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Teorias da Comunicação

Rudani

Created on September 30, 2024

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Teorias da Comunicação

de Rui Vieira

Teoria Crítica

Cultural Studies

Teoria Hipodermica

teoria funcionalista

Teoria culturológica

Agenda Setting, Gatekeeper e Newsmaking

Teoria dos Efeitos Limitados

Teoria da Persuasão

Teorias comunicativas

A teoria hipodérmica, também conhecida como "teoria da injeção direta" ou "teoria do efeito direto", sugere que os meios de comunicação têm um impacto direto e imediato sobre o público. De acordo com essa teoria, as mensagens da mídia são "injetadas" na consciência dos indivíduos, que as aceitam de forma passiva e sem questionamento.

Os principais pontos da teoria hipodérmica incluem: Recepção Passiva: O público é visto como um receptor passivo, que absorve a informação sem criticar ou analisar o conteúdo. Efeito Imediato: As mensagens da mídia têm um efeito rápido e direto nas atitudes e comportamentos das pessoas. Poder da Mídia: A teoria enfatiza o poder da mídia em moldar a opinião pública e influenciar comportamentos sociais. Contexto Histórico: Desenvolveu-se nas décadas de 1920 e 1930, especialmente em resposta a eventos como a propaganda na Primeira Guerra Mundial e a ascensão do cinema e do rádio. Embora a teoria hipodérmica tenha sido influente, ela também foi criticada por simplificar demais a relação entre mídia e audiência. Pesquisas subsequentes mostraram que o público é mais ativo e que os efeitos da mídia variam de acordo com diversos fatores, como contexto social, cultura e experiências pessoais. Hoje, a teoria é vista mais como um ponto de partida para entender a comunicação do que como uma descrição precisa da dinâmica entre mídia e público.

A teoria funcionalista é uma abordagem sociológica que se concentra em como as diferentes partes de uma sociedade contribuem para o seu funcionamento global. Segundo esta teoria, cada elemento social, como instituições, normas e valores, desempenha um papel específico que ajuda a manter a estabilidade e a coesão social.

Os funcionalistas acreditam que a sociedade pode ser comparada a um organismo, onde cada parte tem uma função vital. Por exemplo, a família, a educação, a religião e a economia são instituições que, embora distintas, interagem e se complementam. Se uma dessas partes falhar, pode afetar o equilíbrio da sociedade como um todo. Um dos teóricos mais conhecidos desta abordagem é Émile Durkheim, que enfatizou a importância da solidariedade social e da coesão. Ele argumentava que os indivíduos são moldados pelas suas interacções sociais e pelas normas que partilham. Em suma, a teoria funcionalista procura entender a sociedade analisando como as suas partes se inter-relacionam e contribuem para o seu funcionamento eficiente.

A teoria crítica é uma abordagem sociológica que se concentra na análise e crítica das estruturas sociais, económicas e culturais que perpetuam a opressão e a desigualdade. Esta teoria emerge a partir da Escola de Frankfurt e enfatiza a necessidade de transformação social e emancipação.

Os teóricos críticos argumentam que a sociedade não deve ser apenas analisada, mas também mudada. Eles examinam como os poderes dominantes influenciam a cultura, os media e as ideologias, moldando a percepção da realidade e reforçando relações de poder. Um dos conceitos centrais é a ideia de que a cultura de massa pode ser usada para manipular as massas, desviando-as das questões sociais e políticas relevantes. Herbert Marcuse e Theodor Adorno são alguns dos pensadores proeminentes associados a esta abordagem, tendo abordado temas como a alienação e a indústria cultural. A teoria crítica defende que a consciência crítica deve ser cultivada, levando os indivíduos a questionarem as normas sociais e a lutarem contra a opressão. Em resumo, a teoria crítica visa compreender as dinâmicas de poder na sociedade e promover a mudança social, desafiando as estruturas que mantêm a desigualdade e a injustiça.

A teoria culturológica é uma abordagem que se centra na análise da cultura como um elemento fundamental para entender a sociedade e os comportamentos humanos. Esta teoria considera que a cultura não é apenas um reflexo da realidade social, mas que desempenha um papel ativo na formação e definição das identidades sociais.

Os culturologistas estudam elementos como valores, normas, símbolos e práticas culturais, reconhecendo que a cultura influencia as relações sociais e a forma como os indivíduos interpretam o mundo à sua volta. A ênfase está na compreensão de como as culturas se constroem, se transformam e como interagem entre si. Um dos conceitos importantes nesta abordagem é a ideia de multiculturalismo, que reconhece a diversidade cultural e a necessidade de diálogo e respeito entre diferentes grupos culturais. A teoria culturológica também destaca a relação entre cultura e poder, analisando como as representações culturais podem reforçar ou desafiar as hierarquias sociais. Em suma, a teoria culturológica procura entender a importância da cultura na formação da sociedade, enfatizando o seu papel nas dinâmicas sociais e na construção das identidades individuais e coletivas.

Os Cultural Studies (Estudos Culturais) são uma abordagem interdisciplinar que investiga a cultura em todas as suas formas e expressões, com um foco particular nas relações de poder e na identidade. Esta área de estudo surgiu na década de 1960, especialmente no Reino Unido, e enfatiza a intersecção entre cultura, sociedade e política.

