Projeto individual de Leitura
O meU portefólio
Literatura Portuguesa
Realizado por: Ana Gomes 10ºC nº30
ÍNDICE
1. Autobiografia como leitora
5. Texto de escrita creativa - poesia
2. Compromisso de leitura
6. Resumos
3. Texto expositivo
7. Fichas de leitura
4. Apreciação Crítica
aUTOBIOGRAFIA COMO LEITORA
Autobiografia como leitora
A minha relação com a leitura já foi melhor,não que hoje em dia seja má, porém á uns anos atrás eu lia bastantes livros de variados géneros. o tempo foi passando,comecei a fazer outras coisas nos tempos livres e acabei por deixar a leitura para trás. Porém ainda tenho um carinho enorme pela leitura e gostava imenso de voltar a ler livros como lia antes. Desde cedo que comecei a ter contacto com a leitura. Quando ainda não sabia ler, a minha mãe lia-me contos infantis como:"Os três porquinhos", "A lebre e a tartaruga", "A carochinha e o João ratão", "Pinóquio" e mais alguns contos infantis populares portugueses. Na cresce havia sempre dois por semana reservados para a leitura de histórias ou contos infantis. Na minha opinião ouvir histórias desde tão pequena, influênciou o facto de preferir ouvir ler do que ser eu mesma a ler. Fui crescendo, deixei de ler histórias infantis e comecei a ler livros de literatura infantojuvenil como "Uma Aventura" de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada era a minha coleção preferida. Também li bastante "os cinco", "O diário de uma totó". Estas foram as coleções que mais li e de que mais gostei. Foi a altura da minha vida em que estive mais " agarrada" á leitura. Depois dos 14 anos de idade não li tantos livros como antes, porém , dos que li gostei bastante de: " O diário de Anne Frank", "A Seleção" e "levante -se o réu". Gostaria muito de voltar a ler, porém, tenho outras atividades que prefiro fazer nos tempos livres, mas quem sabe um dia.
COMPROMISSO DE LEITURA
Compromisso de leitura
Durante este ano letivo, tive a oportunidade de contactar com várias obras literárias que me marcaram de formas diferentes. Através da leitura de prosa, poesia, teatro e também de textos com caráter mais reflexivo, fui desenvolvendo o meu olhar crítico e a minha sensibilidade como leitor. Um dos primeiros livros que li foi Levante-se o Réu Outra Vez, do escritor português Rui Cardoso Martins. Fiz também uma ficha de leitura de prosa desta obra, que retrata de forma muito realista e humana os julgamentos em tribunal e as histórias das pessoas que por lá passam. É uma obra que nos mostra como a justiça nem sempre é simples e como a vida de cada réu, por trás de um processo, tem camadas, sentimentos e dores que muitas vezes passam despercebidos. Mais tarde, li O Preconceito Vencido, do dramaturgo francês Pierre Marivaux. Esta foi uma leitura diferente, porque me colocou dentro do universo do teatro e do jogo de aparências entre as personagens. Trabalhei esta obra através de uma apreciação crítica, onde procurei analisar como Marivaux aborda o preconceito social e mostra que, apesar das diferenças de classe, é possível haver igualdade e compreensão entre as pessoas. A peça é leve no tom, mas profunda na mensagem. Outra leitura que me marcou foi O Ciclo Lunar, do autor português João Luís Nabo. Esta obra, que analisei através de uma ficha de leitura de prosa, levou-me a refletir sobre os ciclos da vida, as transformações humanas e os sentimentos que nos acompanham ao longo do tempo. A escrita do autor é poética e cheia de simbolismo, o que me fez parar várias vezes para reler certas passagens e absorver melhor o seu significado. No campo da poesia, escolhi ler Trocando Olhares, de Florbela Espanca, e preparei uma ficha de leitura poética. Esta autora tocou-me especialmente pela intensidade com que expressa os sentimentos. Os seus poemas falam de amor, solidão, desejo, dor, e é quase impossível não nos identificarmos com as emoções que ela partilha.
Compromisso de leitura
Também li Cão como Nós, de Manuel Alegre, e fiz um resumo desta obra. Foi o livro mais emocionante e nos faz pensar sobre os laços que criamos com os outros, sejam eles pessoas ou animais. Por fim, li O Apocalipse dos Trabalhadores, de Valter Hugo Mãe, e resumi a obra. Esta leitura foi mais desafiante, tanto pela linguagem como pelos temas abordados. É uma obra que nos obriga a pensar sobre o valor do trabalho, a dignidade humana e a forma como tantas pessoas vivem à margem, sem voz nem reconhecimento.
TEXTO EXPOSITIVO
tEXTO EXPOSITIVO
O desaparecimento de Rui Pedro Teixeira Mendonça, um menino de apenas 11 anos, é um dos casos mais chocantes e misteriosos da história recente de Portugal. O caso gera ainda hoje angústia, dúvidas e muitas perguntas. A história de Rui Pedro é marcada pela dor, pela ineficácia das investigações iniciais e pela luta incessante de sua mãe, Filomena Teixeira, que nunca desistiu de encontrar o filho. Este caso não é apenas uma tragédia pessoal, mas também um reflexo das falhas do sistema de justiça e da polícia, que comprometeram a busca por respostas. No dia 4 de março de 1998, Rui Pedro desapareceu em Lousada, no norte de Portugal. Ele tinha 11 anos e pediu à sua mãe, Filomena, para passar a tarde com Afonso, um amigo que era 11 anos mais velho que ele. A mãe recusou o pedido, mas, segundo relatos, Afonso foi visto com Rui Pedro pouco depois, dentro de um Fiat Uno preto, carro do irmão mais velho de Afonso. Rui Pedro, que tinha uma rotina comum para sua idade, foi visto pela última vez nas proximidades de sua casa. Quando a bicicleta do menino foi encontrada abandonada em um terreno baldio, as suspeitas de que algo grave havia ocorrido começaram a se intensificar. A bicicleta, um objeto pessoal de Rui Pedro, foi o primeiro vestígio encontrado, mas a polícia inicialmente tratou o caso como uma simples fuga de um adolescente, sem levar em consideração a possibilidade de rapto ou qualquer outro crime A investigação inicial foi marcada por lentidão e falhas significativas. A polícia, de forma prematura, tratou o caso como se fosse uma fuga, ignorando várias pistas que poderiam ter ajudado a resolver o mistério mais rapidamente. A primeira hipótese foi de que Rui Pedro teria fugido de casa por vontade própria, uma teoria que foi desmentida à medida que mais evidências começaram a surgir. Diversas testemunhas afirmaram ter visto Afonso em companhia de Rui Pedro no dia do desaparecimento, e algumas imagens de câmeras de segurança mostraram o carro de Afonso nas proximidades. Contudo, as investigações não avançaram de forma decisiva e, por muitos anos, o caso de Rui Pedro foi arquivado.
tEXTO EXPOSITIVO
A Operação “The Wonderland Club” Anos depois, a investigação ganhou um novo "folego" graças à operação internacional contra pornografia infantil chamada "The Wonderland Club", que foi conduzida por diversas autoridades internacionais. Durante a operação, foram encontradas milhares de imagens de crianças em situações de abuso, e, para o espanto das autoridades, algumas fotos de Rui Pedro estavam entre elas. Este achado foi um marco no caso, pois confirmou que o desaparecimento de Rui Pedro estava relacionado ao rapto e exploração sexual. A descoberta das imagens de Rui Pedro nas mãos de criminosos internacionais gerou uma onda de revolta e de indignação pública, mas, ao mesmo tempo, trouxe à tona a crueldade e a realidade do abuso infantil. Infelizmente, apesar desse avanço, a identificação dos responsáveis pelo rapto e exploração de Rui Pedro não trouxe respostas concretas sobre o seu paradeiro, e a criança continuava desaparecida. Ao longo dos anos, o nome de Afonso Dias, o amigo de Rui Pedro, esteve constantemente ligado ao caso. Em 2012, Afonso foi finalmente julgado por rapto agravado e condenado a 3 anos e 6 meses de prisão. No entanto, a sentença foi polêmica: Afonso cumpriu apenas um terço da pena, o que gerou protestos e indignação. Muitos acreditam que a condenação foi branda e que Afonso, de alguma forma, se esquivou da justiça completa. O fato de ele ter sido condenado por rapto agravado e não por homicídio ou outros crimes mais graves deixou muitas dúvidas sobre a verdadeira extensão de sua responsabilidade no desaparecimento de Rui Pedro Filomena Teixeira, mãe de Rui Pedro, tornou-se um símbolo de resistência e de luta pela verdade. Mesmo diante da desesperança e das dificuldades, Filomena nunca desistiu de acreditar que o filh o ainda estava vivo. A sua força, perseverança e fé inabalável levaram-na a travar uma batalha constante por respostas. Ela questionava a falta de ação das autoridades, a lentidão da investigação e, acima de tudo, a impunidade de certos envolvidos no caso. Embora o tempo tenha passado e os avanços na investigação tenham sido escassos, Filomena continuou a lutar, sempre mantendo viva a memória do filho e mantendo a esperança de que um dia Rui Pedro fosse encontrado. Hoje, Rui Pedro teria 33 anos, mas o desaparecimento dele continua sem resposta definitiva. A dor da mãe, Filomena, e a angústia de não saber o que realmente aconteceu com o seu filho permanecem até hoje. O caso Rui Pedro não é apenas uma história de rapto e exploração, mas um reflexo das falhas do sistema de justiça, da demora nas investigações e da impotência das autoridades em oferecer uma resposta concreta à família. A falta de respostas concretas e a impunidade que parece ter assolado o caso fazem dele um símbolo de como as vítimas e as famílias são, muitas vezes, negligenciadas pelas instituições responsáveis por garantir a justiça. Embora o desaparecimento de Rui Pedro continue a ser um dos maiores mistérios da história criminal portuguesa, a história de sua mãe, que nunca desistiu de procurar o filho, é também uma lição de força, coragem e amor incondicional.
