A palavra
mágica
Índice
Resumo
Leitura
Categ. da Narrativa
Questionário
Resumo do excerto
Neste excerto, a palavra "inócuo", que originalmente significava algo inofensivo, passou a ser utilizada na aldeia como um insulto. A cada nova situação de desgraça e cólera entre os habitantes, o termo ganhava novos significados. Quando a Rainha matou o amante de sua mulher com uma espingarda, foi chamado de "inócuo", e o termo foi gradualmente ampliando-se para descrever outros tipos de crimes.
''Como, porém, as desgraças e a cólera do povo pediam cada dia termos novos para se exprimirem, “inócuo” foi inchando de mais significações. Quando o Rainha deu um tiro de caçadeira, num dia de arraial, ao homem da amante, chamaram-lhe, evidentemente, inoque, por ser um devasso e um assassino de caçadeira.''
Lido por: Lara
''Daí que fosse fácil meter também no inoque o assassino de faca e a croia de porta aberta. “Inócuo” dera volta à aldeia, secara todo o fel das discórdias, escoara todo o ódio da população. A moca grossa de ferro, seteada de puas, era agora uma arma terrível, quase desleal, que só se usava quando se tinha despejado já toda a cartucheira de insultos.''
Lido por: Tomás
''Até que o Perdigão dos Cabritos entrou pela ponte norte da aldeia, com o cavalo carregado de reses, num dia de feira, e se azedou com o taberneiro, quando trocava um borrego por vinho. De olhos chamejantes, perdido, já no quente da refrega, o taberneiro atirou-lhe o verbo da maldição. Houve quem achasse desmedida a vingança do homem. Perdigão arreou:''
Lido por: Diogo
''– Inoque será você. Também ele não sabia que veneno tinham despejado na palavra; mas, pelo sim pelo não, aliviou. E pela tarde, enfardelou o termo infame com as peles da matança, e abalou com ele pela ponte sul. Longos meses a pa- lavra maldita andou por lá a descarregar o ódio das gentes.''
Lido por: Adriana
''Até que um dia voltou a entrar na aldeia, agora pela ponte sul que dava para a Vila, e não pela ponte norte que levava a terras sem nome. Vinha em farrapos, na boca de um caldeireiro, mais estropiada, coberta da baba de todos os rancores e de todos os crimes. Quando deitava um pingo num caneco de folha, o caldeireiro pegou-se de razões com o freguês. O dono do caneco correu uma mão amiga pelas costas do vagabundo:''
Lido por: Inês
Lido por: Salvador
''– Lá ver isso, velhinho. O combinado foram cinco tostões. – Não me faça festas que eu não sou mulher, seu noque reles. E “inócuo” significou um nome feio para um homem. Então o ajudante, ou o que era, do caldeireiro, tentou deitar água na fogueira.''
Categorias da Narrativa
Ação
construção
Personagens:
Planas
relevo
Principais: Não existem
Secundárias: Perdigão dos Cabritos, Taberneiro e o Rainha
Figurantes: Freguês e Caldeireiro
Categorias da Narrativa
Tempo:
Cronológico (''Longos meses'' l. 78) ; (''Até que um dia'' l.79)
Narrador:
Presença
Não participante
Ciência
Omnisciente
Espaço:
Social: Povo
Físico: Aldeia
01
Como é que a palavra inócuo se foi desenvolvendo ao longo do excerto?
Qual foi o contexto em que Perdigão dos Cabritos usou a palavra "inoque"?
02
Questionário
De que forma a palavra "inócuo" passou a ser associada a um insulto e uma maldição na aldeia?
03
Como é que a palavra "inócuo" retornou à aldeia depois de ter sido esquecida, e o que simbolizava quando voltou vindo do caldeireiro?
04
Obrigada pela vossa atenção!
Trabalho realizado por: Adriana nº1, Diogo nº11, Inês nº16, Lara nº19, Salvador nº26 e Tomás nº28
9º3
Quando a palavra inócuo retornou á aldeia pela boca de um caldeleiro, já havia perdido o seu sentido original, transformando-se num insulto vulgar e sem valor. O caldeireiro, ao discutir com um freguês, usou o termo "noque reles", demonstrando que a palavra agora era uma ofensa direcionada a homens.
No início, a palavra "inócuo" significava algo inofensivo. No entanto, à medida que as desgraças e a cólera do povo aumentavam, a palavra foi adquirindo novos significados, passando a ser usada para insultar e descrever pessoas violentas.
“Inócuo" passou a ser um insulto e uma maldição à medida que o povo da aldeia foi atribuindo novos significados negativos à palavra. Inicialmente, a palavra era usada para descrever alguém como devasso ou assassino, mas com o tempo tornou-se uma forma de descarregar ódio.
Depois de ser “amaldiçoado” pelo taberneiro durante a troca tensa de um borrego por vinho, Perdigão repostou com o insulto "inoque", sem saber exatamente o que significava, mas aliviando sua raiva. O uso da palavra foi um reflexo do clima de ódio e discórdia.
