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Rola-Bosta

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Created on October 15, 2024

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ROLA-BOSTA

Em Santa Catarina, esses besouros são especialmente comuns na Mata Atlântica. Por se alimentarem de fezes ou carniça, desempenham um importante papel na decomposição e reciclagem da matéria orgânica do solo.

ESTILO DE VIDA ESPECIALIZADO

O rola-bosta, também chamado de escarabeíneo, possui adaptações únicas para processar a matéria orgânica.

vista superior

vista inferior

esporão na tíbia fornece tração extra para cavar e rolar esterco

coxas bem afastadas permitem uma maior força de alavanca para as atividades de escavação

TRÊS NINHOS PARA TRÊS ESPÉCIES

Os rola-bostas são classificados com base na maneira como constroem e utilizam os ninhos.

Clique nos ícones para mais informações

Roladores

Tuneleiros

Residentes

ILHA DE SANTA CATARINA

Possui 25 espécies de rola-bostas: 9 roladores, 12 tuneleiros e 1 residente, além de 3 ainda não descritos pela ciência. Confira o mais famoso de cada espécie:

Canthon rutilans cyanescens

Rolador:

Possui hábito diurno. Se alimenta de fezes, carniça e de outros recursos, como frutas em decomposição. Não possui dimorfismo sexual.

azul esverdeado

>1cm

patas robustas, com espinhos e esporões para moldar e rolar bolas de fezes, além de cavar e mover solo

com as antenas bem abertas, sente o cheiro do alimento

CICLO DE VIDA: rolando a bosta

Após localizar o alimento, o besouro modela uma pequena bola e a rola pelo chão até o ninho, onde a enterra.

bola-alimento

Filhotes a caminho

A cópula dura cerca de 30 minutos. Em seguida, a fêmea converte a bola-alimento redonda, em uma bola-ninho, com formato de gota, com uma câmara onde o ovo é depositado.

para evitar a contaminhação, o ovo é depositado em uma câmara na parte superior da bola-ninho

abertura para circulação do ar

Família unida

Ambos os pais cuidam da limpeza e aeração do ninho até as larvas se desenvolverem.

desde o nascimento, as larvas e pupas passam a se alimentar da bola

5 a 7 dias

20 a 30 dias

Descobrindo o mundo

Após o nascimento, o adulto pode viver até 6 meses.

Phanaeus splendidulus

Tuneleiro:

De hábito diurno, alimenta-se de fezes e carniça. Alguns machos possuem chifres, o que lhes conferem vantagem competitiva. Os machos sem chifres são menores.

verde metálico, mas pode variar do azul ao preto

alguns machos tem hipertrofia no chifre, que é longo, ereto e recurvado na ponta

Clique

2cm

a pata frontal é relativamente pequena, com formato de pá para escavar os túneis

macho com chifre e fêmea têm o mesmo tamanho

Machos com chifres disputam fêmeas, empurrando o oponente para fora dos túneis, parecendo ter vantagem sobre os menores, desprovidos de chifres.

CICLO DE VIDA: morando ao lado da bosta

Após o acasalamento que dura de 10 a 15 minutos, a fêmea escava galerias sob ou ao redor de fezes ou carcaças.

macho com chifres

é grande a quantidade de fezes ou carniça para fazer as bolas

câmara com ovo

Filhotes a caminho

10 a 15 dias

20 a 30 dias

após a fase de pupa, o besouro emerge e vive de seis meses a um ano

Eurysternus parallelus

Residente:

É o único residente de Florianópolis. Possui hábito diurno, e é particularmente atraído por excremento humano fresco.

1,25cm

corpo achatado

pernas do meio alongadas para remover as fezes na parte superior do corpo

CICLO DE VIDA: morando na bosta

Vive e se alimenta no interior do recurso. A cópula dura de 10 a 15 minutos, ocorrendo geralmente perto da fonte de alimento.

preferencialmente fezes, mas também pode ser carniça e frutas em decomposição

Prato feito

Os ovos são depositados nas cavidades, diretamente nas fezes, onde as larvas terão acesso imediato ao alimento.

Filhotes a caminho

até 7 dias

20 a 30 dias

após a fase de pupa, o besouro emerge e vive de seis meses a um ano

ROLA-BOSTAS NO...

Mundo

espécies

6.903

Brasil

espécies

784

Santa Catarina

espécies

98

na Mata Atlântica

Infografia: Ben Ami Scopinhoben.scopinho@nsc.com.br

Fonte: Dra. Malva Isabel Medina Hernández. Professora e pesquisadora do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina

Roladores

Criam pequenas esferas com fezes ou carniça e as rolam para um local afastado, onde as enterram para construir os ninhos.

CHIFRE

Nos P. splendidulus, apenas os machos têm chifres. Existem machos “major” com chifres grandes e “minor” com chifres pequenos ou nenhum chifre. Estas características se desenvolvem na fase larval, com o alimento e a temperatura influenciando no tamanho do besouro.

Tuneleiros

Escavam galerias sob ou ao redor de fezes ou carcaças, onde depositam a matéria orgânica da qual se alimentará e fará o ninho.

Residentes

Vive e se alimenta no interior das fezes ou carcaças, onde depositam os ovos em pequenas cavidades.