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Décima-Primeira Entrada - Rosa Félix

rosa

Created on November 3, 2024

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Transcript

Psicologia

Diário de bordo

Rosa Félix Nº23 12º5ª

Primeiro semestre

MAPA

Segundo semestre

Primeiro semestre

Estrutura do Trabalho - 1º Semestre

1. Segunda entrada - Apresentação do tema

2. Terceira entrada - Normalização

3. Quarta entrada - Conformismo

4. Quinta entrada - Obediência à autoridade

5. Sexta Entrada - "Tribos Urbanas"

Segunda Entrada

2/11/2024 - Tema do trabalho

Tema - Influencia social

O tema será essencialmente um estudo das interações sociais entre seres humanos.

Escolhi este tópico porque me interesso bastante nas interacoes entre seres humanos, especificamente as razões por de trás das nossas ações arbitrárias.

Terceira entrada

06/12/2024 - Processo de Normalização

Muzafer sherif

Muzafer Sherif, nascido em 1906, foi um psicólogo turco que ficou conhecido por revolucionar a psicologia social com os estudos que realizou na decada de 1930, nomeadamente a sua experiência do efeito autocinético.
VOLTAR PARA A OITAVA ENTRADA

O que é a normalização?

VOLTAR PARA A NONA ENTRADA
A normalização é um processo de influência social em que indivíduos convergem nos seus comportamentos e opiniões, aproximando-se de posições intermédias que resultam na criação de normas sociais. É um processo colectivo de elaboração de regras quando estas não existem ou não são reconhecidas colectivamente. A ausência de normas é geradora de desorientação. As normas reduzem a ambiguidade e estabelecem a segurança porque definem o que se deve fazer.

O EFEITO AUTOCINÉTICO

O efeito autocinético foi um fenómeno que Sherif utilizou nos seus estudos, uma ilusão de ótica em que um ponto de luz estacionário aparenta estar em movimento quando observado numa sala escura, mesmo estando este sempre imóvel. Como a luz não está realmente em movimento, Sherif pode utilizar o fenómeno para testar a influência e criação de normas sem qualquer parcialidade enquanto à resposta.

A EXPERIENCIA DO EFEITO AUTOCINÉTICO

Experiencia:Utilizando este fenómeno, Sherif testou sujeitos individualmente numa sala escura, pedindo-lhes uma descrição exata do movimento da luz. Depois, juntou-os em grupos e repetiu a experiencia, agora com 2-3 pessoas.

Resultados:Sherif percebeu que quando separados, os sujeitos obteram resultados divergentes, enquanto em grupo, as suas respostas igualaram as dos restantes membros.

A EXPERIENCIA DO EFEITO AUTOCINÉTICO

Conclusão:O estudo de Sherif sugere que quando separadas, as pessoas têm opiniões pessoais que podem divergir das dos outros, mas quando em grupo, as opiniões tendem a convergir, provando esta experiência a facilidade que temos em criar normas sociais e comprava que o comportamente humano é facilmente influenciado, especialmente em situações sem respostas objetivas, como esta experiência.

Bibliografia (Terceira entrada)

1. Livro de Psicologia 12º ano;2. https://shorturl.at/2ztlS 3. https://fourweekmba.com/pt/efeito-autocin%C3%A9tico/

Quarta entrada

19/06/2024 - Conformismo

Solomon asch

Solomon Asch foi um psicólogo polaco-estadunidense nascido em Varsóvia em 1907 e fez importantes descobertas para a psicologia social, nomeadamente o conformismo.
VOLTAR PARA A NONA ENTRADA

O que é o conformismo?

VOLTAR PARA A DÉCIMA ENTRADA
O conformismo é o processo de influência social em que a minoria cede perante a posição da maioria, conformando os seus comportamentos de acordo com as normas e posições maioritárias. Alguns exemplos comuns de conformismo são a moda, as 'tendências', opiniões políticas e comportamentos em situações sociais.

Fases do conformismo

Tensão entre o indivíduo ou indivíduos em minoria e a posição da maioria

Adesão do indivíduo ou indivíduos ás normas impostas pela maioria

Modificação do comportamento, reunindo a negação da posição antes defendida e a aceitação das novas normas

ESTUDO DE ACUIDIDADE VISUAL

Nos anos 50, Asch criou uma experiência para testar o conformismo de participantes, utilizando uma simples comparação entre linhas, algo mais objetivo que as experiências de normalização. O objetivo dos participantes era escolher a linha igual à apresentada.

