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Nicola Salvatore
Álvaro Luiz Montenegro Valls
Inácio Helfer
Denis Coitinho
Gabriel Ferreira da Silva
Márcia Rosane Junges
Matheus de Mesquita Silveira
Castor M. M. Bartolomé Ruiz
Celso Candido Azambuja
Luiz Rohden
Tiago Nilo
Adelaide Boff
Hernan Ramiro Ramirez
Marco Antonio Oliveira de Azevedo
Álvaro Luiz Montenegro Valls
Aposentado da UFRGS em 2001, aceitei um convite do padre Marcelo Aquino SJ para integrar-me à Filosofia da UNISINOS, onde já lecionavam meu antigo colega Carlos R. Cirne Lima e minha antiga doutoranda Márcia Tiburi, além de outros ex-alunos. Na PUCRS eu não teria tido tantos amigos. Fiquei até 2021, e dei ainda dois cursos como Colaborador, após receber o Fundo de Garantia. Foram esses, dos 52 anos de magistério, os meus mais produtivos. Ajudei a trazer da UFRGS a professora Anna Carolina Regner e a organizar e fazer crescer o Doutorado em Filosofia. Mantive-me por duas décadas só como professor e pesquisador (“soldado raso”, graças a Deus), mas foi como docente da UNISINOS que presidi a ANPOF (Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia). Tive o prazer de ver subir a 7 o número de professores pesquisadores do CNPq, mantendo minha bolsa de Pq até o fim. Nessas duas décadas publiquei a maioria de meus livros, e traduções do dinamarquês, de obras de Kierkegaard e, do alemão, de textos de Th. W. Adorno. Tenho orgulho dos alunos que orientei, alguns acabaram premiados pela CAPES ou pela ANPOF. Lecionei na Pós, na Graduação e em outros cursos. – Tempos felizes!
Celso Candido de Azambuja
Em comemoração aos 70 anos da primeira turma do Curso de Filosofia da Unisinos, busco a palavra que melhor traduza a minha relação com a Filosofia da Unisinos. Que palavra poderia significar ter tido a oportunidade de trabalhar por quase três décadas nesta Universidade que considero um monumento da cultura gaúcha e brasileira? Que palavra poderia reconhecer à força de ser professor, o poder de ter me tornado cônscio de minhas infinitas limitações, mas também me fazer ser mais curioso, mais criativo, mais ousado intelectualmente? Qual palavra poderia traduzir os desafios de explorar e interconectar a filosofia a diferentes áreas do conhecimento como a gastronomia, a comunicação, a computação, a medicina...? Qual palavra seria capaz de desvelar a difícil missão de, como professores de filosofia, levarmos aos nossos alunos temas e problemas tão fundamentais e complexos em torno da ética, da antropologia, da ciência, da política...? Essa é uma missão que dá sentido e valor a uma vida. Ser professor de Filosofia em uma universidade como a Unisinos é motivo de grande honra, muito orgulho e tamanha alegria. Por isso, a palavra que melhor ilustra a minha trajetória é Gratidão.
Márcia Rosane Junges
Já na graduação em Jornalismo na Unisinos sabia que a Filosofia seria meu caminho. De 2001 a 2002 tive Valerio Rohden como orientador na especialização em Ciência Política, na Ulbra. Ingressei no mestrado em Filosofia da Unisinos em 2004, sob orientação de Álvaro L. M. Valls, pesquisando Nietzsche e as implicações políticas de sua filosofia. No meio do curso passei a integrar a equipe de jornalismo da Revista IHU On-Line, do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, onde atuei por 12 anos e interagi vivamente com o mundo filosófico organizando edições temáticas dessa publicação. Em 2014, iniciei o doutorado em Filosofia na Unisinos, desta vez orientada por Castor M. M. Bartolomé Ruiz, a fim de discutir o conceito de potência em Nietzsche e Agamben e as repercussões desses posicionamentos teóricos para sua compreensão sobre a democracia. Em 2017, cursei doutorado sanduíche na Università degli Studi di Padova – UNIPD, com Sandro Chignola, obtendo dupla titulação a partir do convênio de cotutela então inaugurado entre a Unisinos e a UNIPD. Professora na Unisinos desde 2010, em 2021 passei a integrar o colegiado da graduação em Filosofia e a partir de março de 2023 o PPG Filosofia. São 20 anos trilhando caminhos filosóficos, sempre ligada à Unisinos, cultivando bons sentimentos. Se eu faria tudo outra vez? Sim! Amor fati!
