"Será que Deus existe?"
A problemática da existência de Deus
objetivo
Principal
- Explorar a problemática da existência de Deus abordando criticamente os argumentos Cosmológico de Tomás de Aquino, e Teleológico de William Paley, bem como os conceitos de causa primeira e de desígnio adjacentes a estes.
Índice
12. Obrigado
11. Crítica com base em Charles Darwin
10. Crítica com base em Charles Darwin
9. Resumo do Argumento Teleológico
8. Argumento Teleológico
7. Ponto de Partida 2
6. William Paley
5. Vários tipos de argumentos cosmológicos
4. Resumo do Argumento Cosmológico
3. Argumento Cosmológico
2. Ponto de Partida 1
1. Tomás de Aquino
Autores destes argumentos
Tomás de Aquino
Teólogo; frade católico da Ordem dos Pregadores Viveu no séc. XIII Itália
“A gravidade é precisamente tão forte quanto precisa de ser” “E se a razão entre a força eletromagnética e a força forte não fosse 1%, a vida não existiria. Quais são as chances de que isso acontecesse por si só?”
“A precisão do universo pelo menos torna lógico concluir que há um Criador”
-Chuck Lorre e Steven Molaro, «Young Sheldon».
Ponto de Partida
Argumento cosmológico (argumento da causa primeira)
Argumento: 1- Existem seres sensíveis.
2- Todos os seres sensíveis têm causas.
3- Nenhum ser sensível é causa de si próprio.
4- A cadeia de causas dos seres sensíveis não pode regredir até ao infinito.
5- Logo tem de existir uma primeira causa - que é Deus.
Exemplo: Ao colocarmos água numa planta, causa o seu crescimento. Este exemplo é apresentado de modo a que possamos perceber que para todos os seres sensíveis existe uma causa (algo que provoca um efeito). Para este termo tão nosso conhecido na atualidade, Tomás de Aquino recorria à expressão »Causa Eficiente», de modo a englobar vários tipos de causa.
O argumento cosmológico, desenvolvido por Tomás de Aquino, principalmente através das «Cinco Vias», propõe que a existência do universo exige uma causa primeira não causada, que ele identifica como Deus. Aquino parte da observação de que tudo no mundo tem uma causa, e, se a cadeia de causas fosse infinita, não haveria um início para o que existe. Assim, ele conclui que deve existir um ser necessário e imutável, cuja existência não dependa de outro ser, que seja a causa primeira e última de tudo.
Legenda: -Assim como um comboio descarrilado, também este argumento leva a uma regressão infinita numa busca incessante pela causa primeira;
Autores destes argumentos
William Paley
Teólogo e filósofo britânico Viveu no séc. XVIII e XIX Reino Unido
Ao atravessar um terreno árido/mata, suponhamos que eu tropeçava numa pedra e me perguntasse como é que a pedra foi ali parar; Eu poderia possivelmente responder que, por qualquer coisa que eu soubesse em contrário, ela permaneceu ali para sempre: nem seria talvez muito fácil mostrar o absurdo desta resposta. Mas suponha que eu encontre um relógio no chão e deva ser perguntado como o relógio estava naquele lugar; Eu dificilmente pensaria na resposta que dei antes, de que, pelo que eu soubesse, o relógio poderia ter sempre estado lá. No entanto, porque razão esta resposta não deveria servir tanto para o relógio quanto para a pedra?
Por que não é admissível no segundo caso, como no primeiro? Por esta razão, e por nenhuma outra, vejo que, quando inspecionamos o relógio, percebemos (o que não pudemos descobrir na pedra) que as suas diversas partes estão emolduradas e montadas para um propósito, por ex. que eles são formados e ajustados de modo a produzir movimento, e esse movimento é regulado de modo a indicar a hora do dia; que se as diferentes partes tivessem uma forma diferente do que são, um tamanho diferente do que são, ou colocadas de qualquer outra maneira, ou em qualquer outra ordem, diferente daquela em que estão colocadas, ou nenhum movimento seria realizado na máquina, ou nenhuma que atendesse ao uso que agora é feito dela. -Natural Theology, William Paley (Páginas 10-11, Cap. I)
Argumento Teleológico (argumento do desígnio)
Argumento: 1- As coisas naturais apresentam em si, nos seus próprios atos, um sentido «teleológico» (feito com um desígnio). Não é racional afirmar que as coisas naturais são obra do acaso.
2- Se as coisas naturais apresentam em si, nos seus próprios atos, um sentido «teleológico» (feito com um desígnio), e não é racional afirmar que as coisas naturais são obra do acaso, então essas mesmas foram criadas e organizadas desse meio por um ser dotado de inteligência e conhecimento (e, para além disso, poder) suficiente para tal desígnio.
