A CAÇA DA BALEIA-FRANCA
A Eubalaena australis sempre buscou as águas do Sul para dar à luz. Mas o extermínio de mães e filhotes fez com que, em 1830, a espécie estivesse próxima da extinção e as armações catarinenses, à beira da falência.
VIGIA
Caçadores posicionavam-se em pontos altos ao longo da costa, procurando sinais das baleias, como jatos de água ou sombras no mar.
PERSEGUIÇÃO
Atentos à indicação do vigia, pequenas baleeiras, a remo ou vela, eram lançadas ao mar para se aproximar das baleias.
ARPÃO
O baleeiro tinha na equipe o arpoador oficial. Os arpões eram de ferro e, posteriormente, incorporaram explosivos nas pontas. Muito sensíveis aos ruídos, era o barulho provocado pela detonação que causava a morte do animal.
PRIMEIRO, O FILHOTE
Era comum o arpoamento do filhote antes da baleia adulta. A mãe permanecia junto à cria, e então era golpeada com a lança repetidas vezes e, junto ao filho, morria sangrando lentamente.
ARRASTANDO O BOTE
Era frequente a baleia arpoada arrastar o bote por horas. Enquanto isso, continuava sendo golpeada com a lança, e a baleia só parava quando estava esgotada pelo estresse e perda de sangue.
ÚLTIMO MERGULHO
Com uma lança ou arpão com explosivo, era o fim. Um último mergulho, e a baleia passava a boiar por conta da gordura ser muito espessa.
RETORNO À PRAIA
A baleia era colocada ao lado do bote e levada para terra, em locais denominados "armação".
O PROCESSAMENTO
No Brasil colonial, o descarne era a única etapa que envolvia a atividade dos escravos, cuja primeira fase era o corte e remoção da pele da baleia.
A GORDURA GERAVA MAIOR RENDA
Os pedaços de gordura eram cortados em blocos uniformes, enquanto uma fornalha era acesa para iniciar o processo de derretimento.
DERRETIMENTO
Para a fornalha, os blocos de gordula eram recortados para acelerar o derretimento. O óleo obtido era colocado em barris de madeira.
DESPERDÍCIO I
Era comum a carne da baleia estragar durante o processamento. No período colonial, o consumo era limitado aos escravos.
DESPERDÍCIO II
Como não poderia deixar de ser, os ossos também ficavam na praia, até serem encobertos pela areia.
Infografia: Ben Ami Scopinhoben.scopinho@nsc.com.br
Fonte: baleiafranca.org.br
Caça_Baleias_I
Ben Ami Scopinho
Created on September 26, 2024
Start designing with a free template
Discover more than 1500 professional designs like these:
View
Essential Business Proposal
View
Project Roadmap Timeline
View
Step-by-Step Timeline: How to Develop an Idea
View
Artificial Intelligence History Timeline
View
Microlearning: Teaching Innovation with AI
View
Microlearning: Design Learning Modules
View
Video: Responsible Use of Social Media and Internet
Explore all templates
Transcript
A CAÇA DA BALEIA-FRANCA
A Eubalaena australis sempre buscou as águas do Sul para dar à luz. Mas o extermínio de mães e filhotes fez com que, em 1830, a espécie estivesse próxima da extinção e as armações catarinenses, à beira da falência.
VIGIA
Caçadores posicionavam-se em pontos altos ao longo da costa, procurando sinais das baleias, como jatos de água ou sombras no mar.
PERSEGUIÇÃO
Atentos à indicação do vigia, pequenas baleeiras, a remo ou vela, eram lançadas ao mar para se aproximar das baleias.
ARPÃO
O baleeiro tinha na equipe o arpoador oficial. Os arpões eram de ferro e, posteriormente, incorporaram explosivos nas pontas. Muito sensíveis aos ruídos, era o barulho provocado pela detonação que causava a morte do animal.
PRIMEIRO, O FILHOTE
Era comum o arpoamento do filhote antes da baleia adulta. A mãe permanecia junto à cria, e então era golpeada com a lança repetidas vezes e, junto ao filho, morria sangrando lentamente.
ARRASTANDO O BOTE
Era frequente a baleia arpoada arrastar o bote por horas. Enquanto isso, continuava sendo golpeada com a lança, e a baleia só parava quando estava esgotada pelo estresse e perda de sangue.
ÚLTIMO MERGULHO
Com uma lança ou arpão com explosivo, era o fim. Um último mergulho, e a baleia passava a boiar por conta da gordura ser muito espessa.
RETORNO À PRAIA
A baleia era colocada ao lado do bote e levada para terra, em locais denominados "armação".
O PROCESSAMENTO
No Brasil colonial, o descarne era a única etapa que envolvia a atividade dos escravos, cuja primeira fase era o corte e remoção da pele da baleia.
A GORDURA GERAVA MAIOR RENDA
Os pedaços de gordura eram cortados em blocos uniformes, enquanto uma fornalha era acesa para iniciar o processo de derretimento.
DERRETIMENTO
Para a fornalha, os blocos de gordula eram recortados para acelerar o derretimento. O óleo obtido era colocado em barris de madeira.
DESPERDÍCIO I
Era comum a carne da baleia estragar durante o processamento. No período colonial, o consumo era limitado aos escravos.
DESPERDÍCIO II
Como não poderia deixar de ser, os ossos também ficavam na praia, até serem encobertos pela areia.
Infografia: Ben Ami Scopinhoben.scopinho@nsc.com.br
Fonte: baleiafranca.org.br