Want to create interactive content? It’s easy in Genially!
Apresentação Zen
Joao Bento
Created on November 17, 2024
Start designing with a free template
Discover more than 1500 professional designs like these:
View
Vaporwave presentation
View
Women's Presentation
View
Geniaflix Presentation
View
Shadow Presentation
View
Newspaper Presentation
View
Memories Presentation
View
Zen Presentation
Transcript
"Antes de nós nos mesmos arvoredos"
Ricardo Reis
Antes de nós no mesmo arvoredo
Antes de nós nos mesmos arvoredos Passou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam De outro modo do que hoje. Passamos e agitamo-nos debalde. Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores Ou os passos do vento. Tentemos pois com abandono assíduo Entregar nosso esforço à Natureza E não querer mais vida Que a das árvores verdes. Inutilmente parecemos grandes. Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza Nem sem querer nos serve. Se aqui, à beira-mar, o meu indício Na areia o mar com ondas três o apaga. Que fará na alta praia Em que o mar é o Tempo?
Assunto do poema
Antes de nós nos mesmos arvoredos Passou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam De outro modo do que hoje. Passamos e agitamo-nos debalde. Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores Ou os passos do vento. Tentemos pois com abandono assíduo Entregar nosso esforço à Natureza E não querer mais vida Que a das árvores verdes. Inutilmente parecemos grandes. Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza Nem sem querer nos serve. Se aqui, à beira-mar, o meu indício Na areia o mar com ondas três o apaga. Que fará na alta praia Em que o mar é o Tempo?
O assunto deste poema é a efemeridade e a mortalidade do ser humano, que contrasta com a permanência e imortalidade da Natureza. Relação de contraste entre «nós» e os elementos da Natureza.
Assunto do poema
Antes de nós nos mesmos arvoredos Passou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam De outro modo do que hoje. Passamos e agitamo-nos debalde. Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores Ou os passos do vento. Tentemos pois com abandono assíduo Entregar nosso esforço à Natureza E não querer mais vida Que a das árvores verdes. Inutilmente parecemos grandes. Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza Nem sem querer nos serve. Se aqui, à beira-mar, o meu indício Na areia o mar com ondas três o apaga. Que fará na alta praia Em que o mar é o Tempo?
No final do poema , o autor decide contrastar a pequenez do homem com o grandioso poder do tempo, chegando até a questionar- se se vale a pena deixar as marcas que têm sido deixadas ao longo do tempo.
Divisão em partes
Antes de nós nos mesmos arvoredos Passou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam De outro modo do que hoje. Passamos e agitamo-nos debalde. Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores Ou os passos do vento. Tentemos pois com abandono assíduo Entregar nosso esforço à Natureza E não querer mais vida Que a das árvores verdes. Inutilmente parecemos grandes. Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza Nem sem querer nos serve. Se aqui, à beira-mar, o meu indício Na areia o mar com ondas três o apaga. Que fará na alta praia Em que o mar é o Tempo?
Primeira parte: Primeiras quatro estrofes.
Segunda parte: última estrofe.
Análise Formal do poema
- Quadras
- Versos soltos
- Decassílabos
- Octossílabos
- Sujeito plural e singular
Análise do poema: Primeira parte
Antes de nós nos mesmos arvoredos Passou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam De outro modo do que hoje. Passamos e agitamo-nos debalde. Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores Ou os passos do vento.
O "nós" representa todos os seres humanos. Ou seja, neste poema encontramos reflexões e recomendações feitas pelo sujeito poético que se aplicam à humanidade. Correlação entre um sujeito coletivo, “nós”, e determinados elementos da Natureza, em relação às marcas que todos eles deixam no mundo.
Análise do poema: primeira parte
Tentemos pois com abandono assíduo Entregar nosso esforço à Natureza E não querer mais vida Que a das árvores verdes. Inutilmente parecemos grandes. Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza Nem sem querer nos serve.
Atitude racional de abandono do desejo que conduz a um tranquilo gozo epicurista da vida. Apelo à calma fruição da Natureza.
Análise do poema: Segunda parte
Se aqui, à beira-mar, o meu indício Na areia o mar com ondas três o apaga. Que fará na alta praia Em que o mar é o Tempo?
Na última estrofe, o eu lírico volta-se sobre si próprio, fazendo uma reflexão individual sobre o valor da sua fugaz existência. A interrogação retórica estabelece um marcado contraste entre a pequenez do homem e a força universal suprema que é o Tempo.
Recursos expressivos utilizados:
“Antes de nós nos mesmos arvoredos" (v.1)
Aliteração: consiste na repetição de fonemas consonantais ou sílabas, para remeter a um som e estabelecer efeitos sonoros.
" E as folhas não falavam/ De outro modo do que hoje” (vv3-4)
Personificação: Este recurso expressivo é a atribuição de qualidades, sentimentos ou ações específicas a seres inanimados, abstratos ou animais.
“Tentemos pois com abandono assíduo” (v. 9)
Antítese: A Antítese é uma figura de pensamento que acontece por meio da aproximação de palavras com sentidos opostos.
Recursos expressivos utilizados:
“Se aqui, à beira-mar, o meu indício/ Na areia o mar com ondas três o apaga." (vv.17-18)
Simbologia do número 3: O três é um número que exprime a ordem intelectual e espiritual (o cosmos no homem). O 3 é a soma do 1 (céu) e do 2 (a Terra). Trata-se da manifestação da divindade, é a manifestação da perfeição, da totalidade. Hipérbato: caracteriza-se pela inversão da ordem direta dos elementos de uma oração ou período. .
“Se aqui, à beira-mar, o meu indício/ Na areia o mar com ondas três o apaga./ Que fará na alta praia/ Em que o mar é o tempo?” (vv.17-20)
Pergunta retórica- o objetivo deste recurso expressivo objetivo de conferir maior ênfase à questão.
Características de Ricardo Reis presentes no Poema:
- A Obsessão com a passagem do tempo e o seu questionamento (vv.19-20”)
- O epicurismo e o estoicismo (vv. 5-6)
- o sentido de autodisciplina e a postura contínua de autocontrolo (vv. 9-10)
- regularidade estrófica e métrica
- versos soltos
- tom moralista
- uso frequente da 1ª pessoa do plural
- complexidade sintática e linguagem culta (v.18)
Antes de nós nos mesmos arvoredos Passou o vento, quando havia vento, E as folhas não falavam De outro modo do que hoje. Passamos e agitamo-nos debalde. Não fazemos mais ruído no que existe Do que as folhas das árvores Ou os passos do vento. Tentemos pois com abandono assíduo Entregar nosso esforço à Natureza E não querer mais vida Que a das árvores verdes. Inutilmente parecemos grandes. Salvo nós nada pelo mundo fora Nos saúda a grandeza Nem sem querer nos serve. Se aqui, à beira-mar, o meu indício Na areia o mar com ondas três o apaga. Que fará na alta praia Em que o mar é o Tempo?
Conclusão
- Influência clássica;
- Escrita erudita, privilegiando as odes;
- Amor pela vida rústica;
- Força ordenadora da razão;
- Epicurista triste e conformista;
- Drama da transitoriedade de tudo;
- Estoicismo;
- Necessidade do saber contemplar:
- Moderação quer no prazer, quer na dor;
- Felicidade relativa que não comprometa a tranquilidade.
Caracterização do sujeito poético
O sujeito poético neste poema é Ricardo Reis.
Poeta “rústico” e “pagão por caráter”.
“Sábio é o que se contenta com o espetáculo do mundo”.