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EC 2024

FGS | Educação para

Created on November 28, 2024

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memória

ESCOLA cOMUNITÁRIA sINERGIAS ed - 2024

Começar

à memóriainterativa da Escola Comunitária Sinergias ED de 2024. Este recurso foi desenvolvido para partilhar as experiências, aprendizagens, reflexões e momentos vividos durante a Escola. Neste espaço, é possível encontrar descrições das atividades realizadas, reflexões partilhadas, áudios, fotografias e muito mais. Seja para recordar ou descobrir, convidamos a explorar este percurso connosco. Aceita o convite?

Damos as boas-vindas

introdução

ÍNDICE

A ESCOLA COMUNITÁRIA E O TEATRO COMUNITÁRIO
O que foi a Escola Comunitária Sinergias ED de 2024?
Grupo de Trabalho Colaborativo
Grupos de autogestão e dinâmicas na Escola Comunitária
O que é o Teatro-Comunidade?
Porquê o Teatro-Comunidade na Escola Comunitária Sinergias ED?
PROGRAMA DA ESCOLA COMUNITÁRIA
Primeiro dia, 4 de julho
Segundo dia, 5 de julho
Terceiro dia, 6 de julho

A ESCOLA COMUNITÁRIA E O TEATRO COMUNITÁRIO

O que foi a Escola Comunitária Sinergias ED de 2024?
Grupo de Trabalho Colaborativo
Grupos de autogestão e dinâmicas na Escola Comunitária
O que é o Teatro-Comunidade?
Porquê o Teatro-Comunidade na Escola Comunitária Sinergias ED?
Partilhas & Reflexões Comunitárias

O que foi a Escola Comunitária Sinergias ED de 2024?

A Escola Comunitária Sinergias ED de 2024 teve como temática central “Liberdades, Democracias e Polarizações: narrativas e posicionamentos num palco educativo transformador”. O encontro decorreu entre os dias 4 e 6 de julho de 2024, em formato residencial na Casa do Graal, na Golegã, reunindo 30 membros da Comunidade Sinergias ED. Estes dias foram dedicados ao debate em torno de questões relacionadas com “liberdades, democracias e polarizações”. A partir das experiências e vivências de cada participante, a Escola pretendeu ser um “espaço para abrir novos espaços” e horizontes, promovendo a desaceleração e a imersão em reflexões conjuntas. Este ambiente acolhedor serviu como um refúgio seguro para explorar questões complexas e tensas, permitindo um diálogo enriquecedor e construtivo. Propôs-se que as lentes da Educação para o Desenvolvimento (ED) / Educação para a Cidadania Global (ECG) / Educação para a Transformação Social (ETS) guiassem esta escola, inspirando a construção de espaços de diálogo, pluralidade e relações democráticas.

Programa da Escola Comunitária

Grupo de Trabalho Colaborativo

A Escola Comunitária foi pensada e organizada por um Grupo de Trabalho Colaborativo (GTC) composto por sete membros da Comunidade Sinergias ED, que partilharam saberes e competências diferentes:

  • Eliana Madeira (Graal),
  • Gil Pereira (Associação Famalicão em Transição),
  • Helena Caçador (Universidade de Aveiro);
  • Joana Costa (Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto),
  • Mariana Alves (Cartas com Ciência e CIDTFF da Universidade de Aveiro),
  • Sandra Fernandes (Fundação Gonçalo da Silveira),
  • Vanessa Marcos (Universidade Católica Portuguesa – Porto e Rede Inducar).

Além destes participantes, a Escola contou com o apoio de Joana Saraiva, uma profissional experiente no campo do Teatro Comunitário e na facilitação de processos criativos participativos. Contou também com a colaboração de Luís Fernandes, responsável pela captação e tratamento do registo sonoro que originou o Podcast Escola Comunitária constituído por três episódios, disponibilizados ao longo desta memória interativa.

