Projeto Maia “(SÊ)Mente de Mudança” o papel das rubricas
Julho de 2024
Fernanda Cravo e Mª José Martins
Projeto Maia
(2020, Ana Rita Ferreira, Élia Barbosa, Fernanda Cravo, Isabel Lima, Maria da Conceição Roque e Maria José Martins)
ÍNDICE
- Enquadramento curricular e teórico
- Natureza e fundamentos da avaliação
- Dinâmicas do processo ensino, aprendizagem e avaliação
- Papel das rubricas no processo de aprendizagem: natureza, acesso e utilização por alunos e professores
Enquadramento Curricular e teórico
4º
Estabelece o regime jurídico da educação inclusiva
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho
3º
Estabelece o curriculo e os principios orientadores da avaliação
Decreto- Lei nº 55/2018 de 6 de julho
2º
Homologa o Perfil
Despacho n.º 6478/2017, 26 de julho
Despacho n.º 6173/2016, de 10 de maio de 2016 Apresentação pública - Setembro 2017
1º
Estratégia Nacional para a Cidadania
Enquadramento Curricular e teórico
7º
Define os referenciais curriculares incluindo a avaliação externa.
Despacho n.º 6605-A/2021, de 6 de julho
6º
Portaria n.º 223-A/2018 de 3 de agosto
Regulamenta a avaliação com base no PASEO
Despacho n.º 6944-A/2018, de 19 de julho
5º
Homologa as aprendizagens essenciais
Dos Normativos à Ação | ideias a reteR
Do aluno ao cidadão, numa sociedade em que todos contam e na qual a aprendizagem, nesta era digital, se faz ao longo da vida.
A Avaliação Pedagógica incide nos processos de ensino e de aprendizagem e é muito mais do que uma questão de escolha de instrumentos, é um processo de mudança na abordagem pedagógica.
A Mudança na abordagem pedagógica, na perspetiva dos nossos alunos:
Vídeo: " Refletir sobre o Passado, Sentir o Presente e Sonhar o Futuro"- Autorizada a partilha no PADDE na página do AE.
Dinâmicas do processo ensino, aprendizagem e avaliação
A abordagem mais enraizada nas práticas pedagógicas baseia a avaliação no pensamento criterial, procura objetividade e utiliza dados de natureza quantitativa.
- O desafio reside na definição de critérios.
- Procura recolher dados / resultados .
A partir dos anos 80 emergem novas conceptualizações sobre a avaliação das aprendizagens e muito particularmente sobre a avaliação formativa que ocorre durante o processo de ensino e aprendizagem e que está mais atenta aos processos mas sem descurar os resultados.- Procura recolher evidências com a finalidade de apoiar e orientar no sentido da melhoria.
Baseado em: "Avaliar para melhorar as aprendizagens: análise e discussão de algumas questões essenciais", Domingos Fernandes.
Natureza e Propósitos da avaliação: reflexões
1. A avaliação não é uma ciência exata nem uma mera técnica e é necessário retirar destes factos as devidas ilações. 2. A avaliação, em geral, não se reduz a uma medida, sendo uma prática social sofisticada que exige participação e interação social. 3. A avaliação não produz, em geral, resultados exatos nem definitivos; porém, deverá ser credível, rigorosa e útil para todos os intervenientes no processo. 4. A avaliação deve ser simples, exequível, eticamente irrepreensível e
facilmente compreendida por todos os intervenientes. 5. A avaliação permite discernir a qualidade de qualquer objeto; muitas vezes é desejável que tal discernimento seja feito com base na utilização complementar de avaliações baseadas em critérios e de avaliações baseadas na experiência e nas práticas das pessoas. 6. A avaliação deve ser utilizada para melhorar a vida das pessoas, das
organizações e das sociedades sem que dela se deixem de retirar as
devidas consequências que, normalmente, implicam a regulação e a
autorregulação do avaliado.
"Avaliar para melhorar as aprendizagens: análise e discussão de algumas questões essenciais", Domingos Fernandes
Natureza e Fundamentos da Avaliação
Partilhado de: E- learning-apoio (facebook)
Vídeo realizado no âmbito da oficina de formação "Avaliar P'ra Quê?", promovida pelo ProSucesso, sobre rubricas de avaliação.
Natureza e Propósitos da avaliação: reflexões
Baseada na experiência vivida
Baseada em critérios
Avaliação que consegue traduzir mais fielmente as aprendizagens realizadas
Dados objetivosQuantitativa Negociação variável Assente em resultados
Dados subjetivosQualitativa Negociada e participada Assente em processos
Rubricas
Ferramenta Pedagógica que permite concretizar as duas abordagens
Tipos de Rubricas
De listas de verificação
De competências
De Desenvolvimento
Analítica
Holística
2013, S.M. Brookhart
Tipos de Rubricas segundo o Projeto MAIA
MAIA – Monitorização, Acompanhamento e Investigação em AValiação Pedagógica
Analítica
Holística
De listas de verificação
De Desenvolvimento
De competências
Rubricas e Feedback
Vídeo retirado de https://sites.google.com/view/maiacfms/rubricas?authuser=0
Dinâmicas do processo ensino, aprendizagem e avaliação
A avaliação formativa, enquanto principal modalidade de avaliação integra o processo de ensino e de aprendizagem fundamentando o seu desenvolvimento.
