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Caça_Baleias_I

Ben Ami Scopinho

Created on September 26, 2024

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Transcript

A CAÇA DA BALEIA-FRANCA

A Eubalaena australis sempre buscou as águas do Sul para dar à luz. Mas o extermínio de mães e filhotes fez com que, em 1830, a espécie estivesse próxima da extinção e as armações catarinenses, à beira da falência.

VIGIA

Caçadores posicionavam-se em pontos altos ao longo da costa, procurando sinais das baleias, como jatos de água ou sombras no mar.

PERSEGUIÇÃO

Atentos à indicação do vigia, pequenas baleeiras, a remo ou vela, eram lançadas ao mar para se aproximar das baleias.

ARPÃO

O baleeiro tinha na equipe o arpoador oficial. Os arpões eram de ferro e, posteriormente, incorporaram explosivos nas pontas. Muito sensíveis aos ruídos, era o barulho provocado pela detonação que causava a morte do animal.

PRIMEIRO, O FILHOTE

Era comum o arpoamento do filhote antes da baleia adulta. A mãe permanecia junto à cria, e então era golpeada com a lança repetidas vezes e, junto ao filho, morria sangrando lentamente.

ARRASTANDO O BOTE

Era frequente a baleia arpoada arrastar o bote por horas. Enquanto isso, continuava sendo golpeada com a lança, e a baleia só parava quando estava esgotada pelo estresse e perda de sangue.

ÚLTIMO MERGULHO

Com uma lança ou arpão com explosivo, era o fim. Um último mergulho, e a baleia passava a boiar por conta da gordura ser muito espessa.

RETORNO À PRAIA

A baleia era colocada ao lado do bote e levada para terra, em locais denominados "armação".

O PROCESSAMENTO

No Brasil colonial, o descarne era a única etapa que envolvia a atividade dos escravos, cuja primeira fase era o corte e remoção da pele da baleia.

A GORDURA GERAVA MAIOR RENDA

Os pedaços de gordura eram cortados em blocos uniformes, enquanto uma fornalha era acesa para iniciar o processo de derretimento.

DERRETIMENTO

Para a fornalha, os blocos de gordula eram recortados para acelerar o derretimento. O óleo obtido era colocado em barris de madeira.

DESPERDÍCIO I

Era comum a carne da baleia estragar durante o processamento. No período colonial, o consumo era limitado aos escravos.

DESPERDÍCIO II

Como não poderia deixar de ser, os ossos também ficavam na praia, até serem encobertos pela areia.

Infografia: Ben Ami Scopinhoben.scopinho@nsc.com.br

Fonte: baleiafranca.org.br