Grupos de autogestão e dinâmicas na Escola Comunitária

As dinâmicas da Escola Comunitária 2024 assentaram na aprendizagem entre pares, a cooperação, a partilha de responsabilidades e conhecimentos, assim como o interconhecimento entre os participantes e o sentido de pertença à Comunidade Sinergias ED. Foram ainda criados 4 grupos autogeridos, com o objetivo de promover, de forma autónoma, a participação, a colaboração e a horizontalidade.

Grupo de Logística

Grupo de Mística

Grupo da Noite de Celebração

Grupo do Cuidado

O que É o Teatro-Comunidade?

As definições de Teatro-Comunidade apontam no sentido de uma prática teatral realizada com, para e a partir de comunidades específicas e dos territórios que essas comunidades partilham. Trata-se de uma prática de intervenção social e política ancorada na ideia de que o Teatro e os seus respetivos processos podem intervir diretamente sobre os contextos sociais em que atuam e provocar alterações no seu modo de funcionamento. A prática do Teatro-Comunidade procura assim contribuir para o processo de conscientização de grupos e pessoas, possibilitando interpretações críticas, fortalecendo identidades e dotando as comunidades de ferramentas emancipatórias e transformadoras. O jogo dramático serve, portanto, como uma ferramenta que permite habitar e experimentar outros corpos, outras vozes e outros lugares de enunciação.

Porquê o Teatro-Comunidade na Escola Comunitária Sinergias ED?

A Escola Comunitária Sinergias ED de 2024 propôs-se incorporar este conjunto de práticas e ferramentas teatrais, com vista à construção de uma linguagem alternativa de trabalho em ED, procurando desafiar as fronteiras tradicionais da educação e promover uma reflexão profunda sobre as temáticas em foco. O Teatro, na sua dimensão prática, permitiu a experiência da empatia como qualidade sensível que implicou uma compreensão íntima do outro, possibilitando um conhecimento de si próprio em diferentes situações e proporcionando um ambiente seguro e livre para experimentar e questionar criticamente as relações estabelecidas entre as pessoas participantes, enquanto comunidades que partilham um espaço comum.

PROGRAMA GERAL DA ESCOLA COMUNITÁRIA

SINERGIAS ED 2024
Primeiro dia, 4 DE julho
Segundo dia, 5 DE julho
Terceiro dia, 6 DE julho

primeiro dia, 4 de julho

A ESCOLA COMUNITÁRIA E O TEATRO COMUNITÁRIO
CHECK IN
ALMOÇO DE ACOLHIMENTO
INTERCONHECIMENTO

PODCAST ESCOLA COMUNITÁRIA

Episódio 1

Ir além da Democracia representativa

GRUPOS AUTOGERIDOS
JANTAR E NOITE DE CELEBRAÇÃO
A CIDADE - QUE LUGAR OCUPAMOS NA NOSSA VIDA COLETIVA?

segundo dia, 5 de julho

MÍSTICA
PEQUENO ALMOÇO
Teatro Imagem - como vemos, sentimos e agimos numa sociedade polarizada?
Almoço e visita a espaços culturais da Golegã

PODCAST ESCOLA COMUNITÁRIA

Episódio 2

Um laboratório de experimentação

GRUPOS AUTOGERIDOS
Baú comunitário - que liberdades?
JANTAR E NOITE DE CELEBRAÇÃO
ÁUDIO-VISUAL
DOCUMENTOS, REPORTAGENS E ARTIGOS

Voltar

ESTUDOS E REVISTAS

Voltar

LIVROS INFANTIS
JOGOS
OUTRAS IDEIAS
Podcast - The Reith lectures 2023 - the future of democracy
Folhetos de Campanha PSD 1976
PROJETOS E INICIATIVAS