Apreciação Crítica
Apreciação crítica
O Preconceito Vencido, de Pierre Carlet de Chamblain de Marivaux, é uma obra fascinante que surpreende pela sua profundidade e atualidade, apesar de ter sido escrita no século XVIII. Publicado pela editora Colibri em 2000, o livro apresenta uma narrativa breve, com apenas 67 páginas, mas repleta de questões ainda presentes na sociedade moderna. A obra destaca-se como uma reflexão sobre os preconceitos de gênero e as barreiras que estes criam nas relações humanas.
Esta história passa-se num mundo fictício onde os homens e as mulheres crescem separados e só podem interagir por meio de um “mensageiro do amor”, tem como objetivo explorar os estereótipos de gênero predominantes na época – muitos dos quais ainda persistem nos dias de hoje. Inicialmente, as mulheres são apresentadas como frágeis e submissas, enquanto os homens são retratados como fortes e racionais. À medida que os protagonistas se conhecem e começam a interagir de forma genuína, ocorre uma transformação, tanto nos personagens como nas ideias defendidas que sustentavam as suas ações.
Na minha opinião a escrita de Marivaux enaltece bastante esta obra. Com um estilo elegante e perspicaz, ele consegue equilibrar momentos de humor com reflexões profundas. Apesar de ser uma obra curta, o livro consegue abordar temas universais com eficiência, porém eu acho que alguns personagens poderiam ter sido mais desenvolvidos, aprofundando ainda mais a reflexão proposta.
É uma obra marcante que se mantém atual, talvez derivado ao tema que retrata. A mensagem sobre a necessidade de superar preconceitos para construir relações mais autênticas é universal e atemporal. Além disso, o crescimento pessoal dos personagens, que aprendem além das aparências, é inspirador. Apesar das limitações da obra (como o cenário forçado e o desenvolvimento breve de algumas ideias) considero que o livro tem uma leitura enriquecedora. Recomendo-o não apenas a quem gosta de histórias de amor, mas também àqueles que buscam narrativas que fazem reflexões sobre questões sociais e humanas.
TEXTO creativo
poesia
Poesia
Antes de Seres Meu Não te peço que venhas,
só deixo a porta entreaberta.
Quem quer chegar, chega
sem precisar de alerta.
Não lanço promessas ao vento,
nem trago espadas na mão.
Conquistar é caminhar ao lado
sem mapa, sem muita precisão.
Falo-te em gestos pequenos,
em silêncios que dizem mais.
O segredo não está no grito,
mas no tempo que nos dás.
Quero que sejas escolha, Sem pressa nem distração. Que me vejas inteiro
e não só em prestação. E se algum dia vieres, não será por insistir. Será porque em mim viste um lugar para fugir.
Resumos
"um cão como nós"
Resumo
"Um Cão Como Nós" é uma obra breve, mas profundamente emotiva, escrita por Manuel Alegre, onde o protagonista não é uma pessoa, mas sim um cão chamado Kurika. No entanto, Kurika é muito mais do que um simples animal de estimação: é um verdadeiro companheiro, com comportamentos e sentimentos quase humanos, tornando-se parte essencial da vida da família que o acolheu (neste caso, a família do autor).
Narrado em primeira pessoa, o livro descreve a relação entre o narrador e Kurika, um cão com uma personalidade forte e orgulhosa. Manuel Alegre humaniza Kurika, mostrando-o como alguém que parece compreender o mundo à sua volta de forma única. O cão tem preferências, atitudes e reações que o tornam uma figura quase simbólica no fundo demonstra a lealdade, a presença constante e o amor incondicional.
Através da história de Kurika, o autor reflete sobre temas universais como a amizade, a convivência familiar, o envelhecimento e, principalmente, a perda. À medida que o cão envelhece e a sua saúde enfraquece, ao mesmo tempo o tom da narrativa torna-se mais melancólico, preparando o leitor para a inevitável despedida através dos relatos do autor com o seu animal de estimação, o que faz deste livro uma obra tocante. A morte de Kurika é sentida de forma profunda, como se fosse a perda de alguém da família, o que mostra a intensidade da ligação entre humanos e animais.
Apesar da tristeza que marca o fim da história, o livro é também uma celebração da vida e da memória. O autor mostra como os laços afetivos não dependem apenas da linguagem, mas da partilha diária, do carinho silencioso e da presença constante. “Um Cão Como Nós” é, acima de tudo, uma homenagem à simplicidade e à beleza da relação entre um cão e a sua família.
"O Apocalipse dos Trabalhadores"
Resumo
O Apocalipse dos Trabalhadores é um romance de Valter Hugo Mãe publicado em 2011, que se insere na literatura contemporânea portuguesa e reflete, com uma linguagem singular e poética, os dramas sociais e existenciais das classes mais desfavorecidas, nomeadamente das empregadas domésticas e trabalhadores imigrantes. A narrativa centra-se em duas personagens principais: maria da graça, mais conhecida como gracinha, e quitéria, duas mulheres que trabalham como empregadas domésticas em Portugal, ambas com vidas marcadas por sofrimento, precariedade e invisibilidade social. A história passa-se em Guimarães, mas a crítica social que desenvolve é universal. Gracinha é uma jovem mulher humilde, marcada por um quotidiano duro e sem esperança. Trabalha em casa de um senhor chamado amilcar, por quem guarda uma paixão silenciosa, mesmo sabendo que essa relação é impossível e desequilibrada. A sua vida é feita de pequenas rotinas, mas também de grandes sonhos e desejos reprimidos. Sonha com uma vida melhor, com amor, e até com a morte, como forma de escapar ao sofrimento. Ao longo do romance, gracinha vai sendo confrontada com a dura realidade, mas também vai revelando uma notável capacidade de resistência e dignidade. Quitéria, por outro lado, é uma mulher mais velha, desiludida com a vida e com o casamento. Vive com o marido, joaquim, num casamento falhado e sem amor. Trabalha como empregada doméstica e vê na religião e na esperança uma revelação: um fim simbólico para o sofrimento humano e uma forma de lidar com as suas frustrações. A figura de Quitéria traz uma dimensão mais sarcástica e direcionada para a narrativa, mas também representa a fé cega e a alienação que muitas vezes dominam os oprimidos. O título do romance "O Apocalipse dos Trabalhadores" tem um valor simbólico e irónico. Não se trata de um apocalipse no sentido religioso tradicional, mas de um “revelar” da verdade sobre a condição dos trabalhadores explorados, das mulheres esquecidas, dos amores nunca realizados e das vidas que ninguém valoriza. O livro denuncia uma sociedade desigual, que marginaliza os mais fracos, mas também exalta a resiliência e a capacidade de sonhar daqueles que vivem no limite da dignidade. Valter Hugo Mãe utiliza uma linguagem inovadora, sem letras maiúsculas, numa escrita poética e fragmentada, que reflete a desconstrução das normas sociais e literárias. O autor dá voz aos que raramente a têm na literatura, e fá-lo com empatia e emoção.
FICHA DE LEITURA
FICHA de leitura
Introdução
Apresentação da obra
Título: "levante-se o réu outra vez"
Autor: Rui Cordoso Martins
Data de edição: Maio de 2016
Género: Literatura Portuguesa
1- A obra pretende : e) fozer relatos verídicos
1.1
O autor do livro, Rui cardoso Martins, durante 2 décadas presenciou mais de setecentas audiências Juriciais, devido o sua carreira (Jornalista), tornando-ás em comédia e emoção, dando origem a este livro.
2. E possível dividir esta obra em partes; cada parte contém uma historia diferente. Cada crónica pode abordar temas,personagens ou situações únicas, proporcionando uma variedade de histórias no mesmo volume.
FICHA de leitura
Desenvolvimento
3.Esta obra é baseada em ações verídicas que relatam audiências judiciais, uns casos mais “leves” e outros mais “pesados”. O autor atribui nomes fictícios para proteger a identidade das pessoas mencionadas.
