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Trabalho de Sociologia.
Luna Everane
Created on November 7, 2024
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Transcript
O ÒDIO (TRABALHO DE SOCIOLOGIA)
Agrupamento Escolas Michel Giacometti. Luna machado, do 12D. Professora: Ana Rita Nabiço. entrega: 22/11
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Ìndice
Ficha técnica do filme.
Resumo do enredo.
Caracterização das personagens.
Mensagem do filme.
Questões sociológicas Subjacentes.
Discusão do filme e conclusão.
Bibliografia.
Ficha técnica do filme: O ódio.
O filme "O ódio" foi lançado no dia 8 de Dezembro de 1995. O diretor do filme se chama Mathieu Kassovitz e os principais atores são: Vincent Cassel como Vinz; Hubert Koundé como Hubert; e Saïd Taghmaoui como Saïd. O filme é geralmente classificado como drama social, mas também pode ser considerado um drama urbano com elementos e suspense e realismo. E por último, a duração é de 1h e 38m.
Resumo do enredo.
O filme vai girar em torno de três jovens amigos; Vinz, Saïd e Hubert. Os três vivem em uma periferia de Paris, onde a pobreza, tensões raciais e violência policial reinam. O filme já se inicia de forma intensa, onde mostra um confronto violento entre a polícia e os moradores, onde um dos amigos dos três protagonistas, Abdel, foi gravemente ferido durante o conflito (por um policial). Então o filme vai acompanhar o trio durante 24h, enquanto eles enfrentam problemas durante o dia, como; racismo, xenofobia, brigas contra policiais e sofrem as consequências desse evento. O contexto social e cultural do filme vai ser a França dos anos 90, foi a época em que as periferias urbanas da região estava passando por grandes crises, com taxas de desemprego altas e discriminação racial. Esses fatores acabaram por desencadear um ressentimento e revolta contra as autoridades, principalmente a polícia. Esses conflitos vai acabar por se refletir nos jovens, que se sentem desamparados e sem perspectiva para o futuro. O principal conflito do filme é bem explícito, é o crescente ódio dos jovens em relação ao sistema que lhes oprime. Enquanto Vinz é o mais inconsequente dos três e deseja se vingar da polícia, Hubert tenta acalmar a situação e evitar a violência e Saïd é o mais equilibrado, busca sempre mediar o relacionamento entre os dois. O filme vai explorar temas como violência policial, racismo, desigualdade social, falta de perspectiva para o futuro e conflitos de classes sociais. O filme todo vai enfatizar como é o impacto da violência, mostrando que "violência gera violência", onde se cria um fiorte ciclo que é muito difícil de quebrar.
Caracterização das personagens
Vinz é uma personagem que sente bastante raiva e um enorme desejo de vigança, e isso porque seu amigo, Abdel, foi gravemente ferido por um policial. Essa raiva e desejo de vingança acabam por fazer com que ele aja de forma impulsiva.Ele é Judeu e vive em uma periferia em Paris. Ao longo do filme, Vinz demonstra mudar seu comportamento/pensamento apenas uma vez.
Vinz
Hubert é uma personagem mais calmo e maduro e sempre tenta afastar Vinz da violência, e isso acaba por gerar confusão entre os dois. Ele é um jovem negro e sua visão pacífica acaba por ser desafiadora pela realidade do mundo que enfrenta, pois percebe que é quase impossível ignorar essa realidade opressiva. Ele vai ali simbolizar jovens que buscam uma saída, mas que são frequentemente forçados a entrentar a violência, mesmo contra sua vontade, então, ao final do filme, ele vai ser forçado a reconsiderar sua forma de ver o mundo.
Hubert
Caracterização das personagens
Saïd é uma personagem que tem uma mistura de Vinz e Hubert, então ele tenta sempre acalmar os dois quando estão em uma discussão. Ele é um jovem Àrabe e vive em uma periferia exatamente como os outros dois. Sua personalidade mais leve reflete sua tentativa de tentar evitar um conflito direto, mas ele é também afetado pela realidade em que vive. Saïd não passa por uma transformação, mas no final fica claro que ele também sofre com o sistema.
Saïd
As mudanças de comportamento dos três são moldadas por vàrias causas sociológicas; sendo elas: a exclusão social, a violência policial, a falta de oportunidade, a discriminação racial e a normalizão da violência. Esse ambiente cria um meio de opressão que influencia atitudes e certas decisões. As transformações do trio vai, de certa forma, refletir como as pessoas reagem à essas realidades..