ESTUDO DE ACUIDIDADE VISUAL

Experiencia:Asch colocou participantes reais sozinhos numa sala com cúmplices, que iriam testar o conformismo do participante ao deliberadamente escolherem a resposta errada, dita alto. O participante, responde purpositadamente em último.

Resultados:Mais de 75% das vezes, os participantes reais responderam incorretamente pelo menos uma vez, influenciados pela maioria, e os restantes 25% que não cederam mostraram-se bastante incomodados.

ESTUDO DE ACUIDIDADE VISUAL

Conclusão:Este estudo conclui que indivíduos são facilmente influenciados pela maioria, que nos mostramos incomodados e inseguros com as nossas opiniões e posições se estas não forem partilhadas. Este sentimento provem das inseguranças intrinsecas que nós temos, a dada imperfeição humana que cria dúvida, mesmo em situações que parecem óbvias. O conformismo prova que somos maleáveis e que tudo o que acreditamos é relativo.

Bibliografia (Quarta entrada)

1. Livro de Psicologia 12º ano;2. https://shorturl.at/LKA4e 3. https://shorturl.at/xkgOU 4. https://shorturl.at/jdrZA

Quinta entrada

8/01/2025 - Obediência à Autoridade

Stanley milgram

Stanley Milgram foi um psicólogo estado-unidense especializado em psicologia social, graduado de Yale, cuja experiência sobre a obediência à autoridade foi crucial para compreendimento de vários eventos históricos, nomeadamente a Segunda Guerra Mundial.

philip zombardo

Philip Zombardo foi um psicólogo e professor estado-unidense. Dedicou o seu estudo de vida ao comportamento social. Foi professor em Stanford, onde tomou lugar a sua mais célebre experiência, The Stanford Prison Experiment.

O que é a obdiência á autoridade?

A obediência à autoridade é a modificação do comportamento de forma a oferecer submissão a alguém com poder legítimo, quando um indíviduo obedece de forma tal que a sua consciência e valores morais se tornam irrelevantes, deixando de sentir responsabilidade.
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raciocínio da obediência

Seres humanos crescem a aprendem a ser obedientes

Logo, sentimos a necessidade de obedecer a figuras de autoridade

Independentemente do nível de conflito com os seus valores morais

Os seres humanos fazem o que lhes mandarem fazer.

EXPERIÊNCIA DE MILGRAM

Para estudar a obediência à autoridade, Stanley Milgram criou uma experiência entre dois sujeitos (sendo um deles amigo de Milgram e o outro um sujeito fidigno) em que um seria o 'professor' e o outro o 'aluno'. A ideia seria que o professor faria questões ao aluno, e se este errasse, era ordenado a dár-lhe um choque elétrico.

EXPERIÊNCIA DE MILGRAM

Resultados - Dos quarenta participantes, 100% deles aplicou choques de pelo menos 300 volts. 35% apenas se recusou a continuar após 300-375 volts, e 65% dos participantes apenas parou quando assim foram solicitados.

Objetivo - O objetivo era Milgram conseguir descobrir até quando é que os diferentes 'professores' continuavam, sendo que após cada resposta errada o choque, que não era realmente verdadeiro, deveria aumentar 15 volts.

EXPERIÊNCIA DE MILGRAM

Conclusões - A obediência à autoridade é algo que não se aparenta tão forte como pensamos, que somos rápidos a ignorar os nossos valores morais pelas ordens de outros, que nos deixemos ir, mesmo sem más intenções. A nossa força e integridade na verdade são extremamente condicionadas, e Milgram prova isso.

A EXPERIÊNCIA DA PRISÃO DE STANFORD

Inspirado por Milgram, Philip Zimbardo realizou uma das experiências mais polémicas da psicologia, The Stanford Prison Experiment (Experiência da Prisão de Stanford). Nesta experiência, Zimbardo testou não apenas o efeito de uma autoridade individual, mas o poder que as instituições têm para fazer boas pessoas cometer atrocidades.