A Palavra Mágica (excerto)
Charles
Created on October 23, 2024
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A palavra
mágica
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Resumo
Leitura
Categ. da Narrativa
Questionário
Resumo do excerto
Neste excerto, a palavra "inócuo", que originalmente significava algo inofensivo, passou a ser utilizada na aldeia como um insulto. A cada nova situação de desgraça e cólera entre os habitantes, o termo ganhava novos significados. Quando a Rainha matou o amante de sua mulher com uma espingarda, foi chamado de "inócuo", e o termo foi gradualmente ampliando-se para descrever outros tipos de crimes.
''Como, porém, as desgraças e a cólera do povo pediam cada dia termos novos para se exprimirem, “inócuo” foi inchando de mais significações. Quando o Rainha deu um tiro de caçadeira, num dia de arraial, ao homem da amante, chamaram-lhe, evidentemente, inoque, por ser um devasso e um assassino de caçadeira.''
Lido por: Lara
''Daí que fosse fácil meter também no inoque o assassino de faca e a croia de porta aberta. “Inócuo” dera volta à aldeia, secara todo o fel das discórdias, escoara todo o ódio da população. A moca grossa de ferro, seteada de puas, era agora uma arma terrível, quase desleal, que só se usava quando se tinha despejado já toda a cartucheira de insultos.''
Lido por: Tomás
''Até que o Perdigão dos Cabritos entrou pela ponte norte da aldeia, com o cavalo carregado de reses, num dia de feira, e se azedou com o taberneiro, quando trocava um borrego por vinho. De olhos chamejantes, perdido, já no quente da refrega, o taberneiro atirou-lhe o verbo da maldição. Houve quem achasse desmedida a vingança do homem. Perdigão arreou:''
Lido por: Diogo
''– Inoque será você. Também ele não sabia que veneno tinham despejado na palavra; mas, pelo sim pelo não, aliviou. E pela tarde, enfardelou o termo infame com as peles da matança, e abalou com ele pela ponte sul. Longos meses a pa- lavra maldita andou por lá a descarregar o ódio das gentes.''
Lido por: Adriana
''Até que um dia voltou a entrar na aldeia, agora pela ponte sul que dava para a Vila, e não pela ponte norte que levava a terras sem nome. Vinha em farrapos, na boca de um caldeireiro, mais estropiada, coberta da baba de todos os rancores e de todos os crimes. Quando deitava um pingo num caneco de folha, o caldeireiro pegou-se de razões com o freguês. O dono do caneco correu uma mão amiga pelas costas do vagabundo:''
Lido por: Inês
Lido por: Salvador
''– Lá ver isso, velhinho. O combinado foram cinco tostões. – Não me faça festas que eu não sou mulher, seu noque reles. E “inócuo” significou um nome feio para um homem. Então o ajudante, ou o que era, do caldeireiro, tentou deitar água na fogueira.''
Categorias da Narrativa
Ação
construção
Personagens:
Planas
relevo
Principais: Não existem
Secundárias: Perdigão dos Cabritos, Taberneiro e o Rainha
Figurantes: Freguês e Caldeireiro
Categorias da Narrativa
Tempo:
Cronológico (''Longos meses'' l. 78) ; (''Até que um dia'' l.79)
Narrador:
Presença
Não participante
Ciência
Omnisciente
Espaço:
Social: Povo
Físico: Aldeia
01
Como é que a palavra inócuo se foi desenvolvendo ao longo do excerto?
Qual foi o contexto em que Perdigão dos Cabritos usou a palavra "inoque"?
02
Questionário
De que forma a palavra "inócuo" passou a ser associada a um insulto e uma maldição na aldeia?
03
Como é que a palavra "inócuo" retornou à aldeia depois de ter sido esquecida, e o que simbolizava quando voltou vindo do caldeireiro?
04
Obrigada pela vossa atenção!
Trabalho realizado por: Adriana nº1, Diogo nº11, Inês nº16, Lara nº19, Salvador nº26 e Tomás nº28
9º3
Quando a palavra inócuo retornou á aldeia pela boca de um caldeleiro, já havia perdido o seu sentido original, transformando-se num insulto vulgar e sem valor. O caldeireiro, ao discutir com um freguês, usou o termo "noque reles", demonstrando que a palavra agora era uma ofensa direcionada a homens.
No início, a palavra "inócuo" significava algo inofensivo. No entanto, à medida que as desgraças e a cólera do povo aumentavam, a palavra foi adquirindo novos significados, passando a ser usada para insultar e descrever pessoas violentas.
“Inócuo" passou a ser um insulto e uma maldição à medida que o povo da aldeia foi atribuindo novos significados negativos à palavra. Inicialmente, a palavra era usada para descrever alguém como devasso ou assassino, mas com o tempo tornou-se uma forma de descarregar ódio.
Depois de ser “amaldiçoado” pelo taberneiro durante a troca tensa de um borrego por vinho, Perdigão repostou com o insulto "inoque", sem saber exatamente o que significava, mas aliviando sua raiva. O uso da palavra foi um reflexo do clima de ódio e discórdia.