Descobrindo a Psicologia
Psicologia
1. Para que serve a Psicologia? 2. Se eu precisasse, seria capaz de ir a um psicólogo?
Psicologia
1. Escolher um novo curso 2. Separação dos pais 3. Bullying 4. Ansiedade 5. Lesões desportivas 6. Problemas com a imagem
Comunicar
Comunicar significa, nesse sentido, trocar informações, tornar comum aos outros ideias, convicções, factos ou sentimentos. É transformar o individual em coletivo. Comunicar é uma necessidade social inerente a todo o ser humano e um fenómeno que ocorre sempre em determinados contextos sociais e culturais.
Psicologia
Ciência que estuda a mente (os processos mentais) e o comportamento (as ações do corpo), através de diversos métodos (experimental, clínico, psicanalítico, entre outros).
Mente
Conjunto de processos que ocorrem no interior de cada pessoa, possibilitados pela atividade cerebral e que conhecemos como emoções, desejos, intenções, perceções, raciocínios, crenças, sonhos, memórias, consciência, entre outros. Constitui um fenómeno subjetivo.
Comportamento
Realização física do sujeito, pública e observável. Trata-se de um fenómeno objetivo. Inclui gestos, expressões faciais, movimentos, sons, entre outros.
Psicologia do senso comum
Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje vs
Devagar se vai ao longe
Mais vale um pássaro na mão do que dois a voarvs
Quem não arrisca não petisca
Psicologia do senso comum
Psicologia do senso comum
Dado que a Psicologia é, por um lado, um conhecimento sobre a mente e o comportamento e, por outro lado, muito discutida nos meios de comunicação, todas as pessoas formam ideias sobre si e sobre os outros mas não significa que sejam psicólogos.
Psicologia do senso comum
É, pois, natural e desejável que todos formem essas ideias, mas tal não deve ser visto como conhecimento científico. Importa, então, distinguir a Psicologia científica da Psicologia do senso comum.
Como podemos saber se as nossas ideias são do senso comum ou científicas?
A Psicologia do senso comum é subjetiva...
...porque se trata de um conjunto de ideias (sobre as pessoas) que formamos ao misturar a nossa sensibilidade e as opiniões anteriores (incluindo preconceitos) com as observações e interpretações pessoais que fazemos do seu comportamento.
A Psicologia científica é objetiva...
...porque se baseia na definição precisa de conceitos e na observação atenta, preparada, sistemática, repetida e auxiliada por instrumentos de medida. Requer o registo de numerosos dados quantificados (sempre que possível) sobre o comportamento e os processos mentais.
Psicologia Científica
Psicologia
Analisamos neste capítulo alguns dos nomes mais influentes desta ciência, destacando dois ângulos: o do objeto de estudo e o dos métodos e técnicas para o estudar.
Wilhelm Wundt
Objeto de estudo: A consciência Método de estudo: Introspeção controlada
Wilhelm Wundt
Wundt considerava que:
- 1. Os sentimentos humanos (amor, afeição, alegria, humor, inveja, paixão) resultam da combinação (em graus diferentes) de três elementos: agrado ou desagrado, tensão ou relaxamento e excitação ou calma.
Wilhelm Wundt
2. As ideias sobre as coisas resultam da combinação de sensações elementares de diferentes tipos (visuais, auditivas, táteis, olfativas e gustativas).
Wilhelm Wundt
A teoria de Wundt recebeu o nome de Associacionismo, por representar a consciência como uma associação organizada de elementos simples.
Método de Wundt
Autoanálise que o sujeito faz aos conteúdos da sua consciência. A introspeção científica usada por Wundt é diferente da do senso comum. Recebeu o nome de introspeção controlada por depender de um conjunto de procedimentos rigorosos na produção dos estímulos (que são medidos) e na autoanálise e descrição dos estados mentais produzidos pelos estímulos, para que as conclusões sejam científicas e não do senso comum.
Introspeção Controlada
O controlo das condições de realização das experiências introspetivas implementadas por Wundt começava na seleção dos colaboradores – recrutava apenas pessoas dotadas de linguagem precisa e com preparação técnica para a tarefa.