4. /4.1 -Este livro aborda uma variedade de problemas humanos, sociais, políticos e até religiosos, porém os mais mencionados são os problemas sociais, religiosos e políticos, fozendo bastantes críticas ao sistema
Judicial, que é retratado de forma absurda e distorcida, de forma a mostrar como a burocracia e as falhas das instituições podem desumanizar os indivíduos. O autor questiona as falta de sentido nos tribunais, sugerindo que tanto a política como a justiça ignoram as reais necessidades da sociedade.
5. Esta obra oferece-nos uma visão mais complexa sobre alguns temas, como por exemplo: injustiças sociais, sensibilidade social e consequencias das decisões.
FICHA de leitura
APRECIAÇÃO CRÍTICA 8.Tenho apenas aspetos positivos para comentar sobre este livro.Sempre me interessei por casos relacionados com a justiça, ou seja, ler um livro sobre audiências judiciais foi bastante agradável. A obra está bem organizada e possui uma linguagem simples e fácil. Esta obra está entre as minhas preferidas.
9. Houve muitas histórias impressionantes que eu gostei bastante e histórias de que talvez me venha a lembrar após um longo período de tempo, já que me marcaram, como por exemplo, a história “A cega que via cores” e “o gato que ladrava”.
10. O título desta obra faz sentido, pois está relacionado com o seu conteúdo. “levante-se o Réu outra vez” significa, erga-se o culpado outra vez. O “outra vez” mencionado no título está a indicar que é o volume 2.
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FICHA DE LEITURA
FICHA de leitura
Introdução Título: O Ciclo Lunar: Duas Novelas Góticas e Uma História de Amor Autor: João Luís Nabo Data de edição: 2015 Género: Literatura Portuguesa, Gótico,mistério, Romance - A obra pretende: g) Contar uma história (ficção) c) Fazer reflexões sobre vários temas 1.1 - Justifica a opção que escolheste: Escolhi as seguintes opções pois o livro é de ficção, a primeira história passa-se num convento antigo e envolve personagens fictícias. No entanto, é também uma narrativa com bastante reflexão sobre temas como a fé, a culpa, a repressão e até o erotismo. Esses temas são abordados com profundidade e fazem-nos pensar sobre o poder da religião e da moral da época, irei direcionar mais a minha apresentação e apreciação crítica à primeira história do livro (“o cordeiro”), pois foi a que mais gostei e chamou mais atenção. ⸻
FICHA de leitura
2 - A obra está dividida em partes/capítulos? Quais são essas partes? Como explicar essa divisão ou qual o seu objetivo? Sim, o livro está dividido em três histórias distintas:”O Cordeiro”, “O Abismo” e “Sara” Esta divisão serve para apresentar diferentes visões e ambientes dentro do género gótico, embora existam ligações temáticas entre as três. No caso de O Cordeiro, não há capítulos, é uma narrativa contínua, mas muito bem organizada em termos de estrutura narrativa. ⸻ Desenvolvimento 3 - Sintetiza, em poucas palavras, a ação narrada ou o conteúdo da obra que leste: Irei abordar a primeira história do livro , “O cordeiro”, que se passa em Vila-nova, onde Carlos, um arqueólogo que trabalha a fazer visitas guiadas pelo Castelo da Vila, até que um visitante (de cara já conhecida ) tenta descobrir o que Carlos sabe sobre “o Convento da Nossa Senhora Saudação”, lugar que desde o século XI, até ao século XX esteve ocupado por mulheres que ficavam aqui aprisionadas e crianças órfãs, mas o segredo que está por detrás de tudo isto, é muito cativante o que acaba por impulsionar muito a leitura por esta história, o “plot twist” no final é o mais emocionante. ⸻ 4 - Que problemas humanos, sociais, políticos ou religiosos são tratados nessa obra? A história aborda o conflitos religiosos e sociais entre a fé e o desejo, a repressão religiosa, o medo do pecado e da punição, e até a loucura provocada pelo isolamento e pela obsessão religiosa.
FICHA de leitura
Desenvolvimento 4.1 - Comenta esses problemas, tendo em conta também o contexto em que são abordados na obra: Estes problemas surgem num contexto de rigidez religiosa, típico dos séculos XVI-XVII. A Igreja tinha um grande poder, e qualquer desvio moral era considerado heresia. O personagem principal representa o sofrimento causado por essa repressão. O medo constante de pecar, a negação do desejo humano e a clausura física e mental mostram como o excesso de moral religiosa pode levar à perdição e à insanidade. 4.2 - Apresenta citações que o comprovam: “O silêncio das pedras sagradas era mais pesado que os gritos do inferno que ele ouvia na alma.” ⸻ 5 - A obra ensina-nos alguma coisa? O quê? Sim. Mostra-nos que reprimir os sentimentos humanos pode ser tão perigoso como ceder aos impulsos. Ensinou-me que a fé deve ser vivida com equilíbrio, deve ser questionada antes de acreditar em qualquer crença da religião e que negar a própria humanidade pode destruir-nos. 6 - Em algum momento o autor pretende dar conselhos ou fazer considerações sobre a vida? Qual ou quais? Sim, de forma indireta. O autor parece querer mostrar que viver em negação ou em extremos (seja no fanatismo religioso, seja no medo do desejo) leva ao sofrimento. Há uma crítica subtil à rigidez moral e à falta de compaixão, a crítica ( de maneira indireta) sobre como o cristianismo era vivido nos séculos XVI-XIV.
FICHA de leitura
7 - No caso de ser uma obra de ficção, faz a caracterização do(s) protagonista(s) da ação. Justifica. O protagonista é um jovem chamado Carlos, é sensível, introspectivo, inteligente e curioso. Gosta muito do seu trabalho (arqueólogo) e quer saber sempre mais , e faz-o com dedicação. O Teófilo, era um senhor já de certa idade, em busca de conhecer o seu passado, para conseguir lidar com a sua obsessão. Dona Constança, apesar desta personagem fazer parte de uma narrativa contada no século XVI é bastante mencionada e importante nesta história, uma mulher muito vingativa , capaz de destruir gerações para alimentar a sua vingança. Esmeralda, a senhora mais antiga e sábia de Vila-nova que ajudou a revelar todo o mistério. Valentim, filho do rei e de Dona Constança, uma criança que tinha tudo para viver bem, mas acabou por sofrer abuso de diversas formas. C – APRECIAÇÃO CRÍTICA 8 - Qual a tua opinião pessoal sobre a globalidade da obra? Justifica. É diferente das histórias que costumo ler. A escrita é envolvente, com um ambiente misterioso que prende desde o início. Gostei especialmente da forma como o autor mistura o religioso com o psicológico. Fez-me pensar bastante, a escrita do autor fez-me completamente viciada na história , fiquei presa , não conseguia largar o livro sem saber o final, ou seja, gostei muito do livro , achei interessante e recomendo para quem gosta de história e mistério. ⸻ 9 - Quais os momentos da ação de que gostaste mais ou que mais te impressionaram? Porquê? O que mais me impressionou foi o momento em que Carlos ( a personagem principal) descobre o segredo de todo o enredo inicial, e depois tem um “plot twist” muito bom, mas um bocado previsível, porém gostei muito, foram as partes mais impressionantes.
FICHA de leitura
9.1 - Transcreve passagens da obra que te tocaram ou impressionaram mais: “O Mouro arrancou as vestes a Valentim e amarrou-o, nu, à mesa do banquete, deixando-lhe os braços e as pernas abertas. Os três homens desfizeram-se das próprias roupas e, completamente desnudados, ini-ciaram, qual três demónios animalescos, uma dança macabra à volta da mesa e do corpo amarrado. Um a um puseram-se sobre a criança e usaram o seu corpo inocente e indefeso para os actos mais hediondos e repugnantes, obrigando-a às mais baixas acções e odiosas figuras. Só Dom Álvaro soube quanto tempo estiveram a saciar com o maior e mais desprezível despudor a luxúria que os perturbava e consumia. Dom Álvaro, impotente, gritava com todas as suas forças, mas não conseguiu.” ⸻ CONCLUSÃO 10 - Tenta justificar o título da obra tendo em conta o seu conteúdo: O título “O Cordeiro” pode representar Valentim — um jovem puro, inocente, entregue ao “sacrifício” do convento e das suas regras rígidas. Tal como um cordeiro é sacrificado em rituais religiosos, o protagonista parece ser uma vítima de um sistema que não perdoa a fragilidade humana. O título também sugere a dualidade entre pureza e culpa.
FICHA DE LEITURA DE POESIA
FICHA de leitura de poesia
Introdução
A – Apresentação da obra:
INFORMAÇÕES SOBRE A OBRA TÍTULO - Trocando Olhares AUTOR- Florbela Espanca EDITORA- INCM – Imprensa Nacional-Casa da Moeda DATA DE EDIÇÃO- abril de 1994 A OBRA PRETENDE: Exprimir emoções
Ser autobiográfica
Questionar o papel da mulher na sociedade 1.1 Justifica a opção que escolheste. A obra "Trocando Olhares", de Florbela Espanca, tem como principal objetivo expressar emoções e mostrar o lado sentimental do ser humano. Muitos dos poemas são autobiográficos, ou seja, falam sobre os sentimentos e experiências da própria autora, como a tristeza, o amor, a dor e a procura por um amor ideal. De forma minuciosa a autora questiona o papel da mulher na sociedade, mesmo que, não seja uma crítica social direta, esta crítica está presente em vários poemas da autora.