3- Se as coisas naturais foram criadas e organizadas desse meio por um ser dotado de inteligência e conhecimento (e, para além disso, poder) suficiente para tal desígnio, então pode ser confirmada a existência desse ser (Deus).
4- Logo, esse ser - que é Deus - existe.
Exemplo: Os Braços têm uma forma que lhes permite a sua função, isto é, segurar objetos, ler, escrever, entre outras funções. Este exemplo permite-nos elucidar acerca de que as coisas naturais (neste caso, os braços), estão relativas a um objetivo ou finalidade (neste caso, segurar objetos, ler, escrever, etc.), e são feitas com um desígnio (um propósito, uma intenção, que, neste caso, é os braços terem uma forma que lhes permita desempenhar estas funções).
O argumento teleológico
- parte da analogia entre o universo e um relógio;
- argumenta que, assim como um relógio complexo e bem ajustado implica a existência de um relojoeiro, a ordem e a complexidade do universo indicam a existência de um Designer inteligente;
- evidência de um propósito e uma organização no cosmos só pode ser explicada pela ação de uma mente superior.
Charles Darwin
“Pai da Teoria da Evolução”
Quem foi Charles Darwin?
- Naturalista britânico (1809–1882) que transformou o entendimento da vida.
- Conhecido pela teoria da evolução por seleção natural.
Principais Contribuições:
- Viagem no HMS Beagle (1831–1836) e Publicação de A Origem das Espécies (1859):
- Durante sua viagem, Darwin observou a diversidade de espécies nas Ilhas Galápagos e notou como características como o bico dos tentilhões variavam de acordo com o ambiente.
- Com base nessas observações, desenvolveu a teoria da evolução por seleção natural, que propõe que as espécies evoluem ao longo do tempo por meio de adaptations favorecidas pela sobrevivência.
Teoria da Evolução por Seleção Natural
Princípios Básicos:
- Variedade nas Espécies: Diferenças entre indivíduos favorecem
adaptações.
- Luta pela Sobrevivência: Organismos competem por recursos limitados.
- Sobrevivência dos Mais Aptos: Apenas os organismos mais adaptados sobrevivem e reproduzem.
Evidências Científicas:
- Fósseis: Demonstram mudanças graduais, como o Archaeopteryx, que conecta dinossauros a aves.
- Estruturas Homólogas: Órgãos similares (ex.: membros humanos e asas de morcegos) indicam ancestralidade comum.
- Adaptações: O pescoço longo da girafa mostra como a seleção natural molda espécies para sobreviverem em seus ambientes.
Conclusão Teleológica
Este contra-argumento ajuda-nos a compreender melhor a resposta à pergunta “Será que a Vida surgiu de um ser não vivo?” (comum do ateísmo).Reparamos que a vida vegetal surge de vida vegetal, vida animal surge de vida animal, a vida humana surge de vida humana; tornando plausível e mais certo que a Vida, e o Universo em que está contida, devam surgir também de Vida, com um desígnio e ordem, e não ao acaso. Torna plausível a existência de Deus pois sem Ele, a nossa existência seria reduzida à insignificância de matéria e energia, e o nosso valor reduzido a um mero Acidente cósmico.
Obrigado!
Apresentação de Filosofia
41467- DINIS RODRIGUES IGL�SIAS FERREIRA
Created on November 25, 2024
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Transcript
"Será que Deus existe?"
A problemática da existência de Deus
objetivo
Principal
Índice
12. Obrigado
11. Crítica com base em Charles Darwin
10. Crítica com base em Charles Darwin
9. Resumo do Argumento Teleológico
8. Argumento Teleológico
7. Ponto de Partida 2
6. William Paley
5. Vários tipos de argumentos cosmológicos
4. Resumo do Argumento Cosmológico
3. Argumento Cosmológico
2. Ponto de Partida 1
1. Tomás de Aquino
Autores destes argumentos
Tomás de Aquino
Teólogo; frade católico da Ordem dos Pregadores Viveu no séc. XIII Itália
“A gravidade é precisamente tão forte quanto precisa de ser” “E se a razão entre a força eletromagnética e a força forte não fosse 1%, a vida não existiria. Quais são as chances de que isso acontecesse por si só?” “A precisão do universo pelo menos torna lógico concluir que há um Criador” -Chuck Lorre e Steven Molaro, «Young Sheldon».
Ponto de Partida
Argumento cosmológico (argumento da causa primeira)
Argumento: 1- Existem seres sensíveis. 2- Todos os seres sensíveis têm causas. 3- Nenhum ser sensível é causa de si próprio. 4- A cadeia de causas dos seres sensíveis não pode regredir até ao infinito. 5- Logo tem de existir uma primeira causa - que é Deus.
