Diário de Bordo
11
10
Bibliografia aqui:
Fim
Início
1ª Entrada
Dia 13/10/24
Olá a quem estiver a ler este meu diário! Sou a Beatriz Botelho, mas qualquer pessoa que me conhece chama-me Bia. Tenho 16 anos, nasci a 07/12/07, por isso sou do signo de Sagitário. Nesta primeira entrada irei falar um pouco de mim, sempre com a companhia de muitas fotos, que posso já dizer que é um dos meus grandes fascínios desde pequena. Fui incapaz de colocar qualquer outra foto para começar este meu auto retrato. Sempre que alguém quer ver uma foto minha antiga é esta que eu mostro.
1ª Continuação...
Na infância o cérebro passa por uma fase de desenvolvimento dos estados de consciência que irão fazer parte da identidade de cada pessoa no futuro. Neste caso, como o cérebro já estava sobrecarregado, e para sobreviver o mesmo teve de separar estes estados que normalmente depois de desenvolvidos deveriam de unificar em uma unidade, a que chamamos de personalidade e identidade própria, fazendo que se tornassem em várias. É como se o próprio cérebro se apercebesse que iria ter de sobreviver sozinho mas como é indefeso vai precisar de ajuda de “outras pessoas” de alguém ou algo que o consiga proteger, assim criando outras identidades que consigam pelo menos aliviar o peso dos traumas,numa tentativa de autoajuda. Assim, ao longo da vida Cristina foi desenvolvendo mais alter egos, na medida que atualmente tem 12 identidades diferentes que tomam controlo de si a qualquer hora.
Como descobri o que era:
Faz mais ou menos 1 ano que fiquei a saber o que era este distúrbio devido ao “Monsters Inside: The 24 Faces of Billy Milligan”, este documentário fala sobre o caso verídico do criminoso Billy Milligan, que afirma que o seu comportamento durante os crimes é controlado por múltiplas personalidades. Vi também outro filme que na minha opinião apresenta e explica este transtorno muito melhor mas por outro lado para quem não conhece o trantorno (que é a maioria da audiência) leva que pensem que é um transtorno pde pessoas perigosas. É um filme de terror, então não recomendo de maneira alguma a professora ver ;) é um filme que nem toda gente consegue ver, o que compreendo porque ele é realmente perturbador e difícil de ver; mas vou meter aqui o nome na mesma: “Split”, ele mostra a vida de um homem com 23 personalidades completamente distintas, onde duas delas decidem rapta três adolescentes.
Fim do semestre:
Como é que já acabou um semestre??? Depois de meses com esta nova disciplina acho que já posso fazer um balanço do que sinto que correu bem e mal. Estou a gostar muito de fazer este diário de bordo, consegui escolher um tema que realmente sinto um grande interesse em explorar e estou a aprender muitos conceitos da parte da psicologia que considero importantes. No trabalho em duplas acho que tinha de ter mais organização na divisão de tarefas mas de um modo geral correu bem. Já os relatórios dos filmes é uma área que tenho de trabalhar mais, pois é a minha zona mais fraca mas vou tentar melhorar no próximo semestre.
Natação
Comecei a fazer natação ainda não tinha 2 anos. Logo nas primeiras aulas deu para perceber que a água era uma grande paixão minha. Mas tive de parar de praticar o desporto aos 10 anos, quando estava prestes a entrar para a pré competição, porque durante todos esses anos de aulas tive demasiados problemas de ouvidos e tive de ser operada porque tinha muitas otites (havia sempre algumas gotas de água que acabavam por entrar para dentro dos ouvidos devido ao formato das minhas orelhas).
9ª Continuação...
Toda esta informação falsa e distorcida faz com que pessoas como a Cristina acreditem que quando não estão no “comando” são o monstro imprevisivelmente perigoso igual ao que mostram no filme e que tanto falam por toda a internet quando falam do TDI. O que é óbvio que é mentira pois como ela diz na TED Talk, 99% dos casos de pessoas que já foram diagnosticadas com este transtorno não são de forma alguma os agressores na história e sim as vítimas, desde crianças e serão por vezes para sempre. Cristina fala então da frase conhecida “o que não te mata, torna te mais forte”, ela diz não se identificar com a frase pois os traumas não a mataram mas fê la enfraquecer, desde de criança, tanto ela como a grande maioria das pessoas com TDI, vivem e irão viver até aos últimos dias com os traumas que viveram e com as consequências dos mesmos. No caso dela afirma ainda ter muitas marcas que os traumas lhe deixaram como fobias, ela deu como exemplo a fobia de abandono, ansiedade, flashbacks e triggers durante o dia e disse que já teve problemas ligados à automutilação e que por vezes voltam momentaneamente. É certo dizer que o que não a matou não a tornou mais forte de maneira alguma.
O que é o TDI?
O Transtorno dissociativo de identidade (TDI) é uma perturbação mental onde um indivíduo apresenta mais de dois estados de personalidade distintos. Na maioria dos casos também é presente a amnésia dissociativa, que é a incapacidade de recordar eventos diários como por exemplo conversas, compromissos ou até mesmo informações pessoais importantes. Esta perda de memória muitas vezes é associada ao facto de serem "várias pessoas a comandar e controlar" o mesmo corpo, é como se pessoas completamente distintas estivessem a coexistir dentro de um só corpo.
7ª Entrada:
TED Talk: Cristina Pax-Rodriguez
Dia 21/02/25
2ª Continuação...
Dos 2:30 aos 5:08.
Ao longo dos anos Cristina tentou “apanhar e colar os vários cacos para aos poucos reconstruir a tigela”, mas obviamente não foi um processo fácil. Durante o processo ela afirma que passou por um vício em se automutilar e que também desenvolveu transtornos alimentares na tentativa de alimentar a sua necessidade de se sentir no controle, ao contar cada caloria que ingeria ela tinha a impressão de que estava a conseguir controlar toda a sua vida. Um dos sintomas que a Cristina descreveu como “assustador” são os lapsos de memória provocados pelo TDI ela sempre se sentiu sem qualquer controlo sobre si mesma e também inferior às outras pessoas por consequência, ela conta um episódio que era por vezes recorrente onde apanhava um autocarro de manhã e de repente já estava numa rua que não conhecia depois de várias horas, as quais não se lembra de absolutamente nada do que fez ou onde esteve durante esse tempo, nesta época ela diz que não vivia e sim sobrevivia.