Os Cultural Studies consideram que a cultura não é apenas um conjunto de produtos artísticos ou práticas sociais, mas que também envolve significados, valores e ideologias que influenciam a vida quotidiana. Os pesquisadores exploram como a cultura é produzida, consumida e interpretada, analisando fenômenos como a mídia, a moda, a música e as subculturas. Um dos conceitos-chave nos Cultural Studies é o de contracultura, que refere-se a movimentos ou expressões culturais que desafiam as normas estabelecidas e promovem formas alternativas de ver o mundo. Além disso, os estudos culturais enfatizam a importância da experiência individual e da identidade, reconhecendo como fatores como raça, género, classe e sexualidade moldam a percepção cultural. Os pensadores associados a esta abordagem, como Stuart Hall e Richard Hoggart, destacam a necessidade de uma análise crítica que considere as dinâmicas de poder subjacentes às representações culturais. Em suma, os Cultural Studies procuram compreender como a cultura se relaciona com as estruturas sociais e poder, promovendo uma análise crítica das práticas culturais e das suas implicações na sociedade.

A teoria da persuasão estuda os processos pelos quais as mensagens influenciam as atitudes e comportamentos dos indivíduos. Esta abordagem é amplamente utilizada nas áreas da comunicação, psicologia e marketing, e procura entender como diferentes fatores, como a mensagem, o mensageiro e o público, impactam a eficácia da persuasão.

Um dos modelos mais conhecidos nesta teoria é o Modelo de Elaboração da Probabilidade (ELM), que distingue entre duas rotas de persuasão: a rota central, onde o público analisa cuidadosamente a mensagem e é influenciado por argumentos racionais, e a rota periférica, onde a persuasão ocorre através de fatores mais superficiais, como a aparência do mensageiro ou a emoção da mensagem. Outro conceito relevante é o de credibilidade, que se refere à confiança que o público deposita no mensageiro. Mensageiros que são considerados competentes e confiáveis têm mais probabilidade de influenciar o comportamento e as atitudes dos outros. A teoria da persuasão também explora o impacto de fatores emocionais, como o uso de apelos emocionais, que podem ser muito eficazes na mobilização do público. Além disso, o contexto social e cultural em que a comunicação ocorre também é fundamental para a compreensão da persuasão. Em suma, a teoria da persuasão analisa como diferentes elementos contribuem para moldar as atitudes e comportamentos, sendo uma ferramenta valiosa para entender a comunicação e a influência social.

A teoria dos efeitos limitados é uma abordagem que questiona a ideia de que os media têm um impacto direto e significativo nas atitudes e comportamentos do público. Esta teoria sugere que a influência dos media é, na verdade, limitada e que vários fatores mediadores desempenham um papel crucial na forma como as mensagens são recebidas e interpretadas.

Um dos conceitos centrais é que os indivíduos não são passivos, mas sim consumidores activos de media, que filtram, interpretam e reagem às mensagens de acordo com as suas experiências, valores e contextos sociais. Assim, a recepção das mensagens mediáticas é influenciada por aspectos como:

  • Histórico Pessoal: As experiências anteriores de uma pessoa podem afetar como ela reage a uma mensagem.
  • Interações Sociais: As discussões e interações com amigos e familiares podem moderar a forma como as mensagens mediáticas são interpretadas.
  • Contexto Cultural: O ambiente cultural em que uma pessoa está inserida pode moldar as suas percepções e respostas.
Um exemplo clássico que ilustra esta teoria é o Efeito de terceiros: a ideia de que as pessoas acreditam que os media afetam mais os outros do que a si mesmas. Essa percepção de que os efeitos são limitados pode levar a uma subestimação da influência que os media têm sobre as normas sociais e comportamentais. Em resumo, a teoria dos efeitos limitados enfatiza que a influência dos media não é universal, mas sim condicionada por uma série de fatores individuais e sociais, reconhecendo a complexidade da comunicação e do impacto mediático na sociedade.

Agenda Setting, gatekeeping e newsmaking são conceitos inter-relacionados que descrevem o papel dos media na definição do que é considerado relevante e importante na sociedade.

Newsmaking: Newsmaking refere-se à produção de notícias, envolvendo a seleção e a estruturação das histórias. A forma como as notícias são apresentadas pode influenciar a percepção pública, destacando certos aspectos e omitindo outros.

Gatekeeping: O gatekeeping é o processo em que jornalistas e editores selecionam quais informações serão publicadas. Esta seleção não é neutra e reflete valores e interesses de quem controla a informação, moldando a agenda mediática.

Agenda Setting: A teoria do agenda setting afirma que os media influenciam a agenda pública, destacando quais temas são considerados importantes. A frequência e o destaque dados a certas questões levam o público a percebê-las como prioritárias.

3. Modelo Semiótico-Textual Analisa o texto como unidade de comunicação, focando na estrutura e organização. Explora géneros textuais, coesão e intertextualidade.

1. Modelo Comunicativo da Teoria da Informação Foca na transmissão eficiente de mensagens, destacando a fonte, transmissor, canal, receptor e destino. Enfatiza a quantidade de informação e a redução de ruído.

2. Modelo Semiótico-Informacional Integra semiótica e teoria da informação, centrando-se na significação da mensagem. Considera o signo, código e contexto para entender como a interpretação é influenciada.