Exemplo: Ao colocarmos água numa planta, causa o seu crescimento. Este exemplo é apresentado de modo a que possamos perceber que para todos os seres sensíveis existe uma causa (algo que provoca um efeito). Para este termo tão nosso conhecido na atualidade, Tomás de Aquino recorria à expressão »Causa Eficiente», de modo a englobar vários tipos de causa.
O argumento cosmológico, desenvolvido por Tomás de Aquino, principalmente através das «Cinco Vias», propõe que a existência do universo exige uma causa primeira não causada, que ele identifica como Deus. Aquino parte da observação de que tudo no mundo tem uma causa, e, se a cadeia de causas fosse infinita, não haveria um início para o que existe. Assim, ele conclui que deve existir um ser necessário e imutável, cuja existência não dependa de outro ser, que seja a causa primeira e última de tudo.
Legenda: -Assim como um comboio descarrilado, também este argumento leva a uma regressão infinita numa busca incessante pela causa primeira;
Autores destes argumentos
William Paley
Teólogo e filósofo britânico Viveu no séc. XVIII e XIX Reino Unido
Ao atravessar um terreno árido/mata, suponhamos que eu tropeçava numa pedra e me perguntasse como é que a pedra foi ali parar; Eu poderia possivelmente responder que, por qualquer coisa que eu soubesse em contrário, ela permaneceu ali para sempre: nem seria talvez muito fácil mostrar o absurdo desta resposta. Mas suponha que eu encontre um relógio no chão e deva ser perguntado como o relógio estava naquele lugar; Eu dificilmente pensaria na resposta que dei antes, de que, pelo que eu soubesse, o relógio poderia ter sempre estado lá. No entanto, porque razão esta resposta não deveria servir tanto para o relógio quanto para a pedra?
Por que não é admissível no segundo caso, como no primeiro? Por esta razão, e por nenhuma outra, vejo que, quando inspecionamos o relógio, percebemos (o que não pudemos descobrir na pedra) que as suas diversas partes estão emolduradas e montadas para um propósito, por ex. que eles são formados e ajustados de modo a produzir movimento, e esse movimento é regulado de modo a indicar a hora do dia; que se as diferentes partes tivessem uma forma diferente do que são, um tamanho diferente do que são, ou colocadas de qualquer outra maneira, ou em qualquer outra ordem, diferente daquela em que estão colocadas, ou nenhum movimento seria realizado na máquina, ou nenhuma que atendesse ao uso que agora é feito dela. -Natural Theology, William Paley (Páginas 10-11, Cap. I)
Argumento Teleológico (argumento do desígnio)
Argumento: 1- As coisas naturais apresentam em si, nos seus próprios atos, um sentido «teleológico» (feito com um desígnio). Não é racional afirmar que as coisas naturais são obra do acaso. 2- Se as coisas naturais apresentam em si, nos seus próprios atos, um sentido «teleológico» (feito com um desígnio), e não é racional afirmar que as coisas naturais são obra do acaso, então essas mesmas foram criadas e organizadas desse meio por um ser dotado de inteligência e conhecimento (e, para além disso, poder) suficiente para tal desígnio. 3- Se as coisas naturais foram criadas e organizadas desse meio por um ser dotado de inteligência e conhecimento (e, para além disso, poder) suficiente para tal desígnio, então pode ser confirmada a existência desse ser (Deus). 4- Logo, esse ser - que é Deus - existe.
Exemplo: Os Braços têm uma forma que lhes permite a sua função, isto é, segurar objetos, ler, escrever, entre outras funções. Este exemplo permite-nos elucidar acerca de que as coisas naturais (neste caso, os braços), estão relativas a um objetivo ou finalidade (neste caso, segurar objetos, ler, escrever, etc.), e são feitas com um desígnio (um propósito, uma intenção, que, neste caso, é os braços terem uma forma que lhes permita desempenhar estas funções).
O argumento teleológico
Charles Darwin
“Pai da Teoria da Evolução”
Quem foi Charles Darwin?
Principais Contribuições:
Teoria da Evolução por Seleção Natural
Princípios Básicos:
- Variedade nas Espécies: Diferenças entre indivíduos favorecem
adaptações.Evidências Científicas:
Conclusão Teleológica
Este contra-argumento ajuda-nos a compreender melhor a resposta à pergunta “Será que a Vida surgiu de um ser não vivo?” (comum do ateísmo).Reparamos que a vida vegetal surge de vida vegetal, vida animal surge de vida animal, a vida humana surge de vida humana; tornando plausível e mais certo que a Vida, e o Universo em que está contida, devam surgir também de Vida, com um desígnio e ordem, e não ao acaso. Torna plausível a existência de Deus pois sem Ele, a nossa existência seria reduzida à insignificância de matéria e energia, e o nosso valor reduzido a um mero Acidente cósmico.
Obrigado!