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Inibidores de Protease do VIH
Mariana Lucio
Created on November 23, 2024
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Transcript
Inibidores de protease do hiv
Ritonavir
índice
- Sobre o HIV
- Terapêutica antirretroviral
- O ritonavir
- Conflitos sociais
- Farmacocinética: AD(M)E
- Metabolização do ritonavir e as CYPs envolvidas
- Interações fármaco-fármaco
- Referências
HIV
O HIV causa a SIDA, atacando as células T CD4+. A diminuição destas células enfraquece o sistema imunológico. Existem dois tipos de HIV: HIV-1 e HIV-2
2. Fusão das membranas, pela gp41, permitindo a entrada do vírus.
5. Proteínas e mRNA juntam-se, formando novos vírus imaturos.
1. Vírus liga-se à célula através da gp120, interagindo com CD4.
4. O DNA viral é integrado no núcleo e transcrito em mRNA.
3. RNA viral é convertido em DNA pela transcriptase reversa.
Ciclo de vida do HIV
Terapêutica antirretroviral
medicamentos antirretrovirais
Medicamentos antirretrovirais reduzem os danos no sistema imunitário, mas não curam a infeção. Estes melhoraram a qualidade de vida e reduzem o risco de transmissão.
Ritonavir
ritonavir
C 37 H 48 N 6 O 5 S 2
RITONAVIR
- O ritonavir é um inibidor de protease, introduzido na década de 90 como terapia para o HIV/SIDA.
- Este liga-se ao centro ativo da protease para inibir a sua atividade.
- As proteínas virais são produzidas na forma de precursores polipeptídicos, tais como, Gag e Gag-Pol.
- Para que essas proteínas se tornem funcionais, a protease do HIV cliva essas poliproteínas.
- Uma vez inibida, as poliproteínas permanecem não funcionais.
Efeitos secundários
O ritonavir já não é mais usado como fármaco antirretroviral. Este desenvolve rápida resistência viral e causa efeitos secundários. Apenas usado como potenciador de outros inibidores de protease, com uma dose de 100 ou 200 mg.
Altas quantidades
Aumento dos triglicéridos e das enzimas hepáticas, náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal, dor de cabeça, fraqueza, lipodistrofia, ansiedade, ...
Baixas quantidades
Aumento dos níveis de gordura no sangue.
Raros
Alterações no ritmo cardíaco.
Conflitos sociais
Conflitos sociais
Nos anos 90 e 2000, África do Sul enfrentou uma grave epidemia de HIV, não tendo acesso a medicamentos essenciais.
A lei de 1997 permitiu a produção de versões genéricas de medicamentos.
Pfizer processa a África do Sul por violação da patente.
O apoio de países como Índia e Brasil, levou à vitória judicial de África, em 2001.
FARMACOCINÉTICA: ADME
1. Absorção
2. Distribuição
FarmacocinéticaADME
3. Metabolização
4. Excreção
absorção
A meia-vida do Ritonavir é cerca de 3-5 horas.
1. Absorção
2. Distribuição
FarmacocinéticaADME
3. Metabolização
4. Excreção
DISTRIBUIÇÃO
O ritonavir é lipofílico, tendo elevada capacidade de atravessar membranas celulares.
O volume de distribuição estimado é de 0,41 ± 0,25 L/kg.
98-99% do fármaco liga-se a proteínas: albumina (HSA) e glicoproteína ácida alfa-1.
1. Absorção
2. Distribuição
FarmacocinéticaADME
3. Metabolização
4. Excreção
EXCREÇÃO
- O ritonavir é excretado principalmente nas fezes.
- A eliminação é lenta devido à sua alta lipofilicidade.
8,8 ± 3,3 L/h
Depuração oral
Metabolização
Ritonavir
CYP3A4 CYP2D6
metabolizaçãoPrincipal
Metabolitos do Ritonavir
A metabolização do ritonavir abrange reações de fase I e reações de fase II, sendo que as de fase I predominam no metabolismo deste fármaco.
Fase I - Predominantemente Oxidação
Fase II - Reações de Conjugação
Essencial para gerar metabolitos, embora o ritonavir circule predominantemente na forma inalterada.
- Hidroxilação da cadeia lateral isopropílica
- N-desmitilação
- Clivagem dos grupos tiazol terminal ou isopropil-tiazol
Complementa a metabolização, e torna os compostos mais hidrossolúveis para facilitar sua excreção.