FICHA de leitura
2- É possível dividir a obra em partes? Quais são essas partes? Como explicar essa divisão em partes?
É possível dividir a obra Trocando Olhares, de Florbela Espanca, em partes com base nos temas abordados. A primeira parte reúne poemas sobre o amor e a idealização da autora sobre este tema, mostrando desejo, paixão e esperança. A segunda parte foca-se na dor, solidão e desilusões amorosas, refletindo tristeza e sofrimento. A terceira inclui reflexões sobre a vida, a morte e o papel da mulher, (estes temas são os mais predominantes nesta obra). Por fim, há uma parte mais autobiográfica, onde Florbela fala diretamente sobre si e os seus sentimentos. Esta divisão ajuda a perceber melhor as diferentes fases emocionais da autora. DESENVOLVIMENTO
B – Conteúdo geral:
3- Quais são as temáticas predominantes no conjunto dos poemas?
As temáticas predominantes nesta obra são: o amor idealizado, que faz surgir a dor, a desilusão, a solidão, a morte e o sofrimento existencial resultado de relações frustradas ou do amor não correspondido. Também se destaca a condição feminina, com uma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade e o desejo de liberdade interior. Por fim, há uma forte presença da introspeção, com poemas marcadamente autobiográficos, onde a autora expressa de forma intensa os seus sentimentos e conflitos pessoais. A obra é fortemente introspectiva e autobiográfica, com poemas que revelam os pensamentos, desejos e conflitos mais íntimos da poetisa.
FICHA de leitura
4-Quais os problemas humanos, sociais, políticos ou religiosos presentes nos poemas desta obra?
Os problemas tratados são principalmente de ordem humana e social, com destaque para a condição feminina e para os conflitos pessoais da autora. Os problemas humanos mais presentes são o sofrimento emocional, a solidão, a dor do amor não correspondido e o conflito interno da autora em busca de sentido para a vida. Socialmente, há um olhar crítico sobre o papel limitado e repressivo que a sociedade impõe às mulheres, revelando o desejo de liberdade e autonomia feminina. Politicamente, a obra não aborda diretamente temas ou críticas específicas, pois o foco é mais pessoal e emocional. Quanto à dimensão religiosa, os poemas às vezes refletem dúvidas, angústias existenciais e questionamentos, principalmente sobre a vida após a morte, mostrando uma relação complexa com a espiritualidade e a fé. 4.1. Comenta esses problemas, tendo em conta também o modo como são abordados na obra
Neste livro, a poetisa revela os problemas humanos de forma muito pessoal e sensível, por esse motivo conseguimos perceber o seu sentimento de dor, solidão e o sofrimento emocional. Ela não esconde as suas emoções, demostrando o sofrimento interior com sinceridade, o que torna seus poemas profundos e emocionantes. No aspeto social, a autora aborda de forma implícita a opressão sofrida pelas mulheres na sua época, expressando o desejo de liberdade e autonomia. Essa crítica é feita de maneira delicada, mas poderosa. Quanto às questões religiosas e existenciais, Florbela traz dúvidas e angústias, sem respostas claras, o que aproxima o leitor do seu estado de incerteza e reflexão sobre a vida e a morte. Assim, a obra não só expressa sentimentos individuais, mas também reflete tensões sociais e existenciais.
FICHA de leitura
4.2. Apresenta citações de versos / poemas que o comprovem.
A obra mostra vários problemas humanos e sociais. Um dos principais é o sofrimento por amor e a solidão, como se vê nos versos: "Fico a chorar um amor / Que o teu coração não sente."
(poema: As quadras dele) Também há uma crítica ao papel da mulher na sociedade, mostrando o quanto ela sofre e esconde os sentimentos :"Um ente de paixão e sacrifício, / De sofrimentos cheio, eis a mulher!" (poema: Mulher). Por fim, Florbela fala da angústia de viver e do vazio existencial, como nestes versos: "Ah! Toda eu sou sombras, sou espaços! / Perco-me em mim na dor de ter vivido!" (poema: Maior Tortura). Estas citações provam que a autora usa a poesia para expressar emoções profundas e refletir sobre o amor, a condição da mulher e o sentido da vida. 5- Que tipo de emoções o Poeta expõe? Apresenta citações que o comprovam.
Já referido na resposta 4.2.
6-Em algum poema o autor pretende dar conselhos ou fazer considerações sobre a vida? Qual?
Sim, Florbela Espanca faz algumas considerações sobre a vida, especialmente nos poemas onde reflete sobre a dor, a existência e o papel da mulher. Um bom exemplo disso é o poema "Mulher", onde ela não dá conselhos diretos, mas deixa uma mensagem crítica e reflexiva sobre a condição feminina e o sofrimento calado que muitas mulheres vivem: "Um ente de paixão e sacrifício,
De sofrimentos cheio, eis a mulher!
Esmaga o coração dentro do peito,
E nem te doas, coração, sequer!"
Neste poema, a autora mostra como a mulher é ensinada a sofrer em silêncio, sacrificando-se pelos outros. Através desses versos, ela reflete sobre a importância de valorizar os próprios sentimentos.
FICHA de leitura
C – Estrutura formal:
A estrutura estrófica dos poemas tende a seguir uma norma (são sonetos, por exemplo, ou são estrofes únicas) ou são estrofes irregulares?
Na maioria dos poemas a estrutura estrófica não segue uma única regra fixa. Alguns poemas são sonetos bem estruturados, com duas quadras e dois tercetos, que era uma forma que a autora usava muito. Mas também há poemas com estrofes irregulares, mais livres, com tamanhos e ritmos diferentes.
8-Os poemas, na sua maioria, apresentam rima? Em caso afirmativo, qual o tipo de rima predominante?
Sim, a maioria dos poemas apresenta rima. Florbela Espanca gostava de usar rimas bem construídas e sonoras, o que dá musicalidade aos versos. O tipo de rima predominante é a rima cruzada (ABAB) e também há muitos casos de rima emparelhada (AABB), especialmente nos sonetos. Estas rimas ajudam a dar ritmo ao poema e a reforçar a emoção das palavras. D- Apreciação crítica:
Qual a tua opinião pessoal sobre a globalidade dos poemas? Justifica. Na minha opinião, as globalidades dos poemas são muito bonitas e tocantes. Gostei da forma como Florbela Espanca consegue exprimir sentimentos tão profundos com palavras simples, mas cheias de emoção. A forma como a poetisa fala do amor, da dor e da vida faz com que qualquer pessoa se identifique com o que está escrito, faz-nos pensar em casos que aconteceram connosco ao longo da vida mesmo que tenha vivido coisas diferentes. Além disso, os poemas têm uma musicalidade muito agradável, com rimas bem construídas e uma linguagem poética que nos faz sentir o que a autora sentia. Achei interessante também o modo como ela mostra o ponto de vista feminino e a sua luta interior, o que torna a leitura mais humana e real. É uma obra que nos faz pensar e sentir ao mesmo tempo, por isso gostei bastante.
FICHA de leitura
10-Quais os poemas de que gostaste mais ou que mais te impressionaram? Porquê?
Um dos poemas de que mais gostei foi "Mulher", porque me impressionou a forma como a autora fala sobre o sofrimento feminino com tanta força e verdade. Ela mostra que, muitas vezes, a mulher é vista apenas como alguém que tem de se sacrificar, esconder os sentimentos e viver para os outros. Achei esse poema muito atual, mesmo tendo sido escrito há tanto tempo. Também gostei de "Maior Tortura", porque fala sobre a dor de viver e a confusão interior de uma forma muito profunda. Fez-me pensar no quanto, às vezes, carregamos sentimentos que nem sempre conseguimos explicar. Esses poemas marcaram-me porque transmitem emoções reais e mostram o lado mais sensível do ser humano, de uma forma poética, mas honesta.
11-Transcreve exemplos de versos que te tocaram mais. (Podem ser do mesmo poema ou de vários)
"Fico a chorar um amor / Que o teu coração não sente.", "Ah! Toda eu sou sombras, sou espaços! / Perco-me em mim na dor de ter vivido!" (Maior Tortura) CONCLUSÃO
Tenta justificar o título da obra tendo em conta o seu conteúdo.
O título da obra pode ser justificado pelo tom íntimo e emocional da obra. Ao longo dos poemas, Florbela Espanca parece estar a “trocar olhares” com o leitor, partilhando os seus sentimentos mais profundos. Esses “olhares” não são apenas visuais, mas sim trocas de emoções e pensamentos, quase como uma conversa silenciosa entre a autora e o leitor. Além disso, o título pode também simbolizar os vários momentos em que a autora observa o mundo à sua volta e reflete sobre ele, mostrando diferentes perspetivas sobre o amor, a condição da mulher e o sofrimento humano.
