museu do humano
artefato
Sobre o museu
memórias
sobre a biapó
A qualidade do humano não se encerra em si, expande em movimento contínuo, evoca e transcende experiências – ela se faz artefato.
O Museu do Humano Artefato é a vontade de buscar a essência que vive na efemeridade do trato com o patrimônio cultural e que pode, assim, perdurar pelo seu registro.
Essa essência, aqui, é depoimento construído com o afago da memória e que repousa sobre a materialidade de processos e de lugares.
Assim, o acervo do MHA é composto pela bela poesia dos fazeres, no cotidiano do restauro, construída na memória e refletida nos lugares em que o humano outrora ocupou.
Ao completar 35 anos, a Construtora Biapó traz a conhecer a ressonância de sua primazia e excelência no restauro de bens culturais.
O Museu do Humano Artefato é uma chave para dizer: o quê guardamos? Queremos lhe mostrar.
Ótima visita!
sobre omuseu do humano artefato
ACESSE OS RELATOS DAS OBRAS A PARTIR DOS ESTADOS NACIONAIS
CENTRO
DE REFERÊNCIA
DO ARTESANATO
BRASILEIRO
Rio de Janeiro (RJ)
palacetetira chapéu
Salvador (BA)
FAZENDA SANTA EUFRÁSIA
Vassouras (RJ)
jockey clubsão paulo
São Paulo (SP)
FORTALEZASÃO JOSÉ DA PONTA GROSSA
Florianópolis (SC)
MUSEU DAABOLIÇÃO
Recife (PE)
FORTALEZADE SANTO ANT. DE RATONES
Florianópolis (SC)
ARMAZÉMMACEDO
Antonina (PR)
IgrejaMatriz PARAITINGA
São Luiz do Paraitinga (SP)
FORTE NOSSASENHORA DOS REMÉDIOS
Fernando de Noronha (PE)
TheatroSete de Abril
Pelotas (RS)
MUSEU DEARTE SACRA DA BOA MORTE
Goiás (GO)
CATEDRALDE SANT’ANA
Goiás (GO)
Biblioteca MunicipalJoão Bosco Pantoja Evangelista
Manaus (AM)
instituto nacionalde educação de surdos - ines
Rio de Janeiro (RJ)
ESTAÇÃOFERROVIÁRIA DE TAUBATÉ
Taubaté (SP)
MINISTÉRIO DAECONOMIA
Rio de Janeiro (RJ)
PRAÇATIRADENTES
Rio de Janeiro (RJ)
CASARÃO DAINOVAÇÃO CASSINA
Manaus (AM)
PRAINHA
Rio de Janeiro (RJ)
BANRISUL
Cachoeira do Sul (RS)
Museunacional
Rio de Janeiro (RJ)
MERCADOMUNICIPAL DE GOIÁS
Goiás (GO)
PRAÇADOM PEDRO II
Manaus (AM)
Teatro amazonas
Manaus (AM)
ESTAÇÃOFERROVIÁRIA DE GOIÂNIA
Goiânia (GO)
UFRJ
Rio de Janeiro (RJ)
PAMPULHA
Belo Horizonte (MG)
IGREJA NOSSA SENHORA ROSÁRIO PIRENÓPOLIS
Pirenópolis (GO)
Masp
São Paulo (SP)
SANTUÁRIOCONGONHAS
Congonhas (MG)
CINEPIRINEUS
Pirenópolis (GO)
sobre
A Construtora Biapó, fundada em 1989 em Goiânia, é especializada no restauro de patrimônios históricos e culturais, atuando em todo o território brasileiro, preservando a arte, história, memória e identidade nacionais.Derivado do tupi-guarani, o nome da empresa exprime em seu significado “o produto do trabalho”, “a obra” ou “o artefato”, essência do ofício ao qual se dedica. Desde o início, a Biapó adota uma postura responsável, com boas práticas socioculturais e ambientais, desenvolvendo programas que fortalecem sua cultura institucional. Com esses valores, a empresa busca ser uma referência na área de restauração e no cultivo de um relacionamento ético com seus diversos públicos, incluindo parceiros, parceiras, trabalhadores e trabalhadoras.
ACESSE NOSSASREDES SOCIAIS
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Antolinda Baia Borges
Ex-funcionária do Iphan e fundadora do museu
O museu estava lindo. Está muito no meu coração. Eu dediquei uma vida, foram 68 anos dedicados ao Museu de Arte Sacra. Era um ideal meu. Pela minha convivência com Frei Simão e Dom Cândido, eles me ensinaram muito a preservar e amar a cultura de um povo. E isso me valeu muito.
SANTUÁRIO CONGONHAS
PAMPULHA
minas gerais
Simone Viana de Siqueira
Arquiteta residente
Só quem passa pela experiência de viver numa ilha pode compreender a dinâmica e a intensidade desse isolamento. O desafio aliado ao compromisso foi a fórmula que alimentou a alma da equipe Biapó nestes quase dois anos de obras, em ações que só foram possíveis porque todas as pessoas envolvidas se sentiram valorizadas. A restauração do Forte de Nossa Senhora dos Remédios ultrapassou os limites das muralhas de pedra que o cercam e se estendeu a toda a ilha, através de ações sociais e culturais que visavam a resgatar a autoestima das pessoas.
NAYARA ALENCAR
Auxiliar Administrativa
Minha trajetória na Biapó começou em 2019, mas eu já conhecia a empresa através da minha mãe, que trabalhou no restauro do Mercado Adolpho Lisboa, lá em Manaus, em 2011. Para essa obra foi contratada toda a turma de mulheres do curso de ceramista que minha mãe estava concluindo. Elas trabalharam com a recolocação de cerâmicas, bastante pequenas, trabalho minucioso, e foi algo que deu muito certo, principalmente por nós mulheres sermos mais detalhistas.
Depois de alguns anos, a Biapó voltou a ter obras em Manaus, mas infelizmente minha mãe não pôde voltar a trabalhar, e é nesse momento que eu entro na Biapó, como auxiliar administrativa, na obra de restauro do Pavilhão Universal, onde surgiu a ideia de chamar somente mulheres para trabalhar na obra. Porem, haviam os serviços que eram muito pesados que precisavam da ajuda de homens. Por esse motivo, a obra foi executada por mão de obra, em maioria feminina, com a participação de 6 ou 7 homens apenas.
Foi algo que deu muito certo. As mulheres se mostravam detalhistas, com intuito de aprender e de crescer dentro da empresa, tanto é que algumas delas saíram da obra do pavilhão com um novo ofício, por exemplo, uma saiu soldadora, outra como pedreira. Posteriormente, essa mão de obra feminina foi transferida para a obra da Biblioteca, onde elas tiveram a oportunidade de trabalhar com algo mais minucioso como no restauro das pinturas, juntamente com outras mulheres que foram contratadas para aquela obra. E ficou muito lindo, maravilhoso.
Algumas mulheres se destacaram e foram transferidas para outras obras, após o término da Biblioteca, indo para além do estado de Manaus.
Hoje, estou no sexto restauro que participei com a Biapó, e guardo a Biblioteca com muito carinho, como uma obra que tive muito prazer em participar e que ficou linda!
ADRIANO CARVALHO
Gerente de obra
Essa obra pra mim foi um desafio inicial, pois foi a primeira obra que fiz como gerente. Então, nesse caso, já foi um desafio pessoal muito grande, assumindo uma nova função com tudo muito novo. Além disso, era uma obra relativamente grande, do PAC Cidades históricas, que previa o remanejamento de todos os permissionários, que trabalhavam no Mercado, para um local provisório do outro lado do rio. Mas em conversas, propusemos à prefeitura de Goiás executar a obra sem desalojar os permissionários, para que o Mercado continuasse vivo, questões que a gente sempre se preocupa na Biapó. Tivemos, então, essa intenção e empenho de impactar o menos possível o comércio no local. Costumava dizer que estávamos trocando a roda, com o carro andando.
Outro desafio fantástico, característica peculiar dos habitantes da Cidade de Goiás, é que toda a cidade se envolve na obra. Então, o envolvimento da comunidade na obra resultou em vários ajustes no projeto, com base nos anseios que eram expressados.
Uma das coisas que me chamou muita atenção foi o bloquete de concreto, piso construído ali por volta da década de 50, que revelou uma resistência muito alta nas análises, por volta de 80 mpa, difícil demais de demolir as partes que precisavam.
Por fim, recordo com carinho dessa obra por ter tido participação intensa da Tia Tó, como apoio nosso na Pousada do Sol, onde se instalou nosso escritório por algum tempo. Ela sempre trazendo também suas contribuições para o projeto e manifestando suas opiniões.
Francisco Rogério "russo"
Mestre de obras
No início tivemos algumas dificuldades com mão de obra para formar equipe. Tivemos dificuldade de fornecedores até começarmos a restauração. Tivemos que dar várias palestras para os nossos colaboradores aprenderem a arte do restauro , teve um episódio muito engraçado eu pedi para um dos colaboradores desmontar uma parede no Armazém anexo , ele começou a demolir a parede com tudo kkk, quando eu disse não é assim, tem que tirar tijolo por tijolo, limpar e guardar, ele disse pra quê isso , é entulho, eu disse a ele isto é reaproveitamento de material que não se fábrica mais, isto é restauração. Na questão de equipe tivemos um bom reforço do pessoal do Rio de janeiro uma boa parte contratamos da cidade. Na parte da restauração foi tranquilo, pois o Armazém Macedo é tombado e conhecido como ruínas de Antonina, a ideia era manter o máximo das ruínas intacta, as intervenções foi mais para manter e fortalecer as estruturas. Inclusive neste período tivemos diversas visitas dos especialistas em estruturas arruinadas , como foi a questão de um dos paredões que estava com o risco de tombar por causa do tempo que ficou exposto e da obra convencional que estava por sequência.
Surgiu a ideia e os projetos de fazermos um cinturão de viga de concreto dentro deste paredão sem comprometer a estrutura e a vista desses paredões que particularmente pra mim é a parte mais bonita dessa obra , que é a preservação.
PRAÇA TIRADENTES
Rio de Janeiro, RJ Janeiro a dezembro de 2005
1855 a 1862
Estadual, federal
Artística
Fundação de Parques e Jardins da Cidade do Rio de Janeiro
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante
teatroamazonas
Manaus, AM Janeiro de 2020 a dezembro de 2021
1896
Municipal e federal
Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
gabriel Côrtes
Arquiteto residente
Esta obra se entrelaça profundamente com minha vida. Era minha primeira restauração, e eu estava muito atento, receoso e dedicado para que tudo saísse conforme as expectativas. Aos poucos, o caos da obra foi dando lugar à ordem: granitina finalizada, painéis de Confaloni reconfigurados, paredes pintadas e paisagismo trazendo vida.
Ao mesmo tempo, esperávamos nosso primeiro filho, João. Na obra, todos conheciam a Fabiana, que também trabalhava na Biapó, desde os fiscais aos operários, então era comum ouvir perguntas como: "Como está o João?", "Quando ele chega?", "A barriga está grande?"
João nasceu em outubro de 2018 e a obra terminou em maio de 2019. A vida nos presenteou com esta metáfora: nosso filho para a família, a estação para Goiânia.
Goiânia, jovem em sua noção de patrimônio, ganhou um edifício restaurado, trazendo mais pertencimento aos goianienses. Um edifício restaurado e bonito, como um livro antigo com muitas páginas em branco, pronto para novas histórias.
CASARÃO DA INOVAÇÃO CASSINA
Manaus, AM Agosto de 2019 a novembro de 2020
1899
Municipal e federal
Arquitetônica
Prefeitura de Manaus
Laurent Troost Architectures
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante Projeto arquitetônico
MUSEU DE ARTE SACRA DA BOA MORTE
Cidade de Goiás, GO Janeiro de 1995 a maio de 1996
Concluída em 1779
Estadual e federal
Arquitetônica e artística
Obras Sociais da Diocese de Goiás
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante
Délio Souza
Encarregado de obras
Construtora Biapo, minha amiga, meu destino.
Quando fui para Manaus, trabalhar na administração das obras, tive a oportunidade de trabalhar além da administração, mas também em algumas obras e e restauração - Mercado Adolpho Lisboa, Teatro, Câmara, entre outras.
A que mais me marcou foi o restauro da praça Dom Pedro, mais conhecida como praça das primas, onde tive a honra de ser convidado para trabalhar como encarregado de obras. Esse bem tombado, com uma linda fonte ao centro (que não funcionava há muitos anos), arborizado com deliciosas arvores frutíferas e árvores de grande porte para de madeira de Lei, possui uma localização estratégica entre grandes obras que a Construtora Biapó realizou - de um lado o magnífico Hotel Cassina, de outro o Paço Municipal, e nas proximidades o prédio do IPHAN e a Câmara Municipal.
Impressionante foram os achados arqueológicos, muretas, pedaços de vasos e louças, que foram devidamente bem tratados como se deve ser. Haviam vasos deixados pelos antepassados, e foi aí que conheci, através da história da praça, que ali, antes de se tornar praça, era um cemitério indígena.
Uma praça preservada e restaurada, sem sair de suas origens como praça. Foi uma grande satisfação poder participar dessa obra de restauração que envolveu todos os seus elementos - coreto, fonte, postes, bancos - e também de revitalização da parte da rede pluvial e eletrica.
Jackson Freitas
Engenheiro residente
Um dos pontos marcantes da obra do Palacete Tira Chapéu foi o restauro dos vitrais. Primeiro, foi necessário promover a proteção de todos os vitrais, com madeirite dos dois lados, porque o risco de danificar é muito grande durante a movimentação da obra. No nosso primeiro contato com um dos vitrais, percebemos que havia água da chuva caindo diretamente nele. Então, além de extinguirmos a infiltração, fizemos a proteção do vitral com madeirite para garantir a segurança dele até antes mesmo de restaurar.
