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Map - PORTUGUESE

Embodied Inequalities of the Anthropocen

Created on October 21, 2024

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SEMINAR Episode 1: Plastic Matter: On Materiality, Plasticity and Toxicity - With Heather Davis Summary: Dialoguing with indigenous epistemologies, such as the Lenape of the United States, Davis begins by analysing the presence of plastic in the environment, its effect on bodies and how Western infrastructure makes this invasion invisible. Plastic and its toxicity, as well as its creativity, is a planetary event associated with the idea of an evolutionary techno-scientific notion, the industrial revolution, the expansion of capitalism as an ontology, the capitalocene, the anthropocene. These abilities of plastic as a non-human agent unfold in other different ways, of which the ones raised so far concern the development of diseases such as certain types of cancer, Alzheimer’s disease, or bacteria that feed on plastic. Plastic, Davis teaches us, is part of an infrastructure that is invisible to the eye until it begins to overflow everywhere.

ARTIGO Sustentando (Des)Igualdades Corporificadas no(s) Euroceno - Micróbios Antigos, Antropometria Racial e Escolhas de Vida - Coll de Lima Hutchison, Andrea Núñez Casal Reunindo pesquisas etnográficas com comunidades Mbya Guarani da Floresta Atlântica da Argentina e dados de uma expedição ao microbioma nas comunidades humanas e não humanas amazônicas, este artigo argumenta que os povos indígenas têm sido vistos como potenciais reservatórios para probióticos novos e propõe que devemos desafiar as histórias racializadas e coloniais das ciências da vida e geológicas, onde tais práticas continuam a ser reproduzidas.

SHORT MOVIES Agriculture in Villa Díaz Ordaz by Dr Gabriela Martínez Aguilar Summary: Agriculture as an essential activity in the countryside has become marginal for most of the benniza’a families in Villa Díaz Ordaz, Oaxaca. They no longer depend on it as their main source of food. The environmental conditions they face, due to the lack of water in the subsoil and the drought in their cornfields because of the absence of rain, increasingly scarify the harvests to provide them with the vital food: corn.

PODCAST Episódio 5: “Antropologia médica e medicina social (re)tratando as feridas coloniais” com Cesar Abadia Como podemos tratar as feridas ou os efeitos do Antropoceno na saúde dos grupos sociais afetados pela imposição das dinâmicas sociais ocidentais e pelo modo de vida capitalista? A América Latina lutou por séculos contra doenças, genocídio e, acima de tudo, epistemicídio causado pela imposição de práticas de saúde que desconsideram os conhecimentos culturalmente localizados. Neste podcast, Cesar Abadia-Barrero fala sobre a necessidade de ir além da perpetuação das dinâmicas colonialistas nas questões de saúde, reforçando a importância de indigenizar o Ocidente, trazendo “epistemologias do cuidado” para o debate acadêmico e para as políticas públicas. Isso diz respeito ao conhecimento culturalmente localizado, construído a partir das condições características do sul global, sua natureza, seu povo e animais, sua cultura e história.

SEMINÁRIO Ep 8: Cosmocentrismo, a ética das civilizações indígenas e o direito de resistir ao extrativismo capitalista global: A experiência contemporânea dos Asháninka (Peru/Brasil) - Stefano Varese e Carolina Comandulli As concepções e modos de vida não antropocêntricos do povo Asháninka, da Amazônia peruana e brasileira, centram-se na ideia de que solo, água, ar, plantas, animais, humanos e o universo formam um contínuo onde vida, morte e tempo fluem; a vida é tudo e está em toda parte; e a vida é profundamente espiritual e sagrada. Os palestrantes propõem o conceito de “cosmocentrismo” para explicar isso e aventam a ideia de que a destruição desse princípio no capitalismo e no mundo ocidental permitiu a destruição progressiva do nosso próprio planeta. Eles também mostram como os Asháninka se adaptaram de forma criativa ao mundo contemporâneo, fazendo conexões e alianças globais para proteger seus modos de vida, a floresta amazônica e o próprio planeta.