Introspeção Controlada
Além disso, o ambiente onde decorria a investigação era o laboratório, ou seja, um espaço tecnologicamente equipado para permitir medições exatas e evitar a interferência de fatores desconhecidos e condicionadores do estudo.
Introspeção Controlada
Nesse ambiente, Wundt ia alterando os estímulos em termos de intensidade, duração ou outra qualquer medida, e pedia aos colaboradores que relatassem as sensações e os sentimentos provocados por cada um, tentando, assim, perceber, de modo rigoroso, as mudanças de consciência resultantes das mudanças de estímulos. Os estímulos manipulados em laboratório eram, sobretudo, fenómenos auditivos e visuais.
Críticas
Críticas
Apesar do inegável interesse do método da introspeção controlada no estudo dos processos mentais e do comportamento humano, foram-lhe apontadas diversas limitações por outros estudiosos desta ciência.
1. Limitação de Rigor
Só a pessoa que tem as sensações e os sentimentos pode saber o que se passa na sua mente, logo não há garantia de que observa e descreve corretamente o que sente e pensa (o que pode acontecer por falta de sinceridade ou por falta de palavras para traduzir as sensações e os sentimentos).
2. Limitações do Campo de Aplicação
A introspeção só pode ser realizada por pessoas com um raciocínio rigoroso e uma linguagem detalhada. Por isso, não permite estudar várias áreas importantes do campo psicológico, como os processos mentais infantis, quem padece de doença psicológica, os estados mentais inconscientes e a mente dos animais.
Ivan Pavlov
Objeto de estudo: Os reflexos condicionados e a aprendizagem em cães Método de estudo: Experimental
Ivan Pavlov
Pavlov dedicou-se ao estudo do comportamento salivar dos cães em resposta a estímulos ambientais – estudou os reflexos salivares. Investigou realidades objetivas, observáveis e mensuráveis.
Ivan Pavlov
A hipótese fundamental de Pavlov é que toda a vida psíquica assenta na aptidão do cérebro para estabelecer, “sem interrupção”, novos circuitos reflexos (associações mentais realizadas de modo automático e involuntário).
Ivan Pavlov
O estudo de Pavlov em cães foi decisivo para a Psicologia da aprendizagem. Aliás, ele introduziu a importante noção de aprendizagem por associação. Defendia a existência de um estímulo incondicionado (uma sensação), ou seja, um acontecimento causador, automaticamente, de resposta incondicionada (um comportamento inato – a salivação).
Ivan Pavlov
Pavlov defendia que, durante a aprendizagem, se construía uma ligação mental inconsciente entre esse estímulo incondicionado e um estímulo neutro (a campainha ou os passos do dono, que, inicialmente, não produziram qualquer resposta do organismo).
Ivan Pavlov
Devido à repetição da associação dos dois estímulos, a partir de certo momento, o estímulo neutro provocou a mesma resposta que, no início, gerou o estímulo incondicionado. Pavlov designou essa resposta por “resposta condicionada”, e o estímulo que a provocava denominou-o “estímulo condicionado”.
Ivan Pavlov
Estas relações poderão ser observadas na figura seguinte, que ilustra a experiência em que Pavlov associou um estímulo neutro (toque da campainha)- (imagem 2) a um estímulo incondicionado (alimento)- (imagem 3)
Ivan Pavlov
Inicialmente, a visão do alimento provocava salivação, mas ouvir a campainha não provocava essa reação. Porém, notou que, depois de repetidas conjunções entre o toque da campainha e a visão do alimento, o cão passou a salivar quando o toque da campainha era apresentado isoladamente. (imagem 4)
Método Experimental
Pavlov aplicou o método experimental, tendo-se destacado a sua preocupação com o rigor, ao criar um ambiente laboratorial devidamente controlado e usar instrumentos de medida para efetuar os registos de dados com precisão.
Vídeo da experiência
https://app.escolavirtual.pt/lms/playerguest/player/3977/res
Reflexo Condicionado
Resposta dada a um estímulo anteriormente neutro e que resulta da associação involuntária desse estímulo a outro que normalmente produz a mesma resposta de forma natural e automática, ou inata.