Durante o restauro, juntamente com uma parceria com a empresa Matias Restauração, fizemos o trabalho de recuperação de cada parte do vitral, com limpeza e recuperação da estrutura do vitral, que é como se fosse uma peça metálica, e repondo as partes faltantes, que não eram muitas, eram cinco apenas. Portanto, a maioria do vitral é original.
No geral, essa obra é muito rica no quesito restauro, onde muitas pinturas originais foram resgatadas. Foi realizada a decapagem da pintura que estava cobrindo a pintura original. Então, praticamente todos os cômodos tinham uma pintura histórica original, com seus desenhos, e que passaram por reintegração e restauração.
Jorge Silva Campana
Engenheiro residente
O nosso contrato com o Teatro Amazonas foi para restaurar as instalações e fazer toda a proteção contra incêndio, colocar o para-raios e, obviamente, por conta disso, a pintura da fachada. O para-raios instalado lá foi um para-raios francês, que já tem pelo menos vinte anos no mercado europeu, e há pelo menos dez anos está sendo instalado em toda a Zona Franca de Manaus. Esse aparelho é uma bomba de íons; quando a atmosfera está carregada, ele emite íons para anular os raios. É extremamente eficiente e cobre 300 metros de raio de proteção, necessitando de apenas duas descidas de cordoalhas. Isso contribuiu muito, porque a fachada de lá tem vários tipos de argamassa e seria muito complicado rasgar ela toda com um sistema de gaiola de Faraday tradicional. (...)
Criamos um protocolo bem severo de segurança por conta da história da Covid. O nosso pessoal passava quase o tempo todo tomando banho de álcool, todo mundo protegido. Nunca tinha três pessoas juntas. Assim, conseguimos finalizar a obra sem nenhum caso de Covid no canteiro.
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ufrj
Rio de Janeiro, RJ 1852
Arquitetos Domingos Monteiro, José Maria Rebelo e Joaquim Cândido Guillobel
Federal
Maio a novembro de 2011
Salvamento emergencial e restauro arquitetônico e artístico
Maio de 2015 a agosto de 2019
Arquitetônica e artística
Cidade Período de restauração Autores
Proteção existente
Salvamento emergencial
Obras
Palácio Universitário da UFRJ
Obras de restauração
CENTRODE REFERÊNCIA DO ARTESANATO BRASILEIRO
Rio de Janeiro, RJ
Fevereiro de 2014 a março de 2016 1808 Federal
Arquitetônica e artística
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
Silvio Cavalcante
Arquiteto especialista em restauro
Por um lado, foi preservada a técnica construtiva da gaiola de madeira, reconstruída, em respeito à habilidade carapina, com encaixes de madeira, o que resultou em uma obra com madeiras de lei totalmente encaixadas, sem qualquer tipo de parafuso ou ligação metálica entre as peças.
ARMAZÉM MACEDO
Antonina, PR Julho de 2018 a maio de 2020 Federal
Arquitetônica
Cidade Período de restauração Proteção existente Obras de restauração
ESTAÇÃO FERROVIÁRIADE TAUBATÉ
Taubaté, SP Janeiro de 2023 a fevereiro de 2024 1876 Municipal e Federal Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
Isabella Rocha
Arquiteta residente
Foi um longo período de afastamento social, com impacto em fornecimento de materiais e prazos de atendimento. Tudo atrelado ainda à busca por estratégias para superar as previsões de vento forte e mar revolto.
Mas, com muito entrosamento da equipe e dedicação constante para fluidez da obra, foi possível entregarmos o conjunto restaurado, com maior acessibilidade, sistema próprio de energia elétrica, reaproveitamento de águas de chuva, áreas para exposições e eventos.
Desenvolvemos também algumas ações ambientais bem interessantes. Logo que iniciamos a obra, constatamos um volume de pequenos barcos sem uso na ilha, e apresentamos a ideia de criação de hortas no interior desses barcos, visando a redução de resíduos orgânicos através da compostagem e o estímulo ao consumo de vegetais e temperos colhidos fresquinhos, produzidos pela própria equipe.
BANRISUL
THEATRO SETE DE ABRIL
rio grande do sul
CAMILA FURLONI
Coordenadora de obra
A obra de restauração da Fazenda Santa Eufrásia foi muito intensa: uma obra de muitos desafios e dificuldades, mas também de muito aprendizado, realização e crescimento para toda equipe. A Biapó conseguiu cumprir à risca o prazo planejado de 15 meses, apesar de, a princípio, parecer uma missão impossível. Como desafios posso citar alguns: a obra estava localizada em área rural de município localizado a 2 horas de distância da capital do estado do RJ e, portanto, já de início, era difícil a entrega de materiais, principalmente em período de chuva, ocasião em que as estradas de acesso ficavam alagadas ou enlameadas. O alagamento de uma das estradas foi responsável, anos antes da obra, pelo desmoronamento do Armazém – prédio localizado a cerca de 1km da Casa Sede da Fazenda e que passou por processo de reconstrução total durante a obra. Enquanto o represamento da água no local era solucionado pela contratante, a Biapó fabricou ao longo de toda obra milhares de tijolos de adobe por meio de técnica tradicional – amassando barro e misturando com esterco e capim, deixando secar ao tempo. Cada tijolo de adobe pesava cerca de 15 kg e demorava 30 dias secando para poder ser utilizado na reconstrução do Armazém. Já no prédio da Cavalariça, foi necessário fazer reforço estrutural para sustentação do telhado com pilares metálicos, embutidos em alvenarias de pedra. Após o reforço, foi feito o fechamento dos vãos utilizando a técnica do embrechamento de pedra, manualmente, intercalando pedras de diversos tamanhos, pedra sobre pedra, respeitando o desenho dos trechos originais remanescentes. Tarefa de exímio artesão. Quanto à Casa Sede, o maior desafio foi da equipe de museologia que catalogou todo o mobiliário existente e o armazenou em containers. Ao fim da obra, todas as peças retornaram ao local com a inspeção cuidadosa da proprietária e do IPHAN. Os desafios não eram só no canteiro de obras, mas também na elaboração de inúmeros documentos e relatórios nas áreas de planejamento, saúde e segurança e qualidade que garantiram que a obra fosse concluída com êxito, dentro do prazo e sem o registro de acidentes. E no meio de tantos desafios, pausas para celebrar. Ao longo da obra, foram realizadas diversas edições do Canteiro Aberto. Mensalmente a equipe da obra guiava os visitantes pelo canteiro, apresentando um pouco da história e das técnicas construtivas empregadas. Os visitantes podiam saborear também o café plantado na fazenda pela proprietária, assim como seus quitutes. A estreia do Canteiro Aberto contou com uma roda de jongo nos jardins em frente à Casa Sede, ressignificando aquele espaço com música e dança de um movimento de luta e de resistência da cultura afro brasileira. As peculiaridades dessa restauração foram registradas em um livro construído a muitas mãos ao longo do processo. E ao fim, toda equipe se despediu das árvores centenárias que emolduravam a Fazenda com a sensação de missão cumprida. Missão essa de restaurar um Patrimônio Cultural e de, por meio de ações de Educação Patrimonial junto à comunidade vizinha, valorizar esse Patrimônio, celebrar!
IGREJA NOSSA SENHORA ROSÁRIO PIRENÓPOLIS
Pirenópolis, GO 1732 a 1770
(1º momento) março de 1996 a abril de 1999; (2º momento) outubro a dezembro de 2002; (3º momento) outubro de 2003 a março de 2006
Federal
(1º momento) restauração arquitetônica e artística ;(2º momento) salvamento emergencial ;(3º momento) restauração arquitetônica
Sociedade dos Amigos de Pirenópolis (Soap)
Localização
Data de construção
Período de restauração
Proteção existente
Obras
Contratante
CENTRO REF. DO ARTESANATO BRASILEIRO
FAZENDA SANTA EUFRÁSIA
INSTITUTO NACIONALDE EDUC. DE SURDOS
MINISTÉRIO DAECONOMIA
MUSEU NACIONAL
UFRJ
PRAÇA TIRADENTES
rio de janeiro
CINEPIRINEUS
Pirenópolis, GO Maio de 1998 a abril de 2001
1919
Federal
Arquitetônica
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Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
fabiula domingues
Gerenciamento
O projeto Canteiro Aberto, uma iniciativa de educação patrimonial, foi elaborado e realizado pelos institutos Biapó e Brasil Restauro em 2023, durante o início da obra de restauração da Estação Ferroviária de Taubaté. O objetivo era trazer a população para dentro do patrimônio histórico, que esteve fechado por mais de duas gerações e se tornou um espaço público desconexo com as relações urbanas contemporâneas.A iniciativa foi estruturada para acompanhar a evolução da obra de restauração, que durou 15 meses. O canteiro de obras foi aberto em três períodos distintos, ilustrando o início, o meio e o fim de uma ação de conservação e restauração em bens imóveis. Mais de 50 pessoas visitaram as obras, divididos em três visitas guiadas realizadas em julho, setembro e dezembro. As visitas foram idealizadas para unir a pluralidade social e cultural produzidas pelo patrimônio histórico. De forma tangível, houve explanação de todas as atividades realizadas no canteiro de obras,ilustração do passo a passo de um processo de restauração estrutural e artístico. Além da demonstração dos processos, houve exposição dos projetos técnicos desenvolvidos e aprovados pelos órgãos competentes e as ferramentas utilizadas para o restauro das pinturas artísticas, do ladrilho hidráulico, das janelas e portas em madeira e dos ornamentos das fachadas. Para tornar as visitas mais lúdicas e educativas, os atores-educadores se vestiram de personagens do Monteiro Lobato, autor natural de Taubaté e cuja obra é tombada como patrimônio imaterial da cidade. Assim, uniu-se a obra com educação patrimonial por meio do patrimônio histórico material, a estação, com o patrimônio histórico imaterial, os personagens de Monteiro Lobato. Além das visitas guiadas, o Canteiro Aberto potencializou sua atividade na busca de legados intangíveis, já que, após a ação não se mensurou os resultados, mas quando idealizada trilhou-se o caminho da permanência afetiva cultural no público que teve contato com o patrimônio ferroviário. A iniciativa buscou ressignificar o uniforme dos funcionários por meio de arte, unindo símbolos do patrimônio industrial ferroviário e a cidade de Taubaté, o resultado foram novas camisetas de obra aos funcionários e, após desmobilização da obra, doação da arte aos artistas locais para produção de souvenirs. Essa iniciativa ilustra as possibilidades plurais que podem ser oferecidas à população quando há respeito ao processo de restauro pensado por pessoas para pessoas, pois nada vale restaurar sem garantir que o patrimônio seja acolhedor para nova apropriação, e assim formar novas experiências.
instituto nacional de educação de surdos - ines
Rio de Janeiro, RJ
Entre dezembro/2008 e abril de 2011 1913 a 1915 Estadual
Arquitetônica e artística
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
PRAÇA DOM PEDRO II
Manaus, AM Novembro de 2019 a agosto de 2020
1888
Municipal e federal
Arquitetônica
Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb)
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante:
FORTE NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS
Fernando de Noronha, PE dezembro de 2017 a março de 2020
1737
Federal
Arquitetônica
Iphan
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante:
Paulo Sérgio Galeão
Arquiteto do Iphan
Uma cápsula do tempo, uma caixa de madeira, com um diário, documentos e fotos do início do século passado, que estava guardada na parede da Igreja Matriz. (...) Com esse achado a gente teve a oportunidade de passar para o seu Ary (filho do antigo morador da cidade responsável pela montagem do acervo guardado na cápsula), em vida, um momento de emoção significativo.
Museunacional
Rio de Janeiro, RJ 2007 (1º restauro); 2021 (2º restauro); 2024 (3º restauro)
1803 e 1869
Federal
Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
Marília Chang
Coordenadora de obra
Solar Visconde do Rio Seco, imponente edificação do Centro Histórico do Rio de Janeiro, abrigou a realeza desde o início. Foi triste ter visto sua deterioração ao longo dos anos, seus pedaços faltantes. Pensar que seus salões de enormes pésdireitos receberam grandes personalidades como Machado de Assis é emocionante.
ESTAÇÃOFERROVIÁRIADE TAUBATÉ
JOCKEY CLUB SÃO PAULO
IGREJA MATRIZ PARAITINGA
são paulo
Salma Saddi Waress de Paiva
Historiadora e ex-superintendente do Iphan em Goiás
A igreja a que nos referimos é o maior e mais antigo patrimônio histórico de Goiás. Outrora, além de prestar-se ao batismo dos pagãos e às liturgias mais solenes, também oferecia seu solo sagrado ao sepultamento dos mais ilustres. Suas paredes em taipa de pilão testemunharam quase trezentos anos de vida comunitária. Se suas torres tivessem olhos, observariam o auge e o declínio da mineração, as festas do Divino Espírito Santo, os cavaleiros, os mascarados e o foguetório. Quanto foguetório!
Fernando Madeira
Arquiteto especialista em restauro
Construída em meados do século XVIII, a Igreja de Sant´Ana foi destruída por um incêndio no final do século XIX. De sólida construção, mantiveram -se preservados do incêndio somente suas fundações e arranques de pedra. A igreja permaneceu em ruínas até 1937, ano da transferência da capital do estado da Cidade de Goiás para Goiânia, quando recebeu do governo um projeto novo, monumental e eclético, de autoria do arquiteto carioca Gastão Bahiana. A reconstrução foi iniciada em 1954 e a igreja, embora precária e inacabada, foi reaberta aos fiéis na década seguinte.