11ª Entrada:
TED Talk: Cristina Pax-Rodriguez
10ª Continuação...
Dia 08/05/25
Dos 13:57 aos 15:23.
Para finalizar esta TED Talk, Cristina volta a frisar que na opinião dela ninguém merece passar por traumas, como os que ela e muitas outras pessoas viveram na infância. Diz que não se podem nunca justificar dizendo: “mas não é grave que se vivam traumas, isso torna-te mais forte e ensina-te muitas coisas” ao contrário desta frase a verdade é que acontecimentos não servem para qualquer tipo de aprendizagem e estes deixam marcas que ficam para a vida toda e problemas psicológicos difíceis de tratar e superar. Ela dá a sua história como exemplo, por causa dos traumas que viveu, Cristina, desenvolveu transtorno dissociativo de identidade, o que fez com que ela tivesse uma vida nada típica e tranquila. Este transtorno atua e prejudica as vítimas de maneiras completamente, no caso da Cristina ela relata ter de construir toda a sua vida em volta do TDI, teve de desistir da faculdade por causa da saúde mental que era e continua a ser um ponto muito sensível de si, perdeu muitas relações, muitos dos diagnosticados com TDI dizem ter uma dificuldade acrescida em ter e manter relacionamentos saudáveis e duradouros seja amorosos ou com amigos, ainda tem muitas crises de pânico e ansiedade.
Bibliografia:
Sites:
- https://www.medicare.pt/mais-saude/saude-mental/transtorno-personalidade-multipla
- https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/transtornos-dissociativos/transtorno-dissociativo-de-identidade
- https://pt.wikipedia.org/wiki/Transtorno_dissociativo_de_identidade
- https://www.tuasaude.com/transtorno-dissociativo-de-identidade/
- https://www.medicare.pt/mais-saude/saude-mental/transtorno-dissociativo-o-que-e
- https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/159832/2/679830.pdf
- https://www.lugarseguro.pt/web/transtorno-de-personalidade-multipla/
- https://ualmedia.pt/diferentes-identidades-num-so-corpo/
- https://www.infopedia.pt/artigos/$consciencia-(psicologia)
Filmes ou séries:
- As 24 Personalidades de Billy Milligan- https://www.netflix.com/br/title/81006619
- Fragmentado- https://www.netflix.com/pt/title/80124506
- The crowded room- https://tv.apple.com/pt/show/the-crowded-room/umc.cmc.495pmjg441gg3j70j3x2yufx9?l=en-GB
Livros:
- "When Rabbit Howls" de Truddi Chase- file:///C:/Users/14314/Downloads/vdoc.pub_when-rabbit-howls-trudy.pdf
Escuteiros
Nem sei como é que vou falar deste tema em tão pouco espaço, mas vale a pena colocar esta montagem só pelo facto de ver tantas boas memórias nestas fotos. Todas as minhas grandes aventuras de vida foram com as pessoas que aparecem aqui ao lado. Nos escuteiros vivi coisas que nunca pensei viver. Ao longo dos 7 anos de Escutismo conheci dezenas de pessoas, aprendi a trabalhar em equipa, aprendi com quem conhecia muito do mundo e ensinei o que sabia a quem conhecia menos que eu. Sou muito grata pelos anos de Escutismo que experienciei.
Caso verídico:
"When Rabbit Howls" de Truddi Chase é uma autobiografia com a história detalhada dos traumas vividos pela autora na sua infância. Esta mulher desde os dois anos que sofria de abusos severos vindos do seu padrasto, estes abusos vão desde sexuais a psicológicos e também agressão física. Todos estes eventos ao longo dos anos fizeram com que a mente se fragmentasse como tentativa de autoproteção (desenvolveu TDI). No livro é nos explicado que cada alter ego era "responsavél" por lidar com uma dor ou sentimento diferente como a dor fisíca, o medo ou a raiva reprimida que ela tanto sentia.
Há 16 anos atrás
Nos meus primeiros anos de vida tinha duas características muito acentuadas que me distinguiam de qualquer outra criança. Primeiro: uns olhos azuis/cinzentos lindíssimos e em segundo: orelhas com um formato invulgar (os médicos sempre me disseram que são em forma de conchinha). Mas se já me viste pessoalmente saberás que só uma delas se manteve. Infelizmente, por alguma razão, depois de mais ou menos 2 anos os olhos mudaram de cor e ficaram verdes. Estranho, eu sei.
Continuação...
Este mecanismo de defesa também chamado de amnésia dissociativa conduz o indivíduo a se “desligar” de traumas vividos, mas também leva a uma separação da personalidade original, nos casos de TDI esta separação é mais extrema e gera personalidades distintas (os alter egos), fazendo com que cada uma tenha as suas próprias memória e maneiras de lidar com a realidade ou até mesmo ocultando muitas partes. Estes alter egos ajudam o indivíduo a viver com o “peso” das situações pelas quais passaram, inconscientemente organizando e separando o que lhes tenha acontecido pelas várias identidades, para ser mais fácil de lidar com os traumas e para que cada uma delas tenha uma função diferente neste processo.
Estimas:
Muitas pessoas, incluindo profissionais de saúde duvidam da existência deste transtorno tanto pela sua complexidade em si como a do diagnóstico, este estigma dificulta o acesso a um tratamento adequado. Outro estigma ligado ao anterior é que as pessoas que sofrem desta perturbação estão só a tentar arranjar uma maneira de conseguir atenção. Por último temos um estigma que é muito "alimentado" por filmes e séries de televisão, "todas as pessoas com (TDI) são perigosas" estes indivíduos são quase sempre retratados como violentos criminosos. Na realidade, a grande maioria dos pacientes já diagnosticados são pessoas inofensivas e muito vulneráveis.
Definição de conceitos
(no contexto do transtorno):
Diferença entre:
Personalidade: é o conjunto de características psicológicas padronizadas como comportamentos e o modo de pensar, sentir e agir. No (TDI): cada uma das diferentes personalidades é chamada de alter ego.Identidade: é a perceção que um indivíduo tem de si próprio, isso inclui o nome, gênero, sexualidade e valores.
4ª Entrada:
Dia 22/12/24
O que pode originar o (TDI)?
As causas desta perturbação ainda são motivo de estudo mas acredita-se que, eventos traumáticos na infância tais como abuso físico, psicológico e sexual possam ser a explicação mais plausível para o seu aparecimento e desenvolvimento. Mesmo que estas sejam as causas mais prováveis e mais aceites pela comunidade ciêntifica, ainda assim não descartam as causas genéticas, tendo em conta que a probabilidade do aperecimento desta perturbação é maior quando existe um familiar antecedente com este transtorno.