BAÚ COMUNITÁRIO

No meu bairro, Lúcia Vicente, Nuvem Letras
Democracia Cultural, Jorge Picó, Cuadernos CJ, nº 233
Folhetos de Campanha CDS 1976
Podcast "A beleza das pequenas coisas"- Rui Costa Lopes Dominância social
Caleidoscópios da complexidade - nas turbulências do mundo
Dignilândia - os direitos humanos em jogo
PROJETOS E INICIATIVAS
LIVROS
LIVROS INFANTIS
JOGOS
Folheto de Campanha FEPU 1976
Acesso cultura
Artigo de Revista - Francis Kéré enfrenta a vertigem da grandeza
Leva-me ao teu líder, Afonso Cruz, Missão Democracia - Assembleia da República
Vídeos - economia política - Aula Magistral de Maria da Conceição Tavares
Democracia, Assembleia da República
Democratically together - método de Betsavta
O pânico justifica-se, Maria João Marques, Público
Carta de Porto Santo
Estudo - Participação política dos jovens: que futuro?, Fundação Calouste Gulbenkian
Imagem “Catholic priest blessing the rifles of deer hunters for a sucessfull season, US
“Haja” ou não “hajam” fake news, o peixe morre pela boca, Bárbara Reis, Público

Migrando, Mariana Chiesa Mateos, Orfeu Mini

Ecosystem, Clementoni
Flores do jardim do Graal
Caja de herramientas para la articulación colectiva
Música da Roda de Cante
Revista - Humanista, Nº5, Apaga a censura, protege a liberdade
Qual o efeito do discurso do Chega nas comunidades ciganas?, Ana Cristina Pereira, Público
30 cartas ilustradas dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Associação Mais Cidadania
Vazio, Catarina Sobral, Pato Lógico
Teoria de Gaya, James Lovecock
Filmes: Mr Bachmann and his class Quanto vale ou é por kg? Discoboy Ama Glória Io Capitano
Estudo - A urgência de ler o mundo - Paz, ED-Comunicar
DOCUMENTOS, REPORTAGENS E ARTIGOS
ÁUDIO VISUAL
ESTUDOS E REVISTAS
OUTRAS IDEIAS
O que o Presidente disse sobre reparações históricas está correto, mas o que importa reparar são os efeitos do colonialismo e do racismo, in podcast A beleza das pequenas coisas, SIC Noticias
Manifesto Mais Democracia - Assembleias Cidadãs
Nicolau tinha uma ideia, Ruth Rocha, Salamandra
Estudo - A urgência de ler o mundo - Pobreza e Desigualdades, ED-Comunicar
Cordeiro, Albuquerque e a defesa das instituições, Pedro Norton, Público
Vídeo Zonas azuis | Não é assim tão simples, com Dan Buettner, FFMS
O pássaro da cabeça e mais versos para crianças, Manuel António Pina, Assírio e Alvim
Estudo - A urgência de ler o mundo - Justiça Social, ED-Comunicar
Democracia, Participação e pluralismo: que futuro?, José Tavares, Fundação Calouste Gulbenkian
Vídeo - O ponto de mutação
LIVROS

