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Mutilação Genital Feminina

Sofia Nunes

Created on October 10, 2024

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Transcript

Mutilação Genital Feminina

Agrupamento de Escolas Sá de Miranda

BIOLOGIA

Gabriel Córdoba nº06 e Sofia Nunes nº23

"Cultura" na pele da mulher: mutilação genital feminina (MGF). A MGF é uma prática cultural cuja origem permanece desconhecida. Contudo, é prevalente em comunidades africanas e está tipicamente associada ao islamismo. Por definição, é considerado MGF todo e qualquer procedimento que envolva a remoção total ou parcial da genitália externa feminina, bem como qualquer lesão provocada nos orgãos genitais femininos por razões não médicas.

Este cartaz foi elaborado com intuito de sensibilizar e informar o leitor relativamente ao problema da MGF, tendo como alicerce a visualização do filme Flor do Deserto. Baseado numa história verídica, Flor do Deserto aborda temas como a pressão social (associada à manutenção das tradições) a que a mulher mutilada é sujeita, as consequências associadas ao procedimento e a importância de dar voz a quem luta pela sua abolição.

Contexto histórico-cultural O registo mais antigo de MGF é datado do Antigo Egito, onde era denominada circuncisão faraónica. Historicamente falando, a MGF está associada ao controlo do desejo sexual da mulher, à garantia da sua virgindade e a uma cultura de submissão da mulher perante o homem. A prática da MGF é muitas vezes erradamente confundida com uma prática religiosa, visto que não consta em qualquer livro sagrado.

Fonte: BBC, 2019

Prevalência da MGF e tipos de procedimentos Existem diferentes tipos de MGF conforme quais os orgãos genitais sujeitos ao procedimento e conforme a extensão da lesão, sendo o mais comum a excisão (tipo II). Em alguns países africanos, onde foi registada a maior prevalência da MGF a nível mundial, cerca de 50% das mulheres foram mutiladas.

MAPA

Fonte: DGS, 2012 Imagem liustrativa da MGF tipo III

Flor do Deserto: Impressões recolhidas Ao longo do filme é possível identificar diversos obstáculos que uma mulher mutilada enfrenta durante a sua vida, nos dias de hoje. Foram selecionadas duas cenas do filme que retratam, respetivamente, a tomada de consciência relativamente às diferenças entre ser mulher em África e na Europa; e o julgamento por parte de um enfermeiro aquando da realização de um procedimento que permitia minimizar as dores provocadas pela MGF.

Fontes: Frias, A. & Gomes da Costa, F. (2014). Mutilação genital feminina: segredos para revelar. (Consultado em outubro, 2024) OMS. (2024). Mutilação genital feminina. (Consultado em outubro, 2024) George, F. (2012). Orientação da Direção-Geral da Saúde: Mutilação Genital Feminina.(Consultado em outubro, 2024)

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A MGF pode ser classificada em quatro tipos principais: Tipo I (clitoridectomia): Remoção parcial ou integral do clítoris e/ou do prepúcio. Tipo II (excisão): Extração parcial ou total do clítoris e dos pequenos lábios, com ou sem excisão dos grandes lábios. Tipo III (infibulação): Suturação dos pequenos e/ou grandes lábios, criando uma membrana que estreita o orifício vaginal, com ou sem excisão do clítoris. Tipo IV: Todo e qualquer procedimento realizado na genitália feminina para fins não médicos, como piercings ou cauterizações.