A cronologia dos ataques
Entenda como foram os acontecimentos que teriam levado aos ataques do último dia 19 de outubro em Santa Catarina
Parte 1
Noite de 2 de outubro
Durante a gravação de um clipe do cantor de trap Boladin 211, o produtor cultural David Beckhauser Santos Herold, de 34 anos, foi morto a tiros. O caso aconteceu na Zona Norte de São Paulo e foi o estopim para o que aconteceu três semanas depois em Santa Catarina. Herold, que é natural de Florianópolis, já havia sido condenado por assassinato, cometido em 2014. Ele era chamado de “Americano” pelos colegas por ter servido como soldado nos Estados Unidos entre 2008 e 2013.
Fotos: Redes Sociais, Reprodução
Antecedentes
David Herold tinha extensa ficha criminal. Dez anos atrás, segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), ele matou Thiago Polucena de Oliveira, apontado como um dos chefes do tráfico no Morro do 25, em Florianópolis. “Americano”, à época, cometeu o assassinato na tentativa de assumir o controle da venda de drogas na região. Além disso, segundo a Polícia Civil, ele seria “matador de aluguel” a mando de uma facção criminosa nascida em Santa Catarina e que cometeu diversos ataques no Estado em 2012 e 2013. “Americano” já havia sido preso no Rio Grande do Sul em 2015.
Parte 2
O pós-assassinato
As investigações que se iniciaram após a morte de “Americano” levaram a polícia a suspeitar de que a execução tivesse ligação com uma outra facção paulista, que já havia tido atritos com o grupo criminoso catarinense anos antes. Entre 2016 e 2018, centenas de mortes em Florianópolis e outras cidades no Estado tiveram relação justamente com uma “guerra” oculta entre a facção de Santa Catarina e a facção de São Paulo pelo domínio de zonas de tráfico.
Parte 3
Madrugada de 18 de outubro
Como forma de retaliação ao assassinato e já com o histórico de conflitos entre ambas as facções, conforme fontes ligadas à polícia, o bando de Santa Catarina teria tentado invadir a Comunidade da Papaquara, no Norte da Ilha. A região seria dominada pelo grupo criminoso paulista e o objetivo dos criminosos catarinenses seria assumir o controle da região. No conflito, um dos envolvidos ficou ferido e foi levado para a UPA Norte. Outros três foram detidos pela Polícia Militar, sendo um adolescente.
Na ocorrência, criminosos incendiaram dois veículos dentro da comunidade. Ao final, a PM apreendeu drogas, rádios comunicadores e outros materiais.
Parte 4
A volta dos que não foram
No dia 19 de outubro, sábado derradeiro dos eventos, bandidos ligados à facção catarinense fizeram uma segunda tentativa de invasão na Papaquara. Foi quando houve uma nova intervenção da Polícia Militar. No confronto com os policiais, sete suspeitos foram presos e um morto. Diante da atuação dos policiais militares para reprimir a ação dos bandidos no Norte da Ilha, a facção teria reagido com ataques em diversos pontos da Grande Florianópolis como forma de dispersar a atuação das forças de segurança. Desta forma, segundo fontes ouvidas pela coluna, a ideia era a de que a polícia diminuísse as buscas por criminosos do grupo.
Foto: Carolina Fernandes, NSC TV
Parte 5
Reação das polícias e gabinete de crise
Os 18 ataques espalhados pela Grande Florianópolis provocaram uma resposta das forças de segurança, que chegaram a instalar um gabinete de crise e mobilizar desde Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, até a Polícia Científica, além de autoridades ligadas à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). Ainda na noite de sábado (19), o governo estadual anunciou que os “atos de vandalismo” haviam sido desmobilizados na região. Do dia 19 até o dia 24, no fechamento desta edição, não houve registro de novos ataques na Capital.