No final da década de 1980, com recursos do IPHAN, a Catedral ganha um novo projeto que adota o partido de minimizar sua monumentalidade para integrá-la à malha urbana da cidade antiga, deixando visíveis as diferentes fases de sua história.
Esse projeto usou um artifício para reduzir a altura do monumento: valorizar as fachadas originais do século XVIII, pintando-as de branco, mantendo em tijolos aparentes o acréscimo do projeto da década de 1930. O resultado é extremamente positivo. Observando com certo recuo percebe-se que o edifício, ao demarcar sua escala original, voltou a integrar-se harmoniosamente à arquitetura e ao urbanismo da antiga Vila Boa, velha capital da Província de Goiás.
Palacete Tira Chapéu
Rio de Janeiro, RJ
Fevereiro de 2014 a março de 2016 1808 Federal
Arquitetônica e artística
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
André Garcia
Coordenador de obra
A primeira coisa que vem à cabeça quando eu lembro de Ponta Grossa é o local, que é muito bonito, com um pôr do sol maravilhoso. Realmente, a localização daquela fortaleza é muito bonita. Tivemos um bom relacionamento com a nossa fiscalização, apesar de termos enfrentado os problemas que chegaram junto com a pandemia. Com os lockdowns, a obra teve que ser paralisada e tiramos toda nossa equipe de Floripa, de uma vez. (...)Então, os principais serviços executados foram focados tanto na restauração da pietra rasa, que é a técnica de todos os contrafortes, com pedras aparentes com argamassa não nivelada, mas rasante, como também em acessibilidade: executamos um elevador dentro da casa do comandante e um de fora, com estrutura metálica e madeira.
FORTALEZA SANTO ANTÔNIO DE RATONES
Florianópolis, SC Dezembro de 2019 a janeiro de 2023
1740
Federal
Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
MERCADO MUNICIPAL DE GOIÁS
ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE GOIÂNIA
NOSSA SRA. ROSÁRIO PIRENÓPOLIS
CINEPIRINEUS
MUSEU DE ARTE SACRA DA BOA MORTE
CATEDRAL DE SANT’ANA
goiás
Derval Ferreira
Mestre de obras
A obra realizada na escultura de D. Pedro I, "Estátua Equestre" situada na Praça Tiradentes no Rio de Janeiro, foi um marco para a empresa Biapó e para mim, sendo uma restauração em bronze, ferro fundido e cantarias.O restauro contou com o auxílio de uma mão de obra especializada e diferenciada, uma vez que até então não havíamos feito nada nesse sentido. Acostumado em executar apenas restaurações em telhados, pinturas, taipas dentre outros esse foi um diferencial para mim como profissional. Na execução do serviço de limpeza, foi usado jateamento com granalha de aço nos gradis e lampiões de iluminação, já que a decapagem não obteve bom resultado em função da riqueza de detalhes deles. Na estátua, que é feita em bronze, a limpeza, no primeiro momento, foi simples com água e sabão. Em seguida, foi usado um produto denominado xilol como complemento da limpeza. Algumas peças que faltavam foram construídas e envelhecidas, tais como lanças, flechas e adornos. Enfim, foi um projeto inovador, prazeroso e de caráter somatório. Estávamos quase no término da obra, e estava acontecendo uma semana de artes, na cidade do Rio. Aí eles escolheram a obra da Praça Tiradentes para expor alguns desenhos, grafitaram o tapume, e fizeram show quase todos os dias, à tarde e à noite. Um show que chamou a atenção foi uma visita do Gilberto Gil. Outra curiosidade, na apresentação das peças faltantes do monumento, o restaurador foi apresentar para o Iphan e Prefeitura. Ele havia produzido aquelas peças há uma semana, mas ele conseguiu chegar com todas com a pátina 100% igual ao do monumento que estava há anos lá exposto pelo tempo. Nisso, o fiscal, que era químico, ficou impressionado pela aparência das peças, que não pareciam peças novas, pareciam peças antigas do monumento. Então ele perguntou o que ele usava para fazer aquela pátina tão perfeita. Ele andava sempre com uma latinha de cerveja na mão, então ele brincou com o químico que ele usava só cerveja para oxidar as peças. Isso aí foi uma surpresa pro químico, que pra chegar a envelhecer uma peça dessa, leva muitos anos, e ele conseguiu, de acordo com o que ele falou, em uma semana alcançar o resultado esperado.
BIBLIOTECA JOÃO B. P. EVANGELISTA
PRAÇA DOM PEDRO
TEATRO AMAZONAS
CASARÃO DAINOVAÇÃOCASSINA
Amazonas
PALACETE TIRA CHAPÉU
bahia
ESTAÇÃO FERROVIÁRIADE Goiânia
Goiânia, GO Dezembro de 2017 a maio de 2019
1950
Federal
Arquitetônica
Iphan-GO
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante
CATEDRAL DE SANT’ANA
Cidade de Goiás, GO
Setembro de 1996 a fevereiro de 1997 (1ª etapa); novembro de 1997 a fevereiro de 1998 (2ª etapa); agosto a outubro de 1998 (3ª etapa)
1743
1.224,30 m²
Manuel Antunes da Fonseca
Federal e estadual
Arquitetônica
Localização Período de restauração
Data de construção
Área coberta
Construtor
Proteções existentes
Obra de restauração
e
Biblioteca Municipal João Bosco Pantoja Evangelista
Manaus, AM Maio de 2019 a fevereiro de 2020
1908
Arquitetônica
Prefeitura de Manaus
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
Maria Andrade Leite
Integrante do projeto de inclusão social
Eu sempre gostei muito de história na escola, mas, engraçado, quando eu fui trabalhar na Biapó eu não sabia da história daqui, que foi o primeiro maior hospício da América Latina. Quando começaram as conversas sobre a exposição e nas aulas de Educação Patrimonial, e apareceu essa informação em pauta, eu fiquei encantada com isso. Então, foi muito importante pra mim, porque eu estava trabalhando na restauração de um patrimônio e estava restaurando o meu patrimônio.
Sandro Cunha
Escultor e mestre de obras
“Me deparo, Sandro, aos 27 anos restaurando a basílica de São Jesus de Matosinhos, sendo minha primeira obra como mestre de obras. Pense no tamanho do desafio. Para mim foi algo de outro mundo. De repente, estávamos restaurando 64 peças, esculturas de tamanho natural, do Mestre Aleijadinho. Foi uma vitória sem tamanho. Fomos restaurar uma pintura dentro da basílica que era do Mestre Ataíde. Portanto, essa obra estava cheia de desafios. Por isso, foi especial. Sou muito grato por ter feito parte dessa história. A obra São Jesus de Matosinhos tem um gostinho especial pelo fato de ser minha primeira obra como mestre de obras. E uma obra de uma importância tão grande, uma obra que é Patrimônio da Humanidade, só esse fato já assustaria qualquer um. Mas foi muito gratificante. Estou muito feliz. Emocionado por saber que faço parte dos 30 anos dessa empresa, que não é uma empresa qualquer. Tenho 21 anos de empresa, então pra mim é muito gratificante. Houve um dia muito especial, que eu estava no começo dos meus trabalhos como escultor, e eu estava passando a gostar muito de arte. E então eu tive que restaurar a escultura do Judas, da capela da Santa Ceia, eram peças em tamanho natural, e o pé direito de Judas não existia mais pois as pessoas atiravam pedra nele, então seu pé foi quebrando. Assim, a equipe de restauração me pediu para fazer um novo pé pro Judas. Aí isso pra mim é bem bacana, pois toda vez que eu vou lá eu tenho que mostrar pra alguém que aquele pé do Judas não foi Aleijadinho que fez, foi eu que fiz. Então isso pra mim é inesquecível.”
IGREJA MATRIZ PARAITINGA
São Luiz do Paraitinga, SP Fevereiro a outubro de 2010
Salvamento emergencial e restauro artístico
Estadual, federal
Iphan-SP
Cidade Período de restauração Proteção existente Obras de restauração Contratante:
MUSEU DA ABOLIÇÃO
Recife, PE
julho de 2020 a agosto de 2022
1957
Federal
Arquitetônica
Instituto Brasileiro de Museus (Ibram)
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante
MERCADOMUNICIPAL DE GOIÁS
Cidade de Goiás, GO Setembro de 2014 a setembro de 2016
1926
Federal, Unesco
Arquitetônica
Prefeitura de Goiás
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante
SANTUÁRIO CONGONHAS
Congonhas, MG Outubro de 1999 a julho de 2001 (1º momento); novembro de 2003 a dezembro de 2004 (2º momento); janeiro a dezembro de 2005 (3º momento)
1757 a 1765
Feliciano Mendes (basílica) | Aleijadinho (esculturas)
Federal, Unesco
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
THEATROSETE DE ABRIL
Pelotas, RS
Setembro de 2019 a janeiro de 2022
1833
Federal
Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
PRAINHA
Rio de Janeiro (RJ) Agosto/2013 a maio/2015
1ª Construção 1696 (Estimada) | 2ª Construção 1738
Padre Francisco da Motta
Federal
Arquitetônica
Localização
Período de restauração
Data de construção
Construtor
Proteções existentes
Obras de restauração
vanessa Dayane
Arquiteta residente
Trabalhar com restauro é desafiador, porque diferente de obras convencionais, no restauro é fundamental o desenvolvimento de métodos que se aplique especificamente aquele patrimônio a ser recuperado, o que por vezes requer discussões técnicas multidisciplinares. O MASP por exemplo é um dos maiores representantes da arquitetura moderna no Brasil, sendo um exemplar de uma excelente união entre a arquitetura e a engenharia, com grande relevância mundial, então é necessário uma restauração que respeite toda a sua autenticidade.
É com esse objetivo que estamos trabalhando.
O olhar do restaurador requer cuidado, nós como uma empresa de restauro buscamos respeitar o existente, para ressaltar o significado daquele bem que estamos restaurando, garantindo assim que os seus atributos e valores sejam preservados.
Essa premissa básica nós procuramos enfatizar para todos os colaboradores da obra, com aulas de educação patrimonial no canteiro e ações que aproximam a equipe de campo com o patrimônio, criando uma relação de afeto e pertencimento do processo.
Acreditamos que o resultado de uma boa qualidade técnica esperada na restauração é de se fazer história com respeito e garantia da significância cultural do patrimônio.
MINISTÉRIO DA ECONOMIA
Rio de Janeiro, RJ Abril de 2021 a março de 2023
1943
Federal
Arquitetônica e artística
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
FORTALEZA SÃO JOSÉ DA PONTA GROSSA
Florianópolis, SC
dezembro de 2019 a dezembro de 2022
1740
Federal
Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
Desde sua fundação, a Construtora Biapó adota uma postura socialmente responsável, considerando os interesses de empregados, fornecedores, clientes, comunidade, sociedade e meio ambiente. Nosso compromisso vai além da restauração, investindo na qualificação profissional e na relação dos indivíduos com seu contexto social, visando formar cidadãos mais preparados para a vida profissional e social.
Os princípios de cidadania e responsabilidade social foram integrados à gestão por meio do Programa Biapó Além dos Números, que é dividido em dois eixos: ações internas (com os projetos Biapó em sua Casa, Educação Patrimonial e Cidadania, Alfabetização de Jovens e Adultos Trabalhadores, Bônus Familiar) e ações externas (com Inclusão Social pelo Trabalho e Canteiro Aberto). Essas iniciativas são geridas pelo Instituto Biapó, que adota um novo modelo de gestão. Os resultados desses programas são motivo de orgulho para a empresa e foram reconhecidos com importantes premiações como Prêmio Rodrigo Melo de Andrade (IPHAN) e Prêmio SESI de qualidade no trabalho.
além dos números
Célia Moisés
Engenheira coordenadora da obra
A obra do Ministério da Economia começou no início de 2021. E durante o período de toda a obra, passamos por vários desafios, do mesmo modo que tivemos muitos aprendizados. Com pouco tempo de obra, teve início a pandemia da Covid 19, e em nosso canteiro tínhamos mais de cem funcionários, devido às proporções da obra, de um prédio bastante grande e alto. Seguindo todos os protocolos que a pandemia exigia, conseguimos manter a obra em funcionamento. Haviam treinamentos em obra, praticamente duas vezes ao mês, explicando as condutas necessárias para que a obra pudesse prosseguir. Naquele ano várias obras da Biapó tiveram que dar uma pausa.
Quando começamos a obra, não sabíamos por onde começar, com tanta frente de serviço, com um volume imenso de esquadrias de madeira e ferro, quase três mil unidades, incluindo os imensos portões.
Para trabalhar nas fachadas, montamos e desmontamos toneladas e toneladas de andaimes. Tínhamos equipes exclusivas para montagem e desmontagem de andaimes. Um fato que pra mim foi riquíssimo, foi a descoberta, através das nossas pesquisas sobre o histórico do prédio, do fornecedor da tinta utilizada no restauro de 50 anos antes. Entramos em contato e conseguimos adquirir as tintas com a mesma especificação e tonalidade.
Nós restauramos todos os elementos em bronze, que encontravam-se todos repintados e através de testes descobrimos que todos aqueles elementos eram originalmente dourados. Foi uma grande surpresa para todos. Restauramos também as duas estátuas no terraço do quarto andar, e todos os painéis do Paulo Werneck. Na época, descobrimos uma exposição que através dela, conseguimos contactar o curador, que é parente do Paulo Werneck. Esse contato rendeu a doação de várias pastilhas originais dos painéis do prédio do ministério. Isso foi muito gratificante para nós, que utilizamos as pastilhas para fazer a reposição das peças faltantes dos painéis.
