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Apresentação Histórica
Francisca Moreira Goncalves 8AR
Created on November 18, 2024
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Transcript
E.B. Padre Joaquim Flores
Estado Novo em portugal
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Francisca Moreira nº7 Renata Lobo nº17
introdução
O Estado Novo foi um regime político autoritário que marcou profundamente a história de Portugal durante o século XX. Estabelecido oficialmente em 1933 por António de Oliveira Salazar, este regime teve como principais características o autoritarismo, a censura, a repressão e a defesa do colonialismo. Neste trabalho, iremos explorar as origens, características, impactos e o fim deste regime, que deixou marcas na sociedade portuguesa até aos dias de hoje.
Como surgiu o Estado Novo?
António de Oliveira Salazar, professor de Economia na Universidade de Coimbra, foi convidado em 1928 para assumir o cargo de Ministro das Finanças. A sua capacidade de controlar as contas públicas rapidamente lhe deu influência no governo. Em 1933, foi aprovada uma nova Constituição, que instituiu oficialmente o Estado Novo como regime político.
O Estado Novo nasceu num contexto de instabilidade política e económica. A Primeira República (1910-1926) foi um período de grande instabilidade, marcado por crises financeiras, greves, golpes de estado e mudanças constantes de governo. Em 1926, ocorreu um golpe militar que instaurou uma ditadura militar e pôs fim à Primeira República.
Características do Estado Novo
Autoritarismo
Censura e repressão
Propaganda
Economia corporativista
Colonialismo
AutoritarisMO
O Estado Novo era um regime autoritário, onde todo o poder estava concentrado em Salazar. Não havia democracia, eleições livres ou liberdade política.
Censura e repressão
A censura era uma prática comum. Todos os meios de comunicação (jornais, rádio, livros) eram controlados para garantir que não houvesse críticas ao regime. Além disso, a PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) perseguia, prendia e torturava aqueles que eram contra o governo.
Propaganda
A propaganda era usada para criar uma imagem de Salazar como "pai da nação". Frases como "Deus, Pátria, Família" tornaram-se símbolos do regime, promovendo valores conservadores e católicos.
Economia corporativista
O Estado Novo implementou um sistema económico corporativista, onde o Estado controlava as relações entre patrões e trabalhadores. Não eram permitidos sindicatos livres, apenas organizações controladas pelo governo.
Colonialismo
O regime defendia a manutenção do império colonial português, afirmando que Portugal e as suas colónias (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, entre outras) eram um só país. Esta visão levou à Guerra Colonial, que começou em 1961 e desgastou a sociedade portuguesa.
Impactos na sociedade portuguesa
- Pobreza e atraso económico: Apesar da propaganda do regime, grande parte da população vivia na pobreza, especialmente nas zonas rurais. A educação era limitada, com altas taxas de analfabetismo, e a industrialização do país foi muito lenta em comparação com outros países europeus.
- Emigração: Devido à pobreza e à repressão, muitos portugueses emigraram, principalmente para França, Alemanha, Brasil e outros países, em busca de melhores condições de vida.
- Guerra Colonial: A guerra nas colónias africanas foi um dos maiores desafios do Estado Novo. Muitos jovens portugueses foram enviados para a guerra, o que causou descontentamento entre a população e acelerou o colapso do regime.
o fim do estado novo
O Estado Novo terminou a 25 de abril de 1974, com a Revolução dos Cravos. Este movimento foi liderado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), constituído por militares descontentes com a Guerra Colonial. A revolução foi quase pacífica e teve o apoio da população, que ansiava por liberdade e democracia. Este evento histórico marcou o início de uma nova era em Portugal, com o fim da ditadura e o início da democracia.
conclusão
O Estado Novo foi um período marcante na história de Portugal, definido pela repressão, censura e resistência à mudança. Apesar de ter controlado o país por mais de quatro décadas, acabou por cair devido ao descontentamento popular e aos custos humanos e económicos da Guerra Colonial. A Revolução de Abril trouxe a liberdade e a democracia que hoje são pilares da sociedade portuguesa.