A EXPERIÊNCIA DA PRISÃO DE STANFORD

2 - A detençãoOs 'reclusos' foram surpreendidos nas suas casas e levados para uma esquadra real, de onde foram levados para uma prisão falsa na cave da universidade.

1 - Os Voluntários24 estudantes voluntariaram-se e foram divididos em dois grupos, 'guardas' e 'reclusos'.

A EXPERIÊNCIA DA PRISÃO DE STANFORD

4 - Os prisioneirosOs 'reclusos' tentar revoltar-se contra o tratamento, sendo mal sucedidos, o que criou ainda mais tortura da parte dos 'guardas', especialmente ao líder da revolta.

3 - A humilhaçãoOs 'guardas' foram instruídos a tratar os 'reclusos' de forma bruta e humilhante, obrigando-os a usar batas sem roupa interior, acorrentados pelos pés, etc.

A EXPERIÊNCIA DA PRISÃO DE STANFORD

5 - ResultadosAo longo da experiência, os 'guardas' foram ficando cada vez mais sádicos, desfrutando realmente do sentimento de poder que lhes foi oferecido. A experiência teve um final precoce dadas as condições dos prisioneiros, sendo que teria a duração de 15 dias, mas foi terminado ao fim de 6.

A EXPERIÊNCIA DA PRISÃO DE STANFORD

ConclusõesNão só conseguiu Zimbardo provar que a obediência â autoridade tem um efeito significativo nas nossas interações sociais, como mostrou a facilidade com que pessoas assumidamente boas (previamente testadas com testes de personalidade) conseguem desfrutar do sofrimento de outras, aceitando o poder oferecido sem qualquer remorso. Isto mostra o porquê de termos dificuldade, como sociedade a revoltarmos-nos, a ouvirmos os nossos valores morais e lutarmos pelo um mundo melhor.

Bibliografia (Quinta entrada)

1. Livro de Psicologia 12º ano;2. https://pt.wikipedia.org/wiki/Stanley_Milgram 3. https://en.wikipedia.org/wiki/Philip_Zimbardo 4. «https://www.bbc.com/portuguese/geral-46417388 5. https://shorturl.at/WYFDv 6. www.prisonexp.org 7. https://shorturl.at/UWFhT

Sextaentrada

22/01/2025 - "Tribos Urbanas"

O que são tribos urbanas?

Tribos Urbanas, ou 'cliques', são grupos restritos entre indivíduos que partilham interesses, atitudes ou crenças em comum. Estas classes são um bom exemplo do poder da influência social e manifestam as características dos vários conceitos da influência social, mas especificamente o conformismo e a normalização.

'BETOS'

Uma das subclasses urbanas em Portugal que vou explorar hoje são os betos. 'Beto' é um termo utilizado para pessoas com um estilo baseado no que pode ser chamado de 'mainstream', seja moda ou forma de ser e comunicar.

'BETOS' - INFLUÊNCIA SOCIAL

Esta classe é um exemplo de conformismo, pois é extremamente dependente em certas tendências e opiniões. É um estilo muito seletivo e considerado mais 'alta-classe' e muitos adolescentes são influenciados por outros a vestirem-se e agirem de formas que consideram melhores.

'ALTERNOS'

Alternos são pessoas que se vestem de forma incomum e interagem principalmente com outros alternos. São uma das tribos urbanas inicialmente dedicada a criar a nossa própria identidade, logo existem variadas subclasses do estilo 'alternativo'.

'ALTERNOS' - INFLUÊNCIA SOCIAL

Mesmo sendo o estilo alternativo uma dedicação ao individualismo e à expressão própria, a romantização do estilo alternativo fez desta expressão própria apenas isso, apenas um estilo, uma forma de vestir que se tornou genérica e mesmo que mais adaptável que o estilo beto, algo para se tornou uma norma. Grupos de pessoas que apenas seguem tendências diferentes, que ainda são facilmente sujeitas à influência de outros.

'CHUNGAS'

O estilo 'chunga' em Portugal é um termo popularmente utilizado para descrever um tipo de estética, comportamento e forma de vestir associada a uma imagem mais vulgar, provocadora e por vezes é associada com desrespeito das normas societais.