FIM
Ana Gomes 10ºC Nº29
o meu portefólio
ana gomes
Created on October 18, 2024
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Transcript
Projeto individual de Leitura
O meU portefólio
Literatura Portuguesa
Realizado por: Ana Gomes 10ºC nº30
ÍNDICE
1. Autobiografia como leitora
5. Texto de escrita creativa - poesia
2. Compromisso de leitura
6. Resumos
3. Texto expositivo
7. Fichas de leitura
4. Apreciação Crítica
aUTOBIOGRAFIA COMO LEITORA
Autobiografia como leitora
A minha relação com a leitura já foi melhor,não que hoje em dia seja má, porém á uns anos atrás eu lia bastantes livros de variados géneros. o tempo foi passando,comecei a fazer outras coisas nos tempos livres e acabei por deixar a leitura para trás. Porém ainda tenho um carinho enorme pela leitura e gostava imenso de voltar a ler livros como lia antes. Desde cedo que comecei a ter contacto com a leitura. Quando ainda não sabia ler, a minha mãe lia-me contos infantis como:"Os três porquinhos", "A lebre e a tartaruga", "A carochinha e o João ratão", "Pinóquio" e mais alguns contos infantis populares portugueses. Na cresce havia sempre dois por semana reservados para a leitura de histórias ou contos infantis. Na minha opinião ouvir histórias desde tão pequena, influênciou o facto de preferir ouvir ler do que ser eu mesma a ler. Fui crescendo, deixei de ler histórias infantis e comecei a ler livros de literatura infantojuvenil como "Uma Aventura" de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada era a minha coleção preferida. Também li bastante "os cinco", "O diário de uma totó". Estas foram as coleções que mais li e de que mais gostei. Foi a altura da minha vida em que estive mais " agarrada" á leitura. Depois dos 14 anos de idade não li tantos livros como antes, porém , dos que li gostei bastante de: " O diário de Anne Frank", "A Seleção" e "levante -se o réu". Gostaria muito de voltar a ler, porém, tenho outras atividades que prefiro fazer nos tempos livres, mas quem sabe um dia.
COMPROMISSO DE LEITURA
Compromisso de leitura
Durante este ano letivo, tive a oportunidade de contactar com várias obras literárias que me marcaram de formas diferentes. Através da leitura de prosa, poesia, teatro e também de textos com caráter mais reflexivo, fui desenvolvendo o meu olhar crítico e a minha sensibilidade como leitor. Um dos primeiros livros que li foi Levante-se o Réu Outra Vez, do escritor português Rui Cardoso Martins. Fiz também uma ficha de leitura de prosa desta obra, que retrata de forma muito realista e humana os julgamentos em tribunal e as histórias das pessoas que por lá passam. É uma obra que nos mostra como a justiça nem sempre é simples e como a vida de cada réu, por trás de um processo, tem camadas, sentimentos e dores que muitas vezes passam despercebidos. Mais tarde, li O Preconceito Vencido, do dramaturgo francês Pierre Marivaux. Esta foi uma leitura diferente, porque me colocou dentro do universo do teatro e do jogo de aparências entre as personagens. Trabalhei esta obra através de uma apreciação crítica, onde procurei analisar como Marivaux aborda o preconceito social e mostra que, apesar das diferenças de classe, é possível haver igualdade e compreensão entre as pessoas. A peça é leve no tom, mas profunda na mensagem. Outra leitura que me marcou foi O Ciclo Lunar, do autor português João Luís Nabo. Esta obra, que analisei através de uma ficha de leitura de prosa, levou-me a refletir sobre os ciclos da vida, as transformações humanas e os sentimentos que nos acompanham ao longo do tempo. A escrita do autor é poética e cheia de simbolismo, o que me fez parar várias vezes para reler certas passagens e absorver melhor o seu significado. No campo da poesia, escolhi ler Trocando Olhares, de Florbela Espanca, e preparei uma ficha de leitura poética. Esta autora tocou-me especialmente pela intensidade com que expressa os sentimentos. Os seus poemas falam de amor, solidão, desejo, dor, e é quase impossível não nos identificarmos com as emoções que ela partilha.
Compromisso de leitura
Também li Cão como Nós, de Manuel Alegre, e fiz um resumo desta obra. Foi o livro mais emocionante e nos faz pensar sobre os laços que criamos com os outros, sejam eles pessoas ou animais. Por fim, li O Apocalipse dos Trabalhadores, de Valter Hugo Mãe, e resumi a obra. Esta leitura foi mais desafiante, tanto pela linguagem como pelos temas abordados. É uma obra que nos obriga a pensar sobre o valor do trabalho, a dignidade humana e a forma como tantas pessoas vivem à margem, sem voz nem reconhecimento.
TEXTO EXPOSITIVO
tEXTO EXPOSITIVO
O desaparecimento de Rui Pedro Teixeira Mendonça, um menino de apenas 11 anos, é um dos casos mais chocantes e misteriosos da história recente de Portugal. O caso gera ainda hoje angústia, dúvidas e muitas perguntas. A história de Rui Pedro é marcada pela dor, pela ineficácia das investigações iniciais e pela luta incessante de sua mãe, Filomena Teixeira, que nunca desistiu de encontrar o filho. Este caso não é apenas uma tragédia pessoal, mas também um reflexo das falhas do sistema de justiça e da polícia, que comprometeram a busca por respostas. No dia 4 de março de 1998, Rui Pedro desapareceu em Lousada, no norte de Portugal. Ele tinha 11 anos e pediu à sua mãe, Filomena, para passar a tarde com Afonso, um amigo que era 11 anos mais velho que ele. A mãe recusou o pedido, mas, segundo relatos, Afonso foi visto com Rui Pedro pouco depois, dentro de um Fiat Uno preto, carro do irmão mais velho de Afonso. Rui Pedro, que tinha uma rotina comum para sua idade, foi visto pela última vez nas proximidades de sua casa. Quando a bicicleta do menino foi encontrada abandonada em um terreno baldio, as suspeitas de que algo grave havia ocorrido começaram a se intensificar. A bicicleta, um objeto pessoal de Rui Pedro, foi o primeiro vestígio encontrado, mas a polícia inicialmente tratou o caso como uma simples fuga de um adolescente, sem levar em consideração a possibilidade de rapto ou qualquer outro crime A investigação inicial foi marcada por lentidão e falhas significativas. A polícia, de forma prematura, tratou o caso como se fosse uma fuga, ignorando várias pistas que poderiam ter ajudado a resolver o mistério mais rapidamente. A primeira hipótese foi de que Rui Pedro teria fugido de casa por vontade própria, uma teoria que foi desmentida à medida que mais evidências começaram a surgir. Diversas testemunhas afirmaram ter visto Afonso em companhia de Rui Pedro no dia do desaparecimento, e algumas imagens de câmeras de segurança mostraram o carro de Afonso nas proximidades. Contudo, as investigações não avançaram de forma decisiva e, por muitos anos, o caso de Rui Pedro foi arquivado.
tEXTO EXPOSITIVO
A Operação “The Wonderland Club” Anos depois, a investigação ganhou um novo "folego" graças à operação internacional contra pornografia infantil chamada "The Wonderland Club", que foi conduzida por diversas autoridades internacionais. Durante a operação, foram encontradas milhares de imagens de crianças em situações de abuso, e, para o espanto das autoridades, algumas fotos de Rui Pedro estavam entre elas. Este achado foi um marco no caso, pois confirmou que o desaparecimento de Rui Pedro estava relacionado ao rapto e exploração sexual. A descoberta das imagens de Rui Pedro nas mãos de criminosos internacionais gerou uma onda de revolta e de indignação pública, mas, ao mesmo tempo, trouxe à tona a crueldade e a realidade do abuso infantil. Infelizmente, apesar desse avanço, a identificação dos responsáveis pelo rapto e exploração de Rui Pedro não trouxe respostas concretas sobre o seu paradeiro, e a criança continuava desaparecida. Ao longo dos anos, o nome de Afonso Dias, o amigo de Rui Pedro, esteve constantemente ligado ao caso. Em 2012, Afonso foi finalmente julgado por rapto agravado e condenado a 3 anos e 6 meses de prisão. No entanto, a sentença foi polêmica: Afonso cumpriu apenas um terço da pena, o que gerou protestos e indignação. Muitos acreditam que a condenação foi branda e que Afonso, de alguma forma, se esquivou da justiça completa. O fato de ele ter sido condenado por rapto agravado e não por homicídio ou outros crimes mais graves deixou muitas dúvidas sobre a verdadeira extensão de sua responsabilidade no desaparecimento de Rui Pedro Filomena Teixeira, mãe de Rui Pedro, tornou-se um símbolo de resistência e de luta pela verdade. Mesmo diante da desesperança e das dificuldades, Filomena nunca desistiu de acreditar que o filh o ainda estava vivo. A sua força, perseverança e fé inabalável levaram-na a travar uma batalha constante por respostas. Ela questionava a falta de ação das autoridades, a lentidão da investigação e, acima de tudo, a impunidade de certos envolvidos no caso. Embora o tempo tenha passado e os avanços na investigação tenham sido escassos, Filomena continuou a lutar, sempre mantendo viva a memória do filho e mantendo a esperança de que um dia Rui Pedro fosse encontrado. Hoje, Rui Pedro teria 33 anos, mas o desaparecimento dele continua sem resposta definitiva. A dor da mãe, Filomena, e a angústia de não saber o que realmente aconteceu com o seu filho permanecem até hoje. O caso Rui Pedro não é apenas uma história de rapto e exploração, mas um reflexo das falhas do sistema de justiça, da demora nas investigações e da impotência das autoridades em oferecer uma resposta concreta à família. A falta de respostas concretas e a impunidade que parece ter assolado o caso fazem dele um símbolo de como as vítimas e as famílias são, muitas vezes, negligenciadas pelas instituições responsáveis por garantir a justiça. Embora o desaparecimento de Rui Pedro continue a ser um dos maiores mistérios da história criminal portuguesa, a história de sua mãe, que nunca desistiu de procurar o filho, é também uma lição de força, coragem e amor incondicional.