7ª Continuação...
Esta forma de abordar o transtorno é para quem, tal como a Cristina, não se consegue ver a viver sem os alter egos e então com a ajuda de psicólogos conseguem fazer com que vivam uma vida mais calma e especialmente mais segura, pois com os episódios de amnésia que este o TDI causam podem ser perigosos com ela própria já referiu. Nas sessões de terapia ela trabalha nas coisas e/ou acontecimentos que lhe possam causar algum “trigger” (gatilho) positivo ou negativo, o positivo a Cristina dá o exemplo de uma música ou um acontecimento feliz que pode levar a uma mudança de alter egos no “comando”, e um negativo pode ser “acionado” por qualquer coisa que leve a lembrar algum trauma ou até algum que possa causar um novo trauma que é o que a maioria das vezes faz com que os alter egos dela “acionem” o episódio de amnésia, para como já tinha falado antes noutra entrada é uma maneira que o cérebro arranjou para lidar ou no caso não lidar com mais um problema e ficar sobrecarregado ou com alguma lembrança de um trauma vivido. Cristina afirma que foi com o diagnóstico feito e confirmado e com a ajuda dos psicólogos que consegue viver, ou melhor, como ela diz, sobreviver em multiplicidade e não se sentir louca.
3ª Entrada:
Dia 06/12/24
- O que é o Transtorno Dissociativo de Identidade?;
- O que pode originar este transtorno?;
- Alterações de identidade e de memória;
3ª Continuação...
Outro sintoma que também a condiciona é as mudanças drásticas de humor, na maneira de falar e no seu comportamento: as mudanças entre as várias personalidades/ alter egos. Cristina relembra um episódio em específico onde tinha mudado de alter ego antes de fazer um teste de um disciplina em que ela era muito boa aluna, mas por causa da mudança ela não conseguiu fazer o teste e teve 0. Ela relata este momento como se estivesse aprisionada dentro da sua cabeça, onde só conseguia ser uma mera espectadora, sem qualquer capacidade de mudar o que seu outro alter ego fazia, ela conseguia ver o teste e pensar. Descreve então estes momentos com uma outra metáfora muita boa para pessoas que não sofrem deste transtorno conseguirem compreender, é como se o corpo dela fosse um avião onde “em vez de eu ser o piloto do meu próprio corpo, é como se eu me tivesse tornado apenas mais um passageiro”.Depois de passar por vários episódios semelhantes a estes, pôde chegar ao diagnóstico de TDI.
6ª Entrada:
Introdução:
Dia 22/01/25
Ver até 2:30.
TED Talk: Cristina Pax-Rodriguez
Nesta TED Talk ficamos a conhecer a Cristina Pax-Rodriguez que convive diariamente com este transtorno desde a sua infância. Tal como a maioria dos casos de TDI, Cristina afirma ter passado por diversos momentos traumáticos desde muito pequena, ela diz que o que conseguiu sobreviver a esses momentos, mas que estes também não a deixaram mais forte com diz a frase popular (“o que não mata torna-te mais forte”). Estes traumas “transformaram-na”, ela descreve o que lhe aconteceu de uma maneira muito simplista e muito comum quando se fala deste transtorno, “é como se eu quando era uma criança fosse uma tigela, e os traumas pelos que passei foram me partindo em vários pedaços”.
2ª Entrada:
Dia 03/11/24
O tema que decidi falar neste meu diário de bordo é o transtorno dissociativo de identidade ou também chamado de transtorno de personalidade múltipla. Escolhi este tema porque fiquei muito interessada, surpreendida e com vontade de saber mais sobre esta complexa condição psiquiátrica. Escolhi este tema pois num dos primeiros dias de aulas, quando nos estávamos a apresentar, eu falei num dos filmes que eu vou falar na próxima casa do jogo, e a professora disse-me que, já que era um assunto que eu tinha interesse poderia ser um bom tema para falar no diário de bordo.
10ª Entrada:
TED Talk: Cristina Pax-Rodriguez
8ª Continuação...
Dia 01/05/25
Dos 11:43 aos 13:57.
Após a confirmação do do seu diagnóstico de TDI, Cristina sentiu-se aliviada por ter encontrado aquele rótulo onde se podia agora encaixar e lidar com a ajuda dos profissionais mais adequados mas ao mesmo tempo sentiu-se perdida e muito pouco informada sobre o que de facto era este transtorno, então fez o que agora todos nós fazemos que é pesquisar online, o que por vezes pode não ser o melhor. Ela leu sobre este transtorno e encontrou tal como eu durante este trabalho, que existem de facto muitas controvérsias e especulações acerca desta condição, quando se fala do TDI muitos ainda o vêem como um transtorno de pessoas perigosas. Frases como “Pessoas que têm TDI são perigosas” ainda são comuns, isto porque é um transtorno pouco falado e pouco conhecido também, dando assim margem a quem quer espalhar essa falsa visão e por vezes até tornar em algum conteúdo para benefício próprio pela falta de conhecimento da audiência como foi o caso do filme que já citei anteriormente neste diário, o Split.
5ª Continuação...
Ela então explica que entende que cada alter ego presente em si são personalidades criadas pelo seu cérebro para o desempenho de diversas funções, isto porque ele mesmo percebe a certa altura que já não consegue lidar com os traumas sozinho, então acaba por criar “alguém” (este alguém sendo os vários alter egos que vão sendo desenvolvidos ao longo dos anos de convivência com os traumas), que o ajude a processar e por vezes esquecer todos os traumas vividos na vida da Cristina. Estas personalidades são criadas pelo cérebro como um mecanismo de defesa, diferem de pessoas para pessoa e também depende muito dos abusos aos quais a pessoa foi submetida. No caso dela existem alter egos: que fazem o papel de protetores, os que cuidam da vida social dela, os que gerem o trabalho, e outras mais que acabou por não partilhar. Esta divisão de “tarefas” faz com que ela consiga levar a sua vida com um peso emocional muito menor, isto porque cada alter ego faz o seu papel, assim “ninguém” acaba por ficar sobrecarregado, é um sistema criado para a sua sobrevivência. Um alter ego de grande importância para a Cristina é a Violette, ela é mais velha que ela e desempenha o papel de mãe, diz que é a personalidade com quem tem mais memórias tem, sendo assim provavelmente, a primeira “divisão” que involuntariamente fez. Quando era pequena e estava a tentar lidar sozinha com os abusos que vivia, ela sentia desesperadamente a necessidade de uma mãe, então o seu cérebro decidiu criar uma, a Violette. Ela consegue se comunicar com Violette dentro da sua cabeça quando sente que precisa, não é como muitos podem pensar, uma alucinação que ela criou para conseguir sobreviver, é realmente um estado de consciência dela.