'CHUNGAS' - INFLUÊNCIA SOCIAL

Os 'chungas' têm um estilo de vida mais associado com o desrespeito e quebra de regras e leis, e por mais que tenha também bastante conformismo e pressão de grupo entre si mesmos, é um grupo que é, pelo bem ou pelo mal, pouco influenciado por outros, mesmo sendo esses seus superiores. Faz parte do estilo e comportamento 'chunga' desrespeitar a sociedade, logo a influência social que esta traz consigo.

Para esta entrada, fiz um inquérito anónimo com um google forms, em que enviei o link a alguns colegas/adolescentes.

Respostas - Carregar aqui para o link

As respostas não são muito conclusivas, mas provam que todos nós temos visões parciais uns dos outros, e a facilidade com que generalizamos e colocamos pessoas em caixas.

CONCLUSÃO E REFLEXÃO PESSOAL

Para concluir, podemos inferir que existe muito influência social nas nossas vidas, quer nós reparemos ou não. Pessoalmente, sei que me deixo influenciar por outros por vezes, às vezes até com total consciência. Existem grupos e ideias com as quais me identifico e sei que algumas delas foram influenciadas. Esta ideia, a de que o individualismo é fácil de transformar em apenas mais uma tendência e a normalização da nossa expressão pessoal sinceramente assusta-me, e sinto que esta mentalidade de grupo para a qual tendemos é preocupante.

REFLEXÃO DE FIM DE SEMESTRE

Este semestre foquei-me principalmente em conceitos objetivos e matéria teórica, utilizando experiências para concretizar a explicitação do material.

No próximos semestre planeio continuar no mesmo tópico, explorando agora, como nesta sexta entrada, exemplos de influência social no nossa sociedade.

Bibliografia (sexta entrada)

1. https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/betos 2. https://dicionario.priberam.org/chunga 3. https://pt.wikipedia.org/wiki/Tribo_urbana

(Como este foi um tema mais abstrato, não houve muita pesquisa envolvida)

Segundo semestre

Estrutura do Trabalho - 2º Semestre

1. Sétima Entrada - Obediência à autoridade - Contexto Militar

2. Oitava Entrada - Normalização no filme Dogville (2003)

3. Nona Entrada - Conformismo/Normalização nas Redes Sociais

4. Décima Entrada - Conformismo/Obediência à autoridade: "O Processo" de Franz Kafka

5. Décima-Primeira Entrada - Influência Social: Cultos

Sétimaentrada

19/02/2025 - Obediência à autoridade - Contexto Militar

OBEDIÊNCIA À AUTORIDADE

Obediência - Contexto militar

A obediência à autoridade no exército é um conceito delicado, sendo que os soldados têm de equilibrar a moralidade da guerra e os seus próprios morais e valores, o que se torna por vezes complexo.

hierarquia do poder militar

Para o funcionamento de forças militares, os soldados são (e sempre foram em tempos de guerra), a obedecer a ordens. O exército está dividido numa hierarquia de poder, uma que salienta a importância das ordens e da superioridade entre certos níveis. Este ambiente é um dos exemplos mais concisos de obediência à autoridade.

OBEDIÊNCIA vs MORALIDADE

disassociação de identidade e morais

TRIBUNAIS DE NUREMBERG

Crimes de guerra

disassociação de identidade e morais

  • Num ambiente fechado e rigoroso como um exército, as pessoas são facilmente sujeitas à falta de identidade própria, e veem-se, de certa forma, como apenas uma peça de um maior conglomerado, conseguindo até perder a noção do que consideram pessoalmente certo e errado.
  • A disassociação pessoal é fácil para estas pessoas, pois não sentem que realmente que têm responsabilidade pelas ações que são ordenadas a fazer.

CRIMES DE GUERRA

As ordens que mais têm efeito no nosso mundo são os crimes de guerra. Estes são os momentos em que os militares são ainda mais testados, sabendo que as ordens que lhes foram dadas são, ainda mais do que apenas conduta normal de guerra, algo ilegal. Alguns exemplos de crimes de guerra são:
  • Tortura;
  • Atacar pessoas inocentes;
  • Uso de armas não-autorizadas;

EXEMPLO - TRIBUNAL DE NUREMBERG

Um caso famoso deste fenómeno ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, durante um tribunal penal militar internacional em Nuremberg (1945-1946), cujo objetivo fora julgar 24 líderes militares da força Nazi. Para se defenderem deste julgamento, os militares afirmaram que apenas fizeram o que lhes foi mandado. Esta defesa não foi aceite, estabelencendo o tribunal que cada indíviduo tem uma responsabilidade moral pessoal.