Inácio Helfer
Sou dos antigos... Que coisa! Há 25 anos ingressei na Unisinos e no Curso de Filosofia. Recordo de algumas coisas do início desta trajetória... Em 1999, o Prof. Dr. Pe. Marcelo Aquino (1998) – (o ano se refere ao ingresso na Unisinos), que logo em seguida assumiria a Reitoria da Universidade (2006), liderou iniciativas para formar um grupo coeso de professores pesquisadores para qualificar o Curso de Filosofia e formar um Programa de Mestrado e Doutorado em Filosofia. Ele convidou professores sêniores, como o Cirne Lima (2000), o Álvaro Valls (2001), a Anna Carolina Regner (2002) e professores que já trabalhavam na Unisinos, como o José Nedel (1975), o Antônio Sidekum (1976), o Mário Fleig (1977), a Márcia Tiburi (1995), o Castor Ruiz (1995), o Alfredo Culleton (1996), a Cecília Pires (1996), o Luiz Rohden (1996) e professores de fora da Unisinos, como o Adriano Brito (2004), a Sofia Albornoz (2009) e eu (1999). Lecionávamos na graduação em Filosofia e em outros Cursos da universidade, e em 2001 iniciamos o Mestrado em Filosofia e em 2008 o Doutorado em Filosofia. Nosso início foi uma mélange de senioridade, juventude, gêneros e perspectivas teóricas diversas. Sou da opinião que nascemos fortes. Me sentia um pouco constrangido por trabalhar em meio aos colegas professores de minha formação na UFRGS. Mas, era assim mesmo. Nos fortalecemos. Hoje sou grato pelo aprendizado com os colegas, alunos e os apoios institucionais. O que sei é que na vida seguimos sempre aprendendo.
Hernan Ramiro Ramirez
Ingressei no final de 2022 no PPG em Filosofia, como parte do processo de ampliação do seu escopo. Formado em História e uma pós-graduação em Ciência Política, trânsito diversas disciplinas, motivo pelo qual assumi o desafio de pensar mais fortemente a transdisciplinaridade, como parte do pensamento complexo, que permite analisar problemas contemporâneos nas suas múltiplas perspectivas. A partir do meu conhecimento das doutrinas econômicas e seu enraizamento social e político, fui migrando para questões que perpassam a Filosofia, em particular suas visões epistemológicas e metodológicas, que permitem enriquecer os nossos objetos. Como parte desse novo trajeto, incorporei temáticas novas, ainda que pouco transitadas, em particular os impactos das tecnologias do si nas sociedades atuais, impossíveis de pensar de forma mono disciplinar, assim como das novas tecnologias na formatação dos cenários contemporâneos, que devem ser interpretadas de forma crítica, embora que avaliando seu potencial inquestionável transformador. Para isso, pertencer a um coletivo como o PPG em Filosofia enriquece o nosso trabalho, em discussões com colegas e discentes, que trazem aportes que nos instigam.
Adelaide Boff
Minha relação com o curso de Filosofia da Unisinos ultrapassa minha formação acadêmica e se mistura com minha vida pessoal e profissional, pois foi aí que conheci meu companheiro de vida, pai dos nossos 3 filhos. Tanto misturado que até a secretária do curso, na época, tornou-se nossa comadre. Ingressando muito nova na graduação (2001), em grande parte devo aos queridos professores com quem tive a honra de aprender um crescimento pessoal, para além do acadêmico. Aprendi a arte da filosofia com figuras como Álvaro Luiz Montenegro Valls, Anna Carolina Regner, Luiz Rohden, Cecília Maria Pinto Pires, dentre outros não menos importantes. Destaco minha relação mais próxima e profunda primeiro com o professor Carlos Roberto Velho Cirene Lima, que foi quem me introduziu no mundo da pesquisa por meio de uma bolsa de iniciação científica, me ensinando como fazer pesquisa filosófica “de ponta”, como ele sempre dizia. E, posteriormente, minha relação com o Professor Castor Mari Martin Bartolomé Ruiz, que orientou a finalização da graduação e me conduziu com destreza, liberdade e sabedoria para a realização do mestrado (2009). Passados 23 anos de meu primeiro contato com o curso, retorno como docente, assumindo o desafio e acompanhando os novos tempos na modalidade EAD.
