Apresentaçaõ sobre a crónica " geração lunar " de Maria Judite de Carvalho. 9F N7
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Tabalho realizado po Eduardo Rodrigues
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1. Apresentação da crónica
2. Aspetos
3. Apreciação crítica
Aspetos
Tema : - geração atual Assunto : - Uma menina da geração atual que considera que quase seria impossível viver sem os equipamentos tecnológicos de hoje em dia. Linguagem : - Informal Recursos expressivos : - Anáfora (sem)
Apreciação c´rtica
aspetos apelativos
Aspetos menos atraentes
- Para mim a crónica em si não teve aspetos assim tão fortes, por isso não puz nenhum aspeto apelativo
- O menos atraente foi a descrição do castelo " Era uma garotinha pequena de visita a um palácio, o da vila de Sintra, creio eu. Ou seria o de Queluz? Um palácio real em todo o caso, daqueles de salas imensas, e móveis importantes, de museu, agressivamente dignos, afetados, saídos das mãos de um autor conhecido, como os quadros e as estátuas. "
Geração lunar
Era uma garotinha pequena de visita a um palácio, o da vila de Sintra, creio eu. Ou seria o de Queluz? Um palácio real em todo o caso, daqueles de salas imensas, e móveis importantes, de museu, agressivamente dignos, afetados, saídos das mãos de um autor conhecido, como os quadros e as estátuas. Quem pode conviver com um móvel assim? A menina parou, olhou, observou com atenção. Teria seis, sete anos. Depois de muito olhar, de por assim dizer entrar ou tentar entrar no ambiente, voltou-se para os pais e disse, lamentando muito: «Como esta pobre gente vivia!» Os presentes sorriram e até riram com vontade. Com que então aquela pobre gente! Com que então… Pois claro, aquela pobre gente sem aparelho de rádio nem televisão, que aborrecimento naquelas grandes salas doiradas, sem ir ao cinema sequer, naquela imensa cozinha sem máquinas. Não, aquilo já não servia para os sonhos de oito anos (ou sete). Isso era dantes, quando nós éramos crianças e lidávamos com princesas e príncipes encantados. A miudinha, ali, era porém produto de uma civilização diferente, sem estúpidos e velhos sonhos de palácio, com desejos mais modestos muito mais confortáveis e fabulosos, como estar sentado na sala de estar sem doirados nem móveis de autor, a ver no pequeno ecrã os homens a passear na Lua. Sim, sim, ela, a menina, tinha razão. Porque aquela pobre gente nem sequer suspeitava. Para ali estava naquelas grandes salas luxuosas, sem nada saber de uma próxima geração lunar. Que nós ainda achamos maravilhosa. Que para a menina, ali, no palácio real, é tão natural talvez como respirar. Como aquela pobre gente vivia.
Autora : Maria Judite de Carvalho Data de Nascimento : Lisboa, 18 de Setembro de 1921 Biografia : - Tendo nascido em Lisboa (os pais viviam na Bélgica), desde os três meses de idade foi criada e educada por tias paternas, num meio austero e de extrema contenção. Aos quatro anos morreu-lhe uma das tias, aos oito a mãe, que mal conheceu, e pouco depois o meio irmão, pelo lado materno. Com dez anos, foi a vez de uma outra tia e, com quinze anos, o pai, que continuara a viver na Bélgica, foi dado como desaparecido.
Apresentação Quadro Negro
Eduardo Rodrigues
Created on November 27, 2024
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1. Apresentação da crónica
2. Aspetos
3. Apreciação crítica
Aspetos
Tema : - geração atual Assunto : - Uma menina da geração atual que considera que quase seria impossível viver sem os equipamentos tecnológicos de hoje em dia. Linguagem : - Informal Recursos expressivos : - Anáfora (sem)
Apreciação c´rtica
aspetos apelativos
Aspetos menos atraentes
- Para mim a crónica em si não teve aspetos assim tão fortes, por isso não puz nenhum aspeto apelativo
- O menos atraente foi a descrição do castelo " Era uma garotinha pequena de visita a um palácio, o da vila de Sintra, creio eu. Ou seria o de Queluz? Um palácio real em todo o caso, daqueles de salas imensas, e móveis importantes, de museu, agressivamente dignos, afetados, saídos das mãos de um autor conhecido, como os quadros e as estátuas. "
Geração lunar
Era uma garotinha pequena de visita a um palácio, o da vila de Sintra, creio eu. Ou seria o de Queluz? Um palácio real em todo o caso, daqueles de salas imensas, e móveis importantes, de museu, agressivamente dignos, afetados, saídos das mãos de um autor conhecido, como os quadros e as estátuas. Quem pode conviver com um móvel assim? A menina parou, olhou, observou com atenção. Teria seis, sete anos. Depois de muito olhar, de por assim dizer entrar ou tentar entrar no ambiente, voltou-se para os pais e disse, lamentando muito: «Como esta pobre gente vivia!» Os presentes sorriram e até riram com vontade. Com que então aquela pobre gente! Com que então… Pois claro, aquela pobre gente sem aparelho de rádio nem televisão, que aborrecimento naquelas grandes salas doiradas, sem ir ao cinema sequer, naquela imensa cozinha sem máquinas. Não, aquilo já não servia para os sonhos de oito anos (ou sete). Isso era dantes, quando nós éramos crianças e lidávamos com princesas e príncipes encantados. A miudinha, ali, era porém produto de uma civilização diferente, sem estúpidos e velhos sonhos de palácio, com desejos mais modestos muito mais confortáveis e fabulosos, como estar sentado na sala de estar sem doirados nem móveis de autor, a ver no pequeno ecrã os homens a passear na Lua. Sim, sim, ela, a menina, tinha razão. Porque aquela pobre gente nem sequer suspeitava. Para ali estava naquelas grandes salas luxuosas, sem nada saber de uma próxima geração lunar. Que nós ainda achamos maravilhosa. Que para a menina, ali, no palácio real, é tão natural talvez como respirar. Como aquela pobre gente vivia.
Autora : Maria Judite de Carvalho Data de Nascimento : Lisboa, 18 de Setembro de 1921 Biografia : - Tendo nascido em Lisboa (os pais viviam na Bélgica), desde os três meses de idade foi criada e educada por tias paternas, num meio austero e de extrema contenção. Aos quatro anos morreu-lhe uma das tias, aos oito a mãe, que mal conheceu, e pouco depois o meio irmão, pelo lado materno. Com dez anos, foi a vez de uma outra tia e, com quinze anos, o pai, que continuara a viver na Bélgica, foi dado como desaparecido.