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Na casa defronte de mim e dos meus sonhos, de Álvaro de Campos
Dinis Leiras
Created on November 16, 2024
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Transcript
Na casa defronte de mim e dos meus sonhos
Poema de Álvaro de CamposTrabalho realizado por:Dinis LeirasMiguel Mendes
Introdução
Álvaro de Campos que, como todos sabemos, é um dos heterônimos de Fernando Pessoa. Este poema explora temas de desilusão, isolamento, e existencialismo
Que grande felicidade não ser eu! Mas os outros não sentirão assim também? Quais outros? Não há outros. que os outros sentem é uma casa com a janela fechada, Ou, quando se abre, É para as crianças brincarem na varanda de grades, Entre os vasos de flores que nunca vi quais eram. Os outros nunca sentem. Quem sente somos nós, Sim, todos nós, Até eu, que neste momento já não estou sentindo nada. Nada! Não sei... Um nada que dói...
Poema
Na casa defronte de mim e dos meus sonhos, Que felicidade há sempre! Moram ali pessoas que desconheço, que já vi mas não vi. São felizes, porque não são eu. As crianças, que brincam às sacadas altas, Vivem entre vasos de flores, Sem dúvida, eternamente. As vozes, que sobem do interior do doméstico, Cantam sempre, sem dúvida. Sim, devem cantar. Quando há festa cá fora, há festa lá dentro. Assim tem que ser onde tudo se ajusta — O homem à Natureza, porque a cidade é Natureza.
Linhas temáticas do autor
Este Poema está integrado na terceira fase da poesia característica de Álvaro campos, caracteriza-se por uma incapacidade de realização, trazendo de volta o abatimento.
Cansaço e Vazio Existencial
Desencanto e Alienação Profunda
"Os outros nunca sentem. Quem sente somos nós, Sim, todos nós, Até eu, que neste momento já não estou sentindo nada."
"Na casa defronte de mim e dos meus sonhos, Que felicidade há sempre!"
Solidão Irremediável
"Mas os outros não sentirão assim também? Quais outros? Não há outros."
Características do sujeito poético
Na caracterização do sujeito poético é possivel destacar aspectos que traduzem sua relação com o mundo, com o outro e consigo mesmo.
Isolamento e Solidão Existencial
Olhar Contemplativo e Distante
Idealização e Desilusão
Na casa defronte de mim e dos meus sonhos, Que felicidade há sempre!
Moram ali pessoas que desconheço, que já vi mas não vi. São felizes, porque não são eu.
Mas os outros não sentirão assim também? Quais outros? Não há outros.
Autoconsciência Dolorosa
Pessimismo Resignado
Sensibilidade Exacerbada
Quem sente somos nós, Sim, todos nós, Até eu, que neste momento já não estou sentindo nada.
Nada! Não sei... Um nada que dói...
Os outros nunca sentem."
Imaginário Simples, mas Potente
Características de estilo e linguagem
- Excesso de expressão
- Pontuação emotiva (exclamações, interjeições);
- Linguagem marcada por um tom excessivo e intenso (pelo excesso de expressão);
- Estrofes longas e irregulares;
- Ritmo rápido e excessivo, repetitivo;
- Verso livre, e longo;
- Uso de recursos expressivos como aliterações e metáforas;
Abundância de Recursos Expressivos
- Aliterações ao longo do poema: (<<m>>, <<n>>);
- Metáfora:-
- <Vivem entre vaso de flores>>
- - «O que os outros sentem é uma casa com janela fechada>>
- Antítese:
- - «Moram alí pessoas que desconheço, que ja ví mas não ví»
- «Quando há festa cá fora, há festa lá dentro>>
- Metonímia:- <<..., que sobem do interior do doméstico>>
- Interrogação retórica: <<Mas os outros não sentirão assim também ?»
- Anáfora: <<Nada? Não sei>>
Morning Sun de Edward Hopper
Conclusão
- Tema da Observação e da Solidão
- Idealização do Outro e o Espaço Urbano
- Solidão e Vazio Existencial
- Luz e Atmosfera Contemplativa