Módulo 1- Descobrir a Psicologia
Ladislau Paulo
Created on September 16, 2024
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Descobrindo a Psicologia
Psicologia
1. Para que serve a Psicologia? 2. Se eu precisasse, seria capaz de ir a um psicólogo?
Psicologia
1. Escolher um novo curso 2. Separação dos pais 3. Bullying 4. Ansiedade 5. Lesões desportivas 6. Problemas com a imagem
Comunicar
Comunicar significa, nesse sentido, trocar informações, tornar comum aos outros ideias, convicções, factos ou sentimentos. É transformar o individual em coletivo. Comunicar é uma necessidade social inerente a todo o ser humano e um fenómeno que ocorre sempre em determinados contextos sociais e culturais.
Psicologia
Ciência que estuda a mente (os processos mentais) e o comportamento (as ações do corpo), através de diversos métodos (experimental, clínico, psicanalítico, entre outros).
Mente
Conjunto de processos que ocorrem no interior de cada pessoa, possibilitados pela atividade cerebral e que conhecemos como emoções, desejos, intenções, perceções, raciocínios, crenças, sonhos, memórias, consciência, entre outros. Constitui um fenómeno subjetivo.
Comportamento
Realização física do sujeito, pública e observável. Trata-se de um fenómeno objetivo. Inclui gestos, expressões faciais, movimentos, sons, entre outros.
Psicologia do senso comum
Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje vs
Devagar se vai ao longe
Mais vale um pássaro na mão do que dois a voarvs
Quem não arrisca não petisca
Psicologia do senso comum
Psicologia do senso comum
Dado que a Psicologia é, por um lado, um conhecimento sobre a mente e o comportamento e, por outro lado, muito discutida nos meios de comunicação, todas as pessoas formam ideias sobre si e sobre os outros mas não significa que sejam psicólogos.
Psicologia do senso comum
É, pois, natural e desejável que todos formem essas ideias, mas tal não deve ser visto como conhecimento científico. Importa, então, distinguir a Psicologia científica da Psicologia do senso comum.
Como podemos saber se as nossas ideias são do senso comum ou científicas?
A Psicologia do senso comum é subjetiva...
...porque se trata de um conjunto de ideias (sobre as pessoas) que formamos ao misturar a nossa sensibilidade e as opiniões anteriores (incluindo preconceitos) com as observações e interpretações pessoais que fazemos do seu comportamento.
A Psicologia científica é objetiva...
...porque se baseia na definição precisa de conceitos e na observação atenta, preparada, sistemática, repetida e auxiliada por instrumentos de medida. Requer o registo de numerosos dados quantificados (sempre que possível) sobre o comportamento e os processos mentais.
Psicologia Científica
Psicologia
Analisamos neste capítulo alguns dos nomes mais influentes desta ciência, destacando dois ângulos: o do objeto de estudo e o dos métodos e técnicas para o estudar.
Wilhelm Wundt
Objeto de estudo: A consciência Método de estudo: Introspeção controlada
Wilhelm Wundt
Wundt considerava que:
Wilhelm Wundt
2. As ideias sobre as coisas resultam da combinação de sensações elementares de diferentes tipos (visuais, auditivas, táteis, olfativas e gustativas).
Wilhelm Wundt
A teoria de Wundt recebeu o nome de Associacionismo, por representar a consciência como uma associação organizada de elementos simples.
Método de Wundt
Autoanálise que o sujeito faz aos conteúdos da sua consciência. A introspeção científica usada por Wundt é diferente da do senso comum. Recebeu o nome de introspeção controlada por depender de um conjunto de procedimentos rigorosos na produção dos estímulos (que são medidos) e na autoanálise e descrição dos estados mentais produzidos pelos estímulos, para que as conclusões sejam científicas e não do senso comum.
Introspeção Controlada
O controlo das condições de realização das experiências introspetivas implementadas por Wundt começava na seleção dos colaboradores – recrutava apenas pessoas dotadas de linguagem precisa e com preparação técnica para a tarefa.
