Avaliação oral da disciplina de português
Álvaro de campos
Índice
"Acordo de noite, muito de noite, no silêncio todo"
01
Assunto do poema
06
Conclusão
02
Divisão em partes
03
Integração do poema nas grandes linhas temáticas do autor
04
Traços caracterizadores do sujeito poético;
05
Linguagem e estilo: marcas do autor e expressividade dos recursos utilizados
Assunto do poema
Alvaro de Campos
O assunto central do poema é a vivência íntima de solidão e desorientação, que simboliza uma experiência comum na obra de Álvaro de Campos: a sensação de estar "perdido" no universo.
O poema explora o tema da solidão existencial e da angústia profunda que acompanha a falta de sentido na vida.
Evoca o desespero de quem se sente perdido no silêncio do universo, tentando preencher um vazio que parece permanente.
O eu lírico vivencia o silêncio como um espelho do seu próprio vazio interno.
Divisão em partes
3ª parte
1ª parte
2ª parte
Nesta primeira parte é abordado a conexão humana involuntária e inesperada que cria uma conexão entre estas duas pessoas.
o sujeito poético expressa a sua curiosidade.
Traça um elo entre o presente e o passado através deste desconhecido insone.
ver poema
ver poema
ver poema
Terceira estrofe
Acordo de noite,muito de moite,silêncio todo
Quem serás? Doente, moedeiro falso, insone simples como
eu?
Não importa. A noite eterna, informe, infinita,
Só tem, neste lugar, a humanidade das nossas duas
janelas,
O coração latente das nossas dus luzes,
Neste momento e lugar, ignorando-nos, somos toda a vida.
Sobre o parapeito da janela da traseira da casa,
Sentindo húmida da noite a madeira onde agarro,
Debruço-me para o infinito e, um pouco, para mim.
Primeira estrofe
Acordo de noite, muito de noite, no silêncio todo.
São — tictac visível — quatro horas de tardar o dia.
Abro a janela directamente, no desespero da insónia.
E, de repente, humano,
O quadrado com cruz de uma janela iluminada!
Fraternidade na noite!
Quarta estrofe
Segunda estrofe
Nem galos gritando ainda no silêncio definitivo!
Que fazes, camarada, da janela com luz?
Sonho, falta de sono, vida?
Tom amarelo cheio da tua janela incógnita...
Tem graça: não tens luz eléctrica.
Ó candeeiros de petróleo da minha infância perdida!
Fraternidade involuntária, incógnita, na noite!
Estamos ambos despertos e a humanidade é alheia.
Dorme. Nós temos luz.
Temáticas do autor
presente do poema analisado
- Busca de identidade
- Mundo moderno
- Sensações e emoções
- Reflexão existencial
Características do sujeito poético
Presentes no poema analisado
- Sensabilidade
- Solidão
- Silêncio
- Sensação de vazio e ausência
- Desamparo e desconforto
Linguagem e estilo
- Linguagem simples e direta;
- A repetição de "de noite" intensifica a sensação de desorientação;
- O estilo livre e a falta de rimas reforçam a ideia de vazio e silêncio;
Marcas do autor e expressividade dos recursos utilizados
- constante questionamento da existência e o sentimento de deslocamento;
- a sensação de desconecção com mundo e com a própria vida, é transmitida pela escolha cuidadosa de palavras , como a noite e o silêncio;
- o poema, segue uma forma solta e desordenada, em que as palavras vagam, tal como o estado mental do eu lírico;
- A repetição e o uso de pausas e reticências serve para mostrar a introspecção e angústia.
Conclusão e Comparação
As duas obras exploram a tensão emocional e existencial, capturando a angústia e a solidão.
"O Grito" de Edvard Munch
Obrigado!
Realizado por:Ana Luísa nº4 Joana Fernandes nº11 Vítor Edgar nº25
Nem galos gritando ainda no silêncio definitivo!
Que fazes, camarada, da janela com luz?
Sonho, falta de sono, vida?
Tom amarelo cheio da tua janela incógnita…
Tem graça: não tens luz elétrica.
Ó candeeiros de petróleo da minha infância perdida!
Quem serás? Doente, moedeiro falso, insone simples como eu?
Não importa. A noite eterna, informe, infinita,
Só tem, neste lugar, a humanidade das nossas duas janelas,
O coração latente das nossas duas luzes,
Neste momento e lugar, ignorando-nos, somos toda a vida.
Sobre o parapeito da janela da traseira da casa,
Sentindo úmida da noite a madeira onde agarro,
Debruço-me para o infinito e, um pouco, para mim.