- Glucuronidação do ritonavir e metabolitos
Enzimas: CYP3A4 e CYP2D6
Enzimas: UGTs
Ritonavir
CYP3A4 CYP2D6
metabolizaçãoPrincipal
Metabolitos do Ritonavir
Título ncdsncncknxc1
efeito do ritonavir na biodisponibilidade de fármacos
inibição de proteínas transportadoras
Inibição da cyp2d6
Inibição da cyp3a4
Indução da cyp2c19
indução da CYP2C9
Indução da cyp1A2
Indução da cyp2b6
Indução da cyp2c8
interações fármaco-fármaco
INIBIDORES DA CYP3A4
exemplos:
adagrasib, aprepitant, atomoxetine, boceprevir, ceritinib, chloramphenicol, cimetidine, ciprofloxacin, clarithromycin, crizotinib, delavirdine, diltiazem, entrectinibi, erythromycin, esomeprazole, fluconazole, grapefruit juice, idelalisib, imatinibe, indinavir, itraconazole, ivacaftor, ketoconazole, lesinurad, letermovir, mibefradil, mifepristone, nefazodone, nelfinavir, netupitant, omeprazole, quercetin, ribociclib, ritonavir, rucaparib, saquinavir, simeprevir, star fruit, telaprevir, telithromycin, tucatinib, verapamil, voriconazole
itraconazole
Níveis elevados potenciam os efeitos terapêuticos e aumentam os níveis de toxicidade. Os principais riscos são:
- Hepatoxicidade, aumentando a probabilidade de lesão no fígado.
- Cardiotoxicidade, desencadeando arritmias graves.
- Toxicidade sistémica, em medicamentos metabolizados pela CYP3A4.
INDUTORES DA CYP3A4
exemplos:
betamethasone, brigatinib, carbamazepine, clobazam, dabrafenib, dexamethasone, efavirenz, elagolix, enzalutamide, eslicarbazepine, lorlatinib, methylprednisolone, modafinile, nevirapine, oxcarbazepine, phenobarbital phenytoin, pioglitazone, prednisolone, prednisone, rifabutin, rifampin, sotorasibi, st. john's wort, telotristat, troglitazone, vemurafenib
Fortes indutores:
Rifampicina, fenitoína, carbamazepina, e fenobarbital.
RIFAMPICINA
- Compromete a eficácia dos tratamentos antirretrovirais.
- Pacientes em risco de falha terapêutica.
- A subexposição ao ritonavir desenvolve resistência do vírus.
referências
1. “Ritonavir: Uses, Interactions, Mechanism of Action | DrugBank Online”, https://go.drugbank.com/drugs/DB00503 (consultado a 11/11/2024) 2. «HIV: Mechanisms of Action of Protease Inhibitors (PIs) - YouTube», https://www.youtube.com/watch?v=MK2r8J7SCSg&t=95s (consultado a 14/11/2024) 3. «The Effect of Food on Ritonavir Bioavailability Following Administration of Ritonavir 100 mg Film-Coated Tablet in Healthy Adult Subjects”, https://www.natap.org/2008/InterHIV/InterHIV_46.htm (consultado a 21/11/2024) 4. A. A. Carvalho, K. S. Lima, A. O. D. Mesquita, “Paxlovid: desenvolvimento, farmacologia e implicações para a prática farmacêutica”, Research, Society and Development, vol. 12, no. 5, 2023. 5. B. Talha e A. S. Dhamoon, «Ritonavir», xPharm: The Comprehensive Pharmacology Reference, pp. 1–6, Ago. 2023, doi: 10.1016/B978-008055232-3.62543-7. 6. D. A. Flockhart, “Interações medicamentosas Tabela ™ de Flockhart”, https://drug-interactions.medicine.iu.edu/MainTable.aspx (consultado a 17/11/2024) 7. I. F. Sevrioukova, T. L. Poulos, “Ritonavir analogues as a probe for deciphering the cytochrome P450 3A4 inhibitory mechanism”, Curr Top Med Chem., vol. 14, no. 11, pp. 1348–1355, ago. 2015. 8. L.I. Malaty, J.J. Kuper, “Drug Interactions of HIV Protease Inhibitors”, Drug-Safety, vol. 20, p. 147–169, 1999. https://doi.org/10.2165/00002018-199920020-00005 9. M. G. esteves, “Cura da infecção por HIV: conceitos e aplicações”, Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, nov., 2014. 10. N. Gerber, “Metabolism of the human immunodeficiency virus protease inhibitors indinavir and ritonavir by human intestinal microsomes and expressed cytochrome P4503A4/3A5: mechanism-based inactivation of cytochrome P4503A by ritonavir”, Drug metabolism and disposition: the biological fate of chemicals, vol. 26, no.6, pp. 552–561, 1998. 11. R. C. S. Ferreira, A. Riffel, A. E. G. Sant’Ana, “HIV: Mecanismo de Replicação, Alvos Farmacológicos e Inibição por Produtos Derivados de Plantas”, Quim. Nova, vol. 33, no. 8, pp. 1743-1755, 2010. 12. S. Nyamweya, A. Hegedus, A. Jaye, S. Rowland-Jones, K. L. Flanagan, e D. C. Macallan, “Comparing HIV-1 and HIV-2 infection: Lessons for viral immunopathogenesis”, Rev Med Virol, vol. 23, no. 4, pp. 221–240, jul. 2013, doi: 10.1002/RMV.1739.