5ª Entrada:
Dia 12/01/25
Alterações de identidade e de memória
Como já foi dito anteriormente, a maioria dos indivíduos que sofrem deste distúrbio são pessoas que passaram por eventos traumáticos, tanto físicos quanto psicológicos. Esses acontecimentos, por vezes, levam a uma incapacidade de processar estas memórias fazendo com que haja as chamadas fragmentações de memória. Estas alterações de memória e "apagões" são um mecanismo de defesa produzido, para permitir que esta sobrecarga mental seja aliviada e consiga ter uma “fuga” da realidade e do sofrimento pelo qual está a passar.
8ª Entrada:
TED Talk: Cristina Pax-Rodriguez
4ª Continuação...
Dia 08/03/25
Dos 5:08 aos 8:32 .
Cristina Pax-Rodriguez afirma ter 15 alter egos a viver “dentro de si”, diz que uma maneira mais simples explicar o que ela sente ao conviver com todas estas diferentes personalidades é imaginando um carro onde dentro dele viajam 15 pessoas completamente diferentes, nesta viagem os lugares no carro vão mudando ao longo do tempo: por vezes Cristina é o condutor, outras é o passageiro do lado do condutor, pode também estar na última fila sendo a mais longe do volante ou então na pior das hipóteses ela pode estar dentro do porta malas. Desta maneira ela consegue nos explicar melhor os níveis de controlo que o seu próprio cérebro lhe dá mediante a situação a que é colocada durante o seu dia a dia. Quando é ela a conduzir o carro significa que está no comando, no controlo da sua voz, do seu pensamento e na ação física do seu corpo. Quando diz que está no banco ao lado do condutor quer dizer que consegue entender o que está a acontecer mas se quiser intervir ou fazer alguma coisa não é capaz. Ocupando a última fila a noção no que está acontecer já se torna um pouco mais confusa e difícil de entender, sendo assim, quando está no porta malas ela não consegue sequer ver, ouvir ou pensar em nada, é um grande apagão sem ter noção de tempo ,do que está a fazer ou de onde está.
11ª Continuação...
São estas dificuldades que se sentem todos os dias na vida destas vítimas, por vezes até para quem acompanha estas pessoas com o transtorno, pode parecer que não há nenhum caminho que consiga levar a uma saída dos traumas, do transtorno e dos sintomas e consequências que traz consigo. Cristina acredita e está convencida de que mesmo assim com muito tempo, paciência da pessoa com TDI e das pessoas que a rodeiam, a coragem para conseguir pedir ajuda e a receber e muito trabalho psicológico relacionado à assimilação e interiorização dos traumas, é possível que “a tigela mesmo depois de partida mil vezes, pode ainda assim ser arranjada”. Mesmo depois de tudo o que ela passou, Cristina acredita que vai conseguir encontrar a saída, com o tempo amenizar as consequências que o TDI lhe traz para a vida e um dia conseguir colar e reconstruir a sua “tigela partida”.
Reflexão:
Chegando ao fim deste trabalho consegui definitivamente notar que aprendi muito sobre este transtorno que falei, quando pensei no TDI com tema deste diário de bordo, nunca tinha noção da quantidade de informação que iria adquirir e do quando ia conseguir aprender sozinha por pesquisa própria. Sinto que abordei muito bem o tema e fiz exatamente o que queria e esperava deste trabalho, estou muito realizada com ele. Falei de todos os tópicos que queria e que tinha planeado, foi criativa e fiz o que mais tenho dificuldade que é escrever bastante sobre a mesmo tema, sou uma pessoa muito objetiva e sempre tive muita dificuldade em alongar os meus pensamentos e escrever textos estruturados com eles. Todas as entradas fiz com tempo e foram muito bem pensadas desde o início até ao fim.
9ª Entrada:
TED Talk: Cristina Pax-Rodriguez
6ª Continuação...
Dia 08/04/25
Dos 8:32 aos 11:43 .
"Como viver com este transtorno?" É esta a pergunta retórica, muito relevante, que Cristina faz ao público. Diz que o principal “tratamento” é o acompanhamento psiquiátrico e a realização constante de sessões de terapia, mas que dentro deste acompanhamento há dois caminhos diferentes que podem ser seguidos. Ela explica que qualquer um deles é válido, só depende da capacidade mental da pessoa, de conseguir relembrar e lidar com os traumas vividos de maneira saudável e controlada. Se a pessoa for capaz de passar por este processo, ela juntamente com a ajuda de profissionais de saúde vai tentando aos poucos “fundir” os alter egos em uma só personalidade, este processo é demorado e de certa maneira perigoso e muito delicado pois pelo caminho, ao lidar e rever os traumas “esquecidos” e deixados para trás pode haver uma nova “ruptura” assim podendo acabar por formar um novo alter ego e piorar a situação. A segunda solução, a que Cristina segue, é aprender a conviver com estes alter egos e tentar ter uma vida o mais normal e estável possível. Cristina diz que dependendo da situação a que a pessoa foi sujeita, este processo é muito mais fácil e natural pois como no caso dela, os alter egos sempre fizeram parte da sua vida (pelo menos na sua memória) então faz com que a mesma não consiga sequer se imaginar a viver “sozinha”.
Continuação...
Os lapsos de memória e as trocas de identidade ocorrem de maneira involuntária e inesperada pela pessoa que sofre de TDI. Os lapsos de memória ocorrem para inconscientemente proteger o mental do indivíduo das lembranças de acontecimentos passados, sendo assim qualquer situação de gatilho ou de estresse que possam fazer com que esta pessoa se relembre do que aconteceu, é muitas vezes “apagada”. Já as trocas de identidade são feitas para proteger a pessoa de se voltar a lembrar do acontecido e assumem o papel de personalidade principal quando existem estímulos ao seu redor que possam acionar memórias já apagadas, ou então também podem acontecer em novos momentos de perigo ou trauma.