Acordo de noite, muito de noite, no silêncio todo.
São — tictac visível — quatro horas de tardar o dia.
Abro a janela diretamente, no desespero da insônia.
E, de repente, humano,
O quadrado com cruz de uma janela iluminada!
Fraternidade na noite!
Fraternidade involuntária, incógnita, na noite!
Estamos ambos despertos e a humanidade é alheia.
Dorme. Nós temos luz.
Apresentação oral de pt
Joana Fernandes
Created on November 12, 2024
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Avaliação oral da disciplina de português
Álvaro de campos
Índice
"Acordo de noite, muito de noite, no silêncio todo"
01
Assunto do poema
06
Conclusão
02
Divisão em partes
03
Integração do poema nas grandes linhas temáticas do autor
04
Traços caracterizadores do sujeito poético;
05
Linguagem e estilo: marcas do autor e expressividade dos recursos utilizados
Assunto do poema
Alvaro de Campos
O assunto central do poema é a vivência íntima de solidão e desorientação, que simboliza uma experiência comum na obra de Álvaro de Campos: a sensação de estar "perdido" no universo.
O poema explora o tema da solidão existencial e da angústia profunda que acompanha a falta de sentido na vida.
Evoca o desespero de quem se sente perdido no silêncio do universo, tentando preencher um vazio que parece permanente.
O eu lírico vivencia o silêncio como um espelho do seu próprio vazio interno.
Divisão em partes
3ª parte
1ª parte
2ª parte
Nesta primeira parte é abordado a conexão humana involuntária e inesperada que cria uma conexão entre estas duas pessoas.
o sujeito poético expressa a sua curiosidade.
Traça um elo entre o presente e o passado através deste desconhecido insone.
ver poema
ver poema
ver poema
Terceira estrofe
Acordo de noite,muito de moite,silêncio todo
Quem serás? Doente, moedeiro falso, insone simples como eu? Não importa. A noite eterna, informe, infinita, Só tem, neste lugar, a humanidade das nossas duas janelas, O coração latente das nossas dus luzes, Neste momento e lugar, ignorando-nos, somos toda a vida. Sobre o parapeito da janela da traseira da casa, Sentindo húmida da noite a madeira onde agarro, Debruço-me para o infinito e, um pouco, para mim.
Primeira estrofe
Acordo de noite, muito de noite, no silêncio todo. São — tictac visível — quatro horas de tardar o dia. Abro a janela directamente, no desespero da insónia. E, de repente, humano, O quadrado com cruz de uma janela iluminada! Fraternidade na noite!
Quarta estrofe
Segunda estrofe
Nem galos gritando ainda no silêncio definitivo! Que fazes, camarada, da janela com luz? Sonho, falta de sono, vida? Tom amarelo cheio da tua janela incógnita... Tem graça: não tens luz eléctrica. Ó candeeiros de petróleo da minha infância perdida!
Fraternidade involuntária, incógnita, na noite! Estamos ambos despertos e a humanidade é alheia. Dorme. Nós temos luz.
Temáticas do autor
presente do poema analisado
Características do sujeito poético
Presentes no poema analisado
Linguagem e estilo
Marcas do autor e expressividade dos recursos utilizados
Conclusão e Comparação
As duas obras exploram a tensão emocional e existencial, capturando a angústia e a solidão.
"O Grito" de Edvard Munch
Obrigado!
Realizado por:Ana Luísa nº4 Joana Fernandes nº11 Vítor Edgar nº25
Nem galos gritando ainda no silêncio definitivo! Que fazes, camarada, da janela com luz? Sonho, falta de sono, vida? Tom amarelo cheio da tua janela incógnita… Tem graça: não tens luz elétrica. Ó candeeiros de petróleo da minha infância perdida!
Quem serás? Doente, moedeiro falso, insone simples como eu? Não importa. A noite eterna, informe, infinita, Só tem, neste lugar, a humanidade das nossas duas janelas, O coração latente das nossas duas luzes, Neste momento e lugar, ignorando-nos, somos toda a vida. Sobre o parapeito da janela da traseira da casa, Sentindo úmida da noite a madeira onde agarro, Debruço-me para o infinito e, um pouco, para mim.
Acordo de noite, muito de noite, no silêncio todo. São — tictac visível — quatro horas de tardar o dia. Abro a janela diretamente, no desespero da insônia. E, de repente, humano, O quadrado com cruz de uma janela iluminada! Fraternidade na noite! Fraternidade involuntária, incógnita, na noite! Estamos ambos despertos e a humanidade é alheia. Dorme. Nós temos luz.