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Transcript
Os Genes e a Genética
O Papel de Maria mAnuel Mota no combate à Malária
Biologia e Geologia_11.ºA-CT
25/11/2024
Professora: Manuela Pimentel
Aluna: Juliana Francisca Loureiro Ferreira
Nada na vida deve ser temido, somente compreendido. Agora é hora de compreender mais para temer menos.
MariE Curie
Breve Introdução
Biografia da cientista
A malária, enquanto doeça parasitária
Estudo da cientista sobre a malária
índice
Conclusão
Webgrafia
Bibliografia
Citação da cientista
Breve Introdução
Biografia de Maria Manuel Mota
Quem é Maria Manuel Mota?
Nasceu a 27/Abril/1971 em Vila Nova de Gaia, no Porto, onde se licenciou em Biologia (1992) e onde se tornou tornou mestre em Imunologia (1994). Passdos 4 anos, obteve o grau de doutora em Parasitologia Molecular pela University College London (Reino Unido) . Durante o seu pós-doutoramento (1999-2001), desenvolveu investigação no Laboratório do Professor Vitor Nussenzweig da New York University Medical School, na qual acabou por lecionar. Em 2002, voltou a Portugal e liderou o grupo de investigação do Laboratório de Biologia Celular da Malária no Instituto Gulbenkian de Ciência em Oeiras. Em 2005, tornou-se líder da Unidade de Malária do Instituto de Medicina Molecular (iMM), além de lecionar na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Atualmente é a Diretora Executiva do iMM, bem como Professora Convidada na Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard. Sendo ainda fundadora da Associação Viver a Ciência e tendo desenvolvido o 1.º kit de diagnóstico português da Covid-19.
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A malária, enquanto doença parasitária
A malária, também designada como paludismo, é uma doença parasitária provocada pelo protozoário do género Plasmodium e transmitida através da picada de um mosquito do género Anopheles. A malária é uma doença endémica em regiões tropicais, podendo ser fatal caso não seja tratada precocemente. A sua transmissão ocorre através da picada do mosquito e consequente inoculação de parasitas da malária na corrente sanguínea humana, onde estes desenvolverão parte do seu ciclo de vida, infetando maioritariamente as células do fígado e os glóbulos vermelhos.
Estudo da cientista sobre a malária
Novo estudo sobre como o Plasmodium entra nos hepatócitos
Serão os poros grandes o suficiente para permitir que o parasita passe por eles?
O grupo de investigação liderado por Maria Manuel Mota no iMM descobriu que os parasitas Plasmodium, nesta fase designados esperozoitos, secretam a proteína EXP2, criando poros na membrana externa dos hepatócitos (células capazes de sintetizar proteínas), facilitando a entrada do parasita nas células do fígado. Dado que, a proteína EXP2 já tinha sido estudada na fase sanguínea da doença, na qual apresenta um papel importante após a entrada do parasita nos glóbulos vermelhos, foi agora possível compreender qual é a função desta molécula durante a infeção do fígado. Podemos, assim, concluir através do estudo que "os esporozoítos sem EXP2 não conseguiam invadir os hepatócitos. Se produzirmos esta proteína e a adicionarmos às células, os esporozoítos sem EXP2 são agora capazes de entrar normalmente nas células."
Como já tinha sido verificado que em outros patógeneos, como adenovírus, bactérias e outro parasita (Trypanosoma cruzi) invadem as células humanas usando proteínas que formam poros, semelhantes à EXP2, no caso desses microrganismos, as proteínas secretadas e que formam poros provocam um dano na membrana da célula, fazendo com que se inicie um mecanismo de reparação dessa membrana, no qual a célula envolve ativamente o patógeneo, à medida que repara o poro.Assim, se a principal enzima humana envolvida neste processo de reparação for bloqueada, a esfingomielinase ácida, podemos reduzir a invasão dos hepatócitos pelos esporozoítos
Este estudo foi realizado no iMM em colaboração com Tania de Koning-Ward da Deakin University em Melbourne, Austrália. Este trabalho foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e do Institut Mérieux.
Para concluir...
A ciência é base de tudo o que nos rodeia, como tal é necessário valorizá-la e apostar nela.
Uma cientista portuguesa que enaltece a ciência feita em Portugal, espalhando-a do nosso país para o resto do mundo.
A malária continua a matar imensas pessoas anualmente, contudo graças a este estudo foi possível conhecer a função da proteína EXP 2 durante a infeção do fígado e daí descobrir a forma como o hepatócito e o parasita interagem.
Estudo esse, que apresenta uma enorme importância na prevenção da infeção da malária, bem como na descoberta de estratégias para a sua prevenção.
"A ciência é estarmos sempre na vertigem de descobrir algo novo, por vezes não descobrimos e às vezes passamos dias de enorme frustração, mas estamos sempre na vertigem de descobrir algo novo, que já existe mas que ainda mais ninguém viu!"
Maria Manuel Mota
Webgrafia
Bibliografia
- https://cienciaepoliticas.campus.ciencias.ulisboa.pt/maria-mota/;
- https://www.crick.ac.uk/research/find-a-researcher/anthony-holder;
- https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/malaria/;
- https://gimm.pt/pt-pt/o-nosso-trabalho/laboratorios/laboratorio-maria-mota/;
- https://www.jn.pt/3517335108/maria-manuel-mota-a-ciencia-vai-descobrir-tudo-nao-sei-e-quando/;
- https://www.medicina.ulisboa.pt/bio/mmota;
- https://www.rtp.pt/play/p12659/e801983/grande-entrevista#google_vignette;
- https://imm.medicina.ulisboa.pt/pt-pt/investigation/laboratories/maria-mota-lab-2/#intro.
- MATIAS, O.; MARTINS, P. - BioFOCO 11, 1ªedição, Porto: Areal Editores, 2023
Muito obrigada pela vossa atenção!
Viva à Ciência!
Importância do estudo
Segundo Maria Manuel Mota, este estudo: - De acordo com resultados, permite concluir que diferentes patògeneos desenvolveram uma estratégia comum para entrarem "à boleia" nas células, o que aponta para uma evolução convergente; - Cria uma oportunidade para intervenções profiláticas, isto é, de prevenção de doenças. Assim, desta forma caso seja possível bloquear as proteínas do parasita ou o processo de reparação das membranas da célula a ser invadida, serà possível prevenir a infeção do fígado por estes parasitas, prevenindo a malária ao invés de consequências maiores.Neste sentido, se a ação da EXP2 for bloqueada, será possível afetar o desenvolvimento do parasita na fase sanguínea da infeção.
Uma cientista portuguesa premiada...
Maria Manuel Mota conta com diversos reconhecimentos e prémios no seu currículo, entre os quais:
- EMBO Young Investigator Award em 2003;
- European Young Investigator Award da European Science Foundation em 2004;
- Condecoração pelo Presidente da República com a Ordem do Infante D. Henrique no Dia Internacional da Mulher de 2005;
- Prémio Pessoa em 2013;
- Prémio Pfizer em 2017;
- Prémio Sanofi – Institut Pasteur em 2018;
- Prémio Consagração de Carreira Dona Antónia Adelaide Ferreira em 2020
- Prémio As 25 Mulheres Mais Influentes de Portugal em 2022.