E assim, durante todo o período da obra, a gente trabalhou na fachada externa, quanto nas esquadrias externas também. O maior desafio que a gente encontrou foi trabalhar com o Prédio e Ministério da Economia 100% funcionando. A gente tinha muitas dificuldades em trabalhar em alguns órgãos, que era tipo Receita Federal, Polícia Federal. Mas a gente, com jeitinho, fomos fazendo amizade com o pessoal e conseguimos entrar nos órgãos para fazer as restaurações das esquadrias internas, que eram muitas.
A nossa equipe de obra do administrativo era tão pequena, mas parece que eram tantos os desafios que a gente encontrava, e tudo ia se resolvendo de uma forma impressionante.
O Carlão, o mestre de obra, e o Rogério, tinham um engajamento impressionante.10 Na obra do Ministério, eu fui a engenheira residente responsável por toda a obra, e também fui responsável pela parte de Engenharia e Segurança do Trabalho, que tenho formação. Os fiscais iam com frequência na obra e não levamos nenhuma multa, porque realmente seguíamos rigorosamente todos os protocolos de saúde e segurança do trabalho. Mesmo com toda a complexidade dos serviços e trabalhos em altura, também não tivemos registro de nenhum acidente durante o período de toda a obra.
João Marcos Cardoso
Pintor de obras
Uma das coisas que me deixa mais alegre, sobre a obra de restauro do INES, é que, como eu era um dos encarregados da pintura, eu trabalhava junto das pessoas surdas, do programa de inclusão. Para nos comunicarmos com eles, tinha que saber o modo certo de falar e eu não entendia o que eles falavam. Em um dia, que eu me recordo muito bem, eu precisava explicar o serviço para um dos funcionários da inclusão, então eu peguei 4 pincéis, mostrei eles, cada um de uma espessura (um era número 1, outro número 2, outro 3 e outro 4) e tentei me comunicar, explicando que toda vez que eu fosse pedir uma tinta, que eu mostraria para ele o tipo de pincel que deveria usar. Eu não sabia me expressar muito bem com os surdos, então eu procurei um modo de explicar, mostrando na prática. Com nosso convívio eu comecei a entender ele, e ele começou a me entender e se desenvolveu muito na pintura. Isso é uma coisa que eu guardo no meu coração, com toda felicidade, de saber que na Biapó não tem diferença, se for surdo, se for mudo, se for deficiente visual, a Biapó é uma empresa que luta pelas famílias e que considero como minha família.
JÉSSICA MARQUES
Coordenadora de obra
Eu acredito que restaurar é um trabalho muito artesanal, quase como arte, tem que ser seguido pelo coração. Anteriormente, já havia vivido o trabalho de restauro enquanto projeto e também na execução, mas acredito que foi na Biapó que eu senti um pouco do coração, de como a gente pode fazer escolhas necessárias e importantes, escutando a nossa própria intuição para sempre alcançar o melhor resultado. Então, a minha experiência no Jockey, numa obra pela Biapó, teve essa característica principal. Entender o que é técnico, entender o fazer necessário para isso, entender os processos e procedimentos necessários, mas principalmente enxergar com clareza o que o edifício pede. Uma coisa que os meus professores de mestrado sempre dizem é que os edifícios falam, então eles de alguma maneira nos conduzem a como que devemos tratar tal situação, e a Biapó tem isso em todos os seus processos. Isso ficou muito enraizado em mim e levo comigo adiante.
No Jockey executamos uma obra de restauro propriamente dita, muito elegante, que precisou ser muito limpa. E tivemos o grande desafio de ter que lidar com as pessoas convivendo naquele espaço, com os eventos que aconteciam nos finais de semana, e acredito que conseguimos conduzir com maestria a parte de todos envolvidos no processo.
Wagner Matias de Souza
Restaurador e coordenador de obra
Foi no meio da estrada que tive a noticia que começaríamos uma obra de grande importância, projetada por Oscar Niemeyer, ornamentada com os trabalhos de Cândido Portinari, Paulo Werneck, Burle Marx e Alfredo Ceschiatti. E foi lá que mais uma vez tive grandes oportunidades de aprendizado, pois trabalhar em uma obra de tal complexidade e com tantos artistas envolvidos é uma verdadeira lição de vida. Felizmente conseguimos concluir todos os trabalhos previstos e seus aditivos dentro do prazo programado. E como bônus, no ano seguinte recebemos da Revista 4 Rodas o premio de melhor obra do ano de 2004.
Walter Vilhena
Engenheiro Consultor
Obras de restauração sempre provocam preocupações, desafios, medos, técnica, surpresas, e ao vencer cada dificuldade nos emocionamos, somos agraciados pelos prazeres e satisfações, ficamos felizes e alegres, mas.... existem algumas “coisas” nas obras que pouco nos importamos, por assim dizer, mas que é vital, sem eles as obras não andam, são os andaimes, um bom andaime faz a diferença para se realizar uma boa obra de restauro. Nesses 30 anos posso lembrar de 3 obras em que os andaimes foram uma obra prima a parte dentro da obra de restauro: andaime móvel na nave da Igreja Matriz de Pirenópolis, após o incêndio; andaime metálico junto da fachada principal do Hotel Glória (Rio de Janeiro, RJ), sobre uma laje não confiável; e andaime no restauro da Igreja de São Francisco da Prainha, no Rio de Janeiro. Sobre a Igreja da Prainha, para se fazer as obras de restauração, o desafio era como montar um andaime e uma cobertura provisória sobre a igreja, pois o espaço entre a parede da igreja e as fachadas das casas laterais era de 2 metros, as fundações para os pilares da cobertura era problemática, pois, a igreja estava sobre rocha e terreno arqueológico, o que não era contemplado pelo contrato, não tínhamos acesso de nenhum tipo de veículo no entorno da igreja, muito menos pensar em um guincho para levantar uma estrutura metálica provisória. Partimos para pensar num brinquedo de criança, um lego, qual tipo de andaime e cobertura poderíamos fazer com peças de montar uma a uma, leve o suficiente para que um homem pudesse movimentá-la em qualquer direção? Sim achamos, é possível montar um andaime e uma cobertura com tubos metálicos e abraçadeiras, e isso existe para utilizarmos. Fizemos um projeto e necessitamos de duas peças especiais, construídas e reaproveitáveis em outras obras, um aparelho de apoio das vigas da cobertura sobre o andaime e uma peça para a cumeeira. Bem, e o andaime? Esse, construímos uma base em concreto para cada pé, sobre a pavimentação e sem danificá-la, e ancoramos o andaime na parede da igreja, que é em pedra de mão. De novo conseguimos! O grande prazer e satisfação foi ver o brinquedo sendo montado sem produzir nenhuma trinca na alvenaria, e a cobertura, dia a dia, sendo montada com tranquilidade, segurança e por fim exercendo a finalidade para que foi construída, ou seja, proteger o monumento para que se possa restaurá-lo.
PAMPULHA
Belo Horizonte, MG Setembro de 2004 a maio de 2006
1942
419,85 m²
Municipal, estadual, federal
Cidade Período de restauração Data da construção Área cobertas
Proteções existente
Laurent Troost Architectures
Autor do projeto arquitetônico
No caso do Cassina, a preservação do estado de ruína tornou a intervenção um manifesto, por ser também a última fachada com argamassa pigmentada com pó de arenito vermelho. Para tornar visível essa especificidade e paralisar a sua degradação, foram realizados minuciosos trabalhos de restauro.
Ainda relacionado ao imaginário das ruínas, o Cassina abriga um exuberante jardim atrás da fachada principal. Quem acessa o prédio pela passarela que atravessa o vazio sobre o jardim lembra a razão intrínseca de Manaus: a floresta amazônica. Este exuberante jardim tropical, associado a vidros, transparências e reflexos, mistura a história da ruína de Cassina com o futuro da Casa da Inovação em um espaço associado a tecnologia, virtualidade e contemporaneidade. (...)
Por meio da inserção de uma floresta tropical e de uma estrutura de aço industrial nas ruínas de uma casa histórica, o Cassina é a síntese dos ciclos econômicos de Manaus: a era da borracha, seu declínio, a era do Distrito Industrial e a era da nova economia digital.
Luciana Pappacena
Arquiteta residente
Voltei de Manaus depois de ter passado uma temporada trabalhando no Teatro Amazonas, o momento era de muita aflição e temor para todos , pois estávamos em plena pandemia , viemos de lá direto para o novo desafio que era coordenar, a obra de Pré-Consolidação e Proteção de Bens Integrados do Interior do Paço de São Cristóvão e do Jardim das Princesas, no Museu Nacional .
Desafios atrás de desafios, enfrentar a dor e o luto, de ver toda a destruição que o incêndio havia causado no interior do Museu Nacional ao vivo e em cinzas , que era inacreditável de imaginar e que eu só havia visto através da TV até aquele momento, foi pior , pois era real e totalmente impactante. Inicialmente enfrentar aquela realidade e aquele cenário cotidianamente seria muito difícil, mas acaba que a gente que trabalha com o patrimônio nesse país, tenha essa sina de enfrentar essa dura realidade. A realidade e o enfrentamento da reconstrução de muitos imóveis de valor cultural, largados a sua própria sorte e que na verdade são de grande importância para manter viva a nossa história e identidade como é o caso desse prédio de mais ou menos dois séculos .
E aí.. como trabalhamos em equipes, e muitos de nós vivemos da paixão pela reconstrução/restauração do nosso patrimônio fomos arranjando formas de nos apoiarmos, dia após dia, o trabalho e o esforço de cada um dos colaboradores da equipe ali presentes, naqueles meses significou a esperança da reconstrução e o orgulho de estar contribuindo para uma nova história que estava sendo delineada para o Museu Nacional .
Foram 8 meses de obra, um tempo curto para tantos serviços a serem executados. Inclusive porque além da dimensão dos espaços, em muitos casos era difícil até reconhecer os elementos que deveriam ser tratados.
Pois a exposição ao calor elevado, que o imóvel sofreu internamente, durante o incêndio foi estimado em cerca de 700 graus Celsius, deformando as estruturas dos pavimentos, danificando em muitos casos os forros entre os pavimentos e perdendo o conjunto dos elementos do interior do imóvel.
E nesse cenário, como já mencionei, os serviços que a Biapó estava sendo contratada, eram diversos e todos ligados as ações de pré-consolidação e proteção dos bens integrados remanescentes na área interna e também incluía serviços de limpeza e a proteção dos Jardins da Princesas e do chafariz existente no pátio interno. Os serviços variados consistiam principalmente em limpeza de todas as peças, recompor a volumetria dos diferentes tipos de ornamentação remanescente, reproduzir os ornatos fazendo moldes, e proteger tudo, garantindo que todos os elementos se mantivessem preservados volumetricamente até que a etapa da obra de recuperação / restauração dos interiores do Paço fosse iniciada. De acordo com o projeto de restauro do Paço, que a época ainda estava sendo iniciado.
Relembrar agora esse trabalho é muito gratificante e vai ficar na memória para sempre. Depois de rever fotos, relatórios e a documentação técnica produzida a época, posso dizer que esse foi um dos trabalhos mais marcante da minha vida.
FORT. NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS
MUSEU DA ABOLIÇÃO
Pernambuco
Museunacional
Rio de Janeiro, RJ 2007 (1º restauro); 2021 (2º restauro); 2024 (3º restauro)
1803 e 1869
Federal
Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
ARMAZÉM MACEDO
paraná
JOCKEY CLUBSÃO PAULO
São Paulo, SP Março de 2020 a dezembro de 2022 1941 Estadual
Arquitetônica e artística
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
Renato Remiro
Arquiteto residente
Desde o início, com a implantação do canteiro de obras, ficou claro que essa restauração seria um desafio interessante. Trabalhar de perto com os funcionários foi essencial para entender melhor os processos de restauração e criar um ambiente de trabalho colaborativo e motivador. Cada detalhe original foi estudado com cuidado para manter a integridade e a autenticidade do edifício.[...]Estar perto dos trabalhadores no dia a dia foi uma experiência enriquecedora. Pude acompanhar de perto técnicas de construção e restauração. Esse aprendizado prático, junto com o conhecimento técnico, enriqueceu minha capacidade de coordenar futuras obras de restauração com sensibilidade e respeito pelo patrimônio histórico. Colaborar com a prefeitura de Cachoeira do Sul, o IPHAN e os órgãos de fiscalização foi crucial. As reuniões que tivemos serviram para ajustar os planos de restauração, garantindo que todas as intervenções fossem aprovadas e seguissem as diretrizes de preservação do patrimônio histórico. Essa parceria facilitou a resolução de desafios ao longo do caminho.
FORTALEZA SÃO JOSÉ DA PONTA GROSSA
FORTALEZA DE SANTO ANT. DE RATONES
santa catarina
Andrey Rosenthal Schlee
Arquiteto e diretor do Departamento de Patrimônio Material do Iphan
No final da década de 1980, quando houve um momento muito triste para o patrimônio pelotense, que corresponde à destruição dos edifícios ecléticos do centro da cidade… nós, jovens arquitetos, junto com os professores da Universidade Federal de Pelotas e outros ativistas da cultura, nos unimos e lançamos no Theatro 7 de Abril uma grande campanha chamada “SOS Memória, não destrua o passado desta cidade
FAZENDASANTA EUFRÁSIA
Vassouras, RJ
Fevereiro/2018 a maio/2019 1830 Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Obras de restauração
Mirela Leite de Araújo
Diretora do Museu da Abolição
A obra realizada no Museu da Abolição foi a mais completa obra de infraestrutura desde a década de 1980. Foram realizadas intervenções no prédio que não apenas contemplaram as melhores condições de segurança para o edifício, acervos e públicos, mas também proporcionaram novos e melhores espaços para a produção cultural e artística da população afrodescendente em Recife.
BANRISUL
Cachoeira do Sul, RS Outubro de 2021 a maio de 2023
1910
Estadual
Arquitetônica
Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A.