Apreciação Crítica
Apreciação crítica
O Preconceito Vencido, de Pierre Carlet de Chamblain de Marivaux, é uma obra fascinante que surpreende pela sua profundidade e atualidade, apesar de ter sido escrita no século XVIII. Publicado pela editora Colibri em 2000, o livro apresenta uma narrativa breve, com apenas 67 páginas, mas repleta de questões ainda presentes na sociedade moderna. A obra destaca-se como uma reflexão sobre os preconceitos de gênero e as barreiras que estes criam nas relações humanas. Esta história passa-se num mundo fictício onde os homens e as mulheres crescem separados e só podem interagir por meio de um “mensageiro do amor”, tem como objetivo explorar os estereótipos de gênero predominantes na época – muitos dos quais ainda persistem nos dias de hoje. Inicialmente, as mulheres são apresentadas como frágeis e submissas, enquanto os homens são retratados como fortes e racionais. À medida que os protagonistas se conhecem e começam a interagir de forma genuína, ocorre uma transformação, tanto nos personagens como nas ideias defendidas que sustentavam as suas ações. Na minha opinião a escrita de Marivaux enaltece bastante esta obra. Com um estilo elegante e perspicaz, ele consegue equilibrar momentos de humor com reflexões profundas. Apesar de ser uma obra curta, o livro consegue abordar temas universais com eficiência, porém eu acho que alguns personagens poderiam ter sido mais desenvolvidos, aprofundando ainda mais a reflexão proposta. É uma obra marcante que se mantém atual, talvez derivado ao tema que retrata. A mensagem sobre a necessidade de superar preconceitos para construir relações mais autênticas é universal e atemporal. Além disso, o crescimento pessoal dos personagens, que aprendem além das aparências, é inspirador. Apesar das limitações da obra (como o cenário forçado e o desenvolvimento breve de algumas ideias) considero que o livro tem uma leitura enriquecedora. Recomendo-o não apenas a quem gosta de histórias de amor, mas também àqueles que buscam narrativas que fazem reflexões sobre questões sociais e humanas.
TEXTO creativo
poesia
Poesia
Antes de Seres Meu Não te peço que venhas, só deixo a porta entreaberta. Quem quer chegar, chega sem precisar de alerta. Não lanço promessas ao vento, nem trago espadas na mão. Conquistar é caminhar ao lado sem mapa, sem muita precisão. Falo-te em gestos pequenos, em silêncios que dizem mais. O segredo não está no grito, mas no tempo que nos dás.
Quero que sejas escolha, Sem pressa nem distração. Que me vejas inteiro e não só em prestação. E se algum dia vieres, não será por insistir. Será porque em mim viste um lugar para fugir.
Resumos
"um cão como nós"
Resumo
"Um Cão Como Nós" é uma obra breve, mas profundamente emotiva, escrita por Manuel Alegre, onde o protagonista não é uma pessoa, mas sim um cão chamado Kurika. No entanto, Kurika é muito mais do que um simples animal de estimação: é um verdadeiro companheiro, com comportamentos e sentimentos quase humanos, tornando-se parte essencial da vida da família que o acolheu (neste caso, a família do autor). Narrado em primeira pessoa, o livro descreve a relação entre o narrador e Kurika, um cão com uma personalidade forte e orgulhosa. Manuel Alegre humaniza Kurika, mostrando-o como alguém que parece compreender o mundo à sua volta de forma única. O cão tem preferências, atitudes e reações que o tornam uma figura quase simbólica no fundo demonstra a lealdade, a presença constante e o amor incondicional. Através da história de Kurika, o autor reflete sobre temas universais como a amizade, a convivência familiar, o envelhecimento e, principalmente, a perda. À medida que o cão envelhece e a sua saúde enfraquece, ao mesmo tempo o tom da narrativa torna-se mais melancólico, preparando o leitor para a inevitável despedida através dos relatos do autor com o seu animal de estimação, o que faz deste livro uma obra tocante. A morte de Kurika é sentida de forma profunda, como se fosse a perda de alguém da família, o que mostra a intensidade da ligação entre humanos e animais. Apesar da tristeza que marca o fim da história, o livro é também uma celebração da vida e da memória. O autor mostra como os laços afetivos não dependem apenas da linguagem, mas da partilha diária, do carinho silencioso e da presença constante. “Um Cão Como Nós” é, acima de tudo, uma homenagem à simplicidade e à beleza da relação entre um cão e a sua família.
"O Apocalipse dos Trabalhadores"
Resumo
O Apocalipse dos Trabalhadores é um romance de Valter Hugo Mãe publicado em 2011, que se insere na literatura contemporânea portuguesa e reflete, com uma linguagem singular e poética, os dramas sociais e existenciais das classes mais desfavorecidas, nomeadamente das empregadas domésticas e trabalhadores imigrantes. A narrativa centra-se em duas personagens principais: maria da graça, mais conhecida como gracinha, e quitéria, duas mulheres que trabalham como empregadas domésticas em Portugal, ambas com vidas marcadas por sofrimento, precariedade e invisibilidade social. A história passa-se em Guimarães, mas a crítica social que desenvolve é universal. Gracinha é uma jovem mulher humilde, marcada por um quotidiano duro e sem esperança. Trabalha em casa de um senhor chamado amilcar, por quem guarda uma paixão silenciosa, mesmo sabendo que essa relação é impossível e desequilibrada. A sua vida é feita de pequenas rotinas, mas também de grandes sonhos e desejos reprimidos. Sonha com uma vida melhor, com amor, e até com a morte, como forma de escapar ao sofrimento. Ao longo do romance, gracinha vai sendo confrontada com a dura realidade, mas também vai revelando uma notável capacidade de resistência e dignidade. Quitéria, por outro lado, é uma mulher mais velha, desiludida com a vida e com o casamento. Vive com o marido, joaquim, num casamento falhado e sem amor. Trabalha como empregada doméstica e vê na religião e na esperança uma revelação: um fim simbólico para o sofrimento humano e uma forma de lidar com as suas frustrações. A figura de Quitéria traz uma dimensão mais sarcástica e direcionada para a narrativa, mas também representa a fé cega e a alienação que muitas vezes dominam os oprimidos. O título do romance "O Apocalipse dos Trabalhadores" tem um valor simbólico e irónico. Não se trata de um apocalipse no sentido religioso tradicional, mas de um “revelar” da verdade sobre a condição dos trabalhadores explorados, das mulheres esquecidas, dos amores nunca realizados e das vidas que ninguém valoriza. O livro denuncia uma sociedade desigual, que marginaliza os mais fracos, mas também exalta a resiliência e a capacidade de sonhar daqueles que vivem no limite da dignidade. Valter Hugo Mãe utiliza uma linguagem inovadora, sem letras maiúsculas, numa escrita poética e fragmentada, que reflete a desconstrução das normas sociais e literárias. O autor dá voz aos que raramente a têm na literatura, e fá-lo com empatia e emoção.
FICHA DE LEITURA
FICHA de leitura
Introdução Apresentação da obra Título: "levante-se o réu outra vez" Autor: Rui Cordoso Martins Data de edição: Maio de 2016 Género: Literatura Portuguesa 1- A obra pretende : e) fozer relatos verídicos 1.1 O autor do livro, Rui cardoso Martins, durante 2 décadas presenciou mais de setecentas audiências Juriciais, devido o sua carreira (Jornalista), tornando-ás em comédia e emoção, dando origem a este livro. 2. E possível dividir esta obra em partes; cada parte contém uma historia diferente. Cada crónica pode abordar temas,personagens ou situações únicas, proporcionando uma variedade de histórias no mesmo volume.