Conclusão

Com este exemplo, podemos ver quão absolutamente devastadora a obediência à autoridade pode ser, não só em termos de danos físicos ao mundo, mas também aos valores morais de tantas pessoas que a isso foram sujeitas. Também reitera a fraqueza da nossa individualidade, que para mim é um bem muito precioso.

Bibliografia (sétima entrada)

1. https://shorturl.at/hupgf 2. https://shorturl.at/ar56G 3. https://shorturl.at/apGcH 4. https://shorturl.at/J9ajy

oitavaentrada

06/03/2025 - Normalização no filme Dogville (2003)

Normalização

Dogville (2003)

O filme Dogville mostra a história de Grace, uma fugitiva que acaba numa pequena vila, onde, para retribuir a generosidade das pessoas que lá vivem pela deixarem ficar, trabalha para elas.

trailer

https://youtu.be/dC3UFn5MeCg?si=tzAYQusYx-b0kX1_

ENREDO

A história mostra a gradual adaptação da vila ao abuso do poder que possuem sobre Grace, que depende deles para não ser apanhada pela vida da qual foge, e as exigências que inicialmente começam como apenas tentativas da parte de Grace para se tornar parte da vila, tarefas que inicialmente são descartadas como desnecessárias tornam-se em exigências cada vez mais pesadas e violentas, sendo esta exploração física, emocional e até sexual.

COMPORTAMENTO COLETIVO - NORMALIZAÇÃO

Ao longo da história testemunhamos a mudança gradual do comportamento das pessoas em Dogville, que começam com um nível de humanidade e empatia, e gradualmente se influenciam uns aos outros a acreditar que as exigências cruéis que exigem de Grace são justificáveis, tornando-se este comportamento a nova 'norma' da vila.

DESUMANIZAÇÃO NA NORMALIZAÇÃO

Neste caso, a vila foi normalizando um comportamento desumano, ou seja, neste filme conseguimos ver a facilidade que a humanidade da vila vai desvanecendo ao longo do processo de normalização. A normalização neste caso é um processo cruel, e mostra as consequências vis que a influência social pode ter no mundo.

MORALIDADE

Neste filme, as personagens são representadas de forma simples, começam por ser pessoas com valores e empatia, tais como quaisquer outras. Este filme explora o sentido da moralidade, o dicotomia entre a nossa natureza e aquilo que sabemos ser certo. A história pega nestes dois conceitos e mistura-os, normaliza o incorreto e normaliza a imoralidade, apenas para nos mostrar o significado da humanidade.

Conclusão

Este filme ajuda-nos a perceber o lado cruel da humanidade, é sobre a arrogância que temos perante a ignorância e o abuso, a natureza humana e os limites a que podemos ir sem sermos imorais, e a fraqueza humana perante oportunidade e a influência de outros.

Bibliografia (OITAVA entrada)

1. Manual de Psicologia 2. https://shorturl.at/zanL5 3. Filme Dogville (2003) de Lars von Trier

NONAentrada

06/03/2025 - Conformismo/Normalização nas Redes Sociais

Conformismo

NORMALIZAÇÃO

NORMALIZAÇÃO NAS REDES SOCIAIS

«Herd mentality» NA INTERNET

+ALGORITMO» DE GOSTOS

CULTURA DA INTERNET

CULTURA DA INTERNET

Na internet e nas redes sociais as interações que nós temos com o conteudo oferecido são bastante mais impessoais do que parecem, e os efeitos das redes sociais são por vezes bastante perniciosos para o nosso bem estar mental, onde certas formas de ser são gradualmente normalizadas e cada vez mais desenvolvemos normas com a ajuda da cultura da internet.

«HERD MENTALITY» NA INTERNET

Herd Mentality, ou pensamento de rebanho, é uma variação da normalização, e acontece frequentemente na internet. Com tudo o que vemos na internet, certos pensamentos e mentalidades começam a ser normalizados, seja sobre política, interesses, filmes e qualquer tipo de arte. Com isto, perdemos a individualidade que tinhamos antes de sermos influenciados pelas redes sociais.