O trio (causas sociológicas)
Mensagem do filme
O filme é bastante explicíto na mensagem que ele quer passar; ele vai abordar, de forma poderosa, sobre a violência social, a desigualdade e a exclusão nas periferias urbanas na França. Ele vai narrar o dia de três jovens que vivem nessa realidade, explorando como o ambiente de exclusão e ódio gera um ciclo de violência e desespero. A sua principal mensagem é a crítica às condições de marginalização e justiça social que levam os jovens das periferias a uma situação de vulnerabilidade e ressentimento. O filme mostra como, ao serem constantemente confrontados por uma sociedade que os rejeita no dia a dia, esses jovens, com a realidadde em que vivem, acabam por se envolver em um ciclo de ódio e violência, não apenas contra as autoridades, mas também entre si e contra o próprio sistema em que estão inseridos. No início do filme e ao meio dele, é dito uma frase bastante reflexiva, onde diz: "Até aqui tudo bem... (repetido diversas vezes) o problema não é a queda, é o aterrissar",e essa frase vai resumir bem isto. O filme vai sugerir que o problema não é apenas a violência em si, mas o facto de que as tensões sociais continuarão a aumentar se não houver uma intervenção para resolver essas causas decadentes. Logo, O ódio denuncia a falta de oportunidades e o desespero de uma geração marginalizada, expondo o ciclo da violência mantido pela desigualdade e pela exclusão social. No final ele não irá dar respostas fáceis, mas vai forçar a reflexão sobre a responsabilidade coletiva e a necessidade de insistir na mundança.
Interdisciplinaridade e Fenómenos Sociais Complexos em O Ódio
O filme retrata de forma impactante questões sociais como desigualdade, racismo, exclusão e violência urbana. Esses fenómenos são complexos, pois envolvem múltiplas dimensões - emocionais, culturais, históricas e políticas - que se interagem e se influenciam mutuamente, assim, a interdisciplinaridade fará um papel de imensa importância, pois ela permite reunir diferentes perspectivas científicas, cada uma contribuindo com ferramentas e interpretações específicas. Por exemplo: Na Psicologia ajuda a compreender os comportamentos e emoções dos protagonistas; os jovens vivem sob constante ameaça de violência , o que gera traumas que moldam interior (emocional) e exterior (comportamentos). Na Antropologia oferece uma visão cultural sobre os conflitos sociais representados no filme; ele reflete como os jovens, descendentes de imigrantes, lidam com o sentimento de exclusão em uma sociedade que os marginaliza. Nas Ciências Políticas vai analisar como as políticas públicas e a violência institucional perpetuam ciclos de marginalização e desconfiança entre os jovens e o Estado, os conflitos que ocorrem irá ilustrar bem isso.
História e Desenvolvimento da Sociologia no filme O Ódio
O filme apresenta uma visão crítica sobre problemas sociais, situando-se em um contexto histórico e social que também influenciou o surgimento e o desenvolvimento da Sociologia enquanto ciência. A Sociologia surgiu no final do século XIX, como resposta às grandes mudanças causadas pelas revoluções (industrial, científica e democrática). No filme, o ambiente das periferias francesas remete a dinãmicas semelhantes, mas atualizadas pelo impacto do colonialismo, das migrações e da segragação urbana. Esses fenómenos destacam desigualdades estruturais em sociedades modernas. Os sociais retrados em O Ódio estão ligados ás transformações do capitalismo do século XX, especialmente pós-Segunda Guerra, como: As migraçóes em massa, segregação urbana e conflitos raciais e culturais; esses fenómenos influenciaram o desenvolvimento da Sociologia ao destacarem a necessidade de entender as desigualdades resultantes de processos globais como a colonização e o capitalismo. No contexto Português o desenvolvimento da sociologia também foi influenciado por mudanças ecomómicas e sociais, especialmente a partir do século XX. Na Industrialização tardia, pós-Revolução de 1974 e também na migrações e exclusão. Logo, o desenvolvimento da Sociologia, tanto internacionalmente como em Portugal, está ligado às mudanças económicas, políticas e sociais que criaram as desigualdades retratadas em O Ódio.
Dificuldades na Produção do Conhecimento Sociológico
O filme O Ódio tem uma narrativa rica para se discutir sobre as dificuldades na produção do conhecimento Sociológico. No Senso Comum, temos o exemplo de Vinz, ele acredita que o confronto e a violência direta com a polícia são única forma de "responder" a justiça. Ele não analisa as condições estruturais que produze essa opressão e discriminação, recorrendo ao Senso Comum de que a única maneira de reagir é com violência. Já na Familiaridade com o social, o filme todo irá representar isso, pelo facto dos jovens viverem em um ambiente na qual já estão acostumados, o que dificulta que eles estranhem e o problematiza o meio em que vivem. As condições de vida na periferia; como a probreza, desigualdade e violência, desemprego e racismo são aceitas como se fosse "normal", eles não se questionam o do porque é daquela forma. Para Vinz, Hubert e Saïd a violência policial é tão familiar que raramente é tratada como um problema. Essa naturalização dos conflitoss reforça a dificuldade de produzir um pensamento crítico. Na explicação Etnocêntrista, a origem étnica dos personagens (Vinz é judeu, Saïd é àrabe e Hubert é negro) é constantemente usada como um marcador de diferença no filme. A sociedade Francesa retratada no filme vai marginalizar os personagens por sua etnia e religião; um exemplo claro disto é o racismo institucional da polícia, que trata os jovens como ameaças simplesmente por causa de sua aparência ou origem.