FICHA de leitura
Desenvolvimento 3.Esta obra é baseada em ações verídicas que relatam audiências judiciais, uns casos mais “leves” e outros mais “pesados”. O autor atribui nomes fictícios para proteger a identidade das pessoas mencionadas. 4. /4.1 -Este livro aborda uma variedade de problemas humanos, sociais, políticos e até religiosos, porém os mais mencionados são os problemas sociais, religiosos e políticos, fozendo bastantes críticas ao sistema Judicial, que é retratado de forma absurda e distorcida, de forma a mostrar como a burocracia e as falhas das instituições podem desumanizar os indivíduos. O autor questiona as falta de sentido nos tribunais, sugerindo que tanto a política como a justiça ignoram as reais necessidades da sociedade. 5. Esta obra oferece-nos uma visão mais complexa sobre alguns temas, como por exemplo: injustiças sociais, sensibilidade social e consequencias das decisões.
FICHA de leitura
APRECIAÇÃO CRÍTICA 8.Tenho apenas aspetos positivos para comentar sobre este livro.Sempre me interessei por casos relacionados com a justiça, ou seja, ler um livro sobre audiências judiciais foi bastante agradável. A obra está bem organizada e possui uma linguagem simples e fácil. Esta obra está entre as minhas preferidas. 9. Houve muitas histórias impressionantes que eu gostei bastante e histórias de que talvez me venha a lembrar após um longo período de tempo, já que me marcaram, como por exemplo, a história “A cega que via cores” e “o gato que ladrava”. 10. O título desta obra faz sentido, pois está relacionado com o seu conteúdo. “levante-se o Réu outra vez” significa, erga-se o culpado outra vez. O “outra vez” mencionado no título está a indicar que é o volume 2. .
FICHA DE LEITURA
FICHA de leitura
Introdução Título: O Ciclo Lunar: Duas Novelas Góticas e Uma História de Amor Autor: João Luís Nabo Data de edição: 2015 Género: Literatura Portuguesa, Gótico,mistério, Romance - A obra pretende: g) Contar uma história (ficção) c) Fazer reflexões sobre vários temas 1.1 - Justifica a opção que escolheste: Escolhi as seguintes opções pois o livro é de ficção, a primeira história passa-se num convento antigo e envolve personagens fictícias. No entanto, é também uma narrativa com bastante reflexão sobre temas como a fé, a culpa, a repressão e até o erotismo. Esses temas são abordados com profundidade e fazem-nos pensar sobre o poder da religião e da moral da época, irei direcionar mais a minha apresentação e apreciação crítica à primeira história do livro (“o cordeiro”), pois foi a que mais gostei e chamou mais atenção. ⸻
FICHA de leitura
2 - A obra está dividida em partes/capítulos? Quais são essas partes? Como explicar essa divisão ou qual o seu objetivo? Sim, o livro está dividido em três histórias distintas:”O Cordeiro”, “O Abismo” e “Sara” Esta divisão serve para apresentar diferentes visões e ambientes dentro do género gótico, embora existam ligações temáticas entre as três. No caso de O Cordeiro, não há capítulos, é uma narrativa contínua, mas muito bem organizada em termos de estrutura narrativa. ⸻ Desenvolvimento 3 - Sintetiza, em poucas palavras, a ação narrada ou o conteúdo da obra que leste: Irei abordar a primeira história do livro , “O cordeiro”, que se passa em Vila-nova, onde Carlos, um arqueólogo que trabalha a fazer visitas guiadas pelo Castelo da Vila, até que um visitante (de cara já conhecida ) tenta descobrir o que Carlos sabe sobre “o Convento da Nossa Senhora Saudação”, lugar que desde o século XI, até ao século XX esteve ocupado por mulheres que ficavam aqui aprisionadas e crianças órfãs, mas o segredo que está por detrás de tudo isto, é muito cativante o que acaba por impulsionar muito a leitura por esta história, o “plot twist” no final é o mais emocionante. ⸻ 4 - Que problemas humanos, sociais, políticos ou religiosos são tratados nessa obra? A história aborda o conflitos religiosos e sociais entre a fé e o desejo, a repressão religiosa, o medo do pecado e da punição, e até a loucura provocada pelo isolamento e pela obsessão religiosa.
FICHA de leitura
Desenvolvimento 4.1 - Comenta esses problemas, tendo em conta também o contexto em que são abordados na obra: Estes problemas surgem num contexto de rigidez religiosa, típico dos séculos XVI-XVII. A Igreja tinha um grande poder, e qualquer desvio moral era considerado heresia. O personagem principal representa o sofrimento causado por essa repressão. O medo constante de pecar, a negação do desejo humano e a clausura física e mental mostram como o excesso de moral religiosa pode levar à perdição e à insanidade. 4.2 - Apresenta citações que o comprovam: “O silêncio das pedras sagradas era mais pesado que os gritos do inferno que ele ouvia na alma.” ⸻ 5 - A obra ensina-nos alguma coisa? O quê? Sim. Mostra-nos que reprimir os sentimentos humanos pode ser tão perigoso como ceder aos impulsos. Ensinou-me que a fé deve ser vivida com equilíbrio, deve ser questionada antes de acreditar em qualquer crença da religião e que negar a própria humanidade pode destruir-nos. 6 - Em algum momento o autor pretende dar conselhos ou fazer considerações sobre a vida? Qual ou quais? Sim, de forma indireta. O autor parece querer mostrar que viver em negação ou em extremos (seja no fanatismo religioso, seja no medo do desejo) leva ao sofrimento. Há uma crítica subtil à rigidez moral e à falta de compaixão, a crítica ( de maneira indireta) sobre como o cristianismo era vivido nos séculos XVI-XIV.
FICHA de leitura
7 - No caso de ser uma obra de ficção, faz a caracterização do(s) protagonista(s) da ação. Justifica. O protagonista é um jovem chamado Carlos, é sensível, introspectivo, inteligente e curioso. Gosta muito do seu trabalho (arqueólogo) e quer saber sempre mais , e faz-o com dedicação. O Teófilo, era um senhor já de certa idade, em busca de conhecer o seu passado, para conseguir lidar com a sua obsessão. Dona Constança, apesar desta personagem fazer parte de uma narrativa contada no século XVI é bastante mencionada e importante nesta história, uma mulher muito vingativa , capaz de destruir gerações para alimentar a sua vingança. Esmeralda, a senhora mais antiga e sábia de Vila-nova que ajudou a revelar todo o mistério. Valentim, filho do rei e de Dona Constança, uma criança que tinha tudo para viver bem, mas acabou por sofrer abuso de diversas formas. C – APRECIAÇÃO CRÍTICA 8 - Qual a tua opinião pessoal sobre a globalidade da obra? Justifica. É diferente das histórias que costumo ler. A escrita é envolvente, com um ambiente misterioso que prende desde o início. Gostei especialmente da forma como o autor mistura o religioso com o psicológico. Fez-me pensar bastante, a escrita do autor fez-me completamente viciada na história , fiquei presa , não conseguia largar o livro sem saber o final, ou seja, gostei muito do livro , achei interessante e recomendo para quem gosta de história e mistério. ⸻ 9 - Quais os momentos da ação de que gostaste mais ou que mais te impressionaram? Porquê? O que mais me impressionou foi o momento em que Carlos ( a personagem principal) descobre o segredo de todo o enredo inicial, e depois tem um “plot twist” muito bom, mas um bocado previsível, porém gostei muito, foram as partes mais impressionantes.
FICHA de leitura
9.1 - Transcreve passagens da obra que te tocaram ou impressionaram mais: “O Mouro arrancou as vestes a Valentim e amarrou-o, nu, à mesa do banquete, deixando-lhe os braços e as pernas abertas. Os três homens desfizeram-se das próprias roupas e, completamente desnudados, ini-ciaram, qual três demónios animalescos, uma dança macabra à volta da mesa e do corpo amarrado. Um a um puseram-se sobre a criança e usaram o seu corpo inocente e indefeso para os actos mais hediondos e repugnantes, obrigando-a às mais baixas acções e odiosas figuras. Só Dom Álvaro soube quanto tempo estiveram a saciar com o maior e mais desprezível despudor a luxúria que os perturbava e consumia. Dom Álvaro, impotente, gritava com todas as suas forças, mas não conseguiu.” ⸻ CONCLUSÃO 10 - Tenta justificar o título da obra tendo em conta o seu conteúdo: O título “O Cordeiro” pode representar Valentim — um jovem puro, inocente, entregue ao “sacrifício” do convento e das suas regras rígidas. Tal como um cordeiro é sacrificado em rituais religiosos, o protagonista parece ser uma vítima de um sistema que não perdoa a fragilidade humana. O título também sugere a dualidade entre pureza e culpa.
FICHA DE LEITURA DE POESIA
FICHA de leitura de poesia
Introdução A – Apresentação da obra: INFORMAÇÕES SOBRE A OBRA TÍTULO - Trocando Olhares AUTOR- Florbela Espanca EDITORA- INCM – Imprensa Nacional-Casa da Moeda DATA DE EDIÇÃO- abril de 1994 A OBRA PRETENDE: Exprimir emoções Ser autobiográfica Questionar o papel da mulher na sociedade 1.1 Justifica a opção que escolheste. A obra "Trocando Olhares", de Florbela Espanca, tem como principal objetivo expressar emoções e mostrar o lado sentimental do ser humano. Muitos dos poemas são autobiográficos, ou seja, falam sobre os sentimentos e experiências da própria autora, como a tristeza, o amor, a dor e a procura por um amor ideal. De forma minuciosa a autora questiona o papel da mulher na sociedade, mesmo que, não seja uma crítica social direta, esta crítica está presente em vários poemas da autora.
