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Apresentação oral de pt

Joana Fernandes

Created on November 12, 2024

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Transcript

Avaliação oral da disciplina de português

Álvaro de campos

Índice

"Acordo de noite, muito de noite, no silêncio todo"

01

Assunto do poema

06

Conclusão

02

Divisão em partes

03

Integração do poema nas grandes linhas temáticas do autor

04

Traços caracterizadores do sujeito poético;

05

Linguagem e estilo: marcas do autor e expressividade dos recursos utilizados

Assunto do poema

Alvaro de Campos

O assunto central do poema é a vivência íntima de solidão e desorientação, que simboliza uma experiência comum na obra de Álvaro de Campos: a sensação de estar "perdido" no universo.

O poema explora o tema da solidão existencial e da angústia profunda que acompanha a falta de sentido na vida.

Evoca o desespero de quem se sente perdido no silêncio do universo, tentando preencher um vazio que parece permanente.
O eu lírico vivencia o silêncio como um espelho do seu próprio vazio interno.

Divisão em partes

3ª parte

1ª parte

2ª parte

Nesta primeira parte é abordado a conexão humana involuntária e inesperada que cria uma conexão entre estas duas pessoas.
o sujeito poético expressa a sua curiosidade.
Traça um elo entre o presente e o passado através deste desconhecido insone.

ver poema

ver poema

ver poema

Terceira estrofe

Acordo de noite,muito de moite,silêncio todo

Quem serás? Doente, moedeiro falso, insone simples como eu? Não importa. A noite eterna, informe, infinita, Só tem, neste lugar, a humanidade das nossas duas janelas, O coração latente das nossas dus luzes, Neste momento e lugar, ignorando-nos, somos toda a vida. Sobre o parapeito da janela da traseira da casa, Sentindo húmida da noite a madeira onde agarro, Debruço-me para o infinito e, um pouco, para mim.

Primeira estrofe

Acordo de noite, muito de noite, no silêncio todo. São — tictac visível — quatro horas de tardar o dia. Abro a janela directamente, no desespero da insónia. E, de repente, humano, O quadrado com cruz de uma janela iluminada! Fraternidade na noite!

Quarta estrofe
Segunda estrofe

Nem galos gritando ainda no silêncio definitivo! Que fazes, camarada, da janela com luz? Sonho, falta de sono, vida? Tom amarelo cheio da tua janela incógnita... Tem graça: não tens luz eléctrica. Ó candeeiros de petróleo da minha infância perdida!

Fraternidade involuntária, incógnita, na noite! Estamos ambos despertos e a humanidade é alheia. Dorme. Nós temos luz.

Temáticas do autor

presente do poema analisado
  • Solidão e silêncio
  • Busca de identidade
  • Mundo moderno
  • Sensações e emoções
  • Reflexão existencial

Características do sujeito poético

Presentes no poema analisado
  • Sensabilidade
  • Solidão
  • Silêncio
  • Sensação de vazio e ausência
  • Desamparo e desconforto

Linguagem e estilo

  • Linguagem simples e direta;
  • A repetição de "de noite" intensifica a sensação de desorientação;
  • O estilo livre e a falta de rimas reforçam a ideia de vazio e silêncio;

Marcas do autor e expressividade dos recursos utilizados

  • constante questionamento da existência e o sentimento de deslocamento;
  • a sensação de desconecção com mundo e com a própria vida, é transmitida pela escolha cuidadosa de palavras , como a noite e o silêncio;
  • o poema, segue uma forma solta e desordenada, em que as palavras vagam, tal como o estado mental do eu lírico;
  • A repetição e o uso de pausas e reticências serve para mostrar a introspecção e angústia.

Conclusão e Comparação

As duas obras exploram a tensão emocional e existencial, capturando a angústia e a solidão.

"O Grito" de Edvard Munch

Obrigado!

Realizado por:Ana Luísa nº4 Joana Fernandes nº11 Vítor Edgar nº25
Nem galos gritando ainda no silêncio definitivo! Que fazes, camarada, da janela com luz? Sonho, falta de sono, vida? Tom amarelo cheio da tua janela incógnita… Tem graça: não tens luz elétrica. Ó candeeiros de petróleo da minha infância perdida!
Quem serás? Doente, moedeiro falso, insone simples como eu? Não importa. A noite eterna, informe, infinita, Só tem, neste lugar, a humanidade das nossas duas janelas, O coração latente das nossas duas luzes, Neste momento e lugar, ignorando-nos, somos toda a vida. Sobre o parapeito da janela da traseira da casa, Sentindo úmida da noite a madeira onde agarro, Debruço-me para o infinito e, um pouco, para mim.
Acordo de noite, muito de noite, no silêncio todo. São — tictac visível — quatro horas de tardar o dia. Abro a janela diretamente, no desespero da insônia. E, de repente, humano, O quadrado com cruz de uma janela iluminada! Fraternidade na noite! Fraternidade involuntária, incógnita, na noite! Estamos ambos despertos e a humanidade é alheia. Dorme. Nós temos luz.