AutopsicografiaFernando Pessoa
Português
Afonso Sábio, Nº1, PRGAfonso Timoteo, Nº2, PRGLourenço Nicolaua Nº8 PRGRodrigo Sancheira Nº14 PRG
Index
1.
Texto
2.
Análise Temática
3.
Objectives
4.
Análise Formal
5.
Rimas
1. Texto
Autopsicografia
O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Publicado no nº 36 da revista Presença (de Novembro de 1932) por Fernando Pessoa
2. Análise Temática
Análise Temática
Texto
O poeta é um fingidor.Finge tão completamenteQue chega a fingir que é dorA dor que deveras sente.E os que leem o que escreve,Na dor lida sentem bem,Não as duas que ele teve,Mas só a que eles não têm.E assim nas calhas de rodaGira, a entreter a razão,Esse comboio de cordaQue se chama coração.
Pessoa sugere que o poeta é capaz de fingir tão bem que sente dor, mesmo que essa dor seja fictícia e explora o efeito que o fingimento poético tem sobre o leitor. Ele afirma que o leitor não consegue distinguir entre a dor fingida e a dor real que o poeta tenta descrever.
Pessoa compara o coração a um "comboio de corda", uma máquina mecânica, girando sem parar para entreter a razão. Esta comparação tenta indicar que o coração e as emoções são uma coisa que pode ser controlada, tal como uma máquina pode ser manipulada.
2. Análise Temática
Em geral
O poema, no geral, reflete sobre a natureza da criação poética e a relação entre o poeta, seus sentimentos e o leitor. O poema sugere que, ao ler o que o poeta escreve, o leitor não sente exatamente as emoções do autor, mas interpreta o texto com base em suas próprias experiências e sentimentos, criando uma nova dor, pessoal e subjetiva.
3. Análise Formal
Classificação de Rimas:
As rimas são cruzadas;
Análise Métrica:
7 sílabas, ou seja redondilha maior;
Número de Estrofes:
Classificação de estrofes:
Quadras (4 versos)
Esquema Rimático:
ABAB
3. Análise Formal
Rimas
Texto
O| po|e|ta é um| fin|gi|dor. (A) Fin|ge | tão| com|ple|ta|mente (B) Que| che|ga a| fin|gir| que é| dor (A) A| dor| que| de|ve|ras| sente. (B)E os que leem o que escreve, (C)Na dor lida sentem bem, (D)Não as duas que ele teve, (C)Mas só a que eles não têm. (D)E assim nas calhas de roda (E)Gira, a entreter a razão, (F)Esse comboio de corda (E)Que se chama coração. (F)
Esquema: ABAB
Rimas: fingidor / dor (consoante), completamente / sente (consoante)
Esquema: CDCD
Rimas: escreve / teve (consoante), bem / têm (consoante)
Esquema: EFEF
Rimas: roda / corda (consoante), razão / coração (consoante)
Obrigado
Alguma Pergunta?
Autopsicografia
Afonso Cordeiro Sábio
Created on October 18, 2024
Feito por Afonso Sábio
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AutopsicografiaFernando Pessoa
Português
Afonso Sábio, Nº1, PRGAfonso Timoteo, Nº2, PRGLourenço Nicolaua Nº8 PRGRodrigo Sancheira Nº14 PRG
Index
1.
Texto
2.
Análise Temática
3.
Objectives
4.
Análise Formal
5.
Rimas
1. Texto
Autopsicografia
O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que leem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama coração.
Publicado no nº 36 da revista Presença (de Novembro de 1932) por Fernando Pessoa
2. Análise Temática
Análise Temática
Texto
O poeta é um fingidor.Finge tão completamenteQue chega a fingir que é dorA dor que deveras sente.E os que leem o que escreve,Na dor lida sentem bem,Não as duas que ele teve,Mas só a que eles não têm.E assim nas calhas de rodaGira, a entreter a razão,Esse comboio de cordaQue se chama coração.
Pessoa sugere que o poeta é capaz de fingir tão bem que sente dor, mesmo que essa dor seja fictícia e explora o efeito que o fingimento poético tem sobre o leitor. Ele afirma que o leitor não consegue distinguir entre a dor fingida e a dor real que o poeta tenta descrever.
Pessoa compara o coração a um "comboio de corda", uma máquina mecânica, girando sem parar para entreter a razão. Esta comparação tenta indicar que o coração e as emoções são uma coisa que pode ser controlada, tal como uma máquina pode ser manipulada.
2. Análise Temática
Em geral
O poema, no geral, reflete sobre a natureza da criação poética e a relação entre o poeta, seus sentimentos e o leitor. O poema sugere que, ao ler o que o poeta escreve, o leitor não sente exatamente as emoções do autor, mas interpreta o texto com base em suas próprias experiências e sentimentos, criando uma nova dor, pessoal e subjetiva.
3. Análise Formal
Classificação de Rimas:
As rimas são cruzadas;
Análise Métrica:
7 sílabas, ou seja redondilha maior;
Número de Estrofes:
Classificação de estrofes:
Quadras (4 versos)
Esquema Rimático:
ABAB
3. Análise Formal
Rimas
Texto
O| po|e|ta é um| fin|gi|dor. (A) Fin|ge | tão| com|ple|ta|mente (B) Que| che|ga a| fin|gir| que é| dor (A) A| dor| que| de|ve|ras| sente. (B)E os que leem o que escreve, (C)Na dor lida sentem bem, (D)Não as duas que ele teve, (C)Mas só a que eles não têm. (D)E assim nas calhas de roda (E)Gira, a entreter a razão, (F)Esse comboio de corda (E)Que se chama coração. (F)
Esquema: ABAB Rimas: fingidor / dor (consoante), completamente / sente (consoante)
Esquema: CDCD Rimas: escreve / teve (consoante), bem / têm (consoante)
Esquema: EFEF Rimas: roda / corda (consoante), razão / coração (consoante)
Obrigado
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