Voltar

The radical right in western Europe - a comparative analysis, Herbert Kitschelt, Michigan
Identidade e Família - entre a consistência da tradição e as exigências da modernidade, António Bagão Félix, Paulo Otero, Pedro Afonso e Victor Gil (coords.), Oficina do Livro
Contos do Mundo, Tim Bowley e Óscar Villán, Kalandraka
Como conversar com um fascista
A direita e as direitas, Jaime Nogueira Pinto, DIFEL
Nuevos fascismos? Extrema derecha y neofascismo en Europa y Estados Unidos - José Luiz Rodríguez Jiménez, Península
Opportunities for a fair narrative on migration, EAPN Portugal
O homem que via no escuro - a Lisboa de Bruno Candé, Catarina Reis, FFMS
Aquela nuvem e outras, Eugénio de Andrade, Assírio e Alvim
Promiscuous infrastructures: practicing care
Um girassol chamado Beatriz & António dos olhos tristes, Eduardo Olímpio, Edições Colibri
O sistema de patrulhas, Roland Philipps
Aproximações a Eugénio de Andrade, Edições ASA
Los movimientos sociales - transformaciones políticas y cambio social, Pedro Ibarra y Benjamín Tejerina (eds.), Editorial Trotra
Arte e Comunidade, Hugo Cruz (coord.), Fundação Calouste Gulbenkian
Exílios no feminino - sete percursos de luta e de esperança, Amélia Resende, Beatriz Abrantes, Fernanda Oliveira Marques, Helena Cabeçadas, Helena Rato, Irene Pimentel, Maria Emília Brederode Santos, Edições Afrontamento
Nem todas as baleias voam, Afonso Cruz
Cartas Insubmissas 1 Cartas Insubmissas 2
Reinventar a democracia - 5 ideias para um futuro diferente, Manuel Arriaga, Manuscrito
Mulheres da minha alma, Isabel Allende, Porto Editora
Catarina e a beleza de matar fascistas, Tiago Rodrigues, Tinta da China
Como afeta o C02 a vida na terra | Eco 123, Ecologia & Economia, nº34, 2024
Orientalismo - representações ocidentais do oriente, Edward W. Said, Edições 70
Desobedecer, Frédéric Gros, Antígona
A educação para o desenvolvimento e os jovens - pistas de reflexão, CIDAC
A agonia de um mito: Como reformular o “desenvolvimento”?, CIDAC e Mó de Vida
Puta Feminista, Georgina Orellano, Orfeu Negro
A era do nós - propostas para uma democracia do bem comum, João Ferro Rodrigues
A longa solidão, Dorothy Day, Lucerna
Wicked Arts assignments - practising creativity in contemporary arts education, Emiel Heijnen & Melissa Brenner (eds.), Valiz
10 minutos e 38 segundos neste mundo estranho, Elif Shafak, Editorial Presença
Prometeu agrilhoado, Ésquilo, Edições 70
Racismo em português - o lado esquerdo do colonialismo, Joana Gorjão Rodrigues, Tinta da China
The enemy, sugerido pela Joana Saraiva
A liberdade é uma luta constante, Angela Davis, Antígona
A escola infinita, Eva Gonçalves
Pedagogia da Autonomia - saberes necessários à prática educativa, Paulo Freire, Paz e Terra
Parábola do semeador, Octavia Butler
Manifiesto da Ternura Radical
Desobedecer, Frédéric Gros, Antígona

terceiro dia, 6 de julho

ALMOÇO
MÍSTICA
PEQUENO ALMOÇO
Teatro Fórum - que caminhos para agirmos em democracia?

PODCAST ESCOLA COMUNITÁRIA

Episódio 3

A minha verdade é sempre parcial

CELEBRAÇÃO, FECHO E DESPEDIDAS
ESTENDAL DA ESCOLA COMUNITÁRIA

Visita Guiada

Casa-Estúdio Carlos Relvas

Esta Escola teve também como objetivo aproximar as pessoas participantes do meio envolvente, tanto natural como cultural, proporcionando-lhes uma dinâmica regional mais imersiva e enriquecedora. Com este propósito, realizamos uma visita guiada à Casa-Estúdio Carlos Relvas, na Golegã. Porquê esta visita? Além de ser um edifício de grande valor arquitetónico e histórico na arte da fotografia a nível mundial, a Casa-Estúdio reflete o legado de Carlos Relvas, fotógrafo e inventor visionário. O que mais nos marcou na visita foi conhecer o seu profundo envolvimento com a Comunidade local que, através do seu trabalho e das suas iniciativas solidárias, gerou transformações sociais significativas na Golegã. Conhecer a vida e obra de Carlos Relvas, permitiu-nos ter um exemplo concreto de como um génio criou, através da sua arte, impacto a nível global e, através da sua solidariedade, um impacto local positivo nas Liberdade(s), Democracia(s) e Polarizações das pessoas à sua volta.

Ficha Técnica

Esta Memória e Síntese foi produzida no âmbito do projeto Sinergias ED, promovido pela FGS - Fundação Gonçalo da Silveira e pelo CEAUP - Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto.

  • Redação & Revisão: Joana Costa, Sandra Fernandes
  • Design Gráfico: Projeto Sinergias ED

O projeto Sinergias ED conta com o cofinanciamento do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, do GENE - Global Education Network Europe e com o apoio da Reitoria da Universidade do Porto.

Saiba mais no website do projeto Sinergias ED.

Jantar e Noite de Celebração

Animação: peça de teatro

FOGO, MEU! CAMELO!: A REVOLUÇÃO

Teatro Imagem

Como vemos, sentimos e agimos numa sociedade polarizada?

O Teatro Imagem integra a metodologia e a estética do Teatro do Oprimido (TO) como uma das suas técnicas e tem a intenção de ensaiar uma transformação da realidade, através do uso da imagem corporal e sem fazer uso da palavra. Em primeiro lugar, um espect-ator ou grupo de espect-atores foi convidado a eleger um tema a ser tratado, que podia ser local ou global, e que representasse uma forma de opressão com significado para a maioria do grupo. Esse tema devia ser apresentado numa imagem coletiva através dos corpos dos participantes e deveria refletir a forma como os participantes percebem as condições sociais dessa opressão. A imagem podia ser mudada (em silêncio, apenas “manipulando” os corpos dos e das colegas) pelo restante grupo até que houvesse consenso e pudesse ser considerada como figuração da imagem real (opressão). De seguida, os espect-atores foram convidados a modificarem as imagens para uma imagem ideal, na qual a opressão tivesse desaparecido. Por fim, criaram-se as imagens de transição entre o a imagem real e a imagem ideal. As mudanças entre as imagens de transição deveriam ocorrer de forma rápida, para evitar que o pensamento se traduzisse em palavras, mas apenas em imagens concretas. O Teatro Imagem permite dar corpo ao tema tratado, senti-lo e vê-lo. Trata-se não de representar, mas de figurar opressões. Como método compositivo permite soluções inesperadas, desbloqueios surpreendentes e com menos estruturas fixas, em que prevalece uma análise de cada instante, instância e gesto. O facto de as dinâmicas de Teatro Imagem acontecerem em silêncio permite uma relação mais direta e menos mediada com os temas em análise e promove uma reflexão conjunta através de um meio que permite encontrar perspetivas que muitas vezes permanecem ocultas numa abordagem teórica. Foi enriquecedor observar como, durante a atividade, teve lugar um debate apenas através dos corpos e da forma como cada pessoa alterou ou propôs alterar a composição das imagens.

A Cidade

Que lugar ocupamos na nossa vida coletiva?

Neste jogo, imaginamos habitar em conjunto uma cidade com as suas leis próprias. Procuramos colocar os participantes numa situação de confronto com regras impostas por uma ordem vigente, regras que não necessariamente são percebidas, que se podem intuir injustas ou aleatórias, mas que são apresentadas como importantes para o funcionamento da cidade e como garantia da harmonia entre os cidadãos. Estas regras envolvem a criação de fronteiras artificiais e apelam à rigidez dos comportamentos. A dois dos participantes foi previamente dada a instrução de não cumprirem nenhuma das regras impostas, o que tinha a intenção declarada de criar entropia e também conflito entre aqueles que decidiram seguir as regras, ainda que injustas, e os que não o fizeram. O intuito desta dinâmica era perceber as várias possibilidades de comportamento, do nosso e do alheio, e acordar um questionamento acerca de como lidamos com a autoridade, como nos comportamos perante uma injustiça, como lidamos com comportamentos diferentes dos nossos e que podem comportar algum grau de dissidência, quais os limites à nossa liberdade de ação, como resistimos a uma ordem que sentimos como violenta e como conseguimos não perder o sentido da ação coletiva quando o coletivo se comporta de forma heterogénea.O mais interessante nesta dinâmica foi a forma singular e inesperada como decorreu e tão diferente de todas as experiências que eu, como formadora, tinha tido até então com outros grupos com quem havia trabalhado. O grupo, fortemente politizado, e, em muitos casos, com experiência ativista encontrou soluções mais radicais do que aquelas com que habitualmente me confronto, que dificultaram ou quase impossibilitaram a continuação da imposição das regras. Foi, por isto mesmo, uma atividade interessante, sobretudo na conversa que se seguiu e nas questões individuais e coletivas que levantou.

Teatro Fórum

Que caminhos para agirmos em democracia?

O Teatro-Fórum é outra das modalidades do TO. Um grupo de espect-atores voluntariou-se para pensar e apresentar uma peça aos restantes elementos. No caso, o tema geral dessa peça foi previamente acordado com o restante grupo, de forma a garantir a pertinência do mesmo e a existência de proximidade real entre aquelas pessoas concretas e aquele tema específico. Um dos pressupostos do Teatro-Fórum é que a peça deve apresentar uma falha social ou política ilustrada através de uma situação concreta e de um conflito específico. A natureza de cada personagem deve evitar ambiguidades para que se possa identificar com precisão que papel cada uma ocupa na cadeia de opressão.

Os restantes elementos (os outros espect-atores) são convidados a assistir à peça e devem ser estimulados pelo curinga (papel atribuído a uma das participantes por via da sua familiaridade com o TO) a encontrar soluções para o conflito e a inventar novos modos de confrontar e superar a situação de opressão. Devem fazê-lo parando a cena que está a ser representada e substituindo o ator que consideram estar a agir de forma menos adequada e a não permitir ultrapassar a situação. De cada vez que alguém toma a iniciativa de substituir outra pessoa, assume-se protagonista e tem a oportunidade de testar e ensaiar as suas soluções na prática, observando os resultados que elas podem alcançar. A ideia é que se consiga que todos os participantes não apenas observem a situação, mas a sintam de forma empática e que todos se possam observar a si próprios em ação, não apenas como sujeitos, mas também como objetos dessa ação. Isto possibilita uma análise distanciada, oferecendo várias perspetivas e multiplicando os pontos de vista possíveis por meio dos quais se pode considerar cada situação. A ideia é que a discussão que esta atividade naturalmente provoca não trate necessariamente de multiplicar indefinidamente o número de propostas, mas trate de conseguir um processo de aproximação de reivindicações e que permita a passagem de uma demanda individual para uma prioridade coletiva.

Acolhiment o no Centro do Graal (SF)

O Graal é um movimento internacional de raiz cristã, aberto a outras tradições numa busca espiritual. Tem como missão a construção de uma cultura do cuidado, alicerçada na responsabilidade social, na intervenção cultural, na exigência ética e estética, sempre num apelo à Transcendência. O Graal está sediado em Lisboa, mas tem na Golegã um dos seus Centros e refúgios. Foi neste espaço que a Comunidade Sinergias ED e esta Escola Comunitária foi (tão bem) acolhida.

Interconhecimento

Desenhar o próprio corpo

Num momento inicial, cada participante foi convidado a relaxar de olhos fechados e a imaginar-se numa situação quotidiana qualquer, a primeira que surgisse. De seguida, foi sugerido que cada pessoa se desenhasse tal como se imaginou e que fizesse esse desenho de olhos fechados. Finalmente, cada pessoa deveria apresentar-se ao grupo a partir e através do seu desenho. Podemos dividir o sentido deste desafio inicial em duas partes: Por um lado, promover uma forma de apresentação ao grupo livre das habituais fórmulas normativas, que acabam por dizer muito pouco acerca de quem se é e de como se está naquele momento e, por outro, desbloquear uma forma de expressão relativamente à qual há muitos bloqueios (desenho) por via da sua execução de olhos fechados, preparando desta forma a cabeça e o corpo para uma expressão o mais possível livre de julgamentos, democrática e horizontal, criando um clima de intimidade e confiança propícios ao desenvolvimento dos trabalhos.

Como navegar através dos elementos interativos?

Ao longo das próximas páginas poderá encontrar elementos interativos que orientam para aprofundar os conteúdos. Os mais comuns são:
  • Avançar/Recuar
  • Índice de navegação
  • Botões de acesso a mais conteúdos
  • Ficha técnica