Problemas Sociais vs. Problemas Sociológicos
Os problemas retratados no filme podem ser analisados tanto como problemas sociais, que são questões extremamentes visíveis, quanto como problemas sociológicos, que exigem uma investigação científica para compreender suas causas e implicações estruturais. Os problemas sociais são aqueles que a opinião pública e as narrativas cotidianas identificam e discutem, mas frequentemente de forma superficial e emocional. Em O Ódio, alguns exemplos incluem; a violência urbana, o conflito entre os jovens e a polícia é percebido como um problema social óbvio, tendo também o racismo e exclusão social, a discriminação racial enfrentada pelos personagens é claramente um problema social, mas muitas vezes minimizadas ou tratada com o um problema individual, e não estrutual e por último a desogualdade socieoconómica, as condições na periferia é marcada pela pobreza, desemprego e falta de visão para o futuro. Os problemas sociológicos, por outro lado, exigem uma abordagem científica que vá além das aparências e investiga as suas causas estruturais, históricas e culturais dos fenômenos sociais. Logo, os problemas socias no filme (ditos acima) podem ser estudados como problemas sociológicos. E sim, a produção do conhecimento sociológico é essencial e fundamental para compreender as causas profundas e as implicações mais amplas dos fenômenos retratados no filme, para assim entender o porque daquilo acontecer e como podem ser melhorados. Pode-se ser analisadas sociologicamentes usando teorias e nétodos que revelam suas causas estruturais, que ajudam a compreender melhor, sendo assim de imensa importância. A teoria de Marx pode ser aplicada, a teoria de Bourdieu, Becker e Durkheim, cada uma estudando uma coisa. Podendo usar de métodos Sociológicos, comp observação participanete e entrevistas qualitativas.
Análise crítica
O filme é impactante, dependendo do gosto em si da pessoa, ele pode ser desinteressante ou até mesmo cansativo, porém, como é um tema na qual tenho gosto, achei extremamente crucial e me prendeu. A forma como cada personagem foi trabalhado e o facto dele ser em preto e branco chama bastante atenção, dando uma qualidade mais sombria e opressiva. Ele vai oferecer uma visão crua e analista sobre temas bastantes profundos que são ainda refletidos na sociedade nos dias de hoje, o que vai proporcionar uma visão reflexiva sobre as tensões entre a juventude das classes baixas e o Estado. Na minha visão, o filme transmitiu muito bem as questões sociológicas, deixando o público reflexivo, principalmente pelo o final. Em relação ao que poderia ter trabalhado mais, na minha opinião, o filme poderia poderia ter ajustado mais alguns conflitos ocorridos, dando mais detalhes sobre o enredo, no geral, o filme poderia ter sido mais estratégista, poderia ter mais que 1h de duração, acho que assim poderia ser mais comovente. Ligações com a Teoria Sociológica: Como o filme explora questões de desigualdade social, violência entre os jovens e o Estado, exclusão e identidade. Logo, chegamos a teoria de Karl Marx, que fala sobre especificamente sobre as classes sociais, e a opressão que a classe operária sofre, também podendo ser usado a teoria de Èmile Durkheim, onde pode-se dizer que a violência e o caos narrados no filme podem ser sintomas de Anomia, é um conceito onde descreve a quebra de normas sociais em contextos de crises ou desigualdade extrema, que é o que de facto é retrado no filme e o que ele quer passar para o público.
Reflexão pessoal
Acho que não é segredo para ninguém que questões como desigualdade, preconceito e violência não acontecem por acaso, mas têm raizes profundas na forma como a socieade está organizada, e o filme "O Ódio" irá retratar bem isto. Falando no filme no todo, ele retratou questões das quais já me encontrava informada, por esse motivo o filme foi escolhido, mas escrevendo por uma visão diferente; com o filme, pode se entender a ligação entre a sociedade e o lugar em que vivem, explicsnfdo de uma melhior forma; muitas das vezes, acredita-se que as pessoas vivem de tal maneira porque elas escolheram viver daquela maneira, o filme mostra-se que este pensamento não será concreto, pois o comportamento dos personagens não é apenas uma questão de escolha pessoal, eles irão agir de acordo com as dificuldades do lugar onde vivem, como a falta de oportunidades e violência. Isto ajudará a entender bem melhor como o lugar na qual se vive pode influenciar a sociedade. Outro assunto retratado foi a violência entre o Estado e os jovens, onde quis passar o facto da polícia poderem reforcar injustiças, isto nos faz questionar e refletir como o poder funciona e como as estigmas sociais podem piorar essa exclusão. Em relação a como ele ajudou a entender melhor certos conceitos sociológico; o filme tornou mais fáceis as teorias, como por exemplo: A ideia de Anomia, onde há falta de regras ou organização, entendeu-se melhor como os jovens recorrem à violência por não terem outras escolhas. Em resumo, o filme ajudou a perceber que as teorias sociológicas não apenas ideias difíceis, mas o modo de entender o mundo à nossa volta.
Bibliografia.
Livro do 12 ano. https://pt.wikipedia.org/wiki/O_%C3%93dio https://repositorio.ipcb.pt/bitstream/10400.11/2312/1/Potencial_Cien_PSILVA.pdf https://pt.linkedin.com/pulse/filme-o-%C3%B3dio-e-rela%C3%A7%C3%A3o-com-psicologia-social-renan-viana
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