Luiz Rohden
Em 1996, entrei na Unisinos como professor do curso de Graduação de Filosofia. Iniciei meu doutorado em 1997 e no ano de 2000 fui convidado para participar da implementação do Mestrado em Filosofia sob liderança do Pe. Marcelo e Prof. Cirne Lima. Com doutorado em Hermenêutica Filosófica concluído em 2000, em Hans-Georg Gadamer, criamos a linha de Pesquisa: Linguagem e Discurso da Ciência do PPG. Em 2000, fui convidado a criar a Revista Filosofia-Unisinos, hoje conceito Qualis A1. Junto com colegas, criei o GT FILOSOFIA HERMENÊUTICA/CNPQ que reúne estudantes e pesquisadores brasileiros. Sou bolsista do Cnpq e tenho realizado projetos Cnpq/Capes/Fapergs e Petrobras. Da minha produção científica considero uma contribuição importante a publicação dos meus livros: “Filosofar com Gadamer e Platão; hermenêutica filosófica a partir da Carta Sétima, ed.1. São Paulo: Editora Annablume, 2018”, O poder da linguagem; a 'Arte Retórica' de Aristóteles, ed.2. São Leopoldo: Edipucrs, 2010”, “Interfaces da Hermenêutica: método, ética e literatura, ed.1. Caxias do Sul: Editora UCS, 2008”, HERMENÊUTICA FILOSÓFICA - Entre a linguagem da experiência e a experiência da linguagem, ed.1. São Leopoldo: Editora Unisinos, 2005”. Destaco parcerias internacionais com Prof. Dennis Schmidt – Sidney Western University e prof. Theodore George – Texas & AM University. Em termos acadêmicos tenho dado aulas, orientado e realizados projetos em torno dos seguintes temas: hermenêutica enquanto metafísica e ética na esteira de Aristóteles e Platão, filosofia e literatura [com destaque em Guimarães Rosa], filosofia oriental, filosofia e futebol, filosofia e vinho, filosofia e artes. No momento minhas pesquisas giram em torno do tema da Hermenêutica Ética e Responsabilidade Socioambiental. Lidero com colegas o Núcleo de Excelência em Educação Socioambiental e Mudanças Climáticas. Desde 2022 sou Decano da Escola de Humanidades e tenho o prazer e o privilégio de liderá-la com escopo de fortalecer sua identidade pautada pela inovação, excelência e sustentabilidade.
Castor M. M. Bartolomé Ruiz
A filosofia surge na capacidade humano do assombro. Assombrar-se é tomar distância da realidade e dos acontecimentos. Essa distância provoca a atitude de perguntar-se pelo mundo em que vivemos e pela vida que existimos. A filosofia é o modo de conhecimento que articula as questões e as respostas ao assombro humano. Iniciei minha inserção na filosofia da Unisinos em 1995, através da minha participação nas cadeiras filosóficas da área humanística, principalmente lecionando Antropologia Filosófica e Problemas Antropológicos. Participei ativamente do colegiado que construiu o projeto de formação do PPG Filosofia Unisinos, nos anos 2019-2020. A criação e consolidação do PPG Filosofia Unisinos significou um salto qualitativo no papel da Filosofia na Unisinos e, também, no Brasil. O PPG Filosofia Unisinos possibilitou o desenvolvimento da pesquisa qualificada em diferentes áreas da filosofia. No meu caso específico, a minha pesquisa teve como referência questões de Antropologia Filosófica. Durante estas quase duas décadas e meia de pesquisador do PPG Filosofia Unisinos desenvolvi pesquisas focadas na área de ética e filosofia política, com uma ênfase específica nas correlações da ética com os modos de subjetivação e da política com os dispositivos de poder contemporâneos que visam gerenciar o comportamento humano como um mero insumo produtivo, a biopolítica. Concomitantemente, desenvolvi pesquisas e publicações na área dos direitos humanos, em particular estudos para desentranhar a relação entre violência e memória das vítimas, visando contribuir de modo qualificado na produção sobre políticas de memória histórica.