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante:
Definitivo - Museu do humano artefato
Instituto Biapó
Created on October 9, 2024
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Transcript
museu do humano
artefato
Sobre o museu
memórias
sobre a biapó
A qualidade do humano não se encerra em si, expande em movimento contínuo, evoca e transcende experiências – ela se faz artefato. O Museu do Humano Artefato é a vontade de buscar a essência que vive na efemeridade do trato com o patrimônio cultural e que pode, assim, perdurar pelo seu registro. Essa essência, aqui, é depoimento construído com o afago da memória e que repousa sobre a materialidade de processos e de lugares. Assim, o acervo do MHA é composto pela bela poesia dos fazeres, no cotidiano do restauro, construída na memória e refletida nos lugares em que o humano outrora ocupou. Ao completar 35 anos, a Construtora Biapó traz a conhecer a ressonância de sua primazia e excelência no restauro de bens culturais. O Museu do Humano Artefato é uma chave para dizer: o quê guardamos? Queremos lhe mostrar. Ótima visita!
sobre omuseu do humano artefato
ACESSE OS RELATOS DAS OBRAS A PARTIR DOS ESTADOS NACIONAIS
CENTRO DE REFERÊNCIA DO ARTESANATO BRASILEIRO
Rio de Janeiro (RJ)
palacetetira chapéu
Salvador (BA)
FAZENDA SANTA EUFRÁSIA
Vassouras (RJ)
jockey clubsão paulo
São Paulo (SP)
FORTALEZASÃO JOSÉ DA PONTA GROSSA
Florianópolis (SC)
MUSEU DAABOLIÇÃO
Recife (PE)
FORTALEZADE SANTO ANT. DE RATONES
Florianópolis (SC)
ARMAZÉMMACEDO
Antonina (PR)
IgrejaMatriz PARAITINGA
São Luiz do Paraitinga (SP)
FORTE NOSSASENHORA DOS REMÉDIOS
Fernando de Noronha (PE)
TheatroSete de Abril
Pelotas (RS)
MUSEU DEARTE SACRA DA BOA MORTE
Goiás (GO)
CATEDRALDE SANT’ANA
Goiás (GO)
Biblioteca MunicipalJoão Bosco Pantoja Evangelista
Manaus (AM)
instituto nacionalde educação de surdos - ines
Rio de Janeiro (RJ)
ESTAÇÃOFERROVIÁRIA DE TAUBATÉ
Taubaté (SP)
MINISTÉRIO DAECONOMIA
Rio de Janeiro (RJ)
PRAÇATIRADENTES
Rio de Janeiro (RJ)
CASARÃO DAINOVAÇÃO CASSINA
Manaus (AM)
PRAINHA
Rio de Janeiro (RJ)
BANRISUL
Cachoeira do Sul (RS)
Museunacional
Rio de Janeiro (RJ)
MERCADOMUNICIPAL DE GOIÁS
Goiás (GO)
PRAÇADOM PEDRO II
Manaus (AM)
Teatro amazonas
Manaus (AM)
ESTAÇÃOFERROVIÁRIA DE GOIÂNIA
Goiânia (GO)
UFRJ
Rio de Janeiro (RJ)
PAMPULHA
Belo Horizonte (MG)
IGREJA NOSSA SENHORA ROSÁRIO PIRENÓPOLIS
Pirenópolis (GO)
Masp
São Paulo (SP)
SANTUÁRIOCONGONHAS
Congonhas (MG)
CINEPIRINEUS
Pirenópolis (GO)
sobre
A Construtora Biapó, fundada em 1989 em Goiânia, é especializada no restauro de patrimônios históricos e culturais, atuando em todo o território brasileiro, preservando a arte, história, memória e identidade nacionais.Derivado do tupi-guarani, o nome da empresa exprime em seu significado “o produto do trabalho”, “a obra” ou “o artefato”, essência do ofício ao qual se dedica. Desde o início, a Biapó adota uma postura responsável, com boas práticas socioculturais e ambientais, desenvolvendo programas que fortalecem sua cultura institucional. Com esses valores, a empresa busca ser uma referência na área de restauração e no cultivo de um relacionamento ético com seus diversos públicos, incluindo parceiros, parceiras, trabalhadores e trabalhadoras.
ACESSE NOSSASREDES SOCIAIS
CONHEÇA O PROGRAMA ALÉM DOS NÚMEROS
Antolinda Baia Borges
Ex-funcionária do Iphan e fundadora do museu
O museu estava lindo. Está muito no meu coração. Eu dediquei uma vida, foram 68 anos dedicados ao Museu de Arte Sacra. Era um ideal meu. Pela minha convivência com Frei Simão e Dom Cândido, eles me ensinaram muito a preservar e amar a cultura de um povo. E isso me valeu muito.
SANTUÁRIO CONGONHAS
PAMPULHA
minas gerais
Simone Viana de Siqueira
Arquiteta residente
Só quem passa pela experiência de viver numa ilha pode compreender a dinâmica e a intensidade desse isolamento. O desafio aliado ao compromisso foi a fórmula que alimentou a alma da equipe Biapó nestes quase dois anos de obras, em ações que só foram possíveis porque todas as pessoas envolvidas se sentiram valorizadas. A restauração do Forte de Nossa Senhora dos Remédios ultrapassou os limites das muralhas de pedra que o cercam e se estendeu a toda a ilha, através de ações sociais e culturais que visavam a resgatar a autoestima das pessoas.
NAYARA ALENCAR
Auxiliar Administrativa
Minha trajetória na Biapó começou em 2019, mas eu já conhecia a empresa através da minha mãe, que trabalhou no restauro do Mercado Adolpho Lisboa, lá em Manaus, em 2011. Para essa obra foi contratada toda a turma de mulheres do curso de ceramista que minha mãe estava concluindo. Elas trabalharam com a recolocação de cerâmicas, bastante pequenas, trabalho minucioso, e foi algo que deu muito certo, principalmente por nós mulheres sermos mais detalhistas. Depois de alguns anos, a Biapó voltou a ter obras em Manaus, mas infelizmente minha mãe não pôde voltar a trabalhar, e é nesse momento que eu entro na Biapó, como auxiliar administrativa, na obra de restauro do Pavilhão Universal, onde surgiu a ideia de chamar somente mulheres para trabalhar na obra. Porem, haviam os serviços que eram muito pesados que precisavam da ajuda de homens. Por esse motivo, a obra foi executada por mão de obra, em maioria feminina, com a participação de 6 ou 7 homens apenas. Foi algo que deu muito certo. As mulheres se mostravam detalhistas, com intuito de aprender e de crescer dentro da empresa, tanto é que algumas delas saíram da obra do pavilhão com um novo ofício, por exemplo, uma saiu soldadora, outra como pedreira. Posteriormente, essa mão de obra feminina foi transferida para a obra da Biblioteca, onde elas tiveram a oportunidade de trabalhar com algo mais minucioso como no restauro das pinturas, juntamente com outras mulheres que foram contratadas para aquela obra. E ficou muito lindo, maravilhoso. Algumas mulheres se destacaram e foram transferidas para outras obras, após o término da Biblioteca, indo para além do estado de Manaus. Hoje, estou no sexto restauro que participei com a Biapó, e guardo a Biblioteca com muito carinho, como uma obra que tive muito prazer em participar e que ficou linda!
ADRIANO CARVALHO
Gerente de obra
Essa obra pra mim foi um desafio inicial, pois foi a primeira obra que fiz como gerente. Então, nesse caso, já foi um desafio pessoal muito grande, assumindo uma nova função com tudo muito novo. Além disso, era uma obra relativamente grande, do PAC Cidades históricas, que previa o remanejamento de todos os permissionários, que trabalhavam no Mercado, para um local provisório do outro lado do rio. Mas em conversas, propusemos à prefeitura de Goiás executar a obra sem desalojar os permissionários, para que o Mercado continuasse vivo, questões que a gente sempre se preocupa na Biapó. Tivemos, então, essa intenção e empenho de impactar o menos possível o comércio no local. Costumava dizer que estávamos trocando a roda, com o carro andando. Outro desafio fantástico, característica peculiar dos habitantes da Cidade de Goiás, é que toda a cidade se envolve na obra. Então, o envolvimento da comunidade na obra resultou em vários ajustes no projeto, com base nos anseios que eram expressados. Uma das coisas que me chamou muita atenção foi o bloquete de concreto, piso construído ali por volta da década de 50, que revelou uma resistência muito alta nas análises, por volta de 80 mpa, difícil demais de demolir as partes que precisavam. Por fim, recordo com carinho dessa obra por ter tido participação intensa da Tia Tó, como apoio nosso na Pousada do Sol, onde se instalou nosso escritório por algum tempo. Ela sempre trazendo também suas contribuições para o projeto e manifestando suas opiniões.
Francisco Rogério "russo"
Mestre de obras
No início tivemos algumas dificuldades com mão de obra para formar equipe. Tivemos dificuldade de fornecedores até começarmos a restauração. Tivemos que dar várias palestras para os nossos colaboradores aprenderem a arte do restauro , teve um episódio muito engraçado eu pedi para um dos colaboradores desmontar uma parede no Armazém anexo , ele começou a demolir a parede com tudo kkk, quando eu disse não é assim, tem que tirar tijolo por tijolo, limpar e guardar, ele disse pra quê isso , é entulho, eu disse a ele isto é reaproveitamento de material que não se fábrica mais, isto é restauração. Na questão de equipe tivemos um bom reforço do pessoal do Rio de janeiro uma boa parte contratamos da cidade. Na parte da restauração foi tranquilo, pois o Armazém Macedo é tombado e conhecido como ruínas de Antonina, a ideia era manter o máximo das ruínas intacta, as intervenções foi mais para manter e fortalecer as estruturas. Inclusive neste período tivemos diversas visitas dos especialistas em estruturas arruinadas , como foi a questão de um dos paredões que estava com o risco de tombar por causa do tempo que ficou exposto e da obra convencional que estava por sequência. Surgiu a ideia e os projetos de fazermos um cinturão de viga de concreto dentro deste paredão sem comprometer a estrutura e a vista desses paredões que particularmente pra mim é a parte mais bonita dessa obra , que é a preservação.
PRAÇA TIRADENTES
Rio de Janeiro, RJ Janeiro a dezembro de 2005 1855 a 1862 Estadual, federal Artística Fundação de Parques e Jardins da Cidade do Rio de Janeiro
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante
teatroamazonas
Manaus, AM Janeiro de 2020 a dezembro de 2021 1896 Municipal e federal Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
gabriel Côrtes
Arquiteto residente
Esta obra se entrelaça profundamente com minha vida. Era minha primeira restauração, e eu estava muito atento, receoso e dedicado para que tudo saísse conforme as expectativas. Aos poucos, o caos da obra foi dando lugar à ordem: granitina finalizada, painéis de Confaloni reconfigurados, paredes pintadas e paisagismo trazendo vida. Ao mesmo tempo, esperávamos nosso primeiro filho, João. Na obra, todos conheciam a Fabiana, que também trabalhava na Biapó, desde os fiscais aos operários, então era comum ouvir perguntas como: "Como está o João?", "Quando ele chega?", "A barriga está grande?" João nasceu em outubro de 2018 e a obra terminou em maio de 2019. A vida nos presenteou com esta metáfora: nosso filho para a família, a estação para Goiânia. Goiânia, jovem em sua noção de patrimônio, ganhou um edifício restaurado, trazendo mais pertencimento aos goianienses. Um edifício restaurado e bonito, como um livro antigo com muitas páginas em branco, pronto para novas histórias.
CASARÃO DA INOVAÇÃO CASSINA
Manaus, AM Agosto de 2019 a novembro de 2020 1899 Municipal e federal Arquitetônica Prefeitura de Manaus Laurent Troost Architectures
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante Projeto arquitetônico
MUSEU DE ARTE SACRA DA BOA MORTE
Cidade de Goiás, GO Janeiro de 1995 a maio de 1996 Concluída em 1779 Estadual e federal Arquitetônica e artística Obras Sociais da Diocese de Goiás
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante
Délio Souza
Encarregado de obras
Construtora Biapo, minha amiga, meu destino. Quando fui para Manaus, trabalhar na administração das obras, tive a oportunidade de trabalhar além da administração, mas também em algumas obras e e restauração - Mercado Adolpho Lisboa, Teatro, Câmara, entre outras. A que mais me marcou foi o restauro da praça Dom Pedro, mais conhecida como praça das primas, onde tive a honra de ser convidado para trabalhar como encarregado de obras. Esse bem tombado, com uma linda fonte ao centro (que não funcionava há muitos anos), arborizado com deliciosas arvores frutíferas e árvores de grande porte para de madeira de Lei, possui uma localização estratégica entre grandes obras que a Construtora Biapó realizou - de um lado o magnífico Hotel Cassina, de outro o Paço Municipal, e nas proximidades o prédio do IPHAN e a Câmara Municipal. Impressionante foram os achados arqueológicos, muretas, pedaços de vasos e louças, que foram devidamente bem tratados como se deve ser. Haviam vasos deixados pelos antepassados, e foi aí que conheci, através da história da praça, que ali, antes de se tornar praça, era um cemitério indígena. Uma praça preservada e restaurada, sem sair de suas origens como praça. Foi uma grande satisfação poder participar dessa obra de restauração que envolveu todos os seus elementos - coreto, fonte, postes, bancos - e também de revitalização da parte da rede pluvial e eletrica.