3790-(8) Diário da República, 1.ª série — N.º 149 — 3 de agosto de 2018
Portaria 223-A /2018 de 03 de agosto
Portaria 223-A /2018 de 03 de agosto
Olhemo-nos ao espelho...
Sabendo que não existem respostas certas ou erradas
Para participar na reflexão devem aceder ao link partilhado na classroom.
Olhemo-nos ao espelho... Sabendo que não existem respostas certas ou erradas
Considera que os documentos orientadores refletem corretamenta a relação entre educação formal e as competências/habilidades que os alunos precisam no mundo real?
As planificações da minha disciplina estão elaboradas dando liberdade ao professor de determinar os instrumentos e gerir conteúdos ou assentam no cumprimento das unidades do manual?
As aprendizagens da minha disciplina indicam claramente o desenvolvimento de competências?
Quando planifico, onde foco a minha atenção, no conteúdo ou na competência?
Olhemo-nos ao espelho... Sabendo que não existem respostas certas ou erradas.
Sempre que proponho uma tarefa estão perfeitamente definidos os objetivos de aprendizagem a alcançar com a mesma?
Quais são as suas principais preocupações em relação ao desempenho e à avaliação dos alunos?
Avaliação Pedagógica. Que importância tem?
Educar na era da transição tecnológica é um constrangimento ou uma oportunidade?
(...) ensino de métodos que permitam ver o contexto e o conjunto, em lugar
do conhecimento fragmentado (...)
Citação de Edgar Morin, in PASEO, p.5 .
As vossas reflexões
Esquema da nossa abordagem pedagógica
Avaliação para a aprendizagem
Identificação do que é necessário ensinar/aprender
Diagnóstico
Identificaçao de como vou ensinar
Compromisso | Metacognição
Identificação do que é necessário para aprender
Classificação
Monitorização
Como fazemos...
Departamento
Comunicar é fundamental
Cons. de Turma
Trabalho colaborativo
Professor-aluno
Canal de comunicação
Autorregulação
Aluno-aluno
Drive/Classroom
Participação na definição de todo o processo
Envolvimento
Tomada de decisões e responsabilização
Autonomia
Ambiente híbrido de aprendizagem
Tempo e espaço para fazer, errar e aprender
Feedback
Projeto Interdisciplinar que seguiu esta metodologia
Tempo e espaço para agir sobre a dificuldade
Autoestudo
" Refletir sobre o Passado, Sentir o Presente e Sonhar o Futuro"- Partilha autorizada na página do Agrupamento
Formativa
Avaliação
Sumativa
Como fazemos...
Departamento| Trabalho colaborativo Aferição de conceitos, linguagens e procedimentos
Rubrica Holística
Como fazemos...
Utilização de um ambiente de aprendizagem partilhado, agregador da informação e dos produtos para o CT, para os alunos e encarregados de educação.
Como fazemos...
Disponibilização de instrumentos e recursos com vista ao desenvolvimento da autonomia, autoestudo, autorregulação. Feedback e avaliação.
Como fazemos...
Como fazemos...
Princípio da Positividade – implementando situações de avaliação em ambientes informais, através da qual os alunos tenham plenas oportunidades para demonstrarem o que podem e sabem fazer.
Rubrica Analítica (de listas de verificação)
Planeamento colaborativo com foco na competência com negociação do Porquê? e identificação objetiva do Quê? e do Como? da aprendizagem Princípio da Integração Curricular – a proposta de ação deve permitir: a) que os alunos aprendam; b) que os professores ensinem; e c) que ambos avaliem as aprendizagens realizadas e o ensino.
Como fazemos...
Como fazemos...
Aplicando o Príncípio da Transparência. Todos conhecemos as "regras do jogo".
Rubrica Analítica (de desenvolvimento)
Como fazemos...
Aplicando o Príncípio da Transparência. Todos conhecemos as "regras do jogo".
Rubrica Analítica (de competência)
Os processos de recolha de informação a utilizar, são dados a conhecer aos intervenientes.
Como fazemos...
Como fazemos...
Os processos de recolha de informação a utilizar são dados a conhecer aos intervenientes.
Como fazemos...
Rubrica Analítica (de listas de verificação)
Fornecendo os scaffolds que a monitorização mostra serem necessários.
Rubrica holística
Como fazemos...
Aplicando o Príncípio da Melhoria da Aprendizagem – Avaliar para Aprender e Avaliar para Melhorar.
Rubrica Analítica (de listas de verificação)
Rubricas Analíticas (de competência)
Como fazemos...
Aplicando o Príncípio da Diversificação – através da avaliação os alunos tomam consciência do tipo de atividades, aprendizagens, atitudes, valores, conhecimentos e capacidades que são valorizados.
Rubrica Analítica (de listas de verificação)
Como fazemos...
Princípio da Melhoria da aprendizagem através da consciencialização, da autorregulação, feedback e insentivo à resiliência para a melhoria.
Como fazemos...
Princípio da Melhoria da aprendizagem através da consciencialização, da autorregulação, feedback e insentivo à resiliência para a melhoria.
Ao definir ações de aprendizagem temos de decidir onde iremos focar o olhar – esta decisão irá auxiliar o ensino, clarificar a aprendizagem e objetivar a avaliação.
Saber
Como fazer?
Tarefa/Projeto/ Atividade/ Rubrica
Porque fazer?
Avaliar/classificar
Quando fazer?
Saber fazer
Ensino
Avaliação
Aprendizagem
Guião de trabalho
Aceder à tarefa partilhada na classroom.