O «ALGORITMO» DE LIKES

Em certas redes sociais, como o Tiktok, o Instagram, e o Youtube, o conteúdo recomendado é escolhido a partir dos nossos gostos, o que pode limitar a necessidade de escolha e a noção que nós temos do que de facto queremos ou não ver. Este algoritmos serve como um subsequente forma de normalizar a falta de pensamento crítico da experiência das redes sociais.

NORMALIZAÇÃO NAS REDES SOCIAIS - Conclusão

Na internet, sem nós sequer repararmos, estamos sempre a normalizar comportamentos e pensamentos que nem sempre têm benefícios nas nossas vidas. Os nossos gostos transformam-se nos gostos das outras pessoas e perdemos a nossa individualidade e espírito crítico.

CONFORMISMO NAS REDES SOCIAIS

PADRÕES E INSEGURANÇAS

TENDÊNCIAS e validação

INFLUENCERS

INFLUENCERS

Com a existência de influencers e criadores de conteúdo, muitas pessoas seguem os concelhos (sejam estes comerciais, estéticos, sociais, amorosos ou políticos) de pessoas que não conhecem, e este parasocialismo e forma de conformismo às opiniões de outras pessoas é muit pouco saudável.

PADRÕES E INSEGURANÇAS

As redes sociais muitas vezes levam as pessoas, especialmente adolescentes, a crer que têm de mudar quem são e conformar-se aos padrões normalizados pela internet. Muitas vezes sentimos pressão para seguir os padrões estéticos e sociais implicados pelo conteúdo que consumimos, e esta pressão têm um grande efeito nas nossas auto-estimas.

TENDÊNCIAS E VALIDAÇÃO

Uma das formas mais salientes de conformismo é o sistema de validação das redes sociais, do seguimento de tendências criadas por outros, procurando o fútil, vago afeto da internet. Estas tendências também propulsionam a nossa falta de sentido próprio.

CONFORMISMO NAS REDES SOCIAIS - Conclusão

O conformismo nas redes sociais vêm principalmente da nossa tendência para o parasocialismo e a nossa necessidade de nos sentirmos bem estimados por outras pessoas, o que leva a uma vulnerabilidade mais alta ao conformismo e a uma definição mais vaga do nosso sentido de ser e pensamento crítico.

Bibliografia (NONA entrada)

1. Manual de Psicologia 2. https://shorturl.at/vdzTC 3. https://shorturl.at/ZW5yC 4. https://shorturl.at/nIbYY

décimaentrada

30/04/2025 - Conformismo/Obediência à autoridade: "O Processo" de Franz Kafka

Conformismo

obediência à autoridade

FRANZ KAFKA

Franz Kafka, nascido em 1883, foi um escritor alemão, e é considerado um dos escritores mais influentes do século XX, tendo escrito variados romances e contos, como a Metamorfose, O Processo e O Castelo.

O PROCESSO

O Processo foi um dos livros mais famosos de Kafka, e relata a história de Josef K., que é inexplicavelmente submetido a um processo por um crime desconhecido pelo próprio. O livro estuda temas como a burocracia, o poder excessivo e avassalador da lei e o efeito do conformismo e da obediência à autoridade, que levam à alienação da sociedade.

INFLUÊNCIA SOCIAL EM KAFKA

Nos seus livros, Kafka explora a forma como nos facilmente conformamos ao mundo à nossa volta, nomeadamente as dificuldades burocráticas que vemos à nossa volta. Este vídeo explica de forma sucinta os temas que Kafka explora, sendo estes, no fundo, o funcionamento dos nossos cérebros e a forma como somos influenciados a ver a sociedade e também a sofrer as consequências dela.