Como vai funcionar o meu diário de bordo:
Para o visual do meu diário, queria já utilizar algo que sempre esteve muito presente na minha vida: os jogos de tabuleiro. Neste jogo, vou organizar todas as minhas entradas pelos pontos de interrogação, distribuídos pelos espaços do tabuleiro. Irei separar todas as entradas com uma animação de estrelinhas/brilhinhos. Em todas a s fotos existe um efeito de ampliar. Para utilizar é só clicar na foto desejada; basicamente é igual ao efeito dos postos de interrogação.
Algumas outras coisas aleatórias
Para além das coisas que mencionei, também tenho outras coisa que adoro. Só vou meter aqui duas delas, se não acho que iria precisar de muitos mais slides. Animais e música!
Diário de Bordo
Beatriz Botelho
Created on October 12, 2024
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Transcript
Diário de Bordo
11
10
Bibliografia aqui:
Fim
Início
1ª Entrada
Dia 13/10/24
Olá a quem estiver a ler este meu diário! Sou a Beatriz Botelho, mas qualquer pessoa que me conhece chama-me Bia. Tenho 16 anos, nasci a 07/12/07, por isso sou do signo de Sagitário. Nesta primeira entrada irei falar um pouco de mim, sempre com a companhia de muitas fotos, que posso já dizer que é um dos meus grandes fascínios desde pequena. Fui incapaz de colocar qualquer outra foto para começar este meu auto retrato. Sempre que alguém quer ver uma foto minha antiga é esta que eu mostro.
1ª Continuação...
Na infância o cérebro passa por uma fase de desenvolvimento dos estados de consciência que irão fazer parte da identidade de cada pessoa no futuro. Neste caso, como o cérebro já estava sobrecarregado, e para sobreviver o mesmo teve de separar estes estados que normalmente depois de desenvolvidos deveriam de unificar em uma unidade, a que chamamos de personalidade e identidade própria, fazendo que se tornassem em várias. É como se o próprio cérebro se apercebesse que iria ter de sobreviver sozinho mas como é indefeso vai precisar de ajuda de “outras pessoas” de alguém ou algo que o consiga proteger, assim criando outras identidades que consigam pelo menos aliviar o peso dos traumas,numa tentativa de autoajuda. Assim, ao longo da vida Cristina foi desenvolvendo mais alter egos, na medida que atualmente tem 12 identidades diferentes que tomam controlo de si a qualquer hora.
Como descobri o que era:
Faz mais ou menos 1 ano que fiquei a saber o que era este distúrbio devido ao “Monsters Inside: The 24 Faces of Billy Milligan”, este documentário fala sobre o caso verídico do criminoso Billy Milligan, que afirma que o seu comportamento durante os crimes é controlado por múltiplas personalidades. Vi também outro filme que na minha opinião apresenta e explica este transtorno muito melhor mas por outro lado para quem não conhece o trantorno (que é a maioria da audiência) leva que pensem que é um transtorno pde pessoas perigosas. É um filme de terror, então não recomendo de maneira alguma a professora ver ;) é um filme que nem toda gente consegue ver, o que compreendo porque ele é realmente perturbador e difícil de ver; mas vou meter aqui o nome na mesma: “Split”, ele mostra a vida de um homem com 23 personalidades completamente distintas, onde duas delas decidem rapta três adolescentes.
Fim do semestre:
Como é que já acabou um semestre??? Depois de meses com esta nova disciplina acho que já posso fazer um balanço do que sinto que correu bem e mal. Estou a gostar muito de fazer este diário de bordo, consegui escolher um tema que realmente sinto um grande interesse em explorar e estou a aprender muitos conceitos da parte da psicologia que considero importantes. No trabalho em duplas acho que tinha de ter mais organização na divisão de tarefas mas de um modo geral correu bem. Já os relatórios dos filmes é uma área que tenho de trabalhar mais, pois é a minha zona mais fraca mas vou tentar melhorar no próximo semestre.
Natação
Comecei a fazer natação ainda não tinha 2 anos. Logo nas primeiras aulas deu para perceber que a água era uma grande paixão minha. Mas tive de parar de praticar o desporto aos 10 anos, quando estava prestes a entrar para a pré competição, porque durante todos esses anos de aulas tive demasiados problemas de ouvidos e tive de ser operada porque tinha muitas otites (havia sempre algumas gotas de água que acabavam por entrar para dentro dos ouvidos devido ao formato das minhas orelhas).
9ª Continuação...
Toda esta informação falsa e distorcida faz com que pessoas como a Cristina acreditem que quando não estão no “comando” são o monstro imprevisivelmente perigoso igual ao que mostram no filme e que tanto falam por toda a internet quando falam do TDI. O que é óbvio que é mentira pois como ela diz na TED Talk, 99% dos casos de pessoas que já foram diagnosticadas com este transtorno não são de forma alguma os agressores na história e sim as vítimas, desde crianças e serão por vezes para sempre. Cristina fala então da frase conhecida “o que não te mata, torna te mais forte”, ela diz não se identificar com a frase pois os traumas não a mataram mas fê la enfraquecer, desde de criança, tanto ela como a grande maioria das pessoas com TDI, vivem e irão viver até aos últimos dias com os traumas que viveram e com as consequências dos mesmos. No caso dela afirma ainda ter muitas marcas que os traumas lhe deixaram como fobias, ela deu como exemplo a fobia de abandono, ansiedade, flashbacks e triggers durante o dia e disse que já teve problemas ligados à automutilação e que por vezes voltam momentaneamente. É certo dizer que o que não a matou não a tornou mais forte de maneira alguma.
O que é o TDI?
O Transtorno dissociativo de identidade (TDI) é uma perturbação mental onde um indivíduo apresenta mais de dois estados de personalidade distintos. Na maioria dos casos também é presente a amnésia dissociativa, que é a incapacidade de recordar eventos diários como por exemplo conversas, compromissos ou até mesmo informações pessoais importantes. Esta perda de memória muitas vezes é associada ao facto de serem "várias pessoas a comandar e controlar" o mesmo corpo, é como se pessoas completamente distintas estivessem a coexistir dentro de um só corpo.
7ª Entrada:
TED Talk: Cristina Pax-Rodriguez
Dia 21/02/25
2ª Continuação...
Dos 2:30 aos 5:08.