ARTIGO Desigualdades Corporificadas do Antropoceno - Introdução Este é o artigo introdutório da edição especial “Desigualdades Corporificadas do Antropoceno”, publicado pela Medicine Anthropology Theory em 2021. Os autores questionam o próprio conceito de Antropoceno conforme foi inicialmente concebido no meio científico e argumentam que, mais do que um evento geológico-biológico, o Antropoceno é uma experiência social e política. Portanto, sua análise exige um estudo crítico conjunto das catástrofes ecológicas, eventos extremos, cidadania, saúde, riscos socioambientais e ‘desenvolvimento’ econômico.

EXTERNAL RESOURCE Traditional Indigenous Midwifery By CIESAS Pacífico Sur Summary: We highlight two videos from the ‘Parir Con Dignidad’ project on traditional Indigenous midwifery. The first video is called ‘The wise women who heal’ (6:47 mins): Being a midwife is a gift, a gift from our ancestors. The Indigenous Women’s House in the Ikoots community of San Mateo del Mar, Oaxaca, Mexico, has 11 very active midwives. They are Ikoods Mondüy Moniün Andeow, “the wise women who heal”. The members of this collective share with us their commitment to attend and care for pregnant women and help them to deliver their babies, even though medical personnel who work in clinics and hospitals do not believe they have the capacity to attend births. During the pandemic they attended many more women, since the institutional healthcare system collapsed, and women were afraid to go to hospitals.

ARTICLE Wixárika Practices of Medical Syncretism: An Ontological Proposal for Health in the Anthropocene - Jennie Gamlin Summary: This paper proposes that by understanding a community’s medical system we are able to see their body ontology and how they live in relation to the world. It argues that colonisation and globalisation have restructured Indigenous communities and devalued traditional ontologies including medical systems in relation to the European notion of being human, creating the social structures that underlie the Anthropocene geological epoch and planetary crisis. Drawing on ethnographic work with Indigenous Wixárika communities Gamlin describes the polytheistic sociality as a basis for their medical system and argues that by treating the the spiritual origins of illness, Wixárika shamans are attending to social cohesion in a society of humans, the supernatural, flora and fauna. This system is subalternised by dominant universals of biomedicine which treat the body in binary opposition to the mind, environment and society through what the author refers to as the ontological Anthropocene. Wixaritari use both allopathic and traditional medical systems and the paper concludes that giving equal importance to both systems may be a framework with implications for wellbeing beyond human health.

CURTA-METAGEN Modos de vida mais sustentáveis: conhecimento local e pecuária em pequena escala - Ivana Teixeira Você pode ver o ambiente do pampa gaúcho e os seres que se relacionam com ele no contexto de uma propriedade rural de pequeno agricultor. O tipo de habitação, algumas características dos animais e o modo de vida do pequeno agricultor gaúcho. Esses são exemplos de um modo de vida sustentável, com animais dóceis criados em pequena escala e à porta da cozinha. Ecologias saudáveis são relações humano-animal com contornos menos assimétricos do que aqueles desenvolvidos na pecuária industrial de grandes rebanhos.

SEMINÁRIO Ep 6: Alimentando o fim do mundo: agronegócio, pandemias e Antropoceno no Brasil - Jean Segata No contexto da indústria de carne brasileira, uma gramática violenta, que catalisa relações assimétricas em ambientes altamente prejudiciais à saúde, opera por trás de um ideal de crescimento econômico. As fábricas de processamento de carne que invadiram o Brasil são baseadas em formas de operar frequentemente ocultas que estruturam desigualdades, como pobreza, racismo e discriminação, impactando negativamente a vida e o bem-estar das populações humanas e não-humanas. Com base na etnografia multiespécies, a análise proposta por Segata nos permite expandir a ideia da população afetada para além dos seres humanos. Segata questiona nossas escolhas (ou o que temos disponível como escolha) ou como a maneira como nos alimentamos está alimentando o fim do mundo?