Como fazer Rubricas na classroom | Tutorial
Vídeo retirado de https://sites.google.com/view/maiacfms/rubricas?authuser=0
"Refletir sobre a forma como os meus alunos aprendem, conduziu-me a analisar como ensino: qual é o meu enquadramento em termos de abordagens pedagógicas? no que é que sustento as minhas decisões? quais são as minhas barreiras e como reajo a elas? Por formação, deveria orientar as minhas decisões/ações para o cumprimento dos normativos que regulam o currículo e a avaliação e dar cumprimento aos programas, metas, Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória, Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania e Aprendizagens Essenciais que, ao longo do tempo, se têm vindo a sobrepor, originando um manancial de temas e conteúdos. A experiência mostra-me que os currículos estão desenhados para uma média imaginária de alunos destinatários e que, no terreno, cada professor deverá orientar a sua ação para as “pessoas pequeninas” que estão na sala de aula, respeitando a sua diversidade e conduzindo o processo de ensino-aprendizagem-avaliação, concentrando-se nas competências, nas abordagens, nos recursos, nos instrumentos, nos processos de monitorização e instrumentos de avaliação, garantido a igualdade de oportunidades no acesso à aprendizagem. O grande desafio que me coloco é ser capaz de reconhecer que sempre que um aluno revela algum tipo de dificuldade não é no aluno que está o problema, mas sim no processo e/ou contexto – há necessidade de repensar e de flexibilizar os componentes do currículo para que possamos criar uma Escola para Todos.
Lido por IA- Clipchamp
(2018, Mª José Martins e Fernanda Cravo| Formação Escola Inclusiva)
Prompt: Uma professora de meia idade, a preparar as suas aulas, num estilo impressionista, acrescentar computadores e alunos na sala de aula.
Imagem produzida no Copilot (IA)
Obrigada a todos pela paciência!
Um agradecimento especial à Vera Vaz pela partilha e pelo tratamento gráfico.
Escola inclusiva onde todos e cada um dos alunos, independentemente da sua situação pessoal e social, encontram respostas que lhes possibilitam a aquisição de um nível de educação e formação facilitadoras da sua plena inclusão social. (...) As opções metodológicas subjacentes ao presente decreto -lei assentam no desenho universal para a aprendizagem e na abordagem multinível no acesso ao currículo.
https://faciencia.edu.br/product/educacao-especial-inclusiva/
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho
Este Perfil constitui-se como matriz comum para todas as escolas e ofertas educativas no âmbito da escolaridade obrigatória, designadamente ao nível curricular, no planeamento, na realização e na avaliação interna e externa do ensino e da aprendizagem.
in "PASEO"
Explicitar claramente ao aluno: . que ações tem para fazer; . que instrumentos deve utilizar; . que recursos de apoio lhe foram disponibilizados; . como deve comunicar com o professor e com os pares; . que instrumentos de autorregulação lhe serão disponibilizados; . como vai ser avaliado; . o que é esperado do seu desempenho.
Definir abordagem pedagógica: . Definir o domínio, a competência/skill para o qual/quais vamos olhar; . Ações de ensino/aprendizagem; . Ambiente de ensino/aprendizagem; . Cronograma das ações ; . Momentos de feedback ; . Instrumentos de trabalho; . Instrumentos de suporte à aprendizagem .Produtos.
Figura - Estratégias e Instrumentos de Avaliação – Exemplos
In, Avaliação e feedback-desafios atuais, Lúcia Amante e Isolinda Oliveira, Universidade Aberta
Monitorizar os passos do processo e de acordo com os standards definidos, se necessário, reorientar o ensino, redefinir ações e estratégias e regular a aprendizagem através da tomada de consciência das barreiras e da identificação dos meios e dos processos que as permitem ultrapassar. São ações chave da monitorização: o acompanhamento de proximidade (scaffolding), o feedback de qualidade, o aperfeiçoamento/enriquecimento dos produtos.
Rede de reconhecimento – o modo como a informação é apresentada aos alunos. A conceção de currículos e de ensino universalmente acessíveis implica a conceção e a apresentação de informação. A apresentação da informação implica tanto a lecionação do ensino como a conceção e a apresentação dos currículos. Porque o tipo de apresentação de abordagem única coloca barreiras à aprendizagem de muitos alunos, o DUA apoia tanto várias abordagens como abordagens flexíveis de apresentação do conteúdo. Tornar a informação acessível é o primeiro passo para apoiar os alunos na aquisição de conhecimentos.
Rede estratégica – o modo como os alunos demonstram os conhecimentos e as competências. As oportunidades para os alunos expressarem a sua aprendizagem são essenciais para os professores monitorizarem até que ponto os alunos estão a entender e a adquirir conhecimentos e capacidades dos conteúdos. Igualmente importante para alguns alunos é o apoio destinado à aquisição de processos que os ajudam a definir os objetivos, a gerir o progresso e a desenvolver capacidades de aprendizagem estratégicas para a vida.