Matheus de Mesquita Silveira
Em 2002, ingressei pela primeira vez no campus da UNISINOS, ainda com dezessete anos e sem grandes perspectivas sobre o futuro. Aquele dia marcou o início de treze anos de formação filosófica, a qual compete bacharelado, licenciatura, mestrado e doutorado. Retornar à universidade após dez anos revelou que o tempo de formação forjou muito mais do que o acadêmico. Na verdade, tocou diretamente no ser humano – amizades que se prolongam por mais de década, conselhos de professores e, claro, os inúmeros cafés e viagens que criam a vinculação indissociável entre o humano e o profissional, entre o jovem sem perspectiva e o professor consciente do papel que ocupa na academia e na sociedade. Foi nos corredores da universidade que vi ideias serem transformadas em pesquisa, sorrisos serem transformados em amizade e controvérsias darem luz ao respeito pelo diferente. Obrigado, Filosofia Unisinos!
Tiago Nilo
Minha experiência com o curso de filosofia da Unisinos tem início na virada do milênio. Ao ingressar, tive dificuldade de me manter no curso. Aos bocados, no ritmo de uma disciplina por semestre, trabalhando onde o dinheiro estava e realizando os trabalhos acadêmicos no tempo disponível fui me mantendo vinculado à instituição. Pensei em desistir, mas com o incentivo do professor Celso Candido decide ali me manter. No final daquele semestre conheci uma colega no curso de filosofia que em minha vida tudo mudaria. A partir dali, reorganizei minha vida. Agora, imerso no mundo acadêmico e com o incentivo de outros professores, Luiz Rohden, Álvaro Valls, Cecília Pires, Cirne Lima, Castor Ruiz, Ana Carolina, Inácio Helfer e muitos outros que faltam linhas para citar, adentrava num lugar que nem sonhava entrar, o mundo acadêmico. Dei sequência aos estudos, fui aprovado em seleção profissional para fazer parte da organização na qual mal conseguia me manter de início. O mundo não dá voltas, ele capota. E, quanto a pessoa que tudo mudou em minha vida? Hoje, ela é minha companheira de vida. Juntos temos três filhos, um cão, dois gatos e uma história que começou com noites de filosofia nas salas de aula da Unisinos e se estendia no alvorecer de qualquer bar que permanecesse aberto.
Marco Antonio Oliveira de Azevedo
Sou doutor em filosofia e pesquisador do CNPq. Sou também médico pediatra, com experiência em emergência de adultos e crianças e em atenção domiciliar. Nesses 12 anos de docência na Unisinos, tenho procurado combinar essas minhas duas áreas gerais de expertise, buscando empreender pesquisas originais que aproximem temas sobre saúde e medicina de questões filosóficas de ética normativa e ética aplicada. Mas também me interesse por temas profundos de metafísica e ontologia. Posso dizer que minha formação em filosofia iniciou com minha entrada no mestrado de filosofia da UFRGS em 1989, depois de eu ter concluído o programa de residência médica em Medicina de Família e Comunidade (formei-me na UFRGS em medicina em julho de 1987). Meu trabalho de mestrado foi sobre a teoria da ação comunicativa de Habermas (uma crítica, na verdade). No doutorado, estudei o famoso problema “ser e dever” (a partir de Hume). Por isso, considero-me não exatamente um médico que estudou filosofia, mas um filósofo que também é médico e que gosta de temas abstratos, mas deseja fortemente unir esses dois “mundos” diferentes. Esse objetivo encontrou um terreno fértil na Unisinos, pois uma de nossas características no PPG Filosofia é justamente estimular a originalidade e contribuição efetiva das humanidades na mudança da vida e do bem-estar das pessoas.