Map credits

1. Peters Projection map

Credits: Wikimedia Commons – patterned artwork added by EIA. Territory size is proportionate to the number of cattle in 2016. Global Livestock Distribution and Density. Credit: Adam Symington. The main biomes in the world, drawn by hand using maps. Credit: Ville Koistinen CC BY-SA 3.0. Terrestrial Ecoregions of the World. Credit: Olson et al. 2001, BioScience. World map of all navigable rivers. Average June/July/August temperatures historical 1986-2005. Credit: Climate impact lap CC BY 4.0.

2. Cattle map

3. Livestock map

4. Terrestrial biomes map

5 Ecoregions map

6. World rivers map

7. Temperature map

ARTIGO Legados Tóxicos e Desigualdades em Saúde no Antropoceno - Perspectivas das Margens - Melania Calestani Este artigo baseia-se em pesquisas no México e na Itália para desconstruir as corporificações e histórias sociais da toxicidade e refletir sobre os determinantes comerciais da saúde e seus impactos no bem-estar. Através de um foco no consumo de alimentos e água em regiões nas margens ou fronteiras definidas como “desertos tóxicos”, Calestani ilumina as estruturas de poder multidimensionais da economia global que sublinham o Antropoceno.

RECURSO EXTERNO A Colonialidade de Gênero e Sexualidade - Exposição Digital Por Jennie Gamlin Escrita e projetada pela membro da equipe EIA, Jennie Gamlin, esta exposição bilíngue é uma colaboração com o Centro de Excelência em Pesquisa sobre a América Latina do Museu Britânico. Começando com uma exploração de como o gênero era concebido em tempos pré-coloniais, a exposição traça criticamente a historicidade de gênero nas comunidades indígenas Wixárika através de três “zonas de contato”: “espaços de encontro imperial onde pessoas que historicamente foram separadas entram em contato umas com as outras e estabelecem relações contínuas, geralmente em condições de desigualdade racial, violência ou coerção” (Mary Louise Pratt, Imperial Eyes, 1992). O colonialismo, a independência e o México moderno trouxeram novas estruturas e restrições para as identidades de mulheres e homens, reformulando as relações de gênero indígenas em uma forma híbrida de patriarcado europeu. A exposição apresenta dados etnográficos e históricos.

SEMINAR Episode 2: Grappling with lead in Mexico City - with Elizabeth Roberts Summary: How is lead related to social, economic, biological and technical processes in certain communities? Elizabeth Roberts shows us that lead influences culture and daily life in working-class neighbourhoods in Mexico City. However, the health problems are attributed by the interlocutors not to lead toxicity, as public health advocates, but to pesticides. Through “bioethnography”, a method that combines approaches from the social sciences such as ethnography and the life sciences such as long-term biomedical studies, this seminar draws our attention to the inequalities embodied by disadvantaged groups in Mexico City, such as the toxicity ingrained in food due to the abusive use of agrotoxics.

SHORT MOVIES Food scarcity by Dr Gabriela Martínez Aguilar Summary: Faced with the scarcity of land suitable for agriculture and conditioned to a subsistence food system, which is combined with an environment of low socio-economic income, the inhabitants of Villa Díaz Ordaz, Oaxaca, have devised a series of strategies in accordance with the ecological conditions and their geographical location, with women in particular trying to compensate for their increasingly precarious food diets through their domestic spheres, prioritising the collective well-being of the family over that of the individual.

ARTIGO ‘Apenas Grafite’, Representações Corporativas de Matéria Particular em Santa Cruz, Rio de Janeiro - Delia Rizpah Hollowell Rizpah Hollowell escreve sobre como a usina siderúrgica da ThyssenKrupp no Rio de Janeiro utilizou uma linguagem de relações públicas e ‘responsabilidade social corporativa’ para ocultar a violência que exerceu sobre as paisagens circundantes, vizinhos humanos e não humanos que ficaram cobertos por uma fina poeira metálica. Focando nas dinâmicas de poder menos visíveis, este artigo examina como as emoções podem moldar as experiências de conflito ambiental, formar políticas de coalizão e contribuir para as próprias paisagens do Antropoceno.