Rede afetiva – o modo como os alunos se autoenvolvem e se motivam
Através de abordagens flexíveis, personalizadas e adequadas às necessidades individuais, o DUA permite definir objetivos educativos e equacionar estratégias, materiais e formas de avaliação pertinentes para todos os alunos, e não apenas para alguns (CAST, 2014; Rapp, 2014). Como afirma Edyburn (2010) nesta abordagem os ambientes de ensino, os materiais e as estratégias são equacionados de modo a responder às características e necessidades de todos os alunos. Para que tal aconteça os docentes deverão demonstrar flexibilidade: i) na forma como envolvem/motivam os alunos nas situações de aprendizagem, ii) no modo como apresentam a informação e iii) na forma como avaliam os alunos, permitindo que as competências e os conhecimentos adquiridos possam ser manifestados de maneira diversa (Katz, 2014).
Nem todos os produtos necessitam de ser utilizados como instrumentos de recolha de informação com vista à atribuição de uma classificação.
As ações de ensino/aprendizagem podem visar apenas informação para a autorregulação dos processos. Os dados recolhidos podem apenas servir para ilustrar a evolução na atividade e participação do aluno.
Avaliação das aprendizagens como parte integrante da gestão do currículo enquanto instrumento ao serviço do ensino e das aprendizagens
A realização de aprendizagens significativas e o desenvolvimento de competências mais complexas pressupõem
tempo para a consolidação e uma gestão integrada do
conhecimento, valorizando os saberes disciplinares, mas também o trabalho interdisciplinar, a diversificação de
procedimentos e instrumentos de avaliação, a promoção
de capacidades de pesquisa, relação, análise, o domínio
de técnicas de exposição e argumentação, a capacidade de
trabalhar cooperativamente e com autonomia. (...)
Decreto- Lei nº 55/2018 de 6 de julho
Elaboração colaborativa de rubricas: . o professor identifica claramente o foco da aprendizagem esperada ao definir os critérios de avaliação; . o aluno identifica claramente o foco do seu trabalho para realizar a aprendizagem esperada, assim como os diferentes níveis de concretização possíveis para os critérios definidos. . ambos desenvolvem a metacognição através da compreensão sobre a sua própria atividade que favorecem os processos de aprendizagem/ensino. Corresponsabilização pelo cumprimentos das ações.
A avaliação assume caráter contínuo e sistemático,
ao serviço das aprendizagens, e fornece ao professor, ao
aluno, ao encarregado de educação e aos restantes intervenientes
informação sobre o desenvolvimento do trabalho,
a qualidade das aprendizagens realizadas e os percursos
para a sua melhoria. A avaliação interna das aprendizagens compreende,
de acordo com a finalidade que preside à recolha de informação,
as modalidades formativa e sumativa.Na avaliação interna são envolvidos os alunos,
privilegiando-se um processo de autorregulação das suas
aprendizagens.Num mundo de tecnologias emergentes é fundamental assumir-se que a formação será ao longo da vida por parte do cidadão, sendo que a mesma é orientada pela sua capacidade de diagnosticar fragilidades e trilhar caminhos para a superação das mesmas.
(2022; Mª José Martins | Formação CDD nível II)
Rede de reconhecimento – o modo como a informação é apresentada aos alunos. A conceção de currículos e de ensino universalmente acessíveis implica a conceção e a apresentação de informação. A apresentação da informação implica tanto a lecionação do ensino como a conceção e a apresentação dos currículos. Porque o tipo de apresentação de abordagem única coloca barreiras à aprendizagem de muitos alunos, o DUA apoia tanto várias abordagens como abordagens flexíveis de apresentação do conteúdo. Tornar a informação acessível é o primeiro passo para apoiar os alunos na aquisição de conhecimentos.
Rede estratégica – o modo como os alunos demonstram os conhecimentos e as competências. As oportunidades para os alunos expressarem a sua aprendizagem são essenciais para os professores monitorizarem até que ponto os alunos estão a entender e a adquirir conhecimentos e capacidades dos conteúdos. Igualmente importante para alguns alunos é o apoio destinado à aquisição de processos que os ajudam a definir os objetivos, a gerir o progresso e a desenvolver capacidades de aprendizagem estratégicas para a vida.
Rede afetiva – o modo como os alunos se autoenvolvem e se motivam
Através de abordagens flexíveis, personalizadas e adequadas às necessidades individuais, o DUA permite definir objetivos educativos e equacionar estratégias, materiais e formas de avaliação pertinentes para todos os alunos, e não apenas para alguns (CAST, 2014; Rapp, 2014). Como afirma Edyburn (2010) nesta abordagem os ambientes de ensino, os materiais e as estratégias são equacionados de modo a responder às características e necessidades de todos os alunos. Para que tal aconteça os docentes deverão demonstrar flexibilidade: i) na forma como envolvem/motivam os alunos nas situações de aprendizagem, ii) no modo como apresentam a informação e iii) na forma como avaliam os alunos, permitindo que as competências e os conhecimentos adquiridos possam ser manifestados de maneira diversa (Katz, 2014).