Jackson Freitas
Engenheiro residente
Um dos pontos marcantes da obra do Palacete Tira Chapéu foi o restauro dos vitrais. Primeiro, foi necessário promover a proteção de todos os vitrais, com madeirite dos dois lados, porque o risco de danificar é muito grande durante a movimentação da obra. No nosso primeiro contato com um dos vitrais, percebemos que havia água da chuva caindo diretamente nele. Então, além de extinguirmos a infiltração, fizemos a proteção do vitral com madeirite para garantir a segurança dele até antes mesmo de restaurar. Durante o restauro, juntamente com uma parceria com a empresa Matias Restauração, fizemos o trabalho de recuperação de cada parte do vitral, com limpeza e recuperação da estrutura do vitral, que é como se fosse uma peça metálica, e repondo as partes faltantes, que não eram muitas, eram cinco apenas. Portanto, a maioria do vitral é original. No geral, essa obra é muito rica no quesito restauro, onde muitas pinturas originais foram resgatadas. Foi realizada a decapagem da pintura que estava cobrindo a pintura original. Então, praticamente todos os cômodos tinham uma pintura histórica original, com seus desenhos, e que passaram por reintegração e restauração.
Jorge Silva Campana
Engenheiro residente
O nosso contrato com o Teatro Amazonas foi para restaurar as instalações e fazer toda a proteção contra incêndio, colocar o para-raios e, obviamente, por conta disso, a pintura da fachada. O para-raios instalado lá foi um para-raios francês, que já tem pelo menos vinte anos no mercado europeu, e há pelo menos dez anos está sendo instalado em toda a Zona Franca de Manaus. Esse aparelho é uma bomba de íons; quando a atmosfera está carregada, ele emite íons para anular os raios. É extremamente eficiente e cobre 300 metros de raio de proteção, necessitando de apenas duas descidas de cordoalhas. Isso contribuiu muito, porque a fachada de lá tem vários tipos de argamassa e seria muito complicado rasgar ela toda com um sistema de gaiola de Faraday tradicional. (...) Criamos um protocolo bem severo de segurança por conta da história da Covid. O nosso pessoal passava quase o tempo todo tomando banho de álcool, todo mundo protegido. Nunca tinha três pessoas juntas. Assim, conseguimos finalizar a obra sem nenhum caso de Covid no canteiro. .
ufrj
Rio de Janeiro, RJ 1852 Arquitetos Domingos Monteiro, José Maria Rebelo e Joaquim Cândido Guillobel Federal Maio a novembro de 2011 Salvamento emergencial e restauro arquitetônico e artístico Maio de 2015 a agosto de 2019 Arquitetônica e artística
Cidade Período de restauração Autores Proteção existente Salvamento emergencial Obras Palácio Universitário da UFRJ Obras de restauração
CENTRODE REFERÊNCIA DO ARTESANATO BRASILEIRO
Rio de Janeiro, RJ Fevereiro de 2014 a março de 2016 1808 Federal Arquitetônica e artística
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
Silvio Cavalcante
Arquiteto especialista em restauro
Por um lado, foi preservada a técnica construtiva da gaiola de madeira, reconstruída, em respeito à habilidade carapina, com encaixes de madeira, o que resultou em uma obra com madeiras de lei totalmente encaixadas, sem qualquer tipo de parafuso ou ligação metálica entre as peças.
ARMAZÉM MACEDO
Antonina, PR Julho de 2018 a maio de 2020 Federal Arquitetônica
Cidade Período de restauração Proteção existente Obras de restauração
ESTAÇÃO FERROVIÁRIADE TAUBATÉ
Taubaté, SP Janeiro de 2023 a fevereiro de 2024 1876 Municipal e Federal Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
Isabella Rocha
Arquiteta residente
Foi um longo período de afastamento social, com impacto em fornecimento de materiais e prazos de atendimento. Tudo atrelado ainda à busca por estratégias para superar as previsões de vento forte e mar revolto. Mas, com muito entrosamento da equipe e dedicação constante para fluidez da obra, foi possível entregarmos o conjunto restaurado, com maior acessibilidade, sistema próprio de energia elétrica, reaproveitamento de águas de chuva, áreas para exposições e eventos. Desenvolvemos também algumas ações ambientais bem interessantes. Logo que iniciamos a obra, constatamos um volume de pequenos barcos sem uso na ilha, e apresentamos a ideia de criação de hortas no interior desses barcos, visando a redução de resíduos orgânicos através da compostagem e o estímulo ao consumo de vegetais e temperos colhidos fresquinhos, produzidos pela própria equipe.
BANRISUL
THEATRO SETE DE ABRIL
rio grande do sul
CAMILA FURLONI
Coordenadora de obra
A obra de restauração da Fazenda Santa Eufrásia foi muito intensa: uma obra de muitos desafios e dificuldades, mas também de muito aprendizado, realização e crescimento para toda equipe. A Biapó conseguiu cumprir à risca o prazo planejado de 15 meses, apesar de, a princípio, parecer uma missão impossível. Como desafios posso citar alguns: a obra estava localizada em área rural de município localizado a 2 horas de distância da capital do estado do RJ e, portanto, já de início, era difícil a entrega de materiais, principalmente em período de chuva, ocasião em que as estradas de acesso ficavam alagadas ou enlameadas. O alagamento de uma das estradas foi responsável, anos antes da obra, pelo desmoronamento do Armazém – prédio localizado a cerca de 1km da Casa Sede da Fazenda e que passou por processo de reconstrução total durante a obra. Enquanto o represamento da água no local era solucionado pela contratante, a Biapó fabricou ao longo de toda obra milhares de tijolos de adobe por meio de técnica tradicional – amassando barro e misturando com esterco e capim, deixando secar ao tempo. Cada tijolo de adobe pesava cerca de 15 kg e demorava 30 dias secando para poder ser utilizado na reconstrução do Armazém. Já no prédio da Cavalariça, foi necessário fazer reforço estrutural para sustentação do telhado com pilares metálicos, embutidos em alvenarias de pedra. Após o reforço, foi feito o fechamento dos vãos utilizando a técnica do embrechamento de pedra, manualmente, intercalando pedras de diversos tamanhos, pedra sobre pedra, respeitando o desenho dos trechos originais remanescentes. Tarefa de exímio artesão. Quanto à Casa Sede, o maior desafio foi da equipe de museologia que catalogou todo o mobiliário existente e o armazenou em containers. Ao fim da obra, todas as peças retornaram ao local com a inspeção cuidadosa da proprietária e do IPHAN. Os desafios não eram só no canteiro de obras, mas também na elaboração de inúmeros documentos e relatórios nas áreas de planejamento, saúde e segurança e qualidade que garantiram que a obra fosse concluída com êxito, dentro do prazo e sem o registro de acidentes. E no meio de tantos desafios, pausas para celebrar. Ao longo da obra, foram realizadas diversas edições do Canteiro Aberto. Mensalmente a equipe da obra guiava os visitantes pelo canteiro, apresentando um pouco da história e das técnicas construtivas empregadas. Os visitantes podiam saborear também o café plantado na fazenda pela proprietária, assim como seus quitutes. A estreia do Canteiro Aberto contou com uma roda de jongo nos jardins em frente à Casa Sede, ressignificando aquele espaço com música e dança de um movimento de luta e de resistência da cultura afro brasileira. As peculiaridades dessa restauração foram registradas em um livro construído a muitas mãos ao longo do processo. E ao fim, toda equipe se despediu das árvores centenárias que emolduravam a Fazenda com a sensação de missão cumprida. Missão essa de restaurar um Patrimônio Cultural e de, por meio de ações de Educação Patrimonial junto à comunidade vizinha, valorizar esse Patrimônio, celebrar!
IGREJA NOSSA SENHORA ROSÁRIO PIRENÓPOLIS
Pirenópolis, GO 1732 a 1770 (1º momento) março de 1996 a abril de 1999; (2º momento) outubro a dezembro de 2002; (3º momento) outubro de 2003 a março de 2006 Federal (1º momento) restauração arquitetônica e artística ;(2º momento) salvamento emergencial ;(3º momento) restauração arquitetônica Sociedade dos Amigos de Pirenópolis (Soap)
Localização Data de construção Período de restauração Proteção existente Obras Contratante
CENTRO REF. DO ARTESANATO BRASILEIRO
FAZENDA SANTA EUFRÁSIA
INSTITUTO NACIONALDE EDUC. DE SURDOS
MINISTÉRIO DAECONOMIA
MUSEU NACIONAL
UFRJ
PRAÇA TIRADENTES
rio de janeiro
CINEPIRINEUS
Pirenópolis, GO Maio de 1998 a abril de 2001 1919 Federal Arquitetônica ____________
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
fabiula domingues
Gerenciamento
O projeto Canteiro Aberto, uma iniciativa de educação patrimonial, foi elaborado e realizado pelos institutos Biapó e Brasil Restauro em 2023, durante o início da obra de restauração da Estação Ferroviária de Taubaté. O objetivo era trazer a população para dentro do patrimônio histórico, que esteve fechado por mais de duas gerações e se tornou um espaço público desconexo com as relações urbanas contemporâneas.A iniciativa foi estruturada para acompanhar a evolução da obra de restauração, que durou 15 meses. O canteiro de obras foi aberto em três períodos distintos, ilustrando o início, o meio e o fim de uma ação de conservação e restauração em bens imóveis. Mais de 50 pessoas visitaram as obras, divididos em três visitas guiadas realizadas em julho, setembro e dezembro. As visitas foram idealizadas para unir a pluralidade social e cultural produzidas pelo patrimônio histórico. De forma tangível, houve explanação de todas as atividades realizadas no canteiro de obras,ilustração do passo a passo de um processo de restauração estrutural e artístico. Além da demonstração dos processos, houve exposição dos projetos técnicos desenvolvidos e aprovados pelos órgãos competentes e as ferramentas utilizadas para o restauro das pinturas artísticas, do ladrilho hidráulico, das janelas e portas em madeira e dos ornamentos das fachadas. Para tornar as visitas mais lúdicas e educativas, os atores-educadores se vestiram de personagens do Monteiro Lobato, autor natural de Taubaté e cuja obra é tombada como patrimônio imaterial da cidade. Assim, uniu-se a obra com educação patrimonial por meio do patrimônio histórico material, a estação, com o patrimônio histórico imaterial, os personagens de Monteiro Lobato. Além das visitas guiadas, o Canteiro Aberto potencializou sua atividade na busca de legados intangíveis, já que, após a ação não se mensurou os resultados, mas quando idealizada trilhou-se o caminho da permanência afetiva cultural no público que teve contato com o patrimônio ferroviário. A iniciativa buscou ressignificar o uniforme dos funcionários por meio de arte, unindo símbolos do patrimônio industrial ferroviário e a cidade de Taubaté, o resultado foram novas camisetas de obra aos funcionários e, após desmobilização da obra, doação da arte aos artistas locais para produção de souvenirs. Essa iniciativa ilustra as possibilidades plurais que podem ser oferecidas à população quando há respeito ao processo de restauro pensado por pessoas para pessoas, pois nada vale restaurar sem garantir que o patrimônio seja acolhedor para nova apropriação, e assim formar novas experiências.
instituto nacional de educação de surdos - ines
Rio de Janeiro, RJ Entre dezembro/2008 e abril de 2011 1913 a 1915 Estadual Arquitetônica e artística
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
PRAÇA DOM PEDRO II
Manaus, AM Novembro de 2019 a agosto de 2020 1888 Municipal e federal Arquitetônica Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb)
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante:
FORTE NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS
Fernando de Noronha, PE dezembro de 2017 a março de 2020 1737 Federal Arquitetônica Iphan
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante:
Paulo Sérgio Galeão
Arquiteto do Iphan
Uma cápsula do tempo, uma caixa de madeira, com um diário, documentos e fotos do início do século passado, que estava guardada na parede da Igreja Matriz. (...) Com esse achado a gente teve a oportunidade de passar para o seu Ary (filho do antigo morador da cidade responsável pela montagem do acervo guardado na cápsula), em vida, um momento de emoção significativo.
Museunacional
Rio de Janeiro, RJ 2007 (1º restauro); 2021 (2º restauro); 2024 (3º restauro) 1803 e 1869 Federal Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
Marília Chang
Coordenadora de obra
Solar Visconde do Rio Seco, imponente edificação do Centro Histórico do Rio de Janeiro, abrigou a realeza desde o início. Foi triste ter visto sua deterioração ao longo dos anos, seus pedaços faltantes. Pensar que seus salões de enormes pésdireitos receberam grandes personalidades como Machado de Assis é emocionante.
ESTAÇÃOFERROVIÁRIADE TAUBATÉ
JOCKEY CLUB SÃO PAULO
IGREJA MATRIZ PARAITINGA
são paulo
Salma Saddi Waress de Paiva
Historiadora e ex-superintendente do Iphan em Goiás
A igreja a que nos referimos é o maior e mais antigo patrimônio histórico de Goiás. Outrora, além de prestar-se ao batismo dos pagãos e às liturgias mais solenes, também oferecia seu solo sagrado ao sepultamento dos mais ilustres. Suas paredes em taipa de pilão testemunharam quase trezentos anos de vida comunitária. Se suas torres tivessem olhos, observariam o auge e o declínio da mineração, as festas do Divino Espírito Santo, os cavaleiros, os mascarados e o foguetório. Quanto foguetório!
Fernando Madeira
Arquiteto especialista em restauro
Construída em meados do século XVIII, a Igreja de Sant´Ana foi destruída por um incêndio no final do século XIX. De sólida construção, mantiveram -se preservados do incêndio somente suas fundações e arranques de pedra. A igreja permaneceu em ruínas até 1937, ano da transferência da capital do estado da Cidade de Goiás para Goiânia, quando recebeu do governo um projeto novo, monumental e eclético, de autoria do arquiteto carioca Gastão Bahiana. A reconstrução foi iniciada em 1954 e a igreja, embora precária e inacabada, foi reaberta aos fiéis na década seguinte. No final da década de 1980, com recursos do IPHAN, a Catedral ganha um novo projeto que adota o partido de minimizar sua monumentalidade para integrá-la à malha urbana da cidade antiga, deixando visíveis as diferentes fases de sua história. Esse projeto usou um artifício para reduzir a altura do monumento: valorizar as fachadas originais do século XVIII, pintando-as de branco, mantendo em tijolos aparentes o acréscimo do projeto da década de 1930. O resultado é extremamente positivo. Observando com certo recuo percebe-se que o edifício, ao demarcar sua escala original, voltou a integrar-se harmoniosamente à arquitetura e ao urbanismo da antiga Vila Boa, velha capital da Província de Goiás.