CONFORMISMO - O PROCESSO

Neste romance, Josef K. é incapaz de aceitar, ou conformar-se, ao mundo que lhe é imposto, lutando contra a natureza ilógica da lei. Este esforço dá enfase à forma de como no mundo real, nos sistemas judiciários, o conformismo é normalizado e devemos lutar contra ele. A força do romance está na ideia de lutarmos contra o que não faz sentido, criando um cenário tão absurdo que não conseguimos ignorá-lo sob o véu da ignorância, aceitando, como aceitmos tudo o resto.

obediência à autoridade - O PROCESSO

Um dos temas mais salientes neste livro é a força que figuras de autoridade têm sobre nós, como o poder que eles impõem afeta a sociedade. Josef K., que era apenas um cidadão normal, que não cometeu qualquer crime, é castigado e posto por um processo injusto, apenas porque o poder que judicia a sua vida não lhe cabe solemente a si, e isso mostra o força implacável e determinante que a influência da autoridade tem nas nossas vidas.

Bibliografia (décimA entrada)

1. Manual de Psicologia 2. "O Processo" - Franz Kafka 3. https://shorturl.at/lBTom 4. https://shorturl.at/E4xwr

décima-pRIMEIRAentrada

17/05/2025 - influência Social: Cultos

GRAUS DA INFLUÊNCIA SOCIAL

A influência social tem efeitos negativos de variados graus, indo de apenas pequena mudanças intrapessoais, como o conformismo para certas modas ou a normalização de certos comportamentos, para situações de verdadeiro perigo. Das situações de maior perigo, encontram-se guerras, genocídio, situações políticas e cultos.

DEFINIÇÃO DE CULTO

Um culto é normalmente um grupo de pessoas que se foca num certo conjunto de ideiais frequentemente excessivos e radicais. Cultos costumam ser controlados e centrados num líder, alguém idealmente caristmático e convincente. Cultos tendem a tomar posse das vidas de pessoas, mundando completamente as suas maneiras de viver. Por mais que não sejam necessáriamente religiosos, cultos tiram muito da forma como a religião funciona, criando um ideal 'divino'.

Modelo B.I.T.E

O modelo BITE, criando por Steven Hassan, é utilizado para ajudar a definir um culto e o controlo social que este infere. A sigla significa: B - Behavior Control (Controlo do comporamento) I -Information Control (Controlo da Informação) T - Thought Control (Controlo do Pensamento) E -Emotional Control (Controlo Emocional
Este sistema mostra as diferentes táticas utilizadas em cultos para controlar os seus membros, manipulando-os socialmente.

PEOPLE'S TEMPLE

People's Temple foi o nome do culto criado por Jim Jones em Indianapolis, que mais tarde se relocalizou em Guiana, num local chamado Jonestown. Ficou conhecido porque em 1977, ocorreu um suícidio em massa de cerca de 900 pessoas, que beberam todas Kool-aid envenenado. Até hoje se utiliza, em inglês, a expressão 'drink the kool-aid' para expressar conformismo e obediência excessivos.

HEAVEN'S GATE - INDOCTRINAÇÃO

Heaven's Gate foi mais um culto conhecido pelos variados suicídios em massa, criado por Marshall Applewhite e Bonnie Nettles, a quem chamavam, respetivamente, Do e Ti. Foram encontradas gravações das últimas horas de varios membros, e salientam marcadamente o complete indoctrinação a que foram submetidos.

Conclusão

Cultos são uma testemunha dos efeitos perniciosos da influência social, e mostram-nos quão fácil pode ser para certas pessoas controlarem outras. Estes grupos e estas tragédias são uma manifestação direta das fraquezas sociais humanas, e funcionam como um aviso de perigo, que devemos estar alerta e focarmos-nos em manter o nosso pensamento crítico e a nossa individualidade, pois pode ser mais importante do que parece.

Bibliografia (décimA-primeira entrada)

1. Manual de Psicologia 2. https://shorturl.at/v8hfW 3. https://shorturl.at/2koWg 4. https://shorturl.at/LuwDa 5. https://shorturl.at/WGIyY 6. https://shorturl.at/hOMtr

Reflexão PessoaL

Reflexão pessoal

+ideias

Vista geral

tópico

Gostei bastante de fazer este trabalho, acho que correu bem, que aprofundei no tópico de forma criativa e aplicável ao nosso mundo e que aprendi bastante.

A influência social passou a ser algo que me interessa bastante, e nunca tinha pensado em todas as formas que esta pode tomar. Sinto que este trabalho foi bastante útil e valorizo muito o que aprendi com ele.

Aqui estão todas as coisa que poderia também ter feito: - Religião - Política - Jogos Mortais - FOMO - Glorificação do 'Básico'

FIM