Educação visual
Novembro de 2024
Amadeo de Souza-Cardoso
Começar
Quem foi amadeo de souza-cardoso?
Amadeo de Souza-Cardoso (Manhufe, Mancelos, Amarante, 14 de novembro de 1887 – Espinho, 25 de outubro de 1918) foi um pintor português pertencente à primeira geração de pintores modernistas portugueses. A morte aos 30 anos de idade ditou o fim abrupto de uma obra pictórica em plena maturidade e de uma carreira internacional promissora, mas ainda em fase de afirmação.
Amadeo ficou longamente esquecido, dentro e, sobretudo, fora de Portugal: O silêncio que durante longos anos cobriu com um espesso manto a visibilidade interpretativa da sua obra, e que foi também o silêncio de Portugal como país, não permitiu a atualização histórica internacional do artista; e só muito recentemente Amadeo de Souza-Cardoso começou o seu caminho de reconhecimento historiográfico.
Continuar
Porque é que este se destacou?
O artista desenvolveu, entre Paris e Manhufe, a mais séria possibilidade de arte moderna em Portugal num diálogo internacional, intenso, mas pouco conhecido, com os artistas do seu tempo". A sua pintura articula-se de modo aberto com movimentos como: o cubismo, o futurismo e o expressionismo, atingindo em muitos momentos, e de modo sustentado na produção dos últimos anos, um nível em tudo equiparável à produção de topo da arte internacional sua contemporânea.
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Pinturas em que retirei coisas e aproveitei-as no meu trabalho
Canção popular – a Russa e o Figaro (1916) é um dos trabalhos que evidencia esta tendência. Amadeo propõe aqui uma composição fragmentada, de cores fortes, onde a representação é trabalhada de modo não-ilusionista. Os elementos figurativos que flutuam na tela – as loiças e barros coloridos, as janelas e as casas, a boneca – não têm uma vocação descritiva nem se esgotam numa referência única. Pelo contrário, estes signos expandem o seu potencial de significação em termos que tornam a interpretação instável, mais rica porque capaz de somar novas possibilidades de leitura. As loiças e barros coloridos, por exemplo, não fazem apenas referência aos objectos artesanais que denotam, mas podem também ser lidos como conotando o fascínio de Sonia Delaunay pelos mercados e a arte popular portuguesa.
Aproveitei o fundo
A série de janelas que Amadeo pintou entre 1915 e 1916, entre as quais esta obra, com as suas formas abstractas e cores garridas, torna claro porque se escreveu então que sobre elas corria o “vermelho, vermeeeeelho, amaaaaarélo, todos os tons de amarelo; verde intensamente verde, as cores da rapidez, da alegria, concebidas no tempo e não no espaço, as cores do carnaval mais estravagante e estridenteǃ”
Aproveitei a palavra "GARO"
a Russa e o Figaro (1916) é um dos trabalhos que evidencia esta tendência. Amadeo propõe aqui uma composição fragmentada, de cores fortes, onde a representação é trabalhada de modo não-ilusionista. Os elementos figurativos que flutuam na tela – as loiças e barros coloridos, as janelas e as casas, a boneca – não têm uma vocação descritiva nem se esgotam numa referência única. Pelo contrário, estes signos expandem o seu potencial de significação em termos que tornam a interpretação instável, mais rica porque capaz de somar novas possibilidades de leitura.
Aproveitei a mulher
Biografia de Amadeo de Souza-Cardoso
Carlos Rodrigues
Created on November 28, 2024
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Amadeo de Souza-Cardoso
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Quem foi amadeo de souza-cardoso?
Amadeo de Souza-Cardoso (Manhufe, Mancelos, Amarante, 14 de novembro de 1887 – Espinho, 25 de outubro de 1918) foi um pintor português pertencente à primeira geração de pintores modernistas portugueses. A morte aos 30 anos de idade ditou o fim abrupto de uma obra pictórica em plena maturidade e de uma carreira internacional promissora, mas ainda em fase de afirmação. Amadeo ficou longamente esquecido, dentro e, sobretudo, fora de Portugal: O silêncio que durante longos anos cobriu com um espesso manto a visibilidade interpretativa da sua obra, e que foi também o silêncio de Portugal como país, não permitiu a atualização histórica internacional do artista; e só muito recentemente Amadeo de Souza-Cardoso começou o seu caminho de reconhecimento historiográfico.
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Porque é que este se destacou?
O artista desenvolveu, entre Paris e Manhufe, a mais séria possibilidade de arte moderna em Portugal num diálogo internacional, intenso, mas pouco conhecido, com os artistas do seu tempo". A sua pintura articula-se de modo aberto com movimentos como: o cubismo, o futurismo e o expressionismo, atingindo em muitos momentos, e de modo sustentado na produção dos últimos anos, um nível em tudo equiparável à produção de topo da arte internacional sua contemporânea.
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Pinturas em que retirei coisas e aproveitei-as no meu trabalho
Canção popular – a Russa e o Figaro (1916) é um dos trabalhos que evidencia esta tendência. Amadeo propõe aqui uma composição fragmentada, de cores fortes, onde a representação é trabalhada de modo não-ilusionista. Os elementos figurativos que flutuam na tela – as loiças e barros coloridos, as janelas e as casas, a boneca – não têm uma vocação descritiva nem se esgotam numa referência única. Pelo contrário, estes signos expandem o seu potencial de significação em termos que tornam a interpretação instável, mais rica porque capaz de somar novas possibilidades de leitura. As loiças e barros coloridos, por exemplo, não fazem apenas referência aos objectos artesanais que denotam, mas podem também ser lidos como conotando o fascínio de Sonia Delaunay pelos mercados e a arte popular portuguesa.
Aproveitei o fundo
A série de janelas que Amadeo pintou entre 1915 e 1916, entre as quais esta obra, com as suas formas abstractas e cores garridas, torna claro porque se escreveu então que sobre elas corria o “vermelho, vermeeeeelho, amaaaaarélo, todos os tons de amarelo; verde intensamente verde, as cores da rapidez, da alegria, concebidas no tempo e não no espaço, as cores do carnaval mais estravagante e estridenteǃ”
Aproveitei a palavra "GARO"
a Russa e o Figaro (1916) é um dos trabalhos que evidencia esta tendência. Amadeo propõe aqui uma composição fragmentada, de cores fortes, onde a representação é trabalhada de modo não-ilusionista. Os elementos figurativos que flutuam na tela – as loiças e barros coloridos, as janelas e as casas, a boneca – não têm uma vocação descritiva nem se esgotam numa referência única. Pelo contrário, estes signos expandem o seu potencial de significação em termos que tornam a interpretação instável, mais rica porque capaz de somar novas possibilidades de leitura.
Aproveitei a mulher