Denis Coitinho
Entrei na Unisinos em 2013, a partir de um concurso para professor do PPG Filosofia, a dez anos atrás. Foi um momento desafiador, pois tive que me exonerar na UFPel, instituição em que eu era professor adjunto IV. Mas, fui muito bem recebido no colegiado, de forma que a transição foi natural. Assim, passei a orientar, ministrar disciplinas e fazer pesquisa. Importante frisar que tive liberdade para continuar a desenvolver as pesquisas que vinha fazendo, e fui incentivado a começar uma pesquisa nova, propondo uma teoria moral mista, que toma como complementares a ética das virtudes e o modelo contratualista. Dito isto, creio que uma das grandes virtudes do colegiado da filosofia é a sua pluralidade e excelência na pesquisa, bem como o respeito pelo trabalho dos colegas. Nesses anos, já fui editor da Revista Filosofia Unisinos e agora sou o coordenador do PPG e posso reconhecer que sempre mereci o mesmo tratamento cordial e profissional dos colegas. Por essas razões, me sinto honrado em fazer parte dos 70 anos da filosofia na Instituição.
Nicola Salvatore
Juntei-me ao PPG Filosofia da UNISINOS no ano de 2019, depois de ter completado um pós-doc na UNICAMP e, antes disso, ter tido a minha primeira posição acadêmica como Visiting Researcher na University of Hertfordshire, no Reino Unido, enquanto estava completando o meu PhD em Epistemologia na University of Edinburgh sob a orientação do professor Duncan Pritchard. Trabalhar na UNISINOS me deu a possibilidade de conhecer e colaborar com colegas experientes e dar aulas para turmas bem diversas, tanto na graduação, quanto na pós. Também comecei a orientar estudantes de mestrado e doutorado, algo que nunca tinha feito antes e que é uma das minhas principais fontes de satisfação como profissional. Apesar de ser um departamento relativamente pequeno, somos bem ecléticos, o que rende o trabalho bem estimulante para mim e proporciona uma experiência diferenciada para os estudantes. Apesar de ser um departamento focado também na pesquisa, gosto muito da centralidade atribuída a atividade didática, que nos rende, diferente de muitos departamentos nos quais os docentes focam quase exclusivamente na pesquisa, e no qual a didática é tratada quase como um mal necessário. Assim como me ensinaram no Reino Unido, considero os nossos estudantes, especialmente os de pós, como “colegas júnior”, e a minha pesquisa se beneficiou muitíssimo da interação com eles. Sou orgulhoso de fazer parte de um departamento que conseguiu tirar Nota 6 no MEC apesar de todas as vicissitudes recentes (in primis, a pandemia) e no qual me sinto livre pra ensinar e pesquisar o que eu quero.
Gabriel Ferreira da Silva
Em se tratando da minha história com a Filosofia da Unisinos, afirmar que minha vida foi profundamente transformada por este departamento e pelas pessoas que dele fizeram e fazem parte não é, de modo algum, uma hipérbole. No final de 2009, tendo concluído o mestrado em Filosofia na PUC de São Paulo, decidi realizar meus estudos de doutorado com o Prof. Álvaro Valls, professor aposentado da UFRGS e então professor permanente da Filosofia Unisinos. Com essa decisão, veio também a mudança de São Paulo para o Rio Grande do Sul e, mesmo sem ainda sabê-lo, o início de uma nova vida e de novas raízes. Após os estágios internacionais e a defesa da tese, em 2015, surgiu a oportunidade de ingressar no corpo docente da universidade e, posteriormente, no mesmo programa de pós-graduação do qual havia sido aluno. Dessa forma, antigos professores tornaram-se colegas e o lugar de estudos tornou-se o ambiente no qual a vocação de pesquisar e lecionar encontrou sua realização. Assim, os últimos 15 anos desse percurso septuagenário da Filosofia da Unisinos são também uma parte fundamental da minha própria história, como pessoa, como pesquisador e como professor.