Foto: Roberto Zacarias, Divulgação
Cronologia dos ataques de 19/10/24
Design NSC
Created on October 25, 2024
Start designing with a free template
Discover more than 1500 professional designs like these:
View
Vision Board
View
Periodic Table
View
SWOT Challenge: Classify Key Factors
View
Explainer Video: Keys to Effective Communication
View
Explainer Video: AI for Companies
View
Corporate CV
View
Flow Presentation
Explore all templates
Transcript
A cronologia dos ataques
Entenda como foram os acontecimentos que teriam levado aos ataques do último dia 19 de outubro em Santa Catarina
Parte 1
Noite de 2 de outubro
Durante a gravação de um clipe do cantor de trap Boladin 211, o produtor cultural David Beckhauser Santos Herold, de 34 anos, foi morto a tiros. O caso aconteceu na Zona Norte de São Paulo e foi o estopim para o que aconteceu três semanas depois em Santa Catarina. Herold, que é natural de Florianópolis, já havia sido condenado por assassinato, cometido em 2014. Ele era chamado de “Americano” pelos colegas por ter servido como soldado nos Estados Unidos entre 2008 e 2013.
Fotos: Redes Sociais, Reprodução
Antecedentes
David Herold tinha extensa ficha criminal. Dez anos atrás, segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), ele matou Thiago Polucena de Oliveira, apontado como um dos chefes do tráfico no Morro do 25, em Florianópolis. “Americano”, à época, cometeu o assassinato na tentativa de assumir o controle da venda de drogas na região. Além disso, segundo a Polícia Civil, ele seria “matador de aluguel” a mando de uma facção criminosa nascida em Santa Catarina e que cometeu diversos ataques no Estado em 2012 e 2013. “Americano” já havia sido preso no Rio Grande do Sul em 2015.
Parte 2
O pós-assassinato
As investigações que se iniciaram após a morte de “Americano” levaram a polícia a suspeitar de que a execução tivesse ligação com uma outra facção paulista, que já havia tido atritos com o grupo criminoso catarinense anos antes. Entre 2016 e 2018, centenas de mortes em Florianópolis e outras cidades no Estado tiveram relação justamente com uma “guerra” oculta entre a facção de Santa Catarina e a facção de São Paulo pelo domínio de zonas de tráfico.
Parte 3
Madrugada de 18 de outubro
Como forma de retaliação ao assassinato e já com o histórico de conflitos entre ambas as facções, conforme fontes ligadas à polícia, o bando de Santa Catarina teria tentado invadir a Comunidade da Papaquara, no Norte da Ilha. A região seria dominada pelo grupo criminoso paulista e o objetivo dos criminosos catarinenses seria assumir o controle da região. No conflito, um dos envolvidos ficou ferido e foi levado para a UPA Norte. Outros três foram detidos pela Polícia Militar, sendo um adolescente.
Na ocorrência, criminosos incendiaram dois veículos dentro da comunidade. Ao final, a PM apreendeu drogas, rádios comunicadores e outros materiais.
Parte 4
A volta dos que não foram
No dia 19 de outubro, sábado derradeiro dos eventos, bandidos ligados à facção catarinense fizeram uma segunda tentativa de invasão na Papaquara. Foi quando houve uma nova intervenção da Polícia Militar. No confronto com os policiais, sete suspeitos foram presos e um morto. Diante da atuação dos policiais militares para reprimir a ação dos bandidos no Norte da Ilha, a facção teria reagido com ataques em diversos pontos da Grande Florianópolis como forma de dispersar a atuação das forças de segurança. Desta forma, segundo fontes ouvidas pela coluna, a ideia era a de que a polícia diminuísse as buscas por criminosos do grupo.
Foto: Carolina Fernandes, NSC TV
Parte 5
Reação das polícias e gabinete de crise
Os 18 ataques espalhados pela Grande Florianópolis provocaram uma resposta das forças de segurança, que chegaram a instalar um gabinete de crise e mobilizar desde Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, até a Polícia Científica, além de autoridades ligadas à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). Ainda na noite de sábado (19), o governo estadual anunciou que os “atos de vandalismo” haviam sido desmobilizados na região. Do dia 19 até o dia 24, no fechamento desta edição, não houve registro de novos ataques na Capital.
Foto: Roberto Zacarias, Divulgação