PODCAST Episode 3: San Mateo del Mar: How to remain ikoots in the face of development megaprojects with Prof. Flavia Cuturi and Ikoots activist Betty Gutiérrez Summary: Nestled between the Pacific Ocean, the lagoons of the Mexican isthmus and the oil refinery in the city of Salina Cruz, the Ikoots people of San Mateo del Mar face existential challenges in the Anthropocene. In this episode, we engage in a dialogue with Beatriz Gutiérrez, an Ikoots educator and activist, and Flavia Cuturi, an anthropologist who has been involved in the social and cultural life of San Mateo for decades. Beatriz and Flavia reflect on the socio-environmental impacts of development projects on these lands, the physical and spiritual contamination, and the challenges for survival in this global crisis. They also point to the need to establish intercultural and interdisciplinary dialogues to imagine and build “alter-native” routes for “living well”, or monapaküy in the language of the Ikoots.

RECURSO EXTERNO Rastros de Caça. Sustentabilidade e Antropoceno Por Laura Montesi & Iván González Estas sete cápsulas de áudio, projetadas para crianças e jovens, buscam explicar de maneira simples e concreta o que o termo Antropoceno representa e como fenômenos diversos, mas interconectados, como ondas de calor, secas, a diminuição de insetos polinizadores ou a poluição por plástico, impactam nossas vidas cotidianas. A série reflete sobre como as crises socioambientais contemporâneas afetam a saúde emocional e propõe pequenas estratégias individuais e coletivas para viver (bem) nestes tempos complexos. A série, escrita pela membro da equipe EIA, Laura Montesi, com a colaboração de Iván González (CIESAS Pacífico Sul), foi produzida e transmitida em Oaxaca em 2024 pela CORTV, Corporación Oaxaqueña de Radio y Televisión, uma mídia pública sem fins lucrativos que promove a riqueza sociocultural do estado de Oaxaca.

SEMINÁRIO Ep 9: Um metabolismo colonial: alimentação, nutrição e extração no Malaui - Megan Vaughan Este seminário propõe a ideia de metabolismo colonial para entender como as comunidades rurais do Malauí adaptaram seus sistemas alimentares no meio do século XX e quais podem ser as consequências disso no contexto contemporâneo de insegurança alimentar e práticas agroindustriais. Este seminário destaca como as práticas de extração colonial devem ser situadas em dinâmicas socioecológicas mais amplas que incluem a violência lenta e a adaptação.

RECURSO EXTERNO Rede Saúde Humana e Coabitação Multiespécies em um Planeta Urbano A rede Human Health & Multispecies Cohabitation on an Urban Planet (Saúde Humana e Coabitação Multiespécies em um Planeta Urbano) tem como objetivo pensar de forma crítica, ampla e inclusiva sobre as cidades, a fim de abordar os problemas de saúde multiespécies. Considerando a complexa relação entre saúde humana, biodiversidade e poluição urbana, o grupo produziu estudos de caso aprofundados em sete cidades – Berlim, Dar es Salaam, Kampala, Nakuru, Perth, São Paulo e Visakhapatnam – para pensar nos potenciais e armadilhas das novas estratégias de biodiversidade para a saúde humana. Os estudos estão concentrados em quatro campos temáticos na esfera do urbanismo multiespécie, considerando o meio ambiente como um agente social ativo na co-produção humana: (1) Saúde Urbana Global/Planetária, (2) Os Efeitos das Cidades Biofílicas na Saúde, (3) Cidades e Doenças Infecciosas e (4) Poluição Urbana e Saúde Multiespécie.

RECURSO EXTERNO ‘Ukari Wa’utsika’ (Histórias de Mulheres) Por Susie Vickery, Jennie Gamlin & a Comunidade Indígena de Tuapurie, México O curta-metragem animado ‘Ukari Wa’utsika’ é uma colaboração entre a artista têxtil Susie Vickery, a membro da equipe EIA Jennie Gamlin e a comunidade indígena de Tuapurie, no México. Ele conta a história de como as vidas das mulheres Wixárika mudaram para sempre ao entrarem em contato com missionários espanhóis, viajantes, antropólogos e o Estado mexicano, e é ilustrado com pinturas de lã, figuras de bordado animadas, documentos históricos e fotografias. O filme é narrado na língua Wixárika com trilhas sonoras de músicos Wixárika.