Introspeção Controlada
Além disso, o ambiente onde decorria a investigação era o laboratório, ou seja, um espaço tecnologicamente equipado para permitir medições exatas e evitar a interferência de fatores desconhecidos e condicionadores do estudo.
Introspeção Controlada
Nesse ambiente, Wundt ia alterando os estímulos em termos de intensidade, duração ou outra qualquer medida, e pedia aos colaboradores que relatassem as sensações e os sentimentos provocados por cada um, tentando, assim, perceber, de modo rigoroso, as mudanças de consciência resultantes das mudanças de estímulos. Os estímulos manipulados em laboratório eram, sobretudo, fenómenos auditivos e visuais.
Críticas
Críticas
Apesar do inegável interesse do método da introspeção controlada no estudo dos processos mentais e do comportamento humano, foram-lhe apontadas diversas limitações por outros estudiosos desta ciência.
1. Limitação de Rigor
Só a pessoa que tem as sensações e os sentimentos pode saber o que se passa na sua mente, logo não há garantia de que observa e descreve corretamente o que sente e pensa (o que pode acontecer por falta de sinceridade ou por falta de palavras para traduzir as sensações e os sentimentos).
2. Limitações do Campo de Aplicação
A introspeção só pode ser realizada por pessoas com um raciocínio rigoroso e uma linguagem detalhada. Por isso, não permite estudar várias áreas importantes do campo psicológico, como os processos mentais infantis, quem padece de doença psicológica, os estados mentais inconscientes e a mente dos animais.
Ivan Pavlov
Objeto de estudo: Os reflexos condicionados e a aprendizagem em cães Método de estudo: Experimental
Ivan Pavlov
Pavlov dedicou-se ao estudo do comportamento salivar dos cães em resposta a estímulos ambientais – estudou os reflexos salivares. Investigou realidades objetivas, observáveis e mensuráveis.
Ivan Pavlov
A hipótese fundamental de Pavlov é que toda a vida psíquica assenta na aptidão do cérebro para estabelecer, “sem interrupção”, novos circuitos reflexos (associações mentais realizadas de modo automático e involuntário).
Ivan Pavlov
O estudo de Pavlov em cães foi decisivo para a Psicologia da aprendizagem. Aliás, ele introduziu a importante noção de aprendizagem por associação. Defendia a existência de um estímulo incondicionado (uma sensação), ou seja, um acontecimento causador, automaticamente, de resposta incondicionada (um comportamento inato – a salivação).
Ivan Pavlov
Pavlov defendia que, durante a aprendizagem, se construía uma ligação mental inconsciente entre esse estímulo incondicionado e um estímulo neutro (a campainha ou os passos do dono, que, inicialmente, não produziram qualquer resposta do organismo).
Ivan Pavlov
Devido à repetição da associação dos dois estímulos, a partir de certo momento, o estímulo neutro provocou a mesma resposta que, no início, gerou o estímulo incondicionado. Pavlov designou essa resposta por “resposta condicionada”, e o estímulo que a provocava denominou-o “estímulo condicionado”.
Ivan Pavlov
Estas relações poderão ser observadas na figura seguinte, que ilustra a experiência em que Pavlov associou um estímulo neutro (toque da campainha)- (imagem 2) a um estímulo incondicionado (alimento)- (imagem 3)
Ivan Pavlov
Inicialmente, a visão do alimento provocava salivação, mas ouvir a campainha não provocava essa reação. Porém, notou que, depois de repetidas conjunções entre o toque da campainha e a visão do alimento, o cão passou a salivar quando o toque da campainha era apresentado isoladamente. (imagem 4)
Método Experimental
Pavlov aplicou o método experimental, tendo-se destacado a sua preocupação com o rigor, ao criar um ambiente laboratorial devidamente controlado e usar instrumentos de medida para efetuar os registos de dados com precisão.
Vídeo da experiência
https://app.escolavirtual.pt/lms/playerguest/player/3977/res
Reflexo Condicionado
Resposta dada a um estímulo anteriormente neutro e que resulta da associação involuntária desse estímulo a outro que normalmente produz a mesma resposta de forma natural e automática, ou inata.