Palacete Tira Chapéu
Rio de Janeiro, RJ Fevereiro de 2014 a março de 2016 1808 Federal Arquitetônica e artística
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
André Garcia
Coordenador de obra
A primeira coisa que vem à cabeça quando eu lembro de Ponta Grossa é o local, que é muito bonito, com um pôr do sol maravilhoso. Realmente, a localização daquela fortaleza é muito bonita. Tivemos um bom relacionamento com a nossa fiscalização, apesar de termos enfrentado os problemas que chegaram junto com a pandemia. Com os lockdowns, a obra teve que ser paralisada e tiramos toda nossa equipe de Floripa, de uma vez. (...)Então, os principais serviços executados foram focados tanto na restauração da pietra rasa, que é a técnica de todos os contrafortes, com pedras aparentes com argamassa não nivelada, mas rasante, como também em acessibilidade: executamos um elevador dentro da casa do comandante e um de fora, com estrutura metálica e madeira.
FORTALEZA SANTO ANTÔNIO DE RATONES
Florianópolis, SC Dezembro de 2019 a janeiro de 2023 1740 Federal Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
MERCADO MUNICIPAL DE GOIÁS
ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE GOIÂNIA
NOSSA SRA. ROSÁRIO PIRENÓPOLIS
CINEPIRINEUS
MUSEU DE ARTE SACRA DA BOA MORTE
CATEDRAL DE SANT’ANA
goiás
Derval Ferreira
Mestre de obras
A obra realizada na escultura de D. Pedro I, "Estátua Equestre" situada na Praça Tiradentes no Rio de Janeiro, foi um marco para a empresa Biapó e para mim, sendo uma restauração em bronze, ferro fundido e cantarias.O restauro contou com o auxílio de uma mão de obra especializada e diferenciada, uma vez que até então não havíamos feito nada nesse sentido. Acostumado em executar apenas restaurações em telhados, pinturas, taipas dentre outros esse foi um diferencial para mim como profissional. Na execução do serviço de limpeza, foi usado jateamento com granalha de aço nos gradis e lampiões de iluminação, já que a decapagem não obteve bom resultado em função da riqueza de detalhes deles. Na estátua, que é feita em bronze, a limpeza, no primeiro momento, foi simples com água e sabão. Em seguida, foi usado um produto denominado xilol como complemento da limpeza. Algumas peças que faltavam foram construídas e envelhecidas, tais como lanças, flechas e adornos. Enfim, foi um projeto inovador, prazeroso e de caráter somatório. Estávamos quase no término da obra, e estava acontecendo uma semana de artes, na cidade do Rio. Aí eles escolheram a obra da Praça Tiradentes para expor alguns desenhos, grafitaram o tapume, e fizeram show quase todos os dias, à tarde e à noite. Um show que chamou a atenção foi uma visita do Gilberto Gil. Outra curiosidade, na apresentação das peças faltantes do monumento, o restaurador foi apresentar para o Iphan e Prefeitura. Ele havia produzido aquelas peças há uma semana, mas ele conseguiu chegar com todas com a pátina 100% igual ao do monumento que estava há anos lá exposto pelo tempo. Nisso, o fiscal, que era químico, ficou impressionado pela aparência das peças, que não pareciam peças novas, pareciam peças antigas do monumento. Então ele perguntou o que ele usava para fazer aquela pátina tão perfeita. Ele andava sempre com uma latinha de cerveja na mão, então ele brincou com o químico que ele usava só cerveja para oxidar as peças. Isso aí foi uma surpresa pro químico, que pra chegar a envelhecer uma peça dessa, leva muitos anos, e ele conseguiu, de acordo com o que ele falou, em uma semana alcançar o resultado esperado.
BIBLIOTECA JOÃO B. P. EVANGELISTA
PRAÇA DOM PEDRO
TEATRO AMAZONAS
CASARÃO DAINOVAÇÃOCASSINA
Amazonas
PALACETE TIRA CHAPÉU
bahia
ESTAÇÃO FERROVIÁRIADE Goiânia
Goiânia, GO Dezembro de 2017 a maio de 2019 1950 Federal Arquitetônica Iphan-GO
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante
CATEDRAL DE SANT’ANA
Cidade de Goiás, GO Setembro de 1996 a fevereiro de 1997 (1ª etapa); novembro de 1997 a fevereiro de 1998 (2ª etapa); agosto a outubro de 1998 (3ª etapa) 1743 1.224,30 m² Manuel Antunes da Fonseca Federal e estadual Arquitetônica
Localização Período de restauração Data de construção Área coberta Construtor Proteções existentes Obra de restauração e
Biblioteca Municipal João Bosco Pantoja Evangelista
Manaus, AM Maio de 2019 a fevereiro de 2020 1908 Arquitetônica Prefeitura de Manaus
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
Maria Andrade Leite
Integrante do projeto de inclusão social
Eu sempre gostei muito de história na escola, mas, engraçado, quando eu fui trabalhar na Biapó eu não sabia da história daqui, que foi o primeiro maior hospício da América Latina. Quando começaram as conversas sobre a exposição e nas aulas de Educação Patrimonial, e apareceu essa informação em pauta, eu fiquei encantada com isso. Então, foi muito importante pra mim, porque eu estava trabalhando na restauração de um patrimônio e estava restaurando o meu patrimônio.
Sandro Cunha
Escultor e mestre de obras
“Me deparo, Sandro, aos 27 anos restaurando a basílica de São Jesus de Matosinhos, sendo minha primeira obra como mestre de obras. Pense no tamanho do desafio. Para mim foi algo de outro mundo. De repente, estávamos restaurando 64 peças, esculturas de tamanho natural, do Mestre Aleijadinho. Foi uma vitória sem tamanho. Fomos restaurar uma pintura dentro da basílica que era do Mestre Ataíde. Portanto, essa obra estava cheia de desafios. Por isso, foi especial. Sou muito grato por ter feito parte dessa história. A obra São Jesus de Matosinhos tem um gostinho especial pelo fato de ser minha primeira obra como mestre de obras. E uma obra de uma importância tão grande, uma obra que é Patrimônio da Humanidade, só esse fato já assustaria qualquer um. Mas foi muito gratificante. Estou muito feliz. Emocionado por saber que faço parte dos 30 anos dessa empresa, que não é uma empresa qualquer. Tenho 21 anos de empresa, então pra mim é muito gratificante. Houve um dia muito especial, que eu estava no começo dos meus trabalhos como escultor, e eu estava passando a gostar muito de arte. E então eu tive que restaurar a escultura do Judas, da capela da Santa Ceia, eram peças em tamanho natural, e o pé direito de Judas não existia mais pois as pessoas atiravam pedra nele, então seu pé foi quebrando. Assim, a equipe de restauração me pediu para fazer um novo pé pro Judas. Aí isso pra mim é bem bacana, pois toda vez que eu vou lá eu tenho que mostrar pra alguém que aquele pé do Judas não foi Aleijadinho que fez, foi eu que fiz. Então isso pra mim é inesquecível.”
IGREJA MATRIZ PARAITINGA
São Luiz do Paraitinga, SP Fevereiro a outubro de 2010 Salvamento emergencial e restauro artístico Estadual, federal Iphan-SP
Cidade Período de restauração Proteção existente Obras de restauração Contratante:
MUSEU DA ABOLIÇÃO
Recife, PE julho de 2020 a agosto de 2022 1957 Federal Arquitetônica Instituto Brasileiro de Museus (Ibram)
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante
MERCADOMUNICIPAL DE GOIÁS
Cidade de Goiás, GO Setembro de 2014 a setembro de 2016 1926 Federal, Unesco Arquitetônica Prefeitura de Goiás
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante
SANTUÁRIO CONGONHAS
Congonhas, MG Outubro de 1999 a julho de 2001 (1º momento); novembro de 2003 a dezembro de 2004 (2º momento); janeiro a dezembro de 2005 (3º momento) 1757 a 1765 Feliciano Mendes (basílica) | Aleijadinho (esculturas) Federal, Unesco
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
THEATROSETE DE ABRIL
Pelotas, RS Setembro de 2019 a janeiro de 2022 1833 Federal Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
PRAINHA
Rio de Janeiro (RJ) Agosto/2013 a maio/2015 1ª Construção 1696 (Estimada) | 2ª Construção 1738 Padre Francisco da Motta Federal Arquitetônica
Localização Período de restauração Data de construção Construtor Proteções existentes Obras de restauração
vanessa Dayane
Arquiteta residente
Trabalhar com restauro é desafiador, porque diferente de obras convencionais, no restauro é fundamental o desenvolvimento de métodos que se aplique especificamente aquele patrimônio a ser recuperado, o que por vezes requer discussões técnicas multidisciplinares. O MASP por exemplo é um dos maiores representantes da arquitetura moderna no Brasil, sendo um exemplar de uma excelente união entre a arquitetura e a engenharia, com grande relevância mundial, então é necessário uma restauração que respeite toda a sua autenticidade. É com esse objetivo que estamos trabalhando. O olhar do restaurador requer cuidado, nós como uma empresa de restauro buscamos respeitar o existente, para ressaltar o significado daquele bem que estamos restaurando, garantindo assim que os seus atributos e valores sejam preservados. Essa premissa básica nós procuramos enfatizar para todos os colaboradores da obra, com aulas de educação patrimonial no canteiro e ações que aproximam a equipe de campo com o patrimônio, criando uma relação de afeto e pertencimento do processo. Acreditamos que o resultado de uma boa qualidade técnica esperada na restauração é de se fazer história com respeito e garantia da significância cultural do patrimônio.
MINISTÉRIO DA ECONOMIA
Rio de Janeiro, RJ Abril de 2021 a março de 2023 1943 Federal Arquitetônica e artística
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
FORTALEZA SÃO JOSÉ DA PONTA GROSSA
Florianópolis, SC dezembro de 2019 a dezembro de 2022 1740 Federal Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
Desde sua fundação, a Construtora Biapó adota uma postura socialmente responsável, considerando os interesses de empregados, fornecedores, clientes, comunidade, sociedade e meio ambiente. Nosso compromisso vai além da restauração, investindo na qualificação profissional e na relação dos indivíduos com seu contexto social, visando formar cidadãos mais preparados para a vida profissional e social. Os princípios de cidadania e responsabilidade social foram integrados à gestão por meio do Programa Biapó Além dos Números, que é dividido em dois eixos: ações internas (com os projetos Biapó em sua Casa, Educação Patrimonial e Cidadania, Alfabetização de Jovens e Adultos Trabalhadores, Bônus Familiar) e ações externas (com Inclusão Social pelo Trabalho e Canteiro Aberto). Essas iniciativas são geridas pelo Instituto Biapó, que adota um novo modelo de gestão. Os resultados desses programas são motivo de orgulho para a empresa e foram reconhecidos com importantes premiações como Prêmio Rodrigo Melo de Andrade (IPHAN) e Prêmio SESI de qualidade no trabalho.
além dos números
Célia Moisés
Engenheira coordenadora da obra
A obra do Ministério da Economia começou no início de 2021. E durante o período de toda a obra, passamos por vários desafios, do mesmo modo que tivemos muitos aprendizados. Com pouco tempo de obra, teve início a pandemia da Covid 19, e em nosso canteiro tínhamos mais de cem funcionários, devido às proporções da obra, de um prédio bastante grande e alto. Seguindo todos os protocolos que a pandemia exigia, conseguimos manter a obra em funcionamento. Haviam treinamentos em obra, praticamente duas vezes ao mês, explicando as condutas necessárias para que a obra pudesse prosseguir. Naquele ano várias obras da Biapó tiveram que dar uma pausa. Quando começamos a obra, não sabíamos por onde começar, com tanta frente de serviço, com um volume imenso de esquadrias de madeira e ferro, quase três mil unidades, incluindo os imensos portões. Para trabalhar nas fachadas, montamos e desmontamos toneladas e toneladas de andaimes. Tínhamos equipes exclusivas para montagem e desmontagem de andaimes. Um fato que pra mim foi riquíssimo, foi a descoberta, através das nossas pesquisas sobre o histórico do prédio, do fornecedor da tinta utilizada no restauro de 50 anos antes. Entramos em contato e conseguimos adquirir as tintas com a mesma especificação e tonalidade. Nós restauramos todos os elementos em bronze, que encontravam-se todos repintados e através de testes descobrimos que todos aqueles elementos eram originalmente dourados. Foi uma grande surpresa para todos. Restauramos também as duas estátuas no terraço do quarto andar, e todos os painéis do Paulo Werneck. Na época, descobrimos uma exposição que através dela, conseguimos contactar o curador, que é parente do Paulo Werneck. Esse contato rendeu a doação de várias pastilhas originais dos painéis do prédio do ministério. Isso foi muito gratificante para nós, que utilizamos as pastilhas para fazer a reposição das peças faltantes dos painéis. E assim, durante todo o período da obra, a gente trabalhou na fachada externa, quanto nas esquadrias externas também. O maior desafio que a gente encontrou foi trabalhar com o Prédio e Ministério da Economia 100% funcionando. A gente tinha muitas dificuldades em trabalhar em alguns órgãos, que era tipo Receita Federal, Polícia Federal. Mas a gente, com jeitinho, fomos fazendo amizade com o pessoal e conseguimos entrar nos órgãos para fazer as restaurações das esquadrias internas, que eram muitas. A nossa equipe de obra do administrativo era tão pequena, mas parece que eram tantos os desafios que a gente encontrava, e tudo ia se resolvendo de uma forma impressionante. O Carlão, o mestre de obra, e o Rogério, tinham um engajamento impressionante.10 Na obra do Ministério, eu fui a engenheira residente responsável por toda a obra, e também fui responsável pela parte de Engenharia e Segurança do Trabalho, que tenho formação. Os fiscais iam com frequência na obra e não levamos nenhuma multa, porque realmente seguíamos rigorosamente todos os protocolos de saúde e segurança do trabalho. Mesmo com toda a complexidade dos serviços e trabalhos em altura, também não tivemos registro de nenhum acidente durante o período de toda a obra.