SEMINÁRIO Ep 3: Pode o subalterno (indígena) falar (no IPCC) - Renzo Taddei Povos tradicionais e populações indígenas têm sido sistematicamente retratados como vítimas indefesas das mudanças climáticas nos debates sobre sustentabilidade. Na agenda 2030 das Nações Unidas, com seus 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, por exemplo, eles aparecem como populações cujo patrimônio cultural e sobrevivência física precisam ser protegidos por governos e agências multilaterais. Contra essa tendência, é relevante que um dos relatórios de 2022 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) reconheça o valor do conhecimento indígena e recomende que ele seja integrado aos processos de coprodução da governança ambiental, incluindo modelagem participativa e serviços climáticos. Mas como esse conhecimento indígena é realmente integrado a essas políticas criadas por cientistas ocidentais? Renzo Taddei nos mostra, por meio de uma análise do IPCC e do conhecimento gerado sobre mudanças climáticas, que o conhecimento indígena tem sido aclamado nos discursos de conservação, mas não tem sido utilizado de maneira adequada.

SEMINÁRIO Ep 10: Emaranhados ambientais e saúde: em que era estamos vivendo? - Andrea Mastrangelo O que a agrofloresta industrial na região de Santo Tomé, na conexão do Brasil com a Argentina, tem a ver com a disseminação da Covid-19, incêndios e desigualdades sociais na região? Combinando uma perspectiva antropológica feminista e preocupada em mostrar como a técnica emergente impulsionada pelo agronegócio cria ambientes e oferece outras formas de exclusão social, Andrea Mastrangelo analisa as catástrofes ambientais, como os incêndios, que devastaram esta região da Argentina, mostrando como a modificação do bioma local e a introdução de biotecnologias em favor do agronegócio resultaram em incêndios, mas também em síndromes, secas, inundações de rios e uma diminuição no fornecimento de alimentos e água. A era do Antropoceno revela como a indústria baseada na exploração se apropria de processos biológicos em favor da acumulação de capital, como se a natureza estivesse realizando um trabalho não remunerado, assim como as mulheres.

ARTIGO Vulnerabilidade Estrutural e Toxicidade - Experiências no Processo de Sojização Uruguaia - Victoria Evia As plantações são compreendidas como exemplos de “simplificações modulares” em paisagens do “Antropoceno patchy”, onde as tentativas de reduzir a diversidade podem ter efeitos sociais e ecológicos indesejados à medida que doenças e toxinas se espalham. No Uruguai, os processos de expansão da soja estão correlacionados com um aumento no uso de pesticidas. Com base em um estudo etnográfico (2016–2018) realizado na principal região agrícola uruguaia, este artigo de pesquisa analisa as experiências de toxicidade entre trabalhadores agrícolas e habitantes rurais no contexto da sojização.

PODCAST Episódio 2: “Nós somos Pescadores, não Predadores: a Luta por Justiça Social e Justiça Ambiental Contra Grandes Empresas Pesqueiras no Peru” com María Elena Foronda Farro e Lorenzo Macedonio Vázquez Contreras Como a sobreexploração dos recursos marinhos e a destruição dos bioeco-socioambientes se relacionam com o capitalismo predatório atual e a colonialidade do “desenvolvimento”? María Elena Farro e Macedonio Vásquez compartilham seu profundo conhecimento sobre essas questões adquirido através de sua experiência de luta contra essas forças no chamado “paraíso fétido” de Chimbote, Peru, onde o ecocídio impactou tanto a vida humana quanto a não-humana.