Ao longo dos anos Cristina tentou “apanhar e colar os vários cacos para aos poucos reconstruir a tigela”, mas obviamente não foi um processo fácil. Durante o processo ela afirma que passou por um vício em se automutilar e que também desenvolveu transtornos alimentares na tentativa de alimentar a sua necessidade de se sentir no controle, ao contar cada caloria que ingeria ela tinha a impressão de que estava a conseguir controlar toda a sua vida. Um dos sintomas que a Cristina descreveu como “assustador” são os lapsos de memória provocados pelo TDI ela sempre se sentiu sem qualquer controlo sobre si mesma e também inferior às outras pessoas por consequência, ela conta um episódio que era por vezes recorrente onde apanhava um autocarro de manhã e de repente já estava numa rua que não conhecia depois de várias horas, as quais não se lembra de absolutamente nada do que fez ou onde esteve durante esse tempo, nesta época ela diz que não vivia e sim sobrevivia.
11ª Entrada:
TED Talk: Cristina Pax-Rodriguez
10ª Continuação...
Dia 08/05/25
Dos 13:57 aos 15:23.
Para finalizar esta TED Talk, Cristina volta a frisar que na opinião dela ninguém merece passar por traumas, como os que ela e muitas outras pessoas viveram na infância. Diz que não se podem nunca justificar dizendo: “mas não é grave que se vivam traumas, isso torna-te mais forte e ensina-te muitas coisas” ao contrário desta frase a verdade é que acontecimentos não servem para qualquer tipo de aprendizagem e estes deixam marcas que ficam para a vida toda e problemas psicológicos difíceis de tratar e superar. Ela dá a sua história como exemplo, por causa dos traumas que viveu, Cristina, desenvolveu transtorno dissociativo de identidade, o que fez com que ela tivesse uma vida nada típica e tranquila. Este transtorno atua e prejudica as vítimas de maneiras completamente, no caso da Cristina ela relata ter de construir toda a sua vida em volta do TDI, teve de desistir da faculdade por causa da saúde mental que era e continua a ser um ponto muito sensível de si, perdeu muitas relações, muitos dos diagnosticados com TDI dizem ter uma dificuldade acrescida em ter e manter relacionamentos saudáveis e duradouros seja amorosos ou com amigos, ainda tem muitas crises de pânico e ansiedade.
Bibliografia:
Sites:
Filmes ou séries:
Livros:
Escuteiros
Nem sei como é que vou falar deste tema em tão pouco espaço, mas vale a pena colocar esta montagem só pelo facto de ver tantas boas memórias nestas fotos. Todas as minhas grandes aventuras de vida foram com as pessoas que aparecem aqui ao lado. Nos escuteiros vivi coisas que nunca pensei viver. Ao longo dos 7 anos de Escutismo conheci dezenas de pessoas, aprendi a trabalhar em equipa, aprendi com quem conhecia muito do mundo e ensinei o que sabia a quem conhecia menos que eu. Sou muito grata pelos anos de Escutismo que experienciei.
Caso verídico:
"When Rabbit Howls" de Truddi Chase é uma autobiografia com a história detalhada dos traumas vividos pela autora na sua infância. Esta mulher desde os dois anos que sofria de abusos severos vindos do seu padrasto, estes abusos vão desde sexuais a psicológicos e também agressão física. Todos estes eventos ao longo dos anos fizeram com que a mente se fragmentasse como tentativa de autoproteção (desenvolveu TDI). No livro é nos explicado que cada alter ego era "responsavél" por lidar com uma dor ou sentimento diferente como a dor fisíca, o medo ou a raiva reprimida que ela tanto sentia.
Há 16 anos atrás
Nos meus primeiros anos de vida tinha duas características muito acentuadas que me distinguiam de qualquer outra criança. Primeiro: uns olhos azuis/cinzentos lindíssimos e em segundo: orelhas com um formato invulgar (os médicos sempre me disseram que são em forma de conchinha). Mas se já me viste pessoalmente saberás que só uma delas se manteve. Infelizmente, por alguma razão, depois de mais ou menos 2 anos os olhos mudaram de cor e ficaram verdes. Estranho, eu sei.
Continuação...
Este mecanismo de defesa também chamado de amnésia dissociativa conduz o indivíduo a se “desligar” de traumas vividos, mas também leva a uma separação da personalidade original, nos casos de TDI esta separação é mais extrema e gera personalidades distintas (os alter egos), fazendo com que cada uma tenha as suas próprias memória e maneiras de lidar com a realidade ou até mesmo ocultando muitas partes. Estes alter egos ajudam o indivíduo a viver com o “peso” das situações pelas quais passaram, inconscientemente organizando e separando o que lhes tenha acontecido pelas várias identidades, para ser mais fácil de lidar com os traumas e para que cada uma delas tenha uma função diferente neste processo.
Estimas:
Muitas pessoas, incluindo profissionais de saúde duvidam da existência deste transtorno tanto pela sua complexidade em si como a do diagnóstico, este estigma dificulta o acesso a um tratamento adequado. Outro estigma ligado ao anterior é que as pessoas que sofrem desta perturbação estão só a tentar arranjar uma maneira de conseguir atenção. Por último temos um estigma que é muito "alimentado" por filmes e séries de televisão, "todas as pessoas com (TDI) são perigosas" estes indivíduos são quase sempre retratados como violentos criminosos. Na realidade, a grande maioria dos pacientes já diagnosticados são pessoas inofensivas e muito vulneráveis.
Definição de conceitos
(no contexto do transtorno):
Diferença entre:
Personalidade: é o conjunto de características psicológicas padronizadas como comportamentos e o modo de pensar, sentir e agir. No (TDI): cada uma das diferentes personalidades é chamada de alter ego.Identidade: é a perceção que um indivíduo tem de si próprio, isso inclui o nome, gênero, sexualidade e valores.
4ª Entrada:
Dia 22/12/24
O que pode originar o (TDI)?
As causas desta perturbação ainda são motivo de estudo mas acredita-se que, eventos traumáticos na infância tais como abuso físico, psicológico e sexual possam ser a explicação mais plausível para o seu aparecimento e desenvolvimento. Mesmo que estas sejam as causas mais prováveis e mais aceites pela comunidade ciêntifica, ainda assim não descartam as causas genéticas, tendo em conta que a probabilidade do aperecimento desta perturbação é maior quando existe um familiar antecedente com este transtorno.
7ª Continuação...