FICHA de leitura
2- É possível dividir a obra em partes? Quais são essas partes? Como explicar essa divisão em partes? É possível dividir a obra Trocando Olhares, de Florbela Espanca, em partes com base nos temas abordados. A primeira parte reúne poemas sobre o amor e a idealização da autora sobre este tema, mostrando desejo, paixão e esperança. A segunda parte foca-se na dor, solidão e desilusões amorosas, refletindo tristeza e sofrimento. A terceira inclui reflexões sobre a vida, a morte e o papel da mulher, (estes temas são os mais predominantes nesta obra). Por fim, há uma parte mais autobiográfica, onde Florbela fala diretamente sobre si e os seus sentimentos. Esta divisão ajuda a perceber melhor as diferentes fases emocionais da autora. DESENVOLVIMENTO B – Conteúdo geral: 3- Quais são as temáticas predominantes no conjunto dos poemas? As temáticas predominantes nesta obra são: o amor idealizado, que faz surgir a dor, a desilusão, a solidão, a morte e o sofrimento existencial resultado de relações frustradas ou do amor não correspondido. Também se destaca a condição feminina, com uma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade e o desejo de liberdade interior. Por fim, há uma forte presença da introspeção, com poemas marcadamente autobiográficos, onde a autora expressa de forma intensa os seus sentimentos e conflitos pessoais. A obra é fortemente introspectiva e autobiográfica, com poemas que revelam os pensamentos, desejos e conflitos mais íntimos da poetisa.
FICHA de leitura
4-Quais os problemas humanos, sociais, políticos ou religiosos presentes nos poemas desta obra? Os problemas tratados são principalmente de ordem humana e social, com destaque para a condição feminina e para os conflitos pessoais da autora. Os problemas humanos mais presentes são o sofrimento emocional, a solidão, a dor do amor não correspondido e o conflito interno da autora em busca de sentido para a vida. Socialmente, há um olhar crítico sobre o papel limitado e repressivo que a sociedade impõe às mulheres, revelando o desejo de liberdade e autonomia feminina. Politicamente, a obra não aborda diretamente temas ou críticas específicas, pois o foco é mais pessoal e emocional. Quanto à dimensão religiosa, os poemas às vezes refletem dúvidas, angústias existenciais e questionamentos, principalmente sobre a vida após a morte, mostrando uma relação complexa com a espiritualidade e a fé. 4.1. Comenta esses problemas, tendo em conta também o modo como são abordados na obra Neste livro, a poetisa revela os problemas humanos de forma muito pessoal e sensível, por esse motivo conseguimos perceber o seu sentimento de dor, solidão e o sofrimento emocional. Ela não esconde as suas emoções, demostrando o sofrimento interior com sinceridade, o que torna seus poemas profundos e emocionantes. No aspeto social, a autora aborda de forma implícita a opressão sofrida pelas mulheres na sua época, expressando o desejo de liberdade e autonomia. Essa crítica é feita de maneira delicada, mas poderosa. Quanto às questões religiosas e existenciais, Florbela traz dúvidas e angústias, sem respostas claras, o que aproxima o leitor do seu estado de incerteza e reflexão sobre a vida e a morte. Assim, a obra não só expressa sentimentos individuais, mas também reflete tensões sociais e existenciais.
FICHA de leitura
4.2. Apresenta citações de versos / poemas que o comprovem. A obra mostra vários problemas humanos e sociais. Um dos principais é o sofrimento por amor e a solidão, como se vê nos versos: "Fico a chorar um amor / Que o teu coração não sente." (poema: As quadras dele) Também há uma crítica ao papel da mulher na sociedade, mostrando o quanto ela sofre e esconde os sentimentos :"Um ente de paixão e sacrifício, / De sofrimentos cheio, eis a mulher!" (poema: Mulher). Por fim, Florbela fala da angústia de viver e do vazio existencial, como nestes versos: "Ah! Toda eu sou sombras, sou espaços! / Perco-me em mim na dor de ter vivido!" (poema: Maior Tortura). Estas citações provam que a autora usa a poesia para expressar emoções profundas e refletir sobre o amor, a condição da mulher e o sentido da vida. 5- Que tipo de emoções o Poeta expõe? Apresenta citações que o comprovam. Já referido na resposta 4.2. 6-Em algum poema o autor pretende dar conselhos ou fazer considerações sobre a vida? Qual? Sim, Florbela Espanca faz algumas considerações sobre a vida, especialmente nos poemas onde reflete sobre a dor, a existência e o papel da mulher. Um bom exemplo disso é o poema "Mulher", onde ela não dá conselhos diretos, mas deixa uma mensagem crítica e reflexiva sobre a condição feminina e o sofrimento calado que muitas mulheres vivem: "Um ente de paixão e sacrifício, De sofrimentos cheio, eis a mulher! Esmaga o coração dentro do peito, E nem te doas, coração, sequer!" Neste poema, a autora mostra como a mulher é ensinada a sofrer em silêncio, sacrificando-se pelos outros. Através desses versos, ela reflete sobre a importância de valorizar os próprios sentimentos.
FICHA de leitura
C – Estrutura formal: A estrutura estrófica dos poemas tende a seguir uma norma (são sonetos, por exemplo, ou são estrofes únicas) ou são estrofes irregulares? Na maioria dos poemas a estrutura estrófica não segue uma única regra fixa. Alguns poemas são sonetos bem estruturados, com duas quadras e dois tercetos, que era uma forma que a autora usava muito. Mas também há poemas com estrofes irregulares, mais livres, com tamanhos e ritmos diferentes. 8-Os poemas, na sua maioria, apresentam rima? Em caso afirmativo, qual o tipo de rima predominante? Sim, a maioria dos poemas apresenta rima. Florbela Espanca gostava de usar rimas bem construídas e sonoras, o que dá musicalidade aos versos. O tipo de rima predominante é a rima cruzada (ABAB) e também há muitos casos de rima emparelhada (AABB), especialmente nos sonetos. Estas rimas ajudam a dar ritmo ao poema e a reforçar a emoção das palavras. D- Apreciação crítica: Qual a tua opinião pessoal sobre a globalidade dos poemas? Justifica. Na minha opinião, as globalidades dos poemas são muito bonitas e tocantes. Gostei da forma como Florbela Espanca consegue exprimir sentimentos tão profundos com palavras simples, mas cheias de emoção. A forma como a poetisa fala do amor, da dor e da vida faz com que qualquer pessoa se identifique com o que está escrito, faz-nos pensar em casos que aconteceram connosco ao longo da vida mesmo que tenha vivido coisas diferentes. Além disso, os poemas têm uma musicalidade muito agradável, com rimas bem construídas e uma linguagem poética que nos faz sentir o que a autora sentia. Achei interessante também o modo como ela mostra o ponto de vista feminino e a sua luta interior, o que torna a leitura mais humana e real. É uma obra que nos faz pensar e sentir ao mesmo tempo, por isso gostei bastante.
FICHA de leitura
10-Quais os poemas de que gostaste mais ou que mais te impressionaram? Porquê? Um dos poemas de que mais gostei foi "Mulher", porque me impressionou a forma como a autora fala sobre o sofrimento feminino com tanta força e verdade. Ela mostra que, muitas vezes, a mulher é vista apenas como alguém que tem de se sacrificar, esconder os sentimentos e viver para os outros. Achei esse poema muito atual, mesmo tendo sido escrito há tanto tempo. Também gostei de "Maior Tortura", porque fala sobre a dor de viver e a confusão interior de uma forma muito profunda. Fez-me pensar no quanto, às vezes, carregamos sentimentos que nem sempre conseguimos explicar. Esses poemas marcaram-me porque transmitem emoções reais e mostram o lado mais sensível do ser humano, de uma forma poética, mas honesta. 11-Transcreve exemplos de versos que te tocaram mais. (Podem ser do mesmo poema ou de vários) "Fico a chorar um amor / Que o teu coração não sente.", "Ah! Toda eu sou sombras, sou espaços! / Perco-me em mim na dor de ter vivido!" (Maior Tortura) CONCLUSÃO Tenta justificar o título da obra tendo em conta o seu conteúdo. O título da obra pode ser justificado pelo tom íntimo e emocional da obra. Ao longo dos poemas, Florbela Espanca parece estar a “trocar olhares” com o leitor, partilhando os seus sentimentos mais profundos. Esses “olhares” não são apenas visuais, mas sim trocas de emoções e pensamentos, quase como uma conversa silenciosa entre a autora e o leitor. Além disso, o título pode também simbolizar os vários momentos em que a autora observa o mundo à sua volta e reflete sobre ele, mostrando diferentes perspetivas sobre o amor, a condição da mulher e o sofrimento humano.
FIM
Ana Gomes 10ºC Nº29