ARTIGO Situando a Epidemiologia Crítica Latino-Americana no Antropoceno - O Caso das Vacinas COVID-19 e Coletivos Indígenas no Brasil e no México - Laura Montesi, Maria Paula Prates, Sahra Gibbon, Lina R. Berrio Considerando a COVID-19 como ‘um exemplo paradigmático de uma doença do Antropoceno’ e baseando-se em pesquisas etnográficas coletadas no Brasil e no México durante campanhas de vacinação com Povos Indígenas, este artigo revisa e analisa o escopo e os limites da epidemiologia crítica latino-americana na abordagem da saúde no Antropoceno. As autoras argumentam que o foco relativamente diferencial na economia política, ecologia política e colonialismo/colonialidade na epidemiologia crítica latino-americana, juntamente com a atenção às experiências e compreensões de doenças não ocidentais, constituem um contraponto às abordagens epidemiológicas biomédicas e especificamente ‘euro-americanas’.

SEMINÁRIO Ep 7: Dentro da edição especial da Medicine Anthropology Theory Esta sessão de seminário abrange o conteúdo da edição especial da Medicine Anthropology Theory, editada pelo coletivo Desigualdades Corporificadas do Antropoceno e com a participação de colaboradores.

ARTIGO Rumo a uma Visão Mais Abrangente da Saúde no Antropoceno - A Sindemia da COVID-19 e o Conflito de Cosmografias em Mato Grosso do Sul, Brasil - Raquel Dias-Scopel, Daniel Scopel, Esther Jean Langdon Em Mato Grosso do Sul, a COVID-19 trouxe um aumento substancial da carga de doenças entre os povos indígenas, em um contexto onde a saúde materna e infantil, doenças nutricionais e parasitárias já eram mais altas do que na população não indígena. A interação sinérgica entre o vírus SARS-CoV-2, outros patógenos e fatores biosociais resultou no que Singer (2010) denomina ‘sindemias’. Os esforços dos povos indígenas para enfrentar a pandemia revelam ‘um conflito’ entre as cosmografias indígena e colonial em relação às noções de corpo e saúde.

ARTICLE The Plantation as Hotspot: Capital, Science, Labour, and the Earthly Limits of Global Health - Alex Nading Summary: This article draws on ethnographic work with health activists on the sugarcane plantations of Nicaragua’s Pacific coast chronic kidney disease (CKD). Nadding argues that sugarcane monoculture in Nicaragua is a 'hotspot', a term that marks spaces in which the economic and social differences arising from settler colonialism are embodied as disease, as the high rates of CKD in these places. The plantations are “health hotspots” because the disease emerges as an embodied effect of the plantation and the toxicity it produces. At the same time, this article conjugs discussions around labor conditions, and the potentiality of the plantation in originating innovative genres of political action.

RECURSO EXTERNO A Obra de Arte na Era da Destruição Planetária Editado por Aarathi Prasad e David Osrin Este livro é uma coletânea de ideias de criadores de todo o mundo sobre seu papel na imaginação do futuro global. O que eles fazem que os políticos e cientistas climáticos não conseguem ou não querem fazer? Existe apenas uma verdadeira versão do livro. Todas as outras versões — impressas ou online — são reproduções mecânicas dele. As cópias impressas foram perfuradas para que suas páginas possam ser desfeitas, para nos lembrar que as coisas que tomamos nem sempre podem ser devolvidas e que as coisas que perdemos nem sempre podem ser recuperadas.

SEMINÁRIO Ep 4: A mineração ilegal no Território Indígena Yanomami no Brasil e suas consequências para o meu povo - Dário Votório Kopenawa Yanomami Nas terras indígenas Yanomami, humanos, animais e o meio ambiente têm sofrido com a devastação territorial causada pela exploração mineral desde os tempos coloniais. Nesta série de seminários, Dario Kopenawa, líder indígena Yanomami, denuncia os efeitos perversos da mineração ilegal em território indígena, que têm causado doenças, bem como a morte de animais, plantas, rios, pessoas e suas culturas. Kopenawa destaca os impactos da contaminação por mercúrio no meio ambiente e critica o governo do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro por esta crise sanitária e humanitária e suas consequências devastadoras.