Esta forma de abordar o transtorno é para quem, tal como a Cristina, não se consegue ver a viver sem os alter egos e então com a ajuda de psicólogos conseguem fazer com que vivam uma vida mais calma e especialmente mais segura, pois com os episódios de amnésia que este o TDI causam podem ser perigosos com ela própria já referiu. Nas sessões de terapia ela trabalha nas coisas e/ou acontecimentos que lhe possam causar algum “trigger” (gatilho) positivo ou negativo, o positivo a Cristina dá o exemplo de uma música ou um acontecimento feliz que pode levar a uma mudança de alter egos no “comando”, e um negativo pode ser “acionado” por qualquer coisa que leve a lembrar algum trauma ou até algum que possa causar um novo trauma que é o que a maioria das vezes faz com que os alter egos dela “acionem” o episódio de amnésia, para como já tinha falado antes noutra entrada é uma maneira que o cérebro arranjou para lidar ou no caso não lidar com mais um problema e ficar sobrecarregado ou com alguma lembrança de um trauma vivido. Cristina afirma que foi com o diagnóstico feito e confirmado e com a ajuda dos psicólogos que consegue viver, ou melhor, como ela diz, sobreviver em multiplicidade e não se sentir louca.
3ª Entrada:
Dia 06/12/24
3ª Continuação...
Outro sintoma que também a condiciona é as mudanças drásticas de humor, na maneira de falar e no seu comportamento: as mudanças entre as várias personalidades/ alter egos. Cristina relembra um episódio em específico onde tinha mudado de alter ego antes de fazer um teste de um disciplina em que ela era muito boa aluna, mas por causa da mudança ela não conseguiu fazer o teste e teve 0. Ela relata este momento como se estivesse aprisionada dentro da sua cabeça, onde só conseguia ser uma mera espectadora, sem qualquer capacidade de mudar o que seu outro alter ego fazia, ela conseguia ver o teste e pensar. Descreve então estes momentos com uma outra metáfora muita boa para pessoas que não sofrem deste transtorno conseguirem compreender, é como se o corpo dela fosse um avião onde “em vez de eu ser o piloto do meu próprio corpo, é como se eu me tivesse tornado apenas mais um passageiro”.Depois de passar por vários episódios semelhantes a estes, pôde chegar ao diagnóstico de TDI.
6ª Entrada:
Introdução:
Dia 22/01/25
Ver até 2:30.
TED Talk: Cristina Pax-Rodriguez
Nesta TED Talk ficamos a conhecer a Cristina Pax-Rodriguez que convive diariamente com este transtorno desde a sua infância. Tal como a maioria dos casos de TDI, Cristina afirma ter passado por diversos momentos traumáticos desde muito pequena, ela diz que o que conseguiu sobreviver a esses momentos, mas que estes também não a deixaram mais forte com diz a frase popular (“o que não mata torna-te mais forte”). Estes traumas “transformaram-na”, ela descreve o que lhe aconteceu de uma maneira muito simplista e muito comum quando se fala deste transtorno, “é como se eu quando era uma criança fosse uma tigela, e os traumas pelos que passei foram me partindo em vários pedaços”.
2ª Entrada:
Dia 03/11/24
O tema que decidi falar neste meu diário de bordo é o transtorno dissociativo de identidade ou também chamado de transtorno de personalidade múltipla. Escolhi este tema porque fiquei muito interessada, surpreendida e com vontade de saber mais sobre esta complexa condição psiquiátrica. Escolhi este tema pois num dos primeiros dias de aulas, quando nos estávamos a apresentar, eu falei num dos filmes que eu vou falar na próxima casa do jogo, e a professora disse-me que, já que era um assunto que eu tinha interesse poderia ser um bom tema para falar no diário de bordo.
10ª Entrada:
TED Talk: Cristina Pax-Rodriguez
8ª Continuação...
Dia 01/05/25
Dos 11:43 aos 13:57.
Após a confirmação do do seu diagnóstico de TDI, Cristina sentiu-se aliviada por ter encontrado aquele rótulo onde se podia agora encaixar e lidar com a ajuda dos profissionais mais adequados mas ao mesmo tempo sentiu-se perdida e muito pouco informada sobre o que de facto era este transtorno, então fez o que agora todos nós fazemos que é pesquisar online, o que por vezes pode não ser o melhor. Ela leu sobre este transtorno e encontrou tal como eu durante este trabalho, que existem de facto muitas controvérsias e especulações acerca desta condição, quando se fala do TDI muitos ainda o vêem como um transtorno de pessoas perigosas. Frases como “Pessoas que têm TDI são perigosas” ainda são comuns, isto porque é um transtorno pouco falado e pouco conhecido também, dando assim margem a quem quer espalhar essa falsa visão e por vezes até tornar em algum conteúdo para benefício próprio pela falta de conhecimento da audiência como foi o caso do filme que já citei anteriormente neste diário, o Split.
5ª Continuação...
Ela então explica que entende que cada alter ego presente em si são personalidades criadas pelo seu cérebro para o desempenho de diversas funções, isto porque ele mesmo percebe a certa altura que já não consegue lidar com os traumas sozinho, então acaba por criar “alguém” (este alguém sendo os vários alter egos que vão sendo desenvolvidos ao longo dos anos de convivência com os traumas), que o ajude a processar e por vezes esquecer todos os traumas vividos na vida da Cristina. Estas personalidades são criadas pelo cérebro como um mecanismo de defesa, diferem de pessoas para pessoa e também depende muito dos abusos aos quais a pessoa foi submetida. No caso dela existem alter egos: que fazem o papel de protetores, os que cuidam da vida social dela, os que gerem o trabalho, e outras mais que acabou por não partilhar. Esta divisão de “tarefas” faz com que ela consiga levar a sua vida com um peso emocional muito menor, isto porque cada alter ego faz o seu papel, assim “ninguém” acaba por ficar sobrecarregado, é um sistema criado para a sua sobrevivência. Um alter ego de grande importância para a Cristina é a Violette, ela é mais velha que ela e desempenha o papel de mãe, diz que é a personalidade com quem tem mais memórias tem, sendo assim provavelmente, a primeira “divisão” que involuntariamente fez. Quando era pequena e estava a tentar lidar sozinha com os abusos que vivia, ela sentia desesperadamente a necessidade de uma mãe, então o seu cérebro decidiu criar uma, a Violette. Ela consegue se comunicar com Violette dentro da sua cabeça quando sente que precisa, não é como muitos podem pensar, uma alucinação que ela criou para conseguir sobreviver, é realmente um estado de consciência dela.
