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Apresentação Interativa Básica

IHU

Created on January 17, 2025

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Transcript

A dádiva maior. A vida e a morte corajosa da Irmã Dorothy Stang, de Binka Le Breton (Rio de Janeiro: Globo, 2008)

Este livro, de autoria da norte-americana Binka Le Breton, em tradução de Renato Rezende, com seus mapas, prefácio, introdução, dezoito capítulos em ordem cronológica e epílogo, cumpre bem o que diz seu subtítulo. E por um bom motivo: a irmã Dorothy Stang é o caso clássico da pessoa muito conhecida que não é nada conhecida. É muito conhecida, pois uma circunstância de sua vida, seu assassinato no Pará, colocou-a no centro dos noticiários nacional e internacional. Sabemos então que se trata de uma missionária norte-americana, de uma senhora de cabelos brancos e óculos, que, numa estrada de terra na Amazônia, foi brutalmente fuzilada (quando então também soubemos que essa foi uma morte anunciada). Sabemos ainda o que fazia ali: defendia os oprimidos dos opressores e paralelamente a sobrevivência da floresta. Mas tudo isso na verdade é uma imagem bidimensional e um epílogo. Uma pessoa não se resume ao que faz nem ao modo como morre. Por mais que o que faça e que esse modo sejam incomuns e mesmo heróicos. Na verdade, ao ser incomum e heróica, sua vida torna-se ainda menos compreensível. Pois ninguém nasce nem incomum nem herói. Há a história de uma vida, de uma pessoa real por trás de tudo isso. Vida e indivíduo que desconhecemos até ler este livro.

Mártir da Amazônia. A vida da irmã Dorothy Stang, de Roseanne Murphy (São Paulo: Paulus, 2008).

"A Irmã Dorothy foi para o Brasil em 1966, começando seu ministério em Coroatá, nordeste do Brasil. Ela nunca esteve num lugar onde trabalhadores eram tratados como virtuais escravos dos proprietários de terra. Ela e outras irmãs de Notre Dame começaram a se encontrar com agricultores para iniciar "Comunidades cristãs de base", ensinando os agricultores sobre a religião católica, sobre a qual sabiam muito pouco, e sobre a Bíblia. Ela estimulou alguns agricultores a tomarem a iniciativa de encorajar outros a virem para as reuniões. Aos poucos, ela começou com aulas especiais para os líderes, os quais vinham para a cidade e permaneciam com as irmãs durante o fim de semana. O objetivo era crescer na fé e aprender mais sobre como ensinar outras pessoas sobre sua religião. A Irmã Dorothy e outras irmãs chamaram a atenção de alguns militares na cidade, sendo colocadas sob suspeita de serem 'comunistas'. Ela desenvolveu uma paixão por ajudar os agricultores a conhecer seus direitos humanos, os quais eles não conheciam, assim como também não sabiam que tinham dignidade de seres humanos. Também contribuiu para que os agricultores construíssem escolas para seus filhos, mesmo que os donos da terra não quisessem que se construíssem escolas, ou que as crianças recebessem instrução. Ela viu a destruição da terra que estava acontecendo naquela região.

Assim: A luta pela Ecologia Integral na Amazônia brasileira. Entrevista de Roseanne Murphy ao IHU