PODCAST Episode 4: Factory farming and human-hog entanglements - with Dr Alex Blanchette Summary: Alex Blanchette, author of “Porkopolis” speaks to us about how he began researching human-hog relationships from an interest in understanding class, race and labour relations in industrial scale pig farms. In the process he realised how conjoined the lives of pigs and human workers had become. As a site for labour the industrial pig generates 1,100 products from meat to printer paper and road surfaces made possible through the hyper industrialisation of life and death and constant quest for more uniform growth. These radical interventions into animals lives continually cause problems for pig lives and the humans they are entangled with. Blanchette’s Marxist lens discusses how pigs and people serve capital through 200 different job and asks whether a work-centred life is compatible with planetary health, where the energy needs of consumerism are transforming the planet and driving people to work. Yet to do this, capitalism also requires an ethic of care for the product itself, the pig.

PODCAST Episódio 1: “Crise Civilizacional no Antropoceno” com Dr. Iván González Márquez O que liga a violência sexual por soldados contra mulheres indígenas rurais e a guerra pelos recursos naturais? A partir dessa pergunta provocadora e inquietante, Iván González reflete sobre as conexões entre violência, saúde e ecocídio, e nos convida a pensar sobre as maneiras pelas quais civilizações humanas baseadas na centralização do poder levaram os ecossistemas e a própria humanidade aos limites da sobrevivência.

CURTA-METAGEN Desigualdades corporificadas em saúde: sobre a raiva no Pampa Gaúcho - Ivana Teixeira Com uma tendência à intensificação entre o gado de corte, a raiva é a única zoonose no pampa gaúcho do Brasil que realmente ameaça os pequenos agricultores, que muitas vezes não têm conhecimento da doença devido a vários fatores. As cenas associadas dessa forma visam mostrar o ambiente em que a raiva bovina se desenvolve nos pampas do Rio Grande do Sul e o tipo de grupo social afetado. Na região onde o trabalho etnográfico foi realizado, os casos de raiva eram particularmente prevalentes entre os pequenos agricultores, causando danos econômicos e emocionais. Tem-se argumentado que o aumento dos casos de raiva no Brasil e especialmente na região do Pampa se deve ao desmatamento das regiões úmidas do norte da América do Sul, causado para criar pastagens para os grandes rebanhos de gado que alimentam a indústria global de carne.

ARTICLE Unruly Waters, Unsanitary Bodies Abject Terrains, Rehabilitation, and Infrastructures of Dispossession on the U.S.–Mexico Border - Carlos Martinez Summary: This article examines how toxic industrial waste in the Tijuana River canal region in Mexico/US border interacts with practices of drug and canal rehabilitation. It shows how these social and ecological practices are entangled and perpetuate cycles of violence and domination for the displaced and marginal communities who live there.

SEMINAR Episode 5: The ‘conquest of Mexico’ and the ‘patchy Anthropocene - with Dr. Francisco Vergara-Silva Summary: This episode explores the Conquest of Mexico from a multidisciplinary perspective, focusing on Multispecies Anthropology and Eco-evolution to understand the historical events of 500 years ago in today's American Continent, highlighting the introduction of non-native species by Europeans and their impact on indigenous ecosystems and societies. Based on work presented by Anna Tsing and colleagues, through the "Atlas Feral", it reflects on how interactions between humans and other species have shaped history and ecology. The concept of the "patchy anthropocene" is introduced to suggest that human impact is patchy and localised, with specific significant ecological consequences. Finally, the idea of "niche construction" is proposed to analyse the co-evolution and adaptation of species through time, providing a broader perspective on human influence on the environment, before and after the Conquest.

SHORT MOVIES Motorcyclist's Happiness Won't Fit Into His Suit by Gabriel Herrera Summary: A motorcyclist is extremely happy with his motorcycle. He will not lend it to anyone. Instead, he will “embellish” it every time more. On board of his motorcycle and with a haughty demeanor he rides noisily into the jungle.