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Diogo Gonzaga
Created on October 7, 2024
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Transcript
Álvaro de Campos "Ali não havia eletricidade"
Trabalho realizado por:Diogo Gonzaga nº6 André Oliveira nº2
Álvaro de Campos
Ano e local de Nascimento
15 de Outubro em Tavira
Aparência Física
- Altura: 1.75
- Estatura: Magro com tendência a curvar-se
- Cabelo liso
- Entre branco e morreno, vagamente judeu
- Normalmente apartado ao lado
- monóculo
Álvaro de Campos
Álvaro de Campos
Educação
- Vulgar de liceu
- Estudou engenharia, mecânica e naval na Escócia.´
- Aprendeu Latim
Viagens
Viajou para o Oriente
Álvaro de Campos
Palavras Desconhecidas
- paroxismo ponto máximo
- esfuziante=radiante
- confluir=reunir-se
- êxtase=arrebatamento
Ali não havia electricidade. Ali não havia electricidade. Por isso foi à luz de uma vela mortiça Que li, inserto na cama, O que estava à mão para ler — A Bíblia, em português (coisa curiosa!), feita para protestantes E reli a «Primeira Epístola aos Coríntios». Em torno de mim o sossego excessivo de noite de província Fazia um grande barulho ao contrário, Dava-me uma tendência do choro para a desolação. A «Primeira Epístola aos Coríntios»... Relia-se à luz de uma vela subitamente antiquíssima, E um grande mar de emoção ouvia-se dentro de mim... Sou nada... Sou uma ficção... Que ando eu a querer de mim ou de tudo neste mundo? «Se eu não tivesse a caridade». E a soberana luz manda, e do alto dos séculos, A grande mensagem com que a alma é livre... «Se eu não tivesse a caridade»... Meu Deus, e eu que não tenho a caridade!...
Resumo da 1º estrofe Na primeira estrofe, o eu lírico lê a Bíblia à luz de uma vela, numa noite silenciosa na província, o que lhe desperta uma sensação de desolação e melancolia. Resumo da 2º estrofe Na segunda estrofe, o eu lírico, tomado por emoção, reflete sobre sua insignificância e a falta de caridade, o que o leva a uma profunda angústia espiritual.
Ali não havia electricidade. Ali não havia electricidade. Por isso foi à luz de uma vela mortiça Que li, inserto na cama, O que estava à mão para ler — A Bíblia, em português (coisa curiosa!), feita para protestantes E reli a «Primeira Epístola aos Coríntios». Em torno de mim o sossego excessivo de noite de província Fazia um grande barulho ao contrário, Dava-me uma tendência do choro para a desolação. A «Primeira Epístola aos Coríntios»... Relia-se à luz de uma vela subitamente antiquíssima, E um grande mar de emoção ouvia-se dentro de mim... Sou nada... Sou uma ficção... Que ando eu a querer de mim ou de tudo neste mundo? «Se eu não tivesse a caridade». E a soberana luz manda, e do alto dos séculos, A grande mensagem com que a alma é livre... «Se eu não tivesse a caridade»... Meu Deus, e eu que não tenho a caridade!...
Os dois recursos estilisticos mais expressivos do poema são:
- Anáfora: Repetição do verso "Se eu não tivesse a caridade"
- Metáfora: No poema, a vela é descrita como "subitamente antiquissima", simbolizando o sentimento de um tempo antigo
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