem, alterando-se apenas as palavras finais (em posição de rima)
- os versos repetem-se num sistema de leixa-pren: o 2º verso do 1º dístico é o 1º verso do 3º dístico; o 2º verso do 2º dístico é o 1º verso do 4º dístico e assim sucessivamente
Simbologia dos elementos da natureza
- Fonte- símbolo de pureza e origem da vida
- Água- símbolo da harmonia amorosa entre os dois amantes; símbolo de fertilidade e de purificação;
- Alva (manhã)- símbolo de inocência, pureza, virgindade;
- Aves- símbolo de sedução e enamoramento que pode surgir em qualquer momento, por estarem associadas à beleza do canto; divulgadoras indiscretas do amor, em certos contextos;
- Cervo (veado)- símbolo de fecundidade, de prontidão para a ação ou de desejo; símbolo também de prudência em alguns contextos e também de virilidade do amigo;
- Flores- símbolo da delicadeza e feminilidade, fertilidade e fecundidade associadas à primavera e à juventude;
- Luz- símbolo do deslumbramento causado pelo amor;
- Noite- incerteza do sentimento amoroso;
- Mar- símbolo da separação dos amantes, ausência mas também desesperança do reencontro;
- Ondas- símbolo do perigo e, portanto, do tumulto interior e ansiedade pela chegada do amigo;
- Ramos- símbolo dos laços amorosos.
Cantigas de escárnio e maldizer
Cantigas de amor
Cantigas de amigo
- "A dona que eu am´e tenho por senhor" de Bernal de Bonaval
- "Mia senhor fremosa" de Nuno Anes Cerzeo
- "Quer´eu em maneira proençal" de D. Dinis
- "Que soidade de mia senhor hei" de D. Dinis
- "Se eu podesse desamar" de Pero da Ponte
- "Como vivo coitada, por meu amigo" Martim de Ginzo
- "Ondas do mar de Vigo" de Martim Cordax
- "Ai flores, ai flores de verde pino" de D. Dinis
- "Ai madre, bem vos digo" de Pero Garcia
- "Bailemos nós já todas três, ai amigas" de Airas Nunes
- "Pois nossas madre vam a Sam Simom" de Pero Viviães
- "Fremosas, a Deus grado, tam bom dia comigo" de Bernal de Bonaval
- "Ai dona fea, fostes-vos queixar" de João de Garcia de Guilhade
- "Roi Queimado morreu com amor" de Pero Garcia
- "Um cavalo nom comeu" de João de Garcia de Guilhade
- "Dom Foão, que eu sei que há preço de livão" de Afonso Mendes de Besteiros
Refrão
O refrão consiste na repetição do mesmo verso ou de um conjunto de versos no final de cada estrofe. Este tem como intuito realçar a ideia central do poema.
POESIA TROVADORESCA (Cantigas de amigo)
Aluno Ines Ramalho E Lopes
Created on January 18, 2025
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Escola Básica e Secundária de Arga e Lima
POESIA TROVADORESCA
Cantigas de amigo
Trabalho realizado por: Inês Lopes, nº7, 12ºBC Disciplina: Português Professora: Fernanda Ramos Data de realização: fevereiro de 2025
Fig.1Idade Média
Poesia Trovadoresca
A poesia lírica galego-portuguesa, também conhecida como poesia trovadoresca, desenvolveu-se entre os séculos XII e XIV e é a primeira manifestação literária da língua portuguesa. Com cerca de 1690 textos de 155 autores, maioritariamente galegos e portugueses, esta poesia divide-se em duas temáticas principais: a temática amorosa (cantigas de amor e de amigo) e a temática satírica (cantigas de escárnio e maldizer).
Fonte:https://www.notapositiva.com/old/pt/trbestbs/historia/07_portugal_no_contexto_europeu_d.htm
Cantigas
Fig.2Trovadores, jograis e segréis
Poesia Trovadoresca
Os autores dos poemas eram trovadores, jograis e segréis, que atuavam nas cortes, castelos e praças públicas. Os trovadores pertenciam à alta nobreza e produziam composições de maior qualidade; os jograis tomavam como profissão a escrita e o canto deste tipo de poemas, enquanto os segréis, que pertenciam à pequena nobreza, cantavam poemas de sua autoria ou de outros. Também havia membros da realeza, como D. Dinis e Afonso X, que eram autores.
Fonte:https://trovadorismomedievalufjf2017.blogspot.com/2017/03/trovador-x-segrel-x-jogral.html
Caracterização temática
Protagonista, espaços medievais e circunstâncias
Caracterização temática
Representações de afetos e emoções
Caracterização temática
Confidentes amorosas e relação com a Natureza
Símbolos da natureza
Caracterização formal
Ondas do mar de Vigo, se vistes meu amigo? e ai Deus, se verrá cedo? Ondas do mar levado, se vistes meu amado? e ai Deus, se verrá cedo? Se vistes meu amigo, o por que eu sospiro? e ai Deus, se verrá cedo? Se vistes meu amado, o por que hei gram coidado? e ai Deus, se verrá cedo?
Paralelismo
Refrão
Conclusão
As cantigas de amigo representam um dos géneros mais marcantes da poesia trovadoresca, refletindo a voz feminina numa sociedade medieval dominada pelos homens. Através da sua musicalidade, repetição e paralelismo, estas composições transmitem os sentimentos de saudade, amor e desejo de reencontro, inseridos num ambiente natural e simbólico. Além disso, mostram a influência da tradição popular e oral na literatura medieval. Assim, ao estudarmos as cantigas de amigo, não só compreendemos melhor a cultura e a sensibilidade da época, mas também percebemos como certos temas universais do amor e da separação continuam a ressoar na literatura e na música até aos dias de hoje.
"Todo o homem é poeta quando está apaixonado" - Platão
Referências bibliográficas
Paralelismo
O paralelismo, na sua forma perfeita, assume o seguinte esquema: versos dispostos em dísticos, seguidos de um refrão de um ou mais versos.
Características
Simbologia dos elementos da natureza
Cantigas de escárnio e maldizer
Cantigas de amor
Cantigas de amigo
Refrão
O refrão consiste na repetição do mesmo verso ou de um conjunto de versos no final de cada estrofe. Este tem como intuito realçar a ideia central do poema.