5ª Entrada:
Dia 12/01/25
Alterações de identidade e de memória
Como já foi dito anteriormente, a maioria dos indivíduos que sofrem deste distúrbio são pessoas que passaram por eventos traumáticos, tanto físicos quanto psicológicos. Esses acontecimentos, por vezes, levam a uma incapacidade de processar estas memórias fazendo com que haja as chamadas fragmentações de memória. Estas alterações de memória e "apagões" são um mecanismo de defesa produzido, para permitir que esta sobrecarga mental seja aliviada e consiga ter uma “fuga” da realidade e do sofrimento pelo qual está a passar.
8ª Entrada:
TED Talk: Cristina Pax-Rodriguez
4ª Continuação...
Dia 08/03/25
Dos 5:08 aos 8:32 .
Cristina Pax-Rodriguez afirma ter 15 alter egos a viver “dentro de si”, diz que uma maneira mais simples explicar o que ela sente ao conviver com todas estas diferentes personalidades é imaginando um carro onde dentro dele viajam 15 pessoas completamente diferentes, nesta viagem os lugares no carro vão mudando ao longo do tempo: por vezes Cristina é o condutor, outras é o passageiro do lado do condutor, pode também estar na última fila sendo a mais longe do volante ou então na pior das hipóteses ela pode estar dentro do porta malas. Desta maneira ela consegue nos explicar melhor os níveis de controlo que o seu próprio cérebro lhe dá mediante a situação a que é colocada durante o seu dia a dia. Quando é ela a conduzir o carro significa que está no comando, no controlo da sua voz, do seu pensamento e na ação física do seu corpo. Quando diz que está no banco ao lado do condutor quer dizer que consegue entender o que está a acontecer mas se quiser intervir ou fazer alguma coisa não é capaz. Ocupando a última fila a noção no que está acontecer já se torna um pouco mais confusa e difícil de entender, sendo assim, quando está no porta malas ela não consegue sequer ver, ouvir ou pensar em nada, é um grande apagão sem ter noção de tempo ,do que está a fazer ou de onde está.
11ª Continuação...
São estas dificuldades que se sentem todos os dias na vida destas vítimas, por vezes até para quem acompanha estas pessoas com o transtorno, pode parecer que não há nenhum caminho que consiga levar a uma saída dos traumas, do transtorno e dos sintomas e consequências que traz consigo. Cristina acredita e está convencida de que mesmo assim com muito tempo, paciência da pessoa com TDI e das pessoas que a rodeiam, a coragem para conseguir pedir ajuda e a receber e muito trabalho psicológico relacionado à assimilação e interiorização dos traumas, é possível que “a tigela mesmo depois de partida mil vezes, pode ainda assim ser arranjada”. Mesmo depois de tudo o que ela passou, Cristina acredita que vai conseguir encontrar a saída, com o tempo amenizar as consequências que o TDI lhe traz para a vida e um dia conseguir colar e reconstruir a sua “tigela partida”.
Reflexão:
Chegando ao fim deste trabalho consegui definitivamente notar que aprendi muito sobre este transtorno que falei, quando pensei no TDI com tema deste diário de bordo, nunca tinha noção da quantidade de informação que iria adquirir e do quando ia conseguir aprender sozinha por pesquisa própria. Sinto que abordei muito bem o tema e fiz exatamente o que queria e esperava deste trabalho, estou muito realizada com ele. Falei de todos os tópicos que queria e que tinha planeado, foi criativa e fiz o que mais tenho dificuldade que é escrever bastante sobre a mesmo tema, sou uma pessoa muito objetiva e sempre tive muita dificuldade em alongar os meus pensamentos e escrever textos estruturados com eles. Todas as entradas fiz com tempo e foram muito bem pensadas desde o início até ao fim.
9ª Entrada:
TED Talk: Cristina Pax-Rodriguez
6ª Continuação...
Dia 08/04/25
Dos 8:32 aos 11:43 .
"Como viver com este transtorno?" É esta a pergunta retórica, muito relevante, que Cristina faz ao público. Diz que o principal “tratamento” é o acompanhamento psiquiátrico e a realização constante de sessões de terapia, mas que dentro deste acompanhamento há dois caminhos diferentes que podem ser seguidos. Ela explica que qualquer um deles é válido, só depende da capacidade mental da pessoa, de conseguir relembrar e lidar com os traumas vividos de maneira saudável e controlada. Se a pessoa for capaz de passar por este processo, ela juntamente com a ajuda de profissionais de saúde vai tentando aos poucos “fundir” os alter egos em uma só personalidade, este processo é demorado e de certa maneira perigoso e muito delicado pois pelo caminho, ao lidar e rever os traumas “esquecidos” e deixados para trás pode haver uma nova “ruptura” assim podendo acabar por formar um novo alter ego e piorar a situação. A segunda solução, a que Cristina segue, é aprender a conviver com estes alter egos e tentar ter uma vida o mais normal e estável possível. Cristina diz que dependendo da situação a que a pessoa foi sujeita, este processo é muito mais fácil e natural pois como no caso dela, os alter egos sempre fizeram parte da sua vida (pelo menos na sua memória) então faz com que a mesma não consiga sequer se imaginar a viver “sozinha”.
Continuação...
Os lapsos de memória e as trocas de identidade ocorrem de maneira involuntária e inesperada pela pessoa que sofre de TDI. Os lapsos de memória ocorrem para inconscientemente proteger o mental do indivíduo das lembranças de acontecimentos passados, sendo assim qualquer situação de gatilho ou de estresse que possam fazer com que esta pessoa se relembre do que aconteceu, é muitas vezes “apagada”. Já as trocas de identidade são feitas para proteger a pessoa de se voltar a lembrar do acontecido e assumem o papel de personalidade principal quando existem estímulos ao seu redor que possam acionar memórias já apagadas, ou então também podem acontecer em novos momentos de perigo ou trauma.
Como vai funcionar o meu diário de bordo:
Para o visual do meu diário, queria já utilizar algo que sempre esteve muito presente na minha vida: os jogos de tabuleiro. Neste jogo, vou organizar todas as minhas entradas pelos pontos de interrogação, distribuídos pelos espaços do tabuleiro. Irei separar todas as entradas com uma animação de estrelinhas/brilhinhos. Em todas a s fotos existe um efeito de ampliar. Para utilizar é só clicar na foto desejada; basicamente é igual ao efeito dos postos de interrogação.
Algumas outras coisas aleatórias
Para além das coisas que mencionei, também tenho outras coisa que adoro. Só vou meter aqui duas delas, se não acho que iria precisar de muitos mais slides. Animais e música!