Esta estratéga deve consolidar-se, de modo que as crianças e jovens ao longo dos diferentes ciclos experienciem e adquiram competências e conhecimentos de cidadania em várias vertentes, designadamente, valores e conceitos de cidadania nacional, direitos humanos, igualdade de género, não discriminação, interculturalidade, inclusão das pessoas com deficiência, educação para a saúde, educação para os direitos sexuais e reprodutivos e educação rodoviária.
in "Estratégia Nacional de Educação Para a Cidadania"
Reorganização curricular, em convergência com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. (...) conjunto comum de conhecimentos a adquirir, identificados como os conteúdos de conhecimento disciplinar estruturado,indispensáveis, articulados conceptualmente, relevantes e significativos, bem como de capacidades e atitudes a desenvolver
Despacho n.º 6944-A/2018, de 19 de julho
Partilha- ACD| Projeto MAIA (Sê)Mente de Mudança- o papel das rubricas
Fernanda Cravo
Created on July 14, 2024
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Projeto Maia “(SÊ)Mente de Mudança” o papel das rubricas
Julho de 2024
Fernanda Cravo e Mª José Martins
Projeto Maia
(2020, Ana Rita Ferreira, Élia Barbosa, Fernanda Cravo, Isabel Lima, Maria da Conceição Roque e Maria José Martins)
ÍNDICE
Enquadramento Curricular e teórico
4º
Estabelece o regime jurídico da educação inclusiva
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho
3º
Estabelece o curriculo e os principios orientadores da avaliação
Decreto- Lei nº 55/2018 de 6 de julho
2º
Homologa o Perfil
Despacho n.º 6478/2017, 26 de julho
Despacho n.º 6173/2016, de 10 de maio de 2016 Apresentação pública - Setembro 2017
1º
Estratégia Nacional para a Cidadania
Enquadramento Curricular e teórico
7º
Define os referenciais curriculares incluindo a avaliação externa.
Despacho n.º 6605-A/2021, de 6 de julho
6º
Portaria n.º 223-A/2018 de 3 de agosto
Regulamenta a avaliação com base no PASEO
Despacho n.º 6944-A/2018, de 19 de julho
5º
Homologa as aprendizagens essenciais
Dos Normativos à Ação | ideias a reteR
Do aluno ao cidadão, numa sociedade em que todos contam e na qual a aprendizagem, nesta era digital, se faz ao longo da vida.
A Avaliação Pedagógica incide nos processos de ensino e de aprendizagem e é muito mais do que uma questão de escolha de instrumentos, é um processo de mudança na abordagem pedagógica.
A Mudança na abordagem pedagógica, na perspetiva dos nossos alunos:
Vídeo: " Refletir sobre o Passado, Sentir o Presente e Sonhar o Futuro"- Autorizada a partilha no PADDE na página do AE.
Dinâmicas do processo ensino, aprendizagem e avaliação
A abordagem mais enraizada nas práticas pedagógicas baseia a avaliação no pensamento criterial, procura objetividade e utiliza dados de natureza quantitativa.
A partir dos anos 80 emergem novas conceptualizações sobre a avaliação das aprendizagens e muito particularmente sobre a avaliação formativa que ocorre durante o processo de ensino e aprendizagem e que está mais atenta aos processos mas sem descurar os resultados.- Procura recolher evidências com a finalidade de apoiar e orientar no sentido da melhoria.
Baseado em: "Avaliar para melhorar as aprendizagens: análise e discussão de algumas questões essenciais", Domingos Fernandes.
Natureza e Propósitos da avaliação: reflexões
1. A avaliação não é uma ciência exata nem uma mera técnica e é necessário retirar destes factos as devidas ilações. 2. A avaliação, em geral, não se reduz a uma medida, sendo uma prática social sofisticada que exige participação e interação social. 3. A avaliação não produz, em geral, resultados exatos nem definitivos; porém, deverá ser credível, rigorosa e útil para todos os intervenientes no processo. 4. A avaliação deve ser simples, exequível, eticamente irrepreensível e facilmente compreendida por todos os intervenientes. 5. A avaliação permite discernir a qualidade de qualquer objeto; muitas vezes é desejável que tal discernimento seja feito com base na utilização complementar de avaliações baseadas em critérios e de avaliações baseadas na experiência e nas práticas das pessoas. 6. A avaliação deve ser utilizada para melhorar a vida das pessoas, das organizações e das sociedades sem que dela se deixem de retirar as devidas consequências que, normalmente, implicam a regulação e a autorregulação do avaliado.
"Avaliar para melhorar as aprendizagens: análise e discussão de algumas questões essenciais", Domingos Fernandes
Natureza e Fundamentos da Avaliação
Partilhado de: E- learning-apoio (facebook)
Vídeo realizado no âmbito da oficina de formação "Avaliar P'ra Quê?", promovida pelo ProSucesso, sobre rubricas de avaliação.
Natureza e Propósitos da avaliação: reflexões
Baseada na experiência vivida
Baseada em critérios
Avaliação que consegue traduzir mais fielmente as aprendizagens realizadas
Dados objetivosQuantitativa Negociação variável Assente em resultados
Dados subjetivosQualitativa Negociada e participada Assente em processos
Rubricas
Ferramenta Pedagógica que permite concretizar as duas abordagens
Tipos de Rubricas
De listas de verificação
De competências
De Desenvolvimento
Analítica
Holística
2013, S.M. Brookhart
Tipos de Rubricas segundo o Projeto MAIA
MAIA – Monitorização, Acompanhamento e Investigação em AValiação Pedagógica
Analítica
Holística
De listas de verificação
De Desenvolvimento
De competências
Rubricas e Feedback
Vídeo retirado de https://sites.google.com/view/maiacfms/rubricas?authuser=0
Dinâmicas do processo ensino, aprendizagem e avaliação
A avaliação formativa, enquanto principal modalidade de avaliação integra o processo de ensino e de aprendizagem fundamentando o seu desenvolvimento.
3790-(8) Diário da República, 1.ª série — N.º 149 — 3 de agosto de 2018
Portaria 223-A /2018 de 03 de agosto
Portaria 223-A /2018 de 03 de agosto
Olhemo-nos ao espelho...
Sabendo que não existem respostas certas ou erradas
Para participar na reflexão devem aceder ao link partilhado na classroom.
Olhemo-nos ao espelho... Sabendo que não existem respostas certas ou erradas
Considera que os documentos orientadores refletem corretamenta a relação entre educação formal e as competências/habilidades que os alunos precisam no mundo real?
As planificações da minha disciplina estão elaboradas dando liberdade ao professor de determinar os instrumentos e gerir conteúdos ou assentam no cumprimento das unidades do manual?
As aprendizagens da minha disciplina indicam claramente o desenvolvimento de competências?
Quando planifico, onde foco a minha atenção, no conteúdo ou na competência?
Olhemo-nos ao espelho... Sabendo que não existem respostas certas ou erradas.
Sempre que proponho uma tarefa estão perfeitamente definidos os objetivos de aprendizagem a alcançar com a mesma?
Quais são as suas principais preocupações em relação ao desempenho e à avaliação dos alunos?
Avaliação Pedagógica. Que importância tem?
Educar na era da transição tecnológica é um constrangimento ou uma oportunidade?
(...) ensino de métodos que permitam ver o contexto e o conjunto, em lugar do conhecimento fragmentado (...)
Citação de Edgar Morin, in PASEO, p.5 .
As vossas reflexões
Esquema da nossa abordagem pedagógica
Avaliação para a aprendizagem
Identificação do que é necessário ensinar/aprender
Diagnóstico
Identificaçao de como vou ensinar
Compromisso | Metacognição
Identificação do que é necessário para aprender
Classificação
Monitorização
Como fazemos...
Departamento
Comunicar é fundamental
Cons. de Turma
Trabalho colaborativo
Professor-aluno
Canal de comunicação
Autorregulação
Aluno-aluno
Drive/Classroom
Participação na definição de todo o processo
Envolvimento
Tomada de decisões e responsabilização
Autonomia
Ambiente híbrido de aprendizagem
Tempo e espaço para fazer, errar e aprender
Feedback
Projeto Interdisciplinar que seguiu esta metodologia
Tempo e espaço para agir sobre a dificuldade
Autoestudo
" Refletir sobre o Passado, Sentir o Presente e Sonhar o Futuro"- Partilha autorizada na página do Agrupamento
Formativa
Avaliação
Sumativa
Como fazemos...
Departamento| Trabalho colaborativo Aferição de conceitos, linguagens e procedimentos
Rubrica Holística
Como fazemos...
Utilização de um ambiente de aprendizagem partilhado, agregador da informação e dos produtos para o CT, para os alunos e encarregados de educação.
Como fazemos...
Disponibilização de instrumentos e recursos com vista ao desenvolvimento da autonomia, autoestudo, autorregulação. Feedback e avaliação.
Como fazemos...
Como fazemos...
Princípio da Positividade – implementando situações de avaliação em ambientes informais, através da qual os alunos tenham plenas oportunidades para demonstrarem o que podem e sabem fazer.
Rubrica Analítica (de listas de verificação)
Planeamento colaborativo com foco na competência com negociação do Porquê? e identificação objetiva do Quê? e do Como? da aprendizagem Princípio da Integração Curricular – a proposta de ação deve permitir: a) que os alunos aprendam; b) que os professores ensinem; e c) que ambos avaliem as aprendizagens realizadas e o ensino.
Como fazemos...
Como fazemos...
Aplicando o Príncípio da Transparência. Todos conhecemos as "regras do jogo".
Rubrica Analítica (de desenvolvimento)
Como fazemos...
Aplicando o Príncípio da Transparência. Todos conhecemos as "regras do jogo".
Rubrica Analítica (de competência)
Os processos de recolha de informação a utilizar, são dados a conhecer aos intervenientes.
Como fazemos...
Como fazemos...
Os processos de recolha de informação a utilizar são dados a conhecer aos intervenientes.
Como fazemos...
Rubrica Analítica (de listas de verificação)
Fornecendo os scaffolds que a monitorização mostra serem necessários.
Rubrica holística
Como fazemos...
Aplicando o Príncípio da Melhoria da Aprendizagem – Avaliar para Aprender e Avaliar para Melhorar.
Rubrica Analítica (de listas de verificação)
Rubricas Analíticas (de competência)
Como fazemos...
Aplicando o Príncípio da Diversificação – através da avaliação os alunos tomam consciência do tipo de atividades, aprendizagens, atitudes, valores, conhecimentos e capacidades que são valorizados.
Rubrica Analítica (de listas de verificação)
Como fazemos...
Princípio da Melhoria da aprendizagem através da consciencialização, da autorregulação, feedback e insentivo à resiliência para a melhoria.
Como fazemos...
Princípio da Melhoria da aprendizagem através da consciencialização, da autorregulação, feedback e insentivo à resiliência para a melhoria.
Ao definir ações de aprendizagem temos de decidir onde iremos focar o olhar – esta decisão irá auxiliar o ensino, clarificar a aprendizagem e objetivar a avaliação.
Saber
Como fazer?
Tarefa/Projeto/ Atividade/ Rubrica
Porque fazer?
Avaliar/classificar
Quando fazer?
Saber fazer
Ensino
Avaliação
Aprendizagem
Guião de trabalho
Aceder à tarefa partilhada na classroom.
Como fazer Rubricas na classroom | Tutorial
Vídeo retirado de https://sites.google.com/view/maiacfms/rubricas?authuser=0
"Refletir sobre a forma como os meus alunos aprendem, conduziu-me a analisar como ensino: qual é o meu enquadramento em termos de abordagens pedagógicas? no que é que sustento as minhas decisões? quais são as minhas barreiras e como reajo a elas? Por formação, deveria orientar as minhas decisões/ações para o cumprimento dos normativos que regulam o currículo e a avaliação e dar cumprimento aos programas, metas, Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória, Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania e Aprendizagens Essenciais que, ao longo do tempo, se têm vindo a sobrepor, originando um manancial de temas e conteúdos. A experiência mostra-me que os currículos estão desenhados para uma média imaginária de alunos destinatários e que, no terreno, cada professor deverá orientar a sua ação para as “pessoas pequeninas” que estão na sala de aula, respeitando a sua diversidade e conduzindo o processo de ensino-aprendizagem-avaliação, concentrando-se nas competências, nas abordagens, nos recursos, nos instrumentos, nos processos de monitorização e instrumentos de avaliação, garantido a igualdade de oportunidades no acesso à aprendizagem. O grande desafio que me coloco é ser capaz de reconhecer que sempre que um aluno revela algum tipo de dificuldade não é no aluno que está o problema, mas sim no processo e/ou contexto – há necessidade de repensar e de flexibilizar os componentes do currículo para que possamos criar uma Escola para Todos.
Lido por IA- Clipchamp
(2018, Mª José Martins e Fernanda Cravo| Formação Escola Inclusiva)
Prompt: Uma professora de meia idade, a preparar as suas aulas, num estilo impressionista, acrescentar computadores e alunos na sala de aula.
Imagem produzida no Copilot (IA)
Obrigada a todos pela paciência!
Um agradecimento especial à Vera Vaz pela partilha e pelo tratamento gráfico.
Escola inclusiva onde todos e cada um dos alunos, independentemente da sua situação pessoal e social, encontram respostas que lhes possibilitam a aquisição de um nível de educação e formação facilitadoras da sua plena inclusão social. (...) As opções metodológicas subjacentes ao presente decreto -lei assentam no desenho universal para a aprendizagem e na abordagem multinível no acesso ao currículo.
https://faciencia.edu.br/product/educacao-especial-inclusiva/
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho
Este Perfil constitui-se como matriz comum para todas as escolas e ofertas educativas no âmbito da escolaridade obrigatória, designadamente ao nível curricular, no planeamento, na realização e na avaliação interna e externa do ensino e da aprendizagem.
in "PASEO"
Explicitar claramente ao aluno: . que ações tem para fazer; . que instrumentos deve utilizar; . que recursos de apoio lhe foram disponibilizados; . como deve comunicar com o professor e com os pares; . que instrumentos de autorregulação lhe serão disponibilizados; . como vai ser avaliado; . o que é esperado do seu desempenho.
Definir abordagem pedagógica: . Definir o domínio, a competência/skill para o qual/quais vamos olhar; . Ações de ensino/aprendizagem; . Ambiente de ensino/aprendizagem; . Cronograma das ações ; . Momentos de feedback ; . Instrumentos de trabalho; . Instrumentos de suporte à aprendizagem .Produtos.
Figura - Estratégias e Instrumentos de Avaliação – Exemplos
In, Avaliação e feedback-desafios atuais, Lúcia Amante e Isolinda Oliveira, Universidade Aberta
Monitorizar os passos do processo e de acordo com os standards definidos, se necessário, reorientar o ensino, redefinir ações e estratégias e regular a aprendizagem através da tomada de consciência das barreiras e da identificação dos meios e dos processos que as permitem ultrapassar. São ações chave da monitorização: o acompanhamento de proximidade (scaffolding), o feedback de qualidade, o aperfeiçoamento/enriquecimento dos produtos.
Rede de reconhecimento – o modo como a informação é apresentada aos alunos. A conceção de currículos e de ensino universalmente acessíveis implica a conceção e a apresentação de informação. A apresentação da informação implica tanto a lecionação do ensino como a conceção e a apresentação dos currículos. Porque o tipo de apresentação de abordagem única coloca barreiras à aprendizagem de muitos alunos, o DUA apoia tanto várias abordagens como abordagens flexíveis de apresentação do conteúdo. Tornar a informação acessível é o primeiro passo para apoiar os alunos na aquisição de conhecimentos. Rede estratégica – o modo como os alunos demonstram os conhecimentos e as competências. As oportunidades para os alunos expressarem a sua aprendizagem são essenciais para os professores monitorizarem até que ponto os alunos estão a entender e a adquirir conhecimentos e capacidades dos conteúdos. Igualmente importante para alguns alunos é o apoio destinado à aquisição de processos que os ajudam a definir os objetivos, a gerir o progresso e a desenvolver capacidades de aprendizagem estratégicas para a vida. Rede afetiva – o modo como os alunos se autoenvolvem e se motivam Através de abordagens flexíveis, personalizadas e adequadas às necessidades individuais, o DUA permite definir objetivos educativos e equacionar estratégias, materiais e formas de avaliação pertinentes para todos os alunos, e não apenas para alguns (CAST, 2014; Rapp, 2014). Como afirma Edyburn (2010) nesta abordagem os ambientes de ensino, os materiais e as estratégias são equacionados de modo a responder às características e necessidades de todos os alunos. Para que tal aconteça os docentes deverão demonstrar flexibilidade: i) na forma como envolvem/motivam os alunos nas situações de aprendizagem, ii) no modo como apresentam a informação e iii) na forma como avaliam os alunos, permitindo que as competências e os conhecimentos adquiridos possam ser manifestados de maneira diversa (Katz, 2014).
Nem todos os produtos necessitam de ser utilizados como instrumentos de recolha de informação com vista à atribuição de uma classificação. As ações de ensino/aprendizagem podem visar apenas informação para a autorregulação dos processos. Os dados recolhidos podem apenas servir para ilustrar a evolução na atividade e participação do aluno.
Avaliação das aprendizagens como parte integrante da gestão do currículo enquanto instrumento ao serviço do ensino e das aprendizagens
A realização de aprendizagens significativas e o desenvolvimento de competências mais complexas pressupõem tempo para a consolidação e uma gestão integrada do conhecimento, valorizando os saberes disciplinares, mas também o trabalho interdisciplinar, a diversificação de procedimentos e instrumentos de avaliação, a promoção de capacidades de pesquisa, relação, análise, o domínio de técnicas de exposição e argumentação, a capacidade de trabalhar cooperativamente e com autonomia. (...)
Decreto- Lei nº 55/2018 de 6 de julho
Elaboração colaborativa de rubricas: . o professor identifica claramente o foco da aprendizagem esperada ao definir os critérios de avaliação; . o aluno identifica claramente o foco do seu trabalho para realizar a aprendizagem esperada, assim como os diferentes níveis de concretização possíveis para os critérios definidos. . ambos desenvolvem a metacognição através da compreensão sobre a sua própria atividade que favorecem os processos de aprendizagem/ensino. Corresponsabilização pelo cumprimentos das ações.
A avaliação assume caráter contínuo e sistemático, ao serviço das aprendizagens, e fornece ao professor, ao aluno, ao encarregado de educação e aos restantes intervenientes informação sobre o desenvolvimento do trabalho, a qualidade das aprendizagens realizadas e os percursos para a sua melhoria. A avaliação interna das aprendizagens compreende, de acordo com a finalidade que preside à recolha de informação, as modalidades formativa e sumativa.Na avaliação interna são envolvidos os alunos, privilegiando-se um processo de autorregulação das suas aprendizagens.Num mundo de tecnologias emergentes é fundamental assumir-se que a formação será ao longo da vida por parte do cidadão, sendo que a mesma é orientada pela sua capacidade de diagnosticar fragilidades e trilhar caminhos para a superação das mesmas.
(2022; Mª José Martins | Formação CDD nível II)
Rede de reconhecimento – o modo como a informação é apresentada aos alunos. A conceção de currículos e de ensino universalmente acessíveis implica a conceção e a apresentação de informação. A apresentação da informação implica tanto a lecionação do ensino como a conceção e a apresentação dos currículos. Porque o tipo de apresentação de abordagem única coloca barreiras à aprendizagem de muitos alunos, o DUA apoia tanto várias abordagens como abordagens flexíveis de apresentação do conteúdo. Tornar a informação acessível é o primeiro passo para apoiar os alunos na aquisição de conhecimentos. Rede estratégica – o modo como os alunos demonstram os conhecimentos e as competências. As oportunidades para os alunos expressarem a sua aprendizagem são essenciais para os professores monitorizarem até que ponto os alunos estão a entender e a adquirir conhecimentos e capacidades dos conteúdos. Igualmente importante para alguns alunos é o apoio destinado à aquisição de processos que os ajudam a definir os objetivos, a gerir o progresso e a desenvolver capacidades de aprendizagem estratégicas para a vida. Rede afetiva – o modo como os alunos se autoenvolvem e se motivam Através de abordagens flexíveis, personalizadas e adequadas às necessidades individuais, o DUA permite definir objetivos educativos e equacionar estratégias, materiais e formas de avaliação pertinentes para todos os alunos, e não apenas para alguns (CAST, 2014; Rapp, 2014). Como afirma Edyburn (2010) nesta abordagem os ambientes de ensino, os materiais e as estratégias são equacionados de modo a responder às características e necessidades de todos os alunos. Para que tal aconteça os docentes deverão demonstrar flexibilidade: i) na forma como envolvem/motivam os alunos nas situações de aprendizagem, ii) no modo como apresentam a informação e iii) na forma como avaliam os alunos, permitindo que as competências e os conhecimentos adquiridos possam ser manifestados de maneira diversa (Katz, 2014).
Esta estratéga deve consolidar-se, de modo que as crianças e jovens ao longo dos diferentes ciclos experienciem e adquiram competências e conhecimentos de cidadania em várias vertentes, designadamente, valores e conceitos de cidadania nacional, direitos humanos, igualdade de género, não discriminação, interculturalidade, inclusão das pessoas com deficiência, educação para a saúde, educação para os direitos sexuais e reprodutivos e educação rodoviária.
in "Estratégia Nacional de Educação Para a Cidadania"
Reorganização curricular, em convergência com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. (...) conjunto comum de conhecimentos a adquirir, identificados como os conteúdos de conhecimento disciplinar estruturado,indispensáveis, articulados conceptualmente, relevantes e significativos, bem como de capacidades e atitudes a desenvolver
Despacho n.º 6944-A/2018, de 19 de julho