Demências: O Psicólogo no Rastreio, Avaliação e Intervenção
Factores Associados à Demência
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Factores Associados à Demência
Factores Associados à Demência
FACTORES FIXOS
Referem-se a variáveis individuais (ex.: idade; genética) que, não obstante serem de risco para a doença, não se podem alterar.
Factores modificáveis
Referem-se a comportamentos individuais e/ou sociais (ex.: obesidade, iliteracia) passíveis de intervenção, nomeadamente intervenção psicológica.
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Factores Associados à Demência
Factores Comportamentais de Risco e Factores Protectores da Demência
Os factores de risco ou protectores podem ser fixos ou modificáveis e actuam por vezes de forma directa na regulação fisiológica do organismo (ex: tabagismo, consumo excessivo de álcool) ou de forma indirecta, associados a outras variáveis como moderadores ou mediadores (ex: depressão, solidão, inactividade física).
Dificilmente se observam relações lineares entre estas variáveis e a demência, mas antes relações complexas e com efeito cumulativo que aumentam o risco ou a protecção face à doença.
Factores Associados à Demência
Há evidência robusta sobre vários factores de risco comportamentais associados à saúde cognitiva.
Actividade Física
Tabaco e/ou Álcool
Peso Corporal
Participação Social
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Factores Associados à Demência
Factores Protectores
As variáveis de estilo de vida – não fumar, beber álcool moderadamente, ter actividade física, manter um peso normal, ter uma dieta saudável, ter participação social e actividade social – parecem ter uma influência positiva na função cognitiva e reduzir o risco de demência. Ainda que a evidência actual não seja robusta elas constituem um promissor campo de actuação do psicólogo, na promoção de estilos de vida saudáveis para diminuir o risco de demência e optimizar o processo de envelhecimento com bem-estar.
Factores Associados à Demência
Reserva Cognitiva como Factor Protector
A Reserva Cognitiva (RC) é considerada a capacidade dinâmica do cérebro tolerar a lesão cerebral. Explica a discrepância entre a extensão da lesão no cérebro e as suas manifestações clínicas. Uma maior RC permite o uso mais eficaz de redes cerebrais alternativas.
A reserva cognitiva inclui um conjunto de variáveis:
Escolaridade
Participação social
Actividades de lazer
Nível socioeconómico
Factores genéticos
Ocupação profissional
Estilo de vida (exercício físico, alimentação)
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Factores Associados à Demência
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Actividade Física
A actividade física é um dos aspectos menos controversos e com mais evidencia acumulada relativamente aos benefícios na saúde cognitiva. A prática de exercício físico moderado parece reduzir o risco de demência, seja através da diminuição do risco cerebrovascular (ex.: diabetes, hipertensão arterial, obesidade) seja pela activação cerebral. Este efeito protector pode resultar do efeito do exercício na diminuição do risco cerebrovascular (diabetes, hipertensão) ou aumento da capacidade cardiorrespiratória que aparece associada às funções executivas.
Peso Corporal
O peso corporal (Índice de Massa Corporal - IMC) está associado com frequência a comportamentos alimentares inadequados. O assunto é controverso e há resultados de investigação contraditórios. O peso corporal, mais particularmente a obesidade, parece constituir um factor de risco para a demência. A relação entre o peso corporal e o envelhecimento cerebral não é directo e pode passar, por exemplo, pela diabetes que por sua vez se associa a um risco acrescido de demência. A perda de peso e não apenas a obesidade também pode ser um sinal pré-clínico de demência ou reflectir uma nutrição inadequada devido a problemas de memória. A influência das vitaminas e outros micronutrientes na função cognitiva permanece controversa, mas os padrões e a dieta alimentar parecem relacionar-se com o risco da doença de Alzheimer.
Participação Social e Manutenção de Actividade Cognitiva
A ausência ou as redes sociais diminutas parecem associadas a maior probabilidade de desenvolver demência. A plasticidade cerebral, que face a estímulos do meio cria mais ligações neuronais pode explicar a associação do apoio social e emocional e a diminuição do risco de demência. As redes sociais podem ainda actuar através da redução do stress evitando respostas cardiovasculares e neuroendócrinas adversas e promovendo estilos de vida saudáveis. A actividade mental rica surge também associada a menor declínio cognitivo permitindo lidar melhor e compensar a patologia cerebral.
Tabaco e/ou álcool
O consumo com habituação/dependência de tabaco e/ou álcool parece ter efeitos no desenvolvimento da demência, nomeadamente do tipo Alzheimer e vascular. Observa-se um risco acrescido de neurodegeneração e stress oxidativo em grupos com consumo excessivo destas substâncias.