João Marcos Cardoso
Pintor de obras
Uma das coisas que me deixa mais alegre, sobre a obra de restauro do INES, é que, como eu era um dos encarregados da pintura, eu trabalhava junto das pessoas surdas, do programa de inclusão. Para nos comunicarmos com eles, tinha que saber o modo certo de falar e eu não entendia o que eles falavam. Em um dia, que eu me recordo muito bem, eu precisava explicar o serviço para um dos funcionários da inclusão, então eu peguei 4 pincéis, mostrei eles, cada um de uma espessura (um era número 1, outro número 2, outro 3 e outro 4) e tentei me comunicar, explicando que toda vez que eu fosse pedir uma tinta, que eu mostraria para ele o tipo de pincel que deveria usar. Eu não sabia me expressar muito bem com os surdos, então eu procurei um modo de explicar, mostrando na prática. Com nosso convívio eu comecei a entender ele, e ele começou a me entender e se desenvolveu muito na pintura. Isso é uma coisa que eu guardo no meu coração, com toda felicidade, de saber que na Biapó não tem diferença, se for surdo, se for mudo, se for deficiente visual, a Biapó é uma empresa que luta pelas famílias e que considero como minha família.
JÉSSICA MARQUES
Coordenadora de obra
Eu acredito que restaurar é um trabalho muito artesanal, quase como arte, tem que ser seguido pelo coração. Anteriormente, já havia vivido o trabalho de restauro enquanto projeto e também na execução, mas acredito que foi na Biapó que eu senti um pouco do coração, de como a gente pode fazer escolhas necessárias e importantes, escutando a nossa própria intuição para sempre alcançar o melhor resultado. Então, a minha experiência no Jockey, numa obra pela Biapó, teve essa característica principal. Entender o que é técnico, entender o fazer necessário para isso, entender os processos e procedimentos necessários, mas principalmente enxergar com clareza o que o edifício pede. Uma coisa que os meus professores de mestrado sempre dizem é que os edifícios falam, então eles de alguma maneira nos conduzem a como que devemos tratar tal situação, e a Biapó tem isso em todos os seus processos. Isso ficou muito enraizado em mim e levo comigo adiante. No Jockey executamos uma obra de restauro propriamente dita, muito elegante, que precisou ser muito limpa. E tivemos o grande desafio de ter que lidar com as pessoas convivendo naquele espaço, com os eventos que aconteciam nos finais de semana, e acredito que conseguimos conduzir com maestria a parte de todos envolvidos no processo.
Wagner Matias de Souza
Restaurador e coordenador de obra
Foi no meio da estrada que tive a noticia que começaríamos uma obra de grande importância, projetada por Oscar Niemeyer, ornamentada com os trabalhos de Cândido Portinari, Paulo Werneck, Burle Marx e Alfredo Ceschiatti. E foi lá que mais uma vez tive grandes oportunidades de aprendizado, pois trabalhar em uma obra de tal complexidade e com tantos artistas envolvidos é uma verdadeira lição de vida. Felizmente conseguimos concluir todos os trabalhos previstos e seus aditivos dentro do prazo programado. E como bônus, no ano seguinte recebemos da Revista 4 Rodas o premio de melhor obra do ano de 2004.
Walter Vilhena
Engenheiro Consultor
Obras de restauração sempre provocam preocupações, desafios, medos, técnica, surpresas, e ao vencer cada dificuldade nos emocionamos, somos agraciados pelos prazeres e satisfações, ficamos felizes e alegres, mas.... existem algumas “coisas” nas obras que pouco nos importamos, por assim dizer, mas que é vital, sem eles as obras não andam, são os andaimes, um bom andaime faz a diferença para se realizar uma boa obra de restauro. Nesses 30 anos posso lembrar de 3 obras em que os andaimes foram uma obra prima a parte dentro da obra de restauro: andaime móvel na nave da Igreja Matriz de Pirenópolis, após o incêndio; andaime metálico junto da fachada principal do Hotel Glória (Rio de Janeiro, RJ), sobre uma laje não confiável; e andaime no restauro da Igreja de São Francisco da Prainha, no Rio de Janeiro. Sobre a Igreja da Prainha, para se fazer as obras de restauração, o desafio era como montar um andaime e uma cobertura provisória sobre a igreja, pois o espaço entre a parede da igreja e as fachadas das casas laterais era de 2 metros, as fundações para os pilares da cobertura era problemática, pois, a igreja estava sobre rocha e terreno arqueológico, o que não era contemplado pelo contrato, não tínhamos acesso de nenhum tipo de veículo no entorno da igreja, muito menos pensar em um guincho para levantar uma estrutura metálica provisória. Partimos para pensar num brinquedo de criança, um lego, qual tipo de andaime e cobertura poderíamos fazer com peças de montar uma a uma, leve o suficiente para que um homem pudesse movimentá-la em qualquer direção? Sim achamos, é possível montar um andaime e uma cobertura com tubos metálicos e abraçadeiras, e isso existe para utilizarmos. Fizemos um projeto e necessitamos de duas peças especiais, construídas e reaproveitáveis em outras obras, um aparelho de apoio das vigas da cobertura sobre o andaime e uma peça para a cumeeira. Bem, e o andaime? Esse, construímos uma base em concreto para cada pé, sobre a pavimentação e sem danificá-la, e ancoramos o andaime na parede da igreja, que é em pedra de mão. De novo conseguimos! O grande prazer e satisfação foi ver o brinquedo sendo montado sem produzir nenhuma trinca na alvenaria, e a cobertura, dia a dia, sendo montada com tranquilidade, segurança e por fim exercendo a finalidade para que foi construída, ou seja, proteger o monumento para que se possa restaurá-lo.
PAMPULHA
Belo Horizonte, MG Setembro de 2004 a maio de 2006 1942 419,85 m² Municipal, estadual, federal
Cidade Período de restauração Data da construção Área cobertas Proteções existente
Laurent Troost Architectures
Autor do projeto arquitetônico
No caso do Cassina, a preservação do estado de ruína tornou a intervenção um manifesto, por ser também a última fachada com argamassa pigmentada com pó de arenito vermelho. Para tornar visível essa especificidade e paralisar a sua degradação, foram realizados minuciosos trabalhos de restauro. Ainda relacionado ao imaginário das ruínas, o Cassina abriga um exuberante jardim atrás da fachada principal. Quem acessa o prédio pela passarela que atravessa o vazio sobre o jardim lembra a razão intrínseca de Manaus: a floresta amazônica. Este exuberante jardim tropical, associado a vidros, transparências e reflexos, mistura a história da ruína de Cassina com o futuro da Casa da Inovação em um espaço associado a tecnologia, virtualidade e contemporaneidade. (...) Por meio da inserção de uma floresta tropical e de uma estrutura de aço industrial nas ruínas de uma casa histórica, o Cassina é a síntese dos ciclos econômicos de Manaus: a era da borracha, seu declínio, a era do Distrito Industrial e a era da nova economia digital.
Luciana Pappacena
Arquiteta residente
Voltei de Manaus depois de ter passado uma temporada trabalhando no Teatro Amazonas, o momento era de muita aflição e temor para todos , pois estávamos em plena pandemia , viemos de lá direto para o novo desafio que era coordenar, a obra de Pré-Consolidação e Proteção de Bens Integrados do Interior do Paço de São Cristóvão e do Jardim das Princesas, no Museu Nacional . Desafios atrás de desafios, enfrentar a dor e o luto, de ver toda a destruição que o incêndio havia causado no interior do Museu Nacional ao vivo e em cinzas , que era inacreditável de imaginar e que eu só havia visto através da TV até aquele momento, foi pior , pois era real e totalmente impactante. Inicialmente enfrentar aquela realidade e aquele cenário cotidianamente seria muito difícil, mas acaba que a gente que trabalha com o patrimônio nesse país, tenha essa sina de enfrentar essa dura realidade. A realidade e o enfrentamento da reconstrução de muitos imóveis de valor cultural, largados a sua própria sorte e que na verdade são de grande importância para manter viva a nossa história e identidade como é o caso desse prédio de mais ou menos dois séculos . E aí.. como trabalhamos em equipes, e muitos de nós vivemos da paixão pela reconstrução/restauração do nosso patrimônio fomos arranjando formas de nos apoiarmos, dia após dia, o trabalho e o esforço de cada um dos colaboradores da equipe ali presentes, naqueles meses significou a esperança da reconstrução e o orgulho de estar contribuindo para uma nova história que estava sendo delineada para o Museu Nacional . Foram 8 meses de obra, um tempo curto para tantos serviços a serem executados. Inclusive porque além da dimensão dos espaços, em muitos casos era difícil até reconhecer os elementos que deveriam ser tratados. Pois a exposição ao calor elevado, que o imóvel sofreu internamente, durante o incêndio foi estimado em cerca de 700 graus Celsius, deformando as estruturas dos pavimentos, danificando em muitos casos os forros entre os pavimentos e perdendo o conjunto dos elementos do interior do imóvel. E nesse cenário, como já mencionei, os serviços que a Biapó estava sendo contratada, eram diversos e todos ligados as ações de pré-consolidação e proteção dos bens integrados remanescentes na área interna e também incluía serviços de limpeza e a proteção dos Jardins da Princesas e do chafariz existente no pátio interno. Os serviços variados consistiam principalmente em limpeza de todas as peças, recompor a volumetria dos diferentes tipos de ornamentação remanescente, reproduzir os ornatos fazendo moldes, e proteger tudo, garantindo que todos os elementos se mantivessem preservados volumetricamente até que a etapa da obra de recuperação / restauração dos interiores do Paço fosse iniciada. De acordo com o projeto de restauro do Paço, que a época ainda estava sendo iniciado. Relembrar agora esse trabalho é muito gratificante e vai ficar na memória para sempre. Depois de rever fotos, relatórios e a documentação técnica produzida a época, posso dizer que esse foi um dos trabalhos mais marcante da minha vida.
FORT. NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS
MUSEU DA ABOLIÇÃO
Pernambuco
Museunacional
Rio de Janeiro, RJ 2007 (1º restauro); 2021 (2º restauro); 2024 (3º restauro) 1803 e 1869 Federal Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
ARMAZÉM MACEDO
paraná
JOCKEY CLUBSÃO PAULO
São Paulo, SP Março de 2020 a dezembro de 2022 1941 Estadual Arquitetônica e artística
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração
Renato Remiro
Arquiteto residente
Desde o início, com a implantação do canteiro de obras, ficou claro que essa restauração seria um desafio interessante. Trabalhar de perto com os funcionários foi essencial para entender melhor os processos de restauração e criar um ambiente de trabalho colaborativo e motivador. Cada detalhe original foi estudado com cuidado para manter a integridade e a autenticidade do edifício.[...]Estar perto dos trabalhadores no dia a dia foi uma experiência enriquecedora. Pude acompanhar de perto técnicas de construção e restauração. Esse aprendizado prático, junto com o conhecimento técnico, enriqueceu minha capacidade de coordenar futuras obras de restauração com sensibilidade e respeito pelo patrimônio histórico. Colaborar com a prefeitura de Cachoeira do Sul, o IPHAN e os órgãos de fiscalização foi crucial. As reuniões que tivemos serviram para ajustar os planos de restauração, garantindo que todas as intervenções fossem aprovadas e seguissem as diretrizes de preservação do patrimônio histórico. Essa parceria facilitou a resolução de desafios ao longo do caminho.
FORTALEZA SÃO JOSÉ DA PONTA GROSSA
FORTALEZA DE SANTO ANT. DE RATONES
santa catarina
Andrey Rosenthal Schlee
Arquiteto e diretor do Departamento de Patrimônio Material do Iphan
No final da década de 1980, quando houve um momento muito triste para o patrimônio pelotense, que corresponde à destruição dos edifícios ecléticos do centro da cidade… nós, jovens arquitetos, junto com os professores da Universidade Federal de Pelotas e outros ativistas da cultura, nos unimos e lançamos no Theatro 7 de Abril uma grande campanha chamada “SOS Memória, não destrua o passado desta cidade
FAZENDASANTA EUFRÁSIA
Vassouras, RJ Fevereiro/2018 a maio/2019 1830 Arquitetônica
Cidade Período de restauração Data de construção Obras de restauração
Mirela Leite de Araújo
Diretora do Museu da Abolição
A obra realizada no Museu da Abolição foi a mais completa obra de infraestrutura desde a década de 1980. Foram realizadas intervenções no prédio que não apenas contemplaram as melhores condições de segurança para o edifício, acervos e públicos, mas também proporcionaram novos e melhores espaços para a produção cultural e artística da população afrodescendente em Recife.
BANRISUL
Cachoeira do Sul, RS Outubro de 2021 a maio de 2023 1910 Estadual Arquitetônica Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A.
Cidade Período de restauração Data de construção Proteção existente Obras de restauração Contratante: