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Video Arte' e Corpo como suporte artistico

Kalebe Silva

Created on November 27, 2024

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Transcript

Video Arte' e Corpo como suporte artistico

trabalho realizado por kalebe M2A

1. Introdução

Contextualização da Video Art:Video Arte A Video Arte é uma forma de expressão artística que utiliza o vídeo como meio principal. Diferente da televisão ou do cinema tradicional, a videoarte não tem necessariamente uma narrativa linear, nem depende de enredos ou personagens. Ela explora a imagem em movimento como linguagem plástica e conceptual. O seu surgimento, nos anos 60, está ligado ao desenvolvimento de novas tecnologias, como o gravador portátil Portapak da Sony. O artista coreano Nam June Paik foi um dos primeiros a utilizá-lo, marcando o início do vídeo como arte. Desde então, artistas têm explorado as possibilidades do tempo, do som, da manipulação digital e da interação com o espaço e o espectador. A Video Arte é muitas vezes apresentada em instalações, com múltiplos ecrãs, som envolvente e ambientes imersivos, transformando o espectador em parte ativa da obra.

Body Art / Performance Art / Happening

A Body Art e a Performance Art surgiram como resposta ao formalismo das belas artes. Nos anos 60 e 70, artistas passaram a utilizar o próprio corpo como suporte artístico, desafiando convenções e fronteiras entre arte e vida.

Body Art: Utiliza o corpo como tela ou escultura viva. O artista transforma o próprio corpo para comunicar dor, prazer, identidade, política ou transformação. Performance Art: A arte acontece em tempo real, ao vivo. Pode ser planejada ou espontânea. Muitas performances são documentadas apenas por vídeo ou fotografia, o que gera debates sobre efemeridade e autenticidade. Happenings: Acontecem como eventos participativos, com intervenção do público, quebrando a divisão entre artista e espectador. Artistas como Marina Abramović, Yoko Ono, Joseph Beuys e Yayoi Kusama foram pioneiros na exploração desses géneros, criando obras intensas, muitas vezes desconfortáveis, que continuam a influenciar a arte contemporânea.

2. Artistas Escolhidos

Instalação e Video Arte Nam June Paik (Coreia do Sul/EUA) Bill Viola (EUA)

Body Art / Performance Art Marina Abramović (Sérvia) Yayoi Kusama (Japão)

3. Breve Biografia dos Artistas

Nam June Paik (1932–2006)Considerado o “pai da videoarte”, foi um artista inovador que viu o potencial artístico do vídeo quando ainda era uma tecnologia nova. Trabalhou com televisões modificadas, vídeo escultura, instalações interativas e até robôs. Colaborou com artistas como John Cage e Charlotte Moorman, promovendo a fusão entre som, imagem e tecnologia.

3. Breve Biografia dos Artistas

Bill Viola (1951–)Artista norte-americano contemporâneo. Suas obras tratam temas espirituais, filosóficos e humanistas, como vida, morte, luz, renascimento, água e o tempo. Produz instalações de vídeo imersivas, com imagens em câmara lenta que convidam à contemplação.

3. Breve Biografia dos Artistas

Marina Abramović (1946–)Nascida na Sérvia, é uma das artistas de performance mais influentes do século XX. Conhecida por performances que exploram o limite físico e psicológico, como ficar imóvel por horas ou interagir diretamente com o público. Foi pioneira na arte da presença e no uso do corpo como principal meio artístico.

3. Breve Biografia dos Artistas

Yayoi Kusama (1929–)Artista japonesa com uma carreira longa e inovadora. Sofre de perturbações mentais e vive voluntariamente num hospital psiquiátrico, o que influencia sua produção. Conhecida pelos seus “Infinity Rooms”, performances psicadélicas e obsessão por bolinhas (polka dots).

4. Análise de 3 Obras (Instalação / Video Arte)

1. “TV Garden” – Nam June Paik (1974)Data: 1974 Local de Exposição: Whitney Museum, Guggenheim, entre outros Conceito: Televisores antigos espalhados entre plantas tropicais. As televisões exibem vídeos experimentais do artista. Mensagem: União entre natureza e tecnologia. A televisão é apresentada como um organismo vivo. Importância: Rompe a perceção da TV como objeto passivo; propõe nova ecologia visual e sensorial.

2. “The Crossing” – Bill Viola (1996)

Data: 1996 Local de Exposição: MoMA (NY), Tate Modern Conceito: Um homem caminha em câmara lenta e é envolvido por água e fogo. Mensagem: Dualidade entre destruição e purificação. Importância: Usa o vídeo como meio meditativo. O espectador é convidado à introspeção e contemplação.

3. “Ascension” – Bill Viola (2000)

Data: 2000 Local: James Cohan Gallery Conceito: Um corpo cai na água, e sons profundos ecoam. Mensagem: Transcendência, libertação da alma, ascensão espiritual. Importância: Amplia a experiência sensorial e espiritual através da imagem em movimento.

5. Análise de 2 Performances (Body Art / Performance Art)

1. “The Artist is Present” – (2010)Data: 2010 Local: MoMA, Nova Iorque Conceito: A artista sentou-se imóvel numa cadeira durante 736 horas, em silêncio, encarando cada visitante que se sentava à sua frente. Propósito: Explorar a presença, o tempo, a vulnerabilidade e a conexão emocional. Impacto: Mais de 1.500 pessoas participaram. Várias choraram. A obra tornou-se símbolo da arte da presença e da resistência.

2. “Self-Obliteration” – Yayoi Kusama (1968)

Data: 1968 Local: Japão e EUA Conceito: Kusama cobre tudo — seu corpo, o ambiente, outras pessoas — com bolinhas coloridas. Propósito: Apagar a identidade individual e atingir um estado de fusão com o cosmos. Importância: Antecipou debates sobre identidade, obsessão e a repetição como linguagem artística.

Conclusão

6. ConclusãoAtravés deste estudo, foi possível compreender como a arte contemporânea rompe com os limites tradicionais e introduz novas formas de experienciar o mundo. A Instalação e Video Arte transformam o espaço em experiência, tornando o espectador parte da obra. A Performance Art e Body Art usam o corpo como linguagem, abordando temas como dor, presença, identidade e transcendência. Artistas como Nam June Paik, Bill Viola, Marina Abramović e Yayoi Kusama continuam a influenciar gerações de criadores e a desafiar a perceção da arte.

Embarque para Citera, de Jean-Antoine Watteau.

A obra 'Embarque para Citera' de Watteau exemplifica as fêtes galantes, cenas bucólicas e românticas típicas do Rococó.