DEM - M1 - Factores Associados à Demência
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Created on September 23, 2024
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Factores Associados à Demência
FACTORES FIXOS
Referem-se a variáveis individuais (ex.: idade; genética) que, não obstante serem de risco para a doença, não se podem alterar.
Factores modificáveis
Referem-se a comportamentos individuais e/ou sociais (ex.: obesidade, iliteracia) passíveis de intervenção, nomeadamente intervenção psicológica.
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Factores Comportamentais de Risco e Factores Protectores da Demência
Os factores de risco ou protectores podem ser fixos ou modificáveis e actuam por vezes de forma directa na regulação fisiológica do organismo (ex: tabagismo, consumo excessivo de álcool) ou de forma indirecta, associados a outras variáveis como moderadores ou mediadores (ex: depressão, solidão, inactividade física). Dificilmente se observam relações lineares entre estas variáveis e a demência, mas antes relações complexas e com efeito cumulativo que aumentam o risco ou a protecção face à doença.
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Há evidência robusta sobre vários factores de risco comportamentais associados à saúde cognitiva.
Actividade Física
Tabaco e/ou Álcool
Peso Corporal
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Factores Protectores
As variáveis de estilo de vida – não fumar, beber álcool moderadamente, ter actividade física, manter um peso normal, ter uma dieta saudável, ter participação social e actividade social – parecem ter uma influência positiva na função cognitiva e reduzir o risco de demência. Ainda que a evidência actual não seja robusta elas constituem um promissor campo de actuação do psicólogo, na promoção de estilos de vida saudáveis para diminuir o risco de demência e optimizar o processo de envelhecimento com bem-estar.
Factores Associados à Demência
Reserva Cognitiva como Factor Protector
A Reserva Cognitiva (RC) é considerada a capacidade dinâmica do cérebro tolerar a lesão cerebral. Explica a discrepância entre a extensão da lesão no cérebro e as suas manifestações clínicas. Uma maior RC permite o uso mais eficaz de redes cerebrais alternativas.
A reserva cognitiva inclui um conjunto de variáveis:
Escolaridade
Participação social
Actividades de lazer
Nível socioeconómico
Factores genéticos
Ocupação profissional
Estilo de vida (exercício físico, alimentação)
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Actividade Física
A actividade física é um dos aspectos menos controversos e com mais evidencia acumulada relativamente aos benefícios na saúde cognitiva. A prática de exercício físico moderado parece reduzir o risco de demência, seja através da diminuição do risco cerebrovascular (ex.: diabetes, hipertensão arterial, obesidade) seja pela activação cerebral. Este efeito protector pode resultar do efeito do exercício na diminuição do risco cerebrovascular (diabetes, hipertensão) ou aumento da capacidade cardiorrespiratória que aparece associada às funções executivas.
Peso Corporal
O peso corporal (Índice de Massa Corporal - IMC) está associado com frequência a comportamentos alimentares inadequados. O assunto é controverso e há resultados de investigação contraditórios. O peso corporal, mais particularmente a obesidade, parece constituir um factor de risco para a demência. A relação entre o peso corporal e o envelhecimento cerebral não é directo e pode passar, por exemplo, pela diabetes que por sua vez se associa a um risco acrescido de demência. A perda de peso e não apenas a obesidade também pode ser um sinal pré-clínico de demência ou reflectir uma nutrição inadequada devido a problemas de memória. A influência das vitaminas e outros micronutrientes na função cognitiva permanece controversa, mas os padrões e a dieta alimentar parecem relacionar-se com o risco da doença de Alzheimer.
Participação Social e Manutenção de Actividade Cognitiva
A ausência ou as redes sociais diminutas parecem associadas a maior probabilidade de desenvolver demência. A plasticidade cerebral, que face a estímulos do meio cria mais ligações neuronais pode explicar a associação do apoio social e emocional e a diminuição do risco de demência. As redes sociais podem ainda actuar através da redução do stress evitando respostas cardiovasculares e neuroendócrinas adversas e promovendo estilos de vida saudáveis. A actividade mental rica surge também associada a menor declínio cognitivo permitindo lidar melhor e compensar a patologia cerebral.
Tabaco e/ou álcool
O consumo com habituação/dependência de tabaco e/ou álcool parece ter efeitos no desenvolvimento da demência, nomeadamente do tipo Alzheimer e vascular. Observa-se um risco acrescido de neurodegeneração e stress oxidativo em